EDITORIAL


Armindo Veloso




Arregaçar de mangas

Sendo certo que a democracia resulta de um “jogo” permanente entre forças políticas com opiniões e perspectivas de vida diferentes, há momentos na história dos povos e dos países que, não a pondo no essencial em causa - refiro-me às liberdades soberanas –, deve ser metida entre parêntesis. Recordo a interpretação malévola que deram às palavras de Manuela Ferreira Leite – ela tinha tanta razão em tanta coisa que dizia, não tinha?... - quando ela disse que às vezes apetecia fazer um intervalo de seis meses na democracia, fazer as reformas necessárias e depois prosseguir o seu caminho normal, isto, dizia ela, para bem de um país sistematicamente adiado.
No momento que vivemos gostaria de ver Portugal e a liberdade postos acima de tudo. Escrevi liberdade porque ela só existe se o nosso país se mantiver soberano no essencial – fazendo parte da União Europeia, é certo, mas soberano, coisa que, pelo andar da carruagem, só ficaremos pelo papel de embrulho. Não tenhamos dúvidas, se não produzirmos mais riqueza e não baixarmos o déficit para níveis aceitáveis o fundamental será decidido por outros.
Então, suponhamos que tínhamos estadistas à frente dos principais partidos e que decidiam fazer um pacto de regime até ao final da presente legislatura e que enfrentavam esta crise histórica, explicando ao povo aquilo que é necessário fazer – eu nunca vi o povo tão permeável à mudança e aos sacrifícios – olhando-o nos olhos e dizendo-lhe que a tal reforma do Estado, mãe de todas as outras, é necessária e deve ser feita profundamente, contemplando a redução de municípios e freguesias; extinção dos governos civis; fim de institutos e institutozinhos; de empresas municipais feitas para os afilhados e para disfarçar divida; redução do número de deputados – a nossa constituição prevê entre 180 e 230 e nós fomos logo para o máximo, ah portuguezinhos aí!!! - ; e de muitas outras coisas menos relevantes mas cujo somatório contribuía para o emagrecimento do Estado na sua parte negativa cuja folga daria para muito melhor Estado na sua parte necessária e positiva.
Esta reforma arrastaria consigo outras já tentadas mas nunca concluídas como a da justiça, educação e saúde.
Só dessa forma, dizem todos os grandes conhecedores da matéria, Portugal terá um futuro risonho.
Arregacem as mangas e deixem de lado o vosso umbigo, José Sócrates e Pedro Passos Coelho. Portugal agradece.
Até um dia destes.

CASTELO

Espaço Jovem


Ao longo dos tempos, o Espaço Jovem, um equipamento municipal criado no âmbito do Pelouro da Juventude, tem proporcionado, aos mais jovens, um conjunto de actividades que, para além do lazer, assumem um importante carácter didáctico. No âmbito do programa “Fé- rias Activas”, um programa de ocupação de férias, os mais novos têm realizado um conjunto diversificado de actividades lúdicas, pedagógicas e recreativas. A visita ao Aquamuseu, em Vila Nova de Cerveira; ao Parque Biológico de Gaia; ao Pavilhão da Água, no Porto; assim com a alguns museus na cidade de Braga, são exemplos de algumas das actividades realizadas no âmbito do programa “Férias Activas”. Iniciado a 5 de Julho, o programa “Férias Activas” estende-se até ao dia 27 de Agosto.

CASTELO DE AREIA
MANIFESTAÇÕES SAP


Teve lugar na passada sexta-feira, uma caminhada contra o encerramento do SAP no Hospital António Lopes, aos fins-de-semana e feriados. Iniciada na Câmara Municipal, teve o seu culminar junto ao Hospital António Lopes, onde os participantes foram recebidos pelo Provedor da Santa Casa. Até aqui tudo bem. O problema é que, segundo algumas pessoas, no final a conversa subiu de tom e foram trazidos à discussão temas que nada tinham a ver com o encerramento do SAP. Na praça pública há quem fale de insultos e tentativas de agressão. A ser verdade, tais atitudes são lamentáveis.

manifestação organizada pela Comissão de Utentes juntou centenas de pessoas


Povoenses protestam
contra o encerramento do SAP

“A saúde é um direito. Sem ela nada feito” foi uma das palavras de ordem ouvidas na noite de sexta-feira, dia 9, no decurso da caminhada de protesto contra o encerramento do Serviço de Atendimento Permanente, aos fins-de-semana e feriados, no Hospital António Lopes, fruto da não renovação do protocolo com a Santa Casa da Misericórdia da Póvoa de Lanhoso por parte da ARS Norte. A manifestação, organizada por uma comissão de utentes e liderada pelo povoense Pedro Vale, teve o seu início junto à Câmara Municipal e culminou junto ao Hospital António Lopes, onde aí se encontrava Humberto Carneiro, Provedor da Santa Casa da Misericórdia, assim como alguns mesários da instituição, a quem foi entregue uma moção em defesa do direito à Saúde na Póvoa de Lanhoso. No referido texto, é destacada “uma perda de qualidade dos cuidados de saúde prestados pelas unidades do Serviço Nacional de Saúde locais”, a falta de médicos de família e os milhares de utentes sem médico de família. Quanto ao encerramento do SAP, a comissão de utentes dá conta de que o mesmo é “um novo e duro golpe no direito à saúde”.
A suspensão da revogação do protocolo estabelecido entre a ARS Norte e a Santa Casa e o reforço dos meios humanos e técnicos para que se retome o funcionamento pleno do Centro de Saúde, que assegure o atendimento permanente e capacidade de resposta nas 24 horas do dia são algumas das exigências constantes na referida moção.
Segundo Pedro Vale, estão a ser preparadas outras iniciativas de protesto. De acordo com os elementos da comissão de utentes, nos próximos dias, os povoenses podem dirigir-se às juntas de freguesia do concelho e assinar o abaixo-assinado contra o encerramento do SAP, que posteriormente será entregue às entidades competentes...

