‘Aldeia Natal’ abriu portas 
na Diverlanhoso
Mensagens de Natal: povoenses formulam
desejos e contam histórias

EDITORIAL


Armindo Veloso
 

Programações

Adianta alguma coisa falarmos das más decisões a jusante das crises por elas provocadas? Adianta se esses problemas ajudarem a reflectir profundamente e a aprender a lição.
Quando em Portugal explodiu o número de alunos a frequentar o ensino superior, quer nas universidades clássicas públicas quer nas privadas, então  criadas e demais institutos, havia que pensar, logo nessa altura, que se é bom, muito bom, que o ensino universitário se tenha democratizado - uma sociedade culta é uma sociedade desenvolvida a todos os níveis - mas também se deveria ter em conta que a proliferação de cursos e de número de alunos por curso iria desaguar num beco sem saída.
Que nos adianta deixar licenciar toda a gente em cursos para os quais o mercado profissional não dá saída?
Não estava à vista de todos que Portugal, um pequeno país com dez milhões de habitantes, não dava ‘vazão’ a centenas de milhar de licenciados sem critério? Não seria melhor, respeitando sempre a liberdade de cada um, encaminhar grande parte desses licenciados para cursos profissionais estes com aplicação prática no mundo do trabalho?
Tenho vários familiares jovens a trabalhar fora de Portugal, mas dentro da Europa. Dizem-me que tiveram de emigrar para se poderem realizar profissionalmente. Não concordo com a expressão ‘emigrar’ nestes casos. Então na União Europeia não há liberdade de pessoas e bens dentro desse espaço comunitário? Acho que o termo ‘emigrar’ utilizado dentro da União Europeia, ainda mais dentro da Zona Euro, é referido, quando convém, de forma depreciativa.
Quando se diz que andamos a investir na formação de jovens para eles irem rentabilizar a sua formação para o estrangeiro também isso acho que é relativo. Já chegaram da Europa oitenta e um mil milhões de euros durante os últimos vinte e cinco anos. Algum desse dinheiro foi claramente destinado para essa área. Se não o foi a culpa é nossa.
Alguns cursos universitários fazem-me lembrar os pomares de maçãs nos anos oitenta. Os primeiros  deram muito retorno mas quando toda a gente transformou os campos de milho em pomares começaram a dar as maçãs aos porcos.
Boas festas para todos!
Até um dia destes.

CASTELO

Natal

Câmara Municipal, Paróquia de Garfe, Diverlanhoso e Associação de Turismo uniram esforços para trazer um colorido diferente à época natalícia, afirmando o concelho como um local de passagem obrigatório neste época. Os presépios em Garfe e a Aldeia Natal, no Diverlanhoso, são razões mais do que suficientes para uma visita ao concelho da Póvoa de Lanhoso.

CASTELO DE AREIA

Incêndios
Parece mentira mas não é. Neste mês de Dezembro, os Bombeiros Voluntários da Póvoa de Lanhoso viram-se a braços com alguns incêndios no concelho. Ao final da tarde de sexta-feira, dia 6 de Novembro, os soldados da paz combateram dois incêndios que lavravam nas freguesias de Calvos e Frades. É caso para dizer: nem no Inverno os bombeiros têm sossego.

GNR

388 mil euros 
para melhorar condições

O edifício do Destacamento da GNR da Póvoa de Lanhoso prepara-se para receber obras de remodelação e ampliação, num investimento que ronda os 388 mil euros. O protoloco de cooperação entre a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso e o Ministério da Administração Interna foi assinado na manhã de segunda-feira, dia 10 de Dezembro, numa cerimónia presidida pelo ministro Miguel Macedo.
Para além da elaboração do projecto, a autarquia da Póvoa de Lanhoso fica encarregue da execução da obra e da concretização de todo o investimento, com o Ministério da Administração Interna a suportar os encargos com as obras no DTER da GNR da Póvoa de Lanhoso, que abrange para além da Póvoa de Lanhoso, os concelhos de Amares, Terras de Bouro e Vieira do Minho.
“Este é um equipamento importante para garantir a manutenção dos meios humanos que diariamente nos transmitem maior segurança e, dessa forma, melhor qualidade de vida”, referiu Manuel Baptista, presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, sublinhando que “a presença do Destacamento da GNR da Póvoa de Lanhoso é sem dúvida uma mais-valia, não apenas pelo facto de termos no concelho uma força de segurança com capacidade de resposta, mas também por termos aqui localizados vá-rios serviços complementares, como a investigação criminal ou a protecção da natureza”.
“Vamos, sem dúvida, dar melhores condições aos militares para cumprirem a sua missão. Vamos, certamente, garantir a presença deste destacamento na Póvoa de Lanhoso por muitos mais anos”, assegurou o presidente da câmara municipal.
“É um projecto que visa requalificar e dar melhores condições quer do ponto de vista operacional, quer de trabalho aos militares que aqui prestam serviço na Póvoa de Lanhoso, no desempenho de uma missão que é absolutamente decisiva para a comunidade, que tem a ver com a garantia da segurança das pessoas e bens”, referiu o ministro Miguel Macedo, sublinhando que no país “há muitas situações de enorme carência ao nível das instalações das forças de segurança, fruto de 37 anos de subavaliação do investimento que era necessário para termos essas boas condições”, estando a fazer o esforço para recuperar o tempo perdido, muito embora existam constrangimentos orçamentais muito importantes.
A criação de uma rampa, permitindo o fácil acesso de pessoas com mobilidade reduzida ao edifício do Destacamento da GNR da Póvoa de Lanhoso; a criação de condições para acolher militares do sexo feminino, nomeadamente ao nível dos vestiários e balneários; melhorar as condições de atendimento às vítimas de violência; a criação de um aparcamento coberto e de uma escada de escada de ligação vertical entre os vários compartimentos são algumas das melhorias a operar. A tudo isto, junta-se a melhoria do desempenho energético, a remodelação do atendimento; a criação de sanitários para pessoas com deficiência; e a remodelação no espaço interior do DTER da GNR da Póvoa de Lanhoso

Foram entregues 29 novos apoios

Câmara Municipal
continua a apoiar natalidade

A Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso entregou, na tarde de segunda-feira, dia 2 de Dezembro, 29 novos apoios no âmbito do NaturaLanhoso, uma medida de apoio à natalidade. De acordo com a autarquia, já são 70 as crianças abrangidas e 37 mil e 500 euros o valor total envolvido, sendo que este segundo momento de atribuição engloba 29 novos apoios e um valor de 15 mil e 500 euros. O Salão Nobre dos Paços do Concelho recebeu a sessão simbólica de atribuição, já que para cada criança abrangida foi entregue um cartão com o seu nome. O presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso interveio, relembrando os propósitos deste apoio e desejando felicidades aos mais jovens povoenses, que representam o futuro do nosso concelho. Manuel Baptista esteve acompanhado do seu executivo.
Recorde-se que, no Verão, realizou-se um primeiro momento simbólico de atribuição, com a câmara municipal a entregar os primeiros 41 apoios, que envolveram um valor na ordem dos 22 mil euros.
Os apoios são de 500 euros (primeiro e segundo filhos), de 750 euros (terceiro filho) e de 1000 euros (quarto filho e/ou seguintes).
Em termos estatísticos, das 70 crianças abrangidas, há um ‘empate’, já que há 35 meninas e 35 meninos. Em 59 dos casos, o valor atribuído é de 500 euros, em sete situações é de 750 euros e em duas é de mil euros. A maior parte das despesas no comércio local tem sido efetuada em produtos de farmácia, de higiene e produtos alimentares. 
“O NaturaLanhoso é um instrumento de incentivo à natalidade, que contribui para melhorar as condições de vida da população, em particular nos primeiros meses de vida, e para fomentar a economia do concelho, uma vez que o valor financeiro atribuído tem de ser despendido no comércio local na aquisição de produtos para os/as bebés povoenses nascidos/as em 2013 (vestuário, alimentação, carrinhos, etc.)”, recorda a autarquia.

Diverlanhoso

‘Aldeia Natal’ abriu portas

O Pai Natal já chegou ao Diverlanhoso, em Oliveira. Até ao dia 29 de Dezembro (exceptuando os dias 24 e 25 de Dezembro), aquele que é um dos maiores parques de desporto aventura da Península Ibérica transforma-se na ‘Aldeia Natal’, para delícia de pequenos e graúdos.  As renas deram lugar aos cavalos e o trenó foi substituído pela carroça. E foi numa carroça que chegou o Pai Natal ao Diverlanhoso, maravilhando a pequenada que ali marcou presença. O mote está dado para dias e noites de magia.
Os bungalows vestiram nova roupagem e transformaram-se em casas temáticas: Casa do Pai Natal; do Brinquedo; dos Chocolates; do Natal Antigo; da Criatividade; dos Flocos de Neve; e da Terra Verde, esta última promovida pela Braval. A tudo isto, junta-se a mini-discoteca, o cinema, a mina encantada e, para os mais aventureiros, o slide, a escalada, o carrossel mágico, o cercado de animais e os insufláveis. Um Mercado de Natal, com produtos de natal, bebidas e doces, complementa a oferta da ‘Aldeia Natal’.
Na ‘Casa da Terra Verde’, da Braval, os mais pequenos deitam mãos à obra na elaboração de enfeites de Natal nos ateliers de reciclagem. As revistas, jornais e outros materiais serão trabalhados pelos mais pequenos e as “obras de arte” ficarão expostas na Casa da Terra Verde.
“Que as crianças verifiquem que se pode adornar o Natal com tudo aquilo que foi utilizado em nossa casa. Tudo pode ser usado para adornar uma árvore: os Cd’s, os jornais e revistas, o cartão e as garrafas. Dar um espírito de Natal mas de uma forma ambientalmente correcta. É isso que queremos transmitir aos mais jovens e quisemos associar-nos a este magnífico evento, juntamente com o município da Póvoa de Lanhoso, que é nosso accionista, para que as crianças possam viver melhor o Natal”, referiu Pedro Machado, administrador executivo da Braval, aquando da abertura da ‘Aldeia Natal’. Quanto a números, são esperados 15 a 20 mil visitantes, conforme deu conta Paulo Barbosa, revelando que o evento não é só para a Póvoa de Lanhoso como para a região Norte.
À semana, as visitas decorrem das 10h30 às 17h30, com o encerramento, aos fins-de-semana,  às 18h30.

