Programa renovado com subsídio de 13 mil euros

Envolver a comunidade...
Autarquia povoense apresentou programa que promete fomentar o movimento associativo. “Mais do que para os povoenses é para incluir a comunidade”, assumiu Manuel Baptista, presidente do município. Pedro Machado destacou que “a cidadania é uma das missões da Braval”.
Uma aposta forte na cultura e com um programa renovado e centrado na comunidade da Póvoa de Lanhoso. A câmara municipal apresentou as linhas mestras para os próximos tempos, sendo que a Braval assume agora a posição de parceiro institucional do Theatro Club. As duas instituições rubricaram ontem um protocolo de ligação para os próximos cinco anos, que contempla a atribuição de um subsídio anual de 13 mil euros. Sendo assim, o Theatro Club vai contar com 65 mil euros para levar a cabo uma programação capaz de atrair os po-voenses para os espectáculos, mas acima de tudo que se sintam parte integrante da área cultural do concelho.
Aliás, é esse o grande desejo de todas as partes envolvidas neste processo, isto é, que a revitalização da cultura na Póvoa de Lanhoso inicie-se na inclusão da comunidade e que sejam os habitantes os primeiros a  participar na promoção de actividades culturais.
Esta nova programação, em traços gerais, assume-se como “a abertura de portas para a formação na área do teatro, da leitura de textos à representa-ção. São cinco clubes, que pretendem oferecer uma proposta diversificada para público infantil, juvenil, adulto e sénior”.
“O objectivo é proporcionar um ambiente de partilha e desenvolvimento de competências tendo o Teatro como ferramenta principal”. Nesse prisma, a P. Lanhoso decidiu levantar o pa-no e convidar os povoenses a subirem ao palco. Numa fase inicial as oficinas “vão realizar-se uma vez por semana”, conforme assume Maíra Ribeiro, todavia a nova directora artística do Theatro Club destaca que “a dinâmica das oficinas vai ser criada pelos próprios participantes, pelas suas preferências e disponibilidades”. “Não são estanques”, destacou ainda.
Na conferência de imprensa marcou presença igualmente Armando Fernandes, que ocupa a pasta da cultura na vereação do município, assumindo igualmente que o grande desejo passa pela “reactivação do associativismo”, “envolver a comunidade”, “sejam crianças, jovens, adultos ou seniores”,  no sentido de criar “um forte incremento cultural no concelho”, acrescentou ainda.
Está assim em marcha a Pó-voa Cultural, um concelho à procura de tornar-se num centro de produção artística, com incubadora e lançamento de talentos.

