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Câmara assegurou transporte


Passeio
pelo Cávado


No âmbito da iniciativa “Caminhar pelo Concelho”, realiza- se neste sábado, dia 27 de Agosto, o Passeio Pedestre do Cávado, no baixo concelho.
A concentração está marcada para as 9 horas, no Praça Engenheiro Armando Rodrigues, no centro da vila, com a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso a assegurar o transporte até ao início do percurso pedestre.
“Através de caminhos rurais que se estendem desde S. João de Rei a Verim, num percurso não muito exigente, com cerca de sete quilómetros, alcançaremos nas margens do rio Cávado, a pujante «Boca de Saída», obra do homem que «desvia» a natureza. Daí, rumaremos a norte, por caminhos abrigados pela floresta e ao som das águas que nos guiam até à Praia Fluvial de Verim”, dá a conhecer a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso. O percurso, de 7 km, num grau de dificuldade intermédio, tem a duração de aproximada de 2h15. O custo é de 2,50 euros (seguro de participação) e cada participante terá direito a um guia, transporte de e para o ponto de encontro e garrafa de água. Para 17 de Setembro está agendado o Percurso Pedestre Monte do Merouço, em Sobradelo da Goma.

Adro da Igreja recebeu objectos


São João de Rei em festa

A missa e a procissão, na tarde de sexta-feira, dia 24 de Junho, foi o momento alto das festas em honra de S. João Baptista, realizadas na freguesia de S. João de Rei, de 22 a 26 de Junho. A procissão de velas, a actuação do grupo “Akisom”, do conjunto “Cantares da Nossa Aldeia”, dos “Inesquecíveis de Requeixo” e do Rancho Folclórico da P. Lanhoso foram outros dos momentos que integraram o cartaz das festas em honra de S. João. Num dia de sol e de imenso calor, os populares foram-se concentrando no adro da Igreja para participar nos momentos religiosos das festas, com a fanfarra dos escuteiros da freguesia a fazer a sua entrada no recinto pelas 16h20.
Num missa celebrada pelo padre Marco Gil e com o sermão a ficar a cargo do padre Fernando Senra, a população marcou presença em grande número para assistir à eucaristia.
Dando a conhecer a figura de S. João Baptista, o padre Fernando Senra revelou que este foi o último profeta do Antigo Testamento e que o seu nascimento foi motivo de alegria. Revelando que a missão de qual cristão é preparar o caminho do Senhor.
“Deus precisa do nosso olhar, das nossas mãos e do nosso coração. Deus não pode fazer o bem a não ser através de nós”, disse o sacerdote, alertando que é preciso que Cristo tome conta do nosso viver. Depois, seguiu-se a procissão, na qual marcaram pre-sença vários andores e os devotos de S. João, pelas principais artérias da freguesia. É usual ver-se, em algumas freguesias do concelho e não só, por ocasião do S. Pedro, o adro da igreja repleto de vasos, artefactos agrícolas e outros objectos.
Em S. João de Rei, a tradição marca presença pelo S. João. No adro, podiam-se avistar vasos com flores, uma casota e alguns objectos ligados à actividade agrícola, nomeadamente uma carrinha de um tractor e um fardo de feno.

Centro de Convívio em S. João de Rei

Centros são projectos de afectos

Depois de alguns anos encerrado, o edifício da Escola EB1 de S. João de Rei abriu novamente as suas portas. A partir deste momento, ao invés das crianças, o antigo edifício escolar recebe a população “mais crescida” da freguesia. Outrora local de ensino dos mais pequenos, o edifício da Escola EB1 de S. João de Rei transformou-se em Centro de Convívio, naquele que é o quarto Centro de Convívio do concelho da Póvoa de Lanhoso.
Na cerimónia de inauguração, no passado sábado, dia 16, José Paulo Macedo, presidente da Junta de Freguesia de S. João de Rei, deu conta da felicidade que sentia com a inauguração do Centro de Convívio da freguesia.
“Hoje é um dia muito feliz para S. João de Rei. Marca a recuperação deste edifício que esteve uns anos abandonado. Hoje conseguimos -lo de cara lavada”, referiu o presidente da Junta de Freguesia de S. João de Rei, agradecendo todo o esforço da Câmara Municipal, de todo o seu executivo e respectivos técnicos.
“Para que hoje possamos estar aqui foi importante construir o Centro Educativo do Cávado, onde estão as dez freguesias do baixo concelho. Os Centros de Convívio já têm sido criados noutras freguesias e agora chegou a vez de S. João de Rei. Há outras escolas no concelho que serão aproveitadas para outros fins pois nem todas podem ser Centros de Convívio, como devem calcular”, explicou, por sua vez, Manuel Baptista, presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso. “Que este seja um espaço para o povo de S. João de Rei, idosos e jovens”, referiu.
Ocupando a parte inferior do edifício escolar, o Centro de Convívio de S. João de Rei acolhe, numa primeira fase, doze idosos da freguesia que participam nas várias actividades que decorrem, à segunda e quarta-feira, das 14h30 às 16h30. Ginástica geriátrica, teatro, passeios, rastreios, canto e um conjunto diversificado de workshops são algumas das iniciativas que marcam presença nos Centros de Convívio, as quais se juntam às várias actividades desenvolvidas pelos monitores dos espaços.