Em Garfe

Quinze presépios dão corpo
à ‘Aldeia dos Presépios’

A partir de domingo, dia 15 de Dezembro, a freguesia de Garfe transforma-se na ‘Aldeia dos Presépios’, vestindo-se a rigor para a época natalícia. Quinze presépios dão corpo ao projecto, espalhados pelos vários lugares da freguesia. À população, junta-se também o Centro Social de Garfe, a Escola EB1 e o Rancho Folclórico daquela freguesia. ‘Armazém dos Presépios’, neste domingo, dia 15 de Dezembro, pelas 14h30, junto à Igreja Paroquial, é a encenação teatral que assinala a abertura oficial do evento, à qual se segue a visita aos vários presépios.
O padre Luís Peixoto Fernandes é um dos timoneiros da ‘Aldeia dos Presépios’, que já vai na 12.ª edição. A população há muito que já deitou mãos à obra na preparação das figuras e adereços, procurando, em cada ano, aportar novidades a cada presépio. Devido a um incêndio, que consumiu todas as imagens, o presépio de Gondiães, preparado pelos escuteiros da freguesia, encontra-se totalmente reformulado.
A enorme dedicação e amor dos habitantes ao projecto é  o segredo da ‘Aldeia dos Presépios’, conforme destaca o padre Luís Peixoto Fernandes.
“Só com muito amor ao Natal e a Garfe é que as pessoas os fazem”, destaca o sacerdote, revelando que exige muito trabalho e sacrifício dos habitantes.  Salgueiros; Escola; Pinheiro; S. Roque, Teire e Azenha Nova; Comenda, S. Pedro e Fonte Milho; Pena; Igreja de Cima, Rande e Assento; Centro Social e Paroquial de Garfe; Gondiães (escuteiros); Quintã, Outeiro, Condes e Eiras; Cilindro; Devesa; rancho folclórico; Carvalhinho e La Fare Les Oliviers, são os quinze presépios que embelezam a freguesia de Garfe.
Para além da feira dos presépios, aos sábados, domingos e nos dias 25 de Dezembro e 1 de Janeiro, a ‘Aldeia dos presépios’ conta com animação aos sábados à noite, às 21 horas na Igreja Paroquial. No dia 21, a animação fica a cargo da tuna feminina da Universidade do Minho, seguindo-se, no dia 28, o concerto de Natal da escola de Música da Banda Musical e Calvos e, no dia 4 de Janeiro, o Encontro Musical da Aldeia dos Presépios.
A ‘Aldeia dos Presépios’ abre as suas portas até ao dia 5 de Janeiro.

Moto Clube Maria da Fonte promove

Passeio de Pais Natal

Vir vestido de Pai Natal e trazer um bem alimentar são as únicas condições para participar no ‘Passeio de Pais Natal’ organizado pelo Moto Clube Maria da Fonte. O passeio está agendado para o dia 22 de Dezembro (domingo). A concentração tem início pelas 13 horas, na Praça Engenheiro Armando Rodrigues, no centro da vila. Posteriormente, pelas 14 horas, realiza-se o passeio, com a chegada prevista para as 17 horas. Os bens alimentares recolhidos serão entregues ao Banco de Voluntariado da Póvoa de Lanhoso. Em caso de chuva, o passeio não se realiza. Para mais informações, os interessados podem contactar: Paulo Almeida  - 962 300 123 ; Mário – 960 492 245; Américo – 961 142 093; ou Bruno – 967 293 070. O passeio está aberto a todo o tipo de motos.

Solidariedade

‘Pirilampos em Dezembro’

“Narciso foi um menino muito, muito feliz até ao dia em que o seu pai adoeceu. A partir desse dia sem flores nem andorinhas à solta em que o seu pai perdeu a saúde, depois de ter sido despedido do emprego a sua vida mudou...”. Assim começa o livro ‘Pirilampos em Dezembro’, numa obra de José Abílio Coelho, editada pela Associação de Pais e Encarregados de Educação da Escola EB1/JI da Póvoa de Lanhoso. A apresentação da obra, que conta com ilustrações do pintor povoense Domingos Silva, decorreu, no Theatro Club da Póvoa de Lanhoso. Falar de ‘Pirilampos em Dezembro’ é também falar tristeza, de desemprego mas também de esperança e solidariedade. Parte do valor das vendas da obra, 20%, reverte para a composição dos cabazes que, por ocasião do Natal, o Agrupamento Gonçalo Sampaio entrega às famílias dos alunos mais carenciados. 
“Este livro, quando o lerem, vão ver que é um grito contra as injustiças e que aborda temas, infelizmente, bem actuais. Fala do desemprego, fala da emigração, fala da fome, fala da tristeza mas  fala também da esperança. É um livro que nos interpela para agirmos”, apontou António Carlos Coe-lho, coordenador da EB1/JI da Póvoa de Lanhoso, revelando que a obra fala também de solidariedade e saudando o facto de ter sido escolhido como protagonista da história uma professora.
“Apesar de vivermos tempos particularmente difíceis, nunca como este ano os pais e encarregados de educação foram solidários e estão a enviar grandes quantidades de bens para a escola”, revelou o professor António Carlos, dando conta da recolha de bens para ajudar os mais carenciados.
“Cada vez mais, sabemos que se afastam as nossas crianças dos mais velhos, dos avós, dos tios. Deixem que os vossos filhos convivam com os avós, que ensinem aos vossos meninos aquilo que os pais, por vezes, não têm oportunidade de o fazer”, apelou José Abílio Coelho, aquando da abordagem de um personagem da história, o avô António.
José Abílio Coelho falou nos avós e nos professores. “No tempo que vivemos, começa-se a abandonar aquilo que faz um país grande... um país é grande quando tem boa educação porque boa educação faz bons médicos, bons professores, bons economistas, bons operários, bons cidadãos e bons pais.
“Na pessoa de todos os professores, simbolizados por esta professora que encontramos no livro, que façamos tudo para ajudar os professores a cumprirem a sua missão...”, revelou o autor.
“É uma iniciativa de louvar pois, para além de fomentar a leitura tem um conteúdo muito actual e interessante”, destacou a vereadora da Educação, Gabriela Fonseca.
O apoio da Câmara Municipal, de instituições e empresas do concelho permitiu oferecer a obra aos cerca de 250 alunos da EB1/JI da Póvoa de Lanhoso.

Calvos

Novo edifício do Centro Social 
prestes a ficar concluído

O novo edifício do Centro Social de Calvos encontra-se em fase de conclusão, prevendo-se a sua abertura para o mês de Janeiro de 2014. As novas instalações, localizadas no limite entre as freguesias de Calvos e Frades, disponibilizarão as valências de Serviço de Apoio Domiciliário para 50 utentes e um Centro de Dia, com capacidade para 25 utentes, o que permitirá responder aos crescentes números de pedidos de apoio. Esta obra foi realizada no âmbito de uma candidatura ao Programa de Desenvolvimento Rural, nomeadamente na Acção 3.2.2 – Serviços Básicos para a População Rural, através da ATACHA e teve o lançamento da primeira pedra em Outubro de 2012. Dotado de condições específicas para pessoas com mobilidade reduzida, este equipamento dará apoio às populações de Calvos, Frades, Rendufinho e parte de Fontarcada.
Apesar da existência de financiamento público, esta empreitada tem tido o grande apoio e colaboração da comunidade de Calvos. As campanhas de angariação de fundos, que se iniciaram em 2010, têm sido fundamentais para o desenvolvimento desta obra. Desde rifas, vendas de compotas, leilões de produtos regionais e madeiras, jantares solidários, cantar dos reis, concertos solidários e tantas outras actividades que permitem angariar fundos que façam face às inúmeras despesas que este projecto acarreta. As freguesias de Frades e Rendufinho colaboram nestas iniciativas. A exemplo disso, foi o peditório realizado no primeiro fim-de-semana de Dezembro nestas duas freguesias. Em Novembro, realizou-se o III Magusto Solidário, cujos fundos obtidos também reverteram a favor desta obra. Também as Juntas de Freguesia de Calvos, Frades e Rendufinho de o seu apoio. A Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso assinou com o Centro Social de Calvos um protocolo de colaboração, disponibilizando-se a contribuir com 30 mil euros, de forma faseada.
Mas a campanha de angariação de fundos continua. Para Sábado, dia 14 de Dezembro, está agendado o Jantar de Natal Solidário, aberto à população, com o custo de 15 euros. As inscrições podem ser efectuadas no Centro Social, ou através dos contactos telefónicos. 
A direcção do Centro Social de Calvos e as suas colaboradoras aproveitam para agradecer a todos aqueles que têm contribuído tão generosamente para esta obra.
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Verim

Freguesia vive dias intensos 
com a festa da N. Sr. do Ó

A freguesia de Verim acolhe, de 19 a 22 de Dezembro, as festividades em honra de Nossa Senhora do Ó. Do programa festivo consta, no dia 18 (quarta-feira), música gravada durante o dia e, às 20 horas, a celebração da missa cantada em honra de N.ª Sr.ª do Ó. Findo aquele acto religioso, a animação fica a cargo do grupo ‘Os Amigos da Margem do Cávado’. Uma sessão de fogo-de-artifício encerra o primeiro dia dos festejos. Na quinta-feira, dia 19, o programa apenas contempla música gravada durante o dia. Na sexta-feira, pelas 20h30, realiza-se a procissão de velas, à qual se segue, pelas 22 horas, a actuação do grupo musical Akisom. Uma sessão de fogo encerra a noite de festa. 
No sábado, de manhã, a animação  fica a cargo das concertinas, com Eduardo e Vera a percorrer os vários lugares da freguesia de Verim. À noite, a partir das 21h30, entra em palco o artista Jorge Loureiro e sua banda, num dos momentos altos do cartaz das festas deste ano.
No domingo, dia 22, principal dia dos festejos, estão em destaque os actos religiosos. Às 10h30, celebra-se uma missa cantada em honra de Nossa Senhora do Ó. De tarde, pelas 14h30, entra no recinto a Banda Filarmónica de Santa Maria de Bouro, seguindo-se, pelas 15 horas, a majestosa procissão, com diversos andores e figuras e com acompanhamento da banda filarmónica e do povo da freguesia.
Mais tarde, pelas 17 horas, é a vez do folclore, com a actuação do Rancho Folclórico de Santa Maria de Verim. Uma grandiosa sessão de fogo encerra as festividades deste ano.

