Momento de fé

Fé levou povoenses 
ao Monte do Pilar

O arciprestado da Póvoa de Lanhoso viveu, no domingo, dia 18 de Maio, o seu momento alto de fé, com a realização da Peregrinação ao Pilar. O bom tempo marcou presença e uma verdadeira multidão rumou, desde a Igreja de Nossa Senhora do Amparo, na vila da Póvoa de Lanhoso, até ao alto do Monte do Pilar, onde aí foi celebrada a eucaristia, presidida pelo Cónego Valdemar Gonçalves, Vigário Geral da Arquidiocese de Braga.
As paróquias fizeram-se representar pelas suas bandeiras, grupos de catequese, grupos de jovens e fiéis. A estes, juntaram-se também as confrarias e os escuteiros do concelho. O poder civil fez-se também representar. O presidente Manuel Baptista, e os vereadores da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso acompanharam as cerimónias religiosas.
Inicialmente, o andor de Nossa Senhora do Pilar foi levado em ombros pelas gentes de Lanhoso que, mais tarde, o passaram aos elementos do Corpo Activo dos Bombeiros Voluntários da Póvoa de Lanoso. Uma guarda de honra, pelos soldados da paz povoenses, acompanhou o andor durante a peregrinação até ao alto do monte. O momento foi de fé e devoção mas também de convívio. As doceiras e os vendedores de fruta espalharam-se pelas redondezas e, pelo movimento registado, o dia correu de feição aos vários vendedores.

Moda

Jovens criadores
apresentaram propostas

O Fórum dos Bombeiros Voluntários da Póvoa de Lanhoso acolheu, na noite de quinta-feira, dia 22 de Maio, um desfile de moda promovido pelos alunos do Curso de Ensino e Formação de Têxtil/Moda da Escola EB 2,3 Professor Gonçalo Sampaio. Dar a conhecer à comunidade escolar e ao meio envolvente o trabalho desenvolvido ao longo dos dois anos de aprendizagem foi um dos objectivos do evento. Para além de criado, alguns dos alunos transformaram-se em modelos e no desfile de moda foram apresentadas peças de vestuário criadas e confeccionadas pelos alunos. Do desenho, à escolha dos tecidos, passando pela confecção de moldes e costura, tudo foi preparado pelos alunos da Escola  EB 2,3 Prof.º Gonçalo Sampaio.
Para além de parabenizar os autores do cenário que acolheu o desfile, Luísa Rodrigues, directora do Agrupamento Gonçalo Sampaio, deu enfoque aos “rapazes e raparigas que apostaram forte numa vertente mais profissional e que fizeram a diferença porque, efectivamente, o agrupamento tem uma longa história no que diz respeito ao têxtil e à moda”.
“Temos que ser justos pois esta foi a turma que mais se evidenciou pela qualidade dos trabalhos que nos tem presenteado”, referiu a directora do Agrupamento Gonçalo Sampaio.
“Que o meio saiba reconhecer a vossa criatividade, o vosso empenho e o vosso trabalho porque sois muito bons naquilo que fazeis”, disse ainda aquela responsável re-velando que existem pequenas empresas, ligadas à área têxtil, ávidas de mão-de-obra qualificada. Os jovens alunos obtêm, com esta formação, o 9.º ano de escolaridade. A Escola Profissional do Alto Ave, na Póvoa de Lanhoso, poderá ser a opção para prosseguirem os estudos, uma vez que possui um curso de Técnico de Coordenação e Produção de Moda.
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500 anos dos Forais Novos

