Fontarcada


Tampinhas trocadas
por cadeira de rodas

A tarefa foi cumprida e o esforço dos alunos e comunidade escolar da EB1/JI de Simães, em Fontarcada, foi premiado com a entrega de uma cadeira de rodas, no âmbito da campanha “Tampinhas Mágicas”, promovida pela Águas do Noroeste. Volvido cerca de um ano e meio, desde o início da recolha das tampinhas, alunos e professores da EB1/J1 de Simães deslocaram-se, na manhã de terça-feira, dia 18 de Janeiro, às instalações da Águas do Noroeste, em Guimarães, para receber a cadeira de rodas, que reverterá para uma habitante daquela freguesia.
Numa intensa alegria, os mais novos mostraram-se satisfeitos com a iniciativa e dispostos a continuar a recolha de tampinhas, com vista a ajudar outras pessoas do concelho. Maria de Fátima Machado da Silva, residente em Simães, naquela freguesia de Fontarcada, com um problema de saúde desde nascença que a torna totalmente dependente dos outros para todas as tarefas, é a pessoa para quem reverte a cadeira de rodas. Iniciada na escola, a recolha de tampinhas alargou-se aos vários familiares dos alunos. Da Suíça, familiares da jovem Sofia, enviaram tampas para participar na campanha. Deveras empenhados, os alunos fizeram chegar a mensagem a familiares e amigos de outras freguesias, tendo os mesmos contribuído com a entrega de tampinhas para a campanha “Tampinha Mágica”.
Para além da entrega da cadeira de rodas, a Escola EB1/JI de Simães recebeu, da Águas do Noroeste, um certificado de participação de participação na campanha.

Câmara Municipal


Carta aos munícipes
para explicar aumentos
na água e saneamento

Em comunicado, a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso anuncia que, juntamente com a primeira factura emitida este ano aos consumidores, que irá reflectir os aumentos nas tarifas da água e saneamento, será remetida uma carta explicativa desses mesmos aumentos. “A referida carta que os munícipes irão receber explica que, ao longo dos últimos anos, a autarquia foi suportando prejuízos sucessivos no fornecimento de água e no tratamento do saneamento e que, actualmente, os valores desses mesmos prejuízos são superiores a 44% na água e a 86% no saneamento, o que representa um valor na ordem de 1 milhão de euros por ano”, refere a autarquia, anunciando que “esse desequilíbrio resulta, fundamentalmente, da diferença entre o preço que a Câmara Municipal paga na compra da água e o valor que cobra aos munícipes”.

Câmara paga mais
do que aquilo que cobra

“A título de exemplo, em 2010, a autarquia informa que comprou o metro cúbico de água, em média, a 0,86 euros, vendendo-o a 0,47 euros. Um outro exemplo refere-se ao saneamento, em que a Câmara Municipal pagou pelo tratamento de saneamento 0,50 euros por metro cúbico, cobrando 0,20 euros aos Munícipes”, dá conta o comunicado, destacando alguns dos pontos que fazem parte da carta enviada aos munícipes. “Apesar de representar uma situação deficitária, a política municipal seguida ao longo dos últimos cinco anos foi no sentido de ser efectuado um ajustamento gradual dos preços, tendo por objectivo ir equilibrando a gestão deste importante serviço”, explica o mesmo documento...

Póvoa de Lanhoso


PS classifica como brutal
o aumento das taxas
de água, lixo e saneamento

Esta Câmara Municipal está completamente desgovernada e tem uma necessidade imperiosa de realizar receitas”, disse Belarmino Dias, presidente da Comissão Política do PS, no decurso de uma conferência de imprensa, realizada a 14 de Janeiro, na sede do PS.
Acompanhado de António Lourenço, vereador do PS na Câmara Municipal, Belarmino Dias revelou que a Câmara Municipal pretende implementar um aumento brutal nas tarifas da água, lixo e saneamento, aumentos esses aprovados no âmbito da reunião de Câmara de 20 de Dezembro.
Para além de tecer críticas a tais aumentos, Belarmino Dias acusa ainda o executivo municipal de “autêntica caça do dinheiro num regime de contra-ciclo”. Exemplo disso é, e de acordo com aquele responsável do PS, a cobrança das taxas de publicidade. Destacando o “lufa lufa tremendo para cobrar taxas ao comércio”, Belarmino Dias refere que tal situação “só se explica pela ruptura financeira a que esta Câmara chegou”.
Vereador do PS na Câmara Municipal, António Lourenço apontou o dedo à Câmara Municipal, acusando o executivo liderado por Manuel Baptista de “não ter capacidade de planear, se organizar, de pensar o futuro de uma forma global e eficaz”...