Novo Presidente de Monsul

Rede viária e abastecimento 
de água são as necessidades

José Manuel da Silva Tinoco sucedeu a Bernardo Silva na presidência da Junta de freguesia de Monsul. Integrou, durante 16 anos a Assembleia de Freguesia e assume, desde 29 de Setembro, um novo desafio no comando da Junta de Freguesia de Monsul.

Que razões o levaram a candidatar-se à junta de freguesia?
Foram várias as razões. A lei de limitação de mandatos impediu uma nova candidatura do ex-presidente da junta, Bernardo Silva. Porém, mesmo sem esse entrave, ele já tinha decidido finalizar o seu trabalho como presidente de junta, cedendo o seu lugar a outros. Ultimamente, assumi a presidência da assembleia de freguesia,  devido ao falecimento do seu presidente. Foi uma sucessão natural. Senti-me muito apoiado pelo povo da freguesia, que via em mim o sucessor do presidente Bernardo Silva. Esse apoio foi importante. Reunidas várias vontades, liderei a candidatura à Junta de Freguesia de Monsul.

Como foi essa vitória?
Foi uma vitória normal. Fiquei satisfeito pelos resultados e contente pelo facto do povo da freguesia me escolher para assumir a presidência da junta de freguesia. Gosto muito da freguesia e foi por essa razão que me candidatei.

Como estão a ser os primeiros tempos?
Está a ser um tempo de adaptação, de conhecimento da realidade de funcionamento de uma junta de freguesia. Via a junta de freguesia como um trabalho fora do edifício. Porém há muito trabalho a fazer dentro de portas. Está a correr bem e estamos a inteirar-nos de todos os procedimentos.

Quais as principais necessidades da freguesia?
A rede viária e a conclusão do abastecimento de água são as principais necessidades.

Que obras gostaria de ver concretizadas nestes quatro anos?A requalificação do centro da freguesia é um dos objectivos. Já começamos com alterações na rotunda, em que procedemos ao seu embelezamento. Uma outra obra importante seria na antiga escola primária. Aí, gostaríamos de criar um acesso de viaturas ao edifício, o que não existe, e requalificar aquele espaço, com a concretização de um museu agrícola e de espaços para as associações da freguesia e um pequeno auditório. Dar uma nova vida ao espaço. Intervir na área envolvente à igreja é outro dos objectivos, assim como a criação de um parque de merendas e parque geriátrico na área envolvente ao campo de futebol. 
Criar um acesso do lugar de Lamas até ao parque industrial, junto ao ribeiro, é também um dos objectivos. Outra das necessidades é o alargamento do cemitério, pois, neste momento, apenas estão livres seis sepulturas. A limpeza dos caminhos é outra das apostas e temos em mente a aquisição de um tractor com uma pá. Há também necessidade de intervir na capela mortuária e nos seus envolventes. Há muito a fazer. Sabemos que os tempos não são fáceis e vamos tentar concretizar o máximo possível, tendo a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso como um apoio importante para a sua concretização. Queremos também atribuir um prémio de mérito aos jovens estudantes universitários.

Foi importante a construção do Centro Educativo e do pavilhão   desportivo na freguesia?
Todas as obras são importantes e o Centro Educativo e o pavilhão apesar de estarem aqui localizados são equipamentos que se destinam às dez freguesias do baixo concelho. Foi importante pois permite que todas as crianças tenham as mesmas condições de aprendizagem.

Como está a freguesia no que diz respeito à rede de água e saneamento?
Falta pouco para estar finalizada a rede de água na freguesia. Quanto ao saneamento, apenas existe num loteamento próximo do centro. Quanto à água, apenas falta os lugares de Burgo e Negrelos.

O que podem esperar de si os habitantes de Monsul?
Podem contar comigo em todas as situações. Podem contar com todo o meu empenho. Estou disponível para trabalhar em prol do bem-estar da população. Quero aproveitar para desejar um Feliz Natal a todos os habitantes e aos emigrantes da freguesia.

Que associações existem?
Temos o grupo desportivo, assim como o grupo de jovens e o grupo coral. A relação é boa e tratamos toda a gente por igual. Podem contar com o apoio da Junta de Freguesia, dentro das nossas possibilidades.

Há freguesias que se deparam com a saída de muitas pessoas para o estrangeiro. Também se passa o mesmo aqui?
Há, mas também não saiu muita gente. PensoMonsul quase toda a gente trabalha. Por vezes, há dificuldade em arranjar alguém para fazer algum trabalho. O que se nota mais é o desemprego feminino.
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Manuel C. Matos presidente da Casa de Portugal

Mais de 50 anos 
em Terras de Vera Cruz

Nasceu em Esperança e aos 16 anos partiu para o Brasil, onde permanece até aos dias de hoje. Foi no dia 13 de Maio de 1958 que Manuel Cozinha Matos chegou ao país irmão. Com 72 anos, tem a sua vida profissional ligada ao ramo imobiliário. Homem dinâmico, subiu a pulso na vida. Comprou vários negócios, transformando-os em locais de restauração. De negócio em negócio, fundou, anos mais tarde, o Matos Restaurante, em Volta Redonda, que agora é gerido pelos filhos.
Com 15 anos de idade começou a trabalhar na construção civil. A pobreza naquela época levou-o a procurar uma vida melhor além-fronteiras. Trocou Esperança pelas Terras de Vera Cruz, onde permanece até aos dias de hoje. Mesmo do outro lado do Atlântico, a sua terra natal não é esquecida e todos os anos, juntamente com a esposa, passa uma temporada na Póvoa de Lanhoso.
O ‘Maria da Fonte’ conversou com Manuel Cozinha Matos aquando da sua visita à Póvoa de Lanhoso. Hospedado no Villa Joaquina, na Póvoa de Lanhoso, juntamente com a esposa -  Lily, como carinhosamente é tratada, e amigos brasileiros, recordou a sua ida para o Brasil, as saudades da família, da comida e dos amigos. O sonho, de alcançar uma vida melhor, conseguiu-o com muito trabalho e dedicação.
Assinante do Jornal ‘Maria da Fonte’, Manuel Cozinha Matos acompanha as notícias da sua terra com atenção e carinho. Maria de Fátima, Sheila Maria, Luís Carlos, Cristina e Patrícia Manuela, esta última nascida em Braga, são os cinco filhos de Manuel Cozinha Matos e Lily.
Manuel Cozinha Matos preside, desde Junho de 2010, à Casa de Portugal de Volta Redonda, que conta com 33 anos de existência e tem como finalidade a preservação das tradições e da cultura portuguesa. Anteriormente, de 1996 a 2001, a presidência da directoria foi também ocupada por este povoense, que incute um grande dinamismo à Casa de Portugal de Volta Redonda.
Local de encontro de famílias brasileiras e portuguesas, a Casa de Portugal recebe anualmente milhares de convidados em suas instalações, através dos eventos realizados como a tradicional festa da uva, ‘Vindimas’, almoços e jantares, difundindo, dessa forma, a  gastronomia portuguesa.
O dinamismo empregue na gestão permite que a Casa de Portugal cresça de dia para dia e se afirme como um local de referência na divulgação da cultura portuguesa. Exemplo desse dinamismo e persistência, é a presença de um elemento do Consulado Português que regularmente marca presença no local.

Nova edição

Concurso Literário 
António Celestino

O Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares (SABE) da Biblioteca Municipal da Póvoa de Lanhoso e a Rede Concelhia das Bibliotecas Escolares vai promover novamente o ‘Concurso Literário António Celestino’.
Criar e consolidar hábitos de leitura, fortalecer práticas de escrita criativa e valorizar a expressão literária continuam a ser os objectivos deste Concurso Literário, que recebe o nome de António Celestino, escritor nascido na Póvoa de Lanhoso (1917-2013).
Os trabalhos devem ser entregues até 28 de Fevereiro de 2014, junto de qualquer das Bibliotecas promotoras (Biblioteca Municipal, na Casa da Botica; Agrupamento de Escolas Gonçalo Sampaio; e Agrupamento de Escolas da Póvoa de Lanhoso).
Os trabalhos serão apreciados e seriados por um júri e os vencedores serão anunciados durante a Semana da Leitura de 2014.
O Concurso Literário ‘António Celestino’ tem um Regulamento próprio que estabelece, de entre outros pontos, que os concorrentes deverão produzir um texto narrativo original e inédito, em Língua Portuguesa, com um mínimo de uma página e um máximo de dez páginas de tamanho A4. O tema é livre e vai-se processar em cinco escalões: 1.º ciclo; 2.º ciclo, 3.º ciclo, Secundário e público em geral.
António Celestino é autor de obras como ‘Gentes da Terra’, prefaciada por Jorge Amado, “Antigamente era san johan de rei”, “…às vezes fico pensando se isto será poesia”, “Contos (mal) falados”, “Poemas de cera perdida” e “Contos em forma de cereja”. Em 2006, publica as suas memórias: “uma vida em si menor”. Faleceu em 2013.

