Armindo Veloso




O DAVID E O GOLIAS


O Jornal Maria da Fonte fez no passado dia três 124 anos. É, pois, o primeiro número depois dessa data. Os profissionais de qualquer coisa quando essa coisa é vivida apaixonadamente são levados a fazerem os seus julgamentos pelo coração deixando de lado a razão. Desapaixonadamente, pergunto-me muitas vezes como é que com o mundo de informação que nos entra pela casa adentro todos os dias através das televisões e da net ainda temos tantas e tantas centenas de assinantes, pagantes, espalhados por esse mundo fora no nosso jornal. A história de uma instituição é isso mesmo. Por muitas tempestades que haja, como são sólidas, aguentam-se às intempéries. Sabemos que um dia teremos um fim, como tudo na vida, mas, sabemos também que enquanto mantivermos a postura de verticalidade, não agradando a todos como também o Outro não agradou, será necessário um terramoto de grande escala para nos derrubar. A informação local, por muita concorrência que tenha, tem sempre o seu lugar. Tenho dito e escrito que este jornal está sempre de portas abertas a quem vier por bem. Entenda-se vir por bem como trazer mais valias, maiores ou menores mas mais valias, quer sejam informativas ou opinativas. Não temos lugar para acertos de contas ou para aquilo que, na nossa opinião, sempre discutível, claro, não tenha a mínima qualidade e interesse público por muitas insistências que nos façam chegar.
O Maria da Fonte é vosso.
Pela nossa parte esperem o nosso melhor.
Para o ano fazemos 125. Ah, daqui a 124 fazemos 248...
Até um dia destes.


CASTELO

Gala do Emilianos
De forma singela, mas muito divertida, a II Gala do Emilianos F. C., denominada ‘Emilianinhos de Ouro’, realizada no dia 2 de Janeiro, homenageou jogadores e directores do clube. De forma divertida, dado o nome atribuído a cada um dos troféus, os atletas brindaram cada um dos presentes com um ‘Emilianinho de Ouro’. A alegria e a excelente camaradagem estiveram bem patentes nesta gala. Aos seus autores endereçamos os nossos parabéns.

Conferência no ISAVE

Cancro não significa morrer
A prevenção é a palavra chave no sucesso da luta contra o cancro”, referiu Cristiana Fonseca da Liga Portuguesa Contra o Cancro, no decurso da conferência sobre o cancro da mama realizada no dia 7 de Janeiro, no ISAVE, em Garaz do Minho. No decurso daquela conferência, Cristiana Fonseca alertou para a necessidade de “desmistificar a doença”. “É preciso fazer entender que cancro não é morte”, disse ainda aquela responsável da Liga Portuguesa Contra o Cancro da região norte. Para além destes alertas, aquela responsável adiantou que a correcta implementação dos rastreios poderá reduzir a taxa de morte em 20%. A nível europeu, aparecem anualmente 210 mil novos casos, com a mortalidade a atingir 75 mil pessoas. No tocante ao panorama nacional, anualmente são detectados seis mil novos casos de cancro da mama, com 2000 mil deles a conduzir à morte. Levar os rastreios a todo o território nacional; aumentar até aos 75 anos as mulheres a rastrear; adquirir novos equipamentos; e aumentar a detecção de estádios precoces são alguns dos objectivos da Liga Portuguesa Contra o Cancro para o corrente ano. Para além de Cristiana Fonseca, a conferência sobre o cancro da mama contou com as intervenções de Rosa Vieira e Milene Costa, ambas enfermeiras, que permitiram uma abordagem multidisciplinar da doença, numa partilha de conhecimentos com o público presente...

