EDITORIAL

Dezembro

Rui Miguel Graça
Dezembro é o último mês do ano,   momento de quadra festiva e também de traçar balanços e perspectivar o futuro.
Para nós, família do Jornal Maria da Fonte, este 2016 ficou abalado pela morte do director Armindo Veloso, no passado dia 5 de Abril, e que naturalmente deixou uma marca na vida deste centenário. Por tudo o que representava para o jornal e também para o Grupo Arcada Nova, bem como por todo o prestígio que tinha e terá na Póvoa de Lanhoso. Face a isso deixou  um legado que, agora na égide do actual director - Manuel de Freitas Costa - queremos honrar e dar, naturalmente, continuidade. Com projectos novos, com a mesma identidade de sempre e com a responsabilidade que temos para com as gentes   da Póvoa de Lanhoso, as nossas gentes.
Em face a essa ligação e ao desejo que seja cada vez mais forte, o Jornal Maria da Fonte ficou, recentemente, e de forma concreta no passado mês de Novembro, disponível a toda a comunidade no Arquivo Municipal da Póvoa de Lanhoso. A juntar a esse facto estão, igualmente, as conferências que têm sido realizadas, em cooperação com a Câmara Municipal, com o legado da Maria da Fonte como pano de fundo.
Em nome da equipa do Jornal Ma-ria da Fonte ficam os votos de umas festas felizes, na companhia dos seus entes mais queridos. Acima de tudo que seja uma quadra recheada de bons momentos, guiada naturalmente pela ‘Estrela do Natal’, em direcção às belezas e encantos do concelho.
Votos igualmente de uma entrada em 2017 em forma. Da melhor forma. Da minha parte, e como a minha próxima crónica será já no novo ano, até 2017...

QUADRA COM IMENSAS ACTIVIDADES

Espírito natalício invade
as Terras da Maria da Fonte


Em Dezembro, na Póvoa de Lanhoso vive-se de forma intensa a época natalícia. Três propostas, espalhadas pelo concelho transformam as Terras da Maria da Fonte e convidam a uma visita: em Garfe, a ‘Aldeia dos Presépios’; em Oliveira, ‘O Natal da Alice’; e, em Monsul, a ‘Feira de Natal do Baixo Concelho’.
‘Póvoa de Lanhoso – A Estrela de Natal’ foi apresentada pela Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, num evento que tem como parceiros a paróquia e a Junta de Freguesia de Garfe; o Diverlanhoso, em Oliveira; a Junta de Freguesia de Monsul e a Associação de Turismo da Póvoa de Lanhoso.
André Rodrigues, vereador da Cultura da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, apresentou, a 28 de Novembro, ‘Póvoa de Lanhoso – A Estrela de Natal’, que este ano integra a ‘Feira de Natal do Baixo Concelho’, que já vai na sua terceira edição.
‘Garfe – Aldeia dos Presépios’ apresenta a sua 15.ª edição, num evento que integra, este ano, 19 presépios (mais um que no ano passado) espalhados por toda a freguesia, tem o seu início neste Domingo, dia 11 de Dezembro e decorre até 8 de Janeiro. Às várias construções, preparadas com dedicação pelos moradores dos vários lugares, junta-se um programa de animação, que conta com o Mercadinho da Aldeia dos Presépios, aos Domingos, das 10 às 18 horas, e diversos momentos musicais.
A abertura está agendada para as 14h30, à qual se segue o desfile de Natal com fanfarras e a actuação do padre Sandro e os Evangelium Cantate. O programa cultural inclui ainda o Passeio Pedestre, nos dias 11 e 17 de Dezembro e 7 de Janeiro; o Concerto de Natal com Jovens Talentos, no dia 18, a partir das 15h30; e o Encontro de Grupos Corais – janeiras na Aldeia dos Presépios, no dia 8 de Janeiro, a partir das 15h30.
Mentor do evento, o padre Luís Peixoto Fernandes explicou que os moradores procuram melhorar de ano para ano, com novas imagens e novos presépios.
Em Oliveira, no Diverlanhoso, “O Natal da Alice” decorre de 14 a 20 de Dezembro e conta um espectáculo de teatro que dá a conhecer a vida da Alice, a Casa da Lapónia, onde vive o Pai Natal, a discoteca e inúmeras actividades na Diver Kids, com desta-que para as pontes suspensas, a escalada, os trampolins, os insufláveis, a Casa na Árvore, o slide e a mina labirinto. No dia 14 de Dezembro, o evento é visitado pelas crianças do 4.º ano das escolas do concelho, numa visita proporcionada pela Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, tal como referiu a vereadora da Educação, Gabriela Fonseca.
Em Monsul, no Pavilhão Gimnodesportivo, a proposta passa pela “Feira de Natal do Baixo Concelho”, que se realiza nos dias 17 e 18 de Dezembro, e integra gastronomia, artesanato, música popular e animação infantil. No dia de abertura, Augusto Canário & Amigos sobe ao palco a partir das 21 horas. No dia seguinte, a partir das 11 horas, a proposta passa pelo desfile de Pais Natal a Cavalo. Aproveitando o espírito natalício, o evento envolve as populações e instituições das freguesias do baixo concelho e contará com cerca de 30 expositores, dando a conhecer as mais-valias e o que de melhor se faz naquelas freguesias, como referiu o presidente da Junta de Freguesia de Monsul, José Manuel Tinoco.

“Que a Póvoa de Lanhoso seja um ponto de atracção”
Manuel Baptista, presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, referiu, de entre outras considerações, que “cada vez mais a Póvoa de Lanhoso identifica-se com o Natal. Foi Garfe que deu o pontapé de saída há 15 anos. A Diverlanhoso também se associou e agora tamos também o baixo concelho, o que quer dizer que a Póvoa de Lanhoso irá ter um período de Natal já descentralizado e com qualidade”.
Para o autarca, o sucesso desta estratégia passa pela capacidade de melhorar por parte de cada uma das iniciativas e pelo tempo favorável. “O importante é que nós cada vez melhoremos mais para ser um ponto de atracção e que a Póvoa de Lanhoso seja cada vez mais uma referência no Natal, que, para mim, é a época mais bonita do ano. É uma festa de família, é uma festa em que os povoenses se revêem e nós, além dos povoenses, queremos cada vez mais atrair público de fora para que venham conhecer o nosso concelho e isto começa a ser uma marca do concelho da Póvoa de Lanhoso”, salientou.

VÁRIAS INSTITUIÇÕES ENVOLVIDAS

Dia Internacional
da Cidade Educadora 

uniu jovens e seniores

O município da Póvoa de Lanhoso associou-se, no dia 30 de Novembro, às comemorações do Dia Internacional da Cidade Educadora, num evento que ficou marcado pela intergeracionalidade. “Construir uma cidade que encoraja o diálogo e a acção entre gerações”, um dos princípios que consta da Carta das Cidades Educadoras, foi o mote escolhido para as comemorações deste dia.
Na comemoração do Dia das Cidades Educadoras estiveram envolvidas, para além da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, a CPCJ – Comissão de Protecção de Crianças e Jovens, Agrupamentos de Escolas, Centros Sociais e Centros de Convívio.
Crianças, jovens e seniores estiveram envolvidos nas comemorações, que pretenderam, também, sensibilizar para os direitos das crianças e da igualdade. Depois da construção de um mural, com mensagens deixadas pelos mais pequenos, foi criado um cordão humano pelos mais pequenos, que procederam também à distribuição de folhetos alusivos às comemorações, onde constavam também os direitos das crianças, segundo a Convenção dos Direitos da Criança.
De tarde, no Centro Social de Calvos, jovens e seniores estiveram envolvidos na confecção de panquecas saudáveis, num momento divertido e de grande convívio.
Piedade Almeida, de 85 anos, residente no lugar de Sobradelo, em Rendufinho, e utente há mais de dez anos do Centro Social de Calvos, participou activamente na iniciativa. Trabalhou como cozinheira, em Lisboa, mais de 30 anos. “Estou a gostar. Já estive a ajudar. Acho muito bonito trazer os mais jovens até cá”, revelou Piedade Almeida. As actividades, que uniram pequenos e crescidos, estenderam-se aos vários centros sociais e centros educativos do concelho.
“A Rede Internacional das Cidades Educadoras, à qual nós aderimos, definiu o dia 30 de Novembro de cada ano como o Dia Internacional das Cidades Educadoras. Todas as Cidades Educadoras desenvolvem actividades de acordo com os princípios da Carta Educadora e é o que nós estamos a fazer hoje. O princípio que nós definimos foi o diálogo intergeracional”, explicou Gabriela Fonseca, vereadora da Educação da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso.

