Agrupamento 856 de louredo


CNE comemorou 30 anos
Uma missa campal, realizada na tarde de domingo, dia 27 de Junho, foi a actividade que encerrou as comemorações do 30.º aniversário do Agrupamento 856 de Louredo.
Durante dois dias, sábado e domingo, os escuteiros de Louredo estiveram em festa, com a celebração do seu aniversário que contou, no decurso da missa, com a presença de elementos dos agrupamentos de escuteiros do Núcleo da Póvoa de Lanhoso.

Escutismo como escola de valores

“O escutismo é uma escola onde se aprendem valores e o respeito pela natureza e pela beleza da natureza. É importante que queirais um mundo novo e um mundo diferente. Só com todos isso é possível”, disse o padre Domingos Gonçalves, que celebrou a eucaristia comemorativa do aniversário.
Na eucaristia, o sacerdote alertou para a importância de seguir o ideal proposto por Baden Powell para o mundo e para a sociedade. Livro, balança, flor-de-lis, lenço, vara, bússola, símbolo dos 30 anos, flores, pão e vinho foram os elementos que integraram o ofertório...

Cem anos de República (11)


Quando Calvos ‘acolheu’
a corte do rei D. Miguel...

Na liderança destes grupos miguelistas surgiram clérigos como o padre Casimiro José Vieira, o padre João Cano, o padre Manuel de Agra, entre outros, que dão ao movimento carácter político: a restauração do absolutismo ou da Causa miguelista de que a Póvoa de Lanhoso e Vieira eram dois berços de ouro.
Camilo Castelo Branco descreve este estado de alma no interior minhoto de forma fantástica no seu livro “A Brasileira de Prazins”, datado de 1882, quando descreve a criação da Corte de Calvos, onde se alojou, na residência paroquial um tal Veríssimo que se fez passar por D. Miguel.
“Constava que D. Miguel estava escondido na residência do abade de São Gens de Calvos, no conce-lho da Póvoa de Lanhoso, o reverendo Marcos António de Faria Rebelo. Que pouquíssimas pessoas o tinham visto, porque Sua Majestade só se mostraria aos seus amigos fiéis quando entrassem pela Galiza os generais estrangeiros que se esperavam, uns do antigo exército carlista, outros de Inglaterra” — escreve Camilo em “A Brasileira de Prazins”.
A importância dos padres para a criação desta fábula — que testemunha a influência do clero na causa absolutista — é bem visível no texto que transcrevemos em seguida, da mesma obra, e se reporta ao ano da revolução da Maria da Fonte.
Trazemos aqui estes elementos para que eles nos ajudem a perceber porque é que os ideais republicamos — trazidos pelas invasões francesas — demoraram tantos anos a vingar em Portugal. A resistência era muito forte, por força da acção do clero rural, de que é exemplo eloquente esta história que culpa vários capítulos de “A Brasileira de Prazins”, a recordar episódios vividos por Camilo Castelo Braga na sua juventude, quando andou foragido por Braga, Taipas e Póvoa de Lanhoso...