Ambiente

Quantidades recolhidas
nos ecopontos bateram recorde
Segundo dados avançados pela Braval, durante o ano de 2009 foram recolhidas 14 mil toneladas de resíduos recicláveis, o que significa um aumento de 12,5% relativamente a 2008, batendo, mais uma vez, o recorde desde o início da recolha selectiva. “Durante o ano que findou, foram recolhidas 14.000 toneladas de resíduos recicláveis nos ecopontos existentes na área de abrangência da Braval (Amares, Braga, Póvoa de Lanhoso, Terras de Bouro, Vieira do Minho e Vila Verde), enquanto que em 2008 o valor ficou-se pelas 12.400 toneladas”, refere a Braval. De acordo com aquela entidade, o aumento foi significativo em todos os materiais, destacando-se o papel e cartão que atingiu praticamente o mesmo valor do vidro, fixando-se os dois materiais nas 6.314 toneladas. As embalagens de plástico e metal correspondem a 1.389 toneladas do material recolhido. O aumento do número de ecopontos existentes na área da Braval e as campanhas de sensibilização ambiental são as razões apontadas pelos responsáveis para o aumento dos resíduos recicláveis. Durante o ano de 2009, a Braval recebeu mais de 6000 visitantes e acções de sensibilização junto da população. “A sensibilização também se traduz na quantidade de óleos alimentares usados, desde o início deste projecto já foram recolhidos cerca de 100.000 litros de óleo usado e distribuídos cerca de 13.000 contentores”, frisam os responsáveis da Braval...
Assembleia Municipal
em polvorosa
Realizada no Theatro Club, a sessão ordinária da Assembleia Municipal da P. Lanhoso iniciou-se pelas 21 horas e terminou de madrugada. Antes de se passar aos pontos da ordem de trabalhos, teve lugar o período antes da ordem do dia, onde Armando Fernandes, novo vereador do executivo camarário, foi visado em alguns dos discursos. Nuno Aguilar, líder da bancada social-democrata frisou que “devemos esperar que, apesar das dificuldades que se esperam para este ano, o executivo camarário mantenha a sua louvável atitude de grande proximidades aos desfavorecidos, dando corpo ao que será o Ano Europeu da Luta contra a Pobreza e Exclusão Social”. “Ajudemos os povoenses a vencer as dificuldades com dedicação ao trabalho, atitude de rigor, de persistência e de fazer bem”, apelou Nuno Aguilar...
Troca de mimos entre PS e PSD
“O que se passou na última AM foi vergonhoso e um verdadeiro atentado à democracia que alguns apelidaram, e bem, do instalar da lei da rolha e do quero, posso e mando. Para tudo isto contribuiu o presidente da Assembleia Municipal que num comportamento autoritário quis ser o principal protagonista dessa sessão, procurando calar qualquer ataque, procurando condicionar qualquer das intervenções que a bancada do PS fez”, acusou Pedro Silva, da bancada PS, num dos momentos quentes da noite, tendo também tecido algumas considerações acerca de Armando Fernandes, o novo vereador do executivo social-democrata. Tal como Pedro Silva, também as palavras de Frederico Castro se dirigiram a Armando Fernandes. “Que a sua intervenção nestes quatro anos seja diferente daquela que teve nos últimos quatro”, disse Frederico Castro. “Foram os povoenses que me elegeram e é aos povoenses, naturalmente, que terei que prestar contas. Daqui a quatro anos estarei disponível para que façam a avaliação do meu trabalho. Não me furtarei a tomar decisões. Fui para isso que fui eleito. Não irei permitir que alguns, sob a capa de da ocupação de certos cargos públicos, sejam o impedimento para a tomada de algumas decisões”, disse Amando Fernandes, na resposta. Humberto Carneiro, presidente da AM, visado nas declarações de Pedro Silva, pediu a defesa da honra para intervir. “O senhor confunde autoridade com disciplina”, disse Humberto Carneiro, que acusou ainda alguns elementos do PS de atitudes menos próprias na anterior sessão. “Se está numa estratégia concertada de me limitar na minha acção não vá por aí porque esse é o caminho errado”, avisou o presidente da AM. Depois de algumas considerações sobre as taxas de IMI, Gabriela Fonseca, vice-presidente da Câmara, deu conta da perda de receitas no tocante às verbas arrecadadas com o IMI. Segundo aquela responsável, em 2008 o município arrecadou 1 milhão de euros e em 2009 as receitas arrecadadas foram cerca de 660 mil euros. Gabriela Fonseca deu ainda conta que tinha disponibilizado estes números a António Lourenço, depois da realização da reunião de câmara, no dia em que teve lugar a primeira assembleia municipal deste mandato, durante a qual foram aprovadas as novas taxas de IMI...