Reforma dos forais 
e municipalismo 
foram tema de congresso

A Póvoa de Lanhoso viveu, de 15 a 18 de Maio, um dos momentos altos das comemorações dos 500 anos dos Forais Novos, com a realização do Congresso e da Feira Quinhentista.
O Congresso ‘Forais Novos Manuelinos – História e Futuro do Município e Municipalismo Português’, cuja comissão científica foi presidida pelo Prof. Dr. José Viriato Capela, reuniu na Póvoa de Lanhoso conferencistas e participantes de renome nacional.
“Sendo esta uma data relevante da história do nosso concelho, a autarquia não poderia ficar indiferente a este acontecimento. Porque temos orgulho na nossa história e porque sabemos da importância de a transmitir às novas gerações, decidimos criar um programa que ao longo do ano 2014, assina-lasse, com dignidade, esta data”, referiu Manuel Baptista, presidente da Câmara Municipal, na sessão de abertura do congresso.
“Programa esse que não podia ignorar um momento de reflexão sobre a reforma dos Forais promovida por D. Manuel, e partindo desse acontecimento histórico, analisar o contributo dos municípios e deste modelo de organização do poder local, para o desenvolvimento dos territórios”, justificou o presidente da autarquia povoense.
O Congresso contou com renomados académicos co-mo oradores, como Aurélio de Oliveira, Amândio Jorge Morais Barros, Francisco Ribeiro da Silva, Viriato Capela, Jorge Alves, Norberto Cunha, António Cândido de Oliveira, Isabel Fonseca, Oliveira Rocha e António F. Tavares, e com pessoas ligadas à política como o Secretário de Estado da Administração Local, António Lei- tão Amaro, e como os Deputados da Assembleia da República Altino Bessa, Pau-lo Jorge Oliveira, Laurentino Dias, Pedro Sores e Carla Cruz. Houve ainda oportunidade para comunicações livres.
“Agregação 
dos municípios
deve ser voluntária”
“O Municipalismo no Contexto da Reforma Administrativa – Uma perspectiva da Actualidade – A Visão Governamental” foi o tema trazido ao congresso por António Leitão Amaro, Secretário de Estado das Autarquias Locais, que defendeu que “o processo de agregação dos municípios deve ser voluntário”.
Dando enfoque ao momento que o país atravessa, o Secretário de Estado das Autarquias Locais referiu que estes três anos foram anos de ajustamento. No que concerne à reforma administrativa, com a agregação das freguesias, o responsável do governo frisou, de entre outros aspectos, que a reforma do mapa das freguesias reduziu em 27% o número de freguesias existentes. Para além de referir a intervenção no mapa das freguesias, António Leitão Amaro destacou também a intervenção ao nível das autarquias locais, com a redução de défices, dos cargos dirigentes e das empresas municipais que levou ao equilíbrio de um dos sectores que estava em desequilíbrio, com o acumular de défices.
Colocando o olhar no futuro, o governante salientou que os municípios devem focar o seu trabalho na promoção do desenvolvimento económico local, na inclusão social e, sobretudo, na cooperação intermunicipal. O caminho dos municípios é, pois, e segundo o Secretário de Estado das Autarquias Locais, o da cooperação e não o das fusões ou agregações forçadas. Para António Leitão Amaro, os grandes investimentos devem ser pensados numa óptica intermunicipal. Tudo isto deve também ser acompanhado da descentralização de competências.

Póvoa de Lanhoso viajou até ao século XVI

Feira Quinhentista 
cativou povoenses

Durante quatro dias, a Póvoa de Lanhoso viajou até ao século XVI, com a recriação, no centro da vila, de uma Feira Quinhentista, num momento organizado em parceria com a Associação dos Artesãos da Região do Minho, escolas e instituições do concelho. O certame ficou marcado pelas recriações históricas, como a entrega da Carta de Foral ao Senhor das Terras de Lanhoso, pelo desfile histórico e por um casamento camponês.
Artes circenses, músicos e bailarinas, oficina do ferreiro, cozinha medieval, artesãos, bruxos e saltimbancos marcaram presença no recinto.

Casa de Trabalho de Fontarcada

Um local de afectos

A Casa de Trabalho de Fontarcada foi fundada no já distante ano de 1939, como ‘Casa de Protecção’, pelo Padre David Rodrigues Novais. A casa destinava-se ao “amparo de pessoas abandonadas, especialmente àquelas que sofriam de deficiências do foro mental”.
A instituição é, desde 3 Dezembro 1982, uma IPSS (Instituição Particular de Solidariedade Social), que tem por objectivo o princípio da solidariedade e da justiça entre os indivíduos, elevando o seu nível social, moral e cívico na sociedade portuguesa e recorrendo, por isso, a todos os métodos científicos, técnicos e práticos mais eficientes.
Hoje, a ‘Casa de Trabalho’ acolhe trinta e cinco internas no primeiro Lar da instituição (Lar Residencial Feminino), internas essas que têm dife-rentes idades e capacidades diversas. São estas utentes provenientes das mais diferentes áreas geográficas do país porque ‘Casa de Trabalho’, sendo, à época, uma instituição única no género, “recebia pessoas oriundas de toda a parte”.
Faltou, contudo, na obra inicial, um lugar para os deficientes do sexo masculino. Por isso, coube ao director, Padre Manuel Magalhães dos Santos, a integração desses utentes, com a construção e inauguração do ‘Lar de Deficientes Profundos Masculinos’ e, também, do ‘Centro de Actividades Ocupacionais’ e ‘Lar de Idosos’, o que ocorreu em 25 de Maio do ano 2000.
No fundo, a Casa de Trabalho de Fontarcada consubstancia a vonta-  de de praticar o “bem sem olhar a quem”, iniciado há quase setenta anos pelo Padre David Novais, que o Padre Magalhães dos Santos continuou e alargou de forma irrepreensível e à custa de imensos sacrifícios, podendo, hoje, ser considerada uma instituição modelar, não apenas ao nível do concelho da Póvoa de Lanhoso mas também de toda a região.

