
Há pouco mais de um ano, através do genro, Manuel Carvalheiro, ficaram a conhecer uma espécie de scooter eléctrica. Depois de experimentar, Américo Ferreira decidiu-se pela compra.
Pouco tempo depois, veio a segunda para a sua esposa. A partir daí, o casal tem utilizado aquele meio de transporte para se deslocar à Igreja Paroquial e visitar os familiares residentes naquela localidade, nomeadamente as irmãs de Maria da Conceição e uma filha do casal.
“A minha sogra já não vinha à missa há algum tempo por-que não podia andar”, confidenciou o genro, Manuel Carvalheiro, que tem uma em- presa sedeada em Braga, onde vende aquelas scooters.
“Não tenho medo de andar nela. Tenho é medo de andar a pé”, disse, muito sorridente, Maria da Conceição.
Quanto ao veículo, Manuel Carvalheiro explicou que se trata de uma scooter eléctrica para deficientes ou pessoas com problemas de locomoção, e uma vez que tem o mesmo estatuto que uma cadeira de rodas eléctrica não necessita de carta nem de seguro. Com uma autonomia de 30 km, que vai diminuindo com a inclinação do terreno e o peso do ocupante, a scooter eléctrica atinge uma velocidade média de 12 km/hora.
Apesar da idade ir avançando, Américo Soares Ferreira e Maria da Conceição Antunes vão arranjando mecanismos para controlar a falta de locomoção, não deixando de realizar as tarefas a que estavam habituados.