Taíde


“A verdadeira dívida é o amor”

A missa em honra de Nossa Senhora do Porto d’Ave e a majestosa procissão, no domingo, dia 4 de Setembro, foram dois dos pontos altos da Romaria de Nossa Senhora do Porto d’Ave, realizada na freguesia de Taíde. Num momento de grande fé, muitos devotos de Nossa Senhora do Porto d’Ave deslocaram-se ao santuário mariano para cumprir as suas promessas e assistir aos momentos religiosos que integraram aquela romaria. Iniciada a 27 de Agosto, a romaria de Nossa Senhora do Porto d’Ave teve o seu culminar no domingo, dia 4. Durante os vários dias, a fé e a devoção a Nossa Senhora trouxe a Porto d’Ave milhares de devotos, vindos de vários pontos da região.
No domingo, e logo pela manhã, os fiéis cumpriam as suas promessas em volta do santuário, alguns deles de joelhos e transportando objectos em cera. Ao recinto, foram chegando alguns romeiros que realizaram a viagem a pé desde outras freguesias do concelho e de outros concelhos vizinhos.
Cumpridas as promessas, os fiéis marcaram presença na missa em Honra de Nossa Senhora do Porto d’Ave, presidida pelo bispo-auxiliar de Braga, D. António Couto.
Pegando na liturgia da palavra, o bispo-auxiliar de Braga alertou para a responsabilidade de cada um de nós perante os Irmãos que nos rodeiam. Das suas palavras, sobressaiu a necessidade de manter os corações abertos para ajudar, orientar e auxiliar os outros.
“Somos mais ou menos assim, capazes de humilhar, capazes de desprezar, capazes de abandonar os nossos irmãos, talvez, quando eles mais precisam de nós”, referiu D. António Couto.
“Nunca abandoneis ninguém, nunca rejeiteis ninguém, nunca ponhais ninguém de lado, nunca humilheis ninguém”, alertou o bispo-auxiliar de Braga.
“Irmãos, tendes uma grande dívida uns para com os outros”, revelou D. António Couto, pegando nas palavras de S. Paulo.
“De dívida nós percebemos todos nos tempos em que estamos. Mas, não é de euros, nem de dólares, nem de ouro. Somos todos devedores de amor uns para com os outros. A nossa dívida, a nossa dívida mais funda e a nossa dívida verdadeira é o amor. Estamos sempre a dever o amor uns aos outros. Felizmente, nunca conseguiremos saldar esta dívida. Poderemos saldar a dívida de euros ou de dólares mas, felizmente, nunca saldaremos a dívida do amor que devemos ao nosso irmão”, destacou D. António Couto. “É bom que sintamos isso: que eu te devo o amor e que tu me deves o amor e que nós somos devedores do amor uns para com os outros. Quando tivermos esta sensibilidade, esta maneira de abrir o coração e de ver de maneira diferente nós saberemos entender também o mundo de forma diferente”, disse ainda D. António Couto que, no decurso da homilia, incentivou os cristãos a serem verdadeiros sentinelas para ajudar as pessoas, dando as melhores orientações para a sua vida e os seus corações.

Canil/Gatil Intermunicipal

Braval apresentou candidatura

Planeado há já algum tempo, o Canil/Gatil Intermunicipal da Braval poderá tornar-se uma realidade. “Este projecto, há já algum tempo na forja, somente é possível graças à candidatura hoje apresentada ao programa do QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional) mais propriamente aos programas da ON – 2 (Operação Regional Norte) e à coesão existente entre os municípios da Braval”, revela Pedro Machado, director geral executivo do Ecoparque Braval.
“A Braval em parceria com os seis municípios accionistas, Braga, Póvoa de Lanhoso, Vieira do Minho, Amares, Vila Verde e Terras de Bouro, pretende criar nas suas instalações um Canil/ /Gatil Intermunicipal, acolhendo os animais de companhia.
A Braval acolherá animais mortos e vítimas de abandono por parte dos seus donos nas instalações do Canil/Gatil Intermunicipal”, revela o responsável da Braval, em nota de imprensa, assegurando que “antes de proceder ao abate dos animais abandonados, a Braval procurará uma solução alternativa em colaboração com associações de defesa dos animais, nomeadamente a adopção por parte de novos donos”. Para além do canil/gatil, o projecto apresentado engloba um cremador de animais de companhia.
“Este projecto vem engrandecer, uma vez mais, o Ecoparque Braval e assim, contribuir para a melhoria da qualidade de vida ambiental dos munícipes dos concelhos pertencentes à BravalEcoparque”, afirma Pedro Machado.

