Sociedade Columbófila


Prémios marcam final de época

A Sociedade Columbófila da Póvoa de Lanhoso entregou, no passado sábado, dia 26 de Novembro, os prémios relativos à campanha desportiva de 2011. Um jantar festivo antecipou a entrega de prémios. Para além de columbófilos e familiares, a cerimónia contou com a presença de representantes da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Junta de Freguesia da Póvoa de Lanhoso, assim como do presidente da direcção da Associação Columbófila do Distrito de Braga, João Armindo Macedo Gomes.
Na sua intervenção, José Eduardo Vieira, o novo presidente da direcção da sociedade columbófila, agradeceu a todos quantos têm ajudado a colectividade. Os agradecimentos estenderam-se, também, à Junta de Freguesia da Póvoa de Lanhoso e Câmara Municipal. A estas entidades foi deixado o pedido para que continuem a apoiar financeiramente a columbofilia da Póvoa de Lanhoso, uma vez que se trata de um apoio fundamental para o desenvolvimento das actividades da Sociedade Columbófila da Póvoa de Lanhoso
A anterior direcção, presidida por Belarmino Marques Dias, não foi esquecida, com o actual presidente a agradecer àquele responsável por, através da Escola EB 2,3 Prof. Gonçalo Sampaio, continuar a manter viva a chama da columbofilia, que faz despertar os jovens para este desporto, promovendo, hoje em dia, a existência de várias gerações de columbófilos na Sociedade Columbófila da Póvoa de Lanhoso.
“Esta nova direcção tudo irá fazer para continuar a dignificar o bom nome da Sociedade Columbófila da Póvoa de Lanhoso”, assegurou José Eduardo Vieira.
“Peço a todos que cooperem, que ajudem, que tentem dar o vosso melhor para continuarmos a existir por muitos e bons anos”, disse o presidente da colectividade. “Estou aqui para trabalhar, para dar o meu melhor e quero ver o nome da nossa sociedade bem alto, com muitos sócios e mais jovens, se possível, e que possamos fazer, daqui para a frente, um trabalho ainda melhor”, frisou o presidente José Eduardo Vieira. Quanto à campanha deste ano, Alfredo Fernandes foi o grande vencedor, tanto na classificação geral como em velocidade, fundo e meio fundo.

Destaques

Gabriela Fonseca, vereadora da Educação
“Tentamos não cortar
na educação e acção social”


Patrícia Pereira lidera PS
na Assembleia Municipal


‘Amigos do Theatro’
querem fidelizar público


Atendimento social da Câmara Municipal
Mais de meio milhar
já procurou ajuda

EDITORIAL

Armindo Veloso



Nós

Albert Einstein disse um dia que se soubesse que as suas teorias iriam ser utilizadas para a criação da bomba atómica, utilizada poucos anos depois em Hiroxima e Nagasaki, no Japão, não as teria desenvolvido.
Eis um exemplo de descoberta e evolução científica que provocou uma revolução civilizacional – a teoria da relatividade alterou o mundo nestas últimas décadas e está presente em quase “tudo que mexe” - que o Homem usou logo que pôde pela negativa.
Nos tempos que vivemos, embora exista a possibilidade de uma guerra atómica, julgo que a desgraça, mesmo, reside noutras bombas muito mais “bonitas e perfumadas”: a internet/redes sociais.
Embora com intensidades diferentes – para o CEO da ZON, Rodrigo Costa, as redes sociais nos Estados Unidos são para trabalhar enquanto que na Europa são usadas em grande medida para o lazer – o facebook, por exemplo, é usado principalmente para fofocas; troca de galhardetes; ocultação de frustrações; descompressão de frustrações várias; compensação de traumas; encontros secretos de índole sexual; e por aí fora; e por aí fora!
Aí está uma autêntica revolução na comunicação entre os povos de todo o mundo que deveria ser usada em grande medida pela positiva no desenvolvimento económico e cultural que, arrisco, em mais de 90% é usada com a parte obscura da humanidade.
Está-nos na natureza, ponto final.
Num certo dia, numas certas férias, o meu agregado familiar promoveu uma refeição especial. A “caixa” da refeição era um tal marisco “amado” por todos. Encomendei demais. Para não sobrar, forçamos. Resultado: os meus filhos ainda hoje não comem desse marisco de que tanto gostavam.
A quantidade vulgariza o produto.
A internet/redes sociais, usadas da forma como estão a ser usadas, estão a destruir algumas das coisas mais bonitas da humanidade: As relações de afecto - amigos!!! - e o sexo.
Por escassez? Não, por demasia.