G.D. Porto d’Ave

Barroso é o novo treinador

Barroso é o novo treinador do Grupo Desportivo de Porto d’Ave. O técnico chegou esta semana a acordo com a direcção do clube da Póvoa de Lanhoso, depois de acertada a saída de Sérgio Lino. “A direcção está muito grata ao empenho e dedicação que a equipa técnica e o Sérgio Lino realizaram em prol do clube, mas neste momento havia algo a mudar porque os resultados não são os mais desejados”, afirmou Agostinho Batista.
O Porto d’Ave ocupa o 16.º lugar na tabela classificativa, com 12 pontos. A mudança de treinador aconteceu na sequência daderrota em casa, diante do Celoricense (2-4), na última jornada do campeonato.  Barroso já iniciou os trabalhos, preparando o jogo com o Brito que se realiza no domingo. Na equipa técnica regista-se ainda a entrada de José Manuel Barroso, que vai assumir as funções de treina-dor-adjunto, depois de ter  orientado na época passada o São Mamede d’Este.
Póvoa de Lanhoso dá exemplo a cuidar da natureza
Comunidade unida  
na preservação do concelho
O município da Póvoa de Lanhoso assinou um protocolo de colaboração, num projecto inédito que visa plantar medronheiros no concelho. Trata-se de uma medida inserida nas comemorações do Dia da Floresta Autóctone. À margem disso, os escuteiros plantaram 90 árvores no Parque do Horto, num evento que contou com a presença do edil Manuel Baptista.

Acção na E.N. 103
Campanha recordou
Vítimas na Estrada

Geraz do Minho
Francisco Joel Silva garante 
quatro anos de dedicação à freguesia 

Campeonato da pró-nacional:  
Porto d’Ave - Maria da Fonte  
dérbi deu empate

EDITORIAL


Armindo Veloso
 

SENADOR

Num programa de televisão que vai para o ar às segundas-feiras na TVI 24 Medina Carreira, ex-ministro das finanças e Silva Lopes, também ele ex-ministro das finanças ‘decorados’ por Judite de Sousa, como moderadora, esgrimiam argumentos acerca das famigeradas contas públicas. No tema das reformas e da sustentabilidade da segurança social Silva Lopes pôs-se a jeito e Judite de Sousa perguntou-lhe quantas reformas ele tinha. Sem hesitar um segundo Silva Lopes respondeu-lhe quatro. Quatro?! Exclamou a senhora que ganha mais de vinte mil euros mês, o senhor é um açambarcador de reformas... Olhe, disse-lhe Silva Lopes, tenho três minhas e uma da minha mulher que já morreu. Essa, continuava ele, não tem jeito nenhum eu tê-la que independentemente de ser cerca de quatrocentos euros não deveria ser paga nem a mim nem a ninguém como eu porque a pensão de sobrevivência só deveria ser paga a quem precisa dela. Mas, dizia ele, não pense que  ganho muito. Neste momento, as quatro juntas dão líquidos três mil e tal euros, não chega a quatro. Para quem descontou 52 (!) anos nos lugares que estive não é nenhum escândalo. Mas digo-lhe mais, eu estou disposto a que o governo, dado o momento que vivemos, me dê só dois mil euros desde que o faça para todos os que têm a minha situação e que serão algumas dezenas de milhar. Não resolvia o problema do país mas era um sinal para o povo que está a viver muito mal, concluiu. Perante os protestos de Medina Carreira dizendo ao seu amigo e colega que não tinha nada que se estar a confessar ali em público Silva Lopes não lhe ligou nenhuma e disse tudo o que lhe apeteceu dizer.
Não errarei muito se disser que Silva Lopes: ex-ministro das finanças; ex-consultor da antiga CEE; ex-administrador da Caixa Geral de Depósitos; ex-presidente do conselho de administração do Montepio Geral entre outros cargos, não terá no final do mês um valor muito diferente do que alguns pivot´s de televisão gastam no mesmo período em roupa, massagens, maquilhagem e adereços. É o mundo em que vivemos. Mesmo assim  Silva Lopes está disposto a dar mais.
Fiquei em silêncio com este senador da República.
Até um dia destes. 

CASTELO

Nova vida

A escola primária de Águas Santas estava condenada ao abandono, fruto da construção de um centro educativo para o baixo concelho. Estava mas já não está. Prepara-se, dentro em breve, para receber uma unidade de produção de cerveja artesanal. Os edifícios assumem novas funções e ganham nova vida. Em Ferreiros, a antiga escola alberga uma incubadora de empresas.

CASTELO DE AREIA

Violência
Segundo dados vindos a público, este ano já foram assassinadas 33 mulheres. “Para além dos 33 homicídios consumados, há 32 tentativas de homicídio registadas em Portugal, desde o início de 2013”, revelou um jornal nacional. O mês de Março foi aquele em que se registou o maior número de casos. Lisboa, Porto e Setúbal são os distritos onde ocorrem o maior número de incidências.

Campanha de sensibilização

Vítimas na Estrada relembradas

 evocação do Dia Mundial em Memória das Vitimas na Estrada, assinalado a 17 de Novembro, ficou marcada, na Póvoa de Lanhoso, por uma acção de sensibilização aos automobilistas e a recriação de dois acidentes de viação.
Uma colisão entre um motociclo e uma viatura ligeira, com um morto e um ferido, e uma colisão frontal entre duas viaturas ligeiras, com vários feridos, foi o cenário encontrado pelos automobilistas que transitaram na Estrada Nacional 103, no sentido Póvoa de Lanhoso – Braga, na tarde de domingo, dia 17 de Novembro, entre as 15h30 e as 17 horas O cenário que pretendeu recriar dois acidentes de viação inseriu-se numa campanha de sensibilização rodoviária que pretendeu assinalar o Dia Mundial em Memória das Vítimas na Estrada. Durante esse período os automobilistas foram desviados para uma zona de lazer junto à via. Ao passarem pelo local, os vários condutores depararam-se com a recriação dos dois acidentes de viação e receberam conselhos de segurança. Aos militares da GNR, juntaram-se os voluntários da EPAVE e dos Bombeiros Voluntários da Póvoa de Lanhoso e crianças do Centro Educativo António Lopes, da vila da Póvoa de Lanhoso, que distribuíram folhetos informativos aos automobilistas. A estas entidades, associou-se ainda a CIM do Ave e a Misericórdia da Póvoa de Lanhoso. No local, os condutores puderam assistir às operações de “socorro às vítimas”, por parte dos Bombeiros Voluntários da Póvoa de Lanhoso.
Aos motociclistas foi ainda disponibilizado, pelos Bombeiros Voluntários da Póvoa de Lanhoso, o Cartão de Emergência do Motociclista que inclui um autocolante, para colocar no exterior do capacete, e um pequeno folheto, para colocar entre o forro e a calote, onde consta o nome, tipo sanguíneo, data de nascimento, medicação, historial médico e contacto de emergência.
Recorde-se que o Dia Mundial em Memória das Vítimas da Estrada é celebrado anualmente no terceiro domingo do mês de Agosto e é dedicado à memória dos milhões de pessoas falecidas ou feridas em acidentes rodoviários. O dia tem ainda o propósito de prestar homenagem às equipas de emergência, às autoridades e aos profissionais médicos que diariamente lidam com as consequências traumáticas da sinistralidade.

Entidades concelhias associaram-se à GNR

“É um evento que foi realizado com o objectivo, antes de mais, de assinalar o Dia em Memória das Vítimas na Estrada, e, por outro lado, aproveitar o dia para realizar uma acção de sensibilização junto dos condutores. Pretende-se, através da realização de um pequeno simulacro de um cenário de acidente, despertar uma maior atenção para as pessoas. As pessoas ao verem um cenário de acidente ficam, à partida, mais despertas para a importância da segurança rodoviária”, destacou o Tenente Pedro Pino, comandante do Destacamento Territorial da GNR da Póvoa de Lanhoso.
“É uma iniciativa da GNR e é uma iniciativa louvável e à qual a câmara municipal disse presente porque entendemos que é muito importante não só neste dia, em que evocamos as vítimas de acidentes rodoviários, mas todos os dias alertar para a necessidade de sermos prudentes e de termos uma condução prudente”, referiu Armando Fernandes, vereador da Protecção Civil da Câmara Muni- cipal da Póvoa de Lanhoso.

Condutores sensibilizados
“Por acaso não sabia que se assinalava este dia. Acho bem que se realizem estas acções. É importante. Chocou-me um pouco ver o simulacro de acidente”, referiu o condutor Almeno Moreira, residente na Póvoa de Lanhoso. Artur Costa, residente em Covelas, recebeu o Cartão de Emergência do Automobilista. Desconhecia a existência do cartão e achou importante a iniciativa.

Parque do horto

Escuteiros unidos
na preservação da natureza

Com seis anos, o Duarte Oliveira do Vale, residente em Calvos, no concelho da Póvoa de Lanhoso, plantou, na tarde de sábado, dia 23 de Novembro, a sua primeira árvore. “Devemos ser amigos da natureza”, aconselhou o pequeno Duarte, no decurso da iniciativa que permitiu a plantação de mais de 90 árvores no parque do Horto, na Póvoa de La
Manuel Baptista, presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso marcou presença na cerimónia, plantando, de forma simbólica, um azevinho, que marcará a iniciativa dos escuteiros do Agrupamento 527 de Nossa Senhora do Amparo.
Nas palavras dirigidas aos escuteiros e pais que participaram na plantação, Manuel Baptista vincou o empenho dos jovens na defesa da floresta. O papel de todos, para além de plantar, passa, também, e segundo o autarca, pela prevenção e respeito pela floresta. “Iniciativas como esta são de louvar”, frisou o autarca. As árvores plantadas no Parque do Horto, em pleno Monte do Pilar, eram provenientes dos viveiros municipais.
Cerca de 80 elementos participaram na iniciativa. Mário Silva, do Agrupamento 527 do CNE de Nossa Senhora do Amparo, mostrou-se satisfeito pela acção. “Iniciativas como esta fazem todo o sentido. Este ano foi um ano de muitos incêndios com uma vasta área ardida e todas as indicativas que sejam de reflorestar o território nacional são de louvar”, referiu o chefe Mário, destacando a importância do parque do Horto, um ex-libris do concelho. Incentivar a realização de acções ligadas à protecção da natureza e promoção da cidadania ambiental nos mais jovens foi um dos objectivos.
nhoso. A plantação integrou   a actividade ‘90 anos a semear’, no âmbito das comemorações dos 90 anos do CNE (Corpo Nacional de Escutas) e foi promovida no concelho pelo Agrupamento 527 de Nossa Senhora do Amparo, da Póvoa de Lanhoso.  A Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso associou-se ao acto, no acompanhamento e no fornecimento das árvores. Carvalhos, pinheiros e vidoeiros foram as espécies plantadas.