EDITORIAL


Armindo Veloso




Reformas

O tema: reformas, é uma assunto caro a toda a gente.
De facto, quando se trabalha durante muitos anos e se fazem descontos para a segurança social, há sempre a perspectiva de um dia, com saúde, se usufruir daquilo que se descontou.
Há, no entanto, quanto a mim, uma forma de muita gente pensar que é incorrecta.
Numa sociedade social-democrata onde se pretende que haja uma distribuição de riqueza entre aqueles que ganham mais e aqueles que ganham menos, fruto de muitas circunstâncias, tanto de uns como de outros, aquilo que se desconta em cada momento é para subsidiar a segurança social contemporânea. Sendo assim, alguém que desconte por exemplo dois mil euros por mês durante muitos anos deverá ter a esperança, e não mais do que isso, de na altura dele vir a usufruir de uma reforma correspondente com aquilo que descontou. Se isso, por várias circunstâncias não acontecer e receber muito menos, não há que ficar revoltado. Os descontos elevados que fez foram uma forma de distribuir alguma da sua riqueza que, por bom fado, ganhou, por aqueles que não o tiveram.
A segurança social não tem um porquinho/mealheiro de cada um de nós.
Os tempos mudam e as condições sociais também. Para dar um exemplo, talvez o maior, basta lembrar a esperança de vida. Há quatro ou cinco décadas atrás, cada pessoa, em média, estava reformada meia dúzia de anos, para não falar em quem não tinha reforma nenhuma. Agora, está dezassete ou dezoito!
Dentro deste mesmo raciocínio, também acho que não tem qualquer cabimento haver milhares de pessoas a acumularem reformas, algumas delas chorudas, pelo facto de terem desempenhado ao longo da vida várias actividades que lhes dão o direito à aposentação em cada uma delas. Por exemplo, um senhor X tem direito à reforma de professor universitário no topo de carreira de três mil e quinhentos euros. Entretanto, exerceu o lugar de quadro superior do Banco de Portugal que lhe dá mais quatro mil euros. E, ainda, foi administrador da EDP, logo mais seis mil euros. Este senhor X deveria poder optar pela reforma maior, neste caso a da EDP, e ponto. Desde quando deverá acumular treze mil e quinhentos euros de reformas?!!!
O dinheiro, na maioria destes casos, conheço alguns, nem é para essa pessoa. É, isso sim, para os filhos e netos andarem a gastar à grande e à francesa. Desta forma teremos estado social mais alguns anitos!...
Será assim tão difícil mudar a legislação que regula a segurança social? As novas gerações agradeceriam imenso.
Até um dia destes.

CASTELO

Agrupamento do Ave


“Por um melhor ambiente” foi o tema do festival da canção inter-escolas do Agrupamento de Escolas do Ave. Mais do que a competição, os mais pequenos procuraram alertar os mais crescidos para a necessidade de proteger o ambiente e adoptar boas práticas. Na noite do dia 9 de Junho, foram muitos os que compareceram no pavilhão gimnodesportivo da Escola EB 2,3 de Taíde para acompanhar as interpretações dos mais pequenos. Mais do que viver o presente, é necessário preparar o futuro. Esta é, pois, uma forma de contribuir para que no futuro tenhamos cidadãos responsáveis e defensores de um ambiente saudável.

CASTELO DE AREIA
Estradas municipais


Buracos e mais buracos são a imagem de muitas das estradas no concelho da Póvoa de Lanhoso. Com o bom tempo, os técnicos da autarquia têm-se deslocado a algumas freguesias do concelho para “remendar” os buracos existentes, mas o tratamento é sol de pouca dura. Em alguns casos os buracos ainda permanecem abertos, causando dores de cabeça a quem ali transita diariamente e dando cabo da saúde das viaturas.Neste momento, aos buracos juntam-se as ervas nas valetas, que causam mau aspecto e impedem os peões de circularem na berma das estradas.

Distingue melhores alunos do 1.º ciclo









Prémio de Mérito António Lopes

Vinte e sete alunos do quarto ano das escolas EB1 do concelho da Póvoa de Lanhoso foram distinguidos pela Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, na noite de segunda-feira, dia 7 de Junho, com o Prémio de Mérito António Lopes. O prémio, instituído desde o ano lectivo 2006/2007, “abrange todas as escolas EB1 do concelho e destina-se a premiar o aluno, matriculado no 4º ano, que, em cada ano lectivo, obtiver melhor classificação e desempenho”.
Aproveitamento global, relações interpessoais, interesse e motivação, responsabilidade, autonomia, iniciativa, criatividade e assiduidade foram alguns dos critérios a considerar para a atribuição da melhor classificação.
A ameaça de chuva, na noite de segunda-feira, obrigou a organização do evento a transferir a cerimónia para o Theatro Club da Póvoa de Lanhoso, que se revelou pequeno para acolher todos quantos ali se deslocaram para acompanhar a entrega de prémios. Alunos, pais, professores e demais familiares acompanharam o evento, durante o qual os melhores alunos do quarto ano foram agraciados com um diploma e lembranças. Antes do início da cerimónia de entrega dos prémios, a plateia foi presenteada com uma divertida actuação.
Catatão e Afonsinho deliciaram, com as suas piadas e brincadeiras, pequenos e graúdos. “O prémio, mais do que o valor material, é o valor simbólico que ele representa. Serve para vocês recordarem que o trabalho, a dedicação e o empenho que colocamos nas coisas, seja no estudo ou no trabalho, vale sempre a pena”, disse Gabriela Fonseca, vereadora da Educação da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso. “O importante é o espírito da iniciativa, que é o de premiar e distinguir os alunos que durante os primeiros quatro anos de escolaridade se distinguiram pelo seu trabalho”, disse ainda a responsável do pelouro da Educação.
“Espero que continuem a dar o vosso melhor pela vida fora porque isso é fundamental. Que o prémio seja um incentivo para estes jovens e para todos os outros”, revelou Gabriela Fonseca, incentivando ainda os jovens a “prosseguir os estudos e a serem os melhores naquilo que quiserem ser”. “Continuem a dar o vosso melhor pela vida fora”, incentivou a vereadora Gabriela Fonseca. Um a um, os alunos, acompanhados de um familiar e do docente, foram subindo ao palco do Theatro Clube, para aí receberam a lembrança e o diploma de melhor aluno do 4.º ano. No final, teve lugar a foto do conjunto, para mais tarde recordar.