Freguesia de Ajude inaugurou


Restauro e Ampliação do cemitério

Numa obra que contou com o apoio da Câmara Municipal, a Junta de Freguesia de Ajude inaugurou, no sábado, dia 27 de Agosto, as obras de restauro e ampliação do cemitério. A intervenção no campo santo, permitiu a renovação do espaço e a criação de 38 novas sepulturas, as quais vêm colmatar uma necessidade há muito sentida pelas gentes de Ajude.
A cerimónia iniciou-se com a procissão, desde a Igreja até ao cemitério, após a qual o pároco Elias Amaral procedeu à bênção do novo espaço. Posto isso, teve lugar o descerramento da placa comemorativa, pelo presidente da Junta de Freguesia de Ajude, José Manuel Silva, e pelo presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Manuel Baptista.
Destacando o sentimento de orgulho pela obra concretizada, o presidente da Junta de Freguesia de Ajude frisou que esta era uma obra há muito ansiada e que o espaço proporciona, agora, “conforto e dignidade a quem o visita”.
Tratava-se, segundo o presidente da Junta de Ajude, de uma “necessidade premente pelo facto do cemitério existente não ter espaço”. Na sua intervenção, o presidente da Junta de Freguesia de Ajude frisou que o projecto foi levado a discussão junto dos elementos da junta de freguesia, assim como à Assembleia de Freguesia e à população, para que todos os interessados pudessem ter acesso ao projecto e darem o seu contributo.
“Tivemos o cuidado neste projecto de preparar o futuro. Este projecto é constituído por dois módulos: o cemitério e a casa mortuária, que será construída no futuro. Quando se pensar construir a capela mortuária não será necessário destruir ou demolir pois ela irá nascer na parte lateral. Quando chegar essa altura, será mais fácil executar essa obra”, deu a conhecer o presidente da Junta de Freguesia de Ajude, que aproveitou a ocasião para agradecer à Câmara Municipal, na pessoa do seu presidente, pelo financiamento, apoio técnico e logístico.
De entre as obras e iniciativas da autarquia povoense, José Manuel Silva apontou a requalificação da estrada MonsulVerim; a construção do Centro Educativo do Cávado, que abrange as dez freguesias do baixo concelho; a descentralização cultural, com alguns espectáculos a percorrerem algumas freguesias do concelho; a oferta dos livros aos alunos do primeiro ciclo e a aposta no Rallye Torrié, que passa por aquela freguesia.
Hoje, é um dia de uma vitória colectiva porque esta obra é uma obra colectiva onde todos colaboraram e onde todos demos a nossa opinião. É assim que queremos continuar, aliados à população, junto da Câmara, unidos com a paróquia e associações para construirmos mais vitórias, para construir-mos um Ajude melhor”, destacou o presidente da Junta de Freguesia de Ajude.
“Não é preciso agradecer. É nossa obrigação fazer sempre melhor e é para isso que trabalhamos todos os dias”, disse o presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Manuel Baptista.
Na sua intervenção, o autarca revelou que está a decorrer o concurso para a construção de um pavilhão gimnodesportivo no baixo concelho, o qual deverá estar concluído em meados do próximo ano.
O caminho do Bairro, naquela freguesia de Ajude, foi uma das obras prometidas pelo presidente da Câmara Municipal até ao final do mandato.

