Verim

Carnaval foi animado

Realizado no dia 15 de Fevereiro, o desfile de Carnaval de Verim, organizado pelo Centro Social e Teresiano, foi muito animado. As longas esperas nas urgências deram o mote ao desfile, que contou também com a circulação na estrada e os sinais de trânsito.
Tudo serviu para uma tarde animada. Mais do que as palavras, ficam as fotos, demonstrativas da animação que marcou a freguesia de Verim.

EDITORIAL

Armindo Veloso




 
Francisco 

O papa Francisco granjeou uma tal empatia no mundo inteiro que só algumas minorias de esquerda ousaram indignar-se publicamente com o que ele disse numa  das mini conferências de imprensa que foi dando durante a viagem às Filipinas.
Então o que disse o papa? Disse que a liberdade de expressão sendo um valor supremo - as palavras não são exactas mas vão dar ao mesmo -, devíamos ter cuidados para, ao utilizar esse valor,  não ofendermos as crenças e religiões dos outros. Disse mais, que era capaz de dar um murro em quem insultasse a sua mãe.
Ouvi e li os tais comentários minoritários um pouco envergonhados dada a tal universalidade de simpatia que o papa tem mas ouvi-os e não há nenhum problema em os ter ouvido. São opiniões.
Mas, agora pergunto eu: a liberdade de expressão não deverá ser sempre acompanhada pela responsabilidade naquilo que dizemos me-dindo, em casos extremos, as consequências possíveis?
Eu não sou jurista e espero não dizer asneiras nessa matéria, e logo nessa..., mas já ouvi letrados dizerem que, se por exemplo uma detenção de determinada pessoa pode provocar com        alto grau de probabilidade, uma revolução social com possível final trágico, os detentores dessa decisão deverão pensar e repensar se o cumprimento da lei se sobrepõe nesses casos.
Um exemplo que aconteceu: lembram-se dos toiros de morte em Barrancos? Foi ou não foi ponderado que o cumprimento da lei levado às últimas consequências daria uma tragédia iminente?
No caso das caricaturas do Profeta Maomé no jornal Charlie Hebdo, sendo certo que o jornal e seus responsáveis tem todo o direito de o fazer, não deveriam ter ponderado que esse comportamento iria acirrar o fanatismo religioso de muitos povos e que estes não hesitariam em vingar-se nem que para isso utilizassem mártires sempre disponíveis para causas como estas?
Depois das execuções dos profissionais do jornal e das mortes colaterais insistir nas caricaturas é sem dúvida uma postura de coragem. Mas até a coragem levada ao extremo é um acto de irresponsabilidade e até de arrogância.
Como concordo consigo papa Francisco.
Habemus Papam.

Até um dia destes 

Teatro

Festival Nacional
com peça povoense

“1514 – Comédia Quinhentista”, apresentada pela Associação dos Funcionários da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso marca o arranque, nesta Sexta-feira, dia 7 de Fevereiro, da XI edição do Concurso Nacional de Teatro, que se realiza, na Póvoa de Lanhoso, até 14 de Março.
A apresentação do evento decorreu, no dia 23 de Janeiro, no Theatro Club, a sala de espectáculos que acolhe o evento, e contou com a presença de Manuel Baptista, presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, de Armando Fernandes, vereador da Cultura da autarquia povoense, de Luís Mendes, da Federação Portuguesa de Teatro, e de Rui Sérgio, representante da Fundação Inatel.
A presença de uma peça povoense na fase final do Concurso Nacional é uma das novidades da edição deste ano, depois de, em 2011, a Associação Cultural da Juventude Povoense ter marcado presença no certame. No total, de 7 de Fevereiro a 14 de Março, pelo palco do Theatro Club passam nove peças a concurso (escolhida de entre dezasseis), que disputam os vários prémios, em especial o prémio Ruy de Carvalho, patrono do Concurso Nacional, entregue à produção vencedora.
“Há mais de vinte anos que a Póvoa de Lanhoso, em parceria com a ARTAM quer mais recentemente com a Federação Portuguesa de Teatro, promove e ajuda na promoção de festivais e concursos de teatro, que são já uma marca íntima do teatro associativo aqui na Póvoa de Lanhoso”, destacou o vereador Armando Fernandes, na abertura da conferência de imprensa, apontando a entrada, em 2011, da Fundação Inatel, como parceira do evento.
Revelando que o teatro é já uma tradição no concelho, Manuel Baptista, presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, deu conta do orgulho especial pelo facto de uma peça povoense, da qual é fã, marcar presença na final.
“Pena é que os órgãos de comunicação a nível nacional não venham cá fazer uma pequena reportagem para ver o que de bom se faz no teatro amador”, revelou o autarca, apontando que o Concurso Nacional representa um investimento de 8 mil euros.

