EDITORIAL

Armindo Veloso




 
Ora tomem

A partir da segunda guerra mundial, outra forma, propositada, de dizer segunda metade do século vinte, até aos dias de hoje o mundo ficou irreconhecível.
Se ficou irreconhecível em quase tudo, julgo que na comunicação, no sentido lato do termo, ultrapassou o inimaginável.
Hoje há um ‘big brother’ em quase todo o planeta - com excepção de algumas ‘ilhas’ onde não o deixam entrar como é o caso da Coreia do Norte - que nos persegue onde quer que estejamos seja por motivos de segurança, militares, económicos ou outros.
Não tenhamos dúvidas: somos vigiados!
Ora neste mundo onde tudo e todos são vigiados – lembremo-nos das escutas telefónicas efectuadas pelos serviços secretos americanos a chefes de estado e de governo em vários países do planeta –  aparece alguém que aos comandos de um avião com mais de duas centenas de pessoas a bordo e por motivos que muito provavelmente nunca serão devidamente esclarecidos consegue ‘evaporar-se’de todo e qualquer sistema do tal ‘big brother’.
Dizem os entendidos na matéria que tal só é possível com todos os sistemas de localização desligados e com voo a muito baixa altitude o que é extremamente perigoso para um avião daquela envergadura mas o que é certo é que o mistério perdura. Ora tomem! É o que apetece dizer às mentes brilhantes que parecem perceber de tudo e que apregoam a infalibilidade dos tais sistemas.
Ninguém imaginava que tal fosse possível. Mas foi-o.
Já foram recreadas imensas teorias acerca deste desaparecimento misterioso das mais imaginativas, qual 007, às mais conspiratórias como o abate premeditado.
Há quem diga que as movimentações da pertença localização no Oceano Indico, depois de muitas frustradas, comunicadas pelo primeiro ministro da Malásia,  não passam de artifícios para amenizar o trauma das famílias, solucionar o assunto  das indemnizações e disfarçar o vexame. 
Este acontecimento dramático não é um fenómeno dos tempos modernos. É, isso sim, o fenómeno dos tempos modernos. Nada se lhe compara.
Senhores do mundo: Ora tomem!

Até um dia destes.    

Prémios de Mérito Escolar António Lopes

O labor de quatro anos 
premiado pela município

Dezasseis alunos do quarto ano de escolaridade do concelho da Póvoa de Lanhoso foram agraciados, na noite de sexta-feira, dia 30 de Maio, com os Prémios de Mérito Escolar António Lopes, atribuídos pela Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso.
Instituídos pelo executivo de Manuel Baptista, em 2006, os Prémios de Mérito Escolar receberam o nome de António Lopes, o grande benemérito das Terras da Maria  da Fonte que, de entre outras edificações, construiu as escolas António Lopes, no centro da vila, hoje transformadas em Centro Educativo.
Premiar o trabalho e o alto desempenho dos alunos que se destacaram em todos os quartos anos nas escolas do concelho é um dos objectivos dos prémios de mérito. A vitória, conforme destacou a autarquia, é também dos pais e dos professores. Um triângulo necessário para o sucesso escolar. Manuel Baptista, presidente da Câmara; Gabriela Fonseca, vereadora da Educação; António Fonseca, do Agrupamento Gonçalo Sampaio; e José Ramos, do Agrupamento de Escolas da Póvoa de Lanhoso, entregaram os prémios de mérito escolar. De entre outras considerações, Manuel Baptista frisou que, durante estes anos, o executivo tem desenvolvido esforços para que as crianças do concelho tenham as mesmas condições de aprendizagem que outras alunos do país. O autarca frisou que não basta ter condições, sendo também necessário o empenho dos alunos, ao qual se junta o esforço de pais e professores.