Cemitério construído em 1929
Munido das actas da Assembleia de Freguesia, José Manuel Silva deu a conhecer que o cemitério de Ajude foi construído em 1929. Decorria o ano de 1926, quando o regedor Manuel Joaquim da Silva Carvalho, ao empossar o presidente de junta, Manuel Joaquim Ribeiro, pároco daquela freguesia, revelou que existia na Caixa Geral de Depósitos uma verba de 2 mil escudos, numa dádiva do governo para a construção do cemitério.
Posteriormente, em 1928, e numa reunião extraordinária, o presidente da Junta de Freguesia anunciava que se ia dar início à construção do cemitério. A acta daquela reunião seria remetida ao dele-gado de saúde, o qual já tinha dado a sua aprovação quanto ao terreno onde iria nascer o cemitério.
A 9 de Junho de 1929 dava-se por concluído o cemitério de Ajude. Aos dois mil escudos do governo civil, juntaram-se mil escudos da Câmara e mil e duzentos escudos da população.
De entre as várias despesas, foram gastos 2.950 escudos com o pedreiro e 920 escudos com as grades.

S. Gens de Calvos


População venerou São Gens

A Freguesia de S. Gens de Calvos viveu momentos de festa no último fim-de-semana de Agosto, dias 27 e 28, com a realização das festividades em honra do padroeiro São Gens. A este acontecimento aliou-se a presença da Banda Municipal de Santa Cruz da Madeira, num intercâmbio que esta colectividade efectuou com a Banda Musical de Calvos. As festividades em honra do padroeiro São Gens iniciaram-se no dia 25 de Agosto, dia litúrgico do mártir São Gens, com uma eucaristia em honra do santo padroeiro. A noite de sábado, dia 27, foi dedicada ao folclore, com a actuação dos Rancho Folclórico Maria da Fonte, de Fontarcada, e do Rancho Folclórico da Póvoa de Lanhoso, que alegraram os inúmeros presentes.
No domingo, dia 28, celebrou-se a eucaristia solene em honra do padroeiro São Gens, cantada pela Banda Musical de Calvos. No decorrer da homilia, o padre Fernando Eurico destacou a importância de sermos mártires como foi São Gens, que, sem medo, assumiu a sua fé em Cristo, mesmo sofrendo com tal decisão. O sacerdote destacou ainda a necessidade de sermos mártires no nosso quotidiano, nas nossas relações com os outros. São Gens foi mártir no tempo do Imperador Diocleciano. Devido à sua profissão de taquígrafo, é hoje considerado o padroeiro dos notários, escrivães e secretários.
O ponto alto destas festividades aconteceu com a realização da procissão em honra de São Gens, que percor-reu o espaço entre a Igreja Paroquial e a sede da Junta de Freguesia, incorporando a Banda Musical de Calvos e a Banda Municipal de Santa Cruz da Madeira. No final da procissão, e de forma a encerrar as festas, as duas bandas musicais deram um concerto que muito agradou à inúmera plateia.

Banda Municipal de Santa Cruz da Madeira na Póvoa de Lanhoso
Fruto de um intercâmbio cultural, a Banda Municipal de Santa Cruz, da Madeira, esteve presente no nosso concelho entre os dias 26 e 29 de Agosto. Este foi o primeiro intercâmbio que esta colectividade realizou fora da Madeira. Recorde-se que, em Janeiro deste ano, foi a Banda Musical de Calvos que visitou Santa Cruz por ocasião das Festas de Santo Amaro.
A comitiva madeirense, composta por músicos, autarcas e acompanhantes, chegou à Póvoa de Lanhoso na tarde de sexta-feira, dia 26, onde foi recebida, nos Paços do Concelho, pelo Presidente da Câmara Municipal, Manuel Baptista, membros do seu executivo, Junta de Freguesia de Calvos, dirigentes e elementos da Banda Musical de Calvos. No salão nobre, o presidente da Câmara Municipal deu as boas-vindas a todos os visitantes, fazendo uma breve síntese do concelho e daquilo que podiam desfrutar durante esta visita. A recepção ficou ainda marcada por uma troca de lembranças entre a autarquia madeirense e povoense e entre as duas bandas musicais.
Na noite de sexta-feira, dia 26, e integrado no programa Verão (Con)Vida, a Banda Municipal de Santa Cruz actuou na Praça Engenheiro Armando Rodrigues.
De forma a poderem conhecer um pouco a região e os seus locais de eleição, a comitiva madeirense, acompanhada pelos dirigentes da Banda de Calvos, realizou uma visita pelo concelho, durante o dia de sábado. Assim, os visitantes tiveram a oportunidade de se deliciarem com as belas paisagens minhotas, conhecer os espaços municipais e degustar a gastronomia povoense. A comitiva, composta por 35 pessoas, teve ainda a oportunidade de visitar o Parque Nacional da Peneda-Gêres.
No domingo, a Banda Municipal de Santa Cruz actuou nas festividades em honra de São Gens, em Calvos, freguesia que acolheu a comitiva, juntamente com a Banda Musical de Calvos. No final da procissão, na qual a Banda madeirense também tocou, o presidente da direcção da mesma entregou ao Padre Fernando Eurico, uma pequena lembrança, como forma de recordação da passagem da Banda da Madeira por Cal-vos.
Ambas as bandas musicais mostraram-se muito satisfeitas com a realização deste intercâmbio, esperando-se que surjam mais actividades deste tipo.