U.F. Verim, Friande e Ajude

José Manuel Silva
“Temos resolvido um enorme 
conjunto de situações”

Além de Ajude, José Manuel Silva, assume neste mandato os destinos de Verim e Friande. A reforma
administrativa veio trazer alterações ao mapa das freguesias no concelho.
A tarefa é exigente mas o trabalho desenvolvido pelo executivo da União de Freguesias de Verim, Friande e Ajude tem sido agradável a gratificante.

Além de Ajude, assume, neste mandato, as freguesias de Verim e Friande. Como estão a ser estes primeiros meses?
Tem sido muito agradável e gratificante, enquanto desafio, mas é também muito exigente, dado o tempo e a disponibilidade que são precisos para o exercício das funções. De referir que, preocupei-me, com grande sentido de responsabilidade, quer para a Junta como Assembleia, em ter elementos de reconhecida competência e qualidade e isso, em qualquer circunstância, é um aspecto muito positivo e é para mim um privilégio ter uma equipa com um elevado espírito de missão, o que leva que, frequentemente, sejamos prejudicados nas nossas vidas familiares, sociais e até econó- micas. Mas, por amor à causa e à terra, temos implementado e resolvido um enorme conjunto de situações que são, por vezes, incompreensíveis para a esmagadora maioria da classe política.
Neste período de exercício de mandato, já procedemos às várias intervenções de limpeza, de melhoramentos de arruamentos e águas pluviais e de criação do nosso logotipo e do programa juntAmiga, entre outros.

O que é o programa JuntaAmiga?
No âmbito da prossecução de uma política social com responsabilidade, e com a responsabilidade e preocupação de contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos nossos residentes, em especial dos grupos sociais mais vulneráveis como são os casos dos idosos, dos portadores de deficiência ou doença prolongada com reduzidos meios de subsistência, foi concebido o regulamento do projecto juntAmiga, com o intuito de dar profundidade a uma política social. O projecto juntAmiga destina-se a apoiar, através de visitas domiciliárias, acompanhamento nas suas deslocações, divulgação de programas com especial interesse social, e outras tarefas necessárias à boa execução do serviço.

Destacou a criação do logotipo. Qual a sua importância?
O logotipo é imprescindível para o reforço da imagem da Freguesia.

É fácil gerir as preocupações e necessidades da União de Freguesias?
Nuna é fácil gerir uma junta de freguesia.

O atendimento é realizado nas três sedes de junta?
Sim.  O atendimento ao público é realizado nas três sedes das Juntas de Freguesia. Assumimos o compromisso de exercer uma presidência de proximidade procurando fazer sempre o melhor pelo interesse das populações dos três territórios.

A agregação de freguesias trouxe alguma coisa de bom?
Foi publicada uma lei que obrigou Portugal a reduzir o número de Juntas de Freguesia. Perante a lei, a redução obrigatória das Juntas de Freguesia ou era realizada localmente e aprovada nas Assembleias Municipais ou era realizada por uma Unidade Técnica a partir de Lisboa.
Perante o inevitável, defendi a aprovação na Assembleia Municipal, porque tinha a certeza, conforme veio a acontecer, que uma proposta elaborada pela Unidade Técnica a partir de Lisboa seria muito mais penalizadora para as nossas freguesias. Respeitei, porque vivemos em democracia, mas não defendi a opção de remeter para Lisboa uma decisão tão importante, até porque, segundo a mesma lei, se a proposta de reordenamento tivesse sido aprovada em sede de Assembleia Municipal as freguesias agregadas iriam ser beneficiadas na atribuição de verbas pelo poder central.
 A opção de remeterem o reordenamento para a Unidade Técnica em Lisboa fez com que as freguesias agregadas de Verim, Friande e Ajude percam cerca de 40 mil euros nos próximos quatro anos.

