Junta de Freguesia de Garfe

Paulo Ferreira
“Quero deixar o meu marco
na história de Garfe”

Saneamento, rede viária, remodelação do edifício da sede de junta e a resolução do impasse quanto aos limites da freguesia de Garfe são as principais preocupações de Paulo Ferreira, o novo presidente da Junta de Freguesia. No dia seguinte ao da tomada de posse, o ‘Maria da Fonte’ conversou com o autarca.
O que o levou a avançar com uma candidatura?
Fui presidente da Assembleia entre 2005 e 2009 e aliciaram-me a ser candidato em 2009. O convite surgiu por-que as pessoas me reconheceriam, eventualmente, competência e qualidade para a tarefa e eu também sempre tive um espírito de missão. Gosto da minha terra e como cidadão responsável, decidi abraçar esta tarefa com espírito de missão. 
Gosto de servir os meus conterrâneos, quero ser útil à minha terra e deixar o meu marco na história de Garfe.

Tivemos um acto eleitoral a 29 de Setembro mas o impasse, na instalação dos órgãos da freguesia, levou a novas eleições no passado dia 25 de Maio, das quais saiu vencedor. Como se sentiu com esta vitória?
Naturalmente...bem. Face ao que ocorreu em Setembro, e o que aconteceu a seguir,  necessariamente as coisas acabaram por se resolver em acto eleitoral. Naturalmente que, esta vitória tem um sabor muito especial. Foi obtida em condições bastante difíceis, com muito trabalho e, portanto, tem um sabor especial por isso.
Quero deixar uma palavra a todos os que estiveram envolvidos quer no processo de Setembro, quer no processo de Maio. Todos, à sua maneira, independentemente do lado em que estiveram, lutaram pelas suas convicções e pelo seu amor por Garfe. Deixo um apelo para que se mantenham nessa união, nessa luta sempre em prol de Garfe.
Quero também deixar uma palavra muito especial a todos os que estiveram directamente envolvidos comigo, que me ajudaram a atingir este objectivo, quer os elementos da minha lista, o meu mandatário, o António Barros, o presidente da Comissão Política, Frederico Castro, e todas as estruturas partidárias. Espero continuar a contar com eles para tudo o que seja importante para Garfe.

Como analisa todo o pro-cesso que levou à repetição de eleições?
Posso eventualmente dizer que, as coisas começaram antes de Setembro, no mandato anterior em que as coisas não decorreram num espírito de muita cordialidade e fraternidade em termos de Junta de Freguesia. Isso redundou que houve um processo eleitoral, em Setembro, em que se apresentaram quatro listas a concurso, em que três delas elegeram mandatos para a Assembleia de Freguesia e digamos que o espírito que se seguiu a esse acto eleitoral creio que deveria ter sido diferente, deveria ter havido um espírito de abertura e entendimento para se encontrar uma solução governativa forte e coesa para Garfe, e não foi isso que aconteceu.
Eu entendi e defendi, e continuo a defender, que seria melhor para Garfe encontrar uma solução governativa onde as pessoas formassem uma verdadeira equipa e estivessem de alma e coração cá a trabalhar por Garfe.

Como está a freguesia de Garfe?
Neste momento, tem muitas carências. É uma freguesia que não tem tido grande investimento nos últimos 4 a 8 anos e, neste momento, fruto desse degradar do património e dessa inércia, a freguesia precisa de uma maior iniciativa, de uma maior intervenção e muito mais investimento.

Como está o abastecimento de água e o saneamento. Há muito a fazer?
Ao nível da cobertura de água a freguesia está praticamente toda coberta. Foi um projecto que ficou praticamente concluído em 2005/ 2006 e foi o último grande investimento efectuado em Garfe. Ao nível do saneamento, temos uma pequeníssima parte da freguesia coberta. Alguma dessa parte que já está feita ainda não tem ligação. Temos situações graves ao nível do saneamento e de esgotos, inclusivamente situações que, do meu ponto de vista não se compadecem com o século XXI, em que estamos, que são situações de esgotos a céu aberto. São problemas graves e um dos nossos objectivos principais é resolvê-los.

