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Assembleia Municipal


Mudanças na liderança
da bancada do PS


Na próxima Assembleia Municipal, a realizar, salvo algo em contrário, no mês de Dezembro, a bancada do Partido Socialista terá um novo rosto na liderança.
Depois de António Carvalho, que renunciou ao cargo, segue-se a deputada Patrícia Pereira, no comando da bancada socialista que, desde 2005, desempenha o papel de oposição. António Carvalho mantém-se como deputado do PS, apenas deixando de exercer as funções de líder daquela força política na Assembleia Municipal.
Desde Outubro de 2009 que a coordenação da bancada socialista, na Assembleia Municipal, ficou a cargo de António Carvalho. Volvidos dois anos, António Carvalho colocou um ponto final no trabalho que vinha desempenhando como líder da bancada do PS. A advogada Patrícia Pereira será o novo rosto do PS na Assembleia Municipal.
“Foi uma decisão minha, pessoal. Da mesma forma que foi uma decisão minha, pessoal, disponibilizar-me para coordenar a bancada e promover que fosse feita uma eleição, e que foi feita, e na qual obtive mais de 50% dos votos dos presentes também, da mesma maneira, entendi que chegou a altura de fazer a substituição no cargo”, refere António Carvalho, quando questionado pelo “Maria da Fonte” sobre as razões da sua saída da liderança da bancada do PS.
“Tinha dito, na primeira reunião que tive com a bancada, que ao fim de dois anos faria um balanço e uma análise da situação e tomaria uma de três decisões: ou continuava por mais dois anos, situação para a qual estava mandatado; ou colocava o meu cargo à disposição para que fosse analisado o meu desempenho e pudesse ou não continuar conforme a vontade dos meus camaradas da Assembleia Municipal; ou, pura e simplesmente, colocava fim à coordenação da bancada. Optei por esta última ideia. Entendo que os cargos devem ser renovados em democracia, embora não fosse muito tempo e eu estivesse mandatado para os quatro anos”, esclarece António Carvalho.
“Os cargos não devem ser ocupados muito tempo pela mesma pessoa, pois cada um tem as suas características, a sua maneira de ser e a sua maneira de trabalhar sobre esses aspectos e pode sempre não ser a maneira que os militantes do partido ou até os votantes encarem como a melhor maneira de que partido cresça e progrida, que é aquilo que interessa”, refere ainda aquele elemento do PS.
“Analisando todas essas situações e verificando que tenho as características um pouco diferentes daquilo que são as maneiras normais de fazer política em Portugal, isto tanto a nível local como a nível nacional, achei interessante que nestes dois anos se optasse por uma experiência diferente e uma maneira diferente de coordenar a bancada. É só isso. É normal em democracia. Não tem drama nenhum. Os lugares não são eternos nem o devem ser”, afirma António Carvalho.
“Foi gratificante, gostei muito. Fiz bastantes amizades, conheci pessoas com uma riqueza interior bastante grande, como sempre acontece quando estamos em situações desse género e foi, para mim, uma experiência interessantíssima neste quase outono da vida em que já passei por muita coisa”, refere, traçando o balanço dos dois anos como líder da bancada socialista.
Quanto à nova líder, António Carvalho refere que “é uma jovem com qualidades e já o tem demonstrado na Assembleia Municipal. Tem feito intervenções bem elaboradas e acho que é uma grande esperança do Partido Socialista na Póvoa de Lanhoso”.

Belarmino Dias aponta que foi uma decisão pessoal
Questionado pelo “Maria da Fonte”, Belarmino Dias, presidente da Comissão Política do PS, aponta que a saída de António Carvalho da liderança da bancada socialista foi uma “decisão pessoal”.
“Foi uma decisão do deputado António Carvalho que, naturalmente, o partido respeita”, aponta Belarmino Dias. Dada a indisponibilidade de António Carvalho, a concelhia do PS encontrou na deputada Patrícia Pereira a nova cara para liderar a oposição na Assembleia Municipal.
“Estamos gratos pela disponibilidade, envolvimento, colaboração e pelo trabalho desenvolvido pelo camarada António Carvalho na liderança da bancada”, refere Belarmino Dias, adiantando que o partido deposita “absoluta confiança nas qualidades e no trabalho da deputada Patrícia Pereira.

Belarmino Marques Dias


“O trabalho deste executivo tem de ser avaliado a partir daquilo que foi prometido”

Belarmino Marques Dias, quadro superior dos CTT, é, desde Abril de 2010, o presidente da concelhia do Partido Socialista da Póvoa de Lanhoso. Mestre em Psicologia do Desporto e Exercício Físico pela Universidade do Minho, exerce a sua actividade nos CTT há mais de 30 anos. Paralelamente à sua actividade profissional, a sua vida sempre se pautou por uma intervenção cívica muito marcada. Foi membro da Assembleia Municipal e Vereador. Nos últimos dez anos colaborou de forma intensa e activa com a imprensa local assinando uma crónica quinzenal. A sua intervenção estendeu-se, entre outras, à Associação Cultural da Juventude Povoense (ACJP) e ao Sport Clube Maria da Fonte, como atleta e treinador das camadas jovens.

Maria da Fonte - Quando iniciou a sua intervenção política no concelho?
Belarmino Dias - Embora já tivesse uma actividade de intervenção, com textos publicados no jornal “Maria da Fonte”, formalmente, eu, o Lúcio Pinto e o António Lourenço ingressamos no PS, por via da Juventude Socialista, em 1987, numa lógica de intervenção política local. Nunca nos moveu outra coisa que não fosse fazer intervenção ao nível da Póvoa de Lanhoso. Nessa ocasião, o PS era oposição e penso que conseguimos introduzir algum dinamismo, melhoramos as nossas listas nas freguesias e em 89 ficamos a 108 votos de ganhar a Câmara, a qual conseguimos em 93. É claro que, isto não aconteceu só pela nossa parte pois o partido já vinha num crescendo e já havia um descontentamento do outro lado. Creio que demos um contributo interessante. Desde aí, mantive-me sempre ligado às questões da Póvoa.