Ocupar o tempo livre
Depois de vários anos a ensinar os mais pequenos, Fernanda Almeida prepara-se para entrar novamente numa sala de aula mas, desta feita, como utente do Centro de Convívio. “É sempre interessante conviver”, referiu Fernanda Almeida que, desta forma, pretende ocupar algum do seu tempo livre e conviver com outros habitantes da freguesia.
“O importante é sair de casa porque há pessoas que vivem isoladas. Por vezes, no Inverno, algumas pessoas passam o dia todo em casa”, disse ainda a utente.
Ocupar os tempos livre é uma das razões que levou João Baptista Mendes, de 77 anos, a participar no Centro de Convívio de S. João de Rei. João Mendes frequenta também, desde há dois anos, as actividades direccionadas para a idade sénior do Centro Comunitário do Vale do Cávado, em Monsul, actividades essas que pretende manter em paralelo com as do Centro de Convívio da sua freguesia. “Gosto muito disto. Sou viúvo, vivo sozinho e aproveito para conviver”, disse.
Volvidos quase trinta anos da sua construção, o edifício escolar de S. João de Rei ganhou nova vida. Para além dos idosos, a ala superior do edifício tem dispo-nível uma sala para as actividades dos mais novos.

Balanço positivo
É um balanço positivo que Fátima Moreira, vereadora da Acção Social da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, traça do funcionamento dos Centros de Convívio do concelho, que actualmente envolvem mais de cem utentes. “Acima de tudo, os Centros de Convívio são projectos de afectos, para pessoas, que de alguma forma estão em freguesias isoladas. Penso que é isso que falta à população sénior. As pessoas aqui estão contentes, conversam e socializam”, referiu a vereadora, destacando a importâncias das parcerias com várias entidades, nomeadamente as Juntas de Freguesias, para a realização destes projectos “feitos sem custos e que para os idosos são uma mais-valia”, frisou.

Segue-se Fontarcada
A freguesia de Fontarcada será a próxima a receber o projecto dos Centros de Convívio. Dentro de pouco tempo, entre um a dois meses, aquela freguesia recebe o quinto Centro de Convívio do concelho da Póvoa de Lanhoso.

São João de Rei


Homem morre
em queda de motorizada

Residente no lugar de Cancelos, em S. João de Rei, António Joaquim Silva Costa, de 53 anos, apareceu sem vida a escassos metros da sua habitação. O corpo do homem foi encontrado ao início da manhã de domingo, dia 10 de Outubro, num terreno situado dois metros abaixo do caminho que, diariamente, usava para aceder à sua habitação. Tudo indica que o homem, que se deslocava na sua motorizada, tenha-se despistado e caído ao terreno situado um pouco abaixo do estreito caminho que usava quando regressava à sua casa. Apesar das buscas realizadas pelos seus familiares, só na manhã de domingo é que António Joaquim Costa foi encontrado, já sem vida.
Segundo foi possível apurar, o homem de 53 anos terá saído de casa na manhã de sábado, dia 9, para participar numa vindima. De acordo com um vizinho, o homem conhecia bem a zona e que por ali passava todos os dias. “Quando saía de casa ia pela estrada do lugar, mas no regresso vinha sempre por aqui”, revelou o vizinho.
De acordo com algumas pessoas no local, o homem tinha por hábito desligar a motorizada quando entrava no estreito caminho. Tudo indica que se terá tratado de um despiste, pelo que o caso está a ser investigado pelo Núcleo de Investigação Criminal de Acidentes de Viação da GNR.
Dado que António Costa tinha por hábito chegar a casa ainda de dia, os familiares estranharam a sua ausência à hora de jantar. Durante toda a noite, os familiares procuraram António Costa, mas sem sucesso...