Garfe

Festa da Senhora do Monte 
e aniversário dos escuteiros

Os dias 31 de Maio e 1 de Junho foram de festa na freguesia de Garfe. O aniversário do CNE de Garfe e a Festa de Nossa Senhora do Monte foram razões mais do que suficientes para levar um grande número de populares até ao alto do Monte de Gondiães, onde se realizaram os festejos. O ambiente foi de convívio e de muita alegria. Os escuteiros assinalaram a maioridade, completando 18 anos de vida. As comemorações ficaram marcadas pela realização de um acampamento e missa com promessas. No domingo, dia 1 de Junho, Dia da Criança, os mais pequenos não foram esquecidos e foram lançados balões, como forma de assinalar a data.  Este ano, assinalaram-se os nove anos da construção da capela da Senhora do Monte, assim como da construção da estrada de acesso  ao templo. No decurso da eucaristia, pelas 10 horas de Domingo, o padre Luís Fernandes não esqueceu todos quantos contribuíram para a construção da capela.
Assumindo o escutismo como a melhor proposta de valores para os jovens, o sacerdote deixou alguns números: 28 milhões de escuteiros no mundo; 70 mil em Portugal; 400 no concelho da Póvoa de Lanhoso e cerca de 80 em Garfe.
“Continuai com a mesma vontade, com a mesma alegria do primeiro momento”, pediu o padre Luís.
“Valeu a pena termos apostado na construção desta capela. A capela trouxe a estrada e logo atrás de si o campo dos escuteiros, um  dos melhores campos de escuteiros espalhados pelo norte de Portugal”, disse ainda o padre Luís. Os agradecimentos estenderam-se aos benfeitores, junta de freguesia e Câmara Municipal.
Para além da celebração da Eucaristia com promessas, o último dia de festejos ficou marcado pela oração da tarde, procissão e actuação do Rancho Folclórico de Garfe.

Dia Mundial da Criança

DiverFantasia faz delícias
dos mais pequenos

O Diverlanhoso preparou, de 26 de Maio a 1 de Junho, m mundo de fantasia  para os mais pequenos. Tudo foi preparado a pensar nas crianças e o parque de desporto aventura transformou-se, naquele período, no DiverFantasia.
Escalada, insufláveis e trampolins, fantoches e contos, pinturas faciais, magia, artes plásticas e reciclagem assumiram-se como os ingredientes para uma receita onde a alegria e a diversão foram uma constante. Na sexta-feira, dia 30 de Maio, e dia em que S. Pedro se associou à festa com um radioso sol, o DiverFantasia acolher cerca de 500 crianças. A GNR marcou presença e o evento contou com uma demonstração de meios ao serviço daquela força militar. A iniciativa partiu da Secção de Programas Especiais do Destacamento da GNR da Póvoa de Lanhoso e os mais pequenos ficaram a conhecer de perto o trabalho desenvolvido pela GNR. Militares do Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro (GIPS), Equipa de Protecção da Natureza e Ambiente em Zona Específica (EPNAZE), secção de trânsito, Equipa de Cinotécnica e Núcleo de Programas Especiais participaram no evento que contou, também, com uma campanha de sensibilização para os fogos florestais, com a entrega de folhetos.
A CIM do Ave fez-se também representar, com um posto móvel. Através de vá-rios vídeos, os mais pequenos receberam conselhos de segurança em casa e na rua.
E na tarde de sexta-feira, a Gi, um Retriever Lavrador, que integra a Equipa Cinotécnica da foi a estrela da festa. Acompanhada do Cabo Peixoto, fez as delícias dos mais pequenos. Treinada para detectar explosivos, a Gi, com dois anos de idade, não deixou o crédito por mãos alheias.
Iniciado a 26 de Maio, o Diverfantasia termina hoje, domingo, numa data em que os mais pequenos celebram o seu dia. A edição deste ano conta com a colaboração da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, através do Theatro Club, que assegura as actividades artísticas.
Com 6 anos, o Gonçalo Vilarinho, da Escola EB 1 de Gandra, em Ferreiros, no concelho de Braga, desconhecia que a GNR tinha equipas de combate aos incêndios e foi, com grande alegria, que, por breves momentos, combateu um “incêndio”. Gostou de tudo o que viu no DiverFantasia, em especial de poder conhecer os vários meios ao serviço da GNR.
Bruna Faria, de 9 anos, da mesma escola, já conhecia o Diverlanhoso mas esta foi a primeira vez que veio ao Diverfantasia. “Está a ser muito divertido e giro. Gostei muito dos insufláveis”, disse a Bruna.
Para a Fabiana Silva, a escalada foi o mais divertido. Para a Ana Francisca, esta foi a primeira vez que visitou o Diverlanhoso. Também ela adorou a escalada.

