Fontarcada


Santo António venerado

A capela de Santo António, em Arrifana, na freguesia de Fontarcada, acolheu, nos dias 13,18 e 19 de Junho, as festividades em honra daquele santo.
A procissão, na tarde de domingo, dia 19, foi um dos momentos mais significativos dos festejos, num acto abrilhantado pela Fanfarra dos Escuteiros daquela freguesia. Aos andores, juntou-se o povo da freguesia, num momento de fé e devoção a Santo António.
No final daquele acto religioso, o padre Fernando Eurico agradeceu a todos quantos participaram na procissão, bem como o brio, o trabalho e o sacrifício da comissão de festas. Aproveitando a presença de Manuel Baptista, presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, o pároco de Fontarcada agradeceu o apoio dado pela Câmara Municipal nas obras de restauro da capela de Santo António, assim como em outras intervenções realizadas naquela paróquia. Aproveitando o momento, o padre Fernando Eurico alertou os presentes para a necessidade de colocarem novas portas e um novo chão na Igreja de Fontarcada.
Na última bênção, o sacerdote alertou que “há tempo para tudo: há tempo para descansar, para o desporto, para o trabalho e também para a oração”.
Findo a procissão, seguiu-se o bazar de ofertas e a actuação do Rancho Folclórico Maria da Fonte, de Fontarcada.
Tal como noutras festividades, os vendedores de doces marcaram presença com as suas bancas, onde não faltaram os doces da romaria e os charutos.

D. Jorge Ortiga crismou mais de 2OO jovens


Jovens renovam a sua fé

A Póvoa de Lanhoso recebeu, no dia 26 de Junho, D. Jorge Ortiga, Arcebispo Primaz de Braga, para administrar o Sacramento da Confirmação – o Crisma - a mais de 200 adolescentes e jovens do concelho.
O Salão Paroquial da Póvoa de Lanhoso foi o local escolhido para a cerimónia e tornou-se pequeno para acolher as centenas de pessoas que marcaram presença naquele acto, num momento em que os 204 adolescentes e jovens receberam o Sacramento da Confirmação e renovaram a sua fé. “Que vivam a cerimónia com muito entusiasmo e alegria de entregar a vida a Cristo e à Igreja”, pediu D. Jorge Ortiga, no início da cerimónia.
“Cada um de vós, assim o espero e acredito, efectuou uma caminhada de catequese durante dez anos. Tendo feito esta caminhada, o dia de hoje não é, de maneira nenhuma, como quem encerra um percurso, uma festa de conclusão de curso. É algo totalmente diferente.
Foram dez anos de catequese e, com toda a certeza, vós aprendeste muitas coisas e aprendeste muitas coisas em relação a Jesus e em relação à Igreja e por isso vos encontrais aqui, hoje, de modo consciente, responsável e particularmente livre”, disse o Arcebispo Primaz de Braga, aos crismandos.
Dirigindo-se aos jovens, D. Jorge Ortiga alertou que se trata de uma escolha para a vida toda e não apenas para aquela celebração e para aquele momento. “Ser Cristão hoje é difícil e exigente”, declarou o Arcebispo Primaz de Braga revelando que “cada um de nós deve amor a Cristo com todo o seu coração”.
“O Cristão é aquele que sente e experimenta, que acolhe o amor de Deus e que depois procura pagar esse amor de Deus com o mesmo amor”, explicou D. Jorge Ortiga pedindo aos presentes que “a vossa vida toda seja uma vida de amor a Deus”.
Na sua intervenção, D. Jorge Ortiga pediu que o amor a Cristo passa pelo dever e compromisso de frequentar a Igreja, não tendo medo nem vergonha de frequentar a Igreja. Para além de apelar aos jovens para que frequentem a Igreja, D. Jorge Ortiga alertou para o facto de que “não basta frequentar a Igreja para ser amigo de Jesus Cristo”.
“A amizade a Cristo mostra-se na vida do dia-a-dia, nos comportamentos, nas atitudes, nos pensamentos e, particularmente, nas opções”, referiu, chamando a atenção para que “é preciso não ter vergonha de frequentar a Igreja e não ter vergonha de ter comportamentos ao jeito do próprio Jesus Cristo”.
Referindo que o Cristão não deve ser apenas um consumidor mas que deve dar também o seu contributo para que a Igreja seja o que tem de ser, o Arcebispo Primaz de Braga deixou três desafios aos jovens crismandos: frequentar a igreja; ter comportamentos de cristão e empenhar-se na Igreja, trabalhando na Igreja e na paróquia, como um membro vivo e responsável da comunidade paroquial. “O importante do Crisma está para começar. O importante dos 10 anos de catequese está para acontecer. Está nas vossas mãos e que o dia de hoje seja para cada um de vós um dia de alegre compromisso com Cristo e com a Igreja”, disse.
Depois da mensagem deixada pelo Arcebispo Primaz de Braga, os jovens crismandos renovaram o seu compromisso de fé, renovando as palavras do Baptismo. Depois, acompanhados dos seus padrinhos, os jovens crismandos receberam o sacramento da Confirmação.