Centro Educativo do Cávado
revoluciona educação

A inauguração do Centro Educativo do Cávado, em Monsul, no dia 25 de Setembro, foi um dos momentos mais marcantes do Dia do Concelho, instituído, este ano, pela Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso.
O ambiente era de festa. Centenas de pessoas deslocaram-se à freguesia de Monsul, no baixo concelho, para acompanhar a cerimónia de inauguração do Centro Educativo do Cávado, que recebe, na próxima segunda-feira, as crianças do pré-escolar e primeiro ciclo das dez freguesias do baixo concelho (Águas Santas, Monsul, Gerás, Ajude, Verim, Friande, S. João de Rei, Covelas, Moure e Ferreiros).
Dispondo de excelentes condições, adaptadas às actuais necessidades da comunidade escolar, o Centro Educativo do Cávado, com capacidade para cerca de 300 crianças, dispõe de 8 salas para o ensino básico e 4 para o pré-escolar, assim como de um conjunto de outras valências que passam, entre outras, pela biblioteca, sala de informática, cantina e refeitório. “Sempre defendi que as dificuldades desta parte mais rural do nosso concelho tinham de ser compensadas com investimentos de qualidade e com projectos que ajudem a fixar os povoenses nestas freguesias, não havendo, a este nível, diferenças com as demais freguesias da Póvoa de Lanhoso”, disse Manuel José Baptista, por ocasião dos discursos. Dirigindo-se aos pais, o autarca assegurou que “os vossos filhos vão ser felizes nestas instalações. Vão ter as condições que não podíamos assegurar nas pequenas escolas das freguesias”.
“Não poderíamos ter os melhores resultados pedagógicos com as actuais escolas. Desde logo, pela sua dimensão e pelo número reduzido de alunos em cada uma delas. Por isso, urgia avançar para este novo modelo de organização”, assegurou o presidente da Câmara Municipal.
Carlos Duarte, gestor do Programa Operacional Norte da CCDR (Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional) deu conta dos 298 centros escolares financiados na região norte.
Com um custo de 2,3 milhões de euros, o Centro Educativo do Cávado foi financiado, tal como deu conta aquele responsável, em 80% pelos fundos comunitários através do Programa Operacional da região Norte...

Percursos Pedestres


Cávado foi a proposta
Realizado na manhã de sábado, dia 21 de Agosto, o passeio do Cávado, integrado nos percursos pedestres proporcionados pela Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, em parceria com a “Terra Pedestre”, contou com cerca de 20 participantes. Iniciado junto ao campo de futebol de Friande, o percurso levou os participantes ao longo do Monte Vermelho, onde aí puderam apreciar as belas paisagens do concelho. De seguida, a caminhada estendeu-se até às freguesias de S. João de Rei e Verim.
A “Boca de Saída” e a Praia Fluvial de Verim foram alguns dos locais visitados, numa caminhada que se estendeu ao longo de 12 km.
“Gosto imenso destas iniciativas e participo sempre que tenho oportunidade. Acho interessante.
Para além do facto de caminhar fazer bem à saúde, é também uma oportunidade de ficar a conhecer locais no concelho por onde nunca tinha passado”, referiu Helena Costa, de Rendufinho, uma das participantes da caminhada, que destacou ainda o facto de, para além da caminhada, se contribuir para a limpeza de um local no concelho.
A margem do Rio Cávado, em Verim, foi o local escolhido, tendo os participantes recolhido o lixo que foram encontrando ao longo da margem. Mais do que caminhar, os participantes dos percursos pedestres têm contribuído para a limpeza de alguns locais do concelho.
O percurso pedestre do Merouço é a iniciativa do mês de Setembro, num percurso agendado para o dia 25.

Bombeiros sem descanso


Incêndios não dão tréguas
No espaço de 15 dias, de 26 de Julho a 9 de Agosto, os Bombeiros Voluntários da Póvoa de Lanhoso viram-se a braços com cerca de 50 incêndios, um pouco por todo o concelho.
Sobradelo da Goma, Esperança, Brunhais, Travassos, Serzedelo, Ajude, Friande, Verim, S. João de Rei, Rendufinho, Galegos, Louredo, Lanhoso e Covelas são algumas das freguesias onde os soldados da paz se deslocaram para combater os incêndios que aí deflagravam.
Um dos incêndios mais longo até ao momento, ocorreu na freguesia de Sobradelo da Goma e teve o seu início pelas 17h44, do dia 26 de Julho e só foi dado como dominado dois dias depois.
O combate às chamas mobilizou cerca de 80 homens, tendo o governo espanhol enviado para o local dois aviões para ajudar a combater o incêndio que ali deflagrava.