U.F. Fontarcada e Oliveira

Três feridos em colisão

A colisão de duas viaturas, ao início da tarde de sexta-feira, dia 6 de Junho, no lugar de Simães, em Fontarcada, provocou três feridos ligeiros. Segundo apuramos, uma viatura ligeira de matrícula francesa, um Opel Castro, cujo condutor tem residência na freguesia de Guilhofrei , no concelho de Vieira do Minho, terá entrado em despiste em embatido frontalmente contra uma viatura – um Mercedes, que seguia em sentido contrário.  Os três feridos – o condutor e dois ocupantes – seguiam no Mercedes, utilizado como táxi, na vila de Rossas, no concelho de Vieira do Minho.  De acordo com pessoas no local, o táxi deslocava-se em direcção à Póvoa de Lanhoso e o motorista, de 45 anos, ia levar os dois ocupantes – de 63 e 67 anos, ao aeroporto.
Os feridos foram socorridos pelos Bombeiros Voluntários da Póvoa de Lanhoso. Depois de prestados os primeiros-socorros no local, os feridos foram conduzidos ao Hospital de Braga. Uma patrulha da GNR da Póvoa de Lanhoso tomou conta da ocorrência.

Solidariedade

Torneio Fintas Academia 
une futebol à solidariedade
O futebol e a solidariedade andaram de mãos dadas no Torneio Fintas Academia, realizado no domingo, dia 8 de Junho. Nuno Valente, ex-internacional A, apadrinhou o evento. Dez equipas, de infantis e benjamins, participaram na competição, naquela que foi a 11.ª edição do Torneio Fintas Academia. A qualidade das equipas em competição coloca o evento com um lugar de destaque a nível nacional.
Cerca de 300 atletas marcaram presença na competição que, de ano para ano, ganha cada vez mais projecção.
Diogo Fonseca, director técnico e pedagógico dos escalões federados da Academia Fintas, apontou que o evento, para além de dar a conhecer a evolução dos jo-vens atletas, é uma forma de divulgar o concelho, uma vez que mobiliza um grande nú-mero de pessoas. Aquele responsável, agradecendo a todos quantos colaboraram no evento, apontou que esta é uma oportunidade dos jovens atleta terem uma experiência diferente, contactando com atletas de equipas de renome nacional. Um prémio merecido pela excelente época de trabalho.
A solidariedade voltou a marcar presença e parte da verba obtida com a venda de rifas, que valeram excelentes prémios sorteados ao longo do dia, reverteu a favor da AADVDB – Associação de Apoio aos Deficientes Visuais do Distrito de Braga.
“Esta é também uma forma de sensibilizar os jovens para a causa da deficiência visual. O Fintas tem-nos ajudado. O ano passado foi-nos dada uma verba que é importante para a actividade do dia-a-dia. Agradeço toda a colaboração”, revelou Domingos Silva, presidente da AADVDB.
Fintas Academia, F. C. Porto, Sporting de Braga, Gil Vicente, Rio Ave, Dumiense, Porto d’Ave, Ponte da Barca, Salgueiros e Vizela foram as equipas presentes no evento. Em Benjamins, saiu vencedor o F. C. Porto e em iniciados a competição foi ganha pelo Dumiense.

“É uma alegria estar aqui neste torneio”
Nuno Valente, ex-internacional A, foi o padrinho do Torneio Fintas deste ano. Veio pela primeira vez à Póvoa de Lanhoso e, aquando da visita, aproveitou para ficar a conhecer o Gerês.
Mostrando-se orgulhoso pelo convite para apadrinhar o evento, Nuno Valente considerou que estes torneios são importantes para a evolução dos mais pequenos.
“Como foi jogador de futebol quero partilhar a minha experiência com eles”, revelou o atleta, maravilhado com hospitalidade das gentes da Póvoa de Lanhoso.