Colisão de viatura
provocou dois feridos

Dois feridos ligeiros foi o resultado de uma colisão entre duas viaturas, ocorrida nos Moinhos Novos, na Póvoa de Lanhoso, por volta das 19 horas de quinta-feira, dia 8 de Julho. Os feridos, um casal de Taíde, seguiam na carrinha Volkswagen Passat e foram transportados para o Hospital de Braga, pelos Bombeiros Voluntários povoenses. Na carrinha comercial, de marca Citröen, seguia apenas o condutor que não sofreu qualquer ferimento. A colisão foi de tal modo aparatosa que as carrinhas envolvidas ficaram em mau estado, sobretudo a Passat onde seguiam os dois feridos. Para o local, os Bombeiros Voluntários fizeram deslocar 17 elementos, apoiados por duas ambulâncias, uma viatura de desencarceramento e uma de combate a incêndios. Apesar do alerta dar conta de duas pessoas encarceradas, não foi necessário desencarcerar qualquer um dos feridos. Durante as operações de socorro o trânsito este cortado. No local compareceram também os militares do posto da GNR de Lanhoso.

Esperança

Festejos a Santo António
e Sra. da Esperança

A freguesia de Esperança recebe, nos dias 30 e 31 de Julho e 1 de Agosto, as tradicionais festividades em honra de Santo António e Nossa Senhora da Esperança. Do programa elaborado pela comissão de festas consta, no dia 30, sexta-feira, para além da música gravada durante o dia, a procissão de velas desde a Igreja Paroquial até à capela de Santo António. O início deste acto religioso está marcado para as 21 horas. Findo o mesmo, tem lugar, pelas 22 horas, a actuação do Rancho Juvenil e Infantil da Póvoa de Lanhoso. Uma sessão de fogo encerra o primeiro dia de festa. No sábado, dia 31, as atenções estão viradas, pelas 21h30, para a actuação do conjunto “AKISOM”. Às 24 horas, tem lugar uma sessão de fogo-de-artifício, à qual se segue, novamente, a actuação daquele conjunto musical...

Sobradelo da Goma

Festas em honra
do Santíssimo Sacramento

Nos dias 30 e 31 de Julho e 1 de Agosto a freguesia de Sobradelo da Goma recebe as festas em honra do Santíssimo Sacramento.
A procissão de velas, às 21 horas, é o ponto alto do primeiro dia de festa, que conta ainda com a actuação de um grupo de cavaquinhos. No dia 31, sábado, as atenções estão voltadas para a música, com a actuação do grupo “Zé Amaro”, à qual se segue uma grandiosa sessão de fogo.
No dia 1, domingo, principal dia de festa, tem lugar, às 10 horas, a missa solene em honra do Santíssimo Sacramento e, às 16 horas, a majestosa procissão que contará com a presença da Banda de Música dos Bombeiros Voluntários da Póvoa de Lanhoso.
Pelas 17 horas, a realização de um churrasco pro-mete trazer grande animação às festas do Santíssimo Sacramento pelo convívio que dele pode resultar. À noite, a música estará novamente em destaque com a actua-ção, às 21 horas, da “Banda André”. Uma sessão de fogo encerra as festas deste ano.

população de Friande tem centro de convívio


Antiga escola ganhou vida
A escola primária de Friande voltou a ganhar vida. No domingo, dia 4 de Julho, as portas daquele estabelecimento de ensino voltaram a abrir-se e o espaço ganhou uma nova vida. A partir daquele dia, aquele edifício funciona como o centro de convívio da freguesia, naquele que é também o terceiro centro de convívio do concelho.
Depois de Esperança e Vilela, foi a vez da freguesia de Friande receber o projecto dos centros de convívio que estão a ser implementados pela Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso. De “rosto lavado” o edifício da escola primária irá receber muitos dos que, há muitos anos atrás, ali passaram pelos bancos de escola. Numa primeira fase, aquele espaço está voltado para receber a população mais idosa do concelho mas, no futuro, a sua acção irá estender-se a outras faixas da população, funcionando como um espaço que acolhe toda a população e onde ali os mais jovens e os mais velhos podem realizar as suas actividades.
No dia de abertura do centro de convívio de Friande, que funcionará às terças e sextas-feiras, das 14 às 16 horas, Fátima Moreira, vereadora da Acção Social e do pelouro da Saúde, manifestou a sua satisfação pelo facto deste centro de convívio se situar no baixo concelho, e pelo mesmo dar vida a um edifício que não estava a ser utilizado.
“Este é um espaço que é de toda a população. Que este seja um espaço de encontro e que vá, também de encontro àquilo que vocês querem e aos vossos interesses”, considerou a edil.
Nos agradecimentos, para além dos funcionários, a Junta de Freguesia de Friande não foi esquecida, com Fátima Moreira a destacar o empenho da Junta de Freguesia desde o 1.º momento, empenho esse que permitiu que aquele projecto se tornasse uma realidade...

Povoenses dão largas
à alegria na Malafaia

Cerca de 1700 povoenses, distribuídos por 32 autocarros, rumaram, no dia 17 de Junho, até à Quinta da Malafaia, em Esposende, para o primeiro convívio sénior do concelho da Póvoa de Lanhoso, numa iniciativa da mara Municipal e Juntas de Freguesias do concelho. Antes da diversão e do convívio, os povoenses deslocaram-se até ao Monte de Santa Luzia, em Viana do Castelo, onde aí foi celebrada uma missa no Santuário do Sagrado Coração de Jesus, numa cerimónia co-celebrada pelos párocos Fernando Eurico, Luís Fernandes e António Couto.
Depois dos actos religiosos, os povoenses deslocaram-se até à freguesia de Antas, em Esposende, onde aí os esperava uma tarde de convívio.
Sardinha assada, arroz de feijão, frango e costela assada foram alguns dos ingredientes do almoço, onde não faltou o vinho verde e a sangria.
Folclore, cantares ao desafio, conjunto musical, marchas populares e gigantones, foram alguns dos números que integraram a animação daquela tarde.
Depois do almoço, os povoenses fizeram o gosto ao pé e deram um passinho de dança na pista, num ambiente de alegria e confraternização, animados pela música popular.
Manuel José Baptista e os presidentes de Junta do concelho foram chamados ao palco pelos responsáveis da Malafaia. Naquela ocasião, Manuel José Baptista, presidente da autarquia, saudou os presentes e agradeceu a colaboração dos presidentes de junta.
“Agradeço aos presidentes de junta pois sem eles não era possível organizar este passeio. Muito obrigado pela colaboração. Que em Setembro tenhamos muita saúde para irmos até Fátima”, disse o presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso.
No final da tarde, os convivas rumaram até à Póvoa de Lanhoso, depois de bons momentos de confraternização. Mais do que o almoço e a animação, o momento foi aproveitado por muitos para reverem amigos de outras freguesias...