MF - Desde quando desempenha o cargo de presidente da Comissão Política do Partido Socialista?
BD - Sou presidente da Comissão Política do Partido Socialista desde o início de Abril de 2010. Como o mandato é de dois anos, o mesmo estende-se até Abril de 2012.

MF - Que balanço faz deste período como presidente da Comissão Política?
BD - Faço um balanço positivo, apesar das dificuldades. Em 2009, quando não ganhamos as eleições, inicia-se um ciclo complicado para o Partido Socialista na Póvoa de Lanhoso. Um ciclo complicado porque o PS perde duas figuras de referência na Assembleia Municipal: o Dr. João Tinoco de Faria e o Prof. Luís Noronha e, cumulativamente, deixa de ter a maioria naquele órgão. Um contexto duplamente difícil. Paralelamente, perde-mos algumas freguesias, passamos de 23 para 15 e dessas 15, temos várias cujos presidentes, nos termos da lei, não podem ser candidatos em 2013. O contexto é extremamente difícil e agravado por alguns factores de menor motivação, como é fácil de perceber. Aquilo que nós temos feito, desde o início, é tentar fazer com que as pessoas não percam a motivação. Temos ido às freguesias e temos feito um esforço muito grande nesse sentido. Não é só pelo partido mas é, sobretudo, pelo concelho, porque a Póvoa de Lanhoso precisa de um PS determinado e de uma alternativa forte. Aquilo que nós temos, hoje em dia, em termos de poder é mau demais. Para além disso, fazemos a oposição na Assembleia Municipal, que é um espaço em que o debate fica lá fora, em que o presidente não responde a questões nenhumas; nas reuniões de Câmara, onde acontecem algumas situações caricatas e pela comunicação social através dos meios disponíveis: conferências de imprensa, notas de imprensa ou comunicados. Aqui recordo que estamos a falar de uma imprensa local que sai de 15 em 15 dias.

MF - Que comentário lhe merece o trabalho da equipa liderada por Manuel Baptista?
BD - O trabalho deste executivo tem de ser avaliado a partir daquilo que foi prometido. É necessário, por isso, recuperar as promessas do “mais trabalho”, “mais transparência”, “mais rigor” e “mais vida na Póvoa”
Comecemos pelo rigor e pela transparência. Onde é que estão? É transparente um presidente que não responde às questões que lhe são colo- cadas? Que, por exemplo, não explica aos povoenses porque razão não convidou empresas da Póvoa de Lanhoso para a construção do Centro Educativo de Campo? Que promove ajustes directos para cabimentar obras já realizadas? Que assina contratos de adjudicação para obras depois das mesmas terem sido executadas e inau guradas? O espaço deste jornal arriscava-se a não chegar se colocássemos aqui todas as situações onde o rigor e a transparência ficaram à porta. Desde as contratações de pessoal, escandalosas, até ao incumprimento no pagamento a fornecedores.

MF - Faz uma avaliação negativa?
BD - É óbvio. A pergunta que deve ser feita é muito simples: está a Póvoa de Lanhoso hoje, passados seis anos de gestão deste executivo, melhor? Onde estão as obras estruturantes, importantes para o desenvolvimento da P. Lanhoso, que enchiam a boca do PSD? Retirando os Centros Educativos, que por sinal são consequência da política educativa do poder central, o que é que se conhece? Onde estão: o Parque Empresarial Integrado? Os espaços desportivos? A circular urbana? O PDM? E algumas delas foram apresentadas com pompa e circunstância antes das eleições de 2009. Por exemplo do Fórum Municipal ainda existe, quase tapado pela vegetação, um enorme cartaz a anunciar a obra ali ao pé do Pavilhão 25 de Abril. E todos os anos esta Câmara Municipal apresentou orçamentos mais elevados. Quando o PS era poder, as promessas, com maior ou menor dificuldade, eram para cumprir. Agora só valem até à contagem dos votos.
MF - Mas os povoenses, a avaliar pelos resultados de 2009, parecem não pensar assim...
BD - E isso muda alguma coisa do que atrás foi dito? Podia responder-lhe a esta “provocação” de muitas formas, com exemplos muito pouco abonatórios acerca de pessoas que ganharam eleições por larga margem. A história está repleta de casos desses. E isso não tornou essas pessoas melhores. Todos nós sabemos os efeitos do populismo fácil e demagógico. Deixe-me dizer-lhe uma coisa. Esta câmara e este executivo também fazem coisas bem feitas, designadamente na área da cultura e da acção social. O que é normal. Mas, mesmo aí, fazem-nas sem rumo nem objectivos. Ninguém os conhece. E isso é o pior que esta Câmara tem. A falta de rumo. É que ninguém sabe para onde quer ir e onde quer chegar. E quem não sabe para onde vai...

MF - Alguns presidentes de Junta queixam-se da falta de obras. Partilham da mesma opinião?
BD - A nossa posição é de absoluta solidariedade para com os presidentes das Juntas de Freguesia. Respondo com outra pergunta. Alguém consegue ver obras nas freguesias? Onde estão? E a descentralização e autonomia financeira, prometidas por esta Câmara, o que é feito delas? Há freguesias que não vêem um cêntimo de investimento há alguns anos. Connosco, isto nunca acontecia.