Plantação de medronheiros

Autarquia apoia projecto inovador

A Póvoa de Lanhoso prepara-se para aco-lher um projecto pioneiro no país: a plantação de medronheiros, uma espécie autóctone. O protocolo, entre a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso e privados, que assinalou o arranque do projecto foi assinado na manhã de quarta-feira, dia 20 de Novembro, nos Paços do Concelho, numa iniciativa que integrou as comemorações do Dia da Floresta Autóctone. Cerca de dois   hectares localizados nas pro-ximidades do Castelo de Lanhoso, outrora com mato,  eucaliptos e pinheiros, vão receber 1400 medronheiros. A cedência do espaço para exploração privada realiza-se por um período de 15 anos.
“Trata-se de apoiar mais uma iniciativa empreendedora, com recurso à floresta, o que permite actuar em diversas vertentes: quer na defesa da floresta, na prevenção da erosão, quer na prevenção de incêndios. É uma forma de apoiar o desenvolvimento de uma espécie autóctone.
É um apoio ao desenvolvimento sócio-económico do concelho e, como sempre, a câmara municipal está disponível à criação de empresas no concelho, que proporcionem o seu desenvolvimento e a sua promoção”, revelou Gabriela Fonseca, vice-presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, no decurso da cerimónia.
“Também ao nível de protecção civil este projecto é muito interessante porque, ao invés de dois hectares de mato, onde temos problemas de incêndios com alguma frequência, iremos deixar de os ter. Iremos deixar de ter incêndios para termos uma espécie florestal que, para além de vir fortalecer e contribuir para a dinâmica da economia do concelho, vai contribuir também para essa vertente do ordenamento e combate a incêndios”, disse Armando Fernandes, vereador da Protecção Civil.
Sónia Lima, reside no concelho da Póvoa de Lanhoso, e, juntamente com a amiga Cecília Geraldo, decidiu abraçar um projecto tido como inovador, a plantação de medronheiros. A ideia, que nasceu há cerca de dois anos, está prestes a concretizar-se. O fruto foi-lhes dado a co-nhecer por amigos e, depois de visitar uma plantação em Coimbra, decidiram avançar com o projecto. O mercado nacional será o destino dos frutos. Além da venda dos frutos, as duas jovens empreendedoras pretendem produzir aguardente de medronho e compotas.
O Medronheiro desenvolve-se nos bosques, no mato e nas regiões rochosas. De folha persistente, esta árvore apresenta características interessantes, podendo encontrar-se na sua copa, ao mesmo tempo, frutos maduros, frutos verdes e até flores. Com várias potencialidades, o medronho pode ser utlizado para a produção de fruto, aguar-dente, mel, doces, vinagre e madeira. Uma série de aplicações, às quais se junta a utilização no curtimento de peles e na medicina.

Águas Santas

Fábrica de cerveja artesanal 
nasce na antiga escola

Amphora é o nome da cerveja artesanal que, dentro de pouco tempo, passará a ser produzida na antiga escola primária de Águas Santas. As salas de aula vão dar lugar a uma unidade de produção de cer-veja artesanal. O edifício da antiga escola onde, durante décadas, as crianças da fre-guesia aprenderam a ler e escrever, estava desactivado, fruto da construção do Centro Educativo do Cávado, em Monsul, que alberga as crian-ças das dez freguesias do baixo concelho. O espaço estava a degradar-se pelo que a intervenção estende-se ao interior e exterior da antiga escola, assim como ao espaço envolvente, onde funcionava o recreio. O projecto, para além de dar nova vida ao edifício, vai permitir a criação de três postos de trabalho.
As obras no interior são da responsabilidade do promotor do projecto, com a autarquia a assegurar a intervenção no exterior do edifício, nomea-damente a limpeza dos muros e do telhado e a pintura do exterior do edifício.
“Quando nos surgem hipó-teses de instalação de empresas e de criação de postos de trabalho, estamos sempre receptivos e procuramos sempre encontrar as melhores soluções. Esta foi uma delas. Foi ocupar um espaço que estava desactivado e tinha ten-dência a degradar-se mais facilmente estando desactivado”, explicou a vice-presidente e vereadora da Educação, Gabriela Fonseca, no decurso de uma visita às obras que decorrem na antiga escola.

“Maria da Fonte” dá nome a uma das variedades da Amphora
João Palmeira, tem 33 anos, nasceu em Braga e é formado em terapia física. A freguesia que se prepara para receber a fábrica da cerveja Amphora – Águas Santas, é também a freguesia onde residem actualmente os seus pais. O hobbie, e fruto também da situação de desemprego, vai passar a actividade principal. As pesquisas levaram-no a métodos e a receitas antigas de produção de cerveja. Experiência atrás de experiên-cia surgiu a Amphora que foi dada a conhecer aos amigos. O apoio que procurou junto da Câmara Municipal de Braga foi encontrado no concelho vizinho, a Póvoa de La-nhoso. Os contactos com a autarquia surgiram no final de uma sessão alusiva ao empreendedorismo e internacionalização. À Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, junta-se o IAPMEI, Minho Empreende e Adrave.
“Da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso tenho obtido um apoio fantástico. Têm dado um apoio fantástico a este projecto. Se este projecto está na iminência de abrir portas é também graças à câmara municipal, ao IAPMEI, Adrave e Minho Empreende que isto está a acontecer. Para além da minha vontade em fazer algo, estas entidades também têm ajudado”, esclarece João Palmeira.
“Maria da Fonte”, em home-nagem à terra que acolheu o projecto é a quarta variedade da Amphora, juntando-se à Bracara, à Augusta e à Ruber.
“Neste momento, a produção é feita em casa mediante as regulamentações que existem e a lei vigente. Só posso produzir 2500 litros por ano. Aqui, na fábrica, vai ser possível, numa fase inicial de até 4 mil litros por mês”, refere João Palmeira.
Em Julho, num encontro internacional de cerveja artesanal, realizado em caminha, João Palmeira deu a conhecer a Amphora, um passo que lhe trouxe grandes encomendas e uma grande visibilidade.
A partir de agora, a antiga escola primária passa a ter outra função. Uma das salas está transformada em armazém com a unidade de produção a ficar localizada na outra sala.    
“Acho que é um bom exemplo e é por aí que queremos seguir. Estamos com um projecto de empreendedorismo nas escolas. Vamos capacitar professores para trabalhar os alunos também na área do empreendedorismo porque  os jovens têm muito medo de empreender, de inovar, de  criar o seu próprio emprego, por assim dizer”, explicou a vereadora da Educação.

Objectivo é plantar cinco mil árvores até 2017

Câmara municipal 
cria ‘Banco de Árvores’

No âmbito das comemorações do Dia da Floresta Autóctone, a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso promoveu, na tarde de segunda-feira, dia 25 de Novembro, a realização de uma sementeira de espécies autóctones. As sementes foram colocadas na terra e irão integrar o Banco de Árvores da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso. A aposta da autarquia passa pela criação de um Banco de Árvores para utilizar em futuras reflorestações. As sementes colocadas na terra irão dar lugar       a mais de 300 árvores. Carvalho, Pilreteiro, Bétula e Amieiro, todas elas espécies autóctones, foram semeadas, numa acção que contou com a presença de mais de cem alunos do concelho, com a grande maioria a integrar os três clubes da floresta do concelho: Milhafrões, Pinheiro Vivo e Chapim Real. Os mais novos acompanharam o presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Manuel Baptista, na operação de colocar as sementes na terra. As embalagens, outrora de leite e água, receberam a terra onde, de seguida, foram colocadas as sementes. Os ‘vasos’ partem de seguida para os viveiros municipais, onde as árvores irão crescer para, mais tarde, reflorestar o concelho.

Alunos sensibilizados para a preservação da natureza
“Esta é uma forma de sensibilizar os jovens sobre a importância da floresta e do ambiente. É importante envolver os jovens neste tipo de iniciativas, sensibilizando-os para a necessidade de proteger a floresta. No passado sábado, no Parque do Horto, foram plantadas 90 árvores de espécies autóctones, numa iniciativa que contou com os escuteiros do Agrupamento de Nossa Senhora do Amparo. Hoje, estamos a semear vá-rias espécies para que, no próximo ano, as possamos plantar no concelho, reflorestando as áreas necessárias”, explicou Manuel Baptista, presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso.
O autarca revelou que desde 2005 a autarquia já plantou mais de duas mil árvores. “É uma aposta deste executivo e continuarei durante os próximos anos. Vamos ver se, até 2017, conseguimos plantar cinco mil árvores”, frisou o autarca, revelando que a cria-ção de um banco de árvores é importante para a redução das despesas com a reflorestação no concelho.
“Sensibilizar os mais novos para a necessidade de preservar a natureza foi um dos objectivos da iniciativa. O objectivo é sensibilizar os alu-nos para a preservação da floresta e para a prevenção dos fogos florestais. Neste dia, é sensibilizar para a preservação das espécies autóctones”, destacou a professora Anabela Dallot, do Clube da Floresta ‘Os Milhafrões’, da Escola Secundária da Póvoa de Lanhoso.
Ângela Castro, aluna do curso de Turismo Ambiental foi uma das participantes na sementeira. “Estou a achar uma iniciativa interessante e acho que é bastante boa para nós alunos, bem como para os alunos mais novos. São importantes para que se dê valor ao ambiente. É de pequeno que se deve começar”, revelou aquela aluna.

