Domingos Vieira sem rodeios fala da sua vida

“Era visto como o rapazinho
 da cadeira de rodas”
Domingos Vieira, tem 30 anos, reside em S. João de Rei. Tem no Boccia e nos Bombeiros os seus grandes amores. Sofre de distrofia muscular, que o atirou para uma cadeira de rodas, mas nem mesmo as limitações físicas o impedem de praticar desporto e levar uma vida quase normal. “Nasceu comigo e vai morrer comigo”, explica Domingos Vieira, referindo-se aos seus problemas de saúde.
O seu tempo é repartido pelos treinos de Boccia, no Sporting de Braga, e os bombeiros, onde presta voluntariado na central telefónica.
Sem rodeios e sem qualquer constrangimento, Domingos Vieira revela que já não é visto somente como “o rapazinho da cadeira de rodas”. A prática de Boccia e a conquista de lugares no pódio tiraram-no do anonimato. Faz as tarefas da vida diária e cumpriu um dos seus grandes sonhos: tirar a carta de condução. Tem um carro adaptado, o que lhe dá uma grande liberdade de movimentos e independência.
Veio para os bombeiros há 10 anos e aqui tem o que se pode chamar de uma segunda família. Aqui fez amigos para a vida. Não enverga farda pois não é bombeiro voluntário mas a paixão pela causa é enorme. É com brilho nos olhos que fala das tarefas que desempenha.
“Eu costumo dizer que gosto muito do boccia, mas os bombeiros são o que me completa mais. Gosto disto. Gosto de sentir que estou a ajudar alguém. Se a triagem não for bem feita, os meus colegas não chegam lá. Sinto-me útil a ajudar os outros”, explica Domingos Vieira.
Iniciou a prática de Boccia há cerca de 11 anos. Incentivado por um amigo, Joaquim Alexandre, experimentou a modalidade e a partir daí nunca mais parou. Da APPC de Guimarães passou para o Sporting de Braga e já envergou, por diversas ocasiões, a camisola da selecção nacional. A presença nos Jogos Paralímpicos não correu de fei- ção mas foi uma importante aprendizagem para competições futuras. Em 2011/2012 e 2012/2013 foi bi-campeão nacional e actualmente é tri-campeão regional. Na época 2012/2013 ganhou a Taça de Portugal. Em pares, é vice-campeão nacional e vice-campeão regional.
Em 2011, com as cores da selecção nacional foi vice-campeão mundial, numa prova realizada em Belfast. Venceu dois torneios realizados na Tunísia e alcançou um quarto lugar na Taça da Europa. Nesta época, o sonho passa, a nível individual, por alcançar o lugar mais cimeiro no pódio no campeonato regional, campeonato nacional e Taça de Portugal.

Grupo Desportivo Porto d’Ave

Domingos Pereira
mantém-se na presidência
Ligado ao clube há mais de 20 anos, Domingos Pereira assume os destinos do clube para mais um mandato. Manter a equipa sénior no pró-nacional é um dos objectivos para a próxima época.

O que o levou a recandidatar-se ao cargo de presidente do Porto d’Ave?
Fizeram-se reuniões e não apareceram listas e acedi aos pedidos de elementos da direcção cessante, de sócios e simpatizantes do clube para avançar novamente com uma candidatura à presidência do clube. Gostava mais de ser um dirigente como o fui durante vários anos. Gostava mais de estar num cargo desses e ajudar a trabalhar. Não tinha ambição em ser presidente. A minha presença no clube é para ajudar e trabalhar. É o amor ao clube que me faz continuar na presidência.

Quais os objectivos da próxima época?
A manutenção é o nosso objectivo. Vamos ver jogo a jogo, fazer o melhor possível e conseguir a manutenção o mais rápido possível. O clube não é só a equipa sénior. Queremos alcançar os melhores resultados possíveis nos vários escalões de formação e no futsal.