MF - Falam da falta de rigor e transparência. Qual a razão?
BD - São várias. Mas podemos começar pela questão do Centro Educativo de Campo. A pergunta é simples e o presidente da Câmara deveria responder de forma simples e objectiva mas não responde, nada diz. Porque não explica aos povoenses a razão pela qual não convidou empresas da Pó-voa para apresentar propostas para a construção do Centro Educativo de Campo? Não respondendo, dá-nos direito a pensar o que entendermos. Depois, há outras questões pelo meio, como já foi demonstrado com os trabalhos a mais no Centro Educativo António Lopes, a questão dos ajustes directos. Isto é surrealista. Então fazem-se ajustes directos para pagar algo que já foi feito? É isto que esta Câmara faz, tem feito, e tem-no assumido. Aliás, já no mandato anterior, esta Câmara inaugurou uma obra, e está noticiado no vosso jornal, cujo contrato de adjudicação foi assinado dias depois da inauguração. Estas trapalhadas são praticadas pelos paladinos do rigor e da transparência. A nós, compete-nos participar e denunciar estes casos às entidades competentes. É o que temos feito. Quanto às perguntas sem resposta, sem as deixarmos cair, podem ser um bom desafio para o jornal Maria da Fonte. Pode ser que ele responda ao “Maria da Fonte” se lhe colocarem as questões de forma objectiva.
CASTELO DE AREIA
Abstenção

O povo português está desiludido com a política e os números da abstenção merecem uma profunda análise por parte de todos aqueles que têm responsabilidades nessa área. Muitos são os que, desagradados com os políticos do nosso país, optam por não se deslocar às secções de voto. Depois de tantos anos a lutar pelo direito ao voto, nos dias de hoje são muitos os que optam por não o exercer. No nosso concelho, 47,08% dos eleitores inscritos não votaram. Foram 11286 povoenses que não exerceram o seu direito ao voto.

Eleições Legislativas

PSD venceu 27 das 29 freguesias

O Partido Social-democrata saiu vencedor nas últimas eleições legislativas, realizadas no passado dia 5 de Junho. O nosso concelho não foi excepção e o mapa da Póvoa de Lanhoso ficou pintado, quase em exclusivo, de laranja. As excepções vão para as freguesias de S. Martinho do Campo e Moure, onde a candidatura do Partido Socialista saiu vencedora. Em S. Martinho do Campo, o PS alcançou 231 votos, contra os 205 do PSD. No caso de Moure, o PS conseguiu 84 votos e o PSD apenas 51. No caso de Águas Santas, em que o PSD saiu vencedor, a diferença foi pela margem mínima. A candidatura social-democrata conseguiu 100 votos contra os 99 do PS, com estes últimos a verem dois votos anulados.
Na freguesia da Póvoa de Lanhoso (Nossa Senhora do Amparo), a freguesia do concelho com mais eleitores, o PSD obteve 1210 votos contra os 835 do PS, seguindo-se o CDS/PP, com 286 votos, o PCP/PEV, com 120, e o BE, com 76 votos.
Tal como no panorama nacional, a abstenção atingiu números elevados, com a mesma a alcançar os 47,08%. No tocante ao concelho da Póvoa de Lanhoso, dos 23.972 eleitores inscritos nos cadernos de recenseamento, apenas exerceram o seu direito ao voto um total de 12.686 eleitores. Registaram-se, neste último acto eleitoral, 292 votos brancos (2,3%) e 115 votos nulos (0,91%).
Quanto a resultados, o PSD saiu vencedor, com 5.958 votos (48.52%), seguindo-se o PS, com 3.979 votos (32.4%), o CDS/PP, com 1.308 votos (10.65%) o PCP/PEV, com 341 votos (2.78%) e o Bloco de Esquerda, com 299 votos (2.44%) . Os restantes partidos ficaram abaixo dos 0.6%.
Depois de seis anos de governo socialista, Pedro Passos Coelho sucede a José Sócrates no cargo de primeiro-ministro.

Resultados no concelho nas votações de 2009/2011
Dos 40.15%, em 2009, a abstenção saltou, neste último acto eleitoral, para os 47.08%, num acréscimo de 6.93%. Em 2009, o concelho apresentava 23.528 eleitores inscritos, contra os 23.972 de 2011. Quanto a votantes, em 2009 ficaram-se pelos 14.082 povoenses que exerceram o seu direito de voto, ao passo que, em 2011, esse número ficou-se pelos 12.686.
Em 2009, o PSD foi a segunda candidatura mais votada, com 37.53%. Neste ano, o PSD saiu vencedor com 48.52%. Quanto ao PS, depois de ter vencido, em 2009, com 42.66%, os socialistas ficaram-se, neste ano, pelo segundo partido mais votado (32.4%).
Em 2009, o CDS/PP obteve 8.25% (10.65% em 2011), o BE 4.87% (2.44% em 2011) e o PCP/PEV 2.14% (2.78% em 2011).

Partido Socialista


Frederico Castro faz balanço

A concelhia do Partido Socialista da Póvoa de Lanhoso convocou, no dia 4 de Maio, os jornalistas para traçar o balanço do trabalho desenvolvido por Frederico Castro na Assembleia da República e apresentar os dois candidatos que marcam presença na lista do distrito de Braga do PS, às próximas eleições legislativas. Belarmino Marques Dias, presidente da Comissão Política do PS, Frederico Castro, deputado da Assembleia da República, e Gilberto Anjos, coordenador da Juventude Socialista da Póvoa de Lanhoso, foram os elementos que marcaram presença na conferência de imprensa.
Na sua intervenção, Frederico Castro abordou a sua actividade no parlamento, assim como no distrito e no concelho da Póvoa de Lanhoso. Ao longo dos 20 meses como deputado, Frederico Castro integrou a Comissão de Educação e Ciência, como suplente, e a Comissão do Ambiente, Ordenamento do território e Poder Local, como membro efectivo. A par destas, participou nos grupos parlamentares de amizade Portugal/Polónia e Portugal/ /Noruega. Durante a sua permanência na Assembleia da República apresentou vários projectos de deliberação, projectos de lei e projectos de resolução. A proposta com medidas no âmbito do Porta 65 – Arrendamento Jovem foi a sua primeira iniciativa parlamentar. O voto de pesar pelo falecimento de Francisco Tinoco de Faria foi destacada por Frederico Castro como o “acto mais significativo do ponto de vista simbólico”.
Apesar da interrupção do mandato, aquele elemento do PS desta que todos os compromissos assumidos na campanha eleitoral de 2009 foram todos assegurados e cumpridos. “Um desses foi a proximidade com as instituições, associações e forças vidas do concelho”, referiu Frederico Castro.
Durante o mandato, visitou algumas IPSS's e organizações do concelho e reuniu com vários executivos de juntas de freguesia, promovendo, também, a visita de cerca de 1500 povoenses à Assembleia da República.

