Mês do Profissional


Rotary homenageou ourives 

No dia em que recebeu a visita da Governadora Teresinha Fraga, o Rotary Club da Póvoa de Lanhoso prestou homenagem a Francisco de Carvalho e Sousa, no âmbito do “Mês do Profissional”. Em todo o mundo, Outubro é dedicado aos Serviços Profissionais. Cada um dos clubes rotários presta homenagem a um profissional da sua região. No dia 23 de Outubro, o Hotel Rural Maria da Fonte acolheu a cerimónia festiva de homenagem a um profissional que se distinguiu, entre outras, na área da ourivesaria.
“Hoje é um dia importante para o Rotary Club da Póvoa de Lanhoso por vários motivos. O primeiro deles é, sem dúvida, o cumprimento já de algumas metas do nosso pla-no de acção para este ano. Para além de termos dado já início ao ano lectivo da Universidade Sénior, no passado dia 11, hoje inauguramos a sede da nossa Universidade Sénior. Marcamos assim um ponto naquela que era uma das metas importantes para este ano”, referiu Fátima Moreira, presidente do Rotary da Póvoa de Lanhoso.
“Hoje é um dia importante porque estamos a homenagear um profissional da área da ourivesaria, área que ainda não tinha sido, de facto, homenageada no âmbito deste clube. É com muita honra que podemos dizer que estamos a homenagear um profissional da área da ourivesaria que, mais do que ourives, foi uma pessoa que deu muito de si e fez muito pela promoção da ourivesaria, de forma especial pela sua história e pela filigrana do concelho da Póvoa de Lanhoso”, referiu a presidente.
O trabalho desenvolvido por Francisco de Carvalho e Sousa, na divulgação e afirmação da arte ancestral que é a ourivesaria, e em especial a filigrana, foi também destacada por Fátima Moreira.
“Foi ainda um exímio empreendedor. Um homem que construiu muitos postos de trabalho na sua freguesia, em muitas áreas. Um homem que sempre se dedicou de forma profunda àquilo que fez. Um bom pai de família. Um homem que merece este reconhecimento por parte do Rotary de forma especial mas eu diria mais, por parte do concelho”, disse a presidente.
Para além dos membros do Rotary Club da Póvoa de Lanhoso, a cerimónia contou com a presença de elementos dos clubes rotários de Braga, Braga Norte, Taipas, Guimarães, Esposende, Barcelos, Fafe, Senhora da Hora e São João da Madeira.
“Encontrei um clube renascido mas pujante, no bom caminho e com um quadro social estável” disse Teresinha Fraga, Governadora do Distrito, revelando-se satisfeita com o trabalho desenvolvido pelo Rotary Club.

O homenageado
A residir na aldeia que o viu nascer, Francisco de Carva-lho e Sousa nasceu a 4 de Março de 1934, na Cada de Vila Nova, em Travassos. Iniciou a sua actividade profissional na oficina de ourive-saria da sua família, onde aprendeu a arte a que se dedicou ao longo de toda a sua vida. A actividade agrícola foi também uma constante ao longo da sua vida.
Do casamento, em Outubro de 1963, com Odete Sousa, nasceram cinco filhos: Ma-nuel José, Maria José, Maria Helena, Maria Isabel e Maria Elisa. Depois de longos anos de comercialização de artigos de ourivesaria nas feiras de Cabeceiras de Basto, Fafe, Montalegre, Pico de regalados, P. Lanhoso, Ribeira de Pena, Rossas, Ruivães e salto, fundou, na década de 90, duas ourivesarias, uma na Póvoa de Lanhoso e outra em Cabeceiras de Basto.
“Exímio coleccionador,  inaugurou, em 2001, o Museu do Ouro, onde expõe os objectos artísticos, alfaias e mobiliário de ourivesaria. Nessa mesma altura, inaugurou também a unidade de turismo de habitação – a Casa de Alfena”, dão a conhecer os elementos do Rotary Club da Póvoa de Lanhoso, no momento da homenagem.