A manutenção, conseguida no final do campeonato, foi um prémio para a direcção…

Foi um prémio mais do que merecido. Tínhamos uma equipa com qualidade para estar neste campeonato. Tivemos alguns resultados menos positivos e acabamos por conseguir a manutenção só no final. Os resultados não espelharam a qualidade da equipa. Foi um bom prémio para a direcção e para os jogadores. Havia quem nos desse como “mortos” em Janeiro mas acabamos por “ressuscitar”.  Sempre acreditamos no valor da equipa e sempre demos todas as condições necessárias para um bom desempenho. Com a vinda do Guilherme mantivemos o sonho da manutenção, que acaba por ser um prémio por um trabalho merecido ao longo do ano. Acaba por ser um prémio para todos aqueles que por aqui passaram esta época. Quero, também, aproveitar este momento para endereçar os meus agradecimentos também à equipa de futsal, que foram campeãs.

Foi um final feliz..
Tivemos três treinadores esta época. Os resultados pretendidos não foram conseguidos. Tanto o Sérgio Lino como o José Barroso foram embora de livre vontade e com eles mantemos bom relacionamento.

Já foi assumida a continuidade de Guilherme Ramos. É um prémio justo para o técnico…
Não poderia ser de outra maneira. O Guilherme assumiu o comando quando faltavam nove jornadas. Ele acreditou na equipa e nós acreditamos no Guilherme. Ele disse que isso seria possível e conseguimos. O mérito parte de toda a gente mas parte também dele. Daí a renovação com o Guilherme. É um prémio mais do que justo.

O relvado sintético foi a grande marca desta época. Foi importante?
Foi muito importante, tanto para a equipa sénior como para os escalões de formação. Temos cerca de 150 atletas que integram o clube. Melhoramos as condições de trabalho. Concretizamos o sonho de há vários anos. Sem o apoio da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso nada disto seria possível. É uma obra que marca a história do clube. Era um melhoramento necessário para o desenvolvimento dos atletas. Há melhores condições de trabalho e traz mais motivação aos atletas. O Porto d’Ave tem que começar a tirar partido dos escalões de formação.

É fácil gerir um clube como o Porto d’Ave? Qual o orçamento da nova época?
Fácil não é, mas vai-se gerindo. O orçamento para a próxima época ronda os 50 mil euros. Temos as contas todas em dia. Ao longo destes tempos, temos contado com o importante apoio das empresas do concelho e da freguesia. O apoio dessas empresas é fundamental para desenvolvermos as nossas actividades e mantermo-nos como um clube sério e pagador. Para além de deixarmos o nosso agradecimento aos empresários do concelho e da freguesia, por toda a colaboração ao longo destes anos, queremos agradecer também o apoio da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso e da Junta de Freguesia de Taíde. Com todo o apoio de todas as empresas e entidades conseguimos manter o Porto d’Ave como um clube de referência. A isto, junta-se também a dedicação e empenho de todos os directores. A manutenção foi também um prémio merecido para todas as empresas e instituições que connosco colaboram.

Que mensagem deixa aos sócios e simpatizantes do clube?
A todos eles, pedimos para que continuem a ajudar o clube, para que apoiem os clubes ao longo dos vários jogos. Daremos o nosso melhor ao longo da época. 
Este ano, o Porto d’Ave está empenhado em mudar a sua imagem em termos disciplinares. No capítulo disciplinar, ficamos em último lugar, algo que nos entristeceu. Queremos mudar essa imagem e tudo faremos para que isso seja uma realidade. Todos juntos, vamos trabalhar para mostrar realmente o que o clube é e não a imagem que passou na última época.