Póvoa de Lanhoso

Eco-espantalhos recuaram 
à época quinhentista

A Associação ‘Em Diálogo’ e a Escola EB 2,3 Professor Gonçalo Sampaio foram os grandes vencedores do concurso de Eco-espantalhos, promovido pela Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, através do Espaço Jovem. A comemoração dos 500 anos dos Forais Novos foi o tema do concurso, com os eco-espantalhos a recuar à época quinhentista. Os eco-espantalhos adornaram o Largo António Lopes, desde o dia 30 de Maio até à passada quarta-feira, dia 11 de Junho.
Através da utilização de materiais reciclados ou passíveis de reciclagem, as IPSS’s, instituições, jardins-de-infância e escolas do concelho apresentaram 14 eco-espantalhos, que poderam ser apreciados, até 11 de Junho, no jardim do Largo António Lopes, na vila da Póvoa de Lanhoso.
Na categoria destinada às IPSS’S e instituições, o grande vencedor foi o ‘Camões’, apresentado pela Associação ‘Em Diálogo’, com a Casa de Trabalho de Fontarcada e o Centro Teresiano de Verim a ficar no 2.º e 3.º lugar, respectivamente. No que diz res-peito ao escalão destinado às escolas e jardins-de-infância, o primeiro lugar foi alcançado pela Escola EB 2,3 Prof.º Gonçalo Sampaio, logo seguida, no 2.º lugar, da EB 1/JI de Simães, em Fontarcada, e do Centro educativo D. Elvira Câmara Lopes, em 3.º lugar. Recuperar tradições que se vão perdendo, dando-as a conhecer aos mais novos, é um dos objectivos da iniciativa, conforme referiu a vice-presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, e responsável pelas pastas a Juventude e Desporto, Gabriela Fonseca, que se mostrou satisfeita pelos trabalhos trazidos a concurso pelas instituições, IPSS’s e escolas do concelho.
Para assinalar a abertura da exposição dos eco-espantalhos, uma das utentes da ‘Em Diálogo’ preparou a letra de uma canção que, depois dos devidos arranjos, foi entoada pelos utente daquela instituição. Para esta quinta-feira, dia 12 de Junho, a proposta passa, no Largo António Lopes, pelo concurso Heart Parede, em que as questões ambientais não são esquecidas, com o município a desafiar as escolas e instituições do concelho a adornar os corações de filigrana com materiais reciclados.

Campeonato Nacional de Profissões

EPAVE conquista
medalha de prata  

Um jovem povoense, José Carlos Rodrigues, vai marcar presença no Campeonato Europeu de Profissões, que se realiza em Lille (França), de 2 a 4 de Outubro. A representar a EPAVE – Escola Profissional do Alto Ave, da Póvoa de Lanhoso, José Carlos Rodrigues alcançou a medalha de prata na classe ‘Cabeleireiros’, um feito que enche de orgulho a EPAVE.
Como forma de assinalar tão importante conquista, a EPAVE promoveu, na tarde de quinta-feira, dia 5 de Maio, uma cerimónia de homenagem, atribuindo ao jovem cabeleireiro José Carlos Rodrigues um certificado de agradecimento. Alexandra Barreto, coordenadora do curso de Cabeleireiro na EPAVE foi também agraciada. José Manuel Silva, do Conselho de Administração, entregou os certificados.
José Carlos Rodrigues, que conclui a formação de Cabeleireiro em 2010, foi convidado pela EPAVE para representar a instituição no Campeonato das Profissões. Depois das competições a nível regional, seguiram-se as nacionais, com José Carlos Ri-beiro a carimbar o passaporte para representar Portugal no Campeonato Europeu das Profissões.
O ex-formando da EPAVE junta-se a Nuno Pires, do Alentejo, e Sara Azevedo, da Madeira. Os três jovens vão representar as cores das quinas no campeonato europeu, na classe cabeleireiro.
“O vosso futuro é exactamente este, é terem uma profissão que devem saber representar bem, com rigor, com saber e com afinco. Foi esta a tónica que o José Carlos pôs na profissão dele. Vai ser um excelente profissional, com rigor, afinco, lutador e que sabe estar”, referiu Joaquim Machado, presidente do Conselho de administração da instituição, no decurso da cerimónia, agradecendo ao homenageado toda a colaboração com a EPAVE e incentivando os alunos presentes a seguir o seu exemplo.
Em Agosto, aquando do Modalanhoso, os cabelos das jovens modelos vão ser penteados pela equipa de cabeleireiros da EPAVE, com José Carlos Rodrigues a marcar também presença.

