EDITORIAL
Conduções
Numa conversa com um amigo eu dizia-lhe que para mim a vida pode ser comparada à condução de um automóvel.
Se andarmos a transgredir sistematicamente e abusarmos da pior das transgressões, a velocidade, corremos sérios riscos tanto ao nível da legalidade como no que respeita à integridade física. Sabemos que o excesso de velocidade é a causa maior da morte nas estradas.
Se, pelo contrário, cumprirmos escrupulosamente o código da estrada, entupiremos muitas vezes o trânsito e provocaremos outro perigo, o stress alheio.
Então onde está o bom senso? Estará algures no cumprimento do essencial do código e transgredirmos aqui e ali nos 30, nos 50 ou nos 120 quando a altura e as condições o proporcionarem permitindo aquilo a que se poderá chamar ‘transgressões razoáveis’.
Ora, se falarmos da vida de cada um de nós, a coisa, mais coisa menos coisa, vai dar ao mesmo.
Se formos uns fanáticos pelo cumprimento de todos os preceitos legais a vida transforma-se num marasmo e quase é impossível vive-la.
Também não pode-mos andar sistematicamente a pisar o amarelo muito menos o vermelho a toda a hora.
O problema é sabermos situar a razoabilidade dos nossos actos e das nossas decisões.
Como sabemos o mundo está formatado para que para uns passem burros e canastras e para outros, a grande maioria, esteja sempre a vara no ar.
Penso muitas vezes naqueles que nem sequer são notados no sociedade e quando ousam fazer-se notar levam logo na cabeça.
A sociedade deve prevenir os excessos mas quem tem o poder de julgar algumas destas pessoas deverá ter sempre presente uma máxima.
Como seria eu no lugar deste homem/mulher? Repugna-me uma sociedade que persegue os pilha galinhas e faz orelhas moucas para aos poderosos.
Já vai sendo diferente? Vai. Mas a velocidade aí tem pecado por defeito.
Até um dia destes
Bolsas de Estudo
Mais de 47 mil euros
para apoiar alunos do concelho
para apoiar alunos do concelho
As bolsas de estudo atribuídas aos alunos do ensino secundário e superior são uma das respostas da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso para apoiar os alunos do concelho, incentivando-os a prosseguir os estudos. No final da tarde de quinta-feira, dia 5 de Fevereiro, a autarquia da Póvoa de Lanhoso entregou bolsas de estudo a 73 alunos do ensino secundário e superior, num investimento de 47 mil e 800 euros.
Manuel Baptista, presidente da Câmara Municipal, presidiu à cerimónia, que contou ainda com a presença dos vereadores Gabriela Fonseca e Armando Fernandes. No final, Manuel Baptista pediu aos jovens para que “respeitem o esforço que os pais fazem para os colocar a estudar” e incentivou os jovens alunos a estudar para serem os melhores. “Sem trabalho não há nada. Estudem para serem os melhores”, pediu o autarca.
O valor mensal da bolsa de estudos para alunos do ensino secundário é de 30 euros, com os alunos do ensino superior a receber 100 euros, se estudarem fora do distrito, e 60 euros, caso estudem no distrito de Braga.
Apoio importante para alunos e suas famílias
Aluno do curso de Engenharia Física da Universidade do Minho, em Braga, José Pereira, de 18 anos, residente em Taíde, irá canalizar o valor recebido para as despesas com a deslocação da
“A Câmara está a dar oportunidade a alunos de estudar que, se calhar, de outra forma não teriam condições e teriam de desistir, principalmente aqueles que estudam fora do distrito”, considerou José Pereira.
Também no caso de Andreia Silva, aluna do curso de Gestão da Universidade do Minho, o valor da bolsa servirá para pagar o custo com as deslocações.
“É sempre uma ajuda porque temos sempre que tirar muitas fotocópias e temos que pagar o passe. Este dinheiro que nos dão da bolsa pode ajudar na parte da deslocação e já é uma grande ajuda”, disse Andreia Silva, revelando que as bolsas de estudo são um incentivo para que os jovens prossigam os estudos.