Semana da Educação:


Balanço positivo

Terminou com um balanço muito positivo mais uma edição da Semana da Educação promovida pela Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, que decorreu de 24 a 29 de Maio.
Ao longo dos seis dias, foram largas centenas as pessoas que assistiram ou participaram nas diferentes pro- postas, desde colóquios a encontros, visitas a escolas, passando pela Mostra Pedagógica Novas Oportunidades, na EB2,3 de Taíde, que encerrou com chave de ouro a edição de 2010.
A vereadora da educação da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Gabriela Fonseca, mostrou-se muito satisfeita com o decorrer desta iniciativa. Destacando todas as propostas do programa da Semana da Educação, a responsável autárquica referiu que a forma como decorreram “excedeu as melhores expectativas”. Considerando que “o trabalho em educação nunca está acabado”, Gabriela Fonseca assegurou: “Da parte da Câmara Municipal, continuamos a apostar na Educação, porque é fundamental para o desenvolvimento de qualquer sociedade. Daí o investimento nos centros educativos, porque queremos que as nossas crianças, professores e funcionários tenham as melhores condições de trabalho”.

Mostra revelou trabalho em parceria de municípios


Algumas centenas de pessoas passaram, nos dias 28 e 29 de Maio, pela EB 2,3 de Taíde para percorrerem os diversos stands e assistirem aos vários momentos de animação simultânea da Mostra Pedagógica Novas Oportunidades, com que encerrou a Semana da Educação. “O balanço é positivo, pela dinâmica que teve e é importante para que os alunos tenham outras perspectivas, que saibam que existem outras saídas, para além do ensino regular. Isto também serve para divulgar a oferta formativa, ver o que existem nestes concelhos e que ajude os alunos a tomar as suas opções”, sintetizou Gabriela Fonseca.
Agradecendo todo o empenho e dedicação colocados pelas escolas na realização da Mostra, a edil recordou que a mesma surgiu no âmbito de um protocolo que os cinco concelhos (Póvoa de Lanhoso, Vieira do Minho, Vila Verde, Amares e Terras de Bouro) assinaram com o Ministério da Educação para trabalharem em parceria. “Trabalhamos em rede, articulamos a oferta formativa para não estarmos todos a oferecer o mesmo, para diversificar, porque não faz sentido haver os mesmos cursos, do mesmo nível, em concelhos vizinhos. Só juntando sinergias, trabalhando em rede e em parcerias é que nós vamos a algum lado. E é benéfico para os alunos e é para eles que trabalhamos”, refe-riu a edil.
A Mostra pretendeu dar a conhecer o que é feito ao longo do ano pelos cursos de educação/formação, pelos cursos de Educação e Formação de adultos e os cursos profissionais das escolas públicas e profissionais e da ATHACA daqueles cinco concelhos, tendo reunido, no espaço exterior e em parte do interior, diversos stands de diferentes entidades ligadas ao ensino, que deram a conhecer os cursos que leccionam bem como os trabalhos que produzem e as competências que são adquiridas pelos alunos e formandos e que eles depois desenvolvem.
Assim, durante esta mostra, a comunidade pôde experimentar o trabalho desenvolvido por cabeleireiros, empregados de mesa, mecânica, têxtil, instalações eléctricas, arte floral, estética, etc., e contactar com aparelhos desenvolvidos por alunos de mecânica, robótica ou electrónica, para exemplificar, de entre muitos outros. Paralelamente, os alunos apresentaram as mais diversas demonstrações e actuações.
A Mostra foi o último momento da Semana da Educação, no âmbito da qual a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, os Agrupamentos de Escolas do Ave e Professor Gonçalo Sampaio, a Escola Secundária da Póvoa de Lanhoso e a Rede de Bibliotecas Escolares assinaram, no dia 25 de Maio, na Casa da Botica, um protocolo de formalização do SABE (Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares). No mesmo dia, realizou-se a palestra “Bibliotecas em rede na Póvoa de Lanhoso”.
A Semana da Educação iniciou no dia 24, à noite, com o colóquio “A Escola do Futuro é já Hoje”, no Theatro Club. Prosseguiu no mesmo espaço no dia 25 de Maio, com o Encontro “A Escola e a Educação Ambiental”, que serviu ainda para fazer o balanço do Projecto “Limpar Portugal” e entregar diplomas de participação aos voluntários. A Semana da Educação permitiu ainda, no dia 27, visitas às escolas do Concelho, com destaque para a visita ao Centro Educativo do Cávado, em construção.

