CASTELO DE AREIA

Abstenção
Em 1979, a abstenção no concelho, e nos que diz respeito às eleições autárquicas, situou-se nos 20,58%. Desse ano até agora, exceptuando 1989, em que houve uma quebra, a abstenção tem vindo a aumentar. Neste ano, situou-se nos 37,10%. A emigração tem contribuído para esse aumento mas não é o único factor.

Manuel Baptista vai para o seu terceiro mandato

Nova maioria absoluta

Comícios, festas temáticas, arruadas e visitas às freguesias foram algumas das iniciativas que marcaram a campanha eleitoral deste ano. Os candidatos apresentaram-se aos povoenses e deram a conhecer os seus projectos para as Terras da Maria da Fonte. Pelo concelho, foram espalhados cartazes e os carros de som anunciaram as iniciativas e apelaram ao voto. Às 24 horas de sexta-feira, o silêncio retomou. No domingo, através do voto, os povoenses decidiram e escolheram os candidatos da sua preferência. Manuel Baptista e Amândio de Oliveira, do PSD, venceram as eleições para a Câmara Municipal e Assembleia Municipal da Póvoa de Lanhoso, por maioria. O candidato do PSD conseguiu 51,05% dos votos contra os 40,26% do PS, numa candidatura liderada por Frederico Castro. O CDS ficou na terceira posição, com 4,23% e a CDU foi a força menos votada, com 1,37% dos votos.
Amândio de Oliveira, do PSD, foi o mais votado para a Assembleia Municipal, com António Barros, do PS,  a ser o segundo candidato mais votado. José Eduardo Vieira (CDS) e Pedro Vale (CDU) ficaram no 3.º e 4.º lugar, respectivamente.
Para as 22 Assembleias de Freguesia do concelho, apresentaram-se a votos 62 candidatos, pelo PSD, PS, CDS, CDU e listas independentes.
Fique a conhecer os resultados no concelho para a Câmara Municipal, Assembleia Municipal e Assembleias de Freguesia.

Vila encheu-se de viaturas e apoiantes

Apoiantes vibraram com a vitória

Bandeiras no ar e gritos de incentivo a Manuel Baptista e ao PSD ecoaram na vila da Póvoa de Lanhoso. Os resultados foram-se conhecendo e a vila começou a encher-se de viaturas e apoiantes da candidatura laranja. Já passavam das 23 horas quando Manuel Baptista, rodeado de elementos da sua candidatura, se dirigiu a todos os apoiantes, agradecendo todo o apoio recebido ao longo da campanha eleitoral.
“Começa hoje mais uma caminhada de quatro anos”, revelou o candidato, não deixando de agradecer o apoio de toda a família.
“Temos que continuar a trabalhar para que a Póvoa de Lanhoso daqui a quatro anos continue a ficar em boas mãos”, destacou Manuel Baptista, dedicando a vitória na corrida à câmara municipal a um amigo e apoiante falecido este ano, Joaquim Galão, presidente da Banda de Música dos Bombeiros Voluntários da Póvoa de Lanhoso.  “Este é o reconhecimento dos povoenses a esta Câmara PSD. Hoje, sou um homem feliz”, apontou Manuel Baptista, revelando que “a partir de hoje continuo a ser o presidente de todos os povoenses”.
“Esta é a prova que as pessoas reconheceram o trabalho de Manuel Baptista e de toda a sua equipa”, destacou Amândio de Oliveira, que venceu a corrida à Assembleia Municipal pelo PSD.