Anabela Cardoso, de 19 anos, da Pó-voa de Lanhoso, aluna do Curso de Especialização Tecnológica de Gestão da Qualidade e Sistemas Ambientais no Instituto Politécnico de Viana do Castelo na ESA (Escola Superior Agrária), teve conhecimento das bolsas de estudo, atribuídas aos alunos do ensino secundário e universitário pela Câmara Municipal, através de uma amiga, que concorreu a este apoio. Esta aluna povoense considera as bolsas de estudo um importante apoio na medida em que se trata de “um apoio social directo aos estudantes cujos agregados familiares não consigam, por si só, fazer face aos encargos inerentes à frequência da Universidade, tendo, assim, a oportunidade de prosseguir com os estudos para um futuro melhor”.
O valor da bolsa será aplicado para pagamento de transportes, propinas e residência, ou seja, os custos em geral.
Escolas Empreendedoras IN.AVE
Póvoa de Lanhoso
participa na segunda edição
participa na segunda edição
Já está a decorrer a segunda edição do projecto Escolas Empreendedoras IN.AVE – rede de empreendedorismo do Ave para o ano lectivo 2014/2015. O território abrangido é o da Comunidade Intermunicipal do Ave, em que se inclui a Póvoa de Lanhoso.
Criar uma cultura empreendedora; Promover o espírito de iniciativa, de cooperação e criatividade; Partilhar experiências e ideias; Facilitar um maior contacto com o mundo real; Permitir aos jovens em idade escolar uma experiência real na área do empreendedorismo; e Incentivar o desenvolvimento local são os objectivos dos projectos de empreendedorismo nas Escolas.
O público-alvo são alunos do 2º Ciclo do Ensino Básico, do 3º Ciclo e do Ensino Secundário e Profissional.
Na Póvoa de Lanhoso, estão envolvidos ambos os Agrupamentos de Escolas (Agrupamento da Póvoa de Lanhoso e Agrupamento Gonçalo Sampaio) e a Escola Profissional EPAVE. Haverá um total de 14 turmas (11 turmas do ensino Secundário e Profissional e três do 3º Ciclo) e de 280 alunos a participar nesta segunda edição, que envolve ainda 16 professores. De lembrar que, na anterior edição, houve 12 professores envolvidos, 12 turmas e 225 alunos.
No decorrer desta segunda edição, serão realizados oito Concursos de Ideias, um em cada Município integrante da Comunidade Intermunicipal do Ave; será promovido um Concurso de Ideias Intermunicipal; e serão realizadas a Expo Empresas Júnior (evento intermunicipal que irá envolver todos os alunos do 3º Ciclo do Ensino Básico) e a Feira do Empreendedorismo Júnior (evento intermunicipal que irá envolver todos os alunos do 2º Ciclo do Ensino Básico).
No ano lectivo 2014/2015, serão promovidas cinco Oficinas de Formação junto de, pelo menos, 80 professores; e 130 turmas irão implementar o projecto (70 turmas do ensino secundário/profissional, 30 turmas do 3º ciclo do ensino básico e 30 turmas do 2º ciclo do ensino básico), no território do Ave. Como momentos altos, esta segunda edição engloba para o 2º Ciclo, a Feira do Empreendedorismo Júnior, para o 3º Ciclo, a Expo Empresas Júnior (que irá realizar-se na Póvoa de Lanhoso) e para o Ensino Secundário/ , um Concurso de Ideias. Destaque ainda para os Prémios dos Concursos Municipais e para os Prémios do Concurso Intermunicipal.
Empreendedorismo junto do pré-escolar e 1º ciclo
No âmbito da rede de Educação para o Empreendedorismo, coordenada pela Póvoa de Lanhoso, no que se refere ao Pacto de Empregabilidade do Ave, deu-se início à preparação dos trabalhos no sentido de ser promovida uma resposta dirigida às crianças dos três aos 12 anos do pré-escolar (privado e público) e 1.º ciclo.
A educação para o empreendedorismo deve ser iniciada desde tenra idade com vista a promover uma revolução escolar baseada nos sonhos, ideias e projectos das crianças, bem como desenvolver um conjunto de competências que terão um reflexo positivo no sucesso educativo dos nossos alunos.
Profissional
Garfe
Padre Luís: Comunidade
reconheceu trabalho
e amor à terra
e amor à terra
Constituída uma comissão organizadora, foi elaborado um livro sobre o homenageado, coordenado pelo historiador José Abílio Coelho e pela sobrinha do homenageado Antonieta Fernandes, celebrada uma missa de acção de graças, que culminou com um almoço convívio. Um ambiente de festa e confraternização pois, de acordo com o texto lido no início das cerimónias, foi construída uma comunidade de paz, amor e progresso. A dedicação à terra natal pelo padre Luís Peixoto Fernandes foi, por todos, reconhecida, como se pode constatar nos vários Arquidiocese de Braga.