Esperança: edifício da Escola EB1


Centro de Convívio tem nova casa

O edifício da Escola EB1 de Esperança é a nova “casa” do Centro de Convívio daquela freguesia. O primeiro Centro de Convívio do concelho da Póvoa de Lanhoso iniciou a sua actividade a 9 de Maio de 2010, numa sala do edifício da sede de Junta de Freguesia. Dos sete utentes, à data de abertura, o Centro de Convívio de Esperança conta, actualmente, com 25 utentes. Com o espaço a tornar-se exíguo, foi necessário encontrar um novo espaço para acolher as actividades do Centro de Convívio.
O bom ambiente que se vive no seio do Centro de Convívio e a sua utilidade são, segundo José Alberto Pereira, presidente da Junta de Freguesia de Esperança, as razões para o crescente número de utentes naquele centro de convívio. Ocupar o tempo livre dos habitantes da freguesia, sobretudo daqueles que vivem mais isolados, foi o objectivo da criação do Centro de Convívio de Esperança, conforme destacou o presidente da Junta.
“Somos nós os mentores da ideia. Essa ideia surgiu antes da campanha eleitoral mas na campanha eleitoral, em que andamos porta a porta, constatamos que as pessoas estavam podia dizer-se a olhar para as paredes ou então na cama a dormir. Achamos que esta era uma necessidade premente”, disse ainda o presidente da Junta de Freguesia de Esperança, entidade que proporciona o transporte dos utentes até ao Centro de Convívio, às terças e sextas-feiras.
“Tem sido óptimo. Esta iniciativa, hoje aqui, não é da Junta de Freguesia mas dos utentes deste centro de convívio”, destacou ainda o presidente da Junta de Freguesia de Esperança, no sábado, dia 3 de Setembro, no decurso do encontro de utentes dos centros de convívio do concelho que decorreu na freguesia de Esperança.
Depois de acolher os mais novos, o edifício da Escola EB1 de Esperança passa, a partir deste momento, a receber os utentes do Centro de Convívio. A escola, que encerra este ano lectivo as suas portas, ganha nova vida. Os mais novos dão lugar, a partir de agora, aos mais velhos.
No sábado, dia 3 de Setembro, os cerca de cem utentes dos quatro centros de convívio do concelho da Póvoa de Lanhoso (Esperança, Friande, S. João de Rei e Vilela) marcaram presença na Escola EB1 de Esperança. Mais do que assinalar a passagem do Centro de Convívio de Esperança para um novo espaço, a iniciativa promoveu momentos de alegre convívio entre os presentes. Para além do almoço-convívio, aquele dia ficou marcado pelas actuações dos utentes dos quatro centros de convívio, com a alegria a marcar presença nos rostos dos mais velhos.