Novo Presidente do Maria da Fonte

Armando Silva
“Queremos aumentar
a dimensão do clube”

Depois de uma carreira de treinador, Armando Silva assumiu os destinos directivos do Maria da Fonte. Uma decisão “nada fácil” para o novo líder, cuja meta passa por dinamizar o ecletismo da colectividade.
Que razões o levaram a apresentar uma candidatura à presidência do Maria da Fonte?
Tudo passou por um pedido, na altura, pelo agora presidente da Assembleia Geral, Dr. António Lourenço, que juntamente com outras pessoas, viram em mim a pessoa ideal para assumir os destinos do clube. Na ocasião, pedi um tempo para pensar. Contactei algumas pessoas que eram importantes para fazerem parte deste projecto. Depois disso, do sim dessas pessoas e do entusiasmo de alguns sócios que iam passando por mim e deixando a mensagem de que seria uma boa ideia, que gostavam de me ver no Maria da Fonte como presidente, foi assim que se foi criando a vontade e tomei a decisão de aceitar liderar a candidatura à presidência da direcção.
Passa de treinador a presidente do Maria da Fonte.  O facto de ter liderado a equipa técnica permite-lhe um maior conhecimento da estrutura do clube?
Se calhar, isso foi um dos  factores que me levou a aceitar, o de já conhecer minimamente a estrutura do clube, de saber que havia algumas coisas que teriam de ser feitas de maneira diferente e levou-me a reflectir e a aceitar o desafio.
Evidentemente que, se eu não tivesse passado pelo Maria da Fonte nesta época que passou, o pensamento não poderia ser da mesma forma. Teria que me inteirar melhor da situação do clube, da forma como as coisas estavam a decorrer. Depois de estar cá, de conhecer minimamente os cantos à casa, foi mais fácil.
A opção de deixar de treinar para ser presidente foi fácil?
Não, não foi nada fácil. Essa foi a que mais me fez pensar pois, para uma pessoa como eu que gostava de treinar, decidir fazer uma paragem de dois anos como treinador custa sempre. Mas, achei que o Maria precisava de mim como dirigente e pelo Maria decidi fazer essa paragem na minha carreira de treinador por dois anos.
Foi fácil arranjar a lista para o acompanhar? O que procurou na escolha dessas pessoas?
Foi muito fácil. Mais fácil do que o que eu contava. Inclusive, há muita gente que ficou de fora, que estava disponível para fazer parte da minha lista que, de certeza absoluta, mais tarde ou mais cedo, vou inclui-los nessa mesma lista para fazer o Maria da Fonte cada vez maior, um clube mais forte. Se há coisas que me orgulho, é a vontade que houve de muitas pessoas, não só os que fazem parte da minha direcção mas outros que não fazem parte mas disponibilizaram-se para isso, e isso é importante. Procurei, acima de tudo, ter gente de trabalho, gente que saiba para o que vem, que saiba abraçar este projecto mariafontista e que, de certa forma, honrem a camisola que vão vestir e que cheguem ao fim destes dois anos, deste mandato, que se orgulhem daquilo que fizeram pelo Maria da Fonte.
O tecido empresarial concelhio tem sido afectado pela crise, o que se reflecte na diminuição de patrocínios. Que estratégias têm definidas para alcançar os apoios necessários?
A estratégia passa por trabalhar muito, por conversar com os patrocinadores, criar-lhes outros incentivos e outro tipo de patrocínios para que eles se sintam  bem connosco, que nos ajudem cada vez mais e nós, de certa forma, trabalhar cada vez mais para dar-lhes mais do que se tem dado. E nós, trabalharmos para que as empresas que nos ajudam sejam lembradas, que sejam faladas e que todos saibam que essas empresas ajudam o Maria da Fonte.
Que mensagem deixa aos sócios e simpatizantes?
Que avaliem a nossa equipa pelo nosso trabalho no final do mandato. É isso que eu lhes peço, que continuem a apoiar o Maria da Fonte, que nunca se esqueçam que o Maria da Fonte não é só a equipa sénior. O Maria da Fonte tem o basquete, tem a pesca, futsal e formação, que é um factor que não vamos descurar, que vamos apostar muito, que vamos ser muito cuidadosos, criando na formação condições que não existiam anteriormente. Vamos ter na formação um coordenador técnico que não existia nos últimos anos, vamos ter uma formação bem trabalhada. Quanto às instalações, estou a contar com o apoio da Câmara Municipal na construção do sintético no campo municipal, que penso que vai arrancar brevemente pois é uma obra que todos os mariafontistas anseiam por-que isso é importante para os nossos jovens atletas, para os nossos sócios, sentirem apoio da autarquia ao nosso clube. O sintético vai fazer com que o campo municipal fique com outras condições para os nossos miúdos praticarem desporto.
Já está escolhido o treina-dor para a equipa sénior?
Sim. O treinador da equipa sénior será o José Barroso e o adjunto será o David Vale.
Falou que a formação passaria a ter um coordenador técnico. Já esta escolhido?
Sim, está. Será o professor Vítor Dias que, juntamente com os responsáveis pela formação, já esta a tratar das equipas técnicas de toda a formação.
E as restantes modalidades do clube?
O basquetebol continuará a ser coordenado pelo Jorge Henriques que tem vindo a fazer um excelente trabalho. Quanto à pesca e ao futsal, vou falar com as pessoas que estão à frente das mesmas para se dar continuidade ao bom trabalho que tem sido feito.
E quanto ao plantel sénior, já há novidades?
Estamos a formar o plantel. Neste momento, estamos a acertar as renovações para depois passar às contratações.
Já há nomes assegurados?
Sim. Neste momento, já renovou o Marquinho, Rui Abreu, Pikua, Bruno Oliveira, Costa e o Miguel.
Quer deixar alguns agradecimentos?
Quero desde já agradecer à direção que acaba agora o mandato pelo bom serviço prestado ao nosso clube, agradecer às empresas que têm recebido os nossos directores e que nos têm dado respostas positivas e, por fim, pedir à massa associativa que se faça notar em todas as nossas iniciativas, a começar já pelo nosso primeiro evento, que é o torneio de futebol de 5 no Pontido, que decorrerá durante todo o mês de Julho. Só com a ajuda de todos conseguiremos fazer com que o Maria da Fonte seja cada vez maior.

