Manuel José Baptista, presidente da autarquia

“Os eixos que apoiavam as obras
das Câmaras foram alterados”


O Presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Manuel Baptista, explicou ao nosso jornal as principais linhas orientadores do Plano e Orçamento para 2013, ficando claro que a principal aposta será o reforço das principais medidas de apoio social, para ajudar as famílias povoenses.  O pagamento da dívida a fornecedores será outra das prioridades. 

A autarquia prepara-se para levar a discussão e votação, em sede de Assembleia Municipal, o Plano e Orçamento para 2013. Quais as apostas para o próximo ano?
Manuel Baptista
– O ano de 2013 é um ano muito especial, pois corresponde a um período em que as famílias terão muitas dificuldades. Por esse motivo, decidimos reforçar as principais medidas de apoio social. Sempre tivemos a preocupação de estar próximo das pessoas e dos seus problemas e, por isso, esta aposta na intervenção social é uma continuidade desse trabalho. Não posso deixar de destacar o reforço em 20 por cento do valor das bolsas de estudo, o aumento em mais de 50 por cento na verba para a loja social, o reforço de 20 mil euros, que corresponde a um aumento de 25 por cento, no subsídio de apoio à renda e o aumento de 60 por cento no programa Viver +, que ajuda os Povoenses a terem uma ocupação remunerada numa fase em que não tenham trabalho e outros apoios sociais. Esta é a grande aposta, pois sabemos que é muito importante para os Povoenses. Dou-lhe um outro exemplo de um projecto, que será um importante contributo para o baixo concelho. O pavilhão gimnodesportivo de Monsul, com um investimento de cerca de 800 mil euros, será sem dúvida uma mais-valia para apoiar as actividades desportivas e culturais destas freguesias. Uma outra nota sobre as freguesias. Apesar de reduzirmos o nosso orçamento global em mais de 25 por cento, não vamos diminuir às transferências mensais que fazemos para as Juntas de Freguesia. Todos sabemos que esta é uma fase muito difícil que o país atravessa e que os recursos são menos e, por isso, temos de definir bem as prioridades. Este orçamento dá um sinal claro, apoiar as famílias em dificuldade é a nossa prioridade.

Em que medida a Lei dos Compromissos e a obrigatoriedade de redução de dívida condicionam as apostas do município?
MB
– Esse é o principal problema da autarquia. Apesar de a dívida que hoje temos ser praticamente a que recebemos em 2005, as regras impostas recentemente e na sequência da entrada da Troika vieram alterar completamente a autonomia dos municípios. A Lei dos Compromissos, que está a ser implementada a meio do mandato, obriga a Câmara a mudar radicalmente o seu plano de actividades. Esta lei não permite à autarquia, como era até aqui, gerir a sua dívida em função dos limites legais. Esta lei obriga a autarquia a liquidar toda a dívida a fornecedores e só depois liberta meios para podermos fazer novos investimentos. Ora esta mudança de regras a meio do jogo não dá margem para quase nada. Lamentamos, pois queríamos concluir muitos dos projectos que definimos no plano de actividades, mas lei é lei e temos de a cumprir.

Há projectos que viram a sua concretização adiada?
MB
– Sem dúvida. Estas novas regras obrigam-nos a adiar alguns dos projectos. Repare é que não foi apenas esta lei que referiu. Mesmo ao nível dos apoios comunitários, os eixos que apoiavam obras das Câmaras Municipais foram alterados. Mesmo assim, estamos a fazer um esforço junto da CCDR–N a ver se conseguimos incluir alguns dos projectos de requalificação dos centros cívicos de algumas freguesias.

O Município da Póvoa de Lanhoso foi um dos que aderiu ao PAEL, o Programa de Apoio à Economia Local. Onde será aplicada a referida verba, na ordem dos 2,5 milhões de euros?
MB
– As regras são muito claras. Como o Governo criou a Lei dos Compromissos que asfixia as autarquias, a forma de podemos cumprir a lei é fazermos um empréstimo que permita pagar grande parte da dívida a fornecedores. É isso que faremos com a verba do PAEL. Nós e mais 120 municípios do país que concorreram a este plano.
Ao aderirmos a este PAEL, mostra-mos que não estamos apenas preocupados em equilibrar a dívida de curto-prazo, pois este programa permite apoiar a economia local, que vive com dificuldades, sendo uma espécie de lufada de ar fresco. O problema é que, ao termos de aderir ao PAEL, somos obrigados a cumprir um conjunto de imposições ao nível da redução da despesa, que não ajuda à conclusão de projectos que gostávamos de fazer. Recordo que a dívida que temos hoje não é maior do que a que recebemos do Partido Socialista, apesar do muito investimento que fizemos.

