EDITORIAL

Armindo Veloso




 
Luzes ao fundo dos túneis 

Ter sempre tema para um texto numa coluna de jornal é uma responsabilidade e nem sempre é fácil.
Pergunto-me como é que o Miguel Esteves Cardoso, mesmo ele que é um génio da escrita, arranja maneira de alimentar uma coluna diária no ‘Público’.
Para ter algum jeito aquilo que escrevemos, pelo menos no critério de quem escreve, temos de andar sempre atentos ao que nos rodeia. Peço paciência aos meus leitores pelo  facto de escrever pouco acerca de temas locais sendo o ‘Maria da Fonte’ um jornal local. Mas prefiro andar por aí, pelo mundo.
No dia 8, segunda-feira, vi em nota de rodapé – como era uma notícia importante era o local apropriado... -, no Jornal da Uma da RTP 1, uma notícia que me despertou do marasmo das reportagens “futeboleiras” no rescaldo da triste figura da nossa selecção.  
A notícia referia-se a um rapaz chamado Miguel Macedo que foi só (!) o melhor aluno do país em média global no 12.º ano. 19.85 valores. Entrou onde quis e no que quis como é óbvio: Faculdade de Medicina do Hospital de S. João no Porto.
Por coincidência soube que este jovem é filho de pais médicos e neto de um médico, Luciano Macedo, que é nosso assinante há muitos anos, natural da Póvoa de Lanhoso onde mantém uma propriedade junto à capelinha de S. Brás.
Faço uma declaração de interesse: Gosto muito há muitos anos do Dr. Luciano Macedo. Tratou das maleitas “gastro” alguns dos meus familiares e foi colega e amigo do meu irmão mais velho, Januário Veloso, que já não está entre nós.
Parabéns Miguel Macedo.
Parabéns ascendentes do Miguel que não tenho dúvida que a par das condições que lhe proporcionaram para ele conseguir estas notas deram-lhe uma “ferramenta” ainda mais importante do que elas: “Berço”.
Afinal ainda existem luzes ao fundo dos túneis.

Até um dia destes.

Seniores dos concelho

Passeio a Fátima 
é referência para povoenses

O Passeio Sénior Concelhio a Fátima, realizado na passada Terça-feira, dia 16 de Setembro, contou com a participação de mais de duas mil pessoas. Pelas 7 horas da manhã, cerca de 40 autocarros transportaram a comitiva povoense até ao Santuário de Fátima.
 Esta iniciativa tem sido realizada com regularidade, sendo sempre muito aguardada pelas populações, ou por devoção ou por terem a possibilidade de conviverem. “O Passeio a Fátima para os idosos tem muito significado. Este é um Passeio que temos mantido desde 2005 e que iremos manter até ao fim do mandato”, considerou o presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Manuel Baptista.
Nem a chuva que se fez sentir, sobretudo em Fátima, desanimou os participantes, até porque a organização preparou locais abrigados para quem o desejasse. “É pena que o São Pedro hoje não esteja do nosso lado. Tivemos a preocupação de arranjar sítios para que todos os idosos comessem sentados e abrigados. Espero que Nossa Senhora de Fátima proteja todos os Povoenses que vieram e os que não vieram, pelos mais diversos motivos”, referiu ainda o autarca povoense, satisfeito com a adesão do concelho a
“Esta é uma parceria entre a Câmara, as Juntas, as paróquias e os idosos. Este ano tivemos o maior número de participantes, 2097”, salientou. “Agradeço a todas as Juntas e a todas as paróquias que aceitaram o desafio da Câmara para realizarmos este Passeio, que também permite o convívio, porque há pessoas que só se vêm nesta altura”, finalizou Manuel Baptista. O Presidente da Câmara esteve acompanhado da vice-presidente, Gabriela Fonseca, e do Vereador Armando Fernandes, numa demonstração de proximidade para com os Povoenses.
 A eucaristia solene realizou-se já depois das 12h15, na Basílica da Santíssima Trindade. Presidiu o Arcipreste da Póvoa de Lanhoso, Padre Armindo Gonçalves, auxiliado pelo padre Albino Carneiro e pelo padre António Couto. A celebração foi animada pela actuação do Grupo Coral da Junta de Freguesia da Póvoa de Lanhoso. No final, realizou-se o almoço convívio.
esta iniciativa.