EDITORIAL

Armindo Veloso




 
Ora tomem

A partir da segunda guerra mundial, outra forma, propositada, de dizer segunda metade do século vinte, até aos dias de hoje o mundo ficou irreconhecível.
Se ficou irreconhecível em quase tudo, julgo que na comunicação, no sentido lato do termo, ultrapassou o inimaginável.
Hoje há um ‘big brother’ em quase todo o planeta - com excepção de algumas ‘ilhas’ onde não o deixam entrar como é o caso da Coreia do Norte - que nos persegue onde quer que estejamos seja por motivos de segurança, militares, económicos ou outros.
Não tenhamos dúvidas: somos vigiados!
Ora neste mundo onde tudo e todos são vigiados – lembremo-nos das escutas telefónicas efectuadas pelos serviços secretos americanos a chefes de estado e de governo em vários países do planeta –  aparece alguém que aos comandos de um avião com mais de duas centenas de pessoas a bordo e por motivos que muito provavelmente nunca serão devidamente esclarecidos consegue ‘evaporar-se’de todo e qualquer sistema do tal ‘big brother’.
Dizem os entendidos na matéria que tal só é possível com todos os sistemas de localização desligados e com voo a muito baixa altitude o que é extremamente perigoso para um avião daquela envergadura mas o que é certo é que o mistério perdura. Ora tomem! É o que apetece dizer às mentes brilhantes que parecem perceber de tudo e que apregoam a infalibilidade dos tais sistemas.
Ninguém imaginava que tal fosse possível. Mas foi-o.
Já foram recreadas imensas teorias acerca deste desaparecimento misterioso das mais imaginativas, qual 007, às mais conspiratórias como o abate premeditado.
Há quem diga que as movimentações da pertença localização no Oceano Indico, depois de muitas frustradas, comunicadas pelo primeiro ministro da Malásia,  não passam de artifícios para amenizar o trauma das famílias, solucionar o assunto  das indemnizações e disfarçar o vexame. 
Este acontecimento dramático não é um fenómeno dos tempos modernos. É, isso sim, o fenómeno dos tempos modernos. Nada se lhe compara.
Senhores do mundo: Ora tomem!

Até um dia destes.    

Prémios de Mérito Escolar António Lopes

O labor de quatro anos 
premiado pela município

Dezasseis alunos do quarto ano de escolaridade do concelho da Póvoa de Lanhoso foram agraciados, na noite de sexta-feira, dia 30 de Maio, com os Prémios de Mérito Escolar António Lopes, atribuídos pela Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso.
Instituídos pelo executivo de Manuel Baptista, em 2006, os Prémios de Mérito Escolar receberam o nome de António Lopes, o grande benemérito das Terras da Maria  da Fonte que, de entre outras edificações, construiu as escolas António Lopes, no centro da vila, hoje transformadas em Centro Educativo.
Premiar o trabalho e o alto desempenho dos alunos que se destacaram em todos os quartos anos nas escolas do concelho é um dos objectivos dos prémios de mérito. A vitória, conforme destacou a autarquia, é também dos pais e dos professores. Um triângulo necessário para o sucesso escolar. Manuel Baptista, presidente da Câmara; Gabriela Fonseca, vereadora da Educação; António Fonseca, do Agrupamento Gonçalo Sampaio; e José Ramos, do Agrupamento de Escolas da Póvoa de Lanhoso, entregaram os prémios de mérito escolar. De entre outras considerações, Manuel Baptista frisou que, durante estes anos, o executivo tem desenvolvido esforços para que as crianças do concelho tenham as mesmas condições de aprendizagem que outras alunos do país. O autarca frisou que não basta ter condições, sendo também necessário o empenho dos alunos, ao qual se junta o esforço de pais e professores.

Póvoa de Lanhoso

Eco-espantalhos recuaram 
à época quinhentista

A Associação ‘Em Diálogo’ e a Escola EB 2,3 Professor Gonçalo Sampaio foram os grandes vencedores do concurso de Eco-espantalhos, promovido pela Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, através do Espaço Jovem. A comemoração dos 500 anos dos Forais Novos foi o tema do concurso, com os eco-espantalhos a recuar à época quinhentista. Os eco-espantalhos adornaram o Largo António Lopes, desde o dia 30 de Maio até à passada quarta-feira, dia 11 de Junho.
Através da utilização de materiais reciclados ou passíveis de reciclagem, as IPSS’s, instituições, jardins-de-infância e escolas do concelho apresentaram 14 eco-espantalhos, que poderam ser apreciados, até 11 de Junho, no jardim do Largo António Lopes, na vila da Póvoa de Lanhoso.
Na categoria destinada às IPSS’S e instituições, o grande vencedor foi o ‘Camões’, apresentado pela Associação ‘Em Diálogo’, com a Casa de Trabalho de Fontarcada e o Centro Teresiano de Verim a ficar no 2.º e 3.º lugar, respectivamente. No que diz res-peito ao escalão destinado às escolas e jardins-de-infância, o primeiro lugar foi alcançado pela Escola EB 2,3 Prof.º Gonçalo Sampaio, logo seguida, no 2.º lugar, da EB 1/JI de Simães, em Fontarcada, e do Centro educativo D. Elvira Câmara Lopes, em 3.º lugar. Recuperar tradições que se vão perdendo, dando-as a conhecer aos mais novos, é um dos objectivos da iniciativa, conforme referiu a vice-presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, e responsável pelas pastas a Juventude e Desporto, Gabriela Fonseca, que se mostrou satisfeita pelos trabalhos trazidos a concurso pelas instituições, IPSS’s e escolas do concelho.
Para assinalar a abertura da exposição dos eco-espantalhos, uma das utentes da ‘Em Diálogo’ preparou a letra de uma canção que, depois dos devidos arranjos, foi entoada pelos utente daquela instituição. Para esta quinta-feira, dia 12 de Junho, a proposta passa, no Largo António Lopes, pelo concurso Heart Parede, em que as questões ambientais não são esquecidas, com o município a desafiar as escolas e instituições do concelho a adornar os corações de filigrana com materiais reciclados.