Impulso – Associação Empresarial da P. Lanhoso


“Braços abertos para o futuro”

"... Braços abertos para o futuro" é o lema que rege a Impulso - Associação Empresarial da Póvoa de Lanhoso, cuja apresentação decorreu no início deste ano. Potenciar negócios e contribuir para a dinamização do tecido empresarial e do desenvolvimento regional são alguns dos objectivos da Impulso. Fernando Freitas, Jaime Pereira e Luís Gonzaga são os três elementos que estiveram na base da criação da Impulso. O "Maria da Fonte" conversou com Fernando Freitas, que preside à comissão instaladora, para ficar a conhecer um pouco melhor a nova associação empresarial, assim como os projectos que estão a ser desenvolvidos.

Maria da Fonte - Quais as razões que estiveram na origem da criação da Impulso, cuja apresentação decorreu em Fevereiro deste ano?
Fernando Freitas - A necessidade de cooperação estratégica inter-empresarial concertada, a inexistência de definição de políticas e estratégias empresariais concertadas entre empresários e as instituições, a necessidade de coordenação inter-empresarial e inter-associativa, a inexistência de acções de gestão articulada de iniciativas privadas e públicas e a dificuldade e de captação e manutenção de negócios ou investimentos estruturantes para o desenvolvimento da região são, resumidamente, as razões que estiveram na base da criação da Impulso – Associação Empresarial da Póvoa de Lanhoso. Senti que a Póvoa de Lanhoso precisava de uma dinâmica diferente. Sou da Póvoa de Lanhoso, aqui tenho a minha empresa e se temos que contribuir, de alguma forma, para algum sítio será para o nosso país e como proximidade física será, obviamente, para a Póvoa de Lanhoso.
Se criássemos aqui uma associação que ajudasse na criação de uma canal comercial para as várias áreas de negócio da Póvoa de Lanhoso sairía-mos todos a ganhar, porque sairíamos fortalecidos. As associações que aqui existem são muito específicas em certas áreas, não existe aqui propriamente presença da Associação Comercial de Braga, a não ser nessas áreas de pormenor que lhes interessam, de quando em vez. Há necessidade de uma entidade, de haver um rosto, que centralize o contacto com os empresários para tentar criar energias entre eles e essas energias serem transformadas em sinergias e a partir daí fortalecer iniciativas mais sólidas com capacidade para, localmente, terem condições de dividir recursos e aumentar os lucros.
Somos uma associação de âmbito regional, sem fins lucrativos e apartidária. Contribuir para a dinamização do tecido empresarial e do desenvolvimento regional é um dos objectivos.

MF - Como tem sido a adesão dos empresários povoenses ao projecto?
FF - A adesão não tem sido má. Podemos dizer que temos cerca de 50% dos empresários já associados. Temos procurado contactar com os empresários, dando-lhes a conhecer o projecto e aquilo que queremos para a Póvoa de Lanhoso. Nesta fase, ainda funcionamos como comissão instaladora pois ainda não foram reunidas as condições para partirmos para uma direcção. Este projecto começou a ser pensado em 2005 e feito o registo em 2006. A partir daí, o projecto foi apresentado à Câmara Municipal, tendo sido dado a conhecer o plano de actividades e as necessidades financeiras. O nosso projecto foi criado no sentido de se iniciar uma entidade com rosto que iria partilhar as iniciativas de outras entidades e servir de um bom braço direito de qualquer instituição do mesmo tipo de fora do concelho. Pretendemos criar sinergias com outras associações de âmbito nacional, europeu, regional e até local. Neste momento, ainda não temos capacidade humana nem estrutura para o conseguir.
É necessário que haja, por parte dos empresários, uma boa abertura para a partilha, para a partilha da logística, de serviços e de experiências.