Vindo de Castelo Branco, e assumindo-se como um filho adoptivo de Garfe, o padre Sanches Pires, amigo de há longos anos do homenageado, referiu, de entre outros aspectos, que o padre Luís é o seu maior amigo.
Manuel Baptista
“Somos um concelho
com responsabilidade social”
MF - Que balanço faz da política social deste executivo?
MB - O trabalho na área social é sempre muito exigente, pois todos os dias somos confrontados com novos problemas. A estratégia que temos seguido tem sido a de apostar na criação de várias respostas sociais que vão ao encontro das necessidades que identificamos e que melhorem a qualidade de vida dos povoenses. O trabalho que desenvolvemos não é isolado e se hoje dizemos com orgulho que somos um concelho com responsabilidade social é porque há resultados positivos da autarquia e das muitas IPSS’s que felizmente o concelho tem. Ao longo dos últimos anos, demos um salto de gigante nas respostas sociais e isso é reconhecido por todos, por isso, faço um balanço muito positivo. Preferia que não fossem necessárias as respostas, pois seria sinal de que não havia dificuldades, mas sabemos que não é assim e, por conseguinte, a autarquia tem de ter a responsabilidade de estar atenta para intervir. É o que temos feito.
MF - Qual a sua principal preocupação, visto que a área social sempre foi apontada como prioridade?
MB - O desemprego é maioritariamente a base de todos os problemas sociais e, por isso, é a nossa principal preocupação. É por esse motivo que temos apostado em criar condições para que o concelho seja atractivo para os investidores. Para além disto, incentivamos as políticas que valorizem e apoiem os empresários existentes. E há sinais muito positivos. Ainda esta semana anunciámos o recrutamento que uma empresa internacional está a fazer para que se possa instalar no nosso concelho. A concretizar-se este projecto, são cerca de 150 novos postos de trabalho, o que é muito importante. Mas este é um trabalho que fazemos com discrição pela sua sensibilidade e porque gostamos mais de apresentar resultados do que de criar expectativas nas pessoas. Entendo que a autarquia tem hoje as respostas mais importantes do ponto de vista social e, por esse motivo, estamos agora a reforçar a componente de apoio ao desenvolvimento económico no sentido de contribuirmos para a diminuição do desemprego.
MF - A empresa que está-se a referir é a francesa Altice?
MB - Sim, já é pública a sua intenção de se instalar na Póvoa de Lanhoso, mas, como disse, esse processo está a ser conduzido por mim com a discrição que ele merece. Em breve falarei sobre ele com mais pormenor.
MF - Qual a medida implementada que, para si, é mais importante?
MB - Essa é uma pergunta difícil…Eu diria que há três medidas que muito me orgulho de ter implementado. Os Centros de Convívio para os idosos do concelho, o subsídio de apoio à renda e o apoio à natalidade. Estas três respostas mostram bem o que pensamos sobre a política social. Nós não achamos que devemos ter apenas apoios financeiros para ajudar nos problemas pontuais das famílias. Para além desses apoios, há muito para se fazer na área social e, por isso, temos políticas activas que promovam a qualidade de vida dos mais velhos ou ainda que incentivem os jovens casais a fixarem-se no nosso concelho. Podia ainda falar nas bolsas de estudo para os nossos estudantes do secundário ou do ensino superior ou na loja social…Como vê, é difícil escolher uma medida, pois todas elas são muito importantes.
MF - A propósito dos Centros de Convívio, o projecto vai alargar-se a outras freguesias?
MB – Sim, nós assumimos o compromisso de alargar a rede existente de cinco para sete neste mandato. Posso adiantar-lhe que abriremos já em Março na freguesia de Rendufinho e estamos a ultimar a abertura de um novo centro na freguesia de Galegos. Este é um projecto que resulta de parcerias com as Juntas de Freguesia e que, como disse, me realiza imenso pois sei da sua importância para os mais velhos.
MF - Qual o feedback que os povoenses lhe transmitem sobre as respostas sociais?
MB - A melhor imagem que tenho para lhe responder é a alegria que vejo no rosto das pessoas que beneficiam das medidas de que lhe falei. Seja quando vou visitar um Centro de Convívio, seja quando entregamos as bolsas de estudo ou os subsídios de apoio à renda, ou ainda quando temos o Salão Nobre cheio de bebés. Acho que os povoenses reconhecem que têm uma autarquia que se preocupa com o seu bem-estar, especialmente aqueles que mais sentem as dificuldades da vida.