EDITORIAL

Armindo Veloso




 
Também perdi

Como presunção e água benta cada um toma a que quer, também vou tomar a minha dose, fazendo parte do jogo das Europeias e dizer que também me sinto derrotado.
Fui dos milhares de pessoas que falaram ou escreveram a sensibilizar os eleitores para irem votar nas eleições europeias. Ainda foram menos do que há cinco anos. Ai os grandes ‘malandros’.
Só que os tais ‘malandros’ têm sempre razão e assim sendo só nos resta analisar porque assim foi.
Os partidos extremistas cresceram por toda a Europa. O embrião passou a feto e não me parece que não conti-nue a crescer. Até onde?
Dentro das nossas portas e analisando o jogo político entre as diversas forças apetece-me dizer que sendo certo que a coligação mais à direita no nosso espectro partidário, que governa o país com as condicionantes e políticas que todos sabemos, ó se sabemos, teve o pior resultado, em números, desde sempre, nunca vi uma vitória a ser tão amarga como foi a do PS.
Depois de três anos de aplicação de medidas nunca vistas nem nunca imaginadas por muitos, o Partido Socialista, alternativa óbvia e natural de governo só poderia ter um resultado e esse seria muito mais expressivo do que aquele que teve. Só há, na minha opinião, um motivo passado: o último governo de José Sócrates ainda está muito presente na cabeça das pessoas e outro presente: este PS, de António José Seguro, não convence.
A grande maioria das pessoas ficaram nas suas vidas impávidas e serenas.
As que foram votar dispersaram os seu votos de uma forma nunca vista.
Vimos uma coligação com o pior resultado de sempre com os olhos brilhantes de alegria e vimos um partido vitorioso com suores frios na testa.
Vai haver novidades a breve prazo no PS. Ai vai vai.
Arredondando, 66% de abstenção; 7% de votos num homem, MPT; 7% votos brancos e nulos; 9% de votos dispersos por uma dezena de partidos sem expressão. Portugal foi votar?
Com excepção da CDU, que teve um resultado muito bom, se Portugal foi votar foi para mostrar um cartão amarelo àqueles que nos governam há quarenta anos e a partidos que não são carne nem peixe como é o caso do Bloco de Esquerda.
Será desta que aprendem?...

PS - depois deste texto escrito, e quase publicado..., as novidades no Partido Socialista aí estão. Facas longas?

Até um dia destes. 