APRESENTAÇÃO DO LIVRO DE JOSÉ ABÍLIO COELHO

Hospital e Misericórdia dados
a conhecer aos mais jovens


Depois das crianças, é a vez dos mais jovens ficarem a conhecer a história do Hospital António Lopes e da Misericórdia da Póvoa de Lanhoso. Nesse sentido, e no âmbito das comemorações do centenário do Hospital António Lopes, a Santa Casa da Misericórdia da Póvoa de Lanhoso apresentou, no dia 3 de Dezembro, no Theatro Club, um livro dedicado aos mais jovens, e não só, intitulado “O Hospital António Lopes e a Misericórdia da Póvoa de Lanhoso contado aos mais jovens”, da autoria de José Abílio Coelho. Esta é a segunda de três obras a apresentar neste ano de comemorações. No mês passado, a Misericórdia povoense apresentou a obra ‘António Lopes – um coração de filigrana’, teatro de fantoches, assinado por José Abílio Coelho, com ilustrações de Domingos Silva, dedicado às crianças.
Com este livro e como explicou Armandina Machado, vice-provedora e presidente da Comissão Executiva das Comemorações, cumpre-se o primeiro quarto da programação definida. Até ao final do ano, há ainda lugar para o Jantar de Natal dos Funcionários e Colaboradores; uma cerimónia religiosa em memória de António Lopes, a 22 de Dezembro, no dia em que se celebram os 89 anos da sua morte; e no último dia do ano, uma reunião extraordinária da Mesa Administrativa, relembrando a fundação da Misericórdia em 1928.
A presidente da Comissão Executiva referiu, de entre outras considerações, que “D. Elvira e António Lopes, pelo que fizeram em vida e pelo que legaram para além dela, merecem que todos nós continuemos com o nosso esforço para que os seus nomes jamais sejam esquecidos”. Armandina Machado salientou que é desejo da Comissão Executiva que o programa comemorativo seja um tempo de festa em honra do casal António Lopes e D. Elvira Câmara Lopes e da sua obra em favor da Póvoa e dos povoenses, mas que seja, também, um tempo de festa ao qual se juntem todas as forças vivas do nosso concelho, Câmara, Bombeiros, escolas e sociedade civil.
Paulo Monteiro, director do Correio do Minho, apresentou a obra ‘O Hospital António Lopes e a Misericórdia da Póvoa de Lanhoso apresentado aos mais jovens’ revelou que, com esta obra, passou a gostar ainda mais da Póvoa de Lanhoso e da sua história.
“Um excelente livro, um livro que apaixona, de leitura fácil, como convém, para despertar sentimentos e curiosidades dos leitores mais jovens”. Foi desta forma que Paulo Monteiro traçou a obra, deixando aos presentes algumas curiosidades e passagens da mesma.
José Abílio Coelho, autor da obra, explicou que a Misericórdia e a Comissão Executiva pretendem com estas iniciativas homenagear o casal que fundou o hospital – António Lopes e sua esposa D. Elvira, valorizando a memória e a sua história. Foi a esposa quem pediu ao grande benemérito que construi-se na Póvoa de Lanhoso um hospital para acolher os mais necessitados.
“Este livro, eu diria que é dos 8 aos 80 anos porque sintetiza a bela história de António Ferreira Lopes”, salientou Humberto Carneiro, provedor da Misericórdia da Póvoa de Lanhoso.
“Temos que estar muito orgulhosos de António Ferreiras Lopes, daquilo que foi feito em vida mas também a capacidade, o génio, a capacidade de ver mais além, preparar tudo para que os seus vindouros pudessem, por um lado, não deixar de defender o património que ele deixou mas, mais do que isso, adequar, em cada momento, esse mesmo património às necessidades dos cidadãos, e, em primeiro lugar, preferencialmente aos cidadãos que mais precisam”, referiu ainda Humberto Carneiro.

MOMENTOS DE MAGIA E ALEGRIA

Idosos e crianças 
foram ao circo

Foi um dia diferente para centenas de crianças e seniores do concelho da Póvoa de Lanhoso. A ida ao circo, no dia 2 de Dezembro, despertou muitos sorrisos e gargalhadas a até lágrimas de alegria. Para alguns, foi a primeira vez que foram ao circo. E nem as pipocas faltaram, num dia de grande animação. A iniciativa esteve a cargo da Junta de Freguesia da Póvoa de Lanhoso, que contou com o apoio da Câmara Municipal. Da parte da manhã, passaram pelo circo instalado no Parque do Pontido, na vila, cerca de 200 seniores das IPSS's e Centros de Convívio do concelho e cerca de 600 crianças da Santa Casa da Misericórdia da Póvoa de Lanhoso, Centro Educativo do Cávado, Centro Educativo D. Elvira Câmara Lopes, JI de Serzedelo e JI Rendufinho.
De tarde, cerca de 850 crianças do C.E. António Lopes, EB1/JI da Póvoa de Lanhoso, EB1 do Ave, JI de Taíde, Simães, Travassos, Garfe e Sobradelo da Goma foram ao circo, onde não faltaram palhaços, trapezistas, domadores de feras e jibóias.
Glória Antunes Vieira, de Águas Santas, gostou do espectáculo. “Deu outro ânimo às crianças e aos idosos. Já não ia há muito ao circo. Já não me lembro há quantos anos. Gostei muito dos trapezistas e dos palhaços”, revelou. Na sua companhia estava a D. Alzira, também ela utente do Centro Social de Monsul. “Gostei de tudo. Já tinha ido ao circo mas já não ia há muitos anos”, disse.
“Nunca tinha ido ao circo”, revelou Júlia Vieira da Silva, de 87 anos, utente do Centro de Convívio de Vilela, que gostou de tudo, em especial da trapezistas. Também a amiga Deolinda se estreou na ida ao circo.
Para Maria Amélia e António Oliveira, do Centro de Convívio de Vilela, a ida ao circo não foi novidade. Gostaram de tudo e esta foi uma oportunidade para conviver e passar momentos divertidos.

Vilela

Cemitério requalificado

Embelezar e dar ainda mais dignidade a um dos locais que mais toca no coração dos moradores – o cemitério paroquial – onde descansam os seus entes queridos, foi um dos objectivos da Junta de Freguesia de Vilela.
A obra ficou concluída no mês de Novembro e enche de orgulho todos os moradores. Além da intervenção no interior do campo santo, as obras estenderam-se ao exterior. Mais do que palavras, as fotos falam por si, numa obra de grande qualidade, que contou com o apoio da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso.
De entre outros melhoramentos, a Junta de Freguesia procedeu à pavimentação dos passeios, criação de novas sepulturas, criação de rampa para acesso de pessoas com mobilidade reduzida e criação de espaço para estacionamento.

 
Cão morto deixado no cemitério
Um cão morto, envolto num saco do lixo, como se de uma urna se tratasse, foi deixado no cemitério de Vilela. Por cima do ‘embrulho’, uma flor branca, retirada de uma campa ao lado. O cenário foi completado com um círio a arder. Foi este o cenário encontrado por populares, na manhã de Domingo, dia 27 de Novembro. Alertada pelos populares, a presidente da Junta de Freguesia de Vilela, Armandina Machado, deslocou-se ao local e, ao verificar o que continha o embrulho, alertou as autoridades.
No interior do embrulho, estava um cão morto, de cor escura e raça pequena. No local, os militares do posto da GNR verificaram que o animal possui chip, pelo que procederam à verificação do seu dono.

Pelo sétimo ano consecutivo

Póvoa de Lanhoso novamente 
Autarquia + Familiarmente 
Responsável

Pelo sétimo ano consecutivo, a Póvoa de Lanhoso vai receber distinção de Autarquia + Familiarmente Responsável. A entrega da bandeira decorreu nesta Quarta-feira, dia 7 de Dezembro, em Coimbra
A distinção é atribuída todos os anos pelo Observatório das Autarquias + Familiarmente Responsáveis, que tem como objectivos principais acompanhar, galardoar e divulgar as melhores práticas das autarquias portuguesas em matéria de responsabilidade familiar.
“Esta distinção é o reconhecimento externo do trabalho social que todos os dias fazemos para melhorar a vida dos povoenses. Apesar de não andarmos atrás dos títulos é bom quando destacam o nosso trabalho. Continuamos no caminho certo”, refere o Presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Manuel Baptista.
Em Outubro, a Póvoa de Lanhoso recebeu o pré-mio Viver em Igualdade, uma iniciativa bienal, promovida pela Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG), que visa distinguir Municípios com boas práticas na integração da dimensão da Igualdade de Género, Cidadania e Não Discriminação, quer na sua organização ou funcionamento, quer nas actividades por si desenvolvidas.
O Município da Póvoa de Lanhoso tem apostado fortemente numa forte política transversal de apoio às famílias, desde crianças, jovens e seniores.
Medidas como o Naturalanhoso; como o subsídio de apoio ao pagamento das rendas de casa; como as bolsas de estudo e os prémios de mérito escolar; o apoio social escolar; os transportes escolares; os manuais escolares gratuitos para alunos com mais necessidades; os cartões municipais; a rede de Centros de Convívio; o trabalho do Banco de Voluntariado e da Loja Social; e o Serviço para a Promoção da Igualdade de Género, que intervém junto de vítimas de violência doméstica, de entre muitas outras, integram esta política de acção social reconhecida pelo sétimo ano consecutivo.
A participação em projectos e redes internacionais também tem sido uma preocupação. O município foi escolhido pelo Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra para realizar os seus estudos sobre as boas práticas em Igualdade de Género implementadas pelos municípios (projecto ‘Local Gender Equality - Mainstreaming de género nas comunidades locais’), e, neste âmbito, a partilha de boas práticas tem sido uma realidade, nomeada- mente através de uma deslocação a Oslo, na Noruega, no final do ano passado. Destaque ainda para a vinda de um grupo de Kyoto, no Japão, à Póvoa de Lanhoso, no último mês de Setembro, a convite da CIG.
A par disto, recorde-se que o município foi considerado pela Organização Mundial de Saúde como “Cidade Amiga dos Idosos”, integra a “Rede Internacional de Cidades Educadoras” e prepara-se para ser reconhecida como “Cida-de Amiga das Crianças”, sendo que a candidatura já foi aceite pelo Comité Português para a UNICEF.

Semana Municipal para a Igualdade

Balanço positivo

Terminou com balanço positivo, no dia 25 de Novembro, mais uma Semana Municipal para a Igualdade na Póvoa de Lanhoso, a sexta que consecutivamente a Autarquia, no âmbito do SIGO – Serviço para a Promoção da Igualdade de Género, resposta dos Serviços de Ação Social, promove.
Este ano, a Semana Municipal para a Igualdade versou a área da deficiência, constando do diversificado programa actividades destinadas a este público, porém, aberto a toda a comunidade, que pôde, a par das pessoas portadoras de algum tipo de deficiência, experienciar actividades desportivas e outras.
A realização de um Café Concerto, actividades de desporto adaptado, a eliminação de uma barreira arquitectónica, a presença da carrinha do Roteiro Cidadania em Portugal, um caminhada e o descerramento de um mural que foi pintado pelos alunos da Escola Secundária da Póvoa de Lanhoso, em homenagem às vítimas de violência doméstica, foram alguns dos momentos que integraram a Semana Municipal para a Igualdade.