Quarto Centro Educativo arranca este ano
“A escola fechou e este espaço vai ficar agora para o Centro de Convívio. Tem óptimas condições mas temos ainda que melhorar algumas coisas”, referiu Manuel Baptista, presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, considerando os Centros de Convívio como uma das grandes apostas do executivo por si liderado.
Para além do Centro de Convívio, o edifício das antigas escolas poderá, no futuro, acolher outras iniciativas. “Num processo entre a Câmara Municipal e a Junta de Freguesia, iremos dar outra utilidade. Neste momento, instalamos aqui o Centro de Convívio mas este é um espaço polivalente e, obviamente, poderá receber outras iniciativas e festas. Esta é uma forma de rentabilizar os edifícios”, referiu ainda o presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso.
À margem do encontro dos utentes dos centros de convívio, o autarca fez saber que a Câmara Municipal pretende lançar, ainda este ano, a obra do Centro Educativo de Taíde, que irá acolher crianças de Taíde, Garfe, Sobradelo da Goma, Esperança, Brunhais e Travassos.
“A Câmara terá que arranjar uma estratégia para que estes edifícios, as escolas, este património que é da Câmara, tenha utilidade para as próprias populações em si”, frisou Manuel Baptista.

III Divisão: Maria da Fonte goleado

Mau arranque no campeonato

Dois jogos, duas vitórias, 10 golos marcados, zero sofridos, eis o cartão de visita do Santa Maria neste início de temporada. Depois dos 6-0 na primeira eliminatória da Taça de Portugal, a equipa barcelense deu ontem quatro bolas a zero ao Maria da Fonte, na Póvoa de Lanhoso, na primeira jornada do campeonato nacional da III Divisão. E o jogo não podía ter começado da melhor maneira para os barcelenses, que inauguraram o marcador logo aos dois minutos, com Lamosa a aproveitar um erro colossal do central povoense para fazer um chapéu a Salguei-ro. A equipa marifontista acusou um pouco o golpe sofrido a sangue frio, e mais pressionantes e agressivos, o Santa Maria aproveitou para construir rapidamente o segundo golo, à passagem do minuto 12, na transformação de uma grande penalidade bem assinalada, convertida por Hugo Veiga, a castigar um derrube de Pikuá sobre Joel dentro da área.
Dois socos rápidos e eficazes da equipa do Santa Maria a levar o Maria da Fonte ao tapete que nunca mais se levantou, pelo menos com confiança para inverter totalmente o rumo dos acontecimentos. Ainda assim, os marifontistas reagiram e deram um ar da sua graça até ao intervalo, desperdiçando três boas ocasiões para reduzir o marca-dor e relançar a discussão. Aos 16 minutos, Ruizinho, solto na área e na cara de Fábio, atirou ao lado no primeiro lance de perigo no jogo dos locais. As mais flagrantes aconteceram já nos minutos finais do primeiro tempo, aos 43 e 45, ambas desperdiça-das, à boca da baliza do Santa Maria, pelo médio . Na primeira chegou um tudo-nada atrasado ao cruzamento mortífero de Rui Abreu, e na segunda viu um defesa barcelense tirar-lhe o pão a boca após um passe subtil de Diogo...
Dois a zero ao intervalo já era, sem dúvida, números confortá-veis para o Santa Maria, uma equipa que se apresentou muito bem trabalhada e confiante na Póvoa de Lanhoso nesta jornada inagural do campeonato, mas ao segundo minuto da segunda par-te ficou tudo ainda mais fácil para os visitantes num contra- ataque rápido, letal e estonteante, concluído de forma eficaz por Joel. Era o xeque-mate no jogo. Os responsáveis do Maria da Fonte ainda reclamaram fora de jogo neste lance, mas benefício da dúvida para a arbitragem, numa jogada extremamente rápida.
A partir daqui, e com toda a segunda parte para se jogar, a partida perdeu praticamente o interesse, resumindo-se a uma luta de honra. O Santa Maria, tranquilo, e explanar toda a qualidade do seu futebol rendilhado na busca de mais golos, e o Maria da Fonte, ferido no orgulho, a cerrar os dentes em busca do tento de honra. Acabou, mais uma vez, por sobressair o melhor jogo barcelense, que aos 69 minutos, fizeram o quarto golo, naquela que foi a melhor jogada de todo o desafio. Lance ao primeiro toque, com a bola a passar por vários jogadores do Santa Maria até chegar à linha do fundo onde o lateral direito Mário cruzou tenso para o coração da pequena área para o bis de Joel. Mais uma vez, ficaram neste lance à vista desarmada as fragilidades defensivas do conjunto do Maria da Fonte, uma explicações pela derrota. Não obstante os erros de palmatória dos marifontistas, o Santa Maria revelou-se superior e venceu com toda a justiça.
Arbitragem também ainda em início de época, mas sem nenhuma influência no resultado.

