Tragédia em São Martinho do Campo

Grupo de peregrinos atropelado: 
um morto e cinco feridos

— condutor da viatura fugiu mas já se entregou à GNR em Braga


Promovido pela Câmara Municipal 

‘Férias Activas’ são um sucesso


Jogos Paralímpicos Londres’2012

Domingos Vieira recebido na AR


Castelo de Lanhoso 

Requalificação concluída: 
a aposta é no turismo

EDITORIAL


Armindo Veloso


Parecer(es)

Fruto da minha idade, não sou velho mas não sou criança, e de alguma posição profissional, chamam-me muitas vezes doutor. Não gosto. E não gosto não porque tenha algo contra os doutores mas simplesmente porque não sou. Digo muitas vezes que prefiro ser um senhor, a sério, do que um senhor doutor a fingir. Fiz o segundo ano complementar dos liceus que era o antigo sétimo ano, à antiga portuguesa, e depois o décimo segundo ano, também à antiga portuguesa. Em habilitações académicas fico-me por aqui.
Tem havido mais do que nunca escândalos e mais escândalos, uns mais artificiais do que outros, uns com maior conveniência mediática do que outros, mas todos eles bem à portuguesa.
Quem me conhece bem já me ouviu vezes sem conta  brincar com as licenciaturas que saem como brindes no ‘Skip’. Até os meus filhos já brincam com isso.
Não tenho dúvida que nas idades mais avançadas até terá algo de pedagógico atribuir diplomas através de equivalências. Refiro-me às novas oportunidades que, no meio de tanta facilidade, resulta muitas das vezes em reconhecimentos merecidos. Só que, meus amigos, quem trepa pela política acima, umas vezes com mérito outras com o pseudónimo de ‘boy’ as coisas mais tarde ou mais cedo vêm ao de cima. Então se mexerem em interesses que digam respeito a empresas de comunicação social, como é o caso do ministro Relvas, ó vespeiro...
Sabem uma coisa? Vou-me deixar de pruridos e: como gestor de órgãos de comunicação social e com quase quinhentos artigos/crónicas escritos acho que já posso pedir equivalência para a licenciatura ou melhor para o doutoramento em comunicação social. E como lido constantemente com burros ‘doutores’ quem sabe chega para me equipararem, a par de Alberto João Jardim, a veterinário.
Até um dia destes.
CASTELO

Férias Activas

O Programa ‘Férias Activas’ da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso proporciona, aos mais novos, um conjunto de actividades que englobam, entre outras, idas à piscina, visita a instituições e museus, contacto com diversas profissões, jogos de mesa, assim como a visita a locais de interesse. Mais do que ocupar os tempos livres, a iniciativa dá a conhecer alguns dos locais emblemáticos das Terras da Maria da Fonte, bem como a sua história.
CASTELO DE AREIA
Acidentes
Uma viatura despistou-se, em S. Martinho do Campo, e atropelou vários peregrinos que se dirigiam para o São Bento da Porta Aberta, provocando uma vítima mortal. As vítimas, que seguiam na sua mão, usavam coletes reflectores e foram apanhadas pela viatura desgovernada. Neste mês de Julho e Agosto, são muitos os peregrinos que percorrem as nossas estradas em direcção ao S. Bento da Porta Aberta, cumprindo as suas promessas.