EDITORIAL

‘Maria da Fonte’ 
disponível para todos

Paulo Monteiro
No passado dia 12 de Novembro o jornal ‘Maria da Fonte’ voltou a fazer história. Nesse dia os jornais editados desde 1886 a 1975 passaram a estar disponíveis no site do Arquivo Municipal da Póvoa de Lanhoso e podem ser consultados através do arquivo.mun-planhoso.pt. Um trabalho árduo mas fruto de um protocolo celebrado entre o Grupo Arcada Nova (detentor do título do jornal ‘Maria da Fonte’) e a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso em que o primeiro, ciente da importância do jornal para a história do concelho, disponibilizou todas as edições do jornal para serem digitalizadas e a partir da plataforma da autarquia poderem ser consultados por todos e em todo o mundo.
Em arquivo.mun-planhoso.pt pode ver um trabalho excelente feito com dedicação e profissionalismo onde um dos seus responsáveis, Paulo Freitas, tem feito de tudo para que a história da Maria da Fonte e da Póvoa de Lanhoso não seja esquecida e seja guardada para sempre para, também para sempre, ser consultada por todos.
Basta um clique para se ter toda a informação do jornal durante 89 anos. Os restantes 41 anos estarão, certamente, nos próximos anos também disponíveis uma vez que o jornal ‘Ma-ria da Fonte’ é considerado o maior repositório da informação da Póvoa de Lanhoso. Um jornal com 130 anos e com uma história única.
Ao mesmo tempo que foram disponibilizadas as edições mais antigas do jornal Maria da Fonte — recorde-se que os primeiros núme-ros do jornal sairam com a designação de ‘A Maria da Fonte’. O ‘A’ caiu mais tarde — foi inaugurada uma excelente exposição sobre ‘Primórdios da imprensa nas Terras de Lanhoso’ e que pode ser visitada no Núcleo Documental do Centro Interpretativo Maria da Fonte até ao final do ano.
Nesta exposição conta-se um pouco da história do jornal ‘Maria da Fonte’ e podem ser vistas algumas das edições mais antigas do jornal bem como vários materiais de impressão de tempos mais longínquos. O ‘Maria da Fonte’ tem, nesta mostra, a companhia do jornal ‘Póvoa de Lanhoso’, já extinto, mas que durou perto de 80 anos. Os dois periódicos rivalizaram durante muito tempo e acabam por contar a história deste concelho.
Uma exposição que vale a pena uma visita...

Manuel Baptista passa de arguido a testemunha

Arguida confessa autoria
da falsificação do visto
do Tribunal de Contas


Numa sessão realizada na Segunda-feira, no Tribunal Judicial da Póvoa de Lanhoso, a ex-funcionária da Câmara Municipal, que desempenhava as funções de Chefe da Divisão Jurídica e Administrativa, Teresa Palmeira, fez a confissão integral e sem reservas de que ela é a única autora da falsificação do visto do Tribunal de Contas no âmbito do processo de construção do Centro Educativo de Monsul.
Recorde-se que, foi em Julho de 2013, que durante uma visita técnica do Programa Operacional Regional do Norte foi detectado que a empreitada não possuía visto, dado que o que constava do processo era falso.
Inicialmente, eram arguidos no mesmo processo a ex-funcionária e o presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso. Porém, em meados do ano passado, a juíza de instrução no Tribunal de Braga decidiu não levar a julgamento o presidente da Câmara de Póvoa de Lanhoso, Manuel Batista, no processo relacionado com a falsificação de um visto do Tribunal de Contas. Com a referida decisão, o presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso passou       de arguido para testemunha no pro-cesso.
A confissão da passada segunda-feira fez com que o julgamento não prosseguisse com a audição das testemunhas, tendo ficado a leitura da sentença, a aplicar à ex-funcionária por ser autora do crime de falsificação de documentos, para meados de Janeiro do próximo ano.
O ‘Maria da Fonte’ contactou Manuel Baptista, que afirmou: “Sempre disse que estava de consciência tranquila e que nada tinha a ver com a falsificação deste documento, por isso, este desfecho não é uma surpresa. Só lamento os danos que esta mentira provocou na imagem da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso e da minha pessoa”.
Esta situação refere-se ao processo-crime. Porém, corre ainda termos no Tribunal Administrativo de Braga o processo administrativo para anulação da decisão de revogação do contrato de financiamento de fundos comunitários, decisão tomada pela CCDR e que exige da autarquia a devolução de 1,8 milhões de euros. “Estamos com fé de que não teremos que devolver o dinheiro, porque está mais que provado que a autarquia nada tem a ver com esta questão e estamos, no sítio certo, a trabalhar e a apresentar os nossos argumentos para que o resultado final seja esse”, referiu ao “Maria da Fonte” o Presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso.

Cunha de Leiradella foi homenageado

“Os meus personagens partem 
sempre do que eu vejo”

No âmbito da iniciativa ‘Outono Literário’, a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, através da Biblioteca Municipal, homenageou o escritor e dramaturgo povoense, Cunha de Leiradella. A sessão, realizada na tarde de sexta-feira, dia 18 de Novembro, no auditório da Casa da Botica, foi abrilhantada pelo grupo de cantares ‘Mulheres do Minho’, de Braga.
O dia foi de dupla festa, uma vez que o homenageado completou os seus 82 anos de vida. Reconhecer tudo o que deu ao concelho foi um dos objectivos da iniciativa. Esta foi a segunda edição de        ‘Outono Literário’. No ano passado, a homenagem recaiu sobre Amélia Fernandes, conhecida como a ‘Poetisa de Arosa’.
Depois das boas-vindas por parte do vereador da Cultura da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, André Rodrigues, seguiu-se a intervenção do professor José Oliveira, que centrou a sua atenção no personagem Eduardo da Cunha Júnior, presente em três dos romances do autor: Ao longo do Tempo, Espelhos de Lacan e Apenas uma questão de gosto. A cerimónia contou, de entre outros, com a presença do presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Manuel Baptista, da vice-presidente, Gabriela Fonseca, assim como do presidente da Assembleia Municipal, Amândio de Oliveira.
Na resposta, o homenageado explicou que o personagem Eduardo da Cunha Júnior não é o seu alter-ego. Cunha de Leiradela afirmou que não é um escritor de enredos, ao jeito de Camilo, escrevendo ficção, teatro, ensaios e roteiros para teatro e cinema.
“Os meus personagens partem sempre do que eu vejo”, explicou o homenageado, perante uma sala composta de amigos e de admiradores da sua obra.
Nascido no concelho de Póvoa de Lanhoso, Cunha de Leiradella viveu 45 anos no Brasil, com a sua obra a conquistar inúmeros prémios no Brasil, Portugal, México e Argentina.

Acção social

Povoenses receberam 
casas sociais do IHRU

O IHRU – Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana atribuiu mais duas habitações sociais no Bairro Social na Avenida da República, na Vila da Póvoa de Lanhoso.
A entrega simbólica juntou o presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Manuel Baptista, e representantes do IHRU, para além de técnicos da área social da autarquia, nos Paços do Concelho.
Na mesma oportunidade, foram abordadas questões associadas ao bom estado de conservação do Bairro Social, tendo o Presidente da Câmara Municipal manifestado total disponibilidade para continuar a colaborar com aquele organismo, sempre que tal seja necessário.
Esta atribuição aconteceu na sequência das sinalizações que os serviços de acção social da Autarquia realizaram junto daquele do IHRU, enquanto entidade proprietária do Bairro Social.
Os dois fogos sociais foram entregues a duas pessoas que se encontravam numa situação de carência habitacional, algo que ficou ultrapassado com o acesso às referidas habitações. A entrega simbólica decorreu no dia 11 de Novembro.

Com vários pontos em discussão

Assembleia Municipal 
nesta Sexta-feira

Está agendada, para esta sexta-feira, dia 25 de Novembro, mais uma sessão da assembleia Municipal da Póvoa de Lanhoso, com os trabalhos a decorrer no Theatro Club. O início está agendado para as 20h30, com possibilidade de continuação no dia 28 de Novembro (segunda-feira).
Os trabalhos têm o seu início com o período antes da ordem do dia, ao qual se segue um período destinado à intervenção dos presidentes de Junta. Posto isto, os trabalhos entram no chamado ‘Período da Ordem do Dia’, que nesta sessão integra onze pontos, sendo eles: designação de um representante do Município da Póvoa de Lanhoso para o Conselho da Comunidade do Agrupamento de Centros de Saúde do Cávado II – Gerês/Cabreira; análise da actividade do município e sua situação financeira; análise e votação da organização dos serviços municipais, estrutura e competências, bem como o regulamento, e organigrama respectivo; análise e votação do Mapa de Pessoal para vigorar no ano de 2017; análise e votação de propostas da Câmara Municipal para fixação de impostos municipais; proposta da Câmara Municipal para actualização do tarifário dos serviços de abastecimento de água, recolha de saneamento e recolha de resíduos; análise e votação do Orçamento e Grandes Opções do Plano para 2017; informação periódica da EPAVE; pro-posta da Câmara Municipal para que seja considerado como equipamento de reconhecido interesse público a obra de ampliação e alteração que a requerente Vieira & Marques, Lda., pretende levar a cabo; proposta da Câmara Municipal para isenção de IMT no âmbito de investimento a realizar pela empresa PROWDER LABS S.A., para fixação da sua unidade de produção; proposta da Câmara Municipal para celebração do contrato de concessão entre o Município e a EDP- distribuição; e proposta da Câmara Municipal para aprovação da proposta de alteração dos estatutos da EPAVE, E.M.. No final, segue-se o período destinado à intervenção do público.