Prémios do concurso reflectem  as raízes e tradições
Uma das novidades da edição deste ano do Concurso Nacional de Teatro diz respeito aos prémios a concurso. Os troféus ganham um novo design e, de certa forma, prestam homenagem a um artesão povoense recentemente falecido, António César Silva, autor dos desenhos dos prémios entregues no concurso de teatro.
A filigrana e a heroína Maria da Fonte estão em destaque nos prémios da XI edição do Concurso Nacional de Teatro.
A par do novo design, o Concurso Nacional conta com novas categorias a concurso, nomeadamente para a melhor interpretação feminina e masculina secundária, banda sonora e o prémio Maria da Fonte, que premeia a peça escolhida pelo público. Outras das novidades diz respeito à sessão de encerramento, que tem o seu início pelas 18 horas.
Luís Mendes, da Federação Portuguesa de Teatro, destacou, de entre outras considerações, que o prémio Maria da Fonte é uma “forma de homenagear o público da Póvoa de Lanhoso que tem sido fiel ao longo destes anos todos e tem brindado o Theatro Club com salas cheias”.
“Este ano assistimos a um patamar de qualidade que ainda não nos tinha dado a observar. Foi extremamente interessante perceber que os grupos estão a melhorar o seu trabalho, estão a investir, estão a esforçar-se no sentido de ter trabalhos de qualidade”, revelou o responsável da Federação Portuguesa de Teatro.
“Excelente imagem do que pode e deve ser a forma de trabalhar a cultura a nível regional e local. Uma grande satisfação ver que aqui na Póvoa de Lanhoso se continua a apostar numa política cultural, na área do teatro e da cultura, de uma forma muito ambiciosa e arrojada”, destacou Luís Mendes, apontando a aposta da Câmara Municipal no Festival Nacional de Teatro.
“Num país em que a cultura é um parente, não direi pobre mas muito pobre, esquecido sistematicamente pelos governos, sem políticas culturais para o desenvolvimento do país, penso que esta aposta e direi mesmo histórica da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso em manter, com as dificuldades que hoje todos nós passamos, esta aposta na cultura e no teatro, é de facto de enaltecer e de ser propagandeada a nível nacional como um exemplo a seguir”, destacou Luís Sérgio, da Fundação Inatel, que dá nome ao Prémio Prestígio/Personalidade.
Aquele responsável apontou ainda que “a Póvoa de Lanhoso está no mapa dessas pequenas grande manifestações que acontecem no país”, elogiando ainda a excelente organização do Festival Nacional de Teatro. 