Projecto Educativo promete fazer grande furor

Reciclagem em forma de contos

O Palhaço Avaria, o Chico Fantástico, a Felismina Cartolina e o João Papelão, e a Maria Botelha vão fazer as delícias dos mais pequenos. Os quatro heróis, criados por Pedro Seromenho, que integram o projecto Reciclomania, estão a ser levados junto dos alunos das escolas do primeiro ciclo e pré-escolar do Agrupamento de Escolas da Póvoa de Lanhoso pelos narradores do projecto “Conto o que se conta”, liderado pela investigadora e professora da Escola Secundária da Póvoa de Lanhoso, Ana Caridade. A concretização desta aliança – “Conto o que se Conta” e “Reciclomania” – só foi possível graças ao apoio da Braval.
Cláudia Barroso, Cláudia Monteiro, José Eduardo Rodrigues, Maria Moreira e Margarida Silva são os jovens que vão dar vida aos heróis criados pelo escritor Pedro Seromenho. Apresentado na Escola Secundária da Póvoa de Lanhoso, numa sessão que contou com a presença dos alunos das escolas de Simães e Arrifana, da freguesia de Fontarcada, o projecto percorre nestes dias as escolas do primeiro ciclo e pré-escolar das freguesias de Oliveira, Travassos, Sobradelo da  Goma, Garfe e Taíde.
 A sessão contou com a presença da vereadora da Educação da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Gabriela Fonseca, do escritor Pedro Seromenho e dos ilustradores dos contos do Reciclomania, dos responsáveis da editora Paleta das Letras, assim como de responsáveis do Agrupamento de Escolas da Póvoa de Lanhoso e representantes do Centro de Teatro de Cabeceiras de Basto. 
Agradecendo aos vários parceiros do projecto, Ana Caridade apontou, de entre outros aspectos, que o “Reciclomania” tem sido uma grande viagem e uma grande descoberta.
“Estamos perante o público ideal. Estamos perante o público com o qual faz cada vez mais sentido desenvolver determinadas actividades e envolvê-los em determinadas actividades”, apontou Maria José Lourenço, do Agrupamento de Escolas da Póvoa de Lanhoso, considerando que este será um projecto que terá todo o sucesso.
Dando conta da disponibilidade em apoiar, dentro das possibilidades, o projecto, a vereadora Gabriela Fonseca destacou a importância do projecto e revelou, também, que os mais jovens são mais receptivos e são bons transmissores dos conhecimentos que lhes são transmitidos.
“A Braval apoiou este projecto porque o accionista Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso disse logo que sim”, revelou Pedro Machado, director executivo da Braval apontando que, “com melhores princípios, com melhores valores, vamos ser muito melhores cidadãos”.
“A missão da Braval é educar. Estes jovens têm a possibilidade do nosso país daqui a 20 anos ser muito melhor porque nós não tivemos esta sorte. Estes meninos têm a sorte de ter professores muito mais sensibilizados, dirigentes muito mais sensibilizados. Têm a sorte de haver artistas muito mais sensibilizados, gestores e políticos muito mais sensibilizados e não tenho dúvidas que só assim Portugal vai ser muito melhor”, apontou ainda o responsável da Braval.

Problema dos incêndios

Crianças foram à feira alertar

A Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, através do Gabinete Técnico Florestal, e a GNR da Póvoa de Lanhoso promoveram na manhã de quinta-feira, dia 23 de maio, uma acção de sensibilização para a problemática dos incêndios florestais.
Esta iniciativa realizou-se junto das pessoas que se dirigiram ao recinto da Feira Semanal e contou com a importante colaboração de crianças utentes das valências de infância da Santa Casa da Misericórdia da Póvoa de Lanhoso (jardim-de-infância), que já têm participado em outras sessões de sensibilização, nomeadamente relacionadas com a segurança e prevenção rodoviária. Esta acção teve o início marcado para as 9h30. As crianças colaboraram através da entrega de folhetos informativos à população.
De cartazes na mão, e distribuindo folhetos a quem se encontrava na feira semanal, os mais novos deram o exemplo e alertaram para o problema dos incêndios que todos os anos debastam as florestas do concelho.

Nossa Senhora do Pilar

Milhares na peregrinação

A tradição voltou a cumprir-se e as paróquias da Póvoa de Lanhoso rumaram montanha acima, na manhã de domingo, dia 19 de Maio, no cumprimento de mais uma peregrinação em honra de Nossa Senhora do Pilar. Crianças, jovens e adultos marcaram presença na peregrinação arciprestal que levou os fiéis desde o centro da vila povoense até ao alto do Monte do Pilar, onde aí teve lugar a Eucaristia presidia pelo Arcebispo Primaz de Braga, D. Jorge Ortiga.
«Somos Igreja como comunidade de crentes da nossa paróquia. Mas teremos também, neste dia do Pentecostes, que mostrar que queremos ser Igreja para além das fronteiras geográficas das nossas comunidades. Queremos ser Igreja em arciprestado. Queremos ser Igreja em diocese. Queremos ser Igreja em Igreja Universal. Por isso, é imperioso mostrar ao mundo aquilo que somos”, pediu D. Jorge Ortiga aos fieis, que marcaram presença em grande número na esplanada granítica do Pilar.
Às várias paróquias, que marcaram presença com as suas bandeiras, juntaram-se, também as confrarias do concelho, os escuteiros, bem como o presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, e restantes elementos do executivo.
O andor de Nossa Senhora do Pilar chegou ao cimo do monte transportado pelos Bombeiros Voluntários da Póvoa de Lanhoso, num momento que contou também com guarda de honra pelos soldados da paz povoenses.  A peregrinação foi também o momento para vários povoenses cumprirem as suas promessas, com várias devotas a percorrer o caminho des
A chuva fez-se sentir ao final da manhã e impediu uma das tradições de algumas famílias: comer o merendeiro no Monte do Pilar. Outrora, dezenas de famílias traziam o seu merendeiro e reuniam-se com as suas famílias nas faldas do Monte do Pilar, após a eucaristia, num salutar convívio. Hoje em dia, esse número é bem menor mas há ainda quem não prescinda do merendeiro e a nem a chuva impediu de se cumprir a tradição. Com as copas das árvores a servir de guarda-chuva, António Silva, natural da freguesia povoense de Vilela, mas residente em Freitas, no concelho de Fafe, não prescindiu do tradicional farnel.  “Venho quase sempre à peregrinação e procuro trazer a minha família. É um momento de importante de fé e procuro estar presentes. Vim com a minha esposa, filhos, sogra e familiares”, revelou este povoense, enquanto saboreava as várias iguarias.
Outros peregrinos optaram por ir embora, comendo os merendeiros nas suas casas, juntamente com as suas famílias.
calças, transportando velas para deixar junto a Nossa Senhora do Pilar.