numà Ourivesaria Sacramento, no dia 17 de Julho de 2009

Assaltantes conhecem sentença
Realizou-se na quinta-feira, dia 14 de Julho, pelas 9h30, a leitura da sentença do julgamento que colocou no banco dos réus sete indivíduos, acusados dos crimes de roubo e receptação. Sentença que daremos conta na próxima edição. Quatro dos indivíduos, que se encontravam detidos preventivamente, há cerca de um ano, eram acusados do roubo, à mão armada, à Ourivesaria Sacramento, na Póvoa de Lanhoso, no dia 17 de Julho de 2009. Sobre os outros três arguidos, dois homens e uma mulher, que se mantiveram em silêncio durante a sessão, recai a acusação de receptação do material furtado, na sua maioria objectos em ouro.
Perante o colectivo de juízes, os quatro jovens, com idades entre os 19 e os 24 anos, confessaram, no dia 7 de Julho, a autoria do roubo à ourivesaria localizada no interior do Intermarché, na Póvoa de Lanhoso. A pedido dos quatro arguidos, as declarações foram prestadas após a saída da sala dos elementos sobre os quais recaem as acusações de receptação.
Arguidos confessaram autoria do roubo
Perante o colectivo de juízes, os quatro jovens acusados do roubo à Ourivesaria Sacramento, localizada no interior do Intermarché, na Póvoa de Lanhoso, assumiram a autoria do crime.
Tudo se passou no dia 17 de Julho de 2009. Os quatro jovens (A. F, M. D., F. M. e A. Fr.), usaram um Toyota Corolla, furtado dias antes em Ri-beirão (Vila Nova de Famalicão), para se deslocarem até ao Intermarché para aí consumarem o assalto, à mão armada, à Ourivesaria ali localizada.
A. F. foi o primeiro a prestar declarações e trouxe um novo elemento ao julgamento. Segundo o jovem de 19 anos, o crime foi realizado por influência de um cidadão brasileiro e teria sido, alegadamente este, quem lhes facultou a viatura, os gorros, os cartuchos e as armas para concretizar o roubo...

Deputado da Assembleia da República


Frederico Castro visitou quartel dos Bombeiros Voluntários
Na passada segunda-feira, dia 12 de Julho, o deputado da Assembleia da República, Frederico Castro, realizou uma visita ao quartel da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Póvoa de Lanhoso, onde foi recebido por elementos da direcção e comandante da corporação. O atraso na entrega do desencarcerador prometido pelo governo, já lá vão cinco anos, foi um dos assuntos trazidos à reunião pela direcção da associação.
A visita, que se inseriu num conjunto de visitas que aquele deputado está a realizar a várias instituições do concelho, permitiu que Frederico Castro ficasse a par da realidade dos bombeiros povoenses, e serviu como uma forma de reconhecer o excelente trabalho que está a ser realizado pelos soldados da paz da Póvoa de Lanhoso.
O empenho da direcção e corpo activo, que têm conseguido reforçar os equipamentos, foi também destacado pelo deputado.
No tocante ao desencarcerador, que é uma pretensão antiga, o deputado da AR, referiu que, nos próximos dias, vai estabelecer contactos, no sentido de saber o ponto de situação do processo e a forma de resolução do mesmo...

Santo Emilião


Veneração a S. Bento
A procissão na tarde do passado domingo, dia 11, foi um dos momentos altos das festividades em honra de S. Bento, que tiveram lugar na freguesia de Santo Emilião.
O bom tempo ajudou e foram muitos os que ali se deslocaram para acompanhar a passagem dos andores, figuras alegóricas e o coro das virgens, que já é uma tradição nesta romaria.
Naquele dia, a manhã ficou marcada pelos actos religiosos, com a celebração da missa solene em honra de S. Bento. Durante aquele acto religioso, a figura de S. Bento foi evidenciada, bem como o seu exemplo de vida.
“A fé não é nenhuma apólice de vida. A fé é algo de diferente. A fé é a adesão a Jesus Cristo que colocamos como critério para toda a nossa vida. Aceitemos para a nossa vida tudo aquilo que ele nos propõe”, foi uma das mensagens deixadas ao longo da homília.
Durante a celebração eucarística foi ainda salientada a necessidade de redescobrirmos a palavra de Deus e de olhar para S. Bento como modelo e intercessor. No final, os fiéis foram desafiados a viver verdadeiramente como discípulos de Jesus.
De tarde, as atenções voltaram-se para a majestosa procissão, com o espaço envolvente ao Mosteiro de S. Bento, a receber centenas de pessoas vindas de vários pontos do concelho e de concelhos vizinhos.
Tal como nas romarias, as farturas e as vendedoras de doces marcaram também presença e trouxeram um colorido diferente ao espaço...
Filigrana povoense distinguida na FIA
A Filigrana da Póvoa de Lanhoso arrecadou mais uma distinção, desta vez, na FIA - Feira Internacional de Artesanato, que se realizou até ao dia 11, na FIL, em Lisboa. O município esteve representado para divulgar as potencialidades turísticas do concelho, com destaque para a promoção da filigrana, como arte enraizada na P. Lanhoso, sendo que as empresas locais “Abel Armando Silva, Lda.” e “Oficina do Ouro”, ambas de Sobradelo da Goma, estão presentes no stand povoense e candidataram algumas das suas peças aos concursos de Melhor Peça de Artesanato Tradicional e de Melhor Peça de Artesanato Contemporâneo. Neste capítulo, a empresa “Abel Armando Silva, Lda.” arrecadou uma menção honrosa no concurso da Melhor Peça de Artesanato Tradicional com uma coroa em filigrana de prata, com vários tipos de cheio de filigrana como o rodilhão e espiga, com banho de ouro de 24Kl, pedras semi-preciosas, rubis, safiras, esmeraldas. Aquela peça, que pesa 174 gramas, pode ser vista durante o certame e é uma réplica de uma coroa de ouro feita para Milão e que é a maior coroa do mundo em filigrana. “Este prémio é relevante para o concelho. Estamos aqui para comercializar as nossas peças, mas também estamos aqui a representar a P. Lanhoso”, referiu César Silva, da “Abel Armando Silva, Lda.”, que sublinha que, “nos últimos anos, as pessoas passaram a associar a filigrana à Póvoa de Lanhoso, algo que não sucedia no passado”. O artesão, que desenhou e fabricou a peça, regozija-se pelo resultado. “É com grande orgulho e satisfação que vejo, uma vez mais, o meu trabalho reconhecido. É sempre gratificante também verificar que a Póvoa de Lanhoso é cada vez mais reconhecida pela qualidade dos seus artesãos”.