Viagem pelo universo da filigrana

Mãos de ouro
num registo concelhio

Certificar a filigrana povoense, ou mesmo portuguesa, e criar uma escola que ensine a arte na Póvoa de Lanhoso foram algumas das ideias deixadas pela ourives Inês Barbosa.
Iniciou a sua caminhada na ourivesaria, em especial na filigrana, com apenas treze anos, seguindo as pisadas do avô, pai e tios.
O trabalho do ouro sempre a fascinou. Aos 13 anos, surgiu a oportunidade de colocar a mão na massa, neste caso no ouro, em especial nos finos fios que dão corpo às belas peças de filigrana. A sua ajuda foi reclamada pelo seu pai que, na ocasião a impeliu a ajudá-lo com um relicário.
“Eu fui e gostei muito. Ele gostou do meu trabalho e fui ficando na arte até aos dias de hoje”, confidencia Inês Barbosa, nascida em Sobradelo da Goma e com estabelecimento comercial e residência na vila da Póvoa de Lanhoso.
“Primeiro, e principalmente, é preciso gostar. Em qualquer área é preciso gostar do que se faz mas nesta mais ainda pois é muito minuciosa. Isto é uma arte. Ainda há dias, alguém disse que trabalhar a filigrana é uma técnica. É uma técnica mas para trabalharmos essa técnica temos que ter a arte para a saber trabalhar. Não basta saber encher um coração de filigrana”, explica a artesã, dando conta das competências necessária para trabalhar o ouro. Os projectos desenvolvidos ao longo dos últimos anos, nomeadamente o projecto ‘Por um Fio de Ouro’, trouxeram uma maior “leveza” às peças de filigrana. Novos desenhos e aplicação de novos materiais, como o couro, a cortiça, deram leveza às peças.
Mas, e como afirma Inês Barbosa, hoje, a procura recai, principalmente,  nas peças de filigrana tradicional.
A imagem da actriz Sharon Stone com um coração de filigrana correu mundo e despertou a curiosidade de mui-tas pessoas. A procura pelos corações de filigrana também foi muito sentida na Póvoa de Lanhoso. Actualmente, Inês Barbosa não tem tempo livre para se dedicar à criação de novas peças.
“Temos trabalhado unicamente no tradicional. É o que os clientes estão hoje à procura. Desde que ela a apareceu, desde que a nossa comunicação social muito bem divulgou, não se tem conseguido satisfazer os pedidos de todos os clientes. Penso que todos os colegas desta área, que trabalham a filigrana sentem o mesmo. Há pedidos que chegam do estrangeiro”, da conta Inês Barbosa. O coração de filigrana é peça mais procurada quer seja por nacionais ou estrangeiros. Os vários projectos e iniciativas de divulgação que se registaram nos últimos 12 anos tem permitido mudar menta-lidades. Hoje, os jovens pro-curam peças em filigrana.
Há mercado de trabalhos para os jovens? A esta pergunta, Inês Barbosa responde que sim mas aponta a necessidade de se criar uma escola ou curso dedicado à arte.
“Nós, quando precisamos de um colaborador, muitas vezes nós precisamos de uma pessoa para começar logo a trabalhar. Se nós fossemos buscar uma pessoa a uma escola ela vinha e já estava pronta a começar a trabalhar, a produzir. Quando nós vamos buscar uma pessoa que não percebe nada andamos meses e meses a ensinar. Aquilo que nós queremos que seja no acto, não temos hipóteses por-que somos nós que a temos que formar essa pessoa”, explica Inês Barbosa.
“Deveria existir a certificação, uma marca da filigrana da Póvoa de Lanhoso ou que fosse da filigrana de Portugal. É preciso certificar a filigrana portuguesa porque   é a melhor filigrana do mundo”, revela Inês Barbosa, acreditando que a filigrana tem futuro, desde que haja pessoas para a trabalhar.
A divulgação da filigrana e do trabalho associado a cada peça é um trabalho que deve prosseguir. 