Calvos

Construção do Centro Social

Tem sido excepcional a participação dos habitantes de S. Gens de Calvos nas campanhas de angariação de verbas para a construção das novas instalações do Centro Social e Paroquial daquela freguesia. A união de esforços tem dado bons frutos.
Com os fundos da instituição e as verbas angariadas ao longo de vários meses, o Centro Social de Calvos já aplicou cem mil euros na construção das novas instalações.
O grande apoio da população é destacado pelo presidente da direcção do Centro Social, o padre Albino Carneiro, que destaca também toda a colaboração dos elementos da direcção do Centro Social.
As obras, que decorrem a bom ritmo, devem estar concluídas em Setembro ou Outubro, conforme deu conta o padre Albino Carneiro. Na semana passada, foi assinado o contrato de financiamento no âmbito do Proder. Recorde-se que a construção das novas instalações recebeu a aprova da candidatura no âmbito do Proder, sendo apoiada com uma verba na ordem dos 149 mil euros.
No dia 28 de Outubro de 2012, aquando da inauguração das obras de restauro da Igreja Paroquial, foi lançada, de forma simbólica, a primeira pedra das novas instalações do Centro Social e Paroquial de Calvos.
ção

Balanço muito positivo do Prove

Produtos locais atraem...

A Emília, a Ermelinda, a Isabel e o João são os produtores que dão a cara pelo PROVE (Promover e Vender) na Póvoa de Lanhoso. Dos seus quintais vêm os produtos hortícolas e frutícolas que, depois de colocados em cabazes, vão para a mesa dos povoenses. Os produtos caseiros e de boa qualidade têm cativado vários povoenses que aderiram ao PROVE. O projecto, de âmbito nacional, veio para a Póvoa de Lanhoso, há cerca de um ano, pela mão da ATAHCA, à qual se juntou a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, que criou todas as condições para o funcionamento de um Núcleo PROVE no concelho.
Reunidos parceiros e produtores, realizadas sessões de sensibilização e formação, pela técnica da Câmara Municipal, Natália Costa, o núcleo arrancou na Póvoa de Lanhoso e conta, neste momento, com 23 consumidores inscritos.
Promover o escoamento directo dos produtos hortofrutícolas é um dos objectivos do PROVE.
Todas as quintas-feiras, das 18 às 19h30, os consumidores deslocam-se às instalações do Banco do Voluntariado, na Avenida 25 de Abril, na Póvoa de Lanhoso, para aí levantarem os seus cabazes, preparados pelos vários produtores.
Depois das hortas sociais, do apoio aos jovens agricultores e do banco de terras, a Câmara Municipal, em parceria com  a ATAHCA, apresentou o PROVE na Póvoa de Lanhoso, numa iniciativa que pretende apoiar a economia local.
Ao ‘Maria da Fonte’, Natália Costa recorda que os produtores do projecto devem ter produção própria, aplicar técnicas o mais possível amigas do ambiente e escoar os produtos da época.
Cebolas, ervilha de quebrar, alho francês, couve, favas, laranjas, maçãs e alface eram alguns dos produtos que integravam os cabazes do dia 23 de Maio. O balanço, até ao momento, é muito positivo.