PS concelhio com dois candidatos na lista do distrito de Braga
A Póvoa de Lanhoso conta com dois candidatos na lista de deputados do PS pelo distrito de Braga às próximas eleições legislativas de 5 de Março. Fredrico Castro, eleito deputado em 2009, mantém a mesma posição que ocupava aquando da sua eleição, o 13.º lugar.
A este, e por indicação da Juventude Socialista, junta-se Gilberto Anjos, coordenador da Juventude Socialista da Póvoa de Lanhoso e presidente da Junta de Freguesia de Moure, no 16.º lugar.

Centro Educativo D. Elvira Câmara Lopes


PS levanta dúvidas
O processo que envolve o concurso para a construção do Centro D. Elvira Câmara Lopes, que ficará localizado na freguesia de S. Martinho do Campo, e a ausência de convite a empresas da Póvoa de Lanhoso para apresentarem propostas para a construção daquele edifício escolar mereceu o reparo do PS, numa conferência de imprensa, realizada a 10 de Março.
Belarmino Dias, presidente da comissão política concelhia do PS, António Lourenço, vereador do PS na Câmara, e Gilberto Anjos, presidente da Junta de Freguesia de Moure, foram os elementos que presidiram à conferência de imprensa.
Na presença dos jornalistas, Belarmino Dias anunciou que o objectivo daquela conferência de imprensa era o de dar dar nota das “trapalhadas” que envolvem o Centro Educativo do Cávado, no que diz respeito ao aquecimento, ou ausência dele, e o transporte das crianças, e o concurso para a construção do do Centro Educativo D. Elvira Câmara Lopes, que irá nascer em S. Martinho do Campo.
“Achamos que esta Câmara já leva seis anos e que é tempo de deixar cair algumas máscaras e dos povoenses em geral começarem a perceber claramente quem é que nos governa”, anunciou Belarmino Dias.
Quanto ao processo de construção do Centro Educativo de Campo, nomeadamente, a ausência e convite às empresas povoenses, Belarmino Dias adiantou que não vão deixar cair o assunto enquanto não obtiverem respostas concretas por parte do presidente da Câmara Municipal.
No tocante ao Centro Educativo do Cávado, localizado em Monsul, Gilberto Anjos mostrou-se insatisfeito com a falta de aquecimento naquele espaço e o transporte das crianças das freguesias de Moure, Ferreiros e Águas Santas, que é feito em carreira normal, ao contrário dos dois restantes trajectos, realizados em autocarros adequados ao transporte escolar, com monito-res, e só transportando crianças para aquele edifício escolar.
“Estamos a falar de um centro educativo inaugurado recentemente. Era mais que obrigatório que o aquecimento estivesse a funcionar em condições”, frisou Gilberto Anjos.
“Fomos surpreendidos na última reunião de Câmara com uma proposta, apresentada pelo presidente da Câmara, de ratificação de todo o processo administrativo do lançamento do concurso do Centro Educativo de Campo”, disse António Lourenço, fazendo todo o enquadramento do processo, referindo que “tem a ver com a opção que esta Câmara Municipal assumiu de fazer o concurso por ajuste directo”.
António Lourenço explicou que o processo veio à reunião de Câmara, uma vez que a decisão de ajuste directo tem de ser uma decisão de toda a Câmara e não apenas do presidente da Câmara Municipal. Dando conta do voto contra por parte dos vereadores do PS, António Lourenço referiu que o PS esteve desde a primeira hora contra a necessidade de utilizar o ajuste directo, uma vez que a entrada em funcionamento daquele centro educativo apenas está prevista para o ano lectivo de 2012/2013, logo “não existindo urgência na execução desta obra”.
“Do ponto de vista processual muitas dúvidas se levantam à forma como tudo ocorreu. Estas têm a ver sobretudo com a existência do despacho do sr. Presidente da Câmara Municipal do dia 6 de Abril de 2010 e com a correria com que foram ultrapassadas as várias fases do processo na parte final do mesmo”, disse António Lourenço, reproduzindo algumas das passagens que constam da declaração de voto do PS.
O PS espera que o Tribunal de Contas reconheça as dúvidas e questões levantadas pelos vereadores daquele partido, as quais constam da declaração de voto, e que ordene que o processo volte à estaca zero.

Feira semanal

CDS/PP critica
“estado deplorável” da feira

Em nota de imprensa, a comissão política do CDS/PP dá conta do “estado deplorável” da feira semanal da Póvoa de Lanhoso. Na referida nota, José Eduardo Vieira, presidente da concelhia, revela que “a convite de alguns feirantes e utentes da Feira Semanal, a concelhia do CDS-PP deslocou-se ao recinto da Feira Semanal para aí constatar "in loco" as condições de funcionamento do referido mercado e auscultar os queixumes de uns e outros”.
Da referida visita, o CDS/PP revela que “nos wc's que servem feirantes e utentes, chovia copiosamente, como se em plena rua estivéssemos, fruto da água que pingava da placa de cobertura dos mesmos, isto para além de os mesmos se apresentarem em perfeito estado de imundice”. A par desta situação, a comissão política do CDS dá conta das queixas dos feirantes, relativamente ao recinto onde decorre a feira semanal. “Os feirantes queixam-se de que, apesar das taxas que lhes são cobradas, o recinto é um parque de poeiras no Verão e um verdadeiro lameiro no Inverno, situação que constatamos, o que lhes causa enormes prejuízos pela degradação continuada dos artigos comercializados, havendo mesmo quem comparasse a situação àquela que se vive nos mercados terceiro-mundistas de Luanda, onde a sensação de lixeira é permanente”, dizem...