Criar uma base de dados é o objectivo

Conhecer as reais necessidades
de cada concelho

Criar uma base de dados para apurar as reais necessidades no que diz respeito às valências da terceira idade é um dos caminhos a seguir pela Segurança Social. Na visita ao concelho da Póvoa de Lanhoso, no dia de ontem, Rui Barreira, director do Centro Distrital de Segurança Social de Braga revelou que “a criação de uma lista central para apurar o número real de pessoas que aguardam pela entrada num estabelecimento residencial para pessoas idosas (lar) é o passo a seguir antes de se criarem novas respostas e novos equipamentos”.
O responsável da Segurança Social no distrito prossegue a visita às IPSS’s com acordos com aquela entidade. Nos dois anos de mandato, Rui Barreira já visitou metade das instituições com acordos com a Segurança Social. Na Pó-voa de Lanhoso, Rui Barreira visitou a Casa de Trabalho de Fontarcada, assim como os Centros Sociais de Calvos, Taíde e Serzedelo.
A redução do número de crianças que frequenta as valências das instituições de solidariedade social do concelho da Póvoa de Lanhoso foi uma das preocupações apresentadas ao director do Centro Distrital da Segurança Social de Braga.
“Vamos tendo menor natalidade embora eu acredite que, com a evolução da economia e com o crescimento do emprego, haja um retorno das crianças a estas instituições. É uma das preocupações que levo até porque implica não só a redução das crianças no ponto de vista social mas também a nível financeiro e do emprego”, referiu ao “Correio do Minho”, o director da Segurança Social, após a visita ao Centro Social e Paroquial de Serzedelo, revelando que a Póvoa de Lanhoso é um concelho com uma grande dinâmica, no que diz respeito ao envolvimento das instituições nas questões sociais.
Conhecer no terreno o trabalho desenvolvido pelas instituições de solidariedade social é o objectivo de Rui Barreira, que marcou presença na Póvoa de Lanhoso acompanhado de Amélia Monteiro, directora da Unidade de Desenvolvimento Social e Programas da Segurança Social de Braga.
“Ao longo destas quatro instituições, fomos recebemos preocupações de ordem financeira, outras de ordem técnica, como necessidade de reavaliação ou requalificação dos seus serviços, sempre do ponto de vista de prestar um melhor serviço à comunidade”, explicou o director da Segurança Social.