Seminário decorreu no Theatro Club

Desigualdade de género persiste

Apesar das melhorias registadas nos últimos anos, no que diz respeito ao acesso das mulheres à saúde e à educação, ainda há muito a fazer no que respeita à sua participação e oportunidades económicas e, mais ainda, à sua capacitação política.
Estas declarações foram proferidas por Ana Brandão, da Universidade do Minho, na sessão de abertura do Seminário Internacional pela Igualdade, realizado nos dias 15 e 16 de Maio, no Theatro Club, na vila da Póvoa de Lanhoso. Fazendo uso de dados publicados em 2010, Ana Brandão apontou ainda que é no domínio da capacitação política que a desigualdade se mostra mais persistente e mais difícil de eliminar.
“As mulheres continuam, em geral, a ser pior remuneradas do que os homens, a ser mais afectadas pelo desemprego e privação económica, a acumular a jornada de trabalho com tarefas domésticas e de assistência aos outros, com evidentes impactos ao nível da carreira, e a ter mais dificuldades no acesso a cargos de decisão”, apontou Ana Brandão.
Destacando que são também as mulheres as “principais vítimas de diversas formas de assédio, agressão e perseguição sexuais e violência do-méstica”, aquela responsável da Universidade do Minho revelou que “é preciso não esquecer que os efeitos da desigualdade de género não deixam também de se fazer sentir sobre os homens, subtraindo-lhes a oportunidade de se exprimirem emocionalmente, a não ser pela violência, fazendo deles pais e companheiros ausentes, impondo-lhes padrões de assertividade, autocontrolo, coragem física e liderança difíceis de cumprir”.
“Apesar dos progressos, ainda não existe um enquadramento legal que puna judicialmente formas de incentivo à discriminação, ao abuso e à violência contra gays, lésbicas, bissexuais e transsexuais. Os programas de educação sexual implementados nas escolas omitem frequentemente informação acerca da orientação sexual e da identidade de género”, salientou Ana Brandão.
A sessão de abertura contou, também, com a presença de Manuel Baptista, presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso. Na sua intervenção, o autarca apontou que a intervenção social tem sido uma das prioridades do seu executivo, tendo sido criadas respostas que satisfaçam as necessidades das famílias em termos de alimentação, habitação e vestuário. Manuel Baptista destacou também a criação do Projecto Localdiguais, para abordar as questões da igualdade de género e funcionar como um complemento ao trabalho desenvolvido pelo SIGO – Serviço para a Implementação da Igualdade de Género.
“A Póvoa de Lanhoso é, hoje, reconhecida pela atenção que tem prestado ao tema da intervenção social, seja ao nível das famílias carenciadas seja o apoio aos idosos, seja na orientação da situação de conflito familiar. Acho que não faz sentido investir milhões de euros em estradas e equipamentos públicos se não tivermos o cuidado de estarmos próximos dos problemas das pessoas. Todos os projectos de investimento são importantes mas, nesta fase tão especial, a resposta social e a manutenção do apoio da educação dos nossos jovens é mais importante que tudo o resto”, revelou o autarca.
O primeiro dia de trabalhos contou, de entre outros assuntos, com a apresentação, por parte de Carla Melo, do Plano Municipal para a Promoção da Igualdade de Género no Concelho da Póvoa de Lanhoso.
 “A Discriminação em Função da Orientação Sexual e da Identidade de Género”, “Experiências e Contextos de Discriminação de Pessoas Transexuais e Transgénero em Portugal” e o “O Coming Out e a Terapia Familiar: Ainda se dança o jogo das cadeiras”, “Orientação Sexual e Identidade de Género: Famílias, escolas e inclusão”, “Família: Amor incondicional?”, “La importancia de la aceptación familiar para la salud física y mental de nuestros hijos”, “Violência e Assédio: Uma questão de género?”, “Discursos de violência e vitimização: Há as que ficam caladas e sofrem e há as que amuam e discutem”, e “O Crime da Violência Doméstica” foram os temas abordados no segundo dia de trabalhos.