A redução da estrutura orgânica das autarquias é uma das obrigatoriedades. A autarquia já avançou com a decisão de extinguir o Centro de Criatividade. Como tem sido acatada pela população essa medida?
MB
– Repare, nós não podemos ser irresponsáveis. Se há novas regras que nos obrigam a reduzir custos, se a receita que crescia agora diminui, se temos um problema grave de insegurança financeira nas famílias, não resta alternativa do que reduzir no que for possível. Se quiser, gerir a Câmara é um pouco como a nossa casa. Quando o ordenado diminui, temos de cortar onde é possível. A Câmara está a fazer isso mesmo. Custou-nos muito, mas tivemos de não renovar alguns contratos. Custou-nos imenso, mas tivemos de adiar algumas obras nas freguesias, que tinha o compromisso de as realizar. Perante isto, a opção de extinguir o Centro de Criatividade é mais que natural. É bom que fique claro que a decisão de reduzir os custos com este projecto tinha sido já tomada há mais de um ano e, por isso, tentámos que o projecto encontrasse novos parceiros financiadores. Isso não foi possível, a decisão que agora tomamos é normal numa estratégia global de emagrecimento da autarquia. Os Povoenses não iam compreender que não fizéssemos obras, que adiássemos outros projectos importantes e que mantivéssemos uma estrutura que custa muito dinheiro aos cofres da autarquia. Era mais fácil para mim deixar tudo como está e agradar a todos, mas quem tem de decidir tem de escolher prioridades. Mas é importante não esquecer que o trabalho cultural promovido pela autarquia não se resume ao Centro de Criatividade e, por isso, continuaremos com um trabalho sério de afirmação e valorização cultural.

Foi uma decisão difícil?
MB
– Como disse na questão anterior, é mais fácil e menos impopular agradar a todos. Foi sem dúvida uma decisão difícil, porque foi um projecto que eu acarinhei, mas sem ovos não se fazem omeletas.

Já é público o abandono do executivo por Fátima Moreira. O que levou a esta decisão?
MB –
Foi uma decisão pessoal da Dra. Fátima Moreira motivada pela extinção do Centro de Criatividade, fruto da necessidade da autarquia de reduzir os seus custos. Reconheço o seu trabalho enquanto Vereadora, lamento não poder contar com ela,  era um recurso válido e dinâmico deste executivo. Felizmente, temos soluções no executivo para garantir a continuidade do trabalho desenvolvido.

Que outras medidas serão levadas a cabo pelo executivo para alcançar a obrigatoriedade da redução da estrutura orgânica?
MB
Desafiámos as chefias a criarem o seu plano de contenção em cada serviço. Estamos a reavaliar todos os projectos e apenas vamos executar aqueles que se enquadrem nas prioridades que definimos.

Posso concluir que este foi o orçamento que mais lhe custou elaborar?
MB
Sem dúvida. As novas regras e a redução das receitas não permitem executar as obras e os projectos que gostaria. Em três anos o país deu uma volta completa e a situação é muito difícil. As autarquias infelizmente não serão excepção neste esforço de contenção para superar esta crise tremenda. Temos todos de fazer um esforço de compreensão na esperança de que teremos um futuro melhor.