Até um dia destes.
CASTELO

S.C. Maria da Fonte

As recentes vitórias, as duas primeiras do campeonato, frente ao Cerveira e ao Bragança, trouxeram novo ânimo à formação do Maria da Fonte, bem como aos seus adeptos, que ansiavam por resultados positivos. Esperemos que esta seja uma nova fase na vida da formação marifontista que se tem debatido, nos últimos tempos, com várias lesões. No passado domingo, no terreno do Bragança, o ‘Maria’ sofreu mais uma baixa.
CASTELO DE AREIA
Furtos

Numa habitação de Águas Santas um larápio foi surpreendido pela GNR no momento em que estava a furtar objectos do seu interior. Baterias, motor de rega e aparelho de sulfatar já estavam na posse do indivíduo que, se não fosse interceptado pela GNR, iria vender o material a troco de poucos euros. Tudo serve para vender como sucata e nada está a salvo dos ‘amigos do alheio’.

Assembleia Municipal


Mudanças na liderança
da bancada do PS


Na próxima Assembleia Municipal, a realizar, salvo algo em contrário, no mês de Dezembro, a bancada do Partido Socialista terá um novo rosto na liderança.
Depois de António Carvalho, que renunciou ao cargo, segue-se a deputada Patrícia Pereira, no comando da bancada socialista que, desde 2005, desempenha o papel de oposição. António Carvalho mantém-se como deputado do PS, apenas deixando de exercer as funções de líder daquela força política na Assembleia Municipal.
Desde Outubro de 2009 que a coordenação da bancada socialista, na Assembleia Municipal, ficou a cargo de António Carvalho. Volvidos dois anos, António Carvalho colocou um ponto final no trabalho que vinha desempenhando como líder da bancada do PS. A advogada Patrícia Pereira será o novo rosto do PS na Assembleia Municipal.
“Foi uma decisão minha, pessoal. Da mesma forma que foi uma decisão minha, pessoal, disponibilizar-me para coordenar a bancada e promover que fosse feita uma eleição, e que foi feita, e na qual obtive mais de 50% dos votos dos presentes também, da mesma maneira, entendi que chegou a altura de fazer a substituição no cargo”, refere António Carvalho, quando questionado pelo “Maria da Fonte” sobre as razões da sua saída da liderança da bancada do PS.
“Tinha dito, na primeira reunião que tive com a bancada, que ao fim de dois anos faria um balanço e uma análise da situação e tomaria uma de três decisões: ou continuava por mais dois anos, situação para a qual estava mandatado; ou colocava o meu cargo à disposição para que fosse analisado o meu desempenho e pudesse ou não continuar conforme a vontade dos meus camaradas da Assembleia Municipal; ou, pura e simplesmente, colocava fim à coordenação da bancada. Optei por esta última ideia. Entendo que os cargos devem ser renovados em democracia, embora não fosse muito tempo e eu estivesse mandatado para os quatro anos”, esclarece António Carvalho.
“Os cargos não devem ser ocupados muito tempo pela mesma pessoa, pois cada um tem as suas características, a sua maneira de ser e a sua maneira de trabalhar sobre esses aspectos e pode sempre não ser a maneira que os militantes do partido ou até os votantes encarem como a melhor maneira de que partido cresça e progrida, que é aquilo que interessa”, refere ainda aquele elemento do PS.
“Analisando todas essas situações e verificando que tenho as características um pouco diferentes daquilo que são as maneiras normais de fazer política em Portugal, isto tanto a nível local como a nível nacional, achei interessante que nestes dois anos se optasse por uma experiência diferente e uma maneira diferente de coordenar a bancada. É só isso. É normal em democracia. Não tem drama nenhum. Os lugares não são eternos nem o devem ser”, afirma António Carvalho.
“Foi gratificante, gostei muito. Fiz bastantes amizades, conheci pessoas com uma riqueza interior bastante grande, como sempre acontece quando estamos em situações desse género e foi, para mim, uma experiência interessantíssima neste quase outono da vida em que já passei por muita coisa”, refere, traçando o balanço dos dois anos como líder da bancada socialista.
Quanto à nova líder, António Carvalho refere que “é uma jovem com qualidades e já o tem demonstrado na Assembleia Municipal. Tem feito intervenções bem elaboradas e acho que é uma grande esperança do Partido Socialista na Póvoa de Lanhoso”.