Entrevista a José Pereira, Presidente da Junta de Freguesia de Esperança

"Sempre fui uma pessoa
muito interventiva"

Depois de ter passados por vários cargos, na Assembleia e Junta de Freguesia, José Alberto Pereira, abraçou um novo desafio: a candidatura à Junta de Freguesia de Esperança, impulsionado por vários moradores daquela freguesia e elementos afectos ao PSD. Três meses depois de ter sido eleito presidente da Junta de Esperança, José Alberto Pereira e os elementos que o acompanham na Junta de Freguesia mostram-se sensíveis aos problemas que afectam os mais idosos e as famílias mais carenciadas.



















Maria da Fonte - Que razões o levaram a candidatar-se?
José Alberto – Em primeiro lugar porque fui encorajado por conterrâneos meus e entidades que conheciam o meu percurso pessoal e político. Em segundo, porque o PSD me incentivou a abraçar este desafio. Tanto os dirigentes do PSD como esse grupo de conterrâneos achavam que eu era a pessoa indicada para liderar uma candidatura à Junta de Freguesia. Além disso precisei de contar, também, com o apoio da minha família para tomar uma decisão final. Mas, só depois de reunir a equipa que idealizava, é que assumi ser candidato. Primeiro, foram criadas as condições necessárias para que a equipa que liderei saísse vencedora do acto eleitoral disputado a 11 de Outubro.
MF - Como está a ser esta experiência na liderança da Junta de Freguesia?
JA – Não é, para mim, uma experiência nova, pois integrei o executivo da Junta de 93 a 97, onde ocupei as funções de tesoureiro. Essa equipa era liderada pelo amigo Bernardino Marques. Sempre fui uma pessoa muito interventiva. Foi nesta passagem como membro da Junta que construímos a actual sede. Sabia para o que vinha. Porém nunca imaginava o quanto difícil era este lugar, uma vez que as Juntas de Freguesia não têm autonomia financeira e dependemos sempre da Câmara Municipal para a concretização das grandes obras. De qualquer forma, está a ser aliciante esta experiência, não só pelo contacto constante, olhos nos olhos, com a população, mas também pela convivência diária, leal e construtiva com os membros da Junta e Assembleia de Freguesia, bem como a relação com a Câmara Municipal. Comentava, um destes dias, com o anterior presidente de Junta, Bernardino Fernandes, que todas as pessoas deviam passar por este cargo pelo menos dois meses para saberem as dificuldades que encontramos e a disponibilidade pessoal que temos que estar ao serviço da comunidade. Não é este o lugar para darmos largas a vaidades ou protagonismos. É, porém, gratificante, quando conseguimos resolver os problemas das pessoas. É para isso que cá estamos. Para servir a população. Embora, como referi, limitados financeiramente. Dizia, há algum tempo, a um habitante da minha freguesia que ele estava bem, pois estava reformado. E ele respondeu-me: ‘eu não estou bem. Vós é que estais mal…’. Por isso gostaria de deixar uma mensagem aos meus conterrâneos, que sei que não estão bem, mas que tudo faremos para que as coisas melhorem. Só peço alguma paciência porque temos de estabelecer prioridades. E com tempo, e com a ajuda da Câmara Municipal, conseguiremos ir resolvendo os problemas da nossa freguesia.
MF - Quais as suas maiores preocupações?
JA - A área social é a grande preocupação do executivo que lidero, nomeadamente os mais idosos e as pessoas carenciadas. Esta Junta foi a mentora da ideia de criação de um centro de convívio de idosos. Outras freguesias já agarraram, também, este projecto. Duas vezes por semana, os mais idosos ou pessoas com deficiência deslocam-se ao edifício da sede de Junta para aqui desenvolverem um conjunto de actividades. Lanço o desafio a todos os ‘seniores’ da freguesia para que adiram a este projecto. Aqui poderão passar excelentes momentos de convívio e confraternização. Consideramos que é importante retirar os mais idosos do isolamento em que vivem e proporcionar-lhes um conjunto diversificado de actividades, onde não falta a ginástica geriátrica e ainda um acompanhamento médico básico. No fundo, se torná-los socialmente activos. Para além disso, fixar os jovens na freguesia é também uma das nossas preocupações...
“Pretendemos proporcionar
maior convívio entre os idosos”