Centro Educativo do Cávado, em Monsul

Câmara poderá ter que devolver
1,8 milhões euros mais juros

A CCDRN (Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte) solicitou à Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso a devolução de 1,8 milhões de euros, valor ao qual acrescem juros), respeitante aos fundos comunitários recebidos pela autarquia para a Construção do Centro Educativo do Cávado, em Monsul. Tudo se deve à falta de visto da empreitada, concluída em 2010. O visto apresentado pela autarquia era alegadamente falso. O falso visto foi detectado, conforme explicou Manuel Baptista, na reunião de Câmara de 26 de Janeiro, após o Tribunal de Contas ter solicitado a relação dos vis-tos das empreitadas financiadas por fundos comunitários, na adesão do município ao PAEL (Programa de Apoio à Economia Local).
Em Março de 2013, o Tribunal de Contas solicitou à Câmara Municipal a relação das empreitadas que obtiveram visto prévio desde 2009. Um dos vistos enviados dizia respeito à empreitada do Centro Educativo do Cávado, em Monsul.
Além desta pretensão da CCDRN, que pede a devolução da verba, decorre um processo criminal relacionado com a falsificação do visto do Centro Educativo do Cávado, no qual são co-arguidos o presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Manuel Baptista, e a ex-chefe da Divisão Jurídica e Administrativa da Câmara Municipal. Detectado o falso visto, o Tribunal de Contas comunicou o caso à Polícia Judiciária.
Este foi o assunto em destaque na reunião da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, de 26 de Janeiro, com os deputados do PS a solicitar esclarecimentos ao presidente Manuel Baptista sobre os contornos de todo este processo.
Manuel Baptista mostrou-se tranquilo quanto ao processo criminal.
O ‘Maria da Fonte’ sabe que o autarca vai solicitar a instrução do processo e que tem na sua posse um conjunto de documentos que contrariam as declarações da ex-chefe da Divisão Jurídica e Administrativa. De entre os vários crimes imputados aos dois arguidos, destaca-se a falsificação de documentos.
A autarquia apresentou também uma providência cautelar junto do Tribunal Administrativo e Fiscal do Porto para “travar” a pretensão da CCDRN.

Centro Educativo do Cávado, em Monsul

Presidente da Câmara mostra-se 
tranquilo e quer resolução rápida

À margem da reunião de Câmara, Manuel Baptista mostrou-se tranquilo quanto a todo o processo. “Estou tranquilo nessa questão. Espero que este assunto seja resolvido neste mandato. Neste momento, vou inteirar-me melhor da notícia. Hoje mesmo, a Câmara irá fazer um comunicado”, disse o autarca, referindo-se a uma notícia publicada por um jornal nacional, que dava conta de que a autarquia teria que devolver 1,8 milhões de euros.
Questionado por um jornalista se a funcionária chegou a assumir que falsificou o alegado visto, Manuel Baptista referiu que há um relatório onde constam as declarações que, segundo sabe, a ex-técnica da autarquia assumiu que foi ela que falsificou mas foi por “pressão do sr. presidente que ela falsificou o documento”.
Quanto a justificações para o sucedido, o autarca revelou que “ela (a ex-técnica) não tinha a ganhar nada nem a Câmara tinha que pagar nada. É um processo normal (o pedido do visto)”.
“Ela não enviou para o Tribunal de Contas o processo que lhe foi dado pela parte dos fundos comunitários e financeira para ser enviado ao Tribunal de Contas. Foi uma fase em que ela andava desequilibrada, por isso é que ela teve um processo disciplinar”, disse o autarca, revelando que aguarda serenamente o desfecho de todo este processo.
Questionado se os documentos estavam todos reunidos para que fosse atribuído o visto, Manuel Baptista adiantou que “a Câmara tinha toda a questão financeira resolvida, tinha toda a legalidade para fazer a obra. Faltava o visto e o visto só faltou por falta de competência e desleixo da técnica”, assume o autarca, dando conta do processo que levou o despedimento da ex-chefe da Divisão Jurídica e Administrativa, mas que nada tem a ver com a falsificação do alegado visto.
Manuel Baptista revelou que a Câmara apresentou uma providência cautelar relacionada com a pretensão da CCDRN, em que a autarquia tem de devolver o dinheiro recebido dos fundos comunitários. “Não queremos devolver o dinheiro. Tudo farei para não devolver o dinheiro. O dinheiro está caro e faz falta ao município”, salientou o autarca. “Estamos a trabalhar para que tudo esteja esclarecido”, disse.