Mais uma vitória esmagadora

Manuel Baptista: não há duas sem três

Candidato pelo PSD, Manuel Baptista foi eleito para mais um mandato à frente dos destinos da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso. Com 7.790 votos (51,05%) Manuel Baptista foi o grande vencedor na noite eleitoral na Póvoa de Lanhoso, na corrida à Câmara Municipal. Frederico Castro, do PS, ficou em segundo lugar na preferência dos povoenses, conseguindo 40,26% dos votos (6.144 votos). No total, 1646 votos separaram ambas as candidaturas.
Deolinda Queirós, do CDS, foi a terceira candidatura mais votada, conseguindo 646 votos (4,23%), contra os 209 votos da CDU (1,37%).
Na votação para a Câmara Municipal, e comparativamente aos dados de 2009, PSD e PS perderam votos, com o CDS e a CDU a subir na votação. Para além destas subidas, registou-se, também uma subida nos votos em branco, nos votos nulos e na abstenção, comparativamente ao acto eleitoral de 2009.
Relativamente à abstenção, a mesma passou de 32,09% (23.553 inscritos – 15.995 votantes) em 2009, para os 37,10% (24.260 inscritos – 15.259 votantes), neste ano. Assim sendo, aumento do número de votantes, aumento da abstenç
Com esta votação, a candidatura do PSD obteve quatro mandatos (Manuel Baptista, Gabriela Fonseca, Armando Fernandes e André Rodrigues) contra os três mandatos do PS (Frederico Castro, Fátima Moreira e Lídia Vale), tal como em 2009.

Autárquicas'13

 Vitória na maioria das Juntas

O acto eleitoral do passado domingo, dia 29 de Setembro, traz novos rostos à presidência das Juntas de Freguesia do concelho. A limitação de mandatos à qual se junta a reforma administrativa veio alterar o panorama concelhio. A reforma administrativa reduziu de 29 para 22 as freguesias no concelho, seis das quais “União das Freguesias”.
Na votação para as Assembleias de Freguesia, o PSD levou também a melhor sobre o PS. Das 22, o PSD venceu, com listas próprias, em 14 delas: União das Freguesias de Esperança e Brunhais, Garfe, Lanhoso, Monsul, Póvoa de Lanhoso (Nossa Senhora do Amparo), Rendufinho, Santo Emilião, S. João de Rei, Serzedelo, Sobradelo da Goma, Taíde, Travassos, União das Freguesias de Verim, Friande e Ajude e Vilela.
Quanto ao PS, os socialistas conseguiram vitória na União das Freguesias de Águas Santas e Moure, União das Freguesias de Campo e Louredo, União das Freguesias de Fontarcada e Oliveira, Galegos e Geraz do Minho. Na União de Freguesias de Calvos e Frades, Covelas e Ferreiros venceram as listas independentes: Lista Independente de Calvos e Frades, RIC – Renovação e   Inovação de Covelas e Lista Independente de Ferreiros. Duas delas, de Covelas e Ferreiros, deram o seu apoio a Manuel Baptista no decurso da campanha política, pelo que se devem juntar aos elementos do PSD na Assembleia Municipal. Em Garfe e Galegos as votações para a Câmara e Assembleia de Freguesia não tiveram o mesmo sentido. Em Garfe, para a Assembleia de Freguesia venceu a candidatura PSD mas na votação para a Câmara Municipal venceu o PS. O contrário aconteceu em Galegos, com o PS a sair vencedor na votação para a Assembleia de Freguesia mas na votação para a Câmara Municipal foi o PSD quem obteve mais votos.
Em algumas freguesias, a diferença de votos foi pequena. Um desses casos foi em Galegos, com o PS a obter mais nove votos que a lista PSD. Também em Garfe, o PSD venceu por nove votos a lista do PS. Em S. João de Rei, o PSD venceu por apenas quatro votos a lista PS e na União de Freguesias de Calvos e Frades, a lista independente teve mais oito votos que a candidatura do PS. Recorde-se que nesta freguesia, e nas eleições para a Assembleia de freguesia, apresentaram-se a votos cinco listas.
Com os resultados deste ano, três juntas de freguesias passam a ser presididas por senhoras: a Armandina Machado, presidente da Junta de Freguesia de Vilela, junta-se, este ano, Carla Ferreira (Ferreiros) e Dora Ribeiro (Serzedelo).