Póvoa de Lanhoso


PS classifica como brutal
o aumento das taxas
de água, lixo e saneamento

Esta Câmara Municipal está completamente desgovernada e tem uma necessidade imperiosa de realizar receitas”, disse Belarmino Dias, presidente da Comissão Política do PS, no decurso de uma conferência de imprensa, realizada a 14 de Janeiro, na sede do PS.
Acompanhado de António Lourenço, vereador do PS na Câmara Municipal, Belarmino Dias revelou que a Câmara Municipal pretende implementar um aumento brutal nas tarifas da água, lixo e saneamento, aumentos esses aprovados no âmbito da reunião de Câmara de 20 de Dezembro.
Para além de tecer críticas a tais aumentos, Belarmino Dias acusa ainda o executivo municipal de “autêntica caça do dinheiro num regime de contra-ciclo”. Exemplo disso é, e de acordo com aquele responsável do PS, a cobrança das taxas de publicidade. Destacando o “lufa lufa tremendo para cobrar taxas ao comércio”, Belarmino Dias refere que tal situação “só se explica pela ruptura financeira a que esta Câmara chegou”.
Vereador do PS na Câmara Municipal, António Lourenço apontou o dedo à Câmara Municipal, acusando o executivo liderado por Manuel Baptista de “não ter capacidade de planear, se organizar, de pensar o futuro de uma forma global e eficaz”...

Juventude Socialista


Jantar das Janeiras da JS
reuniu cerca de mil jovens

O momento político que o país atravessa levou a que o tradicional Jantar das Janeiras da Juventude Socialista da Póvoa de Lanhoso, realizado na passada sexta-feira, se assumisse como um evento de apoio à candidatura de Manuel Alegre.
O histórico membro do PS era pois o convidado de honra do Jantar das Janeiras mas um problema de saúde, ocorrido no dia anterior, impediu o candidato à Presidência da República de estar presente na iniciativa. Mesmo sem Manuel Alegre, o Jantar das Janeiras contou com uma grande falange de apoio à candidatura do membro histórico do PS.
O jantar, realizado no Restaurante Põe-te a Pau, em Fontarcada, reuniu cerca de 1000 jovens vindos de vários pontos do concelho e do país, conforme dá conta Gilberto Anjos, coordenador da JS concelhia.
Segundo aquele responsável, o Jantar das Janeiras tem vindo a “ganhar cada vez mais expressão junto dos jovens povoenses, tornando-se uma iniciativa de referência para todo o concelho, com o objectivo principal de fomentar o convívio e uma maior aproximação entre todos os jovens povoenses”.
A grande mobilização de jovens na noite de sexta-feira resultou da aliança da JS concelhia ao Movimento “Já”, composto por apoiantes de Manuel Alegre.
Uma vez que, por motivos de saúde, não pode estar presente, Manuel Alegre fez chegar uma mensagem a qual foi lida a todos os apoiantes presentes no Jantar de Janeiras.
Joaquim Barreto, presidente da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, Frederico Castro e Martinho Gonçalves, deputados do Partido Socialista na Assembleia da República, Carlos Alegria, mandatário distrital da candidatura de Manuel Alegre foram algumas das figuras presentes no Jantar das Janeiras.
No momento dos discursos, foram várias as críticas apontadas ao candidato do PSD, Aníbal Cavaco Silva...

PS aponta o dedo ao Plano
e Orçamento para 2011

Numa conferência de imprensa realizada quinta-feira, dia 2, o PS apontou baterias ao executivo camarário, criticando o orçamento para 2011 e elencando as obras prometidas e não realizadas, em 2010, pela equipa de Manuel José Baptista. A par destes assuntos, os socialistas alertaram para a subida do prazo médio de pagamento a fornecedores, assim como dos preços da água, saneamento e lixo, que se prevê que venha a acontecer no próximo ano. A posição da bancada socialista, que votou contra o Plano e Orçamento para 2001, foi também explicada no decurso daquela conferência de imprensa.
“Este ano foi um ano muito pobre, muito fraco, ao nível de realização e cumprimento do próprio plano de actividades, que já por si era muito fraco. As obras que estavam previstas em plano para 2010, as poucas que estavam previstas não foram realizadas”, referiu António Lourenço, vereador do PS. O vereador da oposição chamou a atenção para a retirada de algumas do Plano para 2011, nomeadamente a Variante à vila, a ligação da vila a Guimarães, por Garfe, o parque empresarial integrado, que já vem de 2007/2008, e o chamado “OuroParque”.
António Lourenço destacou ainda que a “diminuição à dívida ficou aquém daquilo que era previsto”, adiantando que, no final de 2009, atingiu-se a maior dívida de sempre, na ordem dos 13,5 milhões de euros.
O aumento do prazo médio de pagamento a fornecedores foi também alvo de críticas por parte dos elementos do PS. António Lourenço destacou que o pagamento a fornecedores aumentou em 40%, de Janeiro a Junho de 2010, passando de 115 a 161 dias, conforme revela o relatório da Direcção-Geral das Autarquias Locais, disponibilizado aos jornalistas pelos elementos do PS. Aquele responsável socialista considera a situação como “grave, na medida em que foi contraído um empréstimo, em 2009, ao abrigo do Programa Pagar a Tempo e Horas”, considerando que tal situação “vai implicar penalizações ao nível desse empréstimo”...

Juventude Socialista da Póvoa de Lanhoso


Manuel Alegre
no Jantar das Janeiras

A JS promove, no próximo dia 7 de Janeiro, mais uma edição do “Jantar das Janeiras”, uma iniciativa que já se tornou prática habitual e que, ao longo dos anos, tem vindo a impôr-se como uma referência para os jovens de todo o concelho.
Este ano, o jantar terá lugar no restaurante “Põe-te a Pau”, em Fontarcada, e contará com a presença de Dr. Manuel Alegre, candidato às próximas eleições presidenciais, apoiado pelo partido socialista. “A sua presença nesta iniciativa vem confirmar a preocupação que o candidato assegura ter em relação aos jovens e aos problemas que os afectam, aproveitando esta oportunidade para estar mais próximo da juventude povoense”, assegura Gilberto Anjos, coordenador da JS concelhia.
“É com agrado, que a JS da Póvoa de Lanhoso vê esta iniciativa projectada a nível nacional, facto já evidenciado em edições anteriores e que este ano, com a presença do Dr. Manuel Alegre, ganha um novo destaque, fruto da importância e confiança depositada nesta estrutura concelhia. Uma confiança baseada num trabalho desenvolvido com sucesso e que, permitiu à juventude Socialista da Póvoa de Lanhoso, a maior representatividade de sempre, nos órgãos nacionais da JS, nomeadamente de Gilberto Anjos, no Secretariado Nacional da JS, de Sylvia Santos e Eduardo Oliveira, na Comissão Política Nacional da JS, e de Andreia Fernandes e Sónia Castro, na Comissão Nacional da JS”, referem os jovens socialistas...