Centro Educativo de Monsul

Executivo reage em comunicado

Na sequência das notícias vindas a público relativas ao Processo de financiamento do Centro Educativo de Monsul, a Câmara Municipal fez chegar à redacção do ‘Maria da Fonte’ um comunicado, no sentido de “esclarecer e de contribuir para o interesse público que deve imperar sempre nestes processos”.
“Ao longo dos mandatos deste executivo municipal, foram muitas as candidaturas que a autarquia apresentou aos vários eixos e avisos de abertura dos vários programas operacionais geridos pela CCDRN. Em todos os processos, a autarquia seguiu a mesma metodologia de trabalho, adaptando-se aos requisitos dos exigentes termos de abertura dos concursos. Trabalho este que é essencialmente técnico e por isso centrado na Divisão Jurídica e Administrativa”, começa por explicar o executivo.
“Na sequência de uma informação solicitada às autarquias pelo Tribunal de Contas e prontamente respondida, foi verificado que um dos vistos que referíamos possuir nessa mesma informação não cruzava para a informação do Tribunal de Contas. De imediato e com total colaboração da autarquia, foi detectado que o visto junto à candidatura do Centro Educativo de Monsul não era verdadeiro”, pode ler-se no comunicado, com o executivo a explicar que “por ordem do Sr. Presidente da Câmara foi aberto um inquérito interno e apurado que o mesmo havia indevidamente sido falsificado pela Chefe da Divisão Jurídica e Administrativa à data. Esta mesma técnica já não desempenhava funções aquando da detecção desta irregularidade pois havia sido demitida na sequência de um processo disciplinar por falsificação de documentos e apropriação indevida de dinheiros públicos, degenerando num processo judicial onde a envolvida foi condenada a 1 ano e 11 meses de pena de prisão, suspensa na sua execução por igual período, pela prática dos crimes de peculato e falsificação de documento, ambos na forma continuada”.
“Fica evidente para o executivo a inexistência de qualquer responsabilidade nesta desconformidade formal pois a mesma resultou apenas e só de um acto criminoso de uma técnica da autarquia que conforme se percebe atravessava uma fase muito conturbada do ponto de vista pessoal”, pode ainda ler-se.
“Fica também evidente que não resultaria qualquer benefício da falsificação de um visto que podia ser solicitado com toda a naturalidade e à semelhança de outros processos anteriores”, revelam.

“A Póvoa de Lanhoso vive dias tristes”, assumem os vereadores do PS
“Parece-me abusivo que a Câmara Municipal sempre que fala neste assunto impute a responsabilidade a uma técnica, que já não é técnica desta Câmara Municipal. Segundo sei, neste processo-crime, tem o mesmo estatuto que o sr. presidente”, apontou Frederico Castro, vereador do Partido Socialista.
“É muito fácil vender a sua versão e fazer com que ela seja o mais consistente possível”, acusou o vereador do PS. “Faço votos é que o município não saia prejudicado com isso”, pediu Frederico Castro.
Na conferência de imprensa realizada pelos vereadores do PS, após a reunião de Câmara, Frederico Castro assumiu que a Póvoa de Lanhoso vive dias tristes.
“Em última análise, os povoenses é que saem prejudicados com isto. Se a Câmara Municipal tiver que devolver 1,8 milhões de euros mais juros, isso sai directamente dos cofres da autarquia. A autarquia para devolver esse valor não pode fazer determinados investimentos que estão programados para 2015 e quem sabe 2016 e para os anos seguintes. Quem sai prejudicado com isso são os povoenses, é o desenvolvimento do concelho, é a qualidade de vida das pessoas que vivem na Póvoa de Lanhoso”, assumiu Frederico Castro, acusando ainda a autarquia de “sonegar” informações aos vereadores do PS.
“Queremos eu isto se resolva rapidamente e que o município não seja prejudicado em relação às decisões que possam vir a ser tomadas”, disse ainda o vereador do PS.

“Maria da Fonte” tentou obter declarações da ex-técnica da autarquia
Até ao fecho da edição não foi possível obter declarações da ex-chefe da Divisão Jurídica e Administrativa da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso relativamente ao processo-crime relacionado com a falsificação do visto do Centro Educativo do Cávado, em Monsul, na qual é co-arguida, juntamente com o presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso.

Queres Namorar comigo?