EB1 São Gens de Calvos

Primeiros e últimos na escola

A Junta de Freguesia de S. Gens de Calvos promoveu, no dia 25 de Junho, o encontro entre os primeiros e os últimos alunos da escola do primeiro ciclo da freguesia. A Escola EB 1 de S. Gens de Calvos é uma das escolas que fecha as suas portas no próximo ano lectivo. A partir daqui, as crianças passam a frequentar a Escola EB 1 da Póvoa de Lanhoso. Durante 38 anos, a Escola Primária, como assim era conhecida no passado, recebeu as crianças daquela freguesia, que ali aprenderam as primeiras letras e receberam os conhecimentos nas várias matérias. Volvidos 38 anos, os pequenos, agora adultos, regressaram aos bancos da escola para participar na cerimónia promovida pela Junta.
“Esta cerimónia tem um pouco de nostalgia porque há pessoas que entendem que isto não se devia fazer porque ninguém faz homenagem a coisas que se tiram”, esclareceu João António Vieira, secretário da Junta de Freguesia. Na sua intervenção, aquele responsável esclareceu que o objectivo da iniciativa foi o de reunir os primeiros e os últimos alunos daquela escola. “Foi difícil fazer essa recolha. Possivelmente haverá muita gente que não foi convidada, não por má vontade, mas por impossibilidade de contacto e até desconhecimento se estariam aqui ou não no ano lectivo de 72/73”, esclareceu o secretário da Junta de Freguesia. “É esse o motivo da homenagem: juntar aqui duas gerações de alunos que frequentaram esta escola, que a viram crescer e que a vão ver fechar”, disse João Vieira.
“O encerramento de uma escola deixa sempre algumas tristezas pois nós somos, por tradição, saudosistas. Temos que nos adaptar aos tempos pois se não nos adaptássemos aos tempos, as escolas eram hoje para os homens e para os rapazes e as mulheres e meninas não teriam acesso à escola”, relembrou, adiantando que “a evolução dos tempos exige que se façam mudanças”.
“Esta mudança de escola foi muito pacífica relativamente a outras freguesias. Estive a ler as actas e conclui que a construção desta escola foi mais complicada que o seu fecho”, disse João Vieira, revelando que “a escola teve a sua função educadora durante 38 anos, educou muita gente e cumpriu a sua função.
Aos presentes, os primeiros e os últimos alunos a passar pela escola primária, a Junta entregou um certificado. O momento de reunião dos primeiros e últimos alunos coincidiu com o momento de encerramento da catequese, pelo que se seguiu, na capela da Santa Marta, a Eucaristia de encerramento do ano catequético, num acto celebrado pelo padre Fernando Eurico. Finda a Eucaristia, os presentes deslocaram-se para a Carvalha de Calvos, onde aí decorreu o almoço-convívio.