S.C.Maria da Fonte

Corpos gerentes tomam posse
Tem lugar, no dia 22 de Julho, pelas 21 horas, a tomada de posse dos corpos gerentes do Sport Clube Maria da Fonte, na sua sede social, localizada na Rua Comandante Luís Pinto da Silva, na Póvoa de Lanhoso. Naquele dia, serão empossados os corpos gerentes para o biénio 2010/2012. Recorde-se que João Gomes é o novo presidente da direcção do Sport Clube Maria da Fonte, depois de ter presidido, na época passada, à comissão administrativa.

Porto d’Ave

Nova direcção, novo treinador
e plantel praticamente definido

Sob a batuta de Armando Silva, que transitou das camadas jovens para a equipa sénior do Porto d’Ave, a formação axadrezada encontra-se a preparar o plantel para atacar a próxima época. Com um plantel, praticamente definido, que tem como base elementos das camadas de formação do clube, o Porto d’Ave já garantiu a contratação de vários reforços.
Armando Silva, que comanda a equipa técnica, e conhece profundamente o Porto d’Ave, tem ao seu lado Orlando Moreira, como adjunto, e o prof. Daniel como preparador físico e Manuel Costa como o homem responsável pela preparação dos guarda-redes da equipa...

Entrevista a Davide Samuel Machado


Jovem povoense
tem futuro promissor no Ori-BTT

Chama-se Davide Samuel Almeida Machado, tem 22 anos, reside na Póvoa de Lanhoso e é, actualmente, uma das jovens promessas do Ori-BTT nacional, integrando, por estes dias, a selecção das quinas no campeonato mundial que decorre em Montalegre. Apesar da sua jovem idade, Davide Machado já tem um lugar assegurado entre os maiores da orientação em BTT. Nas revistas da especialidade, o seu nome tem sido destacada e tem recebido os mais rasgados elogios. O ‘MF’ conservou com o jovem Davide que por este dias representa a selecção nacional no 8.º Campeonato do Mundo.

Maria da Fonte - Como surgiu o Ori-btt na tua vida e há quanto tempo?
Davide Machado - A orientação em BTT (ORI-BTT) surgiu na minha vida através da orientação pedestre, modalidade que já pratico há cerca de 10 anos. Comecei a praticar logo após a entrada no 5.º ano de escolaridade. Quanto ao ori-btt, esta nova vertente surgiu na minha vida há relativamente pouco tempo, há cerca de 3 anos, após um convite para experimentar. A partir daí nunca mais deixei de a praticar.

MF - Quais as provas em que já participaste e quais os melhores resultados, a nível nacional e internacional?
DM - Falando apenas no ori-btt, nos últimos 2 anos tenho participado em todas as provas da Taça de Portugal e campeonatos nacionais, tendo conseguido, o ano passado, o título de Campeão Nacional no escalão de H21A. No decorrer deste ano, e estando agora inserido no principal escalão da modalidade, tenho já como resultados o de vice-campeão nacional de distância longa em elites. A nível internacional, destaco com grande importância o 16º lugar em distância longa na prova da Taça do Mundo, na Hungria, no mês de Abril, ao serviço da Selecção Nacional, posicionando-me neste momento no 57º lugar do ranking mundial.

MF - Qual a tua ocupação e se estudas o que pretendes seguir no futuro?
DM - Neste momento, e como infelizmente ainda não consegui arranjar emprego na minha área, estou a trabalhar/ajudar numa pequena empresa de família. Tenho como habilitações literárias o 12º ano e um Curso Técnico de Contabilidade, não pondo ainda totalmente de lado, o ingresso novamente nos estudos, ou uma possível inserção no ramo militar.

MF – Qual a próxima prova e quais as expectativas?
DM – Desde o dia 9 até domingo, dia 18 de Julho, integro a selecção nacional no Campeonato do Mundo de Ori-btt, que decorre em Montalegre. É com muito orgulho que represento a Selecção Nacional, tendo como expectativas alcançar um lugar no top 20 da competição. A ver vamos!

MF - Como descreves a modalidade?
DM - Cada desporto tem o seu carácter próprio. O carácter único da Orientação consiste em encontrar e seguir o melhor itinerário, através de terreno desconhecido, numa luta constante contra o tempo, exigindo capacidade de Orientação: boa leitura do mapa, avaliação de opções de itinerário, utilização da bússola, concentração sob stress, rapidez na tomada de decisão, corrida/pedalada em terreno acidentado, etc.

MF - O que é preciso para a sua prática?
DM - Uma bicicleta de btt, capacete, porta mapas e bússola, assim com um mapa e um chip de controlo, estes dois últimos fornecidos pela organização da prova.

MF Quais os teus objectivos em termos de modalidade?
DM - A nível nacional, obter a liderança do ranking e consagrar-me campeão nacional em elites e a nível internacional, continuar a “merecer” ser chamado à Selecção Nacional e tentar conquistar um lugar no top 20 do Ranking Mundial.

MF - Que balanço fazes da tua carreira até ao momento?
DM - Embora curta, o balanço é muito positivo, pois num curto espaço de tempo consegui obter resultados e “patamares” onde só pensava chegar após mais alguns anos de experiência.

MF - Que comentário te merece a modalidade a vel nacional
DM - Merece todos os melhores comentários. Como já pratiquei outros desportos, e daí possa fazer uma comparação entre eles, acho a Orientação, em si, é uma das modalidades mais fascinante e entusiastas de sempre pois considero-a como um dos desportos mais completos, no qual temos de conciliar a parte física com a parte mental, principalmente a concentração na escolha de opções e leitura de mapa, durante o esforço físico em tempo cronometrado.

MF - Que apoios tens neste momento...