Colóquio


'Maria da Fonte' surgiu
para responder a livro
de Camilo Castelo Branco

No decurso do primeiro colóquio alusivo aos 125 anos do “Maria da Fonte”, realizado a 15 de Janeiro, Paulo Freitas, Chefe da Divisão de Cultura da Câmara Municipal e autor de diversas publicações, assegura que o nascimento de ‘A Maria da Fonte’, a 3 de Janeiro de 1886, na segunda página do Jornal “Castelo de Lanhoso” se deve à defesa da P. Lanhoso face às palavras de Camilo Castelo Branco, no seu livro “A Maria da Fonte”, editado em 1885. Lendo algumas passagens do livro de Camilo Castelo Branco, Paulo Freitas considera que o autor “insulta e apelida as mulheres da P. Lanhoso de tudo o que se pode imaginar”. “Como poderia a P. Lanhoso responder?”, questiona, referindo-se aos insultos que são dirigidos às mulheres da Póvoa de Lanhoso.
“A fundação do Jornal Maria da Fonte cruza-se intimamente com um livro de Camilo Castelo Branco, “Maria da Fonte”, publicado em 1885, que comemorou 125 anos o ano passado”, dá conta Paulo Freitas.
Fundado a 1 de Junho de 1885, o Jornal Castelo de Lanhoso, muda de nome, a 3 de Janeiro de 1886, para “A Maria da Fonte”, para a defesa da Póvoa de Lanhoso face às palavras de Camilo Castelo Branco. “A memória da Maria da Fonte, déssa mulher varonil, que, excitando os ánimos, já em convulsão latente, fez surgir uma revolução popular, que, em pouco tempo ganhando poderosos alentos, abalou um throno, e que abateria um sceptro e não fôra a intervenção estrangeira, a memória d'essa heroina vae ser emfim perpectuada n'esta folha semanal, que vê hoje a luz da publicidade”, referia o editorial de “A Maria da Fonte”, na sua edição de 3 de Janeiro de 1886.
O livro “Maria da Fonte”, de Camilo Castelo Branco, tem por base o relato de um povoense, José Joaquim Ferreira de Melo e Andrade, enviado ao escritor em 1874 e que, onze anos depois, será a base do livro de Camilo Castelo Branco, conforme deu conta Paulo Freitas. Tal relato é ampliado por Camilo, que assume os relatos como a verdadeira história da Revolução da Maria da Fonte. “Nesse relato, o povoense Ferreira de Melo dá uma ideia má das mulheres da P. Lanhoso, usando umas dezenas de vezes os epítetos de amazonas e bacantes, apelidando-as de embriagadas, mulheres fáceis e promíscuas”, revela Paulo Freitas...

No Theatro Club


Exposição dá a conhecer
momentos da vida
do 'Maria da Fonte'