Adro da Igreja recebeu objectos


São João de Rei em festa

A missa e a procissão, na tarde de sexta-feira, dia 24 de Junho, foi o momento alto das festas em honra de S. João Baptista, realizadas na freguesia de S. João de Rei, de 22 a 26 de Junho. A procissão de velas, a actuação do grupo “Akisom”, do conjunto “Cantares da Nossa Aldeia”, dos “Inesquecíveis de Requeixo” e do Rancho Folclórico da P. Lanhoso foram outros dos momentos que integraram o cartaz das festas em honra de S. João. Num dia de sol e de imenso calor, os populares foram-se concentrando no adro da Igreja para participar nos momentos religiosos das festas, com a fanfarra dos escuteiros da freguesia a fazer a sua entrada no recinto pelas 16h20.
Num missa celebrada pelo padre Marco Gil e com o sermão a ficar a cargo do padre Fernando Senra, a população marcou presença em grande número para assistir à eucaristia.
Dando a conhecer a figura de S. João Baptista, o padre Fernando Senra revelou que este foi o último profeta do Antigo Testamento e que o seu nascimento foi motivo de alegria. Revelando que a missão de qual cristão é preparar o caminho do Senhor.
“Deus precisa do nosso olhar, das nossas mãos e do nosso coração. Deus não pode fazer o bem a não ser através de nós”, disse o sacerdote, alertando que é preciso que Cristo tome conta do nosso viver. Depois, seguiu-se a procissão, na qual marcaram pre-sença vários andores e os devotos de S. João, pelas principais artérias da freguesia. É usual ver-se, em algumas freguesias do concelho e não só, por ocasião do S. Pedro, o adro da igreja repleto de vasos, artefactos agrícolas e outros objectos.
Em S. João de Rei, a tradição marca presença pelo S. João. No adro, podiam-se avistar vasos com flores, uma casota e alguns objectos ligados à actividade agrícola, nomeadamente uma carrinha de um tractor e um fardo de feno.

Torneio de Futebol Nocturno


Mais de 200 atletas...

O Parque do Pontido, acolheu, de 13 a 17 de Junho, o Torneio Nocturno de Futebol de 5, organizado pelo Espaço Jovem, numa actividade que envolveu cerca de 213 atletas, distribuídos por 12 equipas. “Esta foi a terceira edição da iniciativa da Câmara Municipal, depois do sucesso alcançado e do entusiasmo suscitado nos anos anteriores. Em 2011, aceitaram o desafio as seguintes formações: Um, Dois, Três; Futebol Club Póvoa; Moura, Moura e Moura, Lda.; FC Imparáveis; New Team; Bolas e Golinhos; Escola Gonçalo Sampaio; Galegos; Louredo; Vilela; Porto D`Ave; e Fintas”, revela a autarquia em nota de imprensa.
Os participantes, de ambos os sexos, tinham idades compreendidas entre os 6 e os 15 anos e foram distribuídos por escalões. Todos os jogadores receberam medalhas, que foram entregues pela vice-presidente e vereadora do Desporto da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Gabriela Fonseca, e pelo Vereador Armando Fernandes.
Em termos de classificações, no escalão E, em primeiro lugar, ficou a equipa Um, Dois, Três; em segundo lugar, a Bolas e Golinhos; e, em terceiro lugar, a New Team. No Escalão D, ficou classificado em primeiro lugar o Porto D`Ave (B), em segundo lugar o Fintas (A) e, em terceiro lugar, o Porto D’Ave (A). Quanto ao Escalão C, o pódio ficou constituído por Fintas (C), no primeiro lugar, Porto D’Ave (B), no segundo lugar), e Fintas (A), no terceiro lugar. No que se refere ao Escalão B, o Fintas (A) ficou em primeiro lugar, o Fintas (B) ficou em segundo lugar e o Louredo ficou em terceiro lugar. Quanto ao Escalão A, não houve classificações, pois o objectivo foi mesmo a participação, estando apenas inscritos, para este nível, atletas do Fintas. Esta foi mais uma iniciativa da Câmara promovida com o objectivo de despertar nos mais jovens o gosto pela prática de desporto e de permitir a saudável competição e convívio entre todos.

José Gaspar, do SC Maria da Fonte/Bikespace

“Sempre tive bichinho da bicicleta”

A Taça de Portugal de Cross Country Olímpico (XCO), na classe juniores, veio para a Póvoa de Lanhoso no dia 19 de Julho. José Gaspar, do SC Maria da Fonte/Bikespace venceu o troféu, triunfando na quinta e última prova e ascendendo ao topo da classificação geral individual.
Depois desta conquista, o objectivo passa pela vitória no campeonato nacional, que se realiza no dia 17 de Julho, em Moreira de Cónegos. O actual campeão nacional espera revalidar o título. José Miguel da Costa Gaspar, tem 18 anos, reside na freguesia de Lanhoso e integra a equipa de ciclismo do S. C. Maria da Fonte/Bikespice. Julien Absalon, atleta francês, bi-campeão olímpico e Nino Shurter, atleta suíço, são os ídolos do jovem povoense.