Habitações ameaçadas
As chamas ameaçaram algumas habitações e chegou a ser colocada a hipótese de evacuação dos moradores da aldeia turística de Carreira. Algumas habitações e bens estiveram em perigo. Valeu, entretanto, a coragem e o esforço dos vários bombeiros presentes no local que conseguiram dominar as chamas e impedir que as mesmas provocassem estragos ainda maiores.
O desenrolar da situação de incêndio foi acompanhado pela Protecção Civil da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, que apoiou os meios envolvidos no terreno de incêndio, através do fornecimento de alimentação e água, assim como o abastecimento combustível das viaturas no local.

CASTELO

CNE


O escutismo está bem enraizado no concelho da Póvoa de Lanhoso. Actualmente, são cerca de 400 os jovens povoenses que comungam dos princípios defendidos por Baden Powell. Nossa Senhora do Amparo, Garfe, Louredo, S. João de Rei, Taíde, Fontarcada e Arosa (Guimarães) são os agrupamentos que integram o Núcleo do CNE da Póvoa de Lanhoso. No passado domingo, o Agrupamento de Louredo comemorou os seus 30 anos de existência. Dias antes, a 19 e 20 de Junho, os escuteiros de Taíde celebraram os 25 anos. Na hora de festejar o aniversário, os escuteiros de Taíde atribuíram distinções a algumas das pessoas cujo trabalho, louvável, foi importante para o nascimento e desenvolvimento do escutismo naquela freguesia. O lema “Sempre Alerta para Servir” continua bem vivo no concelho.

S. João de Rei

Festas de S. João

Nos dias 20, 22, 23, 24 e 27 de Junho a freguesia de S. João está em festa, com as tradicionais celebrações em honra de S. João. Do programa elaborado consta, no dia 20 de Junho, domingo, pelas 15 horas, cantares ao desafio, com Fininho e Irene Pinto, seguindo-se, pelas 17 horas, o bazar de prendas. No dia 22, terça-feira, pelas 21 horas, tem lugar a celebração da Eucaristia, na capela de S. António, em Requeixo, seguindo-se a procissão de velas para a Igreja Paroquial. No dia 23, por volta das 21h30, as atenções estarão voltadas para a actuação do grupo “Flores de Abril”, à qual se segue uma sessão de fogo-de-artifício.
O principal dia das festividades, dia 24, fica marcado pelas solenidades religiosas em honra do padroeiro S. João Baptista, cantadas pelo grupo coral da freguesia, cujo início está marcado para as 16 horas.
A procissão, com andores e figurados, sai à rua pelas 17 horas, acompanhada pelas fanfarras de escuteiros de S. João de Rei e Garfe. Após os actos religiosos, dá entrada, pelas 18h30, o grupo de gigantones da freguesia.
À noite, pelas 21h30, o folclore está em destaque, com a actuação do Rancho Folclórico de Verim. Uma sessão de fogo-de-artifício encerra o principal dia de festa.
O grupo de concertinas “Os Laranjinhas”, de Amares, abrilhantam a tarde do dia 27 de Junho, domingo, último dia de festa. Este dia ficará ainda marcado pela sardinhada, acompanhada de caldo verde. Uma sessão de fogo de jardim encerra as festas deste ano.

entrevista a José Paulo Macedo, Presidente da Junta de S. João de Rei


“Anterior executivo fez uma gestão desnorteada e de interesse particular”
José Paulo Castro Macedo é, desde Outubro de 2009, o novo presidente da Junta de Freguesia de S. João de Rei. Assumindo que é preciso “arrumar a casa” e dando conta das várias carências que a freguesia apresenta, o novo presidente de Junta mostra-se confiante em levar em frente o projecto apresentado aos habitantes da sua freguesia. Tal como na maioria das freguesias do concelho, a rede viária continua a ser uma preocupação.

Maria da Fonte - Depois de concorrer em 2005, voltou, em 2009, a apostar na candidatura à Junta de Freguesia de S. João de Rei. O que o levou a candidatar- -se?
Paulo Macedo - O que me levou a candidatar-me foi, fundamentalmente, o querer e o acreditar que poderia contribuir para o desenvolvimento de São João de Rei. Para isso, em primeiro lugar, tive o apoio e a confiança da Comissão Política do PSD e do presidente da Câmara Municipal. Em segundo lugar, e o mais importante, foi conseguir reunir uma equipa competente, heterogénea e representativa de todos os lugares da freguesia. Outro motivo que me levou a candidatar-me foi o constatar que a minha freguesia não se fazia representar ao mais alto nível nas Assembleias Municipais, nas cerimónias concelhias e nos actos públicos. Estávamos órfãos.