Cem anos de República (12)

O mito do miguelismo
na pena do nosso Camilo

Diz-se “por lá que o Sr. D. Miguel está no Alto Minho, no concelho da Póvoa de Lanhoso. Propalam-no certos padres, não sei com que alcance. A estupidez tem intuitos impenetráveis. Não percebo para que fim espalham tão absurdo boato, se não é para alarmar o governo ou lograr incautos” — é assim que Camilo Castelo Branco começa a desenvolver o mito do miguelismo em “A Brasileira de Prazins”. Esta incursão — ou parêntesis — na escrita camiliana apenas se destina a provar que o clero católico rural teve uma influência veemente no retardar dos ideais da Revolução Francesa que hão-de originar esntre nós a implantação da República.
A resposta é precisamente “lograr incautos”. É o próprio Camilo Castelo Branco que disso está convencido quando explica a natureza do fenómeno e aponta os seus autores: “se pudéssemos dar remédio mais suave à doença desse miserável impostor, de quem eu sei mais algumas traficâncias. Constou-me há poucas horas, que umas beatas de Braga, abastadas, e de apelido Botelhas, tinham enviado uma importante quantia, por intermédio de um certo abade, a um D. Miguel que está escondido em Portugal.
Se o homem estiver em Calvos, amanhã a esta hora há-de estar na cadeia de Braga.”
De facto, conta Camilo, “contava que D. Miguel estava escondido na residência do abade de São Gens de Calvos, no concelho da Póvoa de Lanhoso, o reverendo Marcos António de Faria Rebelo. Que pouquíssimas pessoas o tinham visto, porque Sua Majestade só se mostraria aos seus amigos fiéis quando entrassem pela Galiza os generais estrangeiros que se esperavam, uns do antigo exército carlista, outros de Inglaterra.
O primo Cristóvão redarguiu, magoado na sua esperteza, que era tão certo estar elrei em Calvos como era certo ter-me beijado a régia mão em casa do abade, na noite sempre memorável de 16 de Abril de 1845.
Que só o tinha visto de relance em Braga em 32, mas que o conhecera pelo retrato; que até manquejava um pouco, tal e qual, como se sabe, depois que Sua Majestade quebrou a perna em 28. Que el-rei nomeara o abade de Calvos seu capelão-mor, que dera a mitra de Coimbra ao abade de Priscos, e fizera chantre o padre Manuel das Agras, e a ele lhe fizera a mercê de duas comendas e o título de barão de Bouro, afora outras graças a diversos clérigos e leigos.”
Estão criados os ingredientes camilianos para a realização de uma sessão da Corte do rei absolutista em Calvos, na mais perfeita clandestinidade...

EDITORIAL


Armindo Veloso




Deus não dorme

Não estou habilitado a opinar profundamente acerca da obra literária de José Saramago.
A Academia atribuiu-lhe o Nobel e, mesmo sabendo que todas as academias são influenciáveis pelas aragens do momento, quem sou eu para o contestar?
Na sua morte, madura, serena e rodeado de amigos e familiares — Deus(!) não dorme..., quem não gostaria de morrer aos 88 anos, quase feitos, desta forma? —, Saramago partiu.
Não levou as palavras todas, como escreveu um seu amigo, mas levou muitas.
As instituições reagiram, umas com sinceridade outras com oportunismo; muitas pessoas reagiram, umas com sinceridade outras com oportunismo.
Houve um caso sobre o qual me quero alongar. Refiro-me à presidência da República.
Vejamos: o Presidente fez, quanto a mim, rigorosamente aquilo que devia fazer. Enviou um comunicado da presidência da República aos familiares dando-lhes as condolências frisando neste a grande perda cultural que Portugal acabava de ter.
Não faltaram “carpideiras” a dizer que a atitude do Presidente da República é uma mesquinhice e que ele deveria comparecer no funeral. Pergunto eu, se ele fosse, os mesmos não lhe chamariam hipócrita, e não diriam que a atitude estava ligada à proximidade das presidenciais? Não tenho grandes dúvidas na resposta.
É normal só se dizer bem das pessoas que partem. Pela minha parte, lembrarei Saramago como um grande escritor e único Nobel nesta área, mas não esquecerei duas facetas: uma, quando disse que enquanto Cavaco fosse Presidente da República não participava em cerimónias oficiais em Portugal – por muito mal tratado que tenha sido por um sub-secretário de Estado de um governo de Cavaco Silva aquando do episódio “Evangelho Segundo Jesus Cristo” não é motivo para tal declaração —; outra, quando disse que Portugal deveria ser mais uma região de Espanha como é a Galiza ou a Andaluzia.
Nenhum amor a uma espanhola e a Lanzarote justifica esta afirmação. Mesmo que o pensasse, na condição dele não o devia ter dito.
Cavaco, como Presidente de Portugal, fez o que devia ter feito.
Até um dia destes.


CASTELO

CNE


O escutismo está bem enraizado no concelho da Póvoa de Lanhoso. Actualmente, são cerca de 400 os jovens povoenses que comungam dos princípios defendidos por Baden Powell. Nossa Senhora do Amparo, Garfe, Louredo, S. João de Rei, Taíde, Fontarcada e Arosa (Guimarães) são os agrupamentos que integram o Núcleo do CNE da Póvoa de Lanhoso. No passado domingo, o Agrupamento de Louredo comemorou os seus 30 anos de existência. Dias antes, a 19 e 20 de Junho, os escuteiros de Taíde celebraram os 25 anos. Na hora de festejar o aniversário, os escuteiros de Taíde atribuíram distinções a algumas das pessoas cujo trabalho, louvável, foi importante para o nascimento e desenvolvimento do escutismo naquela freguesia. O lema “Sempre Alerta para Servir” continua bem vivo no concelho.


CASTELO DE AREIA
AM


O novo regimento da Assembleia Municipal (AM) é omisso quanto às possíveis, ou não, manifestações do público. As palmas, por parte das bancadas, e também do público, são comuns mas, ultimamente, os “ruídos” vindos da assistência têm incomodado alguns dos deputados presentes e o desconforto por tal situação ficou bem visível na última AM. Em qualquer lugar, é preciso saber estar e saber respeitar as opiniões diferentes. É salutar a presença de público nas AM’s, fruto também dos novos horários (21 horas) a que as mesmas têm lugar, mas o mesmo público deve ter a consciência que é um mero espectador no debate que se desenrola à sua frente. Quem quiser intervir, poderá fazê-lo no espaço destinado à intervenção do público, bastando inscrever-se.