Como surgiu a ida para a equipa de ciclismo do Maria da Fonte?
José Gaspar - Estou na equipa há cerca de três anos, desde o seu início, apesar da apresentação formal da equipa apenas ter sido feita no ano passado, num momento em que os resultados começaram a aparecer. O primeiro ano foi um ano de habituamento e não podíamos fazer milagres. Foi um ano de trabalho para chegar à próxima época, o ano passado, mais fortes. No ano passado, representei a selecção nacional por duas ocasiões, consegui um quarto lugar na Taça de Portugal, fui campeão nacional, fui campeão regional do Porto e vice-campeão regional do Minho. Este ano trabalhamos com outros objectivos visto eu ser campeão nacional, na categoria júnior. O meu objectivo para esta época era vencer a Taça de Portugal, feito esse que consegui no passado domingo, em Loulé, no Algarve. A Taça de Portugal é constituída por um total de cinco provas: a primeira em Torres Vedras, a segunda cá na P. Lanhoso, no Diverlanhoso, a terceira em Vila do Conde, a quarta prova em Seia e, esta última, em Loulé. No domingo, venci a corrida e no final houve a entrega de prémios aos líderes da taça. Consegui, também ,o primeiro lugar no ranking da Taça de Portugal. No dia 17 de Julho vou disputar o campeonato nacional, em Moreira de Cónegos. Se vencer sagro-me bi-campeão nacional. O objectivo passa, agora, pela revalidação do título.

MF - Como é que foste parar ao ciclismo e à modalidade de Cross Country?
JG - Sempre gostei de andar de bicicleta. Anteriormente, morei em Vilela e tinha os meus saltinhos lá perto de casa. Andava com os meus amigos a mandar saltos de bicicleta. Um dia, fui num passeio com o grupo do BTT Maria da Fonte onde estava também o Marino Fonseca, que é agora o meu treinador. Viu as minhas capacidades e falou-me na possibilidade de entrar na equipa do Maria da Fonte, que estava a iniciar. Disse-me as condições e eu, como sempre tive o bichinho da bicicleta, entrei. Não sabia o que era eu. Sempre gostei mais de descer, de downhill e não sabia o que era o cross country. O cross country é uma circuito com 5 ou 6 quilómetros, em que damos umas cinco ou seis voltas sempre ao traçado, com subidas e descidas, e sempre a dar o máximo. Na primeira corrida, vi que o cross country não era bem aquilo que eu imaginava. Na primeira prova fui dobrado pelos primeiros classificados. Ainda não estava preparado.
Depois, fui vendo como é que eles treinavam, o meu treinador foi-me sempre acompanhando, a dizer como devia treinar, a alimentação que devia fazer e os cuidados a ter para levar uma época regular para depois chegar no próximo ano e fazer uma boa época.

MF - Que cuidados tens?
JG - Não comer alimentos ricos em gordura, nada de batatas frita, nem francesinhas. Opto por comidas ricas em hidratos de carbono, sais minerais e comidas leves que dão proteínas ao corpo. Nada de bebidas alcoólicas nem noitadas. É preciso muito descanso.

MF - É fácil, atendendo à tua idade, seguir todas essas indicações?
JG - Não é fácil ver os amigos saírem à noite e nós ficarmos mas os resultados falam mais alto e tenho uma camisola a defender. Sei aquilo que tenho que fazer e tenho patrocinadores que estão a apostar em mim e na equipa e a darem-nos os apoios para fazermos um bom resultado. Seria mau não conseguirmos mostrar o nosso valor.

MF - Como tem sido a reacção da tua família?
JG - A família fica contente com os meus resultados e apoia-me. Quando é altura das corridas a minha mãe prepara a comida indicada para mim. Não sou muito de me deixar ir, sei-me controlar sei o que devo ou não beber, sei o que devo ou não fazer.