Francisco Joel Silva: novo rosto de Geraz do Minho

“Podem contar com quatro anos 
de dedicação à freguesia”

Francisco Joel Silva é o novo rosto na presidência da Junta de Freguesia de Geraz do Minho, sucedendo no cargo a Manuel Luís Ferreira que, devido à lei de limitação de mandatos, se viu impedido de se candidatar. Depois de ocupar o cargo de tesoureiro, Joel Silva abraça agora um novo desafio, como presidente da Junta de Freguesia.

O que o levou a abraçar uma candidatura à Junta de Freguesia de Geraz do Minho?
Este é um trabalho de continuação pois já fazia parte da Junta de Freguesia. Os últimos sete anos fui tesoureiro da Junta de Freguesia e de 2001 a 2005 como presidente da Assembleia de Freguesia. Havia um trabalho de continuidade que alguém tinha de dar seguimento, face à impossibilidade do prof.º Luís se recandidatar, devido à limitação de mandatos. Toda a gente me apoiou, toda a gente me aconselhou, e fizeram pressão para que fosse eu e aceitei de braços abertos.

O facto de ter integrado o executivo facilita-lhe a tarefa?
Não há grandes novidades pois eu já estava inserido praticamente em tudo. Foi uma passagem de testemunho fácil, não houve grandes alterações. Conhecia todos os procedimentos. Sabia bem o que ia encontrar e sabia bem o que era preciso.

Como estão a ser estes primeiros tempos?
Estão a ser bons mas difíceis porque não há dinheiro para investir, não há capacidade de investimento mas estamos a trabalhar, junto da população, dentro do possível, dando o apoio que nos é possível. Estamos a fazer trabalhos de manutenção pois obras a curto prazo não se prevêem.

Como é que se sentiu com a vitória?
Senti-me bem e contente. Já esperava pela vitória, de forma clara pois temos feito um trabalho sério, dedicado e próximo das pessoas. Claro que, Deus que é Deus não agradou a toda a gente e em política não se agrada a toda a gente. Por muito bom trabalho que tenhamos feito durante os doze anos, nunca conseguimos agradar a toda a gente. Estava a contar com a vitória e foi uma vitória muito saborosa.
   
O que é que as pessoas podem esperar de si?
O mesmo que têm esperado nos últimos anos. Empenho e dedicação à freguesia e tentar fazer o melhor pela freguesia. As pessoas sabem que podem contar sempre comigo.

A intervenção na estrada municipal, que atravessa a freguesia, há muito reclamada, foi concretizada no Verão. Foi importante?
Já há muito que reivindicávamos a intervenção, uma vez que era uma necessidade. A pavimentação foi feita no Verão. Não ficou como nós esperávamos que ficasse pois ficou com as valetas muito fundas mas, nas obras feitas um pouco à pressa, não há grande margem de manobra. Na altura, não havia calceteiros e a estrada não podia parar e teve-se que optar por esta solução. Dos vários calce-teiros a que se falou, ninguém estava disponível. A estrada estava em andamento. Não podia parar. Teve que ser uma decisão rápida.

Quais são as principais necessidades e que obras gostariam de realizar nestes quatro anos?
A nível de rede viária, temos uma estrada que vai daqui, desde a sede de junta, até Portas, que é uma estrada camarária e que exige um grande investimento porque exige muros de suporte de terra bastante elevados. No fundo, passa o ribeiro, o que exige um investimento bastante grande. Depois, temos várias questões mais pequenas. Temos o propósito de construir uma capela mortuária, em que temos o projecto já feito. Numa reunião com o presidente da Câmara Municipal, ele prontificou-se a dar uma ajuda para a obra. Gostaríamos também de melhorar a área envolvente à Capela de Santa Tecla, que está um pouco abandonada há uns anos. Também estamos a pensar arranjar a área envolvente, calcetando o espaço. A área envolvente ao campo de futebol também está um pouco abandonada. Temos lá um espaço que queremos limpar e embelezar, criando uma zona de lazer. Neste espaço próximo da sede de junta também queremos rectificar a calçada e dar seguimento à Travessa do Rego, que é uma estrada estreita, onde não passa um carro. É uma das poucas estradas da freguesia que está um bocadinho estreita. Como há outro acesso, é uma das obras que se vai deixando ficar para o fim e é uma das obras da rede viária que precisa de ser concretizada. (...)

Escola EB1/JI da Póvoa de Lanhoso

Associação de Pais 
edita livro para apoiar famílias

“Pirilampos em De-zembro” é a obra que a Associação de Pais da Escola EB1/JI da Póvoa de Lanhoso, em parceria com o Agrupamento de Escolas Gonçalo Sampaio, apresenta neste sábado, dia 30 de Novembro, pelas 16 horas, no Theatro Club.
“A Associação de Pais da Escola EB1/JI da Póvoa de Lanhoso, em parceria com o Agrupamento de Escolas Gonçalo Sampaio, que integra, está a desenvolver uma campanha de recolha de géneros alimentares e outros bens, destinados a apoiar famílias de alunos pobres do agrupamento. Nesse sentido se integra a edição de um livro que vai ser colocado à venda e oferecido aos alunos da nossa escola para que, aqueles pais que puderem, contribuam para a campa-nha”, esclarece a Associação de Pais, dando conta que as verbas alcançadas com a venda do livro revertem para o apoio às famílias carenciadas do agrupamento.
A obra, da autoria do escritor e historiador José Abílio Coelho, traz ao público um conto de Natal, com ilustração do artista plástico Domingos Silva. A apresentação da obra fica a cargo do Prof. António Carlos Coelho, coordenador daquele estabelecimento de ensino.
“Para além desta primeira apresentação ao público em geral e de cujas vendas uma percentagem reverterá para que a Associação de Pais possa, na composição dos cabalzes que, pelo Natal, o Agrupamento Gonçalo Sampaio, costuma entregar às famílias dos seus alunos mais carenciados, haverá ainda uma distribuição gratuita do livro a todos os pequenos que frequentam aquela escola os quais, em troca, deverão oferecer géneros alimentares que integrarão também os cabazes a distribuir nas vésperas de Natal pelo Agrupamento. A Associação pretende, ainda, oferecer um livro a cada casa comercial do concelho que se disponibilize a dar uma ajuda, seja em bens alimentares, roupa, cobertores, aquecedores e/ou outros bens úteis (ou dinheiro para os comprar), os quais serão integrados nos já referidos cabazes”, revela a Associação de Pais da Escola EB1/JI.
O livro, intitulado “Pirilampos em Dezembro”, conta a história de um menino que, após ver o pai despedido da fábrica onde trabalhava é, também ele, alvo da solidariedade da comunidade escolar. Ricardo Ramos Filho, escritor brasileiro de literatura infantil, diz sobre este novo trabalho de José Abílio Coelho: “É um conto infantil comovente, um dos mais bem escritos que li ultimamente. Encontrei nele ecos de leituras infantis que fiz quando criança, textos maravilhosos que não existem mais. Muito bom recuperar com tanta maestria esse jeito mais sensível de narrar a história. O todo do livro está belamente composto, as ilustrações casam perfeitamente com o texto, verbal e visual... Tenho certeza de que Pirilampos em Dezembro fará sucesso”.
A apresentação do livro será antecedida por um momento musical em que actuarão Ana Sofia Coelho, a frequentar o 8° grau de piano, e Tiago Coelho, que frequenta o 4° grau de violino, ambos alunos da Companhia da Música da Fundação Bonfim. Antes da apresentação será ainda aberta uma exposição do pintor Domingos Silva com as ilustrações que integram este livro, as quais serão vendi-das aos presentes interessados.

Celebração

Comendador Manuel Teixeira:
60 anos de vida matrimonial 

O comendador Manuel Teixeira, celebra neste ano de 2013, 60 anos de vida matrimonial “bem vividos onde nunca faltou saúde, dinheiro e amor”, conforme assume Manuel Teixeira.
O dia principal deste momento vai ser assinalado neste último fim-de-semana do mês.
Manuel Teixeira chegou ao concelho proveniente de Celorico de Basto para habitar na casa da família de Saróla de Baixo. Posteriormente esteve no Seminário, estudou em Santarém, e como tal passava pouco tempo em Verim.
Mais tarde, Manuel Teixeira trabalhou como engenheiro agrónomo para os Ministérios da Agricultura e da Economia e o seu tempo profissional era passado na grémio da Lavoura da Póvoa Lanhoso, Terras de Bouro e Amares.
Recorde-se que o comendador em 1955 partiu para o Canadá, onde lá viveu e nada lhe faltou “devido à formação profissional de que era possuidor”, tal como “a formação social e religiosa”. O comendador Manuel Teixeira ainda hoje recorda com saudade os tempos que passou na Póvoa de Lanhoso, assumindo que tem “muitos amigos nas terras do Maria da Fonte”.
Bandeira de ‘Autarquia mais Familiarmente Responsável’
Acção social reconhecida 
pelo quarto ano seguido
Pelo quarto ano consecutivo, a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso foi agraciada com a bandeira de ‘Autarquia mais Familiarmente Responsável’. Para o edil, Manuel Baptista, este reconhecimento “vem confirmar, mais uma vez, que a autarquia tem valorizado a intervenção social como prioridade e que este é o caminho certo”.