Manuel Baptista

Sereno e confiante

Pouco passava do meio-dia de domingo, dia 29, quando Manuel Baptista exerceu o seu direito de voto, na vila da Póvoa de Lanhoso, nas instalações do Centro Educativo António Lopes. Com ar sereno, o candidato do PSD revelou, ao ‘Maria da Fonte’, ter acordado bem-disposto. Dando conta de que nestes dois meses e meio foi ao encontro das gentes do concelho, no chamado “porta a porta”. A proximidade às gentes do concelho permite-lhe um conhecimento mais profundo da realidade que afecta as gentes da Póvoa de Lanhoso.
“É necessário apostar na acção social. Estar próximo das pessoas e apoiar as famílias”, indicou Manuel Baptista, revelando que, nesta campanha eleitoral, e comparativamente a 2009, há mais casas fechadas, há mais emigração.
“Hoje acordei bem-disposto. Não sei se foi do problema de saúde que tive mas sinto-me mais calmo e preparado para os resultados. Penso que os povoenses vão reconhecer o trabalho feito nestes últimos oito anos”, apontou o candidato Manuel Baptista.
“Fiz uma campanha para as pessoas e não para o partido. Fiz uma campanha  ‘à Manuel Baptista’, indo de porta em porta, olhos nos olhos, ver o que fiz e o que é necessário de fazer. A acção social vai ser a grande aposta”, apontou Ma Baptista.
nuel

Lanhoso

Queima descontrolada
gera pequeno incêndio


Tudo começou com a queima de resíduos num terreno agrícola, na terça-feira, dia 24 de Setembro. O fogo descontrolou-se e gerou um pequeno incêndio. Ao avistar uma coluna de fumo, uma patrulha do Núcleo de Protecção Ambiental da GNR da Póvoa de Lanhoso, dirigiu-se para o local e constatou que um idoso procedia à queima de sobrantes agrícolas. O homem, de 81 anos, residente naquela freguesia de Lanhoso, acabou detido pela GNR.
“A queima descontrolou-se e deu origem ao incêndio, em que arderam 100 metros quadrados de terreno agrícola. O homem foi detido e prestou termo de identidade e residência, após o que foi libertado e notificado para comparecer no tribunal”, refere a GNR, na sua página.

Bombeiros Voluntários da Póvoa de Lanhoso

“Havia apenas o carro aberto,
o Ford, e a ambulância vermelha”


No início da passagem dos membros mais velhos do grupo pelos bombeiros da Póvoa de Lanhoso, apenas existiam dois carros: o carro aberto, o Ford, e a ambulância vermelha. O Ford, na fotografia, foi adquirido pelos Bombeiros Voluntários da Póvoa de Lanhoso em 1938.
“Foi comprado novo, em 1938”, recorda Joaquim Lopes Moreira.  O tempo é o de recordar peripécias, os momentos menos alegres e os meios que tinham ao dispor.
“Houve uma altura em que aqui nos bombeiros havia o carro aberto e a ambulância e só havia uma bateria. Quando era preciso ir para um incêndio, tirava-se a bateria da ambulância para o carro. Uma ocasião, foi organizada uma peça de teatro e fizeram um peditório para comprar uma bateria. No fim, houve alguém, talvez o João Bastos, que deu dinheiro para comprar a bateria para colocar num dos carros”, recorda Cremildo Pereira, que os amigos tratam por ‘Mido’.
José Francisco Pereira de Sousa recorda que, em caso de necessidade, usavam a carrinha aberta do sr. ‘António sardinheiro’.
Nesse tempo, os incêndios eram poucos. “Havia um ou outro mas mais em casas. Os montes eram todos limpos porque as pessoas precisavam do mato e da lenha”, recorda um dos elementos.
“Numa certa noite, o socorro foi pedido para o lugar de Gondiães, em Garfe. Não havia estrada. Deixamos a ambulância junto à igreja e fomos a pé com a maca. Vieram pessoas com candeias para nos iluminar. Fomos com a maca era 1 hora e chegamos novamente à ambulância às 7 horas”, recorda um elemento. Numa das ocasiões, uma senhora grávida teve o parto na ambulância. José Pereira de Sousa recorda que, juntamente com um colega, foram buscar uma senhora grávida a Esperança. “As pessoas vieram com candeias para nos iluminar. Ao passar em Simães, em Fontarcada, tivemos que parar. Uma senhora que estava à janela foi chamada para assistir ao parto”, recorda
“Não havia carros de água. O primeiro foi um Land Rover, com cerca de 200 litros. Fomos buscá-lo a Famalicão. Num domingo de manhã, fizemos uma demonstração na vila e foi uma alegria”, recordam.
Por vezes, nem tudo corria como esperado. A S. João de Rei foram buscar um ferido, com uma fractura na perna. A manobra inesperada duma viatura, junto ao largo António Lopes obrigou o condutor a passar com a ambulância vermelha, a primeira da corporação, por cima do passeio. O doente caiu ao chão da ambulância e à perna partida juntou-se também um braço partido.
“Naquele tempo, só havia uma ambulância e quando estava avariada iam à Casa Rebelo e eles com a carrinha deles transportavam os doentes”, recordam.
“Hoje, as condições são outras, há mais trabalho e mais exigências”, concordam os vários elementos do quadro de honra.