Castelo: Obras de requalificação Concluídas

Dinamizar o turismo local

O  Castelo da Póvoa de Lanhoso sempre desenvolveu um papel preponderante no turismo local. É essa aposta que a autarquia  de lanhoso deseja manter com as obras de requalificação e conservação efectuadas no espaço.
As obras de requalificação centram-se na torre de menagem do castelo, com a remodelação da área museológica e com a instalação de luz eléctrica, o que vai permitir a rentalibização do espaço com a realização de espectáculos de animação nocturnos.
Para Fátima Moreira, vereadora da cultura e do turismo da autarquia da Póvoa de Lanhoso, a requalificação do castelo é importante na medida “em que vai consolidar a estratégia que o município tem vindo a adoptar, onde assume o castelo como porta de entrada do concelho em termos turísticos e do património”. A vereadora sublinha, ainda, que, “o castelo é preponderante na economia da região, já que as pessoas que vem assistir aos espectáculos realizados no Monte do Pilar, vão comer e pernoitar na Póvoa de Lanhoso, o que irá gerar claros di-videndos para a economia local.
O fim da conclusão das obras foi assinalado com uma cerimónia de abertura de uma exposição retrospectiva de pintura sobre o Castelo de Lanhoso, localizada na praça central do castelo. A cerimónia serviu ainda para a apresentação do vídeo ‘Castelo de Lanhoso’, bem como da programação de verão, que irá preencher e animar o espaço. A inauguração encerrou com excertos da produção ‘O Desejado - El Rei D. Sebastião’.
A realização da obra só foi possível através do esforço da câmara da Póvoa de Lanhoso e da ajuda financeira do programa QREN.

Projecto já está em execução no concelho

PROVE já entrega cabazes

Os produtos hortícolas e frutícolas, oriundos de produtores do concelho, já chegam à mesa das famílias povoenses, fruto do projecto PROVE, que já está em execução no concelho da Póvoa de Lanho-so. Às sextas-feiras, entre as 17h30 e as 18h30, os vários cabazes são entregues aos consumidores inscritos no projecto.
Com um peso entre os cinco e os nove quilos, consoante a escolha do consumidor, cada cabaz integra legumes para a sopa e salada, assim como frutas e até ervas aromáticas.
Do quintal dos pequenos produtores saem os produtos frescos directamente para a mesa dos consumidores, numa oferta em que a relação preço qualidade é muito atractiva, conforme dá conta a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, em nota de imprensa.
Contribuir para a revitalização dos meios rurais e dos circuitos de proximidade, articulando produtores agrícolas locais e consumidores é um dos objectivos do projecto, promovido pela ATAHCA (Associação de Desenvolvimento das Terras Altas do Cávado e do Homem), com a mediação e apoio da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso através do Gabinete de Apoio ao Bioagricultor.

Consumidores e produtores satisfeitos
A vereadora da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Fátima Moreira, é uma das consumidoras e destaca as vantagens do projecto. “Agora sei que os produtos que consumo são produtos com qualidade e, acima de tudo, de produtores locais, produzidos com os devidos cuidados. São produtos de confiança”, refere, salientando que “em casa, já sentem a diferença. Os produtos são melhores e consumimos mais legumes”. Além disso, refere que começou a utilizar as ervas aromá-ticas que vêm no Cabaz. “As crianças já sentem a diferença, pois começámos a comer mais legumes. Também já fazemos chá com as ervas aromáticas. Tudo é melhor e conheci produtos que não conhecia como o limonete”. Maria José Lourenço também já está inscrita como consumidora. “Relativamente aos produtos estou muito contente e a qualidade dos mesmos é superior aos que habitualmente comprava e além disso isto é uma forma de apoiar os produtores locais. Sempre que possível divulgo esta iniciativa junto dos colegas e até já consegui que uma se inscrevesse”, refere. Esta professora também já explicou aos filhos o porquê desta iniciativa e a razão de ter aderido. Elvira Santos também participa. “Estou muito contente com esta iniciativa. Noto que estes produtos são mais frescos. E gosto de ver os produtores locais a vender estes produtos”, considera, revelando que já divulgou o projecto a familiares e que estes também vão aderir. Marco Abreu também é consumidor. “O principal propósito de ter aderido é, sem dúvida, apoiar o produtor local. Estamos muito contentes com os produtos”, salienta, considerando positiva esta iniciativa e referindo que “a forma mais rápida de dar a volta à economia começa por aqui”.
Da parte de quem produz, as expectativas são boas. Maria Emília, 42 anos, de São João de Rei, é uma das produtoras aderentes. Depois de ter to-mado conhecimento deste projecto, frequentou a formação e as reuniões preparatórias, tendo resolvido aderir por acreditar nesta medida, já que dispunha de terreno disponível, com árvores de fruto e ervas aromáticas. Participa porque quer rentabilizar os seus terrenos e alargar o cultivo. João Domingos Silva, 37 anos, de Friande, já é empresário agrícola pelo que o cultivo não é novidade. Salienta que já produzia, mas que agora já vende. Refere ainda que tem mais terrenos e que está preparado para aumentar a produção e até alargar os terrenos. “Gostaria de ter estufas para poder produzir mais”, afirma ainda. Isabel Oliveira, 27 anos, de Taíde, produz em terrenos próprios. Tem uma pequena horta e decidiu participar para poder escoar todos os produtos que tem nos seus terrenos. Pretende produzir e vender mais.