Núcleo Documental do Centro Interpretativo

 Colecção do ‘Maria da Fonte’ 
disponível para a comunidade

A colecção do Jornal Maria da Fonte – de 1886 a 1975, está disponível na internet, no site do Arquivo Municipal da Póvoa de Lanhoso. A partir de um clique em arquivo.munplanhoso.pt, na secção “desta-ques”, os interessados podem aceder à colecção deste centenário jornal.
Manuel Freitas Costa, director do Jornal ‘Maria da Fonte’ e presidente do Conselho de Administração do Grupo Arcada Nova, deu o ‘clique’ inaugural, numa cerimónia realizada na tarde de sábado, dia 12 de Novembro, no Núcleo Documental do Centro Interpretativo Maria da Fonte, na vila da Póvoa de Lanhoso.
Paulo Freitas, da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, considerou o ‘Maria da Fonte’ como o maior repositório de informação da Póvoa de Lanhoso do período contemporâneo, da história social, política, económica e institucional. 
Como se pode ler no site do arquivo municipal, o jornal ‘Maria da Fonte’, hebdomadário semanário regionalista é um dos mais antigos jornais portugueses com edição ininterrupta, o que acontece já desde o ano de 1886, ano da sua fundação, há mais de 130 anos.
“A sua história está intimamente ligada com da principal heroína da Póvoa de Lanhoso, que titula, e que se viria a transformar num símbolo nacional na sequência da revolução de 1846, por todos conhecida por Revolução do Minho ou muito exactamente pela ‘Revolução da Maria da Fonte’ iniciada na Póvoa de Lanhoso na primavera de 1846”, lê-se ainda.
O momento ficou também marcado pela entrega, ao arquivo municipal, de parte da colecção do Jornal Póvoa de Lanhoso, já extinto e que durou perto de 80 anos.
André Rodrigues, vereador da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, agradeceu ao director do Jornal Maria da Fonte, a cedência  da colecção, que está agora disponível para toda a comunidade.
Recorde-se que o Jornal ‘Maria da Fonte’ nasceu a 3 de Janeiro de 1886 para “responder às acusações e à pro-vocação que constituiu a publicação, no ano anterior, em 1885, do livro de Camilo Castelo Branco ‘a Maria da Fonte’ assente e veiculando um relato de José Joaquim Ferreira de Mello e Andrade, administrador do concelho  ao tempo da Revolução de 1846”.

Conferência debateu liberdade de imprensa no Liberalismo e em Democracia


A Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso e os Jornais Maria da Fonte e Correio do Minho promoveram, na tarde de sábado, dia 12 de Outubro, mais uma iniciativa no âmbito do ciclo de conferências, ‘Maria da Fonte no seu e no nosso tempo’.
‘Liberdade de Imprensa no Primeiro Liberalismo e nos dias de hoje’ foi o tema da iniciativa, realizada no auditório do Centro Interpretativo Maria da Fonte, que teve como palestrantes Jorge Pedro Sousa, catedrático da Universidade Fernando Pessoa (Porto), e Pedro Bacelar de Vasconcelos, docente da Universidade do Minho (Braga).
Jorge Pedro Sousa elucidou os presentes que a ideia de liberdade de imprensa nasceu na Inglaterra no século XVII. É por via deste país que a liberdade de imprensa chega a Portugal, começando a ser praticada após a revolução liberal de 28 de Agosto de 1820, com a promulgação de uma lei de imprensa em 1821. Contudo, é a carta constitucional de 1826 que consagra a liberdade de imprensa.
Se no ‘Vintismo’ os periódicos eram do tipo artesanal, a partir de 1834 surgem periódicos que são normalmente os “embriões” daquilo que se haviam de tornar os partidos políticos.
De entre outras considerações, Pedro Bacelar Vasconcelos salientou que “a liberdade de expressão é sempre desde o seu nascimento e até hoje, uma bandeira política ideológica”, dando conta de que a primeira iniciativa da ala liberal da assembleia nacional foi uma proposta de Lei de Imprensa.
“A imprensa, o periodismo, acaba por sofrer do mesmo desgaste que atribuímos à democracia”, vincou Pedro Bacelar Vasconcelos. O palestrante afirmou ainda que o entretenimento e o espectáculo vendem mais que a informação assim como os critérios de relevância e de actualidade passam por condicionalismos muito diversos. São esses os critérios que acabam por triunfar”.

Galegos

Inaugurada requalificação
do cemitério


No dia 13 de Novembro, a Junta de Freguesia de Galegos e a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso procederam à inauguração das obras de requalificação do cemitério. A cerimónia teve lugar depois da missa dominical. Pelas 10h30, a população marcou presença em grande número para acompanhar as cerimónias. Depois do descerrar da placa e da bênção, pelo padre Armindo Gonçalves, seguiram-se os discursos, com intervenções do presidente da Junta de Freguesia de Galegos, Ricardo Silva, e do presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Manuel Baptista.
A intervenção no campo santo integrou a requalificação de passeios, a ampliação, a construção de um muro e a iluminação exterior daquele local, num investimento na ordem dos 30 mil euros, de acordo com informações da autarquia povoen-se.
Ricardo silva, presidente da Junta de Freguesia de Galegos, agradeceu a presença de todos e revelou que se sentia orgulhoso com a obra concretizada, que se deveu à boa vontade demonstrada pela Câmara Municipal. O autarca deixou uma palavra de apreço e agradecimento à autarquia da Póvoa de Lanhoso, pois sem a ajuda da mesma não teria sido possível concretizar a obra inaugurada.
“Temos agora um espaço condigno para as pessoas virem aqui para prestar homenagem aos seus entes queridos”, revelou ainda Ricardo Silva.
“É sempre bom num dia tão bonito ouvir palavras destas”, revelou Manuel Baptista, presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, que se mostrou satisfeito com a obra inaugurada.
“Nestes 11 anos de mandato temos feito grandes investimentos nas igrejas e nos cemitérios. Ainda este ano inauguramos três obras e temos mais para fazer”, disse ainda o presidente da Câmara Municipal.
“Esta obra orgulha-nos a todos”, disse ainda Manuel Baptista, dando ainda conta do investimento que tem sido feito na criação de capelas mortuárias no concelho.

Obras consideradas “necessárias”

Melhor rede viária e novo 
Cruzeiro em Rendufinho

A reabilitação da rede viária continua a ser uma das grandes preocupações dos autarcas. Em Rendufinho, na tarde de ontem, decorreu a inauguração do Cruzeiro, junto à igreja paroquial, assim como de várias intervenções na rede viária, nomeadamente na Avenida de Sobradelo, Rua do Correlo, Rua da Pedreira, Rua das Cruzes, Rua do Marco e Travessa de Valcovo. Dar melhores condições de vida a quem habita na freguesia é uma das grandes preocupações do presidente da Junta de Freguesia de Rendufinho, Bernardino Guimarães.
A cerimónia teve o seu início pelas 14h30, com a bênção do Cruzeiro, pelo padre Salvador Mota, à qual se seguiu o descerramento da placa comemorativa, pelo presidente da Junta de Rendufinho e pelo Presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso.
Na hora dos discursos, o presidente da Junta de Freguesia de Rendufinhho revelou que estas eram obras necessárias que agora pude-ram ser concretizadas. “A missão da Junta de Freguesia é levar à Câmara Municipal as necessidades da população e demonstrar que elas devem ser também uma prioridade da autarquia”, salientou Bernardino Guimarães, agradecendo, em nome do povo de Rendufinho, à Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso.
“Com estas obras e com o Centro de Convívio, que abrimos no ano passado, fica bem claro o bom entendimento entre a Junta e a Câmara Municipal, que tem trazido bons frutos para a nossa freguesia. É assim que queremos continuar a trabalhar, sempre defendendo a nossa terra”, disse ainda o presidente da Junta de Freguesia de Rendufinho.
Manuel Baptista, presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, vincou que a autarquia tem feito este ano, nas freguesias, obras importantes, aquilo que os senhores presidentes de Junta achem necessárias.
O autarca revelou que Rendufinho está no mapa, nomeadamente devido ao investimento que será realizado, com a instalação da empresa de capitais suíços naquela freguesia.

Inicitiva da junta da Póvoa de Lanhoso

Magusto no centro 
para comemorar S. Martinho

Um magusto no centro da vila, em plena Praça Engenheiro Armando Rodrigues, foi a grande atracção do Domingo, dia 13 de Novembro, numa iniciativa promovida pela Junta de Freguesia da Póvoa de Lanhoso, em colaboração com a Câmara Municipal.
O S. Pedro ajudou à festa e o centro da vila ficou repleto de pessoas, que não quiseram perder a oportunidade de saborear umas belas castanhas assadas e desfrutar de uma tarde de grande convívio. A animação ficou a cargo do grupo ‘Cantares da Nossa Aldeia’ e dos grupos de bombos  - Bombadela, Tokaki e Baketas, que encantaram os presentes durante toda a tarde. As castanhas foram assadas e servidas no meio da praça, juntamente com o bom vinho verde, característico da nossa região. No final, ainda foi oferecida uma deliciosa sopa e distribuído bolo. Foi um dia onde mais de um milhar de pessoas participaram na actividade, o que deixa a Junta de Freguesia orgulhosa e agradecida por poderem contar com o apoio da população nos eventos que organiza.
O balanço da actividade é, segundo o Presidente da Junta  de freguesia de Póvoa de Lanhoso, Avelino Silva, muito positivo e gratificante.