Dia do concelho - 721º aniversário

Pavilhão desportivo inaugurado

A Póvoa de Lanhoso viveu, no dia 25 de Setembro, o Dia do Concelho. Nos 721 anos do concelho da Póvoa de Lanhoso, a Câmara Municipal inaugurou o pavilhão desportivo do CE do Cávado, em Monsul, e homenageou autarcas.
Foi a 25 de Setembro de 1292 que o Rei D. Dinis outorgou a carta de foral às Terras de Lanhoso. No dia 25, cumpriram-se os 721 anos do nascimento do concelho da Póvoa de Lanhoso, numa data assinalada pela Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, que integrou a inauguração do pavilhão desportivo do Centro Educativo do Cávado, em Monsul, e uma sessão solene que contou com a h-menagem a autarcas do concelho.
Localizado junto ao Centro Educativo do Cávado, em Monsul, e construído para servir a comunidade educativa, o pavilhão desportivo, que resulta de um projecto promovido pela Câmara Municipal e co-financiado pelo ON2 - O Novo Norte e QREN através do Fundo Europeu do Desenvolvimento Regional, estará disponível para a população em geral, associações e colectividades das dez freguesias do baixo concelho.
“Festejar este dia é ter respeito pela nossa memória colectiva. É dizer às novas gerações de povoenses que esta terra tem uma identidade de muitos séculos de história e que dela muito nos orgulhamos”, referiu Manuel Baptista, presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso.
Destacando que a reforma administrativa, aliada à limitação de mandatos, veio mudar uma realidade de várias décadas, Manuel Baptista salientou que é uma justa homenagem “a quem diariamente dá parte do seu tempo para ajudar a desenvolver este concelho”.
Para além de Carlos Duarte, da CCDR-N, a sessão solene contou com a intervenção de Humberto Carneiro, presidente da Assembleia Municipal da Póvoa de Lanhoso. “Muitas vezes, as Juntas de Freguesia são classificadas como o parente pobre do poder local. Permitam-me que não concorde, entendo até o contrário. Não há nenhum órgão político que esteja tão próximo das pessoas como a junta de freguesia, sendo, por isso, a expressão máxima do poder político com os cidadãos”, disse o presidente da Assembleia Municipal, mostrando-se satisfeito com a homenagem prestada pela Câmara Municipal.

Autarcas homenageados
Jaime Oliveira (Covelas), José Manuel Alves (Ferreiros), Agostinho Montenegro Gomes (Galegos), Bernardo Silva (Monsul), Luís Ferreira (Geraz do Minho, Álvaro Vieira (Serzedelo) e Aristides Costa (Monsul) foram os autarcas homenageados pela Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso. A lei de limitação de mandatos impediu que os autarcas se candidatassem a um novo como presidentes de Junta.
De fora ficaram os presidentes de junta cujas freguesias se agregaram, o que possibilitou uma nova candidatura.
Presidente da Junta de Freguesia de Covelas desde 1983, Jaime Oliveira foi o porta-voz dos homenageados, agradecendo ao presidente da autarquia da Póvoa de Lanhoso por “homenagear os autarcas que, ao longo de décadas, deram o seu melhor em prol das suas gentes e das suas terras, deixando, muitas vezes, a família em prol da população”.
“Sinto-me orgulhoso de ter ajudado a construir uma terra com melhores condições de vida e bem-estar”, disse o autarca, não esquecendo todos ex-presidentes da câmara municipal com quem trabalhou nos últimos 30 anos: José Luís Portela, João Tinoco de Faria e Lúcio Pinto.
Aos autarcas não cessantes, o homenageado pediu para que “não desistam de lutar pelos interesses da população”.