Rotary Clube

Fátima Moreira preside

O  Rotary Clube da Póvoa de Lanhoso realizou na terça-feira, dia 10 de Julho, a cerimónia de transmissão de tarefas, com Fátima Moreira a suceder, no cargo de presidente do clube rotário, a António Lourenço.
A cerimónia, realizada pelas 20h30, na Quinta Maria da Fonte, contou com a presença de elementos do clube rotário povoense, assim como de outros clubes rotários da região, nomeadamente o Rotary Clube de Braga, Braga Norte, Guimarães, Caldas das Taipas e Fafe, que não deixaram de se associar a um dos momentos mais importantes da actividade rotária: a transmissão de tarefas.
O momento de transmissão de tarefas integrou, também, a entrega do diploma de sócio-honorário do Rotary Clube da Póvoa de Lanhoso a Lima Marques, past-governador. António Lourenço convidou Cristiano Lopes, primeiro presidente do rotary povoense, para o acompanhar na singela distinção a Lima Marques.
No passar de testemunho, António Lourenço, deu conta do cumprimento dos obje-ctivos traçados para este ano um ano em que se procurou a sustentabilidade no número de sócios, mais do que novas entradas, bem como a solidificação do projecto da Universidade Sénior.
O trabalho das companheiras Rosa Maria e Magda Taxa, no âmbito da Universidade Sénior, foi também destacado por António Lourenço.
“O Rotary Clube da Póvoa de Lanhoso está a dar passos significativos de representatividade na sociedade da Póvoa de Lanhoso. Tenho a certeza que Fátima Moreira irá fazer um bom trabalho”, salientou António Lourenço, na passagem de testemunho.
No início da sua intervenção, a nova presidente do Rotary Clube da Póvoa de Lanhoso, Fátima Moreira, deixou uma mensagem de “reconhecimento público a todos quantos ao longo destes 16 anos de vida deste clube contribuíram para a sua construção, sobretudo para aquilo que somos neste momento”.
Fátima Moreira agradeceu ainda “o empenho, dedicação e trabalho voluntário que todos os rotários e as suas famílias têm demonstrado, fazendo deste clube um activo membro do Distrito 1970”.
“A paz através do serviço” é o lema para o novo ano rotário. “Somos agora desfiados a servir e, através desse serviço, encontrar a paz”, referiu a nova presidente.
Referindo que os clubes, ao nível local, necessitam de sair da sua linha de conforto, Fátima Moreira salientou a necessidade das reuniões serem mais produtivas e dos clubes adaptarem-se à nova realidade e às novas gerações.

Para contactar com os mais jovens

JS iniciou ‘Roteiro Concelhio’