Santa Casa da Misericórdia da Póvoa de Lanhoso

Humberto Carneiro eleito

Foram eleitos, a 10 de Novembro, os novos Corpos Gerentes da Santa Casa da Misericórdia da Póvoa de Lanhoso para o triénio 2013/2015. A equipa liderada por Humberto Carneiro foi reeleita para um novo mandato.
As eleições decorreram no Salão Nobre do Lar de S. José tendo para o efeito 249 Irmãos da Santa Casa da Misericórdia da Póvoa de Lanhoso exercido seu direito de voto, resultando em 249 votos válidos.
Em Assembleia Geral, que decorreu no mesmo local durante a tarde, foram apreciados e votados o Orçamento Suplementar para 2012 e o Plano de Actividades e Orçamento para 2013, aprovados por unanimidade.
O apoio alimentar, o apoio à saúde e a consolidação da instituição são os pilares do exercício de 2013. No campo alimentar, destaca-se a cantina social, iniciada em Junho de 2012. Devido à elevada procura, o protocolo será elevado, passando das 65 para as 80 refeições diárias. Nesta área, a Misericórdia, no âmbito do Programa Comunitário de Ajuda Alimentar a Carenciados, iniciou a primeira distribuição em Agosto e a segunda em Novembro. Mais de 500 pessoas no concelho já receberam apoio alimentar.
A remodelação do Hospital, com a construção de um novo bloco operatório, com duas salas cirúrgicas e de esterilização integrada e quartos particulares para Internamento em Cirurgia e Medicina, com capacidade para 21 camas é a grande obra a realizar no campo da saúde.
De acordo com os responsáveis da instituição, esta obra irá proporcionar novas especialidades de Consulta Externa e melhorar todo o funcionamento e conforto daquela unidade de saúde. O Banco de Medicamentos é outra das respostas na área da saúde.
“Com um quadro de pessoal próximo dos 200 funcionários, a Santa Casa é um dos maiores empregadores do concelho. Assim, a aposta em recursos humanos qualificados e na formação interna, tem de continuar a ser um caminho a trilhar. Outra medida é a de manter o plano de poupança e rentabilização de recursos internos, objetivando uma gestão eficiente e eficaz, primando sempre pela qualidade dos serviços prestados”, referem os responsáveis da Misericórdia da Póvoa de Lanhoso.

Jornadas de Cultura Local abordaram

Influência brasileira no concelho

A Influência Brasileira no concelho da Póvoa de Lanhoso” foi o tema das Jornadas de Cultura Local, realizadas, no dia 24 de Novembro, na Casa da Botica. Isabel Alves, do Museu das Migrações de Fafe, e José Abílio Coelho, doutorando, investigador do CITCEM/UM e bolseiro da FCT, foram os intervenientes, que trouxeram à plateia aspectos como “A emigração para o Brasil – O caso de Fafe” e “A Póvoa de Lanhoso e os ‘brasileiros’ de torna viagem: os homens e mulheres que trouxeram a modernidade”. As Jornadas de Cultura local tiveram o seu início em Outubro de 2006, com o objectivo de divulgar, sensibilizar, interpretar e impulsionar o património cultural da P. Lanhoso.
“Promovidas pelo Pelouro da cultura da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, contando com a colaboração de personalidades versadas nas temáticas apresentadas, a realização de mais uma edição das Jornadas de Cultura Local apresenta-se como a materialização desse objectivo”, refere a Câmara Municipal. 
O Ano de Portugal no Brasil - Brasil em Portugal é uma iniciativa conjunta dos dois países, que decorre entre os dias 7 de Setembro de 2012 e 10 de Junho de 2013.  Para o Brasil, nos séculos XIX e XX, dirigiram-se sucessivas levas dos nossos antepassados e o seu regresso marcou profusamente o progresso e o crescimento do concelho da Póvoa de Lanhoso, ainda hoje bem patente no nosso quotidiano.

EPAVE acolheu sensibilização

Malefícios do tabaco

Numa acção promovida pelo Espaço Jovem, as comemorações do Dia Mundial do Não Fumador ficaram marcadas pela realização, no dia 19, de uma acção de sensibilização na Escola Profissional do Alto Ave (EPAVE).
O momento contou com a colaboração do Centro de Saúde da Póvoa de Lanhoso, com a enfermeira Fátima Lopes a dar a conhecer aos alunos daquele estabelecimento de ensino aspectos como os efeitos a curto e a longo prazo do consumo do tabaco e os efeitos na relação com os outros.
“Uma pessoa que não fuma tem mais qualidade de vida”, destacou a profissional de saúde.
Irritação dos olhos, tremor das mãos, tosse, aumento do ritmo cardíaco, diminuição da sensibilidade quanto ao gosto e ao cheiro, enrugamento prematuro da pele e aumento do risco de impotência são alguns dos efeitos a curto prazo associados ao consumo de tabaco.
A longo prazo, e segundo aquela profissional, o tabaco causa dependência e diminuição da esperança de vida.
Segundo a Organização Mundial de Saúde, cerca de 4,98 milhões de pessoas morrem em todo o mundo devido ao consumo de tabaco. Há estudos que confirmam a associação entre o tabagismo e as doenças cardiovasculares, cancro e doenças respiratórias.
Fátima Lopes explicou que o fumo do tabaco contém mais de 4 mil compostos, sendo que mais de 40 desses compostos são cancerígenos. Alertando os mais jovens, aconselhando-os a deixar de fumo ou a não iniciar o consumo de tabaco, aquela profissional referiu que o consumo de tabaco rapidamente se torna numa dependência física e psíquica.
“O consumo de tabaco é o primeiro passo para o consumo de outras drogas”, re-feriu a enfermeira Fátima Lopes, do Centro de Saúde da Póvoa de Lanhoso.