Serviços Educativos levam
Teatro de Sombras às Escolas

Os Serviços Educativos da Biblioteca Municipal Infantil da Póvoa de Lanhoso estão a preparar mais uma história para contar aos alunos das Escolas através de Teatro de Sombras. ‘Queres namorar comigo?’ do conhecido actor João Ricardo é o trabalho a que poderão assistir.
“A proximidade da comemoração do Dia dos Namorados e o facto desta obra fazer parte do Plano Nacional de Leitura remeteu para esta altura a apresentação desta história que conta a odisseia de um caracol apaixonado por uma girafa. É num painel que serão projectadas sombras, que permitem acompanhar o pequenino caracol que se declara à enorme girafa, fazendo comparações que transportam para um mundo de fantasia”, explica a Câmara Municipal.
A ida às escolas iniciou a 4 de Fevereiro e prolonga-se até ao dia 12. Os destinatários são os os alunos do 1.º Ciclo. Na EB 2,3 Prof. Gonçalo Sampaio,  também aos alunos do 5.º ano poderão contar com esta novidade – Teatro de Sombras.
“O material necessário para a apresentação desta história, desde o painel, as figuras, a encenação e a narração foi, mais uma vez, preparado pelos Serviços Educativos e Técnicos do Theatro Club, em estreita colaboração. A encenação desta história surge, mais uma vez, como proposta dos Serviços Educativos, no âmbito da parceria existente com o SABE (Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares), inserida nas dinâmicas de desenvolvimento intencional das literacias e da construção de bons hábitos de leitura, junto dos mais pequenos”, explicam ainda os responsáveis.

Iniciativa da Biblioteca Municipal

Bookface - este livro
é a minha cara

Durante o ano de 2015, a Biblioteca Municipal da Póvoa de Lanhoso promove, em colaboração com os leitores, uma actividade mensal designada ‘Bookface - este livro é a minha cara’.
De acordo com a Câmara Municipal, esta iniciativa pretende a divulgação de obras e de autores através de um jogo de esconde/mostra com os leitores da biblioteca e os livros a divulgar. Os leitores darão corpo e os livros a cara, literalmente.
“O objectivo principal do município é a promoção do gosto pela leitura. E, hoje em dia, é importante que encontremos formas diferentes de cativar, sobretudos os mais jovens, para a leitura de livros”, começa por salientar o vereador para a Cultura da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Armando Fernandes.
As obras e os leitores seleccionados só serão divulgados no próprio mês da exibição. A Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso agradece aos leitores da Biblioteca Municipal que aceitaram participar nesta iniciativa, pois sem eles, a mesma não seria possível. “Aquilo que procuramos fazer é estreitar a relação entre o livro e o leitor. As pessoas, hoje em dia, têm uma vida muito preenchida.     E a leitura de livros não faz parte das suas prioridades. Preferem ler aquilo que vai passando nas redes sociais ou a imprensa. Mas, quando encontram um livro com o qual se identifiquem, a disponibilidade para a leitura tende a aumentar”, argumenta o mesmo responsável.
Esta foi, portanto, uma forma divertida de aproximar os leitores aos livros. Eles têm que pegar neles, observar a capa para saber se se coaduna com o seu espírito - no fundo eles vão entrar numa espécie de simbiose!  - e, ao fazer isto, eles lêem o título do livro assim como vêem o nome do autor e isto pode levar a uma vontade de saber mais, tanto sobre o assunto como sobre o escritor.
A Biblioteca Municipal da Póvoa de Lanhoso terá mensalmente um título em destaque para esta rúbrica, criando um painel sempre renovado de fotos dos leitores com o seu livro-cara (a que chamaremos  bookface, fazendo aqui também uma espécie de trocadilho com o popular facebook, combinando ironicamente o que de alguma forma afasta os jovens da leitura com o incentivo à leitura); uma exposição bibliográfica e fotográfica; um caderno BMPL, que já vai na sua 86ª edição, com a biografia do autor, um resumo da obra, um destaque para o tema ou temas abordados no livro, um trecho da história, uma lista de outras obras do mesmo autor ou sobre o mesmo assunto existentes na biblioteca e um conto de José Saramago.
Em Janeiro, a obra que empresta a cara aos nossos leitores é ‘A história de Ana’ de Jenna Bush em colaboração com a UNICEF. Trata-se da história verídica de uma jovem de 17 anos, vítima de abusos, mãe adolescente e infetada com HIV. Este livro permitiu uma abordagem aos temas da violência, dos abusos, da maternidade na adolescência, do HIV, da Sida e da determinação pessoal. Conduziu-nos também a um conto muito interessante de José Saramago, ‘Centauro’, que terá sido publicado numa antologia de contos na Alemanha, Itália França, Grécia e México na véspera do Dia Mundial da Luta Contra a Sida em 2004.
Os leitores, de todas as idades, têm mostrado um carinho muito especial pelo ‘Bookface – este livro é a minha cara’ na medida em que  se interligam tão pessoalmente com os livros. A tendência é para um crescendo de leitores participantes, visto que os retratados têm amigos que também gostariam de o ser e é muito mais fácil caminhar até à biblioteca pela mão de um amigo do que sozinho.