Eleições europeias

PSD/CDS foi a lista mais votada

A coligação PSD/CDS venceu as Eleições Europeias no concelho da Póvoa de Lanhoso,   obtendo mais 260 votos que  a lista do PS. Dos 23.933 eleitores inscritos, apenas 7931 eleitores exerceram o seu direito ao voto, representando 33,14%. Tal como no plano nacional, a abstenção (66,86%) acabou por ser uma das ‘vencedoras’. Os dados da abstenção merecem uma grande reflexão por parte dos responsáveis políticos a nível nacional.
Na Póvoa de Lanhoso, a coligação ‘Aliança Portugal’ (PSD/CDS) obteve 3177 votos (40,06%), com o PS a apenas 260 votos de diferença. Os socialistas obtiveram 2917 votos (36,74%). Em terceiro lugar, surge o MPT (Partido da Terra), com 494 votos (6,23%), seguido do PCP/PEV com 307 votos (3,87%), do Bloco de esquerda, com 155 votos (1,95%) e do PCTP/MRPP, com 94 votos (1,14%). As restantes dez listas que integram a votação obtiveram menos de 1% dos votos. No distrito, a coligação PSD/CDS foi também a mais votada, com 34,53% dos votos, contra os 32,57% do PS.
A nível nacional, saiu vencedor o PS, faltando ainda apurar atribuir. A lista encabeçada por Francisco Assis conseguiu 31,47% dos votos (7 mandatos), logo seguida da lista da coligação, liderada por Paulo Rangel, com 27,71% (6 mandatos). O PCP/PEV conseguiu eleger dois deputado, com o MPT e o BE  eleger um deputado cada um.
Foram atribuídos 17 dos 21 mandatos.
doze freguesias e 11 consulados, representando quatro mandatos por

Empreendedorismo nas escolas

‘Animal Bomb’ é o representante
da Póvoa de Lanhoso no IN.AVE  
 

O projecto ‘Animal Bomb’ foi o escolhido para representar o concelho da Póvoa de Lanhoso na final intermunicipal do “Empreendedorismo nas Escolas”, no âmbito IN.AVE, promovido pela Comunidade Intermunicipal do Ave. Filipa Gonçalves, Adriana Cunha e Cátia Silva, alunas do 11.º ano do Curso Profissional de Técnico de Recepção, da Escola Secundária da Póvoa de Lanhoso, apresentaram o projecto vencedor, coordenado pela professora Paula Henriques.
‘Animal Bomb’ é uma capa, com aspecto de peluche, para aplicar nas bombas de asma, evitando algum constrangimento que possa ser sentido pelos mais pequenos. Foi o elevado número de crianças asmáticas que levou as jovens alunas a avançar com a ideia. A Póvoa de Lanhoso, no que concerne ao empreendedorismo nas escolas, apresentou 28 projectos a concurso, número esse que obrigou a uma semi-final a 8 de Maio. Dos 28, foram escolhidos 10 projectos que marcaram presença na final concelhia, realizada na tarde de quinta-feira, dia 15 de Maio, no Fórum dos Bombeiros Voluntários da Póvoa de Lanhoso.
Felizes mas conscientes da responsabilidade que é representar as escolas do concelho na final, Filipa, Adriana e Cátia ficaram surpreendidas com a vitória. “Acho que é um projecto inovador porque é uma maneira diferente de utilizar as bombas de asmas e evita que, por vezes, as crianças se sintam inferiores”, revelou uma das alunas.
Felicitando o Agrupamento da Póvoa de Lanhoso pelo envolvimento na iniciativa, Gabriela Fonseca, vice-presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, mostrou-se agradada com os projectos apresentados, fazendo votos para     que na próxima etapa vença um projecto da Póvoa de Lanhoso. Na cerimónia, marcaram também presença os representantes da CIM do Ave, do Agrupamento de Escolas da Póvoa de Lanhoso.

Escolas são parceiro privilegiado da autarquia
As escolas têm sido um dos parceiros privilegiados da autarquia no desenvolvimento das suas actividades. Um desses exemplos aconteceu, de 22 a 24 de Abril, com a realiz da Semana da Educação, num evento que uniu a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso e os agrupamentos de escola do concelho, num programa diversificado e alargado a diferentes públicos. O arranque da Semana da Educação, a 22 de Abril, ficou marcado por um passeio a pé, e de bicicleta, que percorreu a rota das Eco escolas e envolveu 650 crianças e jovens do concelho, num dia em dedicado à mobilidade sustentável. O programa integrou, de entre outros, a sensibilização em relação a comportamentos de risco no desporto, a promoção da leitura e a educação para o empreendedorismo.
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