MF - Como está a ser esta experiência e que balanço traça destes primeiros me-ses como presidente da Junta?
PM - Está a ser uma experiência nova, com muito trabalho, mas mesmo tempo entusiasmante e enriquecedora. Muito trabalho, porque está praticamente tudo por fazer, nomeadamente ao nível da organização administrativa, da logística, pois a Junta de Freguesia não possuía qualquer peça de ferramenta, a rede de água estava com graves problemas, parte significativa da rede viária em mau estado, o património edificado da freguesia abandonado, a iluminação da rede pública deficitária, falta de limpeza dos caminhos, entre outros aspectos. Para resolver todos estes problemas, tenho a felicidade de poder contar, na junta, com ajuda de duas pessoas competentes e empenhadas, nomeadamente a Professora Conceição e o senhor Plácido. Entusiasmante e enriquecedora porque é gratificante ver a satisfação das pessoas quando conseguimos resolver os problemas da freguesia.

MF - No se manifesto eleitoral deu a entender que a freguesia estava parada e sem rumo. Foi isso o que encontrou quando assumiu a presidência?
PM - Infelizmente foi. São João de Rei regrediu doze anos. O anterior executivo fez uma gestão desnorteada e de interesse particular e hoje estamos reféns dos erros do passado. Por causa dessa gestão danosa estamos a pagar as dívidas contraídas. A Junta de Freguesia, financeiramente, é muito limitada. Depende da administração central e sobretudo da Câmara Municipal. Por isso, enquanto não resolvermos esta questão das dívidas é muito difícil fazer obra neste primeiro ano de mandato. Temos de arrumar a casa...

“A Junta está condicionada financeiramente durante este ano”
MF - Referiram também que já possuíam projecto para a capela mortuária. Como está esse projecto?
PM - É verdade, a Junta de Freguesia tem um projecto para a capela mortuária que engloba, também, a antiga escola. Neste momento temos o processo pronto para, se for caso disso, apresentar uma candidatura aos fundos comunitários no âmbito do PRODER na próxima abertura do concurso. Também, no âmbito do PRODER, a Junta de Freguesia está a aguardar o deferimento de uma candidatura apresentada para a requalificação de um caminho agrícola que, caso seja aprovada, será uma obra de extrema importância para a freguesia.

MF - Qual a cobertura da freguesia em termos de água e saneamento?
PM - Em São João de Rei não há rede de saneamento básico e, com sinceridade, não sei quando teremos o saneamento básico na freguesia. A rede de água pública existente é da Junta de Freguesia e, para além de servir a rede de fontanários e tanques públicos, abastece praticamente todas as habitações da freguesia. Para além da rede existente, a freguesia dispõe de dois ramais secos, executados pela Câmara Municipal, à espera de ligação à rede municipal, nos lugares de Requeixo, Paço e Cancelos.

MF - Uma dos aspectos focados no vosso manifesto prende-se com o trazer de volta o pelourinho da freguesia. Vão conseguir concretizar este vosso anseio?
PM - O património é uma das preocupações desta Junta de Freguesia e é também um assunto muito caro para mim. É a nossa identidade, a nossa história. Tenho trabalhado sobre o caso do pelourinho e sei que é uma matéria muito sensível. Mas é melhor deixar este assunto para outra oportunidade quando tiver mais dados concretos. São João de Rei já foi sede de concelho e teve dois forais. O Foral Velho de 1228 e o Foral de 1514. Na freguesia não existe nenhuma referência física ao antigo concelho. Apenas existem dados bibliográficos e documentos da época. Por isso, é propósito desta Junta de Freguesia dar o devido destaque a São João de Rei na história do concelho da Póvoa de Lanhoso...
CASTELO DE AREIA
Limpeza das estradas
Em algumas freguesias do concelho a limpeza das estradas nacionais e municipais deixa um pouco a desejar. Quem transita a pé em alguns locais do nosso concelho, vê-se impedido de o fazer pela berma devido às ervas que se encontram ao longo das vias.
Na Estrada Municipal 205, próximo do cruzamento de ligação a S. João de Rei, a paragem dos autocarros, que necessita de uma intervenção urgente, encontra-se rodeada de ervas de tamanho considerável, que quase envolvem aquela estrutura. Autarcas e populações reclamam a limpezas das estradas nas suas freguesias.