Artur Correia (treinador do M.ª Fonte)
“Sim, é um arranque em falso da nossa parte. Já esperávamos um jogo complicado, mas entrámos mal no jogo e quando ao minuto dois se comete um erro infantil que já não se usa, as coisas complicam-se ainda mais. E aos 11 minutos já perdíamos por 2-0, com novo erro defensivo, que deu um penálti que não vou discutir se é ou não é. Pronto, mas é futebol, perdemos o jogo e perdemos bem”.

II Distrital


Emilianos sonha com a subida

Com Marinho no comando da equipa técnica, o Emilianos F. C. sonha com a subida de divisão. A formação de Santo Emilião, no concelho da Póvoa de Lanhoso, prepara-se, na nova época que se aproxima, para dar o seu contributo na II Distrital, sempre com os olhos postos na I Distrital. O desejo de subida à I Distrital é partilhado por todos, desde adeptos, equipa técnica e direcção.
Ao clube, com excelentes infra-estruturas, às quais só falta o relvado sintético, apenas falta concretizar o salto à I Distrital.
O plantel, cuja base transitou da época transacta, ainda não está completo e outros nomes podem juntar-se aos 23 atletas colocados à disposição de Marinho. Marinho, acompanhado de Hélder Tinoco e Jorge, prepara-se para orientar a formação do Emilianos F. C. e levá-la a bom porto.
A formação do Porto d’Ave foi a equipa convidada para o jogo de apresentação, na tarde de domingo, dia 28 de Agosto, no Campo do Pardão, em Santo Emilião. Do embate, cujo início teve lugar pelas 16 horas, saiu vencedora a turma do Porto d’Ave, por 2-0.

Marinho estreia-se no futebol sénior
Depois de vários anos ligado às camadas jovens, o treinador Marinho prepara-se, nesta época, para abraçar um novo desafio, desta feita, no comando da equipa técnica do Emilianos Futebol Clube. Depois das camadas jovens segue, agora o futebol sénior.
Com um plantel que transitou, quase por completo, da época passada, Marinho mostra-se confiante com os jogadores que tem à sua disposição.
“Tenho a equipa que queria. Reconheço qualidade na equipa. O ano passado, acompanhei vários jogos do Emilianos. Conheço vários jogadores e muitos deles treinei-os nas camadas jovens do Maria da Fonte. É uma equipa jovem. O plantel transitou quase por completo da época passa-da. Estamos a apostar numa nova filosofia e novos princípios de jogo, que acho que estão a assimilar bem. Com a qualidade deles, e emprestando à equipa a sua qualidade, penso que vamos fazer um bom trabalho”, referiu o técnico do Emilianos.
O objectivo para a próxima época não podia ser outro: a subida de divisão. Revelando que o único objectivo que existe para as equipas da segunda divisão é a subida de divisão, Marinho aponta que “a única coisa que temos que fazer é lutar para ganhar todos os jogos e chegar no topo no final. Acho que é o único objectivo que temos. Estamos a trabalhar para isso pelo que pode dizer-se que a subida de divisão é o único objectivo”.
“O único objectivo que existe para as equipas da segunda divisão terá que ser a subida de divisão. Não há outro objectivo. Não há divisões atrás. Por isso, não podemos lutar pela permanência”, assegurou o técnico.
Ao repto lançado pela direcção do Emilianos para comandar a equipa técnica do clube, Marinho respondeu afirmativamente. O jovem treinador escreve, assim, uma nova página na sua carreira de treinador, depois de ter passado pelos juniores do Maria da Fonte, como treinador-adjunto, e pela formação dos iniciados e juvenis do Grupo Desportivo Porto d’Ave.
“Os responsáveis falaram comigo e aceitei na hora. Primeiro, porque é um clube que conheço e com jogadores que conheço. Por isso, foi fácil aceitar e é com orgulho que estou cá”, adianta o treinador Marinho.