Com o objectivo de contactar com a população, em especial com os mais jovens, a Juventude Socialista da Póvoa de Lanhoso iniciou, no dia 7 de Julho, um roteiro pelo concelho.
O ‘Roteiro Concelhio’, como assim se designa a iniciativa, prevê, e de acordo com os responsáveis da JS, a visita a todas as freguesias do concelho da Póvoa de Lanhoso.
“A JS defende e encara o desempenho desta missão com a pro-actividade indispensável para credibilizar a política e mostrar que é possível mobilizar os cidadãos, em especial os jovens, para os desafios futuros”, refere Gilberto Anjos, coordenador da Juventude Socialista da Póvoa de Lanhoso.
Esperança, Sobradelo da Goma e Brunhais foram as freguesias visitadas no arranque do ‘Roteiro Concelhio’.
“A principal conclusão a que os elementos da JS chegaram foi a de que estas freguesias são sem dúvidas as que mais têm sentido o abandono por parte da população mais jovem. Se nada for feito o envelhecimento das mesmas poderá não ter retorno”, pode ler-se na nota de imprensa.
“Os principais locais visitados foram a praia fluvial e o campo de futebol em Esperança (infra-estruturas claramente degradadas pelo pouco uso); alguns caminhos pedestres e a zona do Pontão em Sobradelo da Goma e a antiga escola primária e o Lar Estrela do Paraíso, em Brunhais, no qual a JS se apercebeu que o investimento particular que veio ajudar a colmatar uma lacuna do nosso concelho teve muitas promessas por parte da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, e nenhuma delas foi concretizada”, referem os responsáveis da JS.
Para o dia 18 de Agosto está agendada a visita às freguesias de Galegos e Vilela.

S. Martinho do Campo: condutor fugiu...

Peregrinos atropelados

— Um morto e cinco feridos

Uma mulher morreu e cinco pessoas ficaram feridas, num acidente ocorrido na madrugada de domingo, em São Martinho do Campo, na Póvoa de Lanhoso.
O condutor pôs-se em fuga, mas acabou por apresentar-se na GNR, em Braga, mais de 48 horas depois, levando consigo a viatura envolvida no acidente mortal.
Pouco passava das 00.30 horas de domingo quando seis pessoas, que integravam um grupo de cerca de 20 peregrinos, foram colhidas por um automóvel que se despistou.
Segundo relato de testemunhas no local, o automóvel seguia no sentido Taipas - Póvoa de Lanhoso, quando se despistou e colheu as pessoas que seguiam na cauda do grupo, no sentido contrário, com destino ao santuário de São Bento da Porta Aberta, em Terras de Bouro.
Uma das mulheres, de 48 anos, residente em Pevidém (Guimarães), teve morte imediata.
“Quando vim ao portão vi logo que a senhora estava morta. Os outros feridos estavam espalhados pela estrada”, relatou ao ‘Maria da Fonte’ (MF), uma testemunha.
Um outro habitante disse ter ouvido uma das vítimas a dizer ao condutor: “ah, ladrão, tu mataste o pessoal todo”.
Segundo a mesma fonte, depois de chocar com o grupo, “o carro ficou de frente para o passeio, ele depois meteu a marcha-atrás e foi embora.”
O condutor pôs-se em fuga e a GNR, através do Núcleo de Investigação Criminal de Acidentes de Viação (NICAV) do Destacamento de Trânsito de Braga estava já no seu encalço quando este se apresentou na GNR de Braga, acompanhado pelo advogado.
O condutor - um homem de 37 anos residente em Oliveira Santa Maria, concelho de Vila Nova de Famalicão - foi constituído arguido e sujeito a termo de identidade e resiência.
O automóvel da marca - um Nissan Almera de cor cinzenta - foi submetido a perícia pelo Núcleo de Apoio Técnico (NAT) do Comando Territorial de Braga da GNR para recolha de indícios.
O inquérito prossegue pela mão do NICAV. No local do acidente, estiveram os bombeiros da Póvoa de Lanhoso e das Taipas, as VMER’s de Braga e Guimarães e a GNR da Póvoa de Lanhoso.
A zona onde ocorreu o acidente é considerada perigosa pelos moradores da zona.
Uma longa recta, no sentido Póvoa de Lanhoso - Taipas, termina numa curva à direita e contra-curva, levando os condutores a circularem com alguma velocidade e a realizarem manobras de emergência para manterem os carros na estrada. No sentido contário, uma depressão existente em plena curva, já ocasionou alguns despistes.
Os moradores acreditam que tenha sido isso (aliado a algum eventual excesso de velocidade) a causar o despiste. Além disso, o troço onde aconteceu o acidente não dispõe de passeio nem berma num dos lados da via.