Belarmino Dias aponta que foi uma decisão pessoal
Questionado pelo “Maria da Fonte”, Belarmino Dias, presidente da Comissão Política do PS, aponta que a saída de António Carvalho da liderança da bancada socialista foi uma “decisão pessoal”.
“Foi uma decisão do deputado António Carvalho que, naturalmente, o partido respeita”, aponta Belarmino Dias. Dada a indisponibilidade de António Carvalho, a concelhia do PS encontrou na deputada Patrícia Pereira a nova cara para liderar a oposição na Assembleia Municipal.
“Estamos gratos pela disponibilidade, envolvimento, colaboração e pelo trabalho desenvolvido pelo camarada António Carvalho na liderança da bancada”, refere Belarmino Dias, adiantando que o partido deposita “absoluta confiança nas qualidades e no trabalho da deputada Patrícia Pereira.

‘Club Amigos do Theatro’


Fidelizar o público

O Theatro Club acolheu, no passado dia 5 de Novembro, a cerimónia de apresentação do projecto “Club Amigos do Theatro”, numa iniciativa que pretende fidelizar o público daquele espaço de cultura. Manuel Baptista, presidente da Câmara, é o primeiro inscrito no “Club Amigos do Theatro. A apresentação do projecto integra o programa comemorativo dos 10 anos de reabertura e programação regular do Theatro Club. Ao longo destes dez anos, realizaram-se, naquele espaço, mais de 500 espectáculos de teatro e cerca de 200 exposições. Foram cerca de cem mil os visitantes e espectadores que por ali passaram, assistindo e visitando os mais de mil eventos que ali tiveram lugar. “O objectivo deste projecto é, acima de tudo, fidelizar público”, destacou Fátima Moreira, vereadora da Cultura.
Em nota de imprensa, a Câmara adianta que “pretende ser, também, uma forma de apoio ao seu funcionamento, reforçando a sua autonomia, validando, mais do que complementando, o financiamento público garantido pela autarquia da Póvoa de Lanhoso”.
António Ferreira Lopes, benemérito povoense, que mandou construir o Theatro Club, também foi recordado, como o maior amigo daquele espaço. “Olhando para trás e há pouco mais de cem anos, esse homem que mandou construir este Theatro, depois de construir a sua casa, estabeleceu algumas prioridades para o desenvolvimento deste concelho, que têm marcado o seu crescimento. Este homem construiu o seu palacete e, logo a seguir, mandou construir um espaço li-gado à arte e à cultura, onde estamos hoje, e só depois o hospital e só depois a escola primária. Isto deve-nos fazer reflectir”, considerou, de entre outros aspectos, Fátima Moreira.
“O projecto apresentado é dirigido a pessoas individuais, instituições e empresas. Refira-se que existe um regulamento próprio que os interessados em formalizar a sua “amizade” para com o Theatro Club devem consultar”, adianta a Câmara Municipal.
A anteceder esta apresentação, Manuel Baptista ainda abriu a Exposição Aberta de Fotografia intitulada “Uma imagem vale mais que mil palavras”, patente na Galeria do Theatro Club até ao fim do mês de Novembro. O autarca povoense entregou, na oportunidade, os certificados de participação a alguns dos 11 participantes nesta iniciativa, presentes na referida abertura. A noite terminou com a apresentação, no palco do Theatro Club, da peça “Conversas Divinas”, escrita e encenada por Bruno Laborinho e com as interpretações de Mara Correia, Patrícia Araújo, Sérgio Araújo e Bruno Laborinho, perante uma plateia quase lotada.

