Centro Comunitário Vale do Cávado


Idosos cantaram as Janeiras

No âmbito do projecto “Animação Socioeducativa para Idosos”, o Centro Comunitário do Vale do Cávado, em Monsul, proporcionou, aos idosos das dez freguesias do baixo concelho, um conjunto diversificado de actividades por ocasião da época natalícia. As Janeiras encerraram as comemorações.
De entre as várias actividades realizadas, destaca-se a decoração do espaço que todos os dias os acolhe; a visita à Aldeia dos Presépios, em Garfe, um dos pontos altos das festividades natalícias; a Ceia de Natal, com as iguarias próprias da época; e o Cantar de Janeiras. “Foi com o objectivo de recordar o passado, que os antepassados culturalmente nos legaram, que este período das festividades terminou. As melodias do Canto das Janeiras, foram levadas ao concelho de Amares e Braga, a convite de duas instituições: o Centro Social e Paroquial de Crespos e a Santa Casa da Misericórdia de Amares”, revelam os responsáveis do Centro Comunitário do Vale do Cávado.
Desde Setembro que o projecto dirigido à população sénior do concelho funciona diariamente. Dar uma resposta mais eficaz na diminuição do isolamento dos idosos, levando-os a participar em várias iniciativas de cariz sociocultural, promovidas pela “Em Diálogo” é um dos objectivos do projecto que centra a sua acção no bem-estar dos mais velhos.

S. Gens de Calvos


Porco bísaro foi rei à mesa

Do presunto aos enchidos, passando pelos rojões, a carne de porco é um dos alimentos presentes na mesa dos portugueses e uma das iguarias mais apreciadas na região minhota. Desde Maio de 2006 que a freguesia de S. Gens de Calvos, na Póvoa de Lanhoso, acolhe uma exploração, em modo biológico, do porco bísaro, uma raça autóctone que, em 1996, esteve à beira da extinção. No âmbito do projecto Biológic@, liderado pela Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, e que envolveu um conjunto de parceiros internacionais, o Hotel Rural Maria da Fonte, em S. Gens de Calvos, iniciou a produção em modo biológico do porco bísaro.
Na tarde de sábado, dia 4 de Fevereiro, aquela unidade hoteleira promoveu a Festa do Porco Bísaro, num momento que contou com a degustação de produtos oriundos do porco bísaro, como os enchidos e o presunto; workshop; Show Cooking; e um jantar.
Migas de penca com salpicão e feijão frade; ratatui com barriguinhas de porco preto braseadas; ovos mexidos com presunto bísaro e cebola, aro-matizados com tomilho-limão; e rojões de porco bísaro com castanhas foram algumas das especialidades confeccionadas no Show Cooking, num momento em que os presentes tiveram oportunidade para aprender a confeccionar uma refeição com produtos de porco bísaro. À volta dos tachos e panelas, Cândido e João Mendes, do Hotel Ma-ria da Fonte, preparam as várias iguarias, com o delicioso aroma a abrir o apetite dos comensais. “Não há segredo na preparação. O segredo está na qualidade dos produtos. Só se consegue fazer um bom cozinhado com bons produtos”, assegurou João Mendes, que destacou que a excelente qualidade dos produtos de origem biológica, em especial, da carne de porco bísara produzida naquela unidade hoteleira.
Confeccionadas as várias iguarias, seguiu-se o jantar temático, em que o porco saro foi rei à mesa.