­25 de Setembro – O dia do Concelho

Olhar o passado 
o presente e o futuro

Olhar o passado, o presente e o futuro. Está dado o mote para as comemorações do Dia do Concelho, a 25 de Setembro. Pelo quinto ano consecutivo a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso assinala a data da fundação do concelho da Póvoa de Lanhoso, num programa que prevê uma componente pedagógica direccionada para a população escolar, designada ‘A História da Nossa Terra’, num momento que conta com a participação do historiador povoense Paulo Freitas e visa dar a conhecer aos mais jovens aspectos da história local.
O programa integra, no dia 25, pelas 15 horas, a visita às instalações requalificadas do Posto de Turismo, na Casa da Botica, seguindo-se, pelas  15h30, a abertura da antena de informação europeia na Póvoa de Lanhoso, no Espaço Jovem. A Sessão Solene evocativa realiza-se pelas 17h30, nos Paços do Concelho. Na mesma oportunidade, serão homenageadas algumas individualidades e entidades povoenses.
“Contribuir para que as novas gerações sintam a sua identidade, valorizem o esforço dos seus antepassados e mantenham vivo o amor à nossa terra é o que se pretende através da instituição do Dia do Concelho. Trata-se ainda de uma oportunidade para homenagear pessoas e/ou entidades locais que têm contribuído para o desenvolvimento social, económico, cultural ou desportivo da Póvoa de Lanhoso, reconhecendo o trabalho desenvolvido todos os dias por muitos povoenses nas mais variadas áreas, à semelhança dos homens e mulheres de gerações passadas que lutaram pela afirmação do nosso concelho”, destaca a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso.

Hospital António Lopes/Santa Casa da Misericórdia

Provedor quer apoio 
comunitário e IVA devolvido

Em dia de festa, onde não faltaram as distinções aos colabora- dores nem a apresentação do coro da instituição, o provedor da Santa Casa da Misericórdia de Póvoa de Lanhoso, Humberto Carneiro, deixou alguns desafios: a possibilidade do IVA ser devolvido a 100% e o enquadramento do sector da saúde no próximo quadro comunitário Portugal 2020, bem como o apoio à reestruturação de equipamentos sociais das Misericórdia.
Humberto Carneiro, que falava no discurso na sessão solene do aniversário do Hospital António Lopes/Santa Casa da Misericórdia da Póvoa de Lanhoso, começou por partilhar desafios, angústias e projectos. Depois do lançamento da obra de ampliação e remodelação do hospital, “uma obra fundamental e necessária para o concelho e para a região”, os trabalhos começaram no passado dia 1, tendo como prazo de execução 360 dias. “Em primeiro lugar não podemos pôr em causa a sustentabilidade da instituição, por isso, ao avançar com este projecto, teríamos que ter capacidade de encontrar fontes de financiamento”, assegurou o provedor, evidenciando o contrato de concessão de financiamento de 3.500 milhões de euros com base no fundo Jessica, que foi assinado durante a cerimónia de aniversário da instituição. Com as obras de ampliação, o hospital vai passar a ter fisioterapia, consultas externas e atendimento, internamento em medicina e cirurgia e bloco operatório com duas salas de cirurgia.
Na presença do presidente da União das Misericórdias Portuguesas, Manuel Lemos, o provedor da Santa Casa da Póvoa de Lanhoso deixou alguns desafios: “sei que será capaz de fazer chegar ao Governo o pedido para que no próximo Orçamento de Estado contemple a isenção, que já existiu no passado, de forma a que as instituições possam ver devolvido o IVA a 100% e não a 50% como está a acontecer”. Mas Humberto Carneiro foi mais longe: “o fundo Jessica é muito importante para as obras de amplia- ção do hospital, mas não é menos importante se conseguir o enquadramento do sector da saúde nos próximos fundos comunitários para fazer face ao investimento”.
Sobre os projectos futuros, aquele responsável destacou a área social, uma vez que o projecto de arquitectura de remodelação do Lar de S. José, aprovado pela Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, vai ter que ser alterado no âmbito da tipologia, tendo em conta o aumento de idosos que sofrem de demência. “O apoio à reestruturação de equipamentos sociais das Santas Casas também deviam ser enquadrados no próximo fundo comunitário Portugal 2020”, apelou o provedor.