Covelas homenagem a Jaime Oliveira
Eternamente gratos

Ferreiros
Carla Ferreira garante profundo 
conhecimento da comunidade

EDITORIAL


Armindo Veloso
 

Vinganças

Na primeira reunião que José Sócrates, enquanto Primeiro-Ministro, teve com Cavaco Silva, Presidente da República, lembro-me de ter escrito, já lá vão mais de oito anos, que tínhamos Homens. Naquela altura e nos dois anos que lhe sucederam fui um apaixonado por José Sócrates: homem de rigor; homem decidido; homem que sabia comunicar; homem de Estado.
Com o tempo e os factos fui-me desiludindo ao ponto de o achar um homem perigoso pela sua teimosia e obstinação.
Mesmo assim, uma vez retirado da vida política  activa e ‘exilado’ em Paris para estudar ciência política, havia que o respeitar como antigo Primeiro-Ministro que liderou o governo da República durante seis anos.
‘Exilado’?, qual quê, passado pouco mais de um ano e meio e já o ‘animal feroz’, auto-nomeado,  conseguia um espaço na TV pública, dizem que arranjado por Miguel Relvas, ó ironia..., para fazer aquilo que ele, e a RTP, chamam de comentário não passando de um espaço de maledicência onde o senhor todo poderoso reina a seu bel-prazer.
Mas o pior ainda estava para vir, pegando no argumento de um livro que dizem os entendidos não passa de escritos da sua tese, conseguiu entrevistas formais em jornais de referência e informais em programas de entretenimento onde lavrou vulgaridades em relação a pessoas de que não gosta: zurziu o Presidente da República; chamou “bandalho” ao Santana Lopes; “estupor” ao ex-ministro das finanças alemão; “pistoleiros” a elementos do staff da presidência da República; e até aos seus, como Teixeira dos Santos, brindou com avaliações de carácter no mínimo duvidosas.
No meio de todas estas banalidades disse que não iria mais a votos porque: “não quero voltar a depender do favor do povo”.
Fiquei definitivamente esclarecido. Temos um deus da terra chamado José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa.
Só que é um deus mau, mal educado e vingativo.
Até um dia destes. 

CASTELO

Autarquia

Manuel Baptista é o novo presidente da CIM do Ave. Na passada segunda-feira, dia 11, a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso foi eleita para presidir ao Conselho Intermunicipal do Ave. A CIM do Ave compreende um total de oito municípios, 236 freguesias, com uma área de 1453 km² e uma população de 425 411 habitantes. Para além da Póvoa de Lanhoso, a CIM do Ave é constituída pelos municípios de Guimarães, Cabeceiras de Basto, Fafe, Mondim de Basto, Vieira do Minho, Famalicão e Vizela.

CASTELO DE AREIA

AVC
Aos hospitais portugueses chegam, por dia, 52 vítimas de AVC. Os Acidentes Vasculares Cerebrais (AVC) são a principal morte em Portugal. Segundo notícias vindas a público, os AVC’s matam, em média, 35 pessoas por dia. A maioria das vítimas não sabe reconhecer os sintomas. As três primeiras horas após o início dos sintomas de AVC são essenciais para o socorro da vítima. É preciso aprender a conhecer os sintomas, para a defesa da nossa vida.

Póvoa de Lanhoso

Bandeira de Autarquia Mais Familiarmente Responsável já está no concelho

Foi das mãos do Secretário de Estado Adjunto do Ministro Adjunto e do Desenvolvimento Regional, Pedro Lomba, que Manuel Baptista, presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, recebeu no dia 6 de Novembro, a bandeira de Autarquia Mais Familiarmente Responsável. Tal como anunciamos na edição de 18 de Outubro, este é o quarto ano consecutivo em que a Póvoa de Lanhoso recebe a bandeira verde no âmbito da iniciativa “Autarquia Mais Familiarmente Responsável”. O momento da distinção aconteceu em Coimbra, no Auditório da Associação Nacional dos Municípios Portugueses. Neste ano, foram distinguidos 37 municípios.
A autarquia povoense recebeu a bandeira com palma, por receber o prémio por três ou mais anos consecutivos. Esta distinção é atribuída todos os anos pelo Observatório das Autarquias Familiarmente Responsáveis. Do distrito de Braga, foram distinguidas ainda as Autarquias de Vieira do Minho e de Vila Nova de Famalicão.
"Este reconhecimento vem confirmar, mais uma vez, que a Autarquia tem valorizado a intervenção social como  prioridade e que este é o caminho certo. O nosso papel, para além da construção de equipamentos públicos, deve ser muito direccionado para acções e medidas de apoio às famílias no seu todo. Sejam elas de apoio social, de promoção do seu bem-estar ou ainda do incentivo à fixação da população no nosso concelho. Não trabalhamos para os reconhecimentos, mas sabe bem perceber que a  nossa política é reconhecida por entidades nacionais”, salientou o presidente da Câmara Municipal, Manuel Baptista.

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DA P. LANHOSO

Alunos e professores
visitaram Limassol (Chipre)

Nasceu no Agrupamento de Escolas de Pó-voa de Lanhoso mais um projeto europeu ‘Comenius’ intitulado ‘Biodiversity of Rivers’/ Biodiversidade dos Rios. O ‘Comenius’ é um projeto financiado pela União Europeia vocacionada para o intercâmbio entre escolas europeias.
Envolvendo sete parceiros europeus (Portugal/Póvoa de Lanhoso, Polónia/Wroclaw, Chipre/Limassol, Turquia/Istambul, Espanha/Santiago de Compostela, Roménia/Drobeta Turnu Severin e França/Ilha de Reunião - LeTampon), o projeto ‘Biodiversity of Rivers’/ Biodiversidade dos Rios terá a duração de dois anos (2013 - 2015).
Este intercâmbio pretende implementar actividades/acções conjuntas de sensibilização de alunos, professores e comunidades locais para a importância da preservação da qualidade da água e da biodiversidade ribeirinha, bem como desenvolver uma cidadania europeia mais consciente e activa.
Um dos aspectos mais atraentes deste tipo de iniciativas é a possibilidade de alunos e professores se deslocarem às escolas dos seus parceiros, permitindo um intercâmbio de inesquecíveis experiências linguísticas, culturais e pedagógicas.
O primeiro destes encontros ocorreu de 6 a 12 de Outubro, na cidade de Limassol, no sul do Chipre. A equipa representante de Portugal, do Agrupamento de Escolas de Póvoa de Lanhoso, foi composta por duas alunas do 11.º ano, Ana Carolina Vale e Diana Gonçalves e pelos professores Anabela Dalot, coordenadora do projecto, Rosa Maria Carvalho e José Ramos de Magalhães, Director do Agrupamento de Escolas de Póvoa de Lanhoso.
Para além de permitir planear o trabalho, este primeiro encontro internacional foi fundamental para estabelecer laços entre as escolas participantes e para fortalecer dois dos pilares fundamentais do projecto que são o intercâmbio cultural/pedagógico e a prática da língua inglesa e aprendizagem de outras línguas estrangeiras.
Todos os alunos ficaram alojados em famílias Cipriotas, tendo o acolhimento sido excepcionalmente caloroso. Na escola organizadora de ‘Saint Antony’s Lyceum’, em Limassol, as comitivas dos países parceiros foram muito bem recebidas, participando em actividades diversificadas: cerimónia de recepção e visita guiada pelas instalações e integração em actividades lectivas, conduzidas pela Directora da escola (Maria Theophanos) e respectivo coordenador do projecto Cipriota, Nicolas Nicolaou; apresentações por parte de  todos os participantes sobre as suas escolas e cidades;        apresentação  histórica sobre o conflito entre a Turquia e o Chipre, sob o tema ‘Herança cultural Cipriota’, por Andreas Foulias; apresentação sobre a biodiversidade dos rios cipriotas por Athena Papatheodoulou, investigadora da ONG Terra Cypria; noite de observação astronómica coordenada por Alexander Grivas; visita guiada a monumentos, pontos turísticos e arqueológicos de interesse na região; apresentações de música, instrumentos e danças  tradicionais; convívio gastronómico/cultural internacional; saída de campo ao rio Diarizos para medição de parâmetros químicos/físicos da água e identificação de biodiversidade (macro invertebrados), coordenada de forma exemplar e extremamente profissional pela já referida técnica e investigadora da associação ambientalista Terra Cypria.
De realçar que em quase todos os momentos do programa vivenciado pelos participantes, foi visível a importante colaboração das famílias, representadas por Evanthia Charalambous, da Associação de Pais, entidade dinâmica e determinada em contribuir para um projecto de melhoria das condições físicas, pedagógicas e culturais de uma escola localizada numa zona mais carenciada da cidade de Limassol.
Para além das paisagens de rara beleza, da história que brota de todos os monumentos, da força de um povo que sofreu o horror da guerra e que, como nós, enfrenta  actualmente uma séria crise económica, apraz salientar o calor humano e a hospitalidade com que a delegação da Póvoa de Lanhoso foi recebida por professores, pais, alunos e entidades locais.
 O próximo encontro realizar-se-á em Março de 2014, com deslocação a Istambul, Turquia.

Verim

Magusto animou comunidade

No sentido de proporcionar momentos de convívio entre uten-tes e população e comemorar o S. Martinho, o Centro Teresiano de Verim organizou, no domingo, dia 10 de Novembro, o tradicional magusto. A música tradicional, onde as concertinas marcaram presença,  animou os participan-tes da festa-convívio. Mas a festa não se fez só de casta-nhas e música. A estas, juntaram-se também os jogos tradicionais e a surpresa da tarde: o ‘Homem Bomba’. De cara tapada, e com a roupa decorada com balões, o ‘Homem Bomba’ fez as delícias dos presentes, que se divertiram a rebentar os balões transportados pela misteriosa personagem.
E depois da música e do baile, seguiram-se as casta-nhas, com os mais pequenos a ajudar na tarefa. A tarde foi de festa e de convívio entre gerações. Aos mais peque-nos, juntaram-se os pais e os avós, num verdadeiro convívio de gerações.
“É tão bonito ver os mais pequenos. Quando era crian-ça não havia nada disto. Ainda bem que há locais como este pois muitas pessoas passam os dias sozinhas”, referiu uma das utentes do Centro Teresiano de Verim, contente pela festa proporcionada pela instituição.

Comemorações do S. Martinho

Mais de 300 seniores envolvidos...