‘Presidência Aberta’ em Verim


Cap. mortuária concluída este ano

Na visita à freguesia de Verim, no decurso da iniciativa ‘Presidência Aberta’, o presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Manuel Baptista, garantiu que a capela mortuária daquela freguesia será uma realidade no decurso deste ano.
“Bem-vindo a Verim e que o encontro resulte em algo positivo para Verim”, referiu Carlos Sousa, presidente da Junta de Freguesia de Verim, dirigindo-se ao presidente da Câmara, no início da visita do executivo camarário àquela freguesia.
Quanto à capela mortuária, trata-se, segundo Manuel Baptista, de uma situação pendente que vai ser resolvida, uma vez que a Câmara vai chamar a si a obra, sempre com a parceria da Junta.
Dando conta do bom entendimento com a Junta de Freguesia, Manuel Baptista agradeceu a forma carinhosa como foi recebido.
Dando conta das dificuldades sentidas, o presidente destacou que as obras têm que ser pensadas e bem analisadas. A pavimentação da estrada principal da freguesia, que passa junto à sede de junta, desde a “placa” ao “cruzeiro”, e parte do pavimento no Lagido foram duas das questões levantadas por um morador daquela freguesia.
“Ficamos contentes que nos diga que vamos concluir a capela mortuária. É um anseio da população. Sabemos que há dificuldade financeira, que é transversal a todas as áreas e as autarquias não fogem a isso e que não pode atender a todos os pedidos”, referiu o presidente da Junta de Freguesia de Verim, aproveitando a visita para dar a conhecer algumas das melhorias que gostaria de ver concretizadas naquela freguesia.
A repavimentação da Rua Padre Francisco Matos Vieira; a colocação de guias na ala nova do cemitério; uma intervenção junto ao cruzeiro, com a pavimentação do espaço central e a colocação de mesas, embelezando o espaço; e a pavimentação de um pequeno troço que liga o lugar de Sarola a Linhares foram algumas das beneficiações pedidas pela Junta de Freguesia.
“Sabemos que a Câmara teve redução de verbas e sabemos que é complicado. Entendemos isso mas a nossa obrigação enquanto órgão representativo de Verim é pedir”, frisou Carlos Sousa, presidente da Junta de Freguesia.
Durante o encontro, o abastecimento de água e a rede de saneamento foram outros dos temas da conversa.
Findo o encontro, os responsáveis da Junta de Freguesia e Assembleia de Freguesia de Verim, acompanhados do padre Elias Amaral, e do elementos do executivo camarário visitaram o Centro Teresiano de Verim e alguns pontos na freguesia, para verificar no terreno as obras que a Junta de Freguesia local gostaria de ver concretizadas.
Nesta quarta-feira, dia 8 de Fevereiro, a Presidência Aberta decorre na freguesia de Taíde.

Teatro - até 3 de Março


Theatro Club recebe Festival

Durante um mês, o Theatro Club assume-se como o centro do teatro amador. Iniciado a 3 de Fevereiro, o Festival Nacional de Teatro estende-se até ao dia 3 de Março.
Durante este período, sobem ao palco da ilustre sala de espectáculos povoense as melhores produções nacionais de teatro amador.
Na edição deste ano, à Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso e à Federação Portuguesa de Teatro Amador associa-se a Fundação Inatel, num evento que conta, também, e pela primeira vez, com o apoio institucional da Secretaria de Estado da Cultura.
Uma das grandes novidades desta edição centra-se no prémio atribuído à melhor produção. Para além do Prémio Ruy de Carvalho, a melhor produção do concurso deste ano recebe um prémio atribuído pela Fundação Inatel, estreando no Teatro da Trindade, no Porto.
“Este é um concurso único no género no território nacional português, porque é um concurso de carácter competitivo que coloca num patamar de concorrência aquilo que de melhor se faz em Portugal ao nível do teatro não profissional”, considerou Fátima Moreira, vereadora da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso.
“A Póvoa de Lanhoso é já um palco privilegiado para a realização de eventos relacionados com o teatro e numa altura em que há grandes constrangimentos financeiros e que há algumas dificuldades em termos orçamentais, a Câmara Municipal não quis deixar de continuar a apostar na realização do Concurso Nacional de Teatro”, referiu Fátima Moreira, destacando que se trata de um es-forço que tenta dar continuidade de quase 10 anos e que se assume como uma prioridade cultural da Póvoa de Lanhoso.
Finalizando o conjunto de intervenções, Manuel Baptista, presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, destacou a importância do trabalho colectivo e das parcerias. Dando conta dos constrangimentos financeiros, o autarca defendeu que o concurso de teatro é para manter.
“A Póvoa de Lanhoso é palco de um festival amador que muito nos honra”, referiu ainda o presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso.
“O Assassinato de Agra, Estória de Cordel”, pelo Teatro de Ensaio Raul Brandão é a proposta para esta sexta-feira, dia 10 de Fevereiro. Para este sábado, dia 11, os interessados podem assistir a “A Hora Zero”, pelo Teatro Nova Morada. Todos os espectáculos têm início às 21h45.
Ao contrário das anteriores edições, em que a autarquia convidava um dos grupos presentes, as nove produções a concurso são, este ano, todas seleccionadas pela Fede-ração Portuguesa de Teatro, com critérios idênticos e com critérios que, de alguma forma, e segundo Fátima Moreira, tentam harmonizar todas as produções que sobem ao palco do Theatro Club.
Melhor produção – Prémio Ruy de Carvalho; Melhor Encenação; Melhor Interpretação Feminina; Melhor Interpretação Masculina; Melhor Guarda-Roupa; Melhor Cenografia; e Prémio Orlando Worm para o Melhor Desenho de Luz são os prémios a concurso. Para além destes, tem lugar a entrega do Prémio Prestígio/Personalidade, visando distinguir uma personalidade, associação ou organização de reconhecido mérito, que passa a denominar-se Prémio Fundação Inatel.
Fruto da parceria com a Fundação Inatel, a produção vencedora sobe ao palco do Teatro da Trindade no Porto, recebendo o apoio financeiro do novo parceiro do Concurso Nacional de Teatro, “na produção do espectáculo e no cachet de um encenador profissional, como forma de trazer uma nova linguagem e uma nova visão e, à partida, um grau de exigência que, por vezes, as estruturas amadoras não têm”, como explicou Sérgio Mateus, da Fundação Inatel. A tudo isto, junta-se ainda a formação e o apoio, sempre que possível, na digressão do espectáculo vencedor.