Dia da Floresta Autóctone

Três dezenas árvores plantadas

Com forma de assinalar a passagem do Dia da Floresta Autóctone, celebrado a 23 de Novembro, os alunos dos Clubes de Floresta “Pinheiro Vivo”, da Escola EB 2,3 de Taíde, e do “Milhafrões”, da Escola Secundária da Póvoa de Lanhoso, plantaram três dezenas de árvores autóctones e semearam milhares de bolotas de carvalho. O local escolhido foram as encostas do monte do “baldio” de Oliveira que, há meses atrás, foi devastado pelas chamas.
A actividade contou com a colaboração da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, que assegurou o transporte dos alunos, e do Gabinete Técnico Florestal da autarquia que colaborou na iniciativa e forneceu as árvores autóctones e as bolotas.
Durante a iniciativa, e de acordo com Jorge Lage, coordenador distrital de Braga dos Clubes da Floresta, os alunos foram sensibilizados para esta actividade florestal, medindo espaços de plantação, abrindo covas e plantando e estacando as pequenas árvores mais esguias.
Manuel Baptista, presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, marcou presença na iniciativa, estabelecendo diálogo com os alunos para que chegasse a mensagem de um município mais verde às famílias e também arregaçou as mangas, aliando as palavras ao acto. Estas actividades integram ainda a adesão ao Movimento Plantar Portugal, no âmbito da Semana da Reflorestação Nacional. “Os alunos regressaram às escolas mais enriquecidos interiormente e mais felizes. Aliás, o carinho e o cuidado com que pegavam nas árvores demonstram a qualidade de ensino para a cidadania, ambiente e floresta que recebem neste projecto. Um dos objectivos dos Clubes da Floresta é integrar alunos mais problemáticos e desmotivados com a escola e os estudos, melhorando os resultados escolares e o comportamento responsável”, destaca Jorge Lage.

Magustos…

Tradição manteve-se no concelho

Um pouco por todo o concelho, a tradição manteve-se e as festividades em honra de S. Martinho, a 11 de Novembro, ficaram marcadas pelos tradicionais magustos. De Covelas, passando por Sobradelo da Goma, Calvos, Verim e Fontarcada, em vários locais e instituições as castanhas assadas marcaram no S. Martinho.
Em Verim, no Centro Social e Teresiano, os mais novos aliaram-se aos mais velhos nas comemorações do S. Martinho. A intergeracionalidade marca presença noutras iniciativas, como a desfolhada e a celebração do Hallowen, com a decoração de abóboras pelos mais pequenos. Nas actividades realizadas, algumas delas relacionadas com o mundo rural e as tradições da região, os responsáveis procuram unir as gerações. A alegria da pequena enche de contentamento os corações dos mais velhos.
Em Fontarcada, na Casa de Trabalho, as comemorações do S. Martinho realizaram-se no dia 16 de Novembro. A festa teve o seu início pelas 18 horas, com os utentes da instituição a proporcionarem um espectáculo onde não faltou o fado e o folclore. “A Tasquinha do Fado” abriu a noite de festa, com os “meninos e meninas” da Casa de Trabalho a prestarem tributo à saudosa Amália Rodrigues. Tal como em anos anteriores, o Mido e Amigos marcou presença, animando a Festa de S. Martinho da Casa de Trabalho. No final das actuações, o padre Magalhães dos Santos agradeceu a presença de todos e apelou à ajuda dos benfeitores e amigos da instituição.
No dia 12, a Santa Casa da Misericórdia acolheu as comemorações do S. Martinho promovidas pela Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso e dirigidas aos utentes das IPSS’s e Centros de Convívio. Cerca de 250 pessoas marcaram presença nas comemorações do dia de S. Martinho. A tarde foi animada e de grande alegria, onde não faltou a música, os bailaricos e a castanha assada.
Para além dos cinco Centros de Convívio (Esperança, Vilela, Friande, São João de Rei e Fontarcada), as comemorações do S. Martinho contaram com a presença dos utentes do Centro Social Teresiano de Verim, do Centro Social e Paroquial de Monsul, do Centro Social e Paroquial de Taíde, da Comissão de Melhoramentos de Santo Emilião, da Santa Casa da Misericórdia da Póvoa de Lanhoso, da Assis, da Casa de Trabalho de Fontarcada e do Centro Social e Paroquial de Sobradelo da Goma.