Acólitos do baixo concelho

Peregrinação anual

No dia 1 de Maio, os acólitos das paróquias de Geraz do Minho, Friande, São João de Rei e Monsul, participaram na Peregrinação Anual do Acólito, realizada em Fátima. Este ano tivemos connosco o D. Anacleto, Bispo Auxiliar de Lisboa, que é precisamente o Presidente da Conferência Episcopal da Liturgia, que engloba em si o SNA - Serviço Nacional do Acólito. Acólito é o ministro litúrgico que serve o presidente e o altar, compreende um dos três ministérios que a Igreja prevê, o ministério do acólito. Foi num ambiente de festa, de total entrega e devoção que mais uma vez se participou nesta peregrinação. Este ano estávamos cerca de 4 500 a 5 000 acólitos de vários pontos do continente, onde numa acção conjunta procurou-se viver e sentir o verdadeiro mistério que encerra em si, este estar presente e servir a comunidade neste ministério. Numa primeira fase, assistimos à recepção de todos os acólitos; em seguida, os trabalhos preparados pelas dioceses, onde versava sobre “Paulo, apóstolo de Cristo, por vontade de Deus.” Não foi possível demonstrar todos os trabalhos realizados pelas dioceses, ficando do coordenador uma firme esperança que num futuro muito próximo estaria disponível no site dos acólitos, serviço de liturgia, os restos dos trabalhos para que, localmente, possamos ver e saborear o trabalho desenvolvido pelas dioceses para este dia especial. (...)

Aldeia de São João de Rei

Zé Maria
Mundo rural na pintura


Depois de percorrermos alguns caminhos na aldeia de S. João de Rei, deixamos o solo empedrado e enveredamos por uma estrada em terra, ao longo de montes e campos. Ao chegar ao fim do percurso seguimos o som das campainhas e encontramos Zé Maria, o conhecido pastor e pintor naïf, às voltas com os seus animais e no meio do mundo que o faz feliz. Foi aí, por entre campos verdejantes, que Zé Maria deu a conhecer um pouco da sua vida. Homem simples, de trato fácil, com um grande amor pela terra e pelos animais, tem no mundo rural e nas várias tarefas agrícolas a sua fonte de inspiração.
José Maria Fonseca Ferreira, nasceu há 50 anos na aldeia de S. João de Rei e, com apenas treze anos, partiu para o Porto para trabalhar num oficina de molduras. Foi aí, que ao emoldurar as telas de artistas portuenses, o gosto pela pintura começou a despertar e inspirando-se nas telas que lhe iam passando pelas mãos foi dando as primeiras pinceladas.
“Naquela altura pintava em platex e cartão pois não tinha telas e, já aí, iam saindo alguns trabalhos bonitos. Os meus colegas e patrões adoravam a incentivavam-me e alguns deles ajudavam-me, dando-me platex e tintas para pintar”, revela Zé Maria que refere ainda que “usava tintas plásticas e tintas de esmalte e não sabia combinar muito bem as cores”.

Regresso à aldeia de São João de Rei

Depois de permanecer nove anos na oficina de molduras, Zé Maria regressou à sua terra natal, a fim de cumprir o serviço militar. Findo o mesmo, permaneceu em S. João de Rei, e, depois de ter passado por uma empresa da Póvoa de Lanhoso, criou um projecto ligado à pastorícia, onde permanece actualmente.
Posteriormente, passou a comprar telas e a adquirir tintas de óleo, melhorando assim as suas pinturas. Pincelada após pincelada, dia após dia, foi melhorando o seu estilo e aperfeiçoando a sua técnica, sem nunca frequentar um curso de pintura, sendo actualmente os dos mais importantes pintores naif.
As paisagens são o que mais gosta de pintar, em detrimento das figuras. As cores dos montes e dos campos inspiram este artista povoense que gosta de usar cores vivas nos seus trabalhos para dar relevo e realçar os motivos das suas pinturas.
“Gosto de pintar o mundo rural, as casas antigas, os espigueiros, os campos e os montes. Acho que o mais bonito é pintar estas coisas que estão a acabar, como as vindimas e as podas em árvores”, revela o artista.
O gosto e a destreza que exibe para o desenho já vem da escola primária pois, segundo o próprio, quando andava na segunda classe era ele que fazia os desenhos para os alunos da quarta classe.