Manuel José Baptista, presidente da câmara


“O país mudou muito...”

Maria da Fonte - O ano 2012 inicia-se num ambiente nacional de grande apelo à contenção. O orçamento municipal também reflecte esta realidade?
Manuel Baptista – Sim, o orçamento aprovado é inferior ao do ano anterior e já tem espelhado um plano de redução da despesa. Aliás, é o que todos nós estamos a fazer em nossas casas. A autarquia tem de emagrecer nos seus gastos correntes e nos investimentos. Ao vermos reduzidas as transferências do Orçamento Geral do Estado e as receitas dos licenciamentos, não tínhamos outro caminho a não ser o de reduzir a despesa. Iniciamos um plano de redução de custos, adaptando os serviços municipais, eliminando um conjunto de iniciativas de carácter festivo, reduzindo a factura energética… O país mudou muito nos últimos seis anos. Duplicou a sua dívida externa e agora temos de pagar essa factura… O problema é que seremos todos nós a sofrer as consequências. E um exemplo disso é a alteração das regras de financiamento das autarquias.

MF - As alterações ocorridas penalizam os grandes projectos?
MB- Penalizam todos os projectos, sejam grandes ou pequenos. Os números ajudam-nos a perceber melhor o que mudou. Dou-lhe apenas dois indicadores. No ano de 2005, a Câmara recebeu cerca de 400 mil euros de taxas resultantes de projectos de licenciamento urbanístico; no ano 2011, recebeu 160 mil euros. Só mais um dado para não cansar com números: o valor anual que receberemos este ano do Orçamento Geral do Estado foi reduzido em 660 mil euros comparativamente com o que recebemos em 2009. Perante estes meros e se somarmos a perda de receita destes quatro anos, que é bem superior a dois milhões de euros, tudo o que estava planeado com base nas receitas desses anos tem de ser agora adaptado a esta realidade. Todos já percebemos que teremos de fazer opções e executar apenas o que for mais prioritário.

MF - Então pressupõe-se que muito dificilmente será cumprido o programa eleitoral que apresentou em 2009 aos povoenses?
MB- Nós não vamos mudar o que definimos ao nível da componente social nem ao nível da educação. Achamos que são áreas muito importantes onde não podemos retirar verbas. Mas teremos de adiar alguns projectos que em 2009 eram possíveis. A situação do país mudou muito nos últimos dois anos, o que nos obriga a fazer os ajustamentos necessários. Teremos de adiar a execução do projecto do Fórum Municipal, mas vamos canalizar as verbas dos fundos comunitários para alguns projectos nas freguesias que não estavam previstos.