Câmara procura alternativas
ao encerramento do SAP

A Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso está a estudar soluções alternativas que visem minimizar os efeitos causados pelo encerramento do Serviço de Atendimento Permanente (SAP) no Hospital António Lopes, aos fins-de-semana e feriados, das 8 às 20 horas, a partir do mês de Julho. Dada a impossibilidade daquele serviço se manter até à entrada em funcionamento do novo hospital de Braga, a autarquia povoense, em ofício enviado à ARS Norte (Administração Regional de Saúde do Norte), solicitou que o mesmo se mantenha até Outubro, um vez que o fim da prestação do SAP, no referido período, coincide com uma época de grandes constrangimentos, causados pelo aumento de população no concelho, devido à época de férias, e às obras que estão prestes a iniciar na Unidade de Saúde Familiar, que passará a prestar assistência à população, aos fins-de--semana e feriados, das 9 às 13 horas.
Caso o pedido não seja aceite pela ARS Norte, tudo leva a crer que a solução passará por um acordo celebrado entre a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso e a Santa Casa da Misericórdia.
Face à notícia do encerramento daquele serviço, e depois de reuniões com diversas entidades, a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso promoveu, no dia 25 de Junho, uma conferência de imprensa durante a qual mostrou a sua preocupação face ao encerramento daquele serviço e deu conta das diligências efectuadas até ao momento...
Voltou a adormecer em casa alheia
Pela segunda vez, em pouco mais de um mês, um indivíduo foi encontrado pelas autoridades a dormir no interior de uma habitação.
Na manhã de domingo, dia 27 de Junho, por volta das 8 horas, a patrulha da GNR da Póvoa de Lanhoso voltou a servir de “despertador” ao jovem, que se encontrava a dormir no interior dum apartamento, na zona nos Moinhos Novos, na vila da Pó-voa de Lanhoso.
Segundo apuramos, o alerta foi dado pela pessoa que se encontra responsável pela vigilância do apartamento.
O som proveniente da televisão levou os militares até à sala, onde se deparam com o indivíduo a dormir no sofá. Ao seu lado encontrava-se uma garrafa de vinho do Porto. Pela segunda vez, o sono voltou a trair o jovem que, mais uma vez, teve que ser “acordado” pela patrulha da GNR da Póvoa de Lanhoso.

José Manuel Fernandes defende projecto ambiental


Incineradora para resíduos
não passíveis de valorização

Na visita ao Ecoparque Braval, realizada no dia 18 de Junho, o eurodeputado José Manuel Fernandes defendeu a criação de incineradoras para os resíduos não passíveis de valorização ou reutilização, com estas estruturas a assumirem um âmbito regional. “Devemos caminhar para não depositarmos nada nos aterros. Devemos caminhar para que os aterros tenham uma utilização mínima ou residual”, defendeu o eurodeputado do PSD. José Manuel Fernandes deu conta de que “seria interessante estudar-se a viabilidade de uma unidade deste tipo na região mas que essa unidade não fosse um entrave à sociedade de reciclagem”.
Destacando de que, para a incineradora, só seriam enviados os resíduos sem possibilidade de reciclagem ou reaproveitamento, José Manuel Fernandes colocou a tónica no sentido de caminharmos para uma sociedade da reciclagem, olhando para os resíduos com “um recurso que deve ser sempre reutilizado infinitamente”. “A sociedade de reciclagem cria postos de trabalho. Por cada 10 mil toneladas de resíduos reciclados podemos criar 250 postos de trabalho. Se não houver reciclagem criamos, no máximo, dez postos de trabalho”, deu a conhecer José Manuel Fernandes.
Depois da visualização de um vídeo sobre a história da Braval, desde a sua criação até aos dias de hoje, o eurodeputado José Manuel Fernandes, numa visita conduzida por Pedro Machado, director-geral da Braval, ficou a conhecer a unidade de recolha de resíduos eléctricos e electrónicos, assim como a unidade de recolha dos óleos alimentares e mostrou-se satisfeito com a evolução registada no tratamento dos resíduos...

Assembleia Municipal

Assuntos geram consenso
A alteração ao Regulamento Municipal da Urbanização e Edificação, a alteração ao Regulamento para a Atribuição de Subsídio ao Arrendamento a Estratos Sociais Desfavorecidos e a declaração de relevante interesse público para efeitos de desafectação da reserva ecológica, requerida pela Junta de Agricultores do Regadio da Levada da Varziela foram aprovados, por unanimidade na última Assembleia Municipal, realizada a 25 de Junho. Por votar ficou a alteração ao Regulamento de Atribuição de Honrarias Municipais, uma vez que foi retirado da votação pelo executivo camarário. O trabalho realizado no seio das comissões criadas no âmbito da Assembleia Municipal deu frutos e as vá-rias alterações trazidas a votação mereceram o consenso dos deputados presentes.
Devido à ausência de Humberto Carneiro, os trabalhos da Assembleia Municipal foram conduzidos por Francisco Rui Xavier Ferreira, que assumiu a presidência da mesa da Assembleia. A última sessão da Assembleia Municipal contou ainda com a aprovação de um voto de pesar pela morte do escritor José Saramago, voto esse aprovado pela maioria dos deputados presentes...
Frederico Castro no Grupo
Parlamentar de Amizade Portugal – Noruega

Frederico Castro, deputado povoense na Assembleia da República, foi, recentemente, eleito vice-presidente do "Grupo Parlamentar de Amizade Portugal-Noruega".
Relativamente a este grupo de trabalho, Frederico Castro destacou “a importância estratégica do trabalho que esta comissão deve assumir nas relações entre o nosso país e a Noruega, do ponto de vista cultural, social, económico e político”.
“Estão a ser agendadas visitas desta comissão à Noruega com a presença de empresários que acompanharão os deputados desta comissão na comitiva portuguesa, com interesses estratégicos em áreas como por exemplo a comercialização de bacalhau, que assume uma importância primordial no relacionamento entre estes dois países”, referiu Frederico Castro, salientando ainda que “serão recebidos posteriormente os representantes noruegueses em Portugal tendo em vista o reforço das relações diplomáticas e institucionais, e a promoção do mesmo tipo de contactos entre empresas e empresários noruegueses e portugueses...

de 16 a 31 de julho - S.Tiago e Santa Luzia

Monsul em festa
De 16 a 31 de Julho, a freguesia de Monsul vai estar em festa com os festejos em honra de S. Tiago e Santa Luzia. As festividades têm o seu início com a realização de uma garraiada, no dia 16 de Julho. O início do espectáculo, que tem atraído muitos curiosos e aficionados à freguesia de Monsul, está agendado para as 21 horas. No dia 17, sábado, as atenções estão voltadas, durante o dia, para o grupo de Zés Pereiras que irá percorrer os vários lugares da freguesia. À noite, a partir das 21 horas, o espectáculo continua com as actuações do Grupo de Cavaquinhos do Centro Comunitário de Monsul, assim como de um grupo de música popular. No dia 18, domingo, o folclore está em destaque com a actuação dos ranchos folclóricos de S. Miguel do Monte (Fafe), Vilela (Amares), Póvoa de Lanhoso e Verim. A procissão de velas, pelas 21 horas, é um dos momentos alto do dia 22, quinta-feira. Após o acto religioso, tem lugar, pelas 23 horas, um sarau musical.
No dia 23, sexta-feira, uma rusga de concertinas promete animar o baixo concelho. O início do espectáculo está agendado para as 21 horas.
No dia 24, sábado, as atenções estão voltadas, a partir das 22h30, para a actuação de Zézé Fernandes, que promete momentos de grande animação. Antes da actuação deste conhecido artista, tem lugar, pelas 21 horas, a actuação da Magistuna, uma das novidades da edição das festas deste ano. Uma grandiosa sessão de fogo, pelas 24 horas, assinala o final das festividades de sábado...