O abastecimento de água e saneamento é a preocupação de muitos autarcas. Como estão as três freguesias quanto à rede de água e saneamento?
A rede de saneamento ainda não existe. Relativamente à rede de água, o território de Verim e Ajude já estão cobertos pela rede e pretendemos, neste mandato, fazer a cobertura da rede de água no território de Friande.

Valor superior a 50 mil euros

Confraria intervém no património

A Confraria de Nossa Senhora do Pilar promoveu, neste ano, várias obras com vista à recuperação do património da instituição. As intervenções, que contam com o apoio da Câmara Municipal, ascendem a 50 mil euros.
Depois da alteração e aprovação dos Estatutos, no início do ano, os responsáveis da Confraria do Pilar encetaram esforços para recuperar os importantes imóveis que integram a instituição. Uma das principais conquistas neste ano foi a criação de uma sede social, que passará a funcionar no primeiro andar da ‘Casa do Servo’, no Horto. A esta, junta-se a intervenção na Casa dos Sinos e Torre Sineira, com os trabalhos a estarem praticamente concluídos. A Casa dos Sinos, junto à Igreja do Pilar, onde já funcionou um restaurante, foi totalmente remodelada e as obras já estão na recta final. No que concerne à torre sineira, os responsáveis da Confraria do Pilar, pretendem colocar uma escada interior no edifício e intervir no telhado. A Igreja do Pilar foi também intervencionada, nomeadamente na pintura, com o templo a ganhar uma maior dignidade e beleza. A zona do bar foi também alvo de intervenção, estando o
No futuro, os responsáveis da Confraria pretendem intervir na Igreja do Horto, nomeadamente a resolução dos problemas de humidade que afectam o templo. As intervenções, por pequenas que sejam, envolvem verbas elevadas, pelo que o apoio de todos os povoenses é imprescindível para que a Confraria de Nossa Senhora do Pilar concretize as obras planeadas.
espaço aberto e completamente requalificado.

Monsul

Feirinha animou Centro Educativo

Num grande envolvimento da comunidade escolar, o Centro Educativo do Cávado, em Monsul, promoveu, na manhã de sábado, dia 24 de Maio, a tradicional Feirinha da Primavera.
De tudo um pouco ali se podia encontrar. Dos doces aos salgados, passando pelos produtos da terra, nada foi deixado ao acaso. Os professores, alunos e os pais transformaram-se em vendedores. Do quintal dos pais e avós vieram várias iguarias, muito procuradas por todos quantos ali se deslocaram. O momento foi também de convívio entre todos aqueles que fazem parte do Centro Educativo do Cávado, localizado em Monsul e que acolhe as crianças do baixo concelho. Broa caseira, chouriço, tremoços, pataniscas, flores, crepes, hortaliça e bolos foram alguns dos produtos trazidos pelos jovens alunos, aos quais se juntaram os coelhos e os galos, com os primeiros a fazer as delícias dos mais pequenos, sobretudo da Margarida, que brindou os animais com mimos. A ‘Em Diálogo’ marcou também presença no evento, com algumas das pelas produzidas no atelier ‘Nós & Companhia’. Um grupo de idosos, que frequenta aquela instituição, participou na Festa da Primavera com as marchas populares.

Guilherme Ramos lança rasgados elogios aos jogadores e à direcção

“A chave do sucesso foram
os últimos cinco jogos” 

Guilherme Ramos foi o timoneiro que levou a formação do Porto d’Ave à conquista da manutenção no Pró-Nacional. No seu primeiro jogo, a 16 de Março, a formação portodavense sofreu uma pesada derrota, perdendo por 7-1, frente ao Dumiense. Um resultado que não baixou a moral ao grupo. Com um grande espírito de luta, os ‘guerreiros’do Porto d’Ave partiram à conquista da tão desejada manutenção, alcançada no pontapé final do campeonato. O ‘Maria da Fonte’ conversou com o técnico Guilherme Ramos, que conduziu o Porto d’Ave à manutenção no Pró-Nacional.