MF - Quais as apostas da autarquia para os próximos dois anos?
MB – Como lhe referi, manteremos os investimentos na componente social e na educação. Em Setembro deste ano, entra em funcionamento o Centro Educativo D. Elvira Câmara Lopes, que permitirá melhorar significativamente a resposta ao nível do pré-escolar e do primeiro ciclo do ensino básico dos alunos das freguesias de Campo, Louredo, Vilela e Santo Emilião. É um investimento superior a dois milhões de euros, mas muito importante para esta zona do concelho. Este mês inicia a construção do pavilhão gimnodesportivo de Monsul que será um importante apoio para o centro educativo e para as freguesias do baixo concelho que terão à disposição um equipamento desportivo de excelência. Pretendemos também requa-lificar um conjunto significativo de centros cívicos de freguesias. Isso obriga-nos a redefinir a nossa estratégia no que diz respeito às candidaturas a fundos comunitários. Aproveitaremos, ao mesmo tempo, para alargar a rede de água e saneamento de forma a aumentarmos os índices de cobertura do concelho. A par dos investimentos, é nossa intenção aproveitar turisticamente os eventos europeus que ocorrem em Braga e em Guimarães e, por isso, estamos a programar as iniciativas culturais voltadas para estes projectos e estamos a melhorar a estratégia promocional. Dou nota de mais uma área que para nós é fundamental. Sem emprego não há desenvolvimento nem crescimento dos negócios na Póvoa de Lanhoso. Por termos esta certeza é que vamos continuar o bom trabalho que temos feito ao nível do apoio às empresas e ao nível da captação de novos projectos. Resumindo, estes próximos dois anos vão corresponder ao período mais difícil das medidas de austeridade nacionais. Mas, mesmo assim, vamos canalizar os recursos que te-remos disponíveis para assegurar os serviços mais importantes da autarquia e, se possível, fazer investimento nas freguesias.

“A nossa prioridade são as pessoas”

MF - Na Assembleia Municipal, a oposição aponta o dedo ao executivo municipal, nomeadamente quanto à alteração das prioridades e das grandes obras, referindo que não existe um rumo definido. Que comentário lhe merece tais críticas?
MB- Com o devido respeito, estou mais preocupado em conseguir atrair empresas para o concelho do que com as críticas da oposição. Cada um faz o seu papel que a democracia lhe permite. Mas não posso deixar de considerar interessante esta postura do PS… Nós estamos a alterar projectos não por falta de rumo, mas sim porque o Governo socialista do engenheiro Sócrates deixou o país à beira da bancarrota. Foi aprovado um plano de austeridade que foi assinado pelos socialistas e agora nós é que não temos rumo… Era bom que houvesse memória e sentido de responsabilidade.

MF - A ausência de obras em algumas freguesias foi referida, pelos elementos do PS, na última Assembleia Municipal. Torna-se difícil atender a todas as necessidades?
MB- Qualquer presidente de Câmara gostava de responder positivamente a todos os pedidos e a todas as ambições dos senhores presidentes de Junta. Mas isso não é possível, porque o nosso orçamento é limitado como os das Juntas de Freguesia. Mas quero deixar bem claro que os investimentos efectuados pela autarquia nas freguesias têm sido feitos com critérios objectivos e, ao longo destes seis anos, fizemos obras em todas elas. Aliás, sempre que necessário, como aconteceu recentemente em situações de emergência provocadas pelo mau tempo, nós actuamos de imediato como foi o caso das freguesias de Ferreiros e de Geraz do Minho. Os presidentes de Junta têm de perceber que também nas freguesias a realidade mudou e que têm de redefinir as suas prioridades. Vamos requalificar os centros cívicos onde for possível. Não deixaremos de apoiar o alargamento dos cemitérios. E estaremos atentos às acessibilidades…Mas não haja ilusões. A austeridade afecta-nos a todos. A nossa prioridade são as pessoas e os seus principais problemas. Disso não abdico. Não podemos falhar no acesso à educação, no pagamento dos transportes escolares, no apoio às famílias que estão desempregadas através do subsídio de apoio à renda de casa. Enfim, temos de responder ao essencial com a ajuda dos presidentes de Junta pois estes povoenses que apoiamos vivem nas freguesias.

MF - Já por várias vezes referiu que uma das prioridades é a captação de novas empresas. O que tem sido feito a este nível?
MB – Esse é um trabalho que tem dado bons frutos. Como disse anteriormente, sem emprego não há desenvolvimento nem bem-estar das famílias. Por isso, temos estancado a subida do desemprego através do apoio que fizemos a várias empresas para se instalarem no concelho. Quer no Parque Industrial de Mirão quer no de Fontarcada estão a instalar-se novas empresas que têm gerado muitos postos de trabalho. Aliás, neste momento, em Fontarcada, toda a área disponível, cerca de 35 mil metros quadrados está ocupada e, em Mirão, 75% dos pavilhões já têm empresas. Hoje mesmo, no dia que dou esta entrevista, tenho uma reunião com uma empresa de transportes que temos incentivado a instalar aqui a sua sede. Se a reunião correr como espero, vamos conseguir ter mais uma empresa em Mirão. É um trabalho discreto, mas com resultados muito positivos. Para mim, não há nada mais gratificante do que conseguir resolver os problemas das famílias através da criação de emprego. Quando visito estas empresas fico emocionado, pois sei bem a importância daqueles postos de trabalho.