Serviço para a promoção da Igualdade de Género

Vítimas de Violência Doméstica mais apoiadas

A Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso tem em funcionamento um serviço tido como pioneiro no país. O SIGO – Serviço para a promoção da Igualdade de Género é considerado como um exemplo a seguir e está a ser replicado no país e no estrangeiro, nomeadamente em Espanha. Dar uma resposta mais eficaz às vítimas de violência doméstica e de género é um dos objectivos do SIGO, uma resposta criada pela Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso.
O SIGO reúne à sua volta um conjunto diversificado de parceiros, com intervenção e responsabilidades sociais e o trabalho em rede marca o modo de actuação deste serviço. À Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso junta-se o Ministério Público da Comarca da Pó-voa de Lanhoso, Guarda Nacional Republicana da Póvoa de Lanhoso, Comissão de Protecção de Crianças e Jovens (CPCJ), Centro Distrital de Segurança Social de Braga, Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Póvoa de Lanhoso, Agrupamento dos Centros de Saúde (ACES – Gerês / Cabreira), Associação para o Desenvolvimento Social da Póvoa de Lanhoso – “Em Diálogo”, Casa de Trabalho de Fontarcada, Santa Casa da Misericórdia da Póvoa de Lanhoso e várias IPSS’s do concelho.
O SIGO encontra-se em funcionamento na Avenida 25 de Abril, junto ao Banco do Voluntariado. O atendimento é permanente e sigiloso, sendo dado acompanhamento e informação às vítimas de violência doméstica. A denúncia ou o pedido de ajuda pode ser feito através do número 961 586 244 ou sigo@mun-planhoso.pt
“Conseguimos reunir sinergias e sem muitos custos conseguimos rentabilizar os recursos que já existiam. Daí a importância de todos os parceiros”, esclarece Carla melo, técnica afecta ao SIGO e que faz o acompanhamento às vítimas de violência doméstica.
Depois dos inquéritos realizados em 2010, com entrevistas às vítimas de violência doméstica, verificou-se a necessidade da criação do serviço.
O acompanhamento às vítimas é dado durante todo o processo por Carla Melo, do SIGO. Para o sucesso desta resposta contribui o empenho e a colaboração das entidades parceiras,  existindo locais sigilosos para albergar as vítimas de violência.
“Por norma não podemos dizer que uma vítima é apenas vítima de uma só tipo de violência. Eu costumo dizer, mas essa é a minha opinião pessoal, que quando há agressão física a violência verbal e psicológica já existe”, esclarece Carla Melo.
“É importante desmistificar. Muitas das vítimas não se identificam como vítimas de violência psicológica. Só quando lhes batem é que percebem que são vítimas de violência doméstica porque é violência física. Uma vítima não é só vítima quando lhe batem”, elucida Carla Melo, alertando ainda para os casos de violência sexual.
“Temos muitos casos nos quais a vítima está desempregada mas temos casos em que a vítima é profissionalmente activa e autónoma. Faz-nos contrariar algo que é dito, que as mulheres aguentam porque estão economicamente dependentes do marido. Temos um número de vítimas que estão desempregadas e ainda assim denunciaram”, esclarece.
Ao longo destes meses, mulheres e filhos pernoitaram 70 noites em instituições do concelho e foram servidas mais de 200 refeições.