Campeonato Nacional de Profissões

EPAVE conquista
medalha de prata  

Um jovem povoense, José Carlos Rodrigues, vai marcar presença no Campeonato Europeu de Profissões, que se realiza em Lille (França), de 2 a 4 de Outubro. A representar a EPAVE – Escola Profissional do Alto Ave, da Póvoa de Lanhoso, José Carlos Rodrigues alcançou a medalha de prata na classe ‘Cabeleireiros’, um feito que enche de orgulho a EPAVE.
Como forma de assinalar tão importante conquista, a EPAVE promoveu, na tarde de quinta-feira, dia 5 de Maio, uma cerimónia de homenagem, atribuindo ao jovem cabeleireiro José Carlos Rodrigues um certificado de agradecimento. Alexandra Barreto, coordenadora do curso de Cabeleireiro na EPAVE foi também agraciada. José Manuel Silva, do Conselho de Administração, entregou os certificados.
José Carlos Rodrigues, que conclui a formação de Cabeleireiro em 2010, foi convidado pela EPAVE para representar a instituição no Campeonato das Profissões. Depois das competições a nível regional, seguiram-se as nacionais, com José Carlos Ri-beiro a carimbar o passaporte para representar Portugal no Campeonato Europeu das Profissões.
O ex-formando da EPAVE junta-se a Nuno Pires, do Alentejo, e Sara Azevedo, da Madeira. Os três jovens vão representar as cores das quinas no campeonato europeu, na classe cabeleireiro.
“O vosso futuro é exactamente este, é terem uma profissão que devem saber representar bem, com rigor, com saber e com afinco. Foi esta a tónica que o José Carlos pôs na profissão dele. Vai ser um excelente profissional, com rigor, afinco, lutador e que sabe estar”, referiu Joaquim Machado, presidente do Conselho de administração da instituição, no decurso da cerimónia, agradecendo ao homenageado toda a colaboração com a EPAVE e incentivando os alunos presentes a seguir o seu exemplo.
Em Agosto, aquando do Modalanhoso, os cabelos das jovens modelos vão ser penteados pela equipa de cabeleireiros da EPAVE, com José Carlos Rodrigues a marcar também presença.

