Cadáver encontrado
é de homem de Guimarães
O cadáver, em adiantado estado de decomposição, encontrado na manhã de quinta-feira, dia 26 de Agosto, na zona do Monte do Pilar, é de um homem de 41 anos, residente em S. Torcato, no concelho de Guimarães.
José Manuel Cardoso da Silva, que vivia com os seus pais, tinha sido dado como desaparecido no dia 1 de Junho e o seu corpo foi encontrado por uns trabalhadores que se procediam à recolha de cortiça.
O cheiro nauseabundo alertou os trabalhadores que se encontravam naquele local. Depois de procurar a origem daquele cheiro, os trabalha-dores depararam-se, pelas 8 horas daquele dia, com um corpo em avançado estado de decomposição.
O alerta foi dado às autoridades e no local compareceram militares do posto da GNR da Póvoa de Lanhoso, a delegada de saúde e elementos do Departamento de Investigação Criminal de Braga da PJ.
No local, e dadas as roupas que envergava, apenas foi possível adiantar que se tratava do corpo de um homem. Posteriormente, o pai de José Manuel Silva deslocou-se ao Gabinete Médico-Legal de Braga e reconheceu as sapatilhas como sendo do seu filho.
Os exames de ADN confirmaram as suspeitas iniciais de que o cadáver se tratava de José Manuel Cardoso da Silva.
A remoção do corpo, que se encontrava num terreno privado e de difícil acesso, com o acesso a só poder ser feito a pé, foi realizada pelos Bombeiros Voluntários da Póvoa de Lanhoso.
Desconhece-se há quanto tempo o corpo estaria naquele local, assim como as causas da morte que só a autópsia irá desvendar...

Emigrantes recolhem fundos
para aquisição de cadeira de rodas
Dois mil euros foi o valor recolhido por um grupo de povoenses, que integram uma associação em França, para ajudar na aquisição de uma cadeira de rodas para uma criança com paralisia cerebral, residente na vila da Póvoa de Lanhoso.
Com 14 anos, Nuno Alexandre Gonçalves, que frequenta a Escola EB 2,3 de Taíde, necessita de uma cadeira de verticalização, cujo custo ascende a cerca de 5500 euros.
O valor entregue pelos povoenses, no dia 27 de Agosto, resultou de uma recolha realizada por ocasião de uma festa em honra de Nossa Senhora de Fátima, realizada no mês de Maio.
Tendo tomado conhecimento do caso do Nuno Alexandre, os povoenses deitaram mãos à obra para angariar verbas para ajudar a custear a cadeira de rodas.
Este não é o primeiro gesto de solidariedade da associação da qual fazem parte estes povoenses...
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Friande

Centros de convívio
em confraternização
Cerca de setenta idosos participaram, na tarde de sexta-feira, dia 3 de Setembro, no primeiro encontro dos centros de convívio do concelho da Póvoa de Lanhoso, numa iniciativa que teve lugar no Centro de Convívio de Friande, localizado no antigo edifício da escola primária da freguesia. Naquele que se espera o primeiro de vários encontros, os utentes dos centros de convívio de Friande, Esperança e Vilela passaram uma tarde de alegre convívio, que contou com lanche e animação ao som das concertinas.
Destacando o empenho da Câmara Municipal e das Juntas de Freguesia de Friande, Vilela e Esperança, Fátima Moreira, vereadora do Pelouro da Saúde da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, mostrou-se satisfeita com a grande participação dos utentes.
“Que vejam nestes espaços, um espaço de convívio, alegria e confraternização e que vejam nos centros de convívio a vossa segunda casa”, disse a edil, desafiando os utentes a apresentar propostas de actividades que gostariam de realizar nos centros de convívio.
“É um balanço muito positivo. Tem sido um processo faseado e, até ao momento, já abrimos três centros de convívio. Pela experiência que temos até ao momento, verificamos que é um projecto ao qual temos que dar continuidade e é um projecto muito esperado nas freguesias, sobretudo nas freguesias um pouco mais afastadas da vila e em que as pessoas estão, de alguma forma, isoladas e com mais idade”, frisou a vereadora Fátima Moreira...
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Taíde atraiu milhares

Devotos veneraram
Nossa Senhora do Porto d’Ave
Mais uma vez a tradição cumpriu-se. Milhares de pessoas passaram, nos últimos dias, pela freguesia de Taíde, no concelho da Póvoa de Lanhoso, para acompanhar a tradicional romaria em honra de Nossa Senhora do Porto d’Ave, que teve lugar de 28 de Agosto a 5 de Setembro.