PSD

Manuel Baptista preside
à Comissão Política

Das eleições realizadas a 13 de Julho, e às quais apenas concorreu uma lista, Manuel Baptista foi eleito presidente da comissão política da concelhia do PSD da Póvoa de Lanhoso.
No tocante à mesa da Assembleia de Secção, a mesma é presidida por Francisco Rui Xavier Ferreira.
Os elementos eleitos irão gerir os destinos do partido nos próximos dois anos. A Comissão Política e a Mesa da Assembleia ficaram compostas da seguinte forma:
Mesa da Assembleia de Secção:
Presidente: Francisco Rui Xavier Ferreira; Vice-Presidente: Nuno Frederico Almeida e Silva de Aguilar Monteiro; Secretário: César Pereira Malaínho.
Comissão Política de Secção:
Presidente: Manuel José Torcato Soares Baptista; Vice-Presidente: Artur Vasco Lopes Salgado;Vice-Presidente: José Manuel Costa da Silva;Tesoureiro: Avelino Adriano Gaspar da Silva;Vogais: Zita Gabriela Vieira da Fonseca de Matos Gomes, José Paulo de Castro Macedo, Fernando Gomes Barroso, Fernando José Matos Machado e Helder Manuel Lima Rodrigues.

Comissão Política CDS/P

José Eduardo Vieira
é o novo presidente

Do plenário concelhio do CDS/PP, realizado no dia 31 de Julho, José Eduardo Baptista Vieira, deputado do CDS com assento na Assembleia Municipal, foi eleito presidente da comissão política concelhia daquele partido. À votação esteve apenas uma lista, com Luís Megre Beça a encabeçar a mesa da Assembleia concelhia. Para além das eleições para a Assembleia e Comissão Política, o acto contou ainda com a eleição de três delegados à Assembleia Distrital.
A Mesa da Assembleia Concelhia é constituída, na presidência, por Luís Megre Beça, que tem Fábio Marques na vice-presidência e Ismael Morais, como secretário.
A Comissão Política concelhia é presidida por José Eduardo Baptista Vieira, com a vice-presidência a ser ocupada por Deolinda Queirós Pereira Ferreira. António Manuel Lança Castro da Costa ocupa o lugar de secretário. Para o lugar de vogal foram designados os seguintes elementos: Joaquim Jorge Rodrigues, Agostinho Lopes Rodrigues, António Manuel Mendes e José Alberto Oliveira Marques. António Manuel Lança Castro da Costa, Luís Megre Beça e Deolinda Queirós Pereira Ferreira são os três elementos eleitos para delegados à Assembleia Distrital.

Deputado da Assembleia da República


Frederico Castro visitou quartel dos Bombeiros Voluntários
Na passada segunda-feira, dia 12 de Julho, o deputado da Assembleia da República, Frederico Castro, realizou uma visita ao quartel da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Póvoa de Lanhoso, onde foi recebido por elementos da direcção e comandante da corporação. O atraso na entrega do desencarcerador prometido pelo governo, já lá vão cinco anos, foi um dos assuntos trazidos à reunião pela direcção da associação.
A visita, que se inseriu num conjunto de visitas que aquele deputado está a realizar a várias instituições do concelho, permitiu que Frederico Castro ficasse a par da realidade dos bombeiros povoenses, e serviu como uma forma de reconhecer o excelente trabalho que está a ser realizado pelos soldados da paz da Póvoa de Lanhoso.
O empenho da direcção e corpo activo, que têm conseguido reforçar os equipamentos, foi também destacado pelo deputado.
No tocante ao desencarcerador, que é uma pretensão antiga, o deputado da AR, referiu que, nos próximos dias, vai estabelecer contactos, no sentido de saber o ponto de situação do processo e a forma de resolução do mesmo...
Frederico Castro no Grupo
Parlamentar de Amizade Portugal – Noruega

Frederico Castro, deputado povoense na Assembleia da República, foi, recentemente, eleito vice-presidente do "Grupo Parlamentar de Amizade Portugal-Noruega".
Relativamente a este grupo de trabalho, Frederico Castro destacou “a importância estratégica do trabalho que esta comissão deve assumir nas relações entre o nosso país e a Noruega, do ponto de vista cultural, social, económico e político”.
“Estão a ser agendadas visitas desta comissão à Noruega com a presença de empresários que acompanharão os deputados desta comissão na comitiva portuguesa, com interesses estratégicos em áreas como por exemplo a comercialização de bacalhau, que assume uma importância primordial no relacionamento entre estes dois países”, referiu Frederico Castro, salientando ainda que “serão recebidos posteriormente os representantes noruegueses em Portugal tendo em vista o reforço das relações diplomáticas e institucionais, e a promoção do mesmo tipo de contactos entre empresas e empresários noruegueses e portugueses...

Educação


Frederico Castro visitou
Centro Educativo

O Centro Educativo António Lopes, na vila da Póvoa de Lanhoso, recebeu, no dia 20 de Abril, a visita do deputado socialista Frederico Castro. A visita inseriu-se numa iniciativa do grupo parlamentar do PS, no decurso da qual os deputados socialistas visitaram dezenas de escolas do país, já requalificadas ou em requalificação e que se encontram abrangidas pelo Programa de Modernização do Parque Escolar e pelo Programa Nacional dos Centros Escolares (Rede Escolar).
Luísa Rodrigues Sousa Dias, directora do Agrupamento de Escolas Gonçalo Sampaio, e Luís Ferreira, director do Centro Educativo António Lopes, receberam o deputado Frederico Castro e deram-lhe a conhecer o primeiro centro educativo do concelho, cuja entrada em funcionamento decorreu em Setembro de 2009.
Verificar no terreno as repercussões do investimento feito pelo actual governo ao longo dos últimos anos foi um dos objectivos da visita dos deputados socialistas ao estabelecimento de ensino do país. “No meu caso concreto, esta visita foi agendada para o Centro Educativo António Lopes no sentido de poder constatar quais têm sido os resultados, qual o ponto de situação quase um ano da sua inauguração, com a finalidade de perceber de que forma é que tem evoluído a dinâmica educativa do concelho e de que forma as freguesias têm-se adaptado à nova realidade dos centros educativos”, revelou Frederico Castro. Dando conta da aposta forte na educação do governo, revela que a mesma tem por objectivo garantir a formação e a qualidade da formação desta geração e das gerações futuras...