Viagem pelo universo da filigrana

Mãos de ouro
num registo concelhio

Certificar a filigrana povoense, ou mesmo portuguesa, e criar uma escola que ensine a arte na Póvoa de Lanhoso foram algumas das ideias deixadas pela ourives Inês Barbosa.
Iniciou a sua caminhada na ourivesaria, em especial na filigrana, com apenas treze anos, seguindo as pisadas do avô, pai e tios.
O trabalho do ouro sempre a fascinou. Aos 13 anos, surgiu a oportunidade de colocar a mão na massa, neste caso no ouro, em especial nos finos fios que dão corpo às belas peças de filigrana. A sua ajuda foi reclamada pelo seu pai que, na ocasião a impeliu a ajudá-lo com um relicário.
“Eu fui e gostei muito. Ele gostou do meu trabalho e fui ficando na arte até aos dias de hoje”, confidencia Inês Barbosa, nascida em Sobradelo da Goma e com estabelecimento comercial e residência na vila da Póvoa de Lanhoso.
“Primeiro, e principalmente, é preciso gostar. Em qualquer área é preciso gostar do que se faz mas nesta mais ainda pois é muito minuciosa. Isto é uma arte. Ainda há dias, alguém disse que trabalhar a filigrana é uma técnica. É uma técnica mas para trabalharmos essa técnica temos que ter a arte para a saber trabalhar. Não basta saber encher um coração de filigrana”, explica a artesã, dando conta das competências necessária para trabalhar o ouro. Os projectos desenvolvidos ao longo dos últimos anos, nomeadamente o projecto ‘Por um Fio de Ouro’, trouxeram uma maior “leveza” às peças de filigrana. Novos desenhos e aplicação de novos materiais, como o couro, a cortiça, deram leveza às peças.
Mas, e como afirma Inês Barbosa, hoje, a procura recai, principalmente,  nas peças de filigrana tradicional.
A imagem da actriz Sharon Stone com um coração de filigrana correu mundo e despertou a curiosidade de mui-tas pessoas. A procura pelos corações de filigrana também foi muito sentida na Póvoa de Lanhoso. Actualmente, Inês Barbosa não tem tempo livre para se dedicar à criação de novas peças.
“Temos trabalhado unicamente no tradicional. É o que os clientes estão hoje à procura. Desde que ela a apareceu, desde que a nossa comunicação social muito bem divulgou, não se tem conseguido satisfazer os pedidos de todos os clientes. Penso que todos os colegas desta área, que trabalham a filigrana sentem o mesmo. Há pedidos que chegam do estrangeiro”, da conta Inês Barbosa. O coração de filigrana é peça mais procurada quer seja por nacionais ou estrangeiros. Os vários projectos e iniciativas de divulgação que se registaram nos últimos 12 anos tem permitido mudar menta-lidades. Hoje, os jovens pro-curam peças em filigrana.
Há mercado de trabalhos para os jovens? A esta pergunta, Inês Barbosa responde que sim mas aponta a necessidade de se criar uma escola ou curso dedicado à arte.
“Nós, quando precisamos de um colaborador, muitas vezes nós precisamos de uma pessoa para começar logo a trabalhar. Se nós fossemos buscar uma pessoa a uma escola ela vinha e já estava pronta a começar a trabalhar, a produzir. Quando nós vamos buscar uma pessoa que não percebe nada andamos meses e meses a ensinar. Aquilo que nós queremos que seja no acto, não temos hipóteses por-que somos nós que a temos que formar essa pessoa”, explica Inês Barbosa.
“Deveria existir a certificação, uma marca da filigrana da Póvoa de Lanhoso ou que fosse da filigrana de Portugal. É preciso certificar a filigrana portuguesa porque   é a melhor filigrana do mundo”, revela Inês Barbosa, acreditando que a filigrana tem futuro, desde que haja pessoas para a trabalhar.
A divulgação da filigrana e do trabalho associado a cada peça é um trabalho que deve prosseguir. 