Aniversário da Associação em Diálogo

António Ribeiro homenageado

Em dia de aniversário, celebrado dia 27 de Outubro, a Associação “Em Diálogo” prestou homenagem a António Ri-beiro, antigo director do Instituto de Emprego e Formação Profissional de Fafe. Aos dirigentes, colaboradores, representantes de instituições do concelho e presidentes de Junta, juntaram-se representantes da Câmara, num momento que assinalou o 14.º aniversário da “Em Diálogo”.
Mais do que homenagear aquele que durante vários anos desempenhou funções como director do Instituto de Emprego e Formação Profissional de Fafe, a cerimónia pretendeu, conforme destacou Clarisse Matos Sá, “homenagear um amigo da Em Diálogo”.
No dia de encerramento da Semana Aberta, a “Em Diálogo” apagou as 14 velas do bolo de aniversário, numa data que constitui, pela positiva, um marco na história da Associação “Em Diálogo”. A homenagem, singela e simbólica, procurou prestar tributo a um homem que esteve durante vários anos ligado às várias instituições do conce-lho, em especial à “Em Diálogo”. O momento de homenagem contou, também, com a intervenção de pessoas que, profissionalmente e pessoalmente, privaram com António Ribeiro.
Em nome pessoal, e como amiga de António Ribeiro, Fátima Moreira, vereadora da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, que naquela ocasião representou o Rotary Club da Póvoa de Lanhoso, ao qual preside, desejou os parabéns à “Em Diálogo”, fazendo votos para que “continuem na vossa senda, no trabalho social, para que, de facto possam contribuir para uma Póvoa mais solidária”. “Trabalhar com o dr. António ribeiro é um exemplo de vida. Aquilo que fui ouvindo transformou-se em metas para mim também. Pessoa de uma humildade e de uma postura perante o trabalho e os valores que defende que ninguém que tenha uma postura correcta perante a vida pode deixar de reconhecer isto”, destacou Fátima Moreira.
Também Luísa Rodrigues Sousa Dias, do Agrupamento de Escolas Gonçalo Sampaio, revelou que o homenageado “é capaz, independentemente de qualquer coloração política, de estar sempre ao lado de quem precisa para facilitar a vida dos que precisam de nós”.
“Esse foi o grande exemplo que o senhor me deixou. O senhor ajuda, indiscriminadamente, a resolver os problemas das instituições, das entidades que consigo têm o privilégio de trabalhar”, disse a presidente do Agrupamento Gonçalo Sampaio.
Destacando o quão gratificante foi trabalhar com António Ribeiro, o advogado João Tinoco de Faria, antigo presidente da Câmara, apontou, de entre outras considerações, o homem de uma disponibilidade total, total frontalidade e coerência total.
Salientando a personalidade importante no desenvolvimento e crescimento da “Em Diálogo” que foi António Ri-beiro, o ex-presidente da direcção da instituição e actual presidente da Assembleia Geral, António Lourenço, e considerou importante que se faça justiça, através da homenagem, a pessoas que foram importantes para a “Em Diá-logo”.
Vincando a boa relação entre a Câmara e o Instituto de Emprego, Gabriela Fonseca, vice-presidente da Câmara Municipal, destacou a capacidade de António Ribeiro em transformar as relações institucionais em pessoais, assim como a sua presença assídua, nomeadamente no Conselho Municipal da Educação.
A relação séria, os valores e características de António Ribeiro foram também destacadas por Clarisse Sá, assim como os inúmeros contributos, nomeadamente na definição de alguns projectos.
De acordou com Clarisse Matos Sá, a Semana Aberta da EPAVE, realizada de 24 a 27 de Outubro, procurou “focar essencialmente os crescentes problemas sociais que a actual conjuntura tem causado a muitas famílias, que vivem hoje enredadas nas teias do desemprego, das fa-lências, do desemprego, da exclusão e da pobreza”.
As várias iniciativas que marcaram a Semana Aberta deste ano foram dirigidas a todos quantos se dedicam à área social no concelho. Do programa constou, no dia 24, pelas 14h30, uma palestra denominada “Alimentação aro-matizada para uma saúde equilibrada”, dirigida a utentes do projecto “Alimentação adequada a custo controlado”, seguindo-se, no dia 26, pelas 15 horas, uma tertúlia alusiva ao tema “Respostas Sociais: inovar face à actual conjuntura”, que contou, de entre outras, com a presença do padre Lino Maia, presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade. Nesta sessão, procurou-se reflectir sobre a necessidade de criar novas  respostas sociais para as questões que a sociedade enfrenta e pata a melhoria dos serviços prestados aos utentes.
Para além do jantar comemorativo do 14.º aniversário, o dia 27 de Outubro, sábado, ficou marcado por uma acção de formação interna, denominada “Em Diálogo em segurança”, destinada a todos os colaboradores das valências, serviços e projectos da instituição, num momento que contou com a participação de elementos da GNR, Bombeiros Voluntários da Póvoa de Lanhoso e Centro de Saúde.