Está patente, no Theatro Club da Póvoa de Lanhoso, até ao dia 28 de Fevereiro, uma exposição alusiva aos 125 anos do Jornal Maria da Fonte, numa iniciativa da Câmara Municipal da P. Lanhoso, que conta com a colaboração da administração do “Maria da Fonte”.
No centro da mostra, os visitantes deparam-se com duas máquinas que constituíram momentos importantes na vida deste jornal: a primeira, uma Linotype, uma máquina de composição mecânica, constituiu um importante avanço na composição do jornal. Ao invés da composição manual, com o compositor a juntar os caracteres para formar as várias notícias, a composição passou a ser feita mecanicamente, facto esse que diminuiu, em muito, o tempo gasto na composição do jornal. Em segundo lugar, aparece um prelo, uma máquina de impressão manual utilizada para pequenos trabalhos comerciais.
A juntar a estas duas máquinas, os visitantes ficam a conhecer alguns dos utensílios usados na composição manual, como é o caso do componedor; galeões; galé; armários de armazenamento de caixas de tipo, entre outros. No tocante ao arquivo, a exposição conta com alguns dos jornais que relatam momentos marcantes da história do concelho e do país, nomeadamente a inauguração da estátua da heroína Maria da Fonte, em 1978; o jornal inteiramente dedicado a António Ferreira Lopes, por ocasião do 1.º aniversário da sua morte; a inauguração da Escola-cantina D. Elvira Câmara Lopes, assim como jornais com notícias censuradas.
Joaquim Moreira, com 50 anos de ligação ao “Maria da Fonte”, passou pelas três fases de composição: manual, mecânica e informática. Profundo conhecedor das máquinas e objectos expostos, Joaquim Moreira deu aos presentes uma verdadeira aula de história, dando a conhecer o funcionamento das máquinas e utensílios e exemplificando a composição manual de uma notícia...

Dia 6 de Fevereiro

II Enduro na Póvoa de Lanhoso
A Póvoa de Lanhoso prepara-se para receber, a 6 de Fevereiro, o 2.º Enduro, numa organização levada a cabo por um grupo de entusiasmantes da modalidade, encabeçados pelo piloto Adelino Sousa, de Sobradelo da Goma, e TT LANHOSO.
Para este ano, a organização mantém os moldes da edição anterior, mas promete novos desafios, novas imagens e algumas surpresas que serão divulgadas a seu tempo.
Neste momento, as inscrições já fecharam e estão garantidos 200 pilotos, vindos de todo o país, bastantes Espanhóis e até alguns emigrantes!
A prova vai contar, também, com a presença de alguns pilotos federados, nomeadamente, o vice-campeão de Enduro e pilotos que recentemente estiveram a competir no Dakar. Para que a prova se torne ainda mais apetecível e desperte a curiosidade dos milhares de povoenses e aficcionados do desporto motorizado a organização encontra-se em contacto com o piloto Helder Rodrigues, a fim de poder contar com este sonante nome do mundo das duas rodas no 2.º Enduro Póvoa de Lanhoso...

III Divisão - 15.ª Jornada

Luís Coentrão deu vitória
Um golo solitário de Luís Coentrão, aos 64 minutos, deu os três pontos ao Vianense, no embate frente à formação do Maria da Fonte que, novamente, sofreu um golo de bola parada. A vitória permitiu à formação de Viana do Castelo passar para a segunda posição da tabela, com os mesmos pontos que o líder Mirandela. Quanto aos homens da Póvoa de Lanhoso, a derrota empurrou os marifontistas para o 10.º e antepenúltimo lugar. Contas complicadas para os homens comandados por Artur Correia.
No tocante ao jogo, o primeiro remate digno de registo pertenceu aos homens da casa, com Nuno Mendes, aos 14 minutos, na marcação de um livre, a desferir um potente remate, com o esférico a sair ao lado da baliza de Paulo Cunha. A resposta dos visitantes apareceu aos 19 minutos, com Ruben Feiteira, na recarga, a rematar ao lado.
A grande oportunidade da primeira parte pertenceu aos visitantes. Aos 29 minutos, e aproveitando o adiantamento do guardião, Cristiano tentou o chapéu mas a bola saiu rente ao poste da baliza de Rui Vieira, causando grandes calafrios.
Na resposta, Marco remate com perigo à baliza do Vianense, mas o esférico sai um pouco por cima da trave da baliza. De seguida, foi a vez de Pikuá tentar surpreender mas, também aqui, a bola saiu por cima da baliza à guarda de Paulo Cunha.
Com o empate a manter-se no final dos 45 minutos, Rogério Brito fez entrar Marcos para o lugar de Ruben Feiteira, refrescando o ataque do Vianense...