Criar uma base de dados é o objectivo

Conhecer as reais necessidades
de cada concelho

Criar uma base de dados para apurar as reais necessidades no que diz respeito às valências da terceira idade é um dos caminhos a seguir pela Segurança Social. Na visita ao concelho da Póvoa de Lanhoso, no dia de ontem, Rui Barreira, director do Centro Distrital de Segurança Social de Braga revelou que “a criação de uma lista central para apurar o número real de pessoas que aguardam pela entrada num estabelecimento residencial para pessoas idosas (lar) é o passo a seguir antes de se criarem novas respostas e novos equipamentos”.
O responsável da Segurança Social no distrito prossegue a visita às IPSS’s com acordos com aquela entidade. Nos dois anos de mandato, Rui Barreira já visitou metade das instituições com acordos com a Segurança Social. Na Pó-voa de Lanhoso, Rui Barreira visitou a Casa de Trabalho de Fontarcada, assim como os Centros Sociais de Calvos, Taíde e Serzedelo.
A redução do número de crianças que frequenta as valências das instituições de solidariedade social do concelho da Póvoa de Lanhoso foi uma das preocupações apresentadas ao director do Centro Distrital da Segurança Social de Braga.
“Vamos tendo menor natalidade embora eu acredite que, com a evolução da economia e com o crescimento do emprego, haja um retorno das crianças a estas instituições. É uma das preocupações que levo até porque implica não só a redução das crianças no ponto de vista social mas também a nível financeiro e do emprego”, referiu ao “Correio do Minho”, o director da Segurança Social, após a visita ao Centro Social e Paroquial de Serzedelo, revelando que a Póvoa de Lanhoso é um concelho com uma grande dinâmica, no que diz respeito ao envolvimento das instituições nas questões sociais.
Conhecer no terreno o trabalho desenvolvido pelas instituições de solidariedade social é o objectivo de Rui Barreira, que marcou presença na Póvoa de Lanhoso acompanhado de Amélia Monteiro, directora da Unidade de Desenvolvimento Social e Programas da Segurança Social de Braga.
“Ao longo destas quatro instituições, fomos recebemos preocupações de ordem financeira, outras de ordem técnica, como necessidade de reavaliação ou requalificação dos seus serviços, sempre do ponto de vista de prestar um melhor serviço à comunidade”, explicou o director da Segurança Social.

No âmbito da defesa da floresta

Câmara sensibiliza 
para prevenção de incêndios

A Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, através do Pelouro da Protecção Civil e do Gabinete Técnico Florestal, vem alertar os munícipes para a fixação, no âmbito do Sistema de Defesa da Floresta Contra Incêndios, do período crítico de 1 de Julho até 30 de Setembro de 2014.
 No entanto, a população do concelho deve estar consciente de que, antes mesmo do chamado período crítico, nos dias de mais calor, mais secos e em que o risco de incêndio também é maior, aplicam-se as mesmas proibições previstas para durante o período crítico (de 1 de Julho a 30 de Setembro).
 Desta forma, a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso apela a que a população colabore na prevenção de incêndios no nosso concelho e que, antes de efectuar qualquer queima de sobrantes agro-florestais, se informe do risco de incêndio previsto para o dia pretendido, recorrendo às Juntas de Freguesia, GNR, Bombeiros, Protecção Civil (117) e Gabinete Técnico Florestal do Município Povoense (253 632 790).
“A floresta é de todos. Aquilo que, por vezes, é feito com alguma naturalidade, como atirar uma ponta de cigarro para o chão, por exemplo, pode transformar-se num enorme problema. No Período Crítico, o risco aumenta exponencialmente e, por isso, todos os cuidados são poucos”, refere o Vereador para a Protecção Civil da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Armando Fernandes. Considerando ainda que “a melhor forma de combater os incêndios florestais é apostar na prevenção”.
De 1 de Julho a 30 de Setembro de 2014, vigoram medidas especiais de prevenção contra incêndios florestais (Portaria n.º 110/2014 de 22 de maio).
Nos espaços rurais e florestais é proibido fumar ou fazer lume de qualquer tipo no interior das áreas florestais ou nas vias que as delimitam ou atravessem; é proibido   realizar fogueiras para recreio ou lazer e para confecção de alimentos, excepto quando realizadas em locais expressamente previstos para o efeito e identificados como tal; é proibido lançar foguetes ou balões de mecha acesa (extensível a todo o território nacional), sendo que a utilização de fogo-de-artifício ou de outros artefactos pirotécnicos, que não os indicados anteriormente, está sujeita a autorização prévia da Câmara Municipal; é proibido queimar matos cortados e amontoados e qualquer tipo de sobrantes de exploração agrí-cola/florestal (queimas); é proibido fazer queimadas para renovação de pastagens e eliminação de restolho e ainda para eliminar sobrantes de exploração cortados, mas não amontoados; e é proibido utilizar máquinas de combustão interna e externa, onde se incluem todo o tipo de tractores, máquinas e veículos de transporte pesados, quando não estejam equipados de dispositivos de retenção de faíscas ou faúlhas e de dispositivos tapa-chamas nos tubos de escape ou chaminés.
Para se protegerem, as pessoas deverão limpar o mato num raio mínimo de 50 metros à volta de habitações, estaleiros, armazéns, oficinas ou outras edificações, de entre outros aspectos.