Manuel Baptista, Presidente da Câmara da P. Lanhoso


“Hoje sentimo-nos melhor
preparados e conhecedores
dos assuntos autárquicos”


É uma mensagem de esperança que Manuel José Baptista deixa a todos os povoenses. Na entrevista exclusiva concedida ao "Maria da Fonte", e após cerca de dez meses de mandato, o presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso garante que o seu executivo se sente melhor preparado e conhecedor dos assuntos autárquicos. A prioridade do actual executivo passa, neste momento, pelo cumprimento da carta educativa, com a construção dos centros educativos. A par destes equipamentos públicos, Manuel José Baptista motra-se, também, empenhado em reduzir a dívida camarária.
No tocante a obras para o actual mandato, o presidente da autarquia povoense garante que o fórum municipal, a piscina e o pavilhão municipal são para concretizar neste mandato, não desperdiçando, dessa forma, a comparticipação financeira de cerca de 75%.

Maria da Fonte Que balanço faz destes cerca de dez meses de mandato?
Manuel Baptista - Como refere, este é um tempo que corresponde ao início de um novo mandato, logo a uma fase em que, tradicionalmente, se consolida a situação financeira e em que planeamos os próximos anos em função de um programa eleitoral que apresentámos aos Povoenses. Estando nós com um projecto que foi iniciado em 2005, já não estamos na fase de adaptação, mas sim na fase de execução dos projectos que candidatámos ao novo quadro comunitário, pois temos uma oportunidade de conseguir uma boa parte do dinheiro para realizar as obras. Hoje sentimo-nos melhor preparados e conhecedores dos assuntos autárquicos, pelo que o balanço é positivo, apesar das dificuldades que são cada vez maiores. Basta referir que tivemos recentemente conhecimento que o Governo nos vai diminuir 3,8% nas transferências, o que corresponde a cerca de 300.000 euros. Perante isto, temos de reflectir sobre as prioridades. Hoje há uma instabilidade muito grande ao nível das receitas, o que dificulta a gestão diária da autarquia, levando-nos a cortar onde é possível...

Presidente lembra a gestão de Tinoco de Faria

“Já nos habituámos
às críticas repetidas
e sem fundamento do PS”

Maria da FonteA área social tem-se afirmado, cada vez mais, como uma prioridade. O facto de cada vez mais famílias necessitarem do apoio da autarquia poderá inviabilizar a concretização de outros projectos?
Manuel Baptista – Eu sempre disse que prefiro abdicar de fazer um caminho ou de uma iniciativa para responder às necessidades de quem mais precisa. Aliás, justiça seja feita, esta autarquia tem sido um exemplo a esse nível. Mas o exemplo não está nas palavras ou nas vontades em ajudar, mas sim nos actos, no trabalho do dia a dia. Veja os exemplos dos Centros de Convívio, que estamos a inaugurar, e do programa de apoio à requalificação das habitações das famílias carenciadas que já está a analisar várias candidaturas. Ainda ontem despachei favoravelmente mais 20 candidaturas apresentadas ao subsídio de apoio à renda de casa, estando cerca de 100 famílias a beneficiar deste apoio. Mas este é um trabalho muito difícil pois, infelizmente, o Governo não tem conseguido tirar este país da crise criando emprego nem tem direccionado para as autarquias novas verbas para podermos ajudar quem mais precisa. Tudo o que fazemos retiramos do nosso orçamento, envolvendo a Rede Social, em que as IPSS´s têm um papel muito importante. Se for preciso e para podermos continuar a apoiar as famílias, adiaremos outros projectos. Mas era importante não desperdiçar as verbas dos fundos comunitários, por isso, vamos gerindo com cautela.

MFNo concelho, as freguesias contam com onze novos rostos no comando das Juntas de Freguesia. Como tem sido a relação com os novos Presidentes de Junta?
MB - A mesma de sempre. Já provei que tenho respeito institucional e pessoal por todos eles, assim foi no anterior mandato e também será neste. Cada um tem o seu papel e, se soubermos vestir correctamente o fato de cada um, o relacionamento será o melhor possível.

MFA ausência de obras para as freguesias no Plano e Orçamento deste ano, o atraso no pagamento a fornecedores e o grande aumento dos custos com o pessoal são algumas das críticas apontadas ao actual executivo pelos elementos do PS. O que tem a dizer quanto a estes assuntos?
MB – Nós já nos habituámos às críticas repetidas sem fundamento do PS e, por isso, não há muito a dizer para além do que temos dito. Em primeiro lugar, é bom lembrar que, no tempo da gestão do Dr. Tinoco de Faria, era prática que no primeiro ano de cada mandato não se faziam obras, excepto uma atenção especial nas freguesias onde havia mudança de executivo. Em segundo lugar, dizer que é mentira que não fazemos obras nas freguesias. Basta ler os relatórios que temos enviado para cada Assembleia Municipal para ver que temos feito obra ao nível das acessibilidades, da água e saneamento, de entre outras. Quero referir ainda um outro aspecto que normalmente os Senhores Presidentes de Junta não se lembram de dizer. Um exemplo fácil de perceber. O Centro Educativo do Cávado vai servir as crianças das freguesias de Monsul, Verim, Friande, Ajude, Águas Santas, Moure, Covelas, Ferreiros, Geraz e São João de Rei. Neste novo equipamento de grande qualidade vamos investir cerca de 2.500.000 euros, que inclui um pavilhão gimnodesportivo que vai beneficiar não só as crianças mas também a população e as associações em geral. Eu pergunto, este investimento serve quem? Não é para estas freguesias?...