Frederico Castro, deputado na Assembleia da República


“Os deputados deveriam estar mais presentes no seu círculo eleitoral”
A Póvoa de Lanhoso conta, desde Outubro de 2009, com um representante na Assembleia da República. Depois de coordenar a Juventude Socialista, Frederico Castro partiu para um novo desafio, integrando as listas à Assembleia da República, pelo distrito de Braga.

Maria da Fonte - Como está a ser esta nova experiência como deputado da Assembleia de República?
Frederico Castro - Tem sido extremamente interessante e estimulante a oportunidade de estar na Assembleia da República e participar dos momentos de reflexão e decisão tanto no seio do nosso grupo parlamentar como nos debates no hemiciclo, poder sentir que as coisas acontecem por intervenção directa da nossa acção significa intervir no eixo central do funcionamento da nossa democracia, e não há nada mais gratificante para alguém que está na política do que sentir que é útil e que a sua acção serve para mudar para melhor a vida das pessoas. Mas é também acima de tudo, uma responsabilidade muito grande, uma missão para a qual estou profundamente motivado e decidido a dar o meu melhor. É para isso que trabalho todos os dias e é nisso que concentro a minha intervenção e atenção.

MF - Qual o trabalho desempenhado por um deputado na AR?
FC - Um deputado tem desde logo um papel muito activo nas comissões parlamentares em que está directamente envolvido, no meu caso a Comissão de Ambiente, Ordenamento de Território e Poder Local, e a Comissão de Educação. Grande parte dos assuntos debatidos no hemiciclo são pré-abordados nas comissões, o nosso trabalho nas comissões parlamentares ajuda-nos a estarmos melhor preparados para o debate parlamentar, mas também as petições que dão frequentemente entrada nas Comissões são alvo de análises, audições e relatórios. Por exemplo, neste momento sou relator de um assunto relacionado com a intenção de habitantes de duas freguesias de Barcelos, Vila Seca e Milhazes, quererem pedir a suspensão da exploração de caulino nas suas freguesias, tendo apresentado uma petição na AR para ser analisada pela Comissão. Neste tipo de casos cabe-nos ouvir os autores da petição, visitar o local se possível, neste caso já lá fui três vezes, e por fim apresentar um rela-tório final. Mas também temos reuniões de trabalho no seio do grupo parlamentar no sentido de analisar os debates nos quais vamos estar envolvidos em cada semana e tomarmos decisões no que diz respeito tanto à nossa agenda no que toca à iniciativa legislativa, como a tomada de posição do nosso Grupo Parlamentar no que diz respeito às iniciativas legislativas dos outros grupos parlamentares. Depois existe um conjunto de tarefas no dia-a-dia, em relação às quais os deputados podem ser mais ou menos interventivos. Enviar requerimentos ou colocar questões de forma escrita, tanto ao governo como a qualquer entidade, como aconteceu recentemente num caso relacionado com a freguesia de S. Martinho de Campo, em que questionei as ‘Águas do Ave’ no que toca à sua intenção em cumprir um acordo estabelecido com aquela junta de freguesia há alguns anos, relativamente à construção da nova travessia sobre o Rio Ave, compromisso assumido pelas ‘Águas do Ave’ como contrapartida à instalação de uma ETAR por parte desta empresa naquela freguesia do nosso concelho...

“Os políticos não são todos iguais”
MF - Já foi solicitada a sua ajuda pelos povoenses?
FC - Algumas juntas de freguesia já solicitaram apoio na resolução de determinadas questões, mas também instituições como associações e IPSS´s. Contactam-me no sentido de esclarecer dúvidas relativamente a documentos e até ajuda na resolução de pequenos processos que são importantes para o seu dia-a-dia. Preocupo-me especialmente neste momento com o eventual fecho do SAP da Póvoa aos fins-de-semana. Tenho estabelecido contactos no sentido de perceber qual é a posição da ARS-Norte e o que podemos perspectivar, para os habitantes. Importa garantir que as necessidades das pessoas ficam salvaguardadas, seja através de um serviço da natureza do que actualmente é prestado, base-ado no protocolo existente com a Santa Casa da Misericórdia, seja através das USF’s que podem ter vários modelos alternativos mediante as necessidades de determinada localidade. Tenho tentado ajudar à resolução do problema, embora não tenha sido solicitada a minha intervenção por parte da Santa Casa da Misericórdia da Póvoa de Lanhoso, porque o que está realmente em causa são os interesses dos habitantes do nosso concelho, e não a renovação de um protocolo com esta ou aquela instituição.