Utentes das IPSS’S e Centros de Convívio
Festa de Carnaval
animou seniores do concelho
A Câmara Municipael da Póvoa de Lanhoso organizou, no dia 13 de Fevereiro, a Festa de Carnaval para os utentes das IPSS’s e Centros de Convívio do Concelho. As instituições responderam ao convite da autarquia e o Narcisu’s Eventos, em Fontarcada, encheu-se de cor, brilho e muita animação. Estava lançado o repto para uma tarde divertida, com os utentes vestidos a preceito.
Depois do desfile de cada grupo participante, seguiu-se um animado baile de Carnaval, com os mais velhos a viver de forma entusiasta o momento.
Dirigindo-se aos presentes, Manuel Baptista, presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, agradeceu ao Narcisu’s Eventos pela cedência do espaço, assim como às IPSS’s e Centros de Convívio pelo trabalho e dedicação, assim como a forma carinhosa como todos tratam os utentes.
“É com muito carinho que registo esta amabilidade e esta afectibilidade”, referiu Manuel Baptista, presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, dizendo que “é uma alegria estar com vocês”.
Manuel Baptista não deixou de comentar os episódios que têm marcado os últimos tempos. “Tenho sido humilhado, tenho sido muito maltratado por algumas pessoas do concelho”, disse o autarca, agradecendo o apoio e a confiança dos povoenses. “Podem acreditar em mim. O maior património que tenho é o no-me da minha família”, disse ainda Manuel Baptista.
Utentes divertiram-se
Maria Odete Silva, de 75 anos, reside em Verim e para além de frequentar as actividades do centro de convívio da sua freguesia frequenta também o Centro Comunitário de Monsul, da Associação em Diálogo. Neste Carnaval, acompanhou os utentes do Centro Comunitário, que dando corpo ao tema deste ano – A Evolução dos Trajes, vieram trajados de acordo com os anos 60.
Os utentes ajudaram na confecção das roupas e Odete Silva afirma que se divertiram muito e que foi simples de fazer. Revelando estar a divertir-se muito com a Festa de Carnaval, Maria Odete Silva conta ao ‘Maria da Fonte’ que ensaiaram três vezes a dança que apresentaram na Festa de Carnaval.
“Quando era jovem não havia nada como isto. Gosto das festas. Venho a todas. Só se não puder. Enquanto for viva e puder, venho sempre”, disse ainda Odete Silva.
Tal como Maria Odete Silva, também Helena Torres, do Centro de Convívio da Póvoa de Lanhoso, estava a divertir-se na Festa de Carnaval.
“Estou a achar muito boa. Está a ser divertido. Dá para esquecer as coisas da vida e divertir-se”, revela Helena Torres, que tem marcado presença nas várias festas dirigidas aos utentes dos Centros de Convívio e IPSS’s. Também os utentes do Centro de Convívio da Póvoa de Lanhoso ajudaram na confecção das roupas, e o momento foi também de diversão. Helena Torres vem a todas as festas dirigidas à população sénior.
“Sou dona de casa e estes bocadinhos são tão bons para aliviar a cabeça, para conviver. Aprendemos muita coisa”, adianta Helena Torres.
Vila foi tomada por uma verdadeira multidão
Histórias infantis inspiraram
desfile da Misericórdia
A vila da Póvoa de Lanhoso encheu-se de gente para assistir ao desfile da Misericórdia, na passada Terça-feira, dia 17, dia de Carnaval. O bom tempo ajudou à festa e o centro da vila recebeu uma verdadeira multidão. As histórias infantis foram o mote para um desfile em que as crianças foram as estrelas da festa. Aos mais pequenos, das valências de Infância da Misericórdia, juntaram-se os utentes seniores (Lar, ULDM e Hospital), assim como colaboradores, um grupo de pais, e vários povoenses que, de forma espontânea, associaram-se ao desfile. O grupo de percussão de Vilela e a Escola de Música dos Bombeiros Voluntários da Póvoa de Lanhoso marcaram presença no desfile.
Pelas principais artérias da vila, passaram, de entre ou, os personagens do Peter Pan, da Alice no País das Maravilhas e do Capuchinho Vermelho, não faltando os smurfs, os piratas e os príncipes, os espantalhos, a Pocahontas, os cowboys e os índios e os caretos.