Atendimento social da Câmara Municipal


Mais de meio milhar já pediu ajuda

Há cada vez mais povoenses com dificuldades financeiras que procuram os vários apoios do atendimento social da câmara, como o apoio alimentar e o apoio ao arrendamento, para ‘compôr’ os fracos rendimentos que têm mensalmente. Só este ano, já foram atendidas mais de meio milhar de famílias - um número que já superou o total do ano passado.
O desemprego e os baixos rendimentos das famílias (na ordem dos 200 euros) são os principais factores que levam a que as pessoas a procurarem a ajuda da autarquia. Mas há outros factores que entram na lista: desde o alcoolismo, à falta de hábitos de higiene pessoal e habitacional, à dificuldade no exercício da parentalidade e, também, a violência doméstica.
“O atendimento social da Câmara da Póvoa de Lanhoso começou a fazer-se a 19 freguesias do concelho, mas desde o ano passado, foi celebrado um protocolo com a Segurança Social, passando a autarquia a fazer o atendimento a 29”, refere Fátima Moreira, vereadora da Acção Social da autarquia povoense.
O atendimento permite a sinalização e encaminhamento das pessoas para as várias medidas que existem em termos de respostas, que podem ser medidas locais (como a ajuda alimentar ou de vestuário), medidas da Segurança Social (por exemplo para próteses) ou para as medidas do Gabinete de Apoio Familiar (que disponibiliza apoio jurídico, psicológico, formação parental, entre outros).
“No fundo, as nossas medidas de apoio local são para dar resposta a situações de emergência como dar de comer à família, mas estas têm que ser complementadas com outras medidas que incentivem à mudança de vida, fazendo com que estas pessoas passem a ter um projecto de vida e passem a ter expectativas quanto ao futuro. É este o grande desafio do apoio social”, assinalou Fátima Moreira.
Para combater os dois principais factores que levam a uma maior carência socioeconómica dos agregados familiares - e que neste caso são o desemprego e os baixos rendimentos - a Câmara tem duas respostas: “em primeiro lugar temos um protocolo com o Instituto de Emprego e Formação Profissional de Fafe, fazendo o reencaminhamento através do Gabinete de Inserção Profissional, quer para a procura de emprego, quer para melhorar as suas competências a partir de uma nova formação profissional, com o objectivo de assim vir a ter mais saídas no mercado de trabalho”, sublinhou a vereadora.
Para Manuel Baptista, presidente da câmara povoense, o facto de ter recebido, novamente este ano, a bandeira de uma das autarquias do país ‘mais familiarmente responsável’ pela Associação Nacional de Famílias Numerosas, é visto precisamente como uma forma de “reconhecimento do nosso trabalho nesta área social e, principalmente, do nosso grande empenho para criar atractividade no concelho para as empresas se instalarem aqui e, assim, serem criados postos de trabalho, que são tão precisos, sobretudo, nesta altura”. “Só com empresas e com a criação de postos de trabalho é que muitos, que nesta altura sentem mais dificuldades, podem sair dessas situações de maior fragilidade socioeconómica”, salientou o presidente da câmara municipal, considerando esta como a “melhor resposta social”.

Ligação Braga - Chaves


EN103 palco de vários acidentes

No passado domingo, dia 13 de Novembro, a Estrada Nacional 103, que liga Braga a Chaves, foi palco de dois acidentes de viação, dos quais resultaram quatro feridos. Os Bombeiros Voluntários da Póvoa de Lanhoso foram solicitados, pelas 16h25, para acorrer a um acidente de viação que se tinha verificado na freguesia de Serzedelo. A caminho do sinistro, os soldados da paz deparam-se com um outro acidente, naquela estrada nacional, na freguesia de Frades. Segundo apuramos, duas ambulâncias de socorro dirigiam-se para o acidente de viação registado em Serzedelo quando se depararam com o outro acidente em Frades, tendo uma das ambulância ficado no local para prestar os primeiros socorros aos feridos. A segunda ambulância seguiu para o acidente de viação de Serzedelo, tendo transportado ao Hospital um ferido, uma vez que o segundo ferido naquele acidente recusou o transporte à unidade hospitalar. O ferido foi imobilizado como medida de precaução.
Quanto ao acidente registado em Frades, para além da ambulância de socorro que prestou a primeira assistência às vítimas, os soldados da paz fizeram deslocar para o local uma outra ambulância de socorro, a viatura de desencarceramento e o veículo de comando e operações tácticas.
Segundo dados obtidos, foi necessário proceder a operações de desencarceramento para retirar um dos feridos da viatura, que apresentava queixas ao vel da coluna cervical e membros inferiores. Os dois feridos deste sinistro foram conduzidos pelos Bombeiros da Póvoa de Lanhoso ao Hospital de Braga. A operação de socorro envolveu 14 soldados da paz.