MF - Para além de toda a orientação do teu treinador o que mais costuma fazer?
JG - Costumo ver vídeos de provas e dá para ter uma ideia daquilo que os profissionais fazer. Tento ver para depois aplicar em prova. Também pratico ginásio na pré-época, além dos treinos diários durante a época.

MF - Como te sentiste ao vencer a Taça de Portugal?
JG - Senti-me muito feliz. Estava em primeiro lugar na Taça de Portugal, a dez pontos do segundo classificado. Na quarta prova, em Seia, tive um problema com a bicicleta, o que me fez estar muito tempo parado a arranjá-la e quando voltei a entrar em pista já estava sozinho e terminei na 10.ª posição. No final dessa prova, passei para 2.º classficado e o que estava em 2.º passou para a liderança. Fiquei a 12 pontos do líder. No passado sábado, nos treinos, o atleta que estava em 1.º lugar, o Gonçalo Amado, teve o azar de cair nos treinos, levou dois pontos no joelho e não pôde realizar a corrida. Claro que azares todos temos e se ele não tivesse caído ia ser uma corrida mais disputada porque estávamos próximos um do outro. Na prova anterior fui eu que tive azar.
Na Taça de Portugal foram cinco provas mas no campeonato nacional é só uma prova. Podemos ter sorte ou azar. Se tivermos o azar de furar, vai tudo por água abaixo.

MF - Como é a vossa época desportiva?
JG - A época começa em Março e termina em Outubro. Nesse espaço, tenho provas do Campeonato Regional do Minho, do Campeonato Regional do Porto e tenho a Taça de Portugal. Por vezes, faço uma ou outra prova na modalidade estrada mas só como preparação, nada com grandes objectivos porque não é a minha modalidade. Tenho, também, outras provas quando sou convocado para a selecção nacional. Durante essas provas, é preciso dosear o esforço pois são vários meses de competição. Ao treinar todos os dias, o corpo chega a uma altura em que começa a ficar cansado e podemos deitar por terra os objectivos para aquela época. É preciso gerir o esforço para as provas mais importantes, que são a Taça de Portugal, as provas nacionais e as da selecção. Quanto às provas regionais, tenho sempre o objectivo de ganhar. Quando estou em competição o meu objectivo é sempre o de vencer mas sei que se não vencer ninguém me vai dizer nada pois não tenho aquela prova como objectivo. O meu objectivo nas provas regionais é o de fazer a preparação para depois chegar à Taça de Portugal e saber que me estou a sentir bem e que tenho tudo para que as provas corram bem. Claro que, isso às vezes não acontece pois temos a infelicidade de furar ou cair ou ter problemas com a bicicleta. Às vezes, as coisas não correm como nós queremos.

Marinho Fonseca – treinador


“Mais jovens preferem o futebol”

Como está a correr a época?
Praticamente, só temos o Miguel a cumprir os objectivos que tínhamos para esta época pois os outros atletas são de longe e não os consigo acompanhar, não vejo o que eles treinam. O único que treina cá e cujos treinos eu acompanho e preparo é o Miguel. Temos falado mas não temos mais jovens do concelho que queiram integrar a equipa de ciclismo. Os mais jovens preferem o futebol. Estamos de braços abertos a todos quantos queiram juntar-se à equipa de ciclismo do Maria da Fonte.
Este ano, a Specialized, representada, em Braga, pela Bikespace, patrocinou-nos. Já foi muito bom pois não dispusemos do valor das bicicletas. Casa bicicleta em quem eles andam custa uma média de 3 mil euros. Cada ciclismo fica, em média, por 5 mil euros por época, sem contar com as deslocações e arranjos. Temos o apoio do Maria da Fonte mas chegamos a um ponto em que eles também não podem pois têm poucos patrocínios. Poderemos chegar a um ponto em que poderemos ter que abandonar a modalidade. Não por falta de resultados mas por falta de patrocínios porque não vivemos só com a boa-vontade. Nesta última prova arranjamos uma vivenda para eles ficarem e eles próprios cozinharam. É preciso que se diga isto. Eram para ir seis atletas mas, por falta de verbas, só foram três. Mesmo assim, temos cá na Póvoa de Lanhoso um vencedor da Taça de Portugal. Estiveram presentes equipas com todas as condições, possíveis e impossíveis, e ficaram-se por segundos e terceiros lugares.