No âmbito da defesa da floresta

Câmara sensibiliza 
para prevenção de incêndios

A Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, através do Pelouro da Protecção Civil e do Gabinete Técnico Florestal, vem alertar os munícipes para a fixação, no âmbito do Sistema de Defesa da Floresta Contra Incêndios, do período crítico de 1 de Julho até 30 de Setembro de 2014.
 No entanto, a população do concelho deve estar consciente de que, antes mesmo do chamado período crítico, nos dias de mais calor, mais secos e em que o risco de incêndio também é maior, aplicam-se as mesmas proibições previstas para durante o período crítico (de 1 de Julho a 30 de Setembro).
 Desta forma, a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso apela a que a população colabore na prevenção de incêndios no nosso concelho e que, antes de efectuar qualquer queima de sobrantes agro-florestais, se informe do risco de incêndio previsto para o dia pretendido, recorrendo às Juntas de Freguesia, GNR, Bombeiros, Protecção Civil (117) e Gabinete Técnico Florestal do Município Povoense (253 632 790).
“A floresta é de todos. Aquilo que, por vezes, é feito com alguma naturalidade, como atirar uma ponta de cigarro para o chão, por exemplo, pode transformar-se num enorme problema. No Período Crítico, o risco aumenta exponencialmente e, por isso, todos os cuidados são poucos”, refere o Vereador para a Protecção Civil da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Armando Fernandes. Considerando ainda que “a melhor forma de combater os incêndios florestais é apostar na prevenção”.
De 1 de Julho a 30 de Setembro de 2014, vigoram medidas especiais de prevenção contra incêndios florestais (Portaria n.º 110/2014 de 22 de maio).
Nos espaços rurais e florestais é proibido fumar ou fazer lume de qualquer tipo no interior das áreas florestais ou nas vias que as delimitam ou atravessem; é proibido   realizar fogueiras para recreio ou lazer e para confecção de alimentos, excepto quando realizadas em locais expressamente previstos para o efeito e identificados como tal; é proibido lançar foguetes ou balões de mecha acesa (extensível a todo o território nacional), sendo que a utilização de fogo-de-artifício ou de outros artefactos pirotécnicos, que não os indicados anteriormente, está sujeita a autorização prévia da Câmara Municipal; é proibido queimar matos cortados e amontoados e qualquer tipo de sobrantes de exploração agrí-cola/florestal (queimas); é proibido fazer queimadas para renovação de pastagens e eliminação de restolho e ainda para eliminar sobrantes de exploração cortados, mas não amontoados; e é proibido utilizar máquinas de combustão interna e externa, onde se incluem todo o tipo de tractores, máquinas e veículos de transporte pesados, quando não estejam equipados de dispositivos de retenção de faíscas ou faúlhas e de dispositivos tapa-chamas nos tubos de escape ou chaminés.
Para se protegerem, as pessoas deverão limpar o mato num raio mínimo de 50 metros à volta de habitações, estaleiros, armazéns, oficinas ou outras edificações, de entre outros aspectos.

Junta de Freguesia de Garfe

Paulo Ferreira
“Quero deixar o meu marco
na história de Garfe”

Saneamento, rede viária, remodelação do edifício da sede de junta e a resolução do impasse quanto aos limites da freguesia de Garfe são as principais preocupações de Paulo Ferreira, o novo presidente da Junta de Freguesia. No dia seguinte ao da tomada de posse, o ‘Maria da Fonte’ conversou com o autarca.
O que o levou a avançar com uma candidatura?
Fui presidente da Assembleia entre 2005 e 2009 e aliciaram-me a ser candidato em 2009. O convite surgiu por-que as pessoas me reconheceriam, eventualmente, competência e qualidade para a tarefa e eu também sempre tive um espírito de missão. Gosto da minha terra e como cidadão responsável, decidi abraçar esta tarefa com espírito de missão. 
Gosto de servir os meus conterrâneos, quero ser útil à minha terra e deixar o meu marco na história de Garfe.

Tivemos um acto eleitoral a 29 de Setembro mas o impasse, na instalação dos órgãos da freguesia, levou a novas eleições no passado dia 25 de Maio, das quais saiu vencedor. Como se sentiu com esta vitória?
Naturalmente...bem. Face ao que ocorreu em Setembro, e o que aconteceu a seguir,  necessariamente as coisas acabaram por se resolver em acto eleitoral. Naturalmente que, esta vitória tem um sabor muito especial. Foi obtida em condições bastante difíceis, com muito trabalho e, portanto, tem um sabor especial por isso.
Quero deixar uma palavra a todos os que estiveram envolvidos quer no processo de Setembro, quer no processo de Maio. Todos, à sua maneira, independentemente do lado em que estiveram, lutaram pelas suas convicções e pelo seu amor por Garfe. Deixo um apelo para que se mantenham nessa união, nessa luta sempre em prol de Garfe.
Quero também deixar uma palavra muito especial a todos os que estiveram directamente envolvidos comigo, que me ajudaram a atingir este objectivo, quer os elementos da minha lista, o meu mandatário, o António Barros, o presidente da Comissão Política, Frederico Castro, e todas as estruturas partidárias. Espero continuar a contar com eles para tudo o que seja importante para Garfe.