MF - Foi um dos mentores da proposta de alteração do Programa Porta 65 Jovem, de apoio aos jovens arrendatários...
FC - Acho-o muito importante para os jovens casais, principalmente num concelho como a Póvoa de Lanhoso e num distrito como Braga onde a percentagem de habitantes jovens é das mais elevadas do país. As alterações introduzidas permitem que o universo de jovens beneficiários possa ser maior no que respeita às possibilidades de candidatura e ao consequente acesso ao programa, prevendo-se o aumento do apoio mensal atribuído, em função de critérios sociais e espaciais e possibilitando a mobilidade dos jovens beneficiários. Permite que os jovens possam beneficiar do apoio ao arrendamento mais cedo, no momento em que iniciam a sua vida profissional. Passa a ser possível apresentar candidaturas ao Programa Porta 65 durante o primeiro ano de trabalho. Até agora, exigia-se que os jovens declarassem os seus rendimentos relativos ao ano anterior ao da candidatura, estando assim impedidos de beneficiar do Programa os que não trabalhassem há, pelo menos, um ano. Com esta nova possibilidade, os jovens que ainda não tenham declarado os seus rendimentos por estarem a iniciar a sua vida profissional, podem beneficiar. Deixa também de ser necessário apresentar um contrato de arrendamento para se poder realizar as candidaturas, bastando apenas um contrato-promessa de arrendamento. Esta medida permite que mais jovens se possam candidatar, e que o arrendamento se inicie apenas quando o jovem sabe que vai beneficiar do Programa. Estes são só alguns exemplos da evolução que sofreu este programa sendo estas propostas que vão claramente no sentido da promoção de uma maior independência, emancipação e autonomia dos jovens do nosso país. Ouvi muitos queixarem-se a este respeito nos últimos anos, por isso decidi que esta seria a minha primeira iniciativa legislativa enquanto deputado, que foi concertada com os restantes jovens deputados do GPPS e acompanhada com sucesso pela restante bancada parlamentar e por outros grupos parlamentares...
Jantar das Janeiras juntou
centenas de jovens socialistas
O Jantar das Janeiras, assume-se, de ano para ano, como a iniciativa mais marcante da Juventude Socialista da P. Lanhoso. A edição deste ano superou as anteriores, com o espaço a tornar-se peque-no para acolher as centenas de jovens. “Esta iniciativa tem-se tornado uma referência para os jovens de todo o concelho, notando-se uma crescente participação, facto que agora se comprovou, com a presença de mais de quatro centenas de jovens, assinalando de forma muito positiva, o início do mandato de Gilberto Anjos”, revela a JS. Para além dos jovens, o jantar contou, ainda, com a presença de destacados dirigentes do PS e da JS. Marcaram presença o presidente da Federação Distrital, Joaquim Barreto, o deputado Frederico Castro e o presidente da Comissão Política da P. Lanhoso, Sérgio Matos. A JS esteve representada ao mais alto nível, com a presença do Secretário-geral, Duarte Cordeiro, do vice Secretário-geral, Pedro Vaz e do recém-eleito presidente da Federação Distrital, Pedro Sousa. Gilberto Anjos, aproveitou para em nome da JS, fazer um reconhecimento público e prestar homenagem a Pedro Silva, coordenador cessante, pelo trabalho que desenvolvido. O actual líder, salientou ainda o esforço, dedicação e entusiasmo com que Pedro Silva se dedicou à JS, fazendo deste momento, o mais marcante da noite. Para Gilberto Anjos, este jantar tem como principal objectivo a aproximação dos jovens à estrutura da JS, reforçando e incentivando a sua participação politica. “A JS, tal como no passado, não será uma juventude a prazo ou temporária...
Assembleia Municipal
em polvorosa
Realizada no Theatro Club, a sessão ordinária da Assembleia Municipal da P. Lanhoso iniciou-se pelas 21 horas e terminou de madrugada. Antes de se passar aos pontos da ordem de trabalhos, teve lugar o período antes da ordem do dia, onde Armando Fernandes, novo vereador do executivo camarário, foi visado em alguns dos discursos. Nuno Aguilar, líder da bancada social-democrata frisou que “devemos esperar que, apesar das dificuldades que se esperam para este ano, o executivo camarário mantenha a sua louvável atitude de grande proximidades aos desfavorecidos, dando corpo ao que será o Ano Europeu da Luta contra a Pobreza e Exclusão Social”. “Ajudemos os povoenses a vencer as dificuldades com dedicação ao trabalho, atitude de rigor, de persistência e de fazer bem”, apelou Nuno Aguilar...
Troca de mimos entre PS e PSD
“O que se passou na última AM foi vergonhoso e um verdadeiro atentado à democracia que alguns apelidaram, e bem, do instalar da lei da rolha e do quero, posso e mando. Para tudo isto contribuiu o presidente da Assembleia Municipal que num comportamento autoritário quis ser o principal protagonista dessa sessão, procurando calar qualquer ataque, procurando condicionar qualquer das intervenções que a bancada do PS fez”, acusou Pedro Silva, da bancada PS, num dos momentos quentes da noite, tendo também tecido algumas considerações acerca de Armando Fernandes, o novo vereador do executivo social-democrata. Tal como Pedro Silva, também as palavras de Frederico Castro se dirigiram a Armando Fernandes. “Que a sua intervenção nestes quatro anos seja diferente daquela que teve nos últimos quatro”, disse Frederico Castro. “Foram os povoenses que me elegeram e é aos povoenses, naturalmente, que terei que prestar contas. Daqui a quatro anos estarei disponível para que façam a avaliação do meu trabalho. Não me furtarei a tomar decisões. Fui para isso que fui eleito. Não irei permitir que alguns, sob a capa de da ocupação de certos cargos públicos, sejam o impedimento para a tomada de algumas decisões”, disse Amando Fernandes, na resposta. Humberto Carneiro, presidente da AM, visado nas declarações de Pedro Silva, pediu a defesa da honra para intervir. “O senhor confunde autoridade com disciplina”, disse Humberto Carneiro, que acusou ainda alguns elementos do PS de atitudes menos próprias na anterior sessão. “Se está numa estratégia concertada de me limitar na minha acção não vá por aí porque esse é o caminho errado”, avisou o presidente da AM. Depois de algumas considerações sobre as taxas de IMI, Gabriela Fonseca, vice-presidente da Câmara, deu conta da perda de receitas no tocante às verbas arrecadadas com o IMI. Segundo aquela responsável, em 2008 o município arrecadou 1 milhão de euros e em 2009 as receitas arrecadadas foram cerca de 660 mil euros. Gabriela Fonseca deu ainda conta que tinha disponibilizado estes números a António Lourenço, depois da realização da reunião de câmara, no dia em que teve lugar a primeira assembleia municipal deste mandato, durante a qual foram aprovadas as novas taxas de IMI...