As instalações da Santa Casa da Misericórdia da Póvoa de Lanhoso receberam, na tarde de segunda-feira, dia 11 de Novembro, as comemorações do S. Martinho, numa iniciativa da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, que reuniu mais de 300 utentes das IPSS’s e Centros de Convívio do concelho.  “Esta proposta insere-se na programação regular de animação sociocultural que a autarquia proporciona todos os meses em especial para a população sénior e destina-se a promover um envelhecimento activo, a confraternização, a adopção de estilos de vida mais saudáveis e, neste caso, a manutenção de uma tradição”, referiram os responsáveis da autarquia.

Covelas

Homenagem pelos 31 anos 
dedicados a servir a freguesia

“O sentimento de gratidão e a capacidade de o manifestar é algo que define a qualidade dos seres humanos. A população de Covelas não se encontra entre aqueles que já esqueceram esse sentimento e quer hoje manifestar essa sua qualidade”. Foi desta forma que a presidente da Assembleia de Freguesia de Covelas, Olga Duque, iniciou a cerimónia de homenagem a Jaime Oliveira, realizada no domingo, dia 10 de Novembro, na sede de Junta de Covelas. A iniciativa partiu do        actual presidente de Junta, Manuel Freitas Fernandes, e de imediato foi abraçada por todos quantos integram a Junta e Assembleia de Freguesia de Covelas.
“Há alguns entre nós que se vão destacando pelo seu espírito de serviço à comunidade, dando-lhes um lugar especial no seu coração. É o caso do sr. Jaime, que dedicou décadas da sua vida ao serviço da população de Covelas, enquanto presidente da Junta. A singela homenagem que hoje terá lugar é, pois, de normal justiça, pois manifesta a gratidão de uma freguesia inteira a um homem que pensou em todos, mais do que em si próprio, ao longo de muitos anos”, revelou ainda a presidente da Assembleia de Freguesia de Covelas.
Recorde-se que, Jaime Oliveira presidiu à Junta de Freguesia de Covelas de 13 de Janeiro de 1983 a 18 de Outubro de 2013.

Sentida homenagem
O momento foi de grande emoção e as lágrimas resvalaram pela face de Jaime Oliveira. As palavras dirigidas pela presidente da Assembleia de Freguesia e pelo presidente da Junta de Freguesia de Covelas tocaram fundo no coração do homenageado.
Na sua intervenção, o actual presidente da Junta de Freguesia de Covelas recordou que o homenageado trabalhou ao longo destes anos com o único pensamento, o de pensar sempre em Covelas; fez sempre o que entendeu ser o melhor para a freguesia; amou e ama a sua terra; sempre lutou para que os Covelenses estivessem na linha da frente; e sempre pugnou pelo bem-estar das suas populações e em prol do desenvolvimento de Covelas.
“O Jaime, ao longo dos anos, demonstrou, sem reservas, o muito que a freguesia e os seus habitantes eram para ele importantes; pensou sempre no melhor, com uma inexcedível dedicação à causa pública e ao bem-estar da população”, disse ainda Manuel Freitas Fernandes, presidente da Junta de Freguesia de Covelas.

Momento de grande emoção
“Sinto-me lisonjeado por reconhecerem o trabalho desenvolvido nesta freguesia ao longo destes anos. Fui um autarca que assumiu um cargo político com responsabilidade e sentido de trabalho em prol do desenvolvimento da freguesia e bem-estar da população. Tive sempre uma presença permanente na vida da comunidade covelense. Soube partilhar os momentos de festa e sempre respondi, prontamente, nas horas de dificuldade e de aflição”, revelou Jaime Oliveira.
Enumerando algumas das obras realizadas ao longo dos cerca de 31 anos, Jaime Oliveira deixou palavras de incentivo ao actual presidente da Junta de Freguesia de Covelas, Manuel Freitas Fernandes.
“Senhor presidente da Freguesia de Covelas, a tarefa que assumiu, conjuntamente com a sua equipa, não será nos próximos anos tarefa fácil, dado a conjuntura económica que o país atravessa. No entanto, estou convicto que o vosso sentido constante de querer servir a freguesia de Covelas, a vossa disponibilidade e a sua permanente vontade, serão fortes motivos de inspiração para que no futuro se possa continuar o excelente trabalho desenvolvido a favor dos covelenses”, apontou ainda Jaime Oliveira, deixando palavras de agradecimento ao actual executivo municipal, bem como aos ex-presientes de Câmara com os quais trabalhou ao longo dos 31 anos.

CARLA FERREIRA TEM UM CONHECIMENTO PROFUNDO SOBRE FERREIROS

“Durante estes anos 
lidei praticamente 
com todas as pessoas”

Carla Ferreira é o novo rosto na presidência da Junta de Freguesia de Ferreiros, sucedendo no cargo a José Manuel Alves, que liderou os destinos daquela Junta de Freguesia durante 20 anos. Depois de dez anos como secretária da Junta de Freguesia de Ferreiros, Carla Ferreira, eleita em lista independente, abraça a partir de agora um novo desafio. O executivo integra também Avelino Vieira e Cláudia Carvalho. Trabalhar em prol das gentes de Ferreiros é a promessa deixada pela nova presidente da Junta de Freguesia.

Que razões a levaram a candidatar-se à Junta de Freguesia de Ferreiros como independente?
Já integrava o anterior executivo, como secretária, cargo que desempenhei durante 10 anos. A limitação de mandatos impediu uma nova candidatura do presidente José Manuel Alves. Era nossa intenção, minha e do tesoureiro Avelino Vieira, terminar a nossa participação na política local.
Muitas pessoas me abordaram no sentido de me incentivarem para avançar com uma candidatura. Como isso não estava nos meus horizontes  disse sempre que não. Isto, porque nunca tinha pensado em candidatar-me à Junta. O tempo ia passando e cada vez mais se iam avolumando aqueles que viam em mim um sucessor quase natural do então presidente. Foram vários os amigos, as pessoas isoladas e até famílias que, duma forma generalizada, iam conversando comigo manifestando o seu apoio para que eu repensasse a minha posição de forma aceitar a apresentação de uma candidatura.
Anteriormente, integrei as listas apresentadas pelo Partido Socialista. A dado momento, tomamos conhecimento que o PS já tinha um candidato a cabeça-de-lista para a freguesia, sem que tivessem a lealdade de abordar aqueles que durante anos deram o seu melhor em defesa da sua causa, colocando-nos a todos à margem deste processo o que, naturalmente, veio criar uma onda de descontentamento nos elementos da Junta cessante. Esta inqualificável atitude que em si demonstra uma forte componente de ingratidão, em muito contribuiu para dar ainda mais força àqueles que há muito aspiravam à apresentação da minha candidatura.
Foi então que, o conjunto das pessoas já referidas me incentivaram e apoiaram a avançar com uma candidatura. Reflectindo e ponderando bem sobre o que acima refiro, entendi por bem e em salvaguarda dos interesses da freguesia, liderar uma candidatura independente apoiada pelas gentes de Ferreiros e a colaboração candidato eleito a presidente da câmara, sr. Manuel Baptista que, pelas razões expostas, só poderia e deveria ser uma candidatura independente.

O facto de ter sido durante dez anos secretária da Junta de Freguesia é uma mais-valia para o desempenho do novo cargo?
Sim, sem dúvida, essa experiência foi muito valiosa e também contribuiu para a minha decisão. O conhecimento que adquiri ao longo destes anos, nomeadamente, os procedimentos a realizar, as normas a cumprir, o saber lidar com a parte administrativa, o contacto com as pessoas e outros, são uma mais-valia para o bom desempenho numa Junta de Freguesia e, por conseguinte, proporcionam uma maior e melhor facilidade em prestarmos um bom serviço aos nossos conterrâneos. Durante todos estes anos lidei, praticamente com todas as pessoas da freguesia, e esse conhecimento é agora importante para o desempenho do meu cargo como presidente da Junta de Freguesia de Ferreiros.

O facto de ser mulher foi um entrave?
Como sabe há sempre alguma resistência a hábitos e preconceitos ancestrais, uma vez que o cargo de presidente de junta sempre foi desempenhado, na sua esmagadora maioria, por homens. No concelho, temos agora três mulheres a presidir aos destinos das juntas de freguesia. Com isto as pessoas já se vão habituando a ver rostos femininos na presidência das Juntas de Freguesia, e não só. Não estou neste cargo para mandar na freguesia e muito menos nas pessoas, como alguns queriam fazer crer. Estou aqui para servir as pessoas, para as ajudar a resolver os seus problemas, dentro das possibilidades e das nossas competências. Vou representar a freguesia, dar orientação às suas obras e dar apoio à população. Estamos neste cargo para servir o povo e não para nos servimos dele. Que fique bem claro para quem possa ter alguma réstia de dúvida.
O que importa é ter interesse, capacidade, empenho e respeito por todos e uma grande vontade de servir e não o facto de ser homem e mulher. O que eu pretendo, bem como todos os colaboradores que me acompanham, é trabalharmos para o bem-estar das pessoas da nossa terra, dando o nosso empenho para melhorar as condições da vida dos habitantes de Ferreiros. Quem pretender estar na esfera política com outros propósitos o povo agradece que fiquem em casa.

Como se sentiu com a vitória?
Foi um conjunto de vários sentimentos. Foi uma grande alegria. Foi um dia muito emotivo. Fiquei contente e espero corresponder às expectativas da população e dar resposta aos seus anseios. Mas ao mesmo tempo foi-nos delegada uma responsabilidade acrescida que saberemos aceitá-la e geri-la em benefício da nossa freguesia. Agradeço a todos quantos acreditaram em mim e no projecto que liderei, mesmo aqueles que por outras razões entenderam ter outras opções. Mas estamos numa democracia, que embora não sendo longa, já tem o tempo suficiente para exigir de todos nós um comportamento e um respeito que demonstre aos eleitores que sabemos ocupar o nosso lugar quando ganhamos e muito especialmente quando perdemos. A partir do momento em que fui eleita, passei a ser a presidente da junta de todos os habitantes de Ferreiros independentemente de partidos ou facções. A política fica para trás. A nossa bandeira é a bandeira de Ferreiros e conto com o contributo de todos para o desenvolvimento da freguesia.  (...)