Foi um desfile de cor e magia, num momento alto dos festejos carnavalescos no concelho da Póvoa de Lanhoso. O desfile das valências da Santa Casa da Misericórdia da Póvoa de Lanhoso é já uma tradição e realiza-se há mais de quinze anos, de acordo com alguns colaboradores da instituição.
Das mãos e da criatividade das colaboradoras da instituição saíram mais de duzentas criações, num desfile que atrai cada vez mais curiosos às Terras da Maria da Fonte.
Povoenses maravilhados
Domingos Matos e a esposa Alcinda Coelho vieram de Monsul para assistir ao desfile. Costumam vir todos os anos. “É muito bonito. É muito grande e muito concorrido. É um desfile com qualidade e estava muito bonito. O que mais gostei de ver foram as crianças”, revelou Domingos Matos. Ambos são unânimes em afirmar que é preciso manter a tradição e não deixar acabar um desfile como este, não deixar terminar os usos e costumes.
João Armindo Cunha, emigrante em França há longos anos e com residência em Ferreiros, viu pela primeira vez o desfile de Carnaval.
“Gostei. Foi muito bonito. Tinha a minha neta a desfilar e por isso é que viemos cá. Gostei do ambiente. As crianças iam muito bonitas”, revelou este povoense.
Sentada junto ao Largo António Lopes estava Ana Maria Dias da Cunha, residente na vila da Póvoa de Lanhoso. “Foi muito lindo. Gostei. O concelho devia juntar-se todo e fazer um desfile conjunto. Gostei muito de ver as crianças e os velhinhos. Neste dia, devia ser feriado para dar oportunidade a todas as pessoas, para que pudessem assistir ao desfile”, disse.
tros
Verim
Carnaval foi animado
Realizado no dia 15 de Fevereiro, o desfile de Carnaval de Verim, organizado pelo Centro Social e Teresiano, foi muito animado. As longas esperas nas urgências deram o mote ao desfile, que contou também com a circulação na estrada e os sinais de trânsito.
Tudo serviu para uma tarde animada. Mais do que as palavras, ficam as fotos, demonstrativas da animação que marcou a freguesia de Verim.
EDITORIAL
Francisco
O papa Francisco granjeou uma tal empatia no mundo inteiro que só algumas minorias de esquerda ousaram indignar-se publicamente com o que ele disse numa das mini conferências de imprensa que foi dando durante a viagem às Filipinas.
Então o que disse o papa? Disse que a liberdade de expressão sendo um valor supremo - as palavras não são exactas mas vão dar ao mesmo -, devíamos ter cuidados para, ao utilizar esse valor, não ofendermos as crenças e religiões dos outros. Disse mais, que era capaz de dar um murro em quem insultasse a sua mãe.
Ouvi e li os tais comentários minoritários um pouco envergonhados dada a tal universalidade de simpatia que o papa tem mas ouvi-os e não há nenhum problema em os ter ouvido. São opiniões.
Mas, agora pergunto eu: a liberdade de expressão não deverá ser sempre acompanhada pela responsabilidade naquilo que dizemos me-dindo, em casos extremos, as consequências possíveis?
Eu não sou jurista e espero não dizer asneiras nessa matéria, e logo nessa..., mas já ouvi letrados dizerem que, se por exemplo uma detenção de determinada pessoa pode provocar com alto grau de probabilidade, uma revolução social com possível final trágico, os detentores dessa decisão deverão pensar e repensar se o cumprimento da lei se sobrepõe nesses casos.
Um exemplo que aconteceu: lembram-se dos toiros de morte em Barrancos? Foi ou não foi ponderado que o cumprimento da lei levado às últimas consequências daria uma tragédia iminente?
No caso das caricaturas do Profeta Maomé no jornal Charlie Hebdo, sendo certo que o jornal e seus responsáveis tem todo o direito de o fazer, não deveriam ter ponderado que esse comportamento iria acirrar o fanatismo religioso de muitos povos e que estes não hesitariam em vingar-se nem que para isso utilizassem mártires sempre disponíveis para causas como estas?
Depois das execuções dos profissionais do jornal e das mortes colaterais insistir nas caricaturas é sem dúvida uma postura de coragem. Mas até a coragem levada ao extremo é um acto de irresponsabilidade e até de arrogância.
Como concordo consigo papa Francisco.
Habemus Papam.
Até um dia destes
Subscrever:
Mensagens (Atom)