A majestosa procissão, na tarde de domingo, dia 5, foi um dos momentos altos das festividades em honra daquela santa. Debaixo de um intenso calor, os fiéis foram-se concentrando ao longo das várias ruas para acompanhar a passagem dos dez andores e das dezenas de figuras alegóricas, que deram um brilhantismo maior ao acto. A par destes, na imponente procissão, organizada pelos escuteiros de Taíde, estiveram representadas várias instituições da freguesia, nomeadamente o Rancho Folclórico de Porto d’Ave, Grupo Desportivo de Porto d’Ave, Grupo Coral de Porto d’Ave, assim como a Real Confraria de Nossa Senhora do Porto d’Ave e as entidades civis e religiosas.
E dado que a Romaria de Nossa Senhora do Porto d’Ave é conhecida como a “romaria dos bifes e dos melões”, estas duas iguarias marcaram presença no recinto das festas. Com um preço entre 4 e 5 euros por quilo, os melões são os reis da festa, apesar deste ano os vendedores marcarem presença em menor número. “Há menos vendedores porque também há menos compradores”, explicou um dos responsáveis da Aires Aguiar Mesquita, de Famalicão. Dando nota de que o preço de venda se vai mantendo inalterado ao longo dos últimos anos, aquele responsável apontou a qualidade dos melões como a receita para o sucesso das vendas...
FACE MODEL OF THE YEAR 2010 TERMINOU DOMINGO

Joana Cruz é a modelo do ano
Para além da medicina, Joana Cruz tinha o sonho de ser modelo profissional. No passado domingo, o sonho desta povoense, de 15 anos, concretizou-se, tendo sido a vencedora, na classe feminina, do concurso “Face Model of the Year 2010”. Nos homens, a escolha do trio de jurados recaiu em Diogo Abreu, de 16 anos. Ambos os jovens serão as novas caras da Face Models, de Fátima Lopes.
De entre os milhares de concorrentes, cujo sonho era singrar no mundo da moda, a jovem de Esperança cativou, desde o primeiro momento, os jurados e integrou a lista dos doze concorrentes com os quais o programa iniciou, cuja transmissão teve lugar na SIC. Tal como Joana Cruz, também a estilista Fátima Lopes realizou o sonho ao ver o “Face Model of the Year” em formato de concurso.
“À procura do sonho” era o tema do concurso. Semana a semana, de programa em programa, Joana Cruz foi ultrapassando os desafios e integrou o grupo de finalistas, 6 rapazes e 6 raparigas, que participou na gala final, realizada em Tróia e transmitida em directo pela SIC no passado domingo.
Desfile de biquini, roupa casual e fato de noite foram as etapas da gala final. De etapa em etapa, Joana Cruz integrou o lote dos 6 finalistas, três rapazes e três raparigas. Ao longo da gala final, e após cada uma das provas, a jovem da Póvoa de Lanhoso recebeu rasgados elogios.“A Joana é a elegância em passerelle. Tem altura, corpo e atitude”, disse Fátima Lopes, após o desfile em biquini. A par da estilista, também Susana Marques Pinto, da Elle, elogiou Joana Cruz.Desde o primeiro momento que nos cativou. Tem as medidas certas e uma carreira de modelo pela frente”, disse.
“É a elegância. Tem a capacidade de me encantar sempre que entra na passerelle”, referiu ainda Fátima Lopes, após o desfile em roupa casual.
Findo o desfile em traje de noite foi conhecida a decisão final: Joana Cruz e Diogo Abreu foram os vencedores do “Face Model of The Year 2010”.“Senti muita felicidade. Pensava que era um sonho”, disse Joana Cruz ao “Correio do Minho”, dando conta dos instantes que se seguiram ao anúncio dos vencedores...
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S. Gens de Calvos
Arbustos empurram
peões para a estrada
Em muitas das estradas do concelho, as ervas existentes nas suas bermas obrigam os peões a circular na estrada, ficando mais expostos ao perigo de serem atropelados pelos veículos que por ali circulam. Em Calvos, na estrada municipal, próximo corte de acesso ao Hotel Rural Maria da Fonte, as ervas e arbustos obrigam quem por ali passa a circular em plena faixa de rodagem. Tal situação só ainda não causou acidentes pois os referidos arbustos encontram-se numa zona de recta, em que facilmente os automobilistas se apercebem dos peões na estrada. A quem de direito, aqui fica o alerta para que procedam à limpeza do local.
peões para a estrada
Em muitas das estradas do concelho, as ervas existentes nas suas bermas obrigam os peões a circular na estrada, ficando mais expostos ao perigo de serem atropelados pelos veículos que por ali circulam. Em Calvos, na estrada municipal, próximo corte de acesso ao Hotel Rural Maria da Fonte, as ervas e arbustos obrigam quem por ali passa a circular em plena faixa de rodagem. Tal situação só ainda não causou acidentes pois os referidos arbustos encontram-se numa zona de recta, em que facilmente os automobilistas se apercebem dos peões na estrada. A quem de direito, aqui fica o alerta para que procedam à limpeza do local.