MF - Que actividades já foram desenvolvidas?
FF – O contacto, dentro do possível, com os empresários, tem sido bastante personalizado. Já apoiamos o tecido empresarial, na elaboração de candidaturas no âmbito da 5ª Fase do MODCOM - Sistema de incentivos a projectos de modernização do comércio, em investimentos globais de aproximadamente 220 mil euros. Por outro lado, prevê-se, no total das candidaturas, a criação de 6 novos postos de trabalho, para as empresas abrangidas. Neste momento, estamos a apoiar algumas empresas no projecto de qualificação e internacionalização. Temos, também, um projecto de apoio ao turismo mas, para isso, temos que realizar uma parceria, para a sua maior divulgação, junto da Associação de Turismo. Temos também em vista uma parceria com a Cooperativa Agrícola, de forma a criar sinergias para tentar apoiar os empresários desta área.
A Associação pode ser tudo aquilo que os empresários da Póvoa de Lanhoso quiserem. Falta uma cultura associativa no concelho. Hoje em dia, não chega o saber fazer, é preciso saber gerir. (...)

Ambiente


Pequenos e crescidos celebram

De 31 de Maio a 5 de Junho, a Póvoa de Lanhoso celebrou o ambiente, com um conjunto diversificado de actividades, que envolveram diferentes gerações.
O Centro Interpretativo do Carvalho de Calvos acolheu a maioria das actividades realizadas, que passaram por workshops (saquinhos de cheiro com plantas aromáticas e medicinais, reutilização, colocação de ninhos, sabonetes ecológicos), cultivo das hortas biológicas, caminha-da, visitas guiadas, entre outras.
Com o tema “Biodiversidade para Sustentabilidade” as actividades, promovidas pela Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, tiveram por objectivo sensibilizar a comunidade em geral para a importância da preservação da biodiversidade para o desenvolvimento equilibrado da nossa sociedade.
Uma caminhada ao longo do itinerário pedestre Maria da Fonte, desde o Castelo de Lanhoso até ao Centro Interpretativo do Carvalho de Calvos, ateliers alusivos à colocação de ninhos, medição da floresta (dendormetria) e hortas biológicas foram as actividades realizadas sexta-feira, dia 4 de Junho, no Centro Interpretativo do Carvalho de Calvos.
As actividades desenvolvidas ao longo daquele dia contaram com a presença de seis turmas da Escola EB1 JI da Póvoa de Lanhoso, num total de cerca de 150 crianças. A estes juntaram-se cerca de 60 idosos das IPSS’s do conce-lho, numa actividade que permitiu o convívio de gera-ções. Centro Social de Calvos, Serzedelo e Taíde, Comissão de Melhoramentos de Santo Emilião e Casa de Trabalho de Fontarcada foram as entidades, ligadas à idade sénior, envolvidas na iniciativa.
“Devemos tratar bem a natureza. Aprendi que não devemos deitar lixo ao chão porque polui o ambiente”, referiu Cláudio Oliveira Duarte, de 8 anos, residente na vila da Póvoa de Lanhoso, um dos participantes nas actividades. “Aprendi que as plantas também sentem quando lhes arrancamos as folhas”, alertou Ana Margarida Carvalho, de 7 anos, que gostou de aprender os significados das várias placas colocadas ao longo do percurso pedestre.
Fátima Moreira, vereadora da Acção Social, destacou a importância da preservação do ambiente e lançou o desafio aos mais novos para que conversassem com os mais velhos, uma vez que os mesmos têm uma experiência de vida enorme.
Depois da apresentação inicial, os alunos partiram paras as várias actividades da tarde. Para a colocação de ninhos, os mais pequenos procuraram árvores com muitas folhas e com sombra. Com a ajuda dos mais velhos, as crianças colocaram três ninhos nas árvores do Centro Interpretativo. (...)