EDITORIAL

O querido Mês de Agosto

Rui Miguel Graça
Terminaram as férias e começa agora outro tipo de romarias. Mas antes de abordar o que vem aí, deve-se analisar o que se passou, nomeadamente neste período de Verão. Por um lado, o concelho viveu dias intensos, marcados por diversos momentos festivos, culturais, tradições vividas e sentidas por todo o tipo de gerações.
Notou-se claramente que a Póvoa de Lanhoso cresceu, ganhou nova vida neste período, tornando o concelho mais visível no plano turístico. Ao nível económico percebeu-se também, e de forma clara, que os estabelecimentos comerciais registaram maior afluência. Quer de dia, quer de noite, com as esplanadas cheias, dando ainda maior colorido à programação nocturna que  foi preparada no cardápio de Verão. A Noite das Gerações, a Moda Lanhoso, a Festa do Emigrante e também a da Francesinha são exemplos do sucesso que o concelho viveu nestes últimos meses, que colocaram a região no mapa de diversos turistas de outras localidades. Para além disso, fez igualmente as delícias dos povoenses, radicados no concelho ou daqueles que trabalham no exterior ou até fora do país.
Contudo, ao longo deste período houve uma situação que culminou no dia 5 de Setembro, com o adiamento das celebrações dos Bombeiros, tudo em prol da comunidade. Os Bombeiros cancelaram a sua festa dos 112 anos, porque em todos os momentos a sua missão é a defesa da população. A eles, um forte abraço, um profundo agrade-cimento pelos actos heróicos praticados e pelo seu altruísmo eterno.
Nesta análise do que se passou, não só no concelho, mas também em Portugal, refira-se que, mais uma vez, a situação dos incêndios florestais tem tanto de dra-mática como de inexplicável. Encontrar soluções? É imperioso.
Agora o concelho vai regressar à normalidade, com a azáfama diária, com o regresso às aulas, com pequenos petizes a entrarem pela primeira vez nesse circuito, com outros em processo de continuidade e outros ainda a experimentar novos voos. A todos os agentes, sem excepção, um bom ano escolar, recheado de sucesso.

INAUGURAÇÃO DA UNIDADE MÉDICO-CIRÚRGICA

Misericórdia iniciou 
comemorações dos 100 anos 
do Hospital 

A inauguração da Unidade Médico-Cirúrgica, no dia 5 de Setembro, marca o arranque das comemorações do centenário do Hospital António Lopes, da Santa Casa da Misericórdia da Póvoa de Lanhoso. Um programa vasto e diversificado, que se estende ao longo de 365 dias, e que pretende, tal como referiu o provedor Humberto Carneiro, homenagear António Lopes, fundador do Hospital, bem como todos aqueles que deram seguimento à grande obra.
A cerimónia de inauguração foi presidida pelo Secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Fernando Araújo.
Recorde-se que, no dia 5 de Setembro, festejam o seu aniversário as duas instituições mais emblemáticas do concelho – Bombeiros e Misericórdia. Este ano, face aos inúmeros incêndios no concelho, as comemorações do aniversário dos bombeiros foram adiadas.
Na nova Unidade Médico-Cirúrgica já funcionam novos serviços, nomeadamente as Unidades de Internamento, Endoscopia Digestiva, Cardiologia e Medicina Física e de Reabilitação. O novo Bloco Operatório entra em funcio namento no final do ano. Segundo Humberto Carneiro, com a entrada em funcionamento das duas novas valências, a Misericórdia da Póvoa de Lanhoso concretiza dois objectivos, a permanente procura da melhoria da qualidade dos serviços e o proporcionar o acesso a diversos meios complementares de diagnósticos e terapêutica aos utentes do Serviço Nacional de Saúde. Na sessão solene, usaram também da palavra o Arcebispo Primaz de Braga, D. Jorge Ortiga, assim como Manuel Lemos, presidente da União de Misericórdias que salientou, de entre outras, que “o nosso permanente desafio na cooperação com o Estado é fazer mas fazer ao nível de excelência”.
As comemorações integraram ainda o hastear da bandeira, romagem ao cemitério, missa e homenagem a António Ferreira Lopes, com deposição de flores junto ao seu monumento, no Largo António Ferreira Lopes. O Coro da Misericórdia abrilhantou a missa, assim como a cerimónia de inauguração da nova Unidade Médica Cirúrgica.

Manuel Baptista, presidente da CM Póvoa de Lanhoso

“Hoje é um dia em que temos
um duplo sentimento”


As primeiras palavras de Manuel Baptista, presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, foram dirigidas aos Bombeiros, agradecendo à corporação povoense e a todas a que a ela se juntaram, assim como aos militares do exército, “o trabalho incansável que estão a fazer para nos proteger destes terríveis fogos florestais”.
O autarca deu conta do duplo sentimento vivido naquele dia. “De alegria e satisfação, porque duas das nossas principais instituições assinalam mais um aniversário da sua fundação. E de tristeza e preocupação, porque nas últimas horas o nosso concelho tem sido castigado com graves fogos florestais”.
“Os povoenses e este território ficam a ganhar com esta nova unidade de saúde, sendo um contributo muito importante para termos serviços de saúde de proximidade, especialmente num concelho com características do nosso”, salientou Manuel Baptista, que deixou uma palavra de reconhecimento e agradecimento a Humberto Carneiro, provedor da Misericórdia da Póvoa de Lanhoso.
“O senhor Provedor prova, mais uma vez, que está sempre a pensar no futuro, na sustentabilidade das várias valências, encontrando soluções que a modernizem e que respondam às necessidades destes tempos”, disse.
De entre outras considerações, Manuel Baptista, presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, pediu para que o Governo mantenha a Consulta Aberta no Hospital António Lopes, que assegura os cuidados primários nos períodos complementes ao Centro de Saúde.

Em alguns pontos do concelho

Chamas obrigam 
à retirada de moradores

Os dias 4, 5 e 6 de Setembro foram dias de imenso trabalho para os Bombeiros Voluntários da Póvoa de Lanhoso. Ao início da tarde, um incêndio em Moure, que se estendeu às freguesias a Águas Santas e Ferreiros andou pró-ximo das habitações, com os moradores de algumas casas, em Águas Santas, a serem retirados por uma questão de precaução. E quando combatiam as chamas no baixo concelho, um incêndio, que assumiu grandes proporções, no chamado ‘Monte das Agras’, no lugar de Aldeia, na vila da Póvoa de Lanhoso, estendendo-se aos Moinhos Novos e à freguesia de Fontarcada. Um incêndio que mobilizou os bombeiros povoenses, assim como várias corporações de bombeiros da região (Famalicenses, Barcelos, Fão e Riba d’Ave) e o exército português.
Fernanda Silva, residente nos Moinhos Novos, juntamente com um vizinho, o Sr. Abel, forneceram o pequeno-almoço a mais de 30 bombeiros que descansavam próximos das suas habitações, na manhã de segunda-feira, dia 5 de Setembro.
“Ia fazer a minha caminhada e vi ali vários carros de bombeiros. Vi o meu vizinho muito preocupado em direcção ao carro. Disse-me que estavam ali mais de 30 bombeiros sem tomar o pequeno-almoço. Fui de carro com ele comprar coisas, desde leite, sumos e croissants. O dinheiro mais bem empre-gue é no apoio aos bombei-ros”, disse aquela moradora.
Na noite de 4 de Setembro, ocorreram ainda incêndios na União de Freguesias de Esperança e Brunhais, Taíde, Sobradelo da Goma e S. João de Rei. No dia 5, dia em que os bombeiros celebram o seu aniversário, as atenções estiveram voltadas para o incêndio dos Moinhos Novos, devido aos reacendimentos, assim como a incêndios nas freguesias de Taíde, S. João de Rei, Serzedelo, Verim e Calvos.
Na terça-feira, os soldados da paz viram-se a braços com vários incêndios, nomeadamente em Sobradelo da Goma, Monsul e Verim.
Em Monsul, o incêndio estendeu-se à freguesia de Gerás e obrigou também à retirada de alguns moradores. Naquela ocasião, uma habitante de Gerás, sentiu-se indisposta e foi transportada ao hospital. Em Verim, nessa tarde, viveram-se momentos de aflição. Um incêndio colocou em risco pelo menos seis habitações, com a GNR a retirar dois idosos das suas habitações por questões de segurança. Um combate intenso, com os populares e a própria GNR a juntar-se aos bombeiros no combate às chamas. Tractores com cisternas e mesmo baldes de água. Tudo serviu para combater as chamas que ameaçavam as habitações.
Na tarde de quarta-feira, dia 7, os soldados da paz mantinham-se em Verim, devido aos reacendimentos que ocorriam em alguns locais. Jorge Silva, residente na Travessa dos talhosos mantinha-se no local do incêndio, acompanhado de dois amigos, também moradores naquela freguesia.
“O campo onde eu moro ainda ardeu. A casa não foi por sorte. As videiras foram todas. Não há explicação. A sorte foram os bombeiros. Foram momentos de aflição. Não víamos nada com o fumo. A um metro de distância não se via nada. Os militares da GNR também ajudaram a apagar. Foi uma tarde de aflição”, referiu o morador.