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Gratidão do povo de Covelas

Padre António Couto homenageado
pelos 50 anos na paróquia
Foi no dia 6 de Setembro de 1960 que o Padre António Couto assumiu os destinos da paróquia de Covelas. Uma vez que este ano se comemoram 50 anos da sua vinda para a freguesia, a população de Covelas uniu-se para prestar uma homenagem ao sacerdote, numa cerimónia que teve lugar sábado, dia 4 de Setembro.
Os elementos da comissão organizadora deitaram mãos à obra e prestaram uma sentida homenagem ao homem que comanda os destinos espirituais de Covelas já lá vão 50 anos.
O programa integrou o descerramento de uma placa comemorativa, junto ao salão paroquial, ao qual se seguiu a Eucaristia e um lanche-convívio.
Por ocasião do descerramento da placa comemorativa dos 50 anos ao serviço de Covelas, Jaime Oliveira, presidente da Junta de Freguesia, destacou a homenagem merecida e a boa colaboração entre a paróquia e a Junta de Freguesia.“Graças ao seu esforço foi possível edificar este salão-igreja...
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BTT: Porto d’Ave prepara
5.º Passeio Rota dos Bifes
No dia 19 de Setembro, numa organização do BTT Porto d’Ave, tem lugar o 5.º Passeio Rota dos Bifes, naquele que já é considerado um mítico e consagrado passeio de BTT.
“Fruto da experiência adquirida nas edições anteriores, e esperando sempre melhorar o nosso desempenho e atitude organizativa, este ano queremos oferecer novas razões e motivos para participarem, por isso, irão rolar por novos trilhos e apreciar novas vistas”, refere a organização.
Com uma extensão de aproximadamente 40 Km, o passeio tem um grau de dificuldade física e técnica considerada média. “Participar nesta prova de BTT é, ainda, querer sentir de perto o pulsar da natureza e a força da adrenalina a correr-nos nas veias”.
5.º Passeio Rota dos Bifes
No dia 19 de Setembro, numa organização do BTT Porto d’Ave, tem lugar o 5.º Passeio Rota dos Bifes, naquele que já é considerado um mítico e consagrado passeio de BTT.
“Fruto da experiência adquirida nas edições anteriores, e esperando sempre melhorar o nosso desempenho e atitude organizativa, este ano queremos oferecer novas razões e motivos para participarem, por isso, irão rolar por novos trilhos e apreciar novas vistas”, refere a organização.
Com uma extensão de aproximadamente 40 Km, o passeio tem um grau de dificuldade física e técnica considerada média. “Participar nesta prova de BTT é, ainda, querer sentir de perto o pulsar da natureza e a força da adrenalina a correr-nos nas veias”.
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Cem anos de República (16)
A fantástica herança
da rainha D. Maria II
Prometemos na crónica anterior lembrar hoje os momentos principais da herança da rainha D. Maria II, num impulso regenerador que acelerou os ideais liberais e deu a machadada fatal no absolutismo miguelista enraizado nos espaços rurais minhotos, gerando os conflitos da Maria da Fonte e da Patuleia. É um dos poucos momentos de ouro da História de Portugal no século XIX, cuja primeira metade é consumida em guerras (invasões francesas e revoltas populares regionais) e perda do Brasil, além de uma factura pesada a pagar aos ingleses.
Antes da sua morte, D. Maria II deixou uma bela herança aos portugueses ao promulgar o Acto adicional de 1852 que regula a escolha dos deputados da Nação por eleição directa, generaliza o acesso ao voto pelos portugueses, acima dos 21 anos, e exclui apenas os criados de servir, os criminosos, os condenados e os contumazes. Todavia, a maior conquista foi a abolição da pena de morte para os crimes políticos e era dado um primeiro passo para a fiscalização de dinheiros públicos e administração do Ultramar. Este movimento da Regeneração conseguiu, de uma penada legal, unir a lata, média e pequena burguesia, que se assim se consolida no poder por cerca de meio século. Foi a revolução dos Códigos (Civil, Penal, Fiscal, Comercial e Administrativo, com o fim dos “morgados”, por exemplo) que constituem a espinha dorsal dos actuais.