Autarca realça aposta na Educação e na Acção Social


“Executivo está empenhado
em cumprir o que assumiu
com os povoenses

Maria da Fonte A educação tem sido uma das áreas prioritárias do executivo camarário, estando previsto, dentro de poucos meses, a inauguração do segundo centro educativo no concelho. Como está o processo relacionado com os restantes. O que há ainda a fazer?
Manuel BaptistaCumprindo o que assumimos na Carta Educativa, os Centros Educativos são a nossa principal prioridade ao nível dos equipamentos públicos. Até 2013, queremos ter a rede concelhia toda concluída em articulação com a Direcção Regional de Educação do Norte. Este ano, vamos inaugurar o Centro Educativo do Cávado e vamos candidatar mais dois. O Centro Educativo D. Elvira Câmara Lopes e o Centro Educativo de Taíde. Eu não tenho dúvidas de que vamos dar um salto significativo na melhoria das condições das escolas.

MFA construção do Fórum Municipal, a piscina e o novo pavilhão municipal serão obras para concretizar este mandato?
MB – Sem dúvida. Se recuarmos, perdemos o financiamento. Estamos a falar em, pelo menos, 75% comparticipação que jamais podemos cobrir com receitas municipais. Estamos empenhados em não falhar ao ca-lendário que assumimos com a CCDR apesar de sabermos que é tarefa difícil, tendo em conta a diminuição da receita. Insistimos nestes projectos, porque temos a certeza que são fundamentais para o desenvolvimento do concelho, se não fossem, ponderávamos abdicar de algum deles. Mas a Póvoa precisa destes equipamentos e, por isso, faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para o construir.

MFQual a posição da autarquia em relação ao encerramento do SAP do Hospital António Lopes, a partir deste mês, das 8 às 20 horas, aos fins-de-semana e feriados?
MB – Recentemente, em conferência de imprensa, já apresentámos o trabalho que fizemos para tentar resolver este problema. Desde que tivemos conhecimento da possibilidade de encerramento fomos para o terreno perceber os motivos e demonstrar a nossa posição contra essa atitude da ARS - Norte. Reunimos com os Directores do Centro de Saúde, da Unidade de Saúde Familiar, do Agrupamento de Centros de Saúde Gerês/Cabreira, da ARS - Norte e com o Provedor da Santa Casa da Misericórdia. Ficámos mais esclarecidos com as conversas que tivemos e mais convictos que a Póvoa vai perder um importante serviço. Fizemos ver à ARS - Norte que é um erro este encerramento e que não é justo reduzir um serviço tão importante como o da saúde...

Agrupamento do cne 817 de Taíde















25 anos a servir

Vinte e cinco anos a servir” foi o tema das comemorações do 25.º aniversário do Agrupamento 817 de Taíde, cujos festejos decorreram nos dias 19 e 20 de Junho, com a realização de um acampamento, durante o qual foram realizadas diversas actividades, num momento que contou com a presença de vários agrupamentos do concelho e da região.
Dado que a fundação do Agrupamento se verificou a 16 de Junho, nesse dia foi realizado um convívio entre escuteiros, pais e amigos. Serafão, Arosa, Póvoa de Lanhoso, S. João de Rei, Garfe, Louredo, Gualtar e Barcelos foram os agrupamentos presentes. A par destes, as cerimónias contaram com a presença de um grupo de pessoas de Sobradelo da Goma, que se preparam para fundar, naquela freguesia, um agrupamento de escuteiros.
A diversão e a animação, sempre dentro dos preceitos que regem o escutismo, estiveram presentes durante as cerimónias que contaram com a presença de Carlos Alberto Pereira, chefe nacional do CNE. A comemoração do aniversário foi o momento escolhido pelo Agrupamento de Taíde para prestar homenagem a algumas das pessoas que muito contribuíram para o desenvolvimento do Agrupamento...

Agrupamento 856 de louredo


CNE comemorou 30 anos
Uma missa campal, realizada na tarde de domingo, dia 27 de Junho, foi a actividade que encerrou as comemorações do 30.º aniversário do Agrupamento 856 de Louredo.
Durante dois dias, sábado e domingo, os escuteiros de Louredo estiveram em festa, com a celebração do seu aniversário que contou, no decurso da missa, com a presença de elementos dos agrupamentos de escuteiros do Núcleo da Póvoa de Lanhoso.

Escutismo como escola de valores

“O escutismo é uma escola onde se aprendem valores e o respeito pela natureza e pela beleza da natureza. É importante que queirais um mundo novo e um mundo diferente. Só com todos isso é possível”, disse o padre Domingos Gonçalves, que celebrou a eucaristia comemorativa do aniversário.
Na eucaristia, o sacerdote alertou para a importância de seguir o ideal proposto por Baden Powell para o mundo e para a sociedade. Livro, balança, flor-de-lis, lenço, vara, bússola, símbolo dos 30 anos, flores, pão e vinho foram os elementos que integraram o ofertório...

Cem anos de República (11)


Quando Calvos ‘acolheu’
a corte do rei D. Miguel...

Na liderança destes grupos miguelistas surgiram clérigos como o padre Casimiro José Vieira, o padre João Cano, o padre Manuel de Agra, entre outros, que dão ao movimento carácter político: a restauração do absolutismo ou da Causa miguelista de que a Póvoa de Lanhoso e Vieira eram dois berços de ouro.
Camilo Castelo Branco descreve este estado de alma no interior minhoto de forma fantástica no seu livro “A Brasileira de Prazins”, datado de 1882, quando descreve a criação da Corte de Calvos, onde se alojou, na residência paroquial um tal Veríssimo que se fez passar por D. Miguel.
“Constava que D. Miguel estava escondido na residência do abade de São Gens de Calvos, no conce-lho da Póvoa de Lanhoso, o reverendo Marcos António de Faria Rebelo. Que pouquíssimas pessoas o tinham visto, porque Sua Majestade só se mostraria aos seus amigos fiéis quando entrassem pela Galiza os generais estrangeiros que se esperavam, uns do antigo exército carlista, outros de Inglaterra” — escreve Camilo em “A Brasileira de Prazins”.
A importância dos padres para a criação desta fábula — que testemunha a influência do clero na causa absolutista — é bem visível no texto que transcrevemos em seguida, da mesma obra, e se reporta ao ano da revolução da Maria da Fonte.
Trazemos aqui estes elementos para que eles nos ajudem a perceber porque é que os ideais republicamos — trazidos pelas invasões francesas — demoraram tantos anos a vingar em Portugal. A resistência era muito forte, por força da acção do clero rural, de que é exemplo eloquente esta história que culpa vários capítulos de “A Brasileira de Prazins”, a recordar episódios vividos por Camilo Castelo Braga na sua juventude, quando andou foragido por Braga, Taipas e Póvoa de Lanhoso...