A TRADIÇÃO VOLTOU A CUMPRIR-SEEM TAÍDE

Melões e bifes na ementa

Os bifes e o melões ‘apimentaram’ o último dia da romaria de Nossa Senhora de Porto de Ave, na freguesia de Taíde, Póvoa de Lanhoso que culminou com as celebrações religiosas.
Para abrir o apetite, os melões casca de carvalho fizeram as delícias de muitos que os procuram todos os anos nesta altura. Que o diga Duarte Nuno que vai todos os anos de Famalicão a Porto de Ave, na Póvoa de Lanhoso, vender os seus melões que garante “são os melhores da região”. Duarte levou uma carrinha carregada de melões e “quanto mais tivesse, mais vendia”.
Os bifes do Vitor Fernandes do ‘Fafense’ já fazem parte da romaria. “Já venho cá desde os meus 5 anos com o meu pai. Eu continuei o negócio da carne e da restauração”.
Vitor Fernandes explica que “a tradição que já vem de família é levar o gado para a romaria e o cliente pede para partir a peça antes de ir para o tacho ou para a grelha”. Quanto à qualidade da carne quanto mais velha melhor, assegura o empresário e a preferência recai na carne de vaca ou boi. A forma de confeccionar normalmente é frito com cebolada, como manda a tradição do bife à Porto de Ave.
Jorge - o Campeão vem de S. Torcato e é presença habitual na romaria de Porto de Ave. Intitula-se o feirante mais antigo a percorrer o Minho e “com melhores condições e melhor qualidade na carne e no bacalhau”.
Na montra dos bifes, Jorge destacou o do vazio alto. “É um bife tenrinho, para quem tem os dentes fracos, este bife mastiga-se como marmelada. E só na casa do Campeão é que se encontra este bife”.
Na montra da doçaria, os tradicionais doces de romaria invadem as principais ruas até à igreja de Porto de Ave.
Elisa Ribeiro é da Póvoa de Lanhoso e já confecciona estes tradicionais doces de romaria desde muito pequena, cuja receita aprendeu com a mãe.
Para Elisa a crise também bateu à porta dos doces porque as carteiras estão mais vazias e as pessoas compram menos por causa da diabetes. “Nota-se uma quebra no negócio. Se por um lado as pessoas têm menos dinheiro, por outro as doenças relacionadas com a diabetes, que tem vindo a aumentar, são também uma causa para a quebra no negócio dos doces que é aquilo que eu sei fazer”.

Vieira da Silva, que visitou a IPSS ‘Em Diálogo’

Ministro promete reforçar 
acordos com IPSS’s

O ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Vieira da Silva, promete novo reforço dos acordos de cooperação com as IPSS’s do país no Orçamento de Estado de 2017, à semelhança do que aconteceu no orçamento de 2016 - que viu esta área ser contemplada com mais 16 milhões de euros. O compromisso foi ontem assumido pelo membro do governo durante uma “visita de trabalho” à ‘Em Diálogo’ - Associação para o Desenvolvimento Social da Póvoa de Lanhoso.
Uma visita que serviu para o ministro conhecer mais de perto o trabalho social desenvolvido pela instituição no concelho povoense, onde dá várias respostas à comunidade desde 1998, desde formação aos mais jovens e aos desempregados ao apoio domiciliário e lúdico aos idosos, entre outras acções.
Recentemente, a instituição viu ser reprovada uma candidatura para a criação de um lar de idosos no concelho da Póvoa de Lanhoso - uma resposta que a própria rede social local sente como uma necessidade premente para corresponder àquilo que os mais idosos precisam neste momento e tanto Clarisse Matos, presidente da ‘Em Diálogo’, como o presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Manuel Baptista, deixaram ‘no ar’ o desafio de em breve o ministro Vieira da Silva poder estar de volta ao concelho mas para “uma inauguração”.
Seja como for, ambos os responsáveis povoenses, fizeram questão de deixar uma palavra de “gratidão” ao ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, pelos projectos que tem apoiado no concelho povoense - que, no caso do PARES - Programa de Alargamento da Rede de Equipamentos Sociais - viu quatro candidaturas aprova-das. “Não podemos esquecer o papel desta economia social, que está sempre presente e que valoriza os recursos locais e que é muitas vezes quando os ventos são mais adversos que mostram o ‘peso’ da acção social”, sublinhou Vieira da Silva, destacando também o trabalho dos profissinais destas instituições.
O ministro Vieira da Silva garantiu mais “estabilidade” para o sector social, apontando para o reforço dos acordos de cooperação no sentido de que as instituições façam o seu trabalho “sem que sejam obrigadas a comercializar a sua actividade, pois essa é uma obrigação pública”.

Projeto Geração Lanhoso

Balanço positivo da participação 
na Semana da Juventude

As crianças inscritas na Ação 11 - Estratégias direcionadas para as crianças e jovens, promovendo estilos de vida saudáveis, do Projeto Geração Lanhoso terminaram, da melhor forma, a sua participação na Semana da Juventude, que foi promovida pela Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso em parceria com outras entidades entre os dias 6 e 12 de agosto.
Desta forma, o Projeto Geração Lanhoso dinamizou algumas atividades para estas e outras crianças que já estavam a participar no Campo de Férias “Férias Ativas”, iniciativa da Câmara Municipal, sendo que o objetivo comum foi promover estilos de vida saudáveis em crianças e jovens do Município Povoense.
A participação na Semana da Juventude ficou marcada pelo espírito jovem, pela diversão, pela aprendizagem, pelo dinamismo e interação positiva entre todos os participaram e os técnicos. O balanço é, pois, positivo.
Assim, para ocupar de forma divertida e saudável o tempo livre das crianças e jovens participantes, o Projeto Geração Lanhoso desenvolveu Ateliers de Dança, de Estampagem e Transformação de T-shirts, um Workshop sobre Suporte Básico de Vida, um Showcooking sobre Alimentação Saudável, Sessões com a GNR, como a Operação STOP e a sessão sobre Prevenção e Segurança Rodoviária, e ainda uma sessão dinamizada pelos Bombeiros Voluntários. Para além destas atividades, as crianças tiveram a oportunidade de integrar nos torneios de Subbuteo, matraquilhos, FIFA’16 e Ténis de Mesa.

EDITORIAL

Setembro é mês de história

Paulo Monteiro
No dia 5 de Setembro,  Póvoa de Lanhoso volta a estar em festa e, mais uma vez, a comemorar um dos dias mais importantes da sua história. Neste dia os Bombeiros Voluntários da Póvoa de Lanhoso celebram o seu 112.º aniversário enquanto o Hospital António Lopes comemora 99 anos de existência.
A estas duas instituições esteve li-gado um homem e um grande benemérito da terra... António Ferreira Lopes. A ele se deve a construção do Theatro Club, o nascimento dos Bombeiros e a construção do Hospital António Lopes, entre muitas outras obras no concelho.
Os Bombeiros têm este ano a inauguração do seu museu, enquanto o Hospital abre a sua nova Unidade Médico-Cirúrgica da Misericórdia da Póvoa de Lanhoso e, ao mesmo tempo, inicia as comemorações dos seus 100 anos, que se estenderão por 365 dias...
E... faz precisamente 99 anos na segunda-feira, dia 5 de Setembro, que a Póvoa de Lanhoso viveu um dos dias mais felizes e grandiosos da sua história. Na altura, o director do ‘Maria da Fonte’, Alfredo Ribeiro, presente na cerimónia, escrevia: “Os festejos, promovidos pela Camara Municipal, para a inauguração do Hospial Antonio Lopes, não podiam ser mais atraentes e brilhantes, sendo este a primeira vez que a Povoa de Lanhoso se arrojou a um deslumbramento festivo de tal ordem, que ninguem se furtou a tecer os mais rasgados elogios a comissão de festas (...) Os brilhantes e ruidosos festejos, ainda na memória de todos, consistiram em admiráveis ornamedtações nos largos e ruas, artisticas decorações em quasi todas as fachadas dos prédios e edificios”.
O dia foi inesquecível também para António Ferreira Lopes como se pode sentir pelas palavras escritas de Alfredo Ribeiro: “(...) foram descerrados dois retratos a oleo, um do ex.mo sr. Antonio Ferreira Lopes e o outro da falecida espose de s. ex.ª, a venerável senhora D. Elvira Camara Lopes, sendo o primeiro descerrado pela insinuante menina Albertina Rodrigues que, em breves palavras, elogiou as primorosas qualidades de caracter do respeitabilissimo benemérito, e o segundo, pelo sr. dr. Adriano Martins, que tambem elogiou as grandes virtudes da saudosa D. Elvira Camara Lopes, em verdade, um coração de anjo que sempre se notou animadom pela Caridade. O ilustre benemérito, com as lagrimas nos olhos, agradeceu a todos os oradores.”
Que o próximo dia 5 de Setembro  seja de grande festa e se recorde, mais uma vez, o grande homem que foi António Ferreira Lopes.