Consulte-se a história de qualquer povo – citamos o bracarense Ménici Malheiro – “e lá veremos sempre os esfarrapados, arvorando a bandeira vermelha das suas reivindicações contra a tirania dos poderosos. São eles que tudo constroem e nada possuem e em todos os movimentos libertadores ocupam a parte mais perigosa da barricada”. Mais uma vez, Portugal não saía da cepa torta e a mesma classe ia impor-se ao povo até 1910… ou até agora?
Oliveira Marques, na sua História de Portugal, Vol. II, pp. 67 e 103, assegura que o Acto adicional uniu cartistas e setembristas; a expansão industrial, financeira e comercial sossegava os interesses de industriais, banqueiros, comerciantes e proprietários. O resultado, escreve, foi que “até ao surto do Partido Republicano não houve, em Portugal, oposição efectiva às instituições, às formas de governar e às políticas ou estruturas económicas e sociais”. Esta “firme manutenção do poder por uma burguesia unificada iria durar meio século e impedir quaisquer veleidades de rebelião por parte das classes inferiores” como as dos “patas ao léu” ou da Maria da Fonte (1846 e 1847). Passaram três reinados (D. Pedro V, D. Luís e D. Manuel II)e Mouzinho da Silveira dispôs das condições ideais para lançar as bases do Portugal liberal, seguindo de perto o modelo francês na organização administrativa do território. O país foi dividido em distritos, que englobavam um certo número de concelhos, e estes eram constituídos por paróquias. Em cada distrito há um representante do governo nomeado pelo Rei. Os concelhos elegiam uma Junta administrativa.
da rainha D. Maria II
Prometemos na crónica anterior lembrar hoje os momentos principais da herança da rainha D. Maria II, num impulso regenerador que acelerou os ideais liberais e deu a machadada fatal no absolutismo miguelista enraizado nos espaços rurais minhotos, gerando os conflitos da Maria da Fonte e da Patuleia. É um dos poucos momentos de ouro da História de Portugal no século XIX, cuja primeira metade é consumida em guerras (invasões francesas e revoltas populares regionais) e perda do Brasil, além de uma factura pesada a pagar aos ingleses.
Antes da sua morte, D. Maria II deixou uma bela herança aos portugueses ao promulgar o Acto adicional de 1852 que regula a escolha dos deputados da Nação por eleição directa, generaliza o acesso ao voto pelos portugueses, acima dos 21 anos, e exclui apenas os criados de servir, os criminosos, os condenados e os contumazes. Todavia, a maior conquista foi a abolição da pena de morte para os crimes políticos e era dado um primeiro passo para a fiscalização de dinheiros públicos e administração do Ultramar. Este movimento da Regeneração conseguiu, de uma penada legal, unir a lata, média e pequena burguesia, que se assim se consolida no poder por cerca de meio século. Foi a revolução dos Códigos (Civil, Penal, Fiscal, Comercial e Administrativo, com o fim dos “morgados”, por exemplo) que constituem a espinha dorsal dos actuais.
Consulte-se a história de qualquer povo – citamos o bracarense Ménici Malheiro – “e lá veremos sempre os esfarrapados, arvorando a bandeira vermelha das suas reivindicações contra a tirania dos poderosos. São eles que tudo constroem e nada possuem e em todos os movimentos libertadores ocupam a parte mais perigosa da barricada”. Mais uma vez, Portugal não saía da cepa torta e a mesma classe ia impor-se ao povo até 1910… ou até agora?
Oliveira Marques, na sua História de Portugal, Vol. II, pp. 67 e 103, assegura que o Acto adicional uniu cartistas e setembristas; a expansão industrial, financeira e comercial sossegava os interesses de industriais, banqueiros, comerciantes e proprietários. O resultado, escreve, foi que “até ao surto do Partido Republicano não houve, em Portugal, oposição efectiva às instituições, às formas de governar e às políticas ou estruturas económicas e sociais”. Esta “firme manutenção do poder por uma burguesia unificada iria durar meio século e impedir quaisquer veleidades de rebelião por parte das classes inferiores” como as dos “patas ao léu” ou da Maria da Fonte (1846 e 1847). Passaram três reinados (D. Pedro V, D. Luís e D. Manuel II)e Mouzinho da Silveira dispôs das condições ideais para lançar as bases do Portugal liberal, seguindo de perto o modelo francês na organização administrativa do território. O país foi dividido em distritos, que englobavam um certo número de concelhos, e estes eram constituídos por paróquias. Em cada distrito há um representante do governo nomeado pelo Rei. Os concelhos elegiam uma Junta administrativa.
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