Maria da Fonte venceu e sobiu ao 4.º lugar

Ramos entra a ganhar

Depois de um início de semana atribulado na Póvoa de Lanhoso, marcado pela saída do treinador Alberto Fernandes e quatro jogadores devido aos cortes orçamentais, o Maria da Fonte deu domingo uma boa resposta, em Merelim, e venceu o Merelinense, por 2-1, na 9.ª jornada do campeonato. Guilherme Ramos teve, assim, a estreia desejada à frente dos marifontistas, que com esta vitória subiu ao quarto lugar da série A da III Divisão.
O jogo não primou muito pela qualidade - o péssimo estado do relvado do campo João Soares Vieira também não ajudou ao espectáculo - mas sobrou em raça e atitude dos jogadores, tanta que aos 63 minutos aqueceu mais do que devia, com toda a gente das duas equipas a embrulhar-se depois de uma entrada mais ríspida. Deste lance, Diogo, avançado do Maria, e Afonso, capitão do Merelinense, acabarem expulsos do jogo, com vermelho directo. Quanto ao jogo, a equipa bracarense até foi quem começou melhor, mas depois o Maria tomou conta da partida, e foi sempre a equipa mais perigosa, indo para o intervalo a vencer, com justiça, fruto de um momento de inspiração de Nuno Mendes, que abriu o marcador, aos 15 minutos, com uma ‘bomba’ de livre que só parou na ‘gaveta’ da baliza do Merelinense.
Na segunda parte, o Merelinense voltou a entrar mais forte, e aos 53 minutos, teve nos pés de Abiodun o empate, mas o avançado dos locais falhou praticamente de baliza aberta. Quem não  falhou dois minutos depois, foi o marifontista Tiago Silva que surgiu isolado na cara de China e ‘matou’ o jogo.
A partir daqui, começou um festival de grandes defesas do guarda-redes do Merelinense. China evitou mesmo pesadelos maiores para os bracarenses, com intervenções de luxo, primeiro a travar os’ tiros’ de fora da área de Carlos Veiga, depois as recargas de Costa, que chegava sempre primeiro que os defesas da equipa da casa.
De resto, para além de muita luta, o melhor que o Merelinense conseguiu fazer foi reduzir o marcador por Canetas, aos 85 minutos, após cruzamento de Peixoto, mas a vitória do Maria da Fonte não sofre contestação, pois foi quem criou mais e as melhores oportunidades de golo.

Maria da Fonte

Guilherme Ramos é o novo treinado
O Maria da Fonte tem novo treinador. Depois da rescisão de Alberto Fernandes, no dia 19 de Novembro, a direcção escolheu Guilherme Ramos para assumir a lide- rança da equipa técnica. A escolha recaiu num homem da terra. A residir na freguesia de Taíde, o novo técnico já assumiu, em épocas anteriores, o comando de equipas como o Porto d'Ave, Terras de Bouro, Rossas, Cabeceirense e o Travassós. Para além da saída do treinador Alberto Fernandes, o Maria da Fonte ficou, na noite de 19 de Novembro, sem quatro atletas, que seguiram as pisadas do técnico. O diferendo quanto aos cortes nas verbas auferidas pelos atletas poderá estar na base da saída. Hugo Soares, Pinto, Pedrinho e João Peixoto colocaram um ponto final no vínculo ao Maria. A estes quatro, junta-se agora o avançado Diogo que deu a conhecer, esta semana, a sua saída.

Cortes levam à saída de jogadores
O corte nas verbas dos atletas tem causado divergências. De acordo com Alberto Fernandes, a direcção marifontista propôs realizar um corte nas remunerações dos atletas, tendo os mesmos concordado com os cortes mas apenas em 50% desse valor. “Os jogadores não ficaram imunes à situação e aceita-ram o corte mas queriam um corte de 50% e não o corte que a direcção queria”, justifica Alberto Fernandes.
“A equipa continuou a jogar e a lutar. Seis jogos consecutivos sem perder e demos sempre boas respostas em campo”, referiu. “Tivemos várias reuniões com o presidente e fiz-lhe sentir que até ao dia 15 de Novembro os problemas tinham que ficar resolvidos. Fui várias vezes alertando para resolverem os problemas porque os jogadores continuavam a trabalhar de uma forma séria e responsável”, referiu ainda Alberto Fernandes, na hora da saída. Para além do treinador, abandonaram o clube os restantes elementos da equipa técnica: Meia- -Noite, treinador-adjunto, e Miguel, preparador físico.

“Cortes são imprescindíveis”
A direcção do Maria da Fonte propôs, no passado mês de Outubro, a redução das remunerações do plantel sénior em 30%. De acordo com José Luís Machado, presidente do clube, tal medida deve-se às dificuldades financeiras que o país atravessa e às quais o concelho, as empresas povoenses e o clube não são alheios. O presidente confirma a existência de uma contra-proposta apresentada pelos atletas, a qual não foi aceite pela direcção, pelo facto da mesma não ser viável. “Os cortes nas remunerações são imprescindíveis para a viabilidade do clube. Não nos podemos esquecer que os gastos não se limitam à equipa sénior. Temos vários compromissos relacionados com dívidas herdadas de anteriores direcções, que estão a ser pagas por esta direcção. O principal objectivo desta direcção é diminuir o passivo do clube e, se possível, pagar todas as dívidas”, afirmou o presidente da direcção marifontista.