Foram visitados os cantos e recantos de várias freguesias do concelho

‘Caminhada com História’ desvendou património

As paisagens deslumbrantes das Terras da Maria da Fonte e o património edificado de relevância do concelho foi “redescoberto” por cinquenta pessoas que, nos dias 27 e 28 de Agosto, participaram na ‘Caminhada com História’, organizada pela Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, em parceria com o Diverlanhoso e a Decathlon Braga.
Foram percorridos 37 Km, repartidos pelos dois dias, com os visitantes oriundos não só do concelho da Póvoa de Lanhoso, mas também de Braga, Vizela, Santo Tirso, Guimarães, Maia, Corroios e Azeitão.
“Esta caminhada pretendeu desvendar cantos e recantos de algumas freguesias do concelho da Póvoa de Lanhoso, detentoras de paisagens deslumbrantes e património edificado de relevância para o conhecimento da evolução dos nossos antepassados”, refere a organização.
O vereador da Cultura e Turismo da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, André Rodrigues, congratulou-se pela “boa aceitação por parte dos caminhantes na adesão a esta iniciativa” e mostrou-se satisfeito pela forma como o evento foi preparado, mostrando que “os povoenses sabem receber bem quem visita o concelho”. O responsável pela pasta da Cultura e Turismo evidenciou, ainda, que o propósito desta caminhada foi “desvendar alguns apontamentos da História da Póvoa de Lanhoso com o propósito de despertar o interesse nos participantes e voltarem como potenciais turistas”.
Os participantes foram presenteados com visitas guia-das à Capela do Senhor do Horto, Castro e Castelo de Lanhoso, Moinhos do Pontido, Via Romana XVII, Centro Interpretativo do Carvalho de Calvos, Ponte Mem Gutierres, Igreja Românica de Fontarcada, Centro Interpretativo Maria da Fonte e Theatro Club.
Os momentos de diversão e animação estiveram a cargo do grupo de bombos ‘Os Marias’, no Grupo Desportivo da Goma; do músico Hugo Torres num concerto acústico realizado no Bar do Pontão, também em Sobradelo da  Goma; e sete mulheres trajadas a rigor, que interpretaram o Hino da Maria da Fonte, aquando da visita ao Centro Interpretativo.
No final da tarde de domingo, e após um verde de honra no Theatro Club, a satisfação estava espelhada no rosto dos participantes e os testemunhos são a prova disso mesmo. Um grupo de povoenses deu conta de que a caminhada permitiu conhecer paisagens do concelho que desconheciam, frisando que “foi extremamente rica na partilha de experiências e na heterogeneidade da faixa etária dos participantes”. Quanto à dificuldade do percurso, essa “foi compensada pelas paisagens e pelo convívio”, lembrando que tal só foi possível “graças à excepcional equipa da organização que enriqueceu a caminhada em diversos momentos”. Já os caminheiros visitantes sublinharam que a caminhada superou as expectativas, e segundo Jorge Angelino, “tudo funcionou na perfeição”. António Sanches, chega mesmo a dizer que esta “foi a melhor caminhada que fez”, à qual Alice Palha concorda, acrescentando que “foi um sonho” e que esta caminhada a fez recordar a sua infância. Por fim, Sónia Bastos pede que se realizem “muitas mais caminhadas”.

Lanhoso

Rede viária requalificada

A intervenção na rede viária continua a ser uma das prioridades da Junta de Freguesia de Lanhoso, no concelho da Póvoa de Lanhoso. Na tarde de sábado, dia 27 de Agosto, numa obra realizada com o apoio da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, foram inauguradas as requalificações da Rua do Souto e Rua de Cimo de Vila. A par da pavimentação em betuminoso, as vias contam com todas as infra-estruturas, nomeadamente gás e saneamento.
A par destas, estão em andamento as obras de pavimentação, rede de saneamento e de águas pluviais da Rua de Reamondes, Rua de Belém e Rua de Real. Terminada também já está a repavimentação da Rua da calçada, faltando ainda concluir a pavimentação da Rua do Senhor do Socorro.
A cerimónia de inauguração dos melhoramentos da rede viária teve pelas 17 horas, com o descerramento da placa comemorativa, pelo presidente da Junta de Freguesia de Lanhoso, António Machado, e pelo presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Manuel Baptista, ao qual se seguiu a bênção, pelo padre Armindo Ribeiro, pároco de Lanhoso e Arcipreste da Póvoa de Lanhoso. Depois da Rua do Souto, seguiu-se a Rua de Cimo de Vila.
Após as cerimónias, seguiram-se os discursos, iniciados pelo presidente da Junta de Freguesia de Lanhoso que, na sua intervenção, relembrou o convite endereçado por Fernando Machado, em 2009, para integrar a lista candidata à Junta de Freguesia de Lanhoso, lista essa que saiu vencedora no acto eleitoral. Depois de ocupar o lugar de secretário da Junta de Freguesia, António Machado venceu as eleições em 2013. Ao relembrar o passado, António Machado realçou que foi feito um trabalho notável mas que ainda muito havia a fazer.
“São estas obras que acabamos de inaugurar, que sei que ficam na memória de toda esta gente pela enorme satisfação que já demonstraram, que me dão energia para continuar a trabalhar no sentido de concretizar o plano estabelecido”, referiu António Machado, pedindo desculpa aos moradores que se viram afectados com o desenrolar dos trabalhos. A Rotunda do Cruzeiro é a obra que o presidente da Junta de Freguesia de Lanhoso gostaria de ver concretizada ainda neste mandato.

“Semente” deixada por Fernando Machado
“A semente de tudo isto deve-se a um homem por quem eu tenho muita estima, que é o senhor Fernando Machado”, recordou o presidente da Câmara Municipal, Manuel Baptista, vincando a humildade e simplicidade do actual presidente da Assembleia de Freguesia de Lanhoso e ex-presidente de Junta.
“O senhor foi quem deu a semente para que hoje estejamos aqui todos a inaugurar estas grandes obras que têm um significado muito grande”, vincou o autarca, recordando que a freguesia de Lanhoso tem uma grande cobertura no que diz respeito à rede de água, saneamento e gás. Manuel Baptista recordou que o executivo da Póvoa de Lanhoso tem grandes projectos para o novo quadro comunitário.

Romaria de Nossa Senhora do Porto d’Ave

Devoção, bifes e melões 
atraem multidão

Iniciada a 26 de Agosto, a Romaria de Nossa Senhora do Porto d’Ave, na freguesia de Taíde, tem o seu culminar no Domingo, dia 4 de Setembro. Na noite desta sexta-feira, as atenções voltam-se para a majestosa procissão de velas, que sai à rua a partir das 21 horas. No ano passado, a Confraria de Nossa Senhora do Porto d’Ave vendeu duas mil velas. Ano após ano, a procissão de velas atrai cada vez mais devotos.
Além dos momentos de culto, a noite desta sexta-feira conta com a 8.ª edição da emblemática “Noite Gerações”, que tem como cabeça de cartaz, o conhecido “Agir”, um dos nomes sonantes do panorama musical da actualidade. Para o sábado, a animação fica a cargo, durante a tarde, do encontro de bombos e, à noite, as festividades recebem, a partir das 21h30, as actuações de Akisom, Santa Maria e Meninos do Rio. A missa solenizada, no Domingo, dia 4, às 11 horas, é presidida pelo bispo-auxiliar de Braga, D. Francisco Senra Coelho. A procissão sai à rua pelas 17 horas.
A Romaria de Nossa Senhora do Porto d’Ave é uma das maiores e mais típicas romarias do Minho, como destaca o Juiz, Vítor Macedo.
Os bifes e os melões dão nome à romaria e atraem milhares de pessoas por estes dias a Porto d’Ave. O suculento bife, acompanhado da cebolada e da batata é rei à mesa.

5 de setembro é uma data muito especial

Bombeiros e Hospital 
estão de parabéns

O dia 5 de Setembro é um dia especial para os Bombeiros Voluntários da Póvoa de Lanhoso e Hospital António Lopes. Neste dia, celebram o seu aniversário: 112 anos e 99 anos, respectivamente. A inauguração do Museu dos Bombeiros e da Unidade Médico-Cirúrgica da Misericórdia da Póvoa de Lanhoso são ponto alto do programa festivo.
Falar no 5 de Setembro é falar em António Lopes, o grande benemérito da Póvoa de Lanhoso, e ‘pai’ dos Bombeiros e do Hospital. Neste ano, a Misericórdia da Póvoa de Lanhoso inicia as comemorações do centenário do Hospital António Lopes. Um ano de intensa actividade, com exposições, congressos, palestras, concursos e lançamento de livros.
O programa festivo tem o seu início pelas 9 horas, com o hastear das bandeiras, com formatura geral na parada no Quartel-sede dos Bombeiros Voluntários e no Hospital António Lopes.
Às 9h30, decorre a romagem ao cemitério, com a homenagem aos bombeiros, benfeitores e Irmãos falecidos e, às 10 horas, na Igreja do Amparo, celebra-se a missa solenizada pelo Coro da Misericórdia, evocando a memória dos que passaram pelas instituições aniversariantes. Finda a cerimónia religiosa, segue-se a deposição de flores em preito do fundador dos Bombeiros e do Hospital, no monumento do Largo António Lopes. Às 11h30, decorre a inauguração e bênção da Unidade Médico-cirúrgica do Hospital António Lopes. Às 12 horas, tem lugar a actuação do Coro da Misericórdia, à qual se segue a sessão solene da Misericórdia da Póvoa de Lanhoso, no Salão Nobre do Hospital.
Findas as cerimónias, decorre o almoço, seguido de distinção de antiguidade aos funcionários da Santa Casa da Misericórdia da Póvoa de Lanhoso e do lançamento do jornal ‘Santa Causa’.
De tarde, as cerimónias transitam para os Bombeiros Voluntários, com a recepção, às 16 horas, às autoridades oficiais e convidados no quartel-sede. Segue-se a imposição de condecorações, de divisas aos novos bombeiros e bênção de novas viaturas. Às 16h30, homenagem ao saudoso comandante Luís Pinto da Silva e ao Bombeiro Voluntário. A inauguração do Museu dos Bombeiros decorre a partir das 17h15, seguindo-se a sessão solene, com intervenção de entidades oficiais e convidados.
A festa continua à noite, com a actuação, a partir das 21 horas, da Banda de Música dos Bombeiros Voluntários da Póvoa de Lanhoso e de uma banda açoriana.
Às 23 horas, realiza-se o desfile das viaturas dos bombeiros, com o lançamento de balonas, num momento muito aguardado pelos povoenses. 

Travassos

Detidos com radiadores furtados

Militares do Núcleo de Investigação Criminal de Braga detiveram, no dia 23 de Agosto, em Travassos, cinco indivíduos pelo crime de furto e recuperaram 38 radiadores de automóveis, cujo valor estimado ascende aos 6 mil euros. De acordo com a GNR, a acção desenvolveu-se no âmbito de uma investigação por furto qualificado, tendo os indivíduos sido interceptados quando transportavam o referido material furtado em dois veículos ligeiros.
Os detidos, com idades entre os 25 e os 38 anos, estão indiciados pela prática de outros dois furtos similares.