Como é trabalhar com o Miguel?
Trabalhar com o Miguel não é difícil pois ouve tudo o que eu lhe digo e acarreta todas as responsabilidades que eu lhe dou. É fácil trabalhar com ele pois já traz uma boa educação de casa. Claro que, há muitos miúdos da idade dele com os quais é difícil trabalhar. O Miguel já venceu, esta época, o Regional do Porto, anda na frente no Regional do Minho, ganhou a Taça de Portugal e acredito seria-mente, a não ser que tenha um azar, que vai ganhar o campeonato nacional, que se disputa, no dia 17 de Julho, em Moreira de Cónegos. O Miguel é considerado um dos melhores juniores a nível nacional que já passaram pela Federação Portuguesa de Ciclismo. Está em todas as frentes e está em todas elas em primeiro. Já sei as características dele e já sei do que ele é capaz. É só preciso colocá-lo treinar e ele ouvir as minhas indicações. O Miguel é um jovem humilde e com quem é fácil de trabalhar.

Como surgiu o ciclismo na sua vida?
Comecei no ciclismo com 15 anos. Nessa altura representava a Coelima e venci aqui na P. Lanhoso uma prova. Depois, passei pelo Garcia Joalheiro, Guimarães, Salgueiros e Boavista. Tenho um restaurante aqui no concelho e surgiu a ideia de formar uma equipa de ciclismo, pelo que nos juntamos ao Maria da Fonte, pois é o clube mais representativo do concelho. Começou por uma brincadeira de amigos e hoje está a tornar-se algo sério pois o Miguel é campeão nacional e conseguiu, há dias, a Taça de Portugal. Tudo isto tem gastos e não é fácil arranjar patrocínios. Mesmo com as condições que temos conseguimos ter melhores resultados que outras equipas. Não é só o dinheiro. É preciso estar lá e apoiá-los quando eles precisam de nós. Não tem faltado apoio nem carinho ao Miguel.
Agrupamentos da Póvoa e Garfe de parabéns
Escuteiros em festa

Câmara Municipal
Cartão do Munícipe:
autarquia mais próxima e eficaz


Censos 2O11
Concelho mais velho
e com menos população


Santa casa da Misericórdia
Comitiva brasileira
apreciou serviços

EDITORIAL

Armindo Veloso



Novo ciclo

Cerca de oitenta por cento dos portugueses que foram às urnas no dia cinco de Junho votaram no mesmo “programa de governo”. Sei que nestas eleições também havia, para muitos, um outro grande objectivo: mandar Sócrates embora. Nesse, votaram setenta e dois por cento. Sem dúvida. Se é certo que quem votou PS, PSD, e CDS, sabia que estes três partidos assinaram os documentos resultantes das negociações entre Portugal, União Europeia e FMI, também é certo que quem votou em todos, menos no PS, sabia que se Sócrates fosse derrotado não resistiria e bateria com a porta. Foi isso que aconteceu.
Começou uma nova era em Portugal: uma maioria clara no parlamento de centro direita acompanhada por um Presidente emanado da mesma área política.
Não há desculpas. Com estas condições só por si já não havia. Agora, tendo ainda como muleta a assinatura do PS no tal “programa de governo” que vai ser imposto aos portugueses, será muito mais fácil implementar as medidas que dizem tão necessárias.
Se houver, o que vai haver, divergências sobre algumas das reformas, duríssimas, descritas no documento, este será lido até à exaustão no parlamento.
Por isso, sendo estes próximos quatro anos decisivos para o futuro de Portugal e de nós todos, não tenho ideia de um programa de governo, neste caso com aspas, ser apoiado por oitenta por cento dos eleitores e respectivos eleitos.
Uma nota final. O discurso de despedida de José Sócrates foi para os mais desatentos maravilhoso. Como o seria, digo eu, se não tivesse sido escrito e lido no teleponto. Será que quando se fala com a alma numa situação dramática como foi o caso é necessário teleponto? Não acho.
Foi essa forma plástica de fazer política que deitou por terra um homem com qualidades mas que abusou sobremaneira da mentira e do certinho de mais.
Prefiro um Primeiro-Ministro que se engane e que até gagueje aqui e ali do que um autómato...

Até um dia destes.