“Sempre gostei de estar no meio dos povoenses”


MF- Acredita, então, que por esta via também está a apoiar o comércio local?
MB- Não tenho dúvidas. Os nossos comerciantes fazem um esforço enorme para segurar os seus negócios. O aumento do desemprego veio agravar a situação das vendas e, se conseguirmos contrariar criando emprego, vamos, certamente, melhorar a situação dos comerciantes. Nós pensamos o desenvolvimento do concelho no seu todo e não apenas na parte das competências da autarquia. Mui-tas vezes, vamos mais longe que isso. O apoio às empresas é um bom exemplo dessa política de proximidade.

MF - A vinda ao concelho de membros do Governo representa um sinal de bom entendimento entre a autarquia e os governantes. Espera colher frutos desta ligação?
MB- Pelo menos não se per-de nada. Claro que estes convites que temos feito a membros do Governo são para os sensibilizar para os nossos problemas. Mas este é um trabalho que merece alguma descrição.

MF - A Presidência Aberta, com a visita às freguesias do concelho, é um dos marcos deste mandato. Que balanço traça da iniciativa?
MB- Eu sempre gostei de estar no meio dos povoenses. Sou um homem do povo e é no meio dos meus pares que me sinto bem. Esta iniciativa é apenas mais uma que tem esse objectivo. Estar perto dos problemas dá-nos mais força para os ajudarmos a resolver. E vamos resolvendo os que forem mais prioritários. Mas também digo às pessoas, olhos nos olhos, que a Câmara não tem recursos para fazer tudo aquilo que elas gostariam.

MF - Que avaliação faz destes cerca de dois anos de mandato?
MB – Tem sido um tempo muito exigente. O país pediu ajuda externa para pagar os seus compromissos, que nos obriga agora a novas regras. O Governo mudou. Mudaram muitas das políticas municipais que exigem das autarquias um planeamento diário e não anual como era até aqui. Mesmo assim, estamos empenhados em fazer o nosso melhor e estou convencido que o país, e nós em particular, vamos dar a volta a esta situação. Eu acredito que este esforço que estamos todos a fazer vai permitir ao país ter outro rumo. Por isso, apelo à compreensão dos povoenses e não tenho dúvidas que seremos mais fortes se estivermos todos a remar para o mesmo lado.

Gala do Comércio


Empresários premiados

A discoteca Swing Crash e o Centro de Estética Olga Silva foram as duas empresas povoenses distinguidas na Gala do Comércio, realizada no dia 25 de Janeiro, no Theatro Club, na Póvoa de Lanhoso, num momento organizado pela UAC (Unidade de Acompanhamento e Coordenação) do Alto Cávado e Alto Ave, Associação Comercial de Braga e Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso. A Torrestir S. A. mereceu o título de empresa do ano.
Pelo segundo ano consecutivo, a Gala do Comércio distinguiu, reconheceu e premiou “empresas da região que, de forma consolidada e meritória, têm contribuído para a criação de riqueza, inovação empresarial, promoção de emprego, qualificação dos recursos humanos e prestação de serviços de valor acrescentado à comunidade”.
Comércio; Panificação/ Pastelaria; Restauração; Alojamento; Turismo de Saúde e Bem-estar; Animação Turística; Animação Nocturna; Empreendedorismo; Inovação Empresarial; Empresa do ano foram as categorias apresentadas.
Reforçar o espírito associativo dos empresários; disse-minar boas práticas de gestão junto da comunidade empresarial, mobilizando as empresas a serem mais competitivas, a melhorarem a imagem dos seus negócios e a investirem na sua requalificação efectiva; devolver confiança aos agentes económicos, nomeadamente junto dos consumidores, fornecedores e instituições financeiras; e projectar uma imagem positiva e de sucesso das empresas da região foram outros dos objectivos da iniciativa que contou com a presença de Carlos Oliveira, secretário de Estado do Empreendedorismo, Competitividade e Inovação.
“Nos tempos difíceis que atravessamos que a todos afectam, é fundamental estimular e reconhecer o importante contributo dos empresários para a inversão do caminho negativo que a nossa economia nacional tem seguido nos últimos anos. Este tipo de iniciativas são, pois, da maior relevância e por esse motivo a autarquia, desde a primeira hora, se disponibilizou para apoiar a UAC, de que também é parceira, na organização deste evento”, considerou Gabriela Fonseca, vice-presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso.
No decurso da sua intervenção, Gabriela Fonseca destacou, ainda, a preocupação da autarquia em segurar e, se possível, aumentar o emprego no concelho, uma vez que, e segundo a autarca, o desemprego é o principal factor que potencia o aumento dos problemas sociais nas famílias e agrava a já débil actividade comercial e prestação de serviços.
“Importa relevar o excelente trabalho dos empresários e o esforço diário que fazem para manter as suas empresas e o seu comércio contribuindo para o desenvolvimento da Póvoa de Lanhoso e da região”, revelou ainda a vice-presidente da autarquia povoense.
Para além de Gabriela Fonseca, usaram da palavra o coordenador das UAC, Rui Marques; o presidente da ACB, Domingos Macedo Barbosa; o presidente da Associação Industrial Portuguesa, José Eduardo Carvalho. Os discursos foram encerrados pelo secretário de Estado do Empreendedorismo, Carlos Oliveira, que, de entre outros assuntos, deu a conhecer algumas medidas que estão a ser implementadas para facilitar o acesso ao crédito por parte das empresas.
No decurso da segunda edição da Gala do Comércio procedeu-se à cerimónia de tomada de posse do Conselho Fiscal da Associação Comercial de Braga.