Castelo de Lanhoso

‘Fãs do Vinil’ solidários 
com Escuteiros

O Castelo de Lanhoso acolheu, no sábado, dia 20 de Agosto, mais uma noite solidária dos “Fãs do Vinil”. Desta vez, a receita angariada reverteu a favor do Núcleo de Escuteiros da Póvoa de Lanhoso.
Esta iniciativa, que fez parte da programação Verão Com(n)Vida, foi promovida pelo Pelouro da Cultura da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, com a actuação dos Dj`s Rui e Cirilo, Dj Ian e Dj Zé Gusto, com os sucessos musicais dos anos 70, 80 e 90 a entoar na noite festiva.
A solidariedade tem marcado presença nos eventos promovidos pelos “Fãs do Vinil”. Anteriormente, o objectivo foi apoiar os Bombeiros Voluntários da Póvoa de Lanhoso, o Banco de Voluntariado da Póvoa de Lanhoso e o Clube de Adopção e Protecção de Animais da Póvoa de Lanhoso.
As festas dos “Fãs do Vinil” são sempre realizadas em locais de interesse patrimonial do concelho, como é o caso do Castelo de Lanhoso que, este ano, está a comemorar os 20 anos do seu Núcleo Museológico.

Verim

População trabalhou na remodelação do centro cívico

O presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Manuel José Baptista, inaugurou, recentemente, as obras de requalificação urbana do centro cívico da freguesia de Verim (Praça do Cruzeiro, Rua 25 de Abril e Avnida da Igreja).
Trabalhos que, de acordo com o autarca povoense vêm melhorar as condições de vida da população.
O autarca notou a colaboração das pessoas na concretização da obra.
“Vi muita gente a ajudar. A população envolveu-se bastante nestes trabalhos”, referiu Manuel José Baptista, solicitando às centenas de pessoas presentes na inauguração “que proteja e cuide de um espaço que é vosso e de todos nós.”
O presidente da União de Freguesias de Verim, Friande e Ajude, José Manuel Silva, confirmou também o envolvimento da população de  Verim na concretização dos trabalhos.
“Tivemos aqui um problema, na parte final das obras, um contra-tempo, e os homens e mulheres de Verim disponibilizaram-se e estiveram aqui a colocar relva, a colocar massa, para perante a adversidade arranjarmos soluções”, destacou José Manuel Silva.
O autarca de Verim, Friande e Ajude, considerou também que os espaços remodelados vão contribuir para uma maior união das populações.
“Este centro cívico permite manter a identidade do território. Temos a necessidade de reforçar a nossa identidade. Houve uma agregação de freguesias e é importante que preservemos a identidade de cada uma. A escultura, em forma de peixe (na foto), simboliza um elemento heráldico da freguesia de Verim”, disse José Maria Silva.
O espaço foi benzido pelo pároco de Verim, Padre Elias Amaral, que pediu também aos paroquianos que possam “manter bonito este espaço, tal como se encontra agora, para que todos possam usufruir de um espaço agradável”.
A inauguração decorreu no final da procissão em honra de Nossa Senhora do Ó. A procissão percorreu exactamente os locais remodelados (Avenida da Igreja, Praça do Cruzeiro e Rua 25 de Abril).
No final actuou o Rancho Folclórico de Santa Maria de Verim. Os espaços são do agrado da população que aderiu em massa à inauguração, tendo aproveitado as mesas colocadas na Praça do Cruzeiro para convívio.

EDITORIAL

170, 130 e 90... números com história

Paulo Monteiro
Os números têm sempre uma história e os números do título deste editorial não fogem à regra. São três números que dizem muito à Póvoa de Lanhoso, ao Minho e ao nosso país.
Mas... não criemos mais suspense;  este ano comemora-se o 170.º aniversário da Revolução da Maria da Fonte, enquanto o jornal ‘Maria da Fonte’ fez 130 anos no passado dia 3 de Janeiro e o jornal ‘Correio do Minho’ faz 90 anos no próximo dia 6 de Julho. Todas estas datas se confundem e se juntam na história...
Por esta razão o jornal ‘Maria da Fonte’ e o jornal ‘Correio do Minho’ decidiram associar-se às comemorações dos 170 anos da Revolução da Maria da Fonte e que durante um ano dará destaque às várias jornadas e conferências que vão decorrer no Centro Interpretativo Maria da Fonte.
O tema genérico do ciclo de conferências dá pelo nome de ‘Maria da Fonte no seu e no nosso tempo’ e a primeira conferência, realizada no passado mês de Abril,  foi dedicada a ‘Camilo e a Póvoa de Lanhoso’. Uma ligação intensa entre aquele que foi o primeiro escritor profissional da Península Ibérica e que escreveu mais de 130 títulos na ficção. De tantos títulos, três deles ficaram ligados à Póvoa de Lanhoso: ‘O Demónio do Ouro’, ‘A Brasileira de Prazins’ e ‘A Maria da Fonte’... este último editado em 1886. E foi precisamente este livro que deu origem ao nascimento do jornal ‘A Maria da Fonte’, que serviu de resposta ao livro escrito por Camilo Castelo Branco. Nesta conferência estiveram presentes Sérgio Guimarães de Sousa, José Abílio Coelho e José Manuel Oliveira, três dos homens que mais sabem e conhecem a vida e a escrita de Camilo.
A próxima conferência realiza-se já a 18 de Junho e tem por título ‘A Maria da Fonte na encruzilhada do local e do nacional’. Será mais uma excelente oportunidade para ficarmos a conhecer melhor Maria da Fonte através das palavras de Maria de Fátima Sá e de José Viriato Capela.
E nestas últimas, mas sempre as primeiras linhas, uma justa homenagem a um homem da Póvoa que muito tem feito para levar Maria da Fonte a todos os cantos do mundo: Paulo Freitas, responsável pelo Centro Interpretativo Maria da Fonte. Parabéns Paulo pelo excelente trabalho feito.

Estatuto Editorial

O jornal ‘Maria da Fonte’, que há mais de um século se edita na Póvoa de Lanhoso, orienta-se pelas seguintes directivas:

1 – Pugna pela defesa dos interesses gerais do concelho e pela promoção das aspirações legítimas da sua população;

2 – Prima pelo respeito pelas normas constitucionais relacionadas com o dever de informar e o direito à informação, pugnando pela salvaguarda do pluralismo democrático e o bom nome das pessoas;

3 – Compromete-se a assegurar o respeito pelos princípios deontológicos e pela ética profissional dos jornalistas, assim como pela boa fé dos leitores;

4 – Assume os direitos e deveres consignados na Lei de Imprensa, sem discriminar raças, credos ou ideologias.

Quanto à transparência da titularidade e da Gestão:

I – Relação dos titulares das participações no operador de Rádio e respetiva percentagem:
- Sílvia Vilaça de Freitas Costa……………………….…………………….………..………. 49,75%
- Sérgio Vilaça de Freitas Costa……………………………….…………..…………………. 49,75%
- Luís Filipe Magalhães Fernandes……………………………………….……….…………... 0,50%

II – Composição dos órgãos sociais:
- Conselho de Administração:
- Manuel de Freitas Costa, presidente
- Paulo Nuno Meneses Monteiro, administrador
- Armindo Alberto Araújo Veloso, administrador

- Órgão de Fiscalização:
- Gaspar Castro, Romeu Silva & Associados, S.R.O.C., Lda

III – Identificação do responsável pela orientação editorial:
- Manuel de Freitas Costa

IV – Identificação do responsável pela supervisão dos conteúdos difundidos:

- Manuel de Freitas Costa

Debate a 18 de Junho

A Maria da Fonte na encruzilhada
do local e do nacional 


‘A Maria da Fonte na encruzilhada do local e do nacional’ é o momento que se segue no âmbito do ciclo de conferências sobre a ‘Maria da Fonte no seu e no nosso tempo’, que visa assinalar os 170 anos da revolução (1846-2016).
De lembrar que, com o intuito de assinalar a passagem dos 170 anos da Revolução da Maria da Fonte, foi preparado um ciclo de conferências pelo Centro Interpretativo Maria da Fonte (CIMF), envolvendo alguns dos principais ou mais relevantes parceiros do CIMF.
Este ciclo de conferências, para além de evocar historicamente a passagem do 170.º aniversário da Revolução da Maria da Fonte, também denominada Revolução do Minho, propõe-se, conjuntamente com os  jornais ‘Maria da Fonte’ e ‘Correio  do Minho’ (que assinalam, respetivamente, 130 e 90 anos de existência em 2016), fazer transpor para a contemporaneidade um conjunto de temáticas relevantes consideradas ‘Ao tempo da Maria da Fonte’ e que no nosso tempo renovam a sua pertinência.
Volvidos 170 anos sobre a Revolução do Minho, com o afastamento do Administrador do Concelho, José Joaquim Ferreira de Mello e Andrade, e com a substituição por António Salvador da Cunha Rocha, as mulheres da Póvoa de Lanhoso, retornam às suas lides. Em junho de 1846 já a Re-volução portuguesa ardia alto em todo o país, com demissões e nomeações, numa perfeita guerra civil, a Maria da Fonte continuava presente renovando fôlegos de vitória, dedicando-lhe o cancioneiro, a literatura ou a imprensa uma carga simbólica que não parou de crescer e se glorificar.
A 18 de Junho próximo, no Centro Interpretativo Maria da Fonte – Póvoa de Lanhoso, pelas 18h00 e subordinada à temática ‘A Maria da Fonte na encruzilhada do local e do nacional’, Maria de Fátima Sá, Professora do ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa (Escola de Sociologia e Políticas Públicas), uma das maiores especialistas com obra publicada sobre esta temática do Liberalismo em Portugal, apresentará em sessão pública as suas leituras a propósito do que apelida de encruzilhada.
A sessão será moderada por José Viriato Capela, Professor Catedrático do Departamento de História da Universidade do Minho.