Direcção do clube mantém esperança na subida
A direcção do Emilianos vem acalentando o sonho da subida de divisão. Naquele que é o primeiro ano do segundo mandato, Jorge Lopes, presidente do clube, afirma que o objectivo continua a ser a subida de divisão. “Vamos ver se este ano o conseguimos. Esperamos que seja este ano. A época transacta «morremos na praia». O objectivo é esse: a subida de divisão”, assegura o presidente do Emilianos F. C.
“É um treinador que conhecia a maior parte dos jogadores e que já a época passada nos acompanhou em vários jogos. É um homem do futebol, que percebe de futebol”, revela Jorge Lopes.
Com o plantel e a equipa técnica a merecer-lhe toda a confiança, Jorge Lopes mostra-se esperançado no concretizar do sonho que levaria o Emilianos à I Distrital. Com iluminação e bancada coberta, ao campo do Emilianos apenas falta o relvado sintético. Assegurando que um dos objectivos do clube passa, também, pelo relvado sintético, Jorge Lopes assegura que para concretizar esse sonho necessita do apoio da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso e da Junta de Freguesia de Santo Emilião.
“Não são as condições que fazem subir de divisão, são os resultados e o nosso objectivo, como eu disse, é a subida de divisão e este clube merece estar numa primeira divisão ou numa honra”, revela o presidente Jorge Lopes.
CAPA – Clube de Adopção e Protecção de Animais
O ‘Orelhas’ e amigos
precisam da sua ajuda


Modalanhoso
Moda povoense brilhou
em noite de grande glamour


Editorial

Armindo Veloso



Rir e comer

Num destes últimos sábados subia eu a Avenida da Liberdade, em Braga, quando duas mulheres com ar de mulheres de mercado, praça como se dizia dantes, se aproximavam de mim em sentido contrário. Mesmo de ombro com ombro comigo, uma gritou a bom gritar. - Ó Rosa tu muito comes! A Rosa, vi eu depois, era uma outra mulher que vendia flores na rua junto ao antigo Nosso Café e devorava um pedaço de pão com uma laranja. - Comer e rir é o melhor da vida! Foi a resposta da Rosa com um tom de voz que pedia meças.
Que cena tão simples, tão genuína e tão profunda.
A felicidade anda mais vezes de mão dada com a simplicidade do que com a riqueza.
Dirão alguns que o povo se entretém com coisas simples – uma forma de dizer fado, futebol e Fátima – e que os regimes políticos se dão melhor dessa forma. É verdade. Mas o que me interessa trazer a este texto é a felicidade intrínseca.
O tom de voz, os sorrisos cruzados e a postura daquelas mulheres não iludiam. Era mesmo felicidade.
A riqueza material, aquela que nos é vendida pelas televisões e pelas revistas, embrulhada pelas colónias, roupas e festas, esconde, muitas das vezes, depressões e infelicidades profundas.
Já repararam os dramas que nos são contados pelas queridas TV's e revistas cor de rosa de famosos e famosas que deviam, à partida, serem felizes como ninguém?
No meio de milhares, dois exemplos: Diana, a educadora de infância que virou princesa e morreu de forma dramática; Letícia, a jornalista que correu o mundo a contar histórias. Já se perguntaram onde pára o brilho dos olhos dela?
Ó Rosa, grite bem alto a estas gerações do rabanete e da colónia cara que dar umas boas gargalhadas e comer um arroz de frango ajuda a viver com felicidade em todos os lugares e em todas as posições...

Até um dia destes.