Parque do Pontido recebeu


Cross Maria da Fonte 2012’

O Parque do Pontido, na Póvoa de Lanhoso, foi o local escolhido para receber centenas de atletas que participaram no “Cross Maria da Fonte 2012”, que englobou o “Campeonato de Portugal de Corta-Mato Longo da ANDDI - Associação Nacional para a Deficiência Intelectual”, sendo a primeira vez que esta com- petição se realizou na Póvoa de Lanhoso, e a “Prova de Corta Mato de Preparação da Associação de Atletismo de Braga”, que se realizaram com a colaboração da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso e da EB2,3 Professor Gonçalo Sampaio. De referir que participaram cerca de duas centenas de atletas nestas competições.
A “Prova de Corta Mato de Preparação da Associação de Atletismo de Braga” destinou-se a atletas de todos os âmbitos (Federados, Escolas, Inatel, Militar), de todos os escalões etários. O “Campeonato de Portugal de Corta-Mato Longo da ANDDI” destinou-se exclusivamente a atletas portadores de deficiência intelectual, filiados na ANDDI.
Importa destacar que, na prova destinada a atletas portadores de deficiência intelectual, esteve presente a campeã nacional e que agora irá participar no Campeonato do Mundo. Nesta competição, participaram 10 equipas com cerca de 115 pessoas, de entre as quais atletas do desporto adaptado da EB2,3 Prof. Gonçalo Sampaio da Póvoa de Lanhoso, que, na sua primeira presença em campeonatos da ANDDI, conquistaram três títulos nacionais, sendo pois de sublinhar os notáveis desempenhos dos atletas da Póvoa de Lanhoso, numa tarde que, para além da competição, envolveu ainda sol, confraternização e convívio.
No que se refere às classificações do “Campeonato de Portugal de Corta-Mato Longo da ANDDI”, importa destacar os nomes de atletas da EB2,3 Professor Gonçalo Sampaio, como José Lopes, que ficou em primeiro lugar na categoria de síndrome de Down masculinos (mil metros); Jorge Pereira, que ficou em primeiro lugar, Bruno Ferreira, que ficou em segundo lugar, Emanuel Silva, que ficou em quarto lugar, e Luís Carlos Silva, que ficou em quinto lugar na categoria de iniciados masculinos (mil metros); Márcio Silva, que ficou em segundo lugar na ca-tegoria de benjamins masculinos (mil metros); Joana Morais, Ana Costa e Vanessa Tinoco que ficaram nos três primeiros lugares respectivamente na categoria de iniciados femininos (mil metros); Flávia Santos, que ficou em quarto lugar na competição adaptada feminina (mil metros) no torneio nacional adaptado; Alice Lopes, que ficou em terceiro lugar e Eva Freitas, que ficou em sétimo lugar na categoria de síndrome de Down femininos (mil metros); e Luís Morais, que ficou em oitavo lugar na categoria de masculinos (seis mil metros).
De salientar ainda que, ao nível da “Prova de Corta Mato de Preparação da Associação de Atletismo de Braga” também participaram cerca de 100 atletas.