Garfe

Homenagem ao padre
Luís Fernandes

Um grupo de habitantes de Garfe, Póvoa de Lanhoso, constituindo-se como comissão organizadora representativa das forças vivas da terra, vai le-var a efeito neste domingo, no dia 8 do mês de Fevereiro, uma singela homenagem ao pároco daquela freguesia, Rev. Padre Luís Peixoto Fernandes.
A homenagem pretende relembrar a sua chegada a Garfe, como pároco, a 5 de Fevereiro de 1995. Comemora-se, pois, o 20.º aniversário dessa data e honra-se nesta iniciativa o pároco pelo profícuo trabalho que, nestes vinte anos, desenvolveu na promoção religiosa e cívica, não só da paróquia, como da freguesia e de toda a comunidade Garfense da qual é, aliás, oriundo.
Nascido em Garfe em 19 de Outubro de 1949, o Padre Luís fez a escolaridade primária na freguesia natal, prosseguindo depois estudos nos seminários de Braga. Foi ordenado sacerdote em 13 de Junho de 1974, tendo a sua ‘Missa Nova’ ocorrido em Garfe a 28 do mês seguinte. Foi depois, professor no seminário de Nossa Senhora da Conceição, em Braga, e pároco nas freguesias de Penselo, Gominhães e S. Torcato, do arciprestado de Guimarães; Taíde, S. Martinho de Campo, Fontarcada, Arosa, Castelões e, como se disse, de Garfe, desde há vinte anos a esta parte.
Nestes duas décadas, o Padre Luís criou em Garfe um Centro Social e Paroquial com Centro de Noite, Apoio Domiciliário a idosos e Atividades de Tempos Livres para crianças, sendo ainda fundador e dinamizador do Agrupamento de Escuteiros, Fanfarra, Rancho Folclórico, fundador e diretor do Jornal de Garfe, autor de um livro sobre as capelas da paróquia, para além de outras iniciativas. De entre estas merece destaque, pelo sucesso já alcançado e pela projeção que tem feito da localidade não só no país como no estrangeiro, através de divulgação pelos órgãos de comunicação, a criação da iniciativa ‘Garfe, Aldeia dos Presépios’, que este ano se realizou pela 15.ª vez e que, com o empenho de toda a comunidade, leva à construção de cerca de dezena e meia de presépios em locais públicos noutros tantos lugares da freguesia.
O programa da homenagem tem início às 11 horas deste domingo - 8 de Fevereiro - com uma Missa de Acção de Graças, à qual se seguirá a apresentação de um pequeno livro sobre o Padre Luís, obra que reúne testemunhos de alguns amigos do sacerdote e uma nota biográfica. O livro, coordenado por José Abílio Coelho e Antonieta Fernandes, conta com um prefácio de autoria de D. Jorge Ortiga, Arcebispo Primaz.
À apresentação do livro, que terá lugar logo após a celebração da eucaristia, segue-se um almoço de confraternização nas imediações da igreja, no qual poderão participar todos os garfense que façam a sua inscrição junto das pessoas da referida comissão. Mais informações sobre as inscrições podem ser obtidas através dos telefones 963 698 188 ou 964 240 146.