MF - O que espera destes quatro anos?
JA – Espero realizar muito trabalho. Sabemos que as coisas não estão fáceis. Sabemos que dependemos financeiramente da Câmara, mas esperamos conseguir levar o barco a bom porto. Esperamos, também, ter possibilidades de atender às necessidades prementes da população. Estou a aperceber-me que muitas vezes funcionamos, também, como mediadores de conflitos, tentando conciliar as partes.
MF - Quais as obras a concretizar este ano?
JA - Até ao momento, realizamos a pavimentação da berma da estrada da sede de Junta, para depois colocarmos uma rampa que permita o acesso dos cidadãos com dificuldades de mobilidade ao referido edifício. Na Rua da Ceboleirinha procedemos à pavimentação e estamos a iniciar uma intervenção no seguimento da Rua Poça da Mina. Com a ajuda da Câmara e de algumas pessoas da nossa freguesia demos condições da habitabilidade a uma pessoa necessitada. Andava, há muito, a acompanhar este processo mas como estávamos em campanha eleitoral resolvi parar para não ser acusado de oportunismo. Colocamos um telhado na habitação e revestimos o interior. Com a ajuda da Loja Social colocamos algumas mobílias que julgávamos indispensáveis. Numa segunda fase, iremos construir uma fossa e uma casa-de-banho para dar condições dignas de habitabilidade. No tocante aos idosos, pretendemos proporcionar um maior convívio entre eles. Esperamos que se inscrevam e que adiram às actividades. Para facilitar a vida dos moradores da freguesia estamos ainda a proceder à cobrança das contas domésticas, evitando, desta forma, que tenham que se deslocar à sede do concelho. Recebemos as verbas da luz, água e telefone e depois deslocamo-nos à sede do conce-lho para realizar os vários pagamentos. Estamos disponíveis e todos os que assim queiram podem trazer as suas contas à Junta e nós responsabilizamo-nos pela efectivação do pagamento...
MF - E para o mandato?
JA – Em termos de mandato gostaríamos, como já referi, de concretizar a requalificação da ponte e da praia fluvial. Está ainda projectada uma nova ponte que será um importante elo de ligação da nossa freguesia ao exterior. Tenho esperança em vê-la concretizada no meu mandato. Em termos de rede viária, as nossas atenções vão, essencialmente, para a manutenção, não pondo de parte, contudo, a abertura de novas vias. Para isso, contamos com a indispensável colaboração da Câmara Municipal. A par destas obras, pretendemos construir uma capela mortuária. Nessa altura, procede-remos à abertura de um acesso lateral ao cemitério. As pessoas com mobilidade reduzida ou condicionada passarão aceder a esse espaço com mais facilidade...

Calvos

Chuvas causam abatimento
de pavimento na estrada
As fortes chuvadas que se têm feito sentir contribuíram para o aluimento de um pedaço da estrada municipal 597, que atravessa a freguesia de Calvos. No local onde se deu o aluimento, a via é atravessada pelas águas provenientes de uma mina, que desaguam num poço colocado na margem da estrada. Alertados, no dia 7 de Janeiro, os serviços camarários procederam à colocação de placas e de fitas para sinalizar o local, a fim de alertar os automobilistas para o perigo que ali se encontrava. Na tarde daquele dia, e ao desviar-se da berma em pior estado, um camião que transportava areia ficou atolado, tendo sido necessária a intervenção de uma máquina retroescavadora para ajudar o veículo a sair do local. Com vista a facilitar as manobras, o motorista do camião procedeu ao esvaziamento de parte da carga que transportava. No local compareceram elementos do posto da GNR da Póvoa de Lanhoso e da Protecção Civil, tendo a estrada sido vedada ao trânsito. Segundo apuramos, aquele troço da via continua cortado ao trânsito e os trabalhos continuam, com vista à sua reparação, que está a ser levada a cabo pela Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso...