Gastronomia

Mês do Cabrito à S. José

O Cabrito à S. José é o prato de eleição neste mês de Março em nove estabelecimentos de restauração do concelho da Póvoa de Lanhoso, no âmbito da iniciativa “Fins-de-Semana Gastronómicos”, promovida pela Associação de Turismo da Póvoa de Lanhoso (ATPL).
Dado o sucesso da iniciativa no ano transacto, a ATPL aposta novamente no Cabrito à S. José como o prato privilegiado do mês de Março. Durante o mês de Março, aos fins-de-semana, os restaurantes aderentes incluem o famoso cabrito nas suas ementas.
A ATPL lança o repto para que não deixem de saborear o Cabrito à S. José nos vários estabelecimentos aderentes da iniciativa acompanhado do vinho verde, proveniente dos vinhedos do concelho da Póvoa de Lanhoso.
“Saboreie o Cabrito à S. José e receba um vale para uma prova de vinhos na Cave do Vinho Verde”, é o repto lançado pela ATPL.
ABBA, Avenida, Diverlanhoso, Dona Melozinha, Montenegro, Victor, Prontinho, Velho Minho e Tasquinha S. Pedro são os estabelecimentos aderentes deste ano.
Desta forma, a ATPL pretende assumir a gastronomia como uma atracção turística, aliando o Cabrito à S. José ao vinho verde da região.

Primeira romaria minhota até ao dia 22


Festas de S. José

Durante oito dias a Póvoa de Lanhoso está em festa com a realização das Festas de S. José, com a aposta a recair num programa variado, onde os grupos e as instituições locais estarão em destaque. Apostando num orçamento mais reduzido, a Câmara preparou um programa de qualidade para diferentes gostos e idades. A Póvoa de Lanhoso irá transformar-se durante estes dias com as ornamentações, os divertimentos e a animação a dar um novo colorido às Terras da Maria da Fonte.
O Parlamento Jovem dedicado ao tema “Nação e Cidadania”, com a realização de uma sessão evocativa dos 900 anos de D. Afonso Henriques, a exposição de fotografia dedicada ao Castelo de Lanhoso, a Invocação dos 200 anos das Invasões Francesas e o espectáculo teatral “Da Pedra ao Sonho” serão algumas das novidades da edição deste ano das Festas.
Com a aposta a recair na prata da casa, com a presença das associações e grupos locais, os “Santamaria”, que actuam no dia 21 de Março, pelas 22 horas, serão o único grupo fora do concelho a integrar o cartaz das festas.
Paralelamente a este conhecido grupo, a animação musical ficará a cargo dos grupos Estrelas da Meia Noite e Até que Enfim, que actuam nas noites dos dias 19 e 20 de Março, respectivamente. A inauguração da Escola de Canoagem e Mergulho, no Parque de Lazer do Pontão, em Sobradelo da Goma, e o Festival de Natação, na Piscina Municipal, serão as novidades em termos desportivos. Paralelamente a estas, o programa integrará a prova de TT, Concurso de Pesca, Perícia Automóvel, Torneio de Tiro aos Pratos, Corrida de Cavalos e Prova de BTT.
O Festival de Folclore, o Encontro de Concertinas e Cantares ao Desafio, a Verbena de S. José e o Concurso Pecuário são iniciativas que têm um lugar assegurando ao longo dos últimos anos.
Na apresentação do programa das festas, Manuel José Baptista, presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, frisou que “estas festas são importantes para o concelho em termos económicos, onde iremos potenciar o comércio local. O bom tempo é o factor para o sucesso pois este ano temos um programa de qualidade”.
“Um programa interessante, um programa variado que vai revelar sobretudo o que o concelho tem e faz de melhor. O programa das Festas de S. José é um palco privilegiado para as instituições mostrarem o seu trabalho e aquilo que fazem ao longo do ano”, revelou Fátima Moreira, vereadora da Cultura.
O desporto será o prato forte do arranque das Festas de S. José, no dia 14 de Março. A abertura das festividades ocorre amanhã, sábado, dia 14, pelas 10 horas, com a realização de uma prova de TT, pelo grupo TT Lanhoso, seguindo-se pelas 10h30, a inauguração da Escola de Canoagem e Mergulho, no Parque de Lazer do Pontão, em Sobradelo da Goma. Durante a tarde, o XXV Concurso de Pesca Desportiva de S. José, pela Secção de Pesca do Maria da Fonte, na Pista de Santo Emilião, e o I Festival de Natação, serão as actividades em destaque, cujo início está agendado para as 12h30 e as 14h30, respectivamente.
No domingo, dia 15, as atenções estarão voltadas para o XIV Grande Prémio de Atletismo, pelas 10 horas, e para a Prova de Perícia, pelas 12 horas, com a XII Taça de Ouro da Póvoa de Lanhoso, que este ano se realiza na Avenida 25 de Abril.
“Da Pedra ao Sonho” o grande espectáculo de teatro
Pelas 21h30 de quarta-feira, dia 18 de Março, o Anfiteatro do Pontido é palco de uma grande produção de teatro realizada pelo Centro de Criatividade. “Da Pedra ao Sonho” assim se chama o espectáculo que irá preencher a principal noite das Festas de S. José, que irá recontar a história da memória imaginada e inventada das gentes e das terras da Póvoa, reunindo elementos e fragmentos de espectáculos já realizados como Castelo de Paixões, Mulheres do Minho e Ir e Vir e Ir. Contando com o envolvimento dos grupos e associações locais, o espectáculo envolver cerca de 350 participantes e será dedicado à memória e às gentes da Póvoa de Lanhoso.

Castelo de Lanhoso em destaque

Num ano em que se comemoram os 900 anos do nascimento de D. Afonso Henriques, a Galeria do Theatro Club acolhe, a partir do dia 18 de Março, uma exposição de fotografia intitulada “Castelo de Lanhoso – Imagens de Outrora”, com imagens da reconstrução do castelo no decurso da década de 30. A abertura da mostra de fotografia está marcada para as 17 horas.
Esta actividade faz parte do programa elaborado pela Câmara Municipal, cujas iniciativas se estendem ao longo do ano. Como sempre vem acontecendo, o principal dia de festa é marcado, sobretudo, pelos actos religiosos. De manhã, pelas 11 horas, tem lugar a Missa Solene de S. José, e, pelas 15h30, a majestosa procissão que integrará, tal como nos últimos anos, os andores dos padroeiros das freguesias. Como novidade, na procissão de S. José os quadros litúrgicos serão dedicados ao ano Paulino.
A par dos actos religiosos, o dia de S. José será preenchido, pelas 9 horas, com a Feira Franca de S. José e o Concurso Pecuário, no Parque do Pontido, e, durante a tarde, com a actuação do Rancho Infantil da Póvoa de Lanhoso e um concerto pelas Bandas de Música de Calvos e dos Bombeiros Voluntários da Póvoa de Lanhoso.
A Junta de Freguesia de Covelas acolhe, domingo, dia 22 de Março, pelas 10 horas, uma sessão evocativa dos 200 anos das Invasões Francesas, que será marcada pelo descerramento de um marco evocativo de homenagem aos que morreram na Batalha de S. Mamede, pela abertura de uma exposição de fotografia, por uma sessão solene, que contará com uma conferência denominada “A Batalha da Serra do Carvalho nas II Invasões Francesas” e visita a um marco que existe na serra do Carvalho, que estará relacionado com o acontecimento.
Uma das novidades deste ano é a realização de uma sessão didáctica denominada Parlamento Jovem, subordinada ao tema “Nação e Cidadania”. Esta iniciativa que envolve a Câmara Municipal, Assembleia Municipal, Juntas de freguesia e agrupamentos de escolas irá realizar-se no Salão Nobre dos Paços do concelho, cujo início está marcado para as 14 horas do dia 20 de Março.
No exterior dos Paços do Concelho serão hasteadas todas as bandeiras desde o início da nacionalidade, integrando também as comemorações dos 900 anos do nascimento de D. Afonso Henriques.
Paralelamente a estas iniciativas, serão fornecidos aos jovens presentes dois folhe-tos sobre a heráldica concelhia e sobre as bandeiras e serão interpretados o Hino Nacional e Hino da Maria da Fonte. Aproximar os jovens dos valores patrióticos e de novos conceitos políticos, reflectir sobre a nação e sobre o desenvolvimento político dos jovens são alguns dos objectivos da iniciativa.

Assembleia Municipal


Ânimos quentes entre PS e PSD

A última reunião da Assembleia Municipal, realizada sexta-feira, dia 6 de Março, ficou marcada pelo chumbo do único ponto da ordem de trabalhos: o pedido de contracção de um empréstimo junto de uma instituição de crédito, no montante de 470 mil euros, para garantir a comparticipação da Câmara Municipal na empreitada do “Centro Educativo António Lopes”, e pela troca de palavras entre alguns dos presentes, com as emoções a transbordar e a gerar algumas palavras mais quentes entre os presentes.
A falta de cumprimento do acordo celebrado com os presidentes de Junta eleitos pelo PS foi a razão apontada pelos socialistas para o chumbo do ponto da ordem de trabalhos. Antes da votação, Tinoco de Faria, líder da bancada socialista propôs ao executivo camarário o adiamento do pedido de contratação do empréstimo, uma vez que, segundo aquele responsável, “o voto do PS está condicionado pelo não cumprimento do acordo do presidente da Câmara com os presidentes de junta. O PS está disponível para analisar a proposta quando o senhor presidente da câmara assumir os compromissos ”.
Por seu lado, o presidente da Câmara, Manuel Baptista, alegou que segunda-feira, o assunto ia ser levado à reunião de Câmara para realizarem a transferência.
“Quero dizer aos senhores presidentes de junta se é por eu pagar oito dias mais tarde que os senhores perderam a confiança em mim, quando muitos deles trabalharam comigo nos últimos três anos e fiz mais obras que o senhor fez em quatro anos”, atirou em resposta às declarações de Tinoco de Faria. O presidente da Câmara acusou ainda a maioria socialista de aproveitamento político. A par disso, referiu que alguns presidentes de Junta de freguesia não comunicaram quais as obras a realizar, tal como está estipulado no ponto 7 do referido acordo.
Para além da discussão em torno do cumprimento ou não do acordo de princípio entre o presidente da Câmara e os presidentes de Junta eleitos pelo PS, foi levantada a legalidade do documento levado à reunião de AM, relativamente à contracção do empréstimo.
“Para a legalidade das liberações é preciso que eu tenha a certeza que o documento que foi aprovado na reunião de Câmara seja o documento que vem à AM”, alertou a presidente da Assembleia Municipal, num assunto que levantou alguma polémica e levou à exaltação dos ânimos.
Levado a votação, o pedido de contracção do empréstimo foi rejeitado, com 33 votos contra e 21 votos a favor.

Executivo reage

O executivo camarário tornou público, através de um comunicado, a sua posição face aos acontecimentos da última AM. “Não percebemos os reais motivos que levaram o Dr. Tinoco de Faria a colocar em causa o rigor e o profissionalismo da chefe da Divisão Administrativa que tantas vezes no passado elogiou. Ao levar para a AM um lapso técnico prontamente resolvido em sede de reunião de Câmara, revela o desnorte a que está votada a direcção do Grupo Parlamentar do PS. O combate político deve ser feito de igual para igual, isto é, na esfera política e não no campo técnico. Por este motivo, manifestamos total confiança na técnica em causa, repudiando a postura de oportunismo político evidenciada, refere o executivo municipal.
“Na presente Assembleia o grupo parlamentar do PS “brindou” o executivo com mais um “chumbo” à proposta apresentada referente ao pedido de autorização para a contratação de um empréstimo no valor de até 470.000? para financiar parte do Centro Educativo António Lopes em construção. A surpresa é apenas o argumento, pois a postura tem sido sempre a mesma. Desta vez, com a total conivência dos Presidentes de Junta, decidiram fazer chantagem, condicionando a aprovação do empréstimo a outra matéria que nada tem que ver com o assunto em discussão”, referem ainda em comunicado.
“Em acordo celebrado entre o presidente da Câmara e os presidentes de Junta do PS, foram assumidos vários compromissos por ambas as partes. Um deles dizia respeito à transferência bimestral de 10.000 euros para investimento nas freguesias, ficando os respectivos destinatários obrigados a fazer chegar à autarquia uma informação onde constasse as respectivas obras a realizar para acompanhamento… O que aconteceu é que a maioria das Juntas não cumpriu o que estava acordado, o que naturalmente levou a um atraso na apresentação da proposta a levar a reunião de Câmara e que sustentará as transferências.
Mesmo assim, apesar de não possuir a totalidade das comunicações, o executivo fez seguir na passada sexta-feira a minuta da reunião de Câmara onde constava a referida proposta”, acusa o executivo.
O executivo acusa ainda o PS de chantagem e repudia a postura da bancada socialista, acusando os deputados e presidentes de Junta socialistas de “… num acto inqualificável chumbaram a proposta de autorização do empréstimo, assunto este que nada tinha a ver com o acordo de princípio feito entre a Câmara e as Juntas”.
“Estando em causa um investimento fundamental – um Centro Educativo – não é aceitável que se faça chantagem política pois o PS sempre aprovou os empréstimos que necessitou para financiar os seus investimentos”, disse ainda o executivo.

PS explicou tomada de posição em conferência de imprensa

A concelhia do PS convocou, na manhã de domingo, dia 8 de Março, a comunicação social para “explicar a versão dos presidentes da junta e porque o PS está solidário com eles”, como explicou Sérgio Matos, presidente da comissão política da concelhia do PS.
“…Mas, responsavelmente, todos acabamos por subscrever esse Acordo de Princípio em 22 de Setembro de 2008. A Câmara Municipal pôde, de imediato contrair o empréstimo e mais tarde permitimos a aprovação das Grandes Opções do Plano e o Orçamento para 2009, como aliás já aconteceu para 2007 e para 2008”, explicou Luís Ferreira, em nome dos presidentes de junta eleitos pelo PS.
“Nós cumprimos a nossa parte e fá-lo-íamos da mesma forma, mesmo que o acordo tivesse sido selado com um simples aperto de mão, fazendo uso de uma expressão do senhor Presidente da Câmara durante uma das reuniões que teve connosco.
Esperávamos, muito sinceramente, que a outra parte fizesse o mesmo. Daí a nossa enorme decepção, a nossa frustração pois o ponto mero quatro do compromisso não foi cumprido, pois obrigava a Câmara Municipal a transferir 10 000? até 28 de Fevereiro de 2009”, disse ainda aquele responsável.
Os presidentes de junta alertaram para o facto das Juntas de Freguesia terem algumas obras concluídas e não poderem pagar aos empreiteiros.
“Alegou o senhor presidente da Câmara que é apenas um pequeno atraso. Queremos acreditar que sim, mas agora perguntamos. Seis me-ses não foram suficientes para planear toda esta operação? Ou será que não há dinheiro nos cofres da autarquia?... Alegou também o senhor presidente da Câmara que algumas freguesias demoraram a informar quais seriam as obras que iriam levar a efeito. Mas houve muitas outras que fizeram chegar essa informação em Dezembro ou em Janeiro e nem por isso houve cumprimento por parte da Câmara Municipal. Afinal não deveria ter sido essa a razão”, acusou o presidente da Junta de freguesia de Geraz do Minho, lendo um texto que foi subscrito por todos os presidentes de junta do Partido Socialista.

Toponímia nas freguesias

Mudanças no concelho

Em quase todo o concelho, as Juntas de Freguesia estão a proceder a alterações na toponímia, com a introdução de nomes de ruas em substituição dos lugares com que durante anos e anos todos lidaram.
Tal como em muitas freguesias, em Serzedelo o processo de alteração da toponímia já foi concluído, com a atribuição dos nomes de ruas e respectivos números de polícia. Contudo, a Junta de Freguesia local atribuiu o nome de Rua Alto da Portela a uma via situada entre os lugares de Serzedelo e Vale de Luz. Ora, como existia o lugar de Portela, são muitos os que procuram aquele local quando se querem dirigir à Rua Alto da Portela, mas acabam por ir parar a um local oposto ao qual se deveriam dirigir. Recentemente, os soldados da paz foram solicitados para combater um incêndio que deflagrava numa habitação na Rua Alto da Portela. Ora, chegados ao antigo lugar de Portela, verificaram que a referida rua não se situava naquelas proximidades, mas sim num outro ponto da freguesia.
Tentar adequar o nome das várias ruas ao nome dos vários lugares tem sido um dos caminhos seguidos por muitas das Juntas de Freguesia mas, neste caso em concreto, a Rua Alto da Por-tela pode criar alguma confusão.
Para facilitar, e quando forem solicitados os serviços de urgência, deve ter-se também ter o cuidado de mencionar o nome do antigo lugar, evitando dessa forma algumas confusões.

Programa Viver+


Medidas sociais já no terreno

Depois da apresentação oficial, a 18 de Fevereiro, a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, através do Gabinete de Apoio ao Munícipe, já se encontra a receber as candidaturas ao programa Viver +.
Destinado a povoenses à procura do primeiro emprego ou em situação de desemprego, esta medida social pretende proporcionar oportunidades de contacto com o mercado de trabalho e prevê a atribuição de uma compensação pecuniária, importante para as famílias.
Podem participar neste programa os munícipes com idades igual ou superior a 26 anos, em situação de procura de primeiro emprego e/ou de desemprego há mais de um ano com inscrição no Centro de Emprego e que não beneficiem, em qualquer das situações, de outros apoios ao subsídios.
Segundo Fátima Moreira, esta iniciativa tem como grande objectivo a inserção no mercado de trabalho, numa perspectiva de primeiro contacto com o trabalho, para os jovens, ou numa perspectiva de novas experiências e de aquisição de novas competências profissionais, para os desempregados de longa duração.
O duração do programa varia de 4 a 6 meses e o beneficiário terá direito a uma bolsa mensal e a um seguro de acidentes pessoais. A bolsa atribuída será equivalente ao valor da pensão social, cerca de 185 euros, sendo elaborado para cada beneficiário um programa ocupacional, composto por quatro horas diárias de actividades, tidas como socialmente úteis para a comunidade, promovidas pela autarquia e/ou por outras instituições locais, como as juntas de freguesia e IPSS’s, e, actividades de pesquisa de técnicas de emprego, estas realizadas no UNIVA local.
Esta medida não pretende substituir-se ao mercado de trabalho tradicional, mas sim, ser uma ajuda transitória, que possibilitará o contacto com uma actividade que poderá abrir portas ao mercado de trabalho efectivo.

Autarquia aposta na melhoria das condições habitacionais

Este será também um ano em que a Câmara Municipal vai reforçar, substancialmente, o apoio em cedência de materiais para melhoria das condições habitacionais. Segundo a Vereadora Fátima Moreira, o levantamento das carências habitacionais no concelho está concluído e foram sinalizados cerca de quarenta casos, com a prioridade a recair nas habitações de idosos e de pessoas com deficiências motoras que necessitam de adaptações nas suas habitações.
Ainda segundo presidente da Câmara Municipal, numa fase inicial a autarquia da Póvoa de Lanhoso irá avançar com a ajuda nas intervenções em dez habitações.
“Temos casos de idosos que necessitam de utilizar os nebulizadores e não têm electricidade e outros cujas habitações não possuem água quente e não têm as mínimas condições para receber o apoio domiciliário”, destacaram.

Actividades com os mais velhos

“Envelhecimento saudável e envelhecimento activo” é um dos programas a desenvolver com os idosos, com a autarquia a possibilitar actividades de convívio, lazer e ginástica aos utentes das IPSS’s e centros de dia do concelho, estando já definido um programa para todo o ano.
Apostar na divulgação do Programa “Mais Póvoa” é um dos objectivos da Câmara Municipal. Trata-se de uma linha de crédito que pretende apoiar micro e pequenas empresas do concelho, estimulando as suas actividades, disponibilizando meios financeiros a taxas muito competitivas e de forma simples.
Este programa envolve a participação da autarquia, IAPMEI, ADRAVE, BES e Norgarante.
Estimular as actividades das empresas, disponibilizando meios financeiros e taxas competitivas se sem as burocracias habitacionais dos bancos é um dos objectivos deste programa.
Financiamento até 100% do investimento, rapidez no processo de decisão, prazo de reembolso alargado, taxa de juro preferencial e isenção de comissões são as vantagens para as empresas que se proponham realizar pequenos projectos de investimento.
“O emprego resolveria muitas das situações sociais que se vivem no concelho”, frisou o presidente da Câmara Municipal que destacou ainda a importância de se potenciar o emprego, revelando que, para este programa, estão disponíveis, em termos orçamentais, 100 mil euros.

Formação Parental

Para além do apoio social, psicológico, jurídico e orientação vocacional, o Gabinete de Apoio à Família iniciou, no dia 26 de Fevereiro, no Centro Ambiental de Calvos, sessões de formação parental, cujos destinatários são as famílias identificadas no âmbito do programa “Territórios In”, que auferem o rendimento de inserção ou se encontram a ser acompanhadas pela Comissão de Protecção de Crianças e Jovens. A referida formação irá proporcionar aos pais uma melhor gestão dos conflitos, prestando também um melhor acompanhamento aos seus filhos.
As sessões decorrem das 18h30 às 20h30 e foram criadas todas as condições para que as famílias ali possam jantar e levar os seus filhos, sendo proporcionadas a estes últimos diversas actividades.
De referir que, anteriormente, estas mesmas famílias receberam formação no âmbito da economia doméstica, cujos resultados foram bastante positivos.

Ajuda na aquisição de terrenos

Está em fase de finalização a proposta da autarquia da Póvoa de Lanhoso no sentido de ajudar na aquisição de terrenos a empresas que se pretendam instalar no concelho em função dos postos de trabalho a criar.
Depois de finalizada, a referida proposta carece ainda de aprovação em reunião de Câmara.
De acordo com o presidente da Câmara Municipal, Manuel José Baptista, o objectivo é permitir que o investidor não deixe de escolher este concelho pelo facto dos preços dos terrenos não serem competitivos.
“De o projecto for interessante e gerar emprego a autarquia não o vai deixar fugir”, destacou o autarca Manuel José Baptista.

PS


Frederico Castro na Comissão Política

Depois de João Tinoco de Faria e Lúcio Pinto, o povoense Frederico Castro foi convidado a integrar a Comissão Política do Partido Socialista, o órgão deliberativo do PS. Tal feito, que enche de orgulho os quadros do PS concelhio, aconteceu entre os dias 27 de Fevereiro e 1 de Março, por ocasião do XVI Congresso Nacional do PS, realizado em Espinho.
Frederico Castro, Pedro Silva, Lídia Vale, Lúcio Pinto, Sónia Marques, Gilberto Anjos e Andreia Fernandes foram os elementos que representaram a concelhia do PS, num congresso onde o candidato e Secretário-geral reeleito, José Sócrates, que tinha como slogan "PS: a Força da Mudança", e do qual saiu vitorioso, tendo sido reconduzido na liderança do PS.
Paralelamente à recondução de José Sócrates, o congresso ficou ainda marcado pela eleição dos órgãos nacionais do PS: a Comissão Nacional, a Comissão Nacional de Jurisdição e a Comissão Nacional de Fiscalização Económica e Financeira.
“Desta forma, mais uma vez a Concelhia da Póvoa de Lanhoso soube estar à altura da sua história e representou dignamente o nosso concelho no maior evento do Partido Socialista”, referem os responsáveis do PS local.

Operação desencadeada em Terras de Bouro

GNR apreendeu armas

Uma operação desencadeada pelo Núcleo de Investigação Criminal (NIC) da GNR da Póvoa de Lanhoso, na madrugada de sábado, dia 28 de Fevereiro, culminou na apreensão de três armas, cartuchos e diverso material ligado à actividade agrícola, tendo sido também constituídos arguidos dois indivíduos residentes no concelho de Terras de Bouro.
Tudo começou quando um indivíduo, de 42 anos, residente em Terras de Bouro, foi abordado, em plena via pública, pelos militares da Póvoa de Lanhoso, por suspeitas de posse de arma ilegal e outros indícios não divulgados pelas forças policiais. Segundo apuramos, o homem terá alegadamente ameaçado os agentes, tendo sido detido na sequência das referidas ameaças. Posteriormente, foram realizadas buscas domiciliárias, com autorização dos proprietários, à habitação do indivíduo e de um familiar, no concelho de Terras de Bouro. No seguimento das mesmas, foram apreendidas quatro armas (uma caçadeira, duas pistolas e um revólver), vários cartuchos de 12 mm, um punhal e uma faca, uma motosserra, um telemóvel, dois pares de botas de biqueira de aço e vário material li-gado à actividades agrícola. Algum do material apreendido poderá estar alegadamente relacionado com furtos.
No seguimento da operação foi constituído arguido um jovem de 20 anos, residente naquele concelho, por ter em sua posse algum do material apreendido, que se supõe ser proveniente de furtos.
No espaço de três dias, uma residência situada no lugar da Amareira, na freguesia de S. Gens de Calvos, foi assaltada duas vezes.
O primeiro assalto aconteceu quarta-feira, dia 25 de Fevereiro, tendo os larápios arrombado uma porta para se introduzir na habitação. Uma televisão, peças em ouro, lençóis de linho e jogos de loiça foram algumas das peças levadas pelos assaltantes.
Posteriormente, na sexta-feira, à noite, a habitação voltou a ser visitada pelos larápios, que terão usado uma chave levada durante o primeiro assalto para se introduzir na habitação. Junto à mesma foi avistada uma viatura, mas os larápios puseram-se me fuga quando foram detectados por populares.
O caso foi participado às autoridades que se deslocaram ao local para a recolha de indícios que possam levar à identificação dos assaltantes.
Um indivíduo, de 58 anos, residente na freguesia de Pedralva, do concelho de Braga, foi detido pelas 23.56 horas, do dia 24 de Fevereiro, por condução sob efeito de álcool.
Sujeito ao teste de detecção de álcool, o indivíduo acusou uma taxa de 2,41 g/l.
A patrulha da GNR da Póvoa de Lanhoso interceptou, há alguns dias atrás, na Avenida da República, na Póvoa de Lanhoso, um veículo ligeiro, onde seguiam três jovens, por alegadamente terem exibido uma arma no interior de uma pastelaria em Caldas das Taipas.
Segundo apuramos, alguém que passava na rua ter-se-á apercebido de um jovem a exibir uma arma no interior do referido estabelecimento comercial e alertou as autoridades através do 112.
Depois do posto das Taipas, o alerta foi dado à GNR da Póvoa de Lanhoso, uma vez que a viatura onde seguiam os jovens rumou em direcção à vila povoense.
Depois de interceptada a viatura, os militares da Póvoa de Lanhoso verificaram que a arma exibida se tratava de uma réplica de uma arma de fogo, usada em paintball.
Os jovens foram conduzidos ao posto da GNR da Póvoa de Lanhoso e a arma entregue às autoridades competentes.