Como é que encontrou a equipa quando assumiu o comando?
Quer queiramos quer não, e isto tem que ser dito e quem anda no futebol sabe que as coisas são assim, a equipa estava moribunda, numa fase em que não reagia às adversidades que lhe apareciam, não reagia ao adversário, a um resultado menos bom. A nossa maior dificuldade foi sentir que a equipa estava desunida, o grupo não estava coeso. Aliás, eu tive que tomar determinadas decisões e tive que tomar atitudes no aspecto disciplinar para tentar equilibrar aquele grupo e isso foi conseguido.

Não o assuntou a pesada derrota, por 7-1, no jogo de estreia frente ao Dumiense?
Não. Não me assustou. Sabia perfeitamente que aquele resultado não tinha nada a ver comigo. A partir daí, tivemos que pegar naquele grupo, juntá-lo, uni-lo e que eles percebessem o que queriam para o futuro.  A equipa queria realmente manter-se neste campeonato, a equipa queria lutar para a manutenção e a partir desse jogo começamos a arregaçar as mangas e fomos ao trabalho. O trabalho teve sucesso pois depressa a equipa soube introduzir os processos que nós queríamos. Foi tudo mais fácil. A chave do sucesso foram os últimos cinco jogos, foi a partir do jogo com o Torcatense.
Foi a partir desse jogo que teve a certeza que a equipa ia dar a volta?
Completamente. A equipa estava confiante e a prova é que jogamos durante 75 minutos reduzidos a dez unidades, com uma intensidade de jogo muito forte, com uma atitude formidável e com um grande espírito de sacrifício por parte dos jogadores. A partir desse jogo, o Porto d’Ave nunca mais perdeu. Depois, há outro factor que marca este sucesso que foi a grande confiança da equipa, a equipa estar num bom momento. Cheguei a dizer que o campeonato para o Porto d’Ave devia estar a começar nestes últimos cinco jogos porque, realmente, o campeonato do Porto d’Ave começou nos últimos cinco jogos.
O apoio da direcção foi importante?
A direcção teve um papel fundamental, de dar confiança à equipa técnica, dar toda a liberdade para a equipa para decidir nos bons e nos maus momentos. Via-se que a direcção estava empenhada e tinha grande vontade de manter o Porto d’Ave no Pró-Nacional. Houve pessoas que se uniram, que se juntaram e que deram um grande safanão na estrutura e temos que realçar o bom trabalho e o brio do presidente e dos directores enquanto outros, que se sentiram mais fragilizados e que não acreditaram neste desafio e neste projecto, abandonaram.

Apelidou os jogadores de guerreiros. Foi essa raça que permitiu dar a volta aos maus momentos?
Foi essa determinação que fez com que denominasse o grupo de guerreiros porque eles foram, nestes últimos cinco jogos, guerreiros e heróis. Estava ali uma equipa, a formar um grupo forte e espero bem que mantenham esses níveis de confiança, quer seja comigo, quer seja com outro treinador, que acreditem até ao fim e no trabalho de cada
treinador.

Vamos ter Guilherme Ramos no Porto d’Ave na próxima época?
Esse é um aspecto que ainda não foi falado. Neste momento, o Porto d’Ave está numa fase de acto eleitoral e é evidente que não é a ocasião própria para falar disso. Acredito que sim. Eu gosto do Porto d’Ave, gosto do clube da minha terra e, acima de tudo, é um clube que dá todas as garantias, oferece boas condições de trabalho, com estabilidade e é um clube cumpridor. Se a direcção falar comigo, de certeza absoluta que vão ter uma resposta positiva.

Quer deixar uma mensagem a todos quantos o acompanharam nestes dois meses?
Quero agradecer aos meus colaboradores, aos professores António Almeida e Ivo Sousa, duas pessoas muito competentes, que apresentaram um excelente trabalho.  Estou satisfeito pelo trabalho que apresentaram. Quero agradecer aos meus jogadores, dar-lhes um abraço pela forma como eles souberam estar nestes últimos jogos, pois foram uns verdadeiros guerreiros, e agradecer à direcção pelo convite que me fizeram e pelo projecto que me propuseram. A melhor resposta à confiança depositada em mim foi oferecer-lhes a manutenção. Os agradecimentos são também dirigidos à massa associativa, que acompanharam o Porto d’Ave com muito fervor e muita esperança.