Hospital António Lopes/Santa Casa

Autarca elogia
“contas de boa saúde”

Na festa do 110.º aniversário do Hospital António Lopes/Santa Casa da Misericórdia da Póvoa de Lanhoso não faltaram os “momentos simbólicos” que “ficam para a história” e outros que preservam a história da instituição sempre com as contas em dia. E foram “as contas de boa saúde”  que o presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Manuel Baptista, elogiou.
O autarca povoense enalteceu ainda, na sessão solene do aniversário, a obra de ampliação do hospital como um “projecto de interesse público municipal”, por isso, garantiu a continuidade desta “parceria activa”. E a propósito, na cerimónia foi lida e assinada uma acta, que foi depositada numa cápsula do tempo, que simboliza o lançamento da primeira pedra das obras de ampliação do hospital, bem como a assinatura de
O presidente da União das Misericórdias Portuguesas, Manuel Lemos, aproveitou para dar os parabéns à instituição, evidenciando a “sorte fantástica” de existir “uma enorme interacção” entre a Santa Casa e a autarquia. Em jeito de resposta aos desafios lançados pelo provedor, Ma- nuel Lemos anunciou o projecto Vidas, de apoio às pessoas com demência, que vai contar com apoio do novo quadro comunitário de apoio. Entretanto, Manuel Lemos adiantou que vai reunir com o Governo para avaliar a possibilidade das misericórdias acederem aos fundos comunitários.
A festa não terminou sem a instituição distinguir vários colaboradores da Santa Casa pelo trabalho e dedicação à causa nos últimos 10 e 25 anos.
um contrato de financiamento de 3.500 milhões de euros para as respectivas obras.

Dia dos Bombeiros Voluntários

“Sou um comandante feliz”

Em dia de festa dos Bombeiros Voluntários da Póvoa de Lanhoso, o comandante da corporação estava feliz. “Sou um comandante feliz”, confessou  António Lourenço, garantindo que “os habitantes estão seguros com uma resposta pronta dos bombeiros, porque a corporação tem o que precisa”.
Na cerimónia solene, que decorreu no passado dia 6 no cine-fórum do quartel dos Bombeiros Voluntários da Póvoa de Lanhoso, António Lourenço admitiu ter uma corporação “quase exemplar”, até porque a população povoense recebe srealizado de dois em dois anos. No dia que ‘apresentou’ uma nova viatura (ver caixa em baixo) e que alguns dos elementos mostraram o novo equipamento (ver texto na página ao lado), António Lourenço deixou a certeza: “temos condições para trabalhar ainda melhor e com mais segurança”.
Antes da sessão solene, questionado se ia aproveitar a presença do presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses para fazer algum pedido ou apresentar queixas, António Lourenço foi peremptório: “queixas não se fazem em dia de festa e pedidos não tenho, porque há muitos anos que sou um comandante feliz”. E justificou: “conforme as necessidades vão aparcendo, vou solicitando a satisfação dessas necessidades e vou encontrando da parte de quem pode resolver isso a maior abertura e disponibilidade para resolver esses problemas, quer por parte das direcções que nos últimos anos 21 anos que sou comandante com quem trabalhei, quer por parte da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, mas acima de tudo por parte do povo da Póvoa de Lanhoso”.

Dia dos Bombeiros Voluntários

Autarquia sempre pronta
para ajudar

Na cerimónia solene do Dia dos Bombeiros Voluntários da Póvoa de Lanhoso vários elementos da corporação vestiram-se a rigor já com o novo equipamento de protecção individual. Esta última aquisição foi ‘conquistada’ através de uma candidatura da CIM Ave e que contou também com a colaboração da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso. O que prova, nas palavras do presidente Manuel Baptista, que a autarquia “tem cumprido o seu dever e até ultrapassado as competências que lhe são exigidas”.
Presente na sessão solene, o presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso mostrou-se “orgulhoso” pelas instituições do concelho. “Temos importantes projectos que são mais-valias para o desenvolvimento da Póvoa de Lanhoso”, frisou o autarca, assegurando que, no caso da associação de bombeiros, o apoio da autarquia “não se resume ao subsídio anual, porque financia a equipa de intervenção permanente, dá apoio no seguro e manutenção das viaturas e contribuiu para o equipamento de protecção individual”.
A par da reivindicação da lei de financiamento para as associações de bombeiros, que é um “compromisso absoluto até ao final do ano”, o presidente da Liga Portuguesa de Bombeiros, Jaime Soares, que também não faltou à festa dos bombeiros locais, exigiu que a Póvoa de Lanhoso que os bombeiros tenham “um cartão social, para ter benefícios, pelo menos, nas taxas moderadoras e na reforma”.
Jaime Soares começou por enal-tecer “a organização, o conhecimento, o rigor e a disciplina” da corporação, que celebrou 110 anos. “Os bombeiros dão tudo sem pedir nada e vão vivendo e lutando para haver sustentabilidade financeira nas diversas associações, aprendendo para saber e sabendo para salvar”, sublinhou aquele responsável, referindo que hoje “o voluntariado é sinónimo de profissionalismo e saber fazer e isso exige muito das corporações de bom-beiros”.
O presidente da Liga admitiu que houve “uma evolução francamente positiva” dos bombeiros, mas “é fundamental as corporações saberem antecipadamente com o que podem contar para gerir a casa no ano seguinte, porque socorrer as pessoas é um assunto sério e não pode ser feito em cima dos joelhos”. E Jaime Soares garantiu que o Ministério da Administração Interna assumiu um “compromisso” para se fazer a reforma da lei de financiamento.
Mas também importante é o incentivo ao voluntariado. “Não pedimos nenhum salário, mas pelos menos ter benefícios, por exemplo, nas taxas moderadoras e ter benefício na reforma”, exigiu o presidente.