Projecto Comenius

Encerramento da Semana Aberta

O Theatro Club, na Póvoa de Lanhoso, foi o palco escolhido para a cerimónia de encerramento da visita dos parceiros do Projecto Comenius, num momento que marcou, também, o encerramento da Semana Aberta da instituição. A cerimónia decorreu no dia 17 de Maio e nela marcaram presença os alunos e professores da EPAVE, assim como dos parceiros do projecto Comenius que permaneceram durante uma semana na Póvoa de Lanhoso.
Num ambiente de enorme animação, foram entregues os certificados de participação aos alunos e professores de Itália, Hungria, Roménia e Turquia, que durante uma semana, em conjunto com os alunos e professores da EPAVE, executaram projetos, participaram em workshops e usufruíram da cultura e tradições da Póvoa de Lanhoso e da região.
O espectáculo de encerramento, organizado pelos professores e alunos destacados para o projeto Comenius, contou com a participação de alunos da EPAVE, que mostraram as suas enormes capacidades para dança e para a música, desde a tradicional portuguesa, passando pela africana até à mais contemporânea.

Cindy Peixoto é filha de um casal de Verim

Luso-descendente brilha no Fado

Chama-se Cindy Peixoto mas no mundo artístico é conhecido por Shina, um nome a reter pelos amantes do fado. Nasceu em Strasbourg, na França, mas nas suas veias corre sangue povoense. “Sinto-me fado” é o nome do seu primeiro álbum.
Cindy é filha de Antero de Araújo Peixoto e de Maria da Fátima da Silva Peixoto, naturais da freguesia de Verim e radicados em França há mais de 40 anos.
O gosto pelas cantigas vem desde tenra idade. Cantou em orquestras e grupos com um   elemento sempre em comum: o português. Há cinco anos atrás, surgiu um convite para cantar fados numa cerimónia organizada pelo Consulado em Strasbourg.
“A partir daí comecei a acrescentar mais reportório e foram surgindo vários convites para actuações”, recorda Cindy Peixoto.
Em Fevereiro deste ano, Cindy, ou melhor dizendo, Shina, lançou o seu primeiro álbum, “Sinto-me fado”. Há dias atrás, Cindy Peixoto esteve em Portugal para a divulgação do seu primeiro trabalho. Amália Rodrigues é a sua grande referência, com António Zambujo a cativar também o interesse de Cindy Peixoto.
Com vários espectáculos agendados, Cindy Peixoto viu-se obrigada a deixar de lado a sua carreira de enfermeira, colocando a música como a sua grande prioridade.
À França e Portugal, os países do seu coração, Cindy Peixoto junta actuações nas comunidades portuguesas da Suíça, Alemanha e Luxemburgo. 
“Como este trabalho contém fados em Francês, tenho sido solicitada para actuações em salas de espectáculos francesas e isso deve-se muito ao facto do fado ter sido considerado património imaterial da humanidade. Além de cantar, procuro sempre divulgar a cultura e a língua portuguesa”, refere ao “Maria da Fonte” Cindy Peixoto.
“Para este primeiro trabalho escolhi temas conhecidos que me dizem muito. A particularidade que o álbum tem um fado que se chama “Sinto-me Fado”, com letra minha, e os outros fados contam também com dois temas em francês”, esclarece Cindy Peixoto.
“Um velhinho caminhava”, “Eu já não sei”, “L’importante c’est la rose”, “Olha o cochicho”, “Sinto-me Fado”, “Ne me quite pas”, “Malhão de São Simão”, “Fado Loucura”, “Xaile da Minha Mãe”, “Leio em Teus Olhos” e “Malhão de Cinfães” são os temas que integram o primeiro álbum de Cindy Peixoto (Shina), lançado em Fevereiro de 2013.
A sua raiz nortenha não foi  esquecida no seu primeiro álbum. “Malhão de São Simão” e “Malhão de Cinfães são os dois temas de homenagem ao norte de Portugal. Cantar nas Festas de S. João, em Braga, é um dos sonhos desta jovem artista.