Divisão de Honra da A.F. Braga

Porto d’Ave mais forte
dá subida na tabela

Num jogo a contar para a 14.ª jornada da Divisão de Honra da AF Braga, o Porto d'Ave recebeu e venceu a formação do Desportivo de Ronfe por 3-2. A vitória da formação da casa começou a ser construída bem cedo com o primeiro golo a ser apontado por Neves, quando estavam decorridos apenas 15 minutos de jogo e após a marcação de um pontapé de canto.
Aos 31 minutos o marcador voltou a igualar. Uma falta cometida por Leandro sobre um jogador adversário, no interior da área portodavense, levou o árbitro a assinalar grande penalidade. Diogo foi o homem chamado para a conversão e igualou o marcador a uma bola.
Decidido a sair do encontro com os três pontos, o Porto d'Ave, passados apenas três minutos, consegue novamente passar para a frente do marcador, por intermédio de Zé Beto.
O terceiro golo dos homens da casa saiu do banco. Substituindo Daniel, no início da etapa complementar, Cabreira, em apenas oito minutos em campo consegue dar uma vantagem mais confortável aos da casa, fazendo o terceiro golo dos homens comandados por Armando Silva.
A vencer por 3-1, a equipa do Porto d'Ave apresentava-se tranquila e na procura de uma resultado ainda mais dilatado, perante um Ronfe que não mostrava argumentos para virar o resultado bastante negativo para as suas aspirações...

Cem anos de República (Fim)

Correio do Minho existe
há mais de cem anos

A última crónica sobre o centenário da República não pode terminar com uma descoberta resultante das leituras em que tropeçamos ao longo destas 50 semanas: o jornal Correio do Minho tem mais de cem anos. Esta certeza desmonta todas as escritas feitas até hoje, incluindo por nós próprios. No dia 6 de Julho de 1926 aparece um diário em Braga com o nome do jornal que “anos antes surgira vinculado ao Partido Progressista e que agora renasce noutro contexto” — escreve Amadeu José Campos Sousa in “Braga no entardecer da Monarquia ao tempo da 1.ª República (1890-1926), Casa do Professor, Braga, 2004, p. 208.
O esse jornal é “Correio do Minho”, cuja data de fundação tem vindo a ser celebrada é 6 de Julho de 1926.
A partir desta nota de rodapé — sem a sagacidade técnica de um historiador que não somos — verifica-mos que o nome “Correio de Braga” surgiu em 1890 e terá sido um jornal que durou pouco tempo.
O nome “Correio do Minho” aparece associado ao Partido Progressista que do-minava o círculo eleitoral de Braga desde 1897 e é perfeitamente natural que tivesse um meio de comunicação social que divulgasse as suas propostas políticas e as figuras proeminentes.

Um meio do Partido Progressista

A última década do século XIX é dominada em Braga pelo Partido Progressista (cf. Commercio do Minho,n.º 3401, de 10/12/1895) que retoma o poder em Braga nos anos 1898 a 1905, coincidindo com o poder em Lisboa.
Sabe-se que quem liderava o Partido Progressista eram proprietários, comerciantes, industriais, financeiros ou profissões liberais que dominavam a Associação Comercial, o Banco do Minho, o Ateneu Comercial, a Companhia de Seguros Fraternidade, e alguns padres, sob a liderança do Conde de Carcavelos (cf. Amadeu Sousa, in op. cit. p. 81-83) em substituição do Visconde da Torre (que se mudara para os Regeneradores).
Há referências ao jornal Correio do Minho, ligado ao Partido Progressista nos anos 1902 até 1907, no auge do domínio daquele partido em Braga. Este partido sofre uma cisão em 1897 e cria o seu jornal “O Progressista”. A divisão deve ter acelerado a morte deste jornal e do “Correio do Minho” porque, em 1910, Braga possuía seis semanários, um bissemanário e um trissemanário, mas já não existe nem “O Progressista” nem o “Correio do Minho” (cf. Zara Coelho, in A Implantação da República na Imprensa de Braga, Lisboa, 1990, p. 100-120)...