Como analisa todo o pro-cesso que levou à repetição de eleições?
Posso eventualmente dizer que, as coisas começaram antes de Setembro, no mandato anterior em que as coisas não decorreram num espírito de muita cordialidade e fraternidade em termos de Junta de Freguesia. Isso redundou que houve um processo eleitoral, em Setembro, em que se apresentaram quatro listas a concurso, em que três delas elegeram mandatos para a Assembleia de Freguesia e digamos que o espírito que se seguiu a esse acto eleitoral creio que deveria ter sido diferente, deveria ter havido um espírito de abertura e entendimento para se encontrar uma solução governativa forte e coesa para Garfe, e não foi isso que aconteceu.
Eu entendi e defendi, e continuo a defender, que seria melhor para Garfe encontrar uma solução governativa onde as pessoas formassem uma verdadeira equipa e estivessem de alma e coração cá a trabalhar por Garfe.

Como está a freguesia de Garfe?
Neste momento, tem muitas carências. É uma freguesia que não tem tido grande investimento nos últimos 4 a 8 anos e, neste momento, fruto desse degradar do património e dessa inércia, a freguesia precisa de uma maior iniciativa, de uma maior intervenção e muito mais investimento.

Como está o abastecimento de água e o saneamento. Há muito a fazer?
Ao nível da cobertura de água a freguesia está praticamente toda coberta. Foi um projecto que ficou praticamente concluído em 2005/ 2006 e foi o último grande investimento efectuado em Garfe. Ao nível do saneamento, temos uma pequeníssima parte da freguesia coberta. Alguma dessa parte que já está feita ainda não tem ligação. Temos situações graves ao nível do saneamento e de esgotos, inclusivamente situações que, do meu ponto de vista não se compadecem com o século XXI, em que estamos, que são situações de esgotos a céu aberto. São problemas graves e um dos nossos objectivos principais é resolvê-los.

Garfe

Festa da Senhora do Monte 
e aniversário dos escuteiros

Os dias 31 de Maio e 1 de Junho foram de festa na freguesia de Garfe. O aniversário do CNE de Garfe e a Festa de Nossa Senhora do Monte foram razões mais do que suficientes para levar um grande número de populares até ao alto do Monte de Gondiães, onde se realizaram os festejos. O ambiente foi de convívio e de muita alegria. Os escuteiros assinalaram a maioridade, completando 18 anos de vida. As comemorações ficaram marcadas pela realização de um acampamento e missa com promessas. No domingo, dia 1 de Junho, Dia da Criança, os mais pequenos não foram esquecidos e foram lançados balões, como forma de assinalar a data.  Este ano, assinalaram-se os nove anos da construção da capela da Senhora do Monte, assim como da construção da estrada de acesso  ao templo. No decurso da eucaristia, pelas 10 horas de Domingo, o padre Luís Fernandes não esqueceu todos quantos contribuíram para a construção da capela.
Assumindo o escutismo como a melhor proposta de valores para os jovens, o sacerdote deixou alguns números: 28 milhões de escuteiros no mundo; 70 mil em Portugal; 400 no concelho da Póvoa de Lanhoso e cerca de 80 em Garfe.
“Continuai com a mesma vontade, com a mesma alegria do primeiro momento”, pediu o padre Luís.
“Valeu a pena termos apostado na construção desta capela. A capela trouxe a estrada e logo atrás de si o campo dos escuteiros, um  dos melhores campos de escuteiros espalhados pelo norte de Portugal”, disse ainda o padre Luís. Os agradecimentos estenderam-se aos benfeitores, junta de freguesia e Câmara Municipal.
Para além da celebração da Eucaristia com promessas, o último dia de festejos ficou marcado pela oração da tarde, procissão e actuação do Rancho Folclórico de Garfe.