Póvoa de Lanhoso recebeu nacional de ralis

Bruno Magalhães imparável


Repetindo a proeza do ano passado, Bruno Magalhães voltou a sair vencedor do Rallye Torrié, a prova inaugural do campeonato nacional de ralis, que teve lugar no passado fim-de-semana, 7 e 8 de Março, nos concelhos da Pó-voa de Lanhoso e Vieira do Minho, numa organização do Targa Clube, que contou com a colaboração das autarquias dos dois municípios.
O bom tempo, indispensável para o sucesso da prova, brindou os presentes e trouxe muito público à vila povoense para assistir às várias classificativas, nomeadamente às duas super-especiais Maria da Fonte e Póvoa de Lanhoso.
O arranque da competição foi dado na pista em terra, criada para o efeito no Parque do Pontido, com Bruno Magalhães e Vítor Pascoal, ambos em Peugeot 207, a abrir caminho para uma super-especial marcada pelo sucesso e de agrado do blico que ali se deslocou, pois puderam assistir à competição simultânea de duas viaturas.
Logo ali, Bruno Magalhães impôs o seu cunho e o piloto da Peugeot Sport realizou o melhor tempo, logo seguido de Vítor Pascoal, Ricardo Moura, Fernando Peres e Adruzilio Lopes. De seguida os pilotos rumaram às classificativas Arcas/Rendufinho e Serzedelo/Anissó, com dupla passagem em ambos os troços.
A última prova no concelho da Póvoa de Lanhoso aconteceu pouco depois das 19 horas, com a realização da super-especial Póvoa de Lanhoso, toda ela realizada no centro da vila, tal como em anos anteriores. Também aqui Bruno Magalhães impôs o andamento, realizando o melhor tempo.
No segundo dia de competição, a prova deslocou-se para concelho vizinho de Vieira do Minho, onde aí se realizaram oito provas especiais, entre as quais duas super-especiais.
Bruno Magalhães, o campeão nacional em título, venceu onze das catorze provas especiais deste Rallye Torrié, não dando chances aos seus mais directos adversários, e foi o líder da edição de 2009 do Rallye Torrié, logo seguido por Vítor Pascoal e Pedro Rodrigues, que aproveitou a desistência de Pedro Adruzilio e Ricardo Moura.
Dos 27 concorrentes à partida apenas 11 chegaram ao pódio, no final da tarde de domingo, em Vieira do Minho, onde foram atribuídos os troféus. A dupla Bruno Magalhães/Carlos Magalhães conseguiu amealhar 10 pontos nesta prova e partir em primeiro lugar na luta pela revalidação do título de campeão nacional de ralis.

Segurança

Pilotos explicaram regras

Dar a conhecer aos mais pequenos as especificidades dos carros de corrida, as regras para uma condução segura e os equipamentos usados pelos pilotos foram alguns dos objectivos que estiveram na base da acção da prevenção e segurança rodoviária, promovida pela organização do Rallye Torrié, numa aliança do Targa Clube com os municípios da Póvoa de Lanhoso e Vieira do Minho.
Pilotos e viaturas marcaram presença, na manhã de sexta- -feira, dia 6, na Praça Engenheiro Armando Rodrigues, na Póvoa de Lanhoso, fazendo as delícias dos mais pequenos, que saciaram a curiosidade quanto aos carros de corrida e a tudo o que envolve o desporto automóvel.
Bruno Magalhães, Carlos Matos, Mex Machado, Renato Pita, Fábio Mota e Adélio Machado alguns dos nomes do desporto automóvel que marcaram presença nesta iniciativa que aliou a parte pedagógica à parte desportiva. A par destes, a equipa Velosomotosport, da Póvoa de Lanhoso, fez-se representar com o Seat Leon de Francisco Carvalho.
“Têm que perceber que estes carros estão preparados para correr. Estes ferros, que aqui vêem, protegem-nos em caso de acidente”, explicou Bruno Magalhães, piloto oficial da Peugeot Sport e campeão nacional de ralis em título, aos amigos Ruben, Maria João, Lucas e Leandro.
“A viatura tem barras de segurança em todo o interior, para proteger os pilotos em caso de acidente. A par disso, o carro tem uns bancos envolventes que protegem praticamente todo o corpo e usa-mos também capacete”, disse Bruno Magalhães quando questionado pelo grupo de amigos.
“São carros que estão preparados para a competição e não têm nada a ver com o carro do dia-a-dia em termos de segurança”, alertou ainda o jovem piloto.
Para além das explicações quanto às viaturas, os pilotos presentes alertaram quanto à forma como se devem posicionar para visualizar as provas em segurança, dando a conhecer as criadas “zonas espectáculo”, destinadas ao público. A prevenção rodo-viária é um tema muito importante nesta altura e as pessoas são cada vez mais conscienciosas relativamente a isso e é importante que nós, que fazemos das corridas a nossa vida, explicarmos o que fazemos e que estes carros têm um grau de segurança muito superior a um carro do dia-a-dia.
“E importante que as crianças quando crescerem e tiverem o seu próprio carro percebam que o mesmo não está habilitado a fazer determinadas coisas que nos vêem aqui a fazer hoje”, referiu ainda Bruno Magalhães.
Para além de ficarem a conhecer pilotos e viaturas, algumas das crianças puderam por momentos experimentar a sensação de estar ao volante das potentes máquinas.