U.F. Águas Santas e Moure

Cerca de 60 alunos
receberam kit’s escolares

Cerca de 60 crianças da União de Freguesias de Águas Santas e Moure receberam Kit’s escolares oferecidos pela Junta de Freguesia. A entrega decorreu, no dia 14 de Setembro, nas juntas de freguesia de Águas Santas e Moure.
Gilberto Anjos, presidente da União de Freguesias de Águas Santas e Moure, destacou a importância do apoio às famílias no início do ano lectivo, um período do ano mais dispendioso para os encarregados de educação. A iniciativa pretende, também, e de acordo com Gilberto Anjos, incentivar os jovens a apostar na sua formação e valorizar o esforço que os respectivos pais fazem para eles poderem estudar.
Os Kit’s escolares abrangeram os alunos desde o pré-escolar até ao 12.º ano, tendo sido organizados consoante o ano de escolaridade dos alunos: pré-escolar, do 1.º ao 4.º ano e do 5.º ao 12.º ano. Canetas, porta lápis, lápis, borracha, afias, régua, cadernos, marcadores, lápis de cor, lápis de cera e mochilas foram os materiais oferecidos, variando de acordo com o ano de escolaridade.

Porto de Ave

Bifes e melões dão
outro sabor à romaria

Falar da Romaria de Porto d’Ave é falar dos famosos bifes e melões casca de carvalho. Todos os anos a festa atrai centenas de forasteiros à freguesia de Ataíde que, além do vasto e rico programa religioso, tem também oportunidade de provar estas autênticas iguarias cuja fama já ultrapassou as fronteiras desta localidade da Póvoa de Lanhoso.
Aliás, os bifes e melões de casca de carvalho são a face mais visível da festa profana desta romaria que decorreu entre 24 de Agosto e 7 de Setembro.
Depois de uma visita obrigatória ao santuário, os convivas visitam o recinto da festa por estes dias preenchidos com a venda dos tipicos doces da romaria e dos restaurantes que exibem, logo à entrada os famosos bifes.
“Já vendemos mais de cem quilos de bifes”, diz orgulhoso Jorge Campeão, um dos proprietários dos restaurantes presentes na romaria. Campeão orgulha-se também de manter a qualidade que distingue o bife alto do vazio, do vazio baixo ou da chã dos restantes e que atraem, todos os anos, muitos forasteiros à freguesia de Taíde.
“Temos pessoas de todo o lado. Esta é já uma das romaria mais importantes do norte do país”, refere ainda  Jorge Campeão que já participa nesta festa há várias décadas.
Quem não apreciar o famoso bife tem outras alternativas não menos apetitosas:  feijoada ou rojões à moda do minho.
O vinho também não faltou, especialmente o vinho verde da região.
Com tantas iguarias à disposição, a crise ainda não se fez sentir por terras de Taíde. “A crise aqui não existe, pelo menos para já”, prossegue o proprietário.
Quem também não notou a crise foi Victor, outro proprietário de um dos restaurantes instalados no recinto da festa.
Quem chega ao local depara-se com os bifes colocados numa montra frigorífica, peças que espelham bem a qualidade da carne escolhida para servir os visitantes.
“Trouxemos duas vacas, uma com mais de 400 kg e outra com mais de 300Kg”, diz o proprietério deste restaurante que se mostrou satisfeito com a afluência de público, apesar da ameaça do mau tempo.
“Hoje já tivemos que ir buscar mais carne”, refere Vitor que não poupa elogios à qualidade da carne que é servida nas mesas do seu restaurante.
“O que sai bem é o bife do vazio. Esta carne só precisa de sal, mais nada”, diz, acrescentando que as pessoas que procuram o seu espaço não se preocupam em pagar desde que a carne tenha qualidade. Por isso, crise é uma palavra que não faz muito sentido neste meio.
“Para já não sentimos a crise. Onde houver qualidade não há crise”, diz ainda o responsável, acrescentando que apesar do negócio se manter, a confraria deve promover estratégias para cativar mais público à freguesia de Ataíde e “não deixar morrer a tradição”.