Lanhoso

Solidariedade dá cadeira de rodas

À  família e à Segurança Social juntou-se a Esprominho na concretização de um sonho: uma cadeira de rodas para a Susana, utente da ASSIS – Associação de Solidariedade Social, Integração e Saúde do Norte, localizada em Lanhoso. A cadeira, adaptada às condições e necessidades de Susana Ribeiro, que sofre de paralisia cerebral, ascendeu a mais de 4700 euros. À volta deste processo, apoiado pela Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, reuniu-se um conjunto de vontades, que permitiram a aquisição do equipamento.
Desde Dezembro de 2010 que Susana Ribeiro se encontra na ASSIS, depois de ter passado por famílias de acolhimento. O acompanhamento da irmã, Conceição Ribeiro, tem sido fundamental na vida de Susana. O dia foi de grande emoção para todos. O sonho foi agora concretizado.
Paulo Fernandes, director-geral da Esprominho, Fátima Moreira, vereadora da Acção Social da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Eliana Oliveira, técnica da autarquia povoense, e Conceição Ribeiro, irmã de Susana, marcaram presença no momento de entrega da cadeira de rodas, realizada na tarde de segunda-feira, dia 29 de Outubro, nas instalações da ASSIS.
Emocionada, Conceição Ribeiro agradeceu a todos quantos colaboraram na aquisição da cadeira de rodas adaptada, assim como aos responsáveis e técnicos da ASSIS. “Não tenho palavras para descrever o que esta instituição representa para mim”, disse.
“Acima de tudo, vai dar mais autonomia. A Susana já tem uma idade, 43 anos, que não lhe permite corrigir nenhuma das posturas corporais. A cadeira vai permitir que ela não perca as funções que já tem. Vai permitir que saía da instituição, que vá visitar o pai e a irmã. Vai permitir também que a consigamos deslocar na instituição pois o cadeirão não o permitia”, explicou Cíntia Costa, directora técnica da ASSIS.
“A Susana é uma utente muito activa, gosta muito de passear e sair. A cadeira vai permitir que ela seja muito mais autónoma e que a família tenha mais qualidade de vida com ela”, referiu ainda a responsável da ASSIS.
Revelando que a Esprominho tem, ao longo dos anos, se associado a causas sociais, Paulo Fernandes, director geral da instituição, adiantou que esta deve ser uma obrigação das empresas que estão bem no mercado. A Esprominho é a face mais visível de um conjunto de empresas que se associaram à causa e contribuíram para a aquisição da cadeira de rodas adaptada.

S. Gens de Calvos

Centro Social: novas instalações

No dia de inauguração das obras de restauro da Igreja Paroquial, o Centro Social de Calvos lançou, de forma simbólica, a primeira pedra das novas instalações, numa cerimónia presidida pelo Arcebispo Primaz de Braga, D. Jorge Ortiga.
Na tarde de domingo, dia 28 de Outubro, e por ocasião do lançamento da primeira pedra das novas instalações do Centro Social, o padre Albino Carneiro revelou que as actuais instalações corriam o risco de encerramento, “fruto da existência de condições infra-estruturais desadequadas, nomeadamente no que concerne a aspectos como acessibilidade e zonas/mecanismos de circulação para pessoas com deficiência”.
As limitações das actuais instalações levaram, em 2009, o Centro Social, na altura presidido pelo padre António Lopes, a avançar como o projecto “Despertar para o Futuro”. Depois de reprovada, em 1999, a candidatura ao POPH, o projecto recebeu sinal verde, em 2012, após candidatura ao PRODER, através da ATAHCA.
A nova obra, que está a ser erguida num terreno doado por uma moradora – Clarinda Alves, contempla um centro de dia, com capacidade para 25 utentes, e serviço de apoio domiciliário para 50 utentes, em horário alargado. O projecto do novo centro social está preparado para novas respostas no futuro, as quais poderão passar por um mini-lar de 3.ª idade.
“Este projecto não é só de Calvos mas sim de todo o concelho, principalmente de Frades, Rendufinho e parte de Fontarcada”, destacou o padre Albino Carneiro, que pretende alterar o nome das novas instalações para Centro Inter-paroquial de Calvos, Frades e Rendufinho.
Para além do Arcebispo Primaz de Braga, a cerimónia contou com a presença do director do Centro Distrital de Braga da Segurança Social, Rui Barreira; de Mota Alves, da ATAHCA, de Manuel Baptista, presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, e restante executivo; bem como dos presidentes da Junta de Freguesia de Calvos e Frades, assim como da população, que marcou presença em grande número.
“Quis dar o terreno para benefício dos velhinhos pois se não criassem novas instalações podiam fechar. Sinto-me bem. O que dei não me faz falta”, disse Clarinda Alves, que ofereceu o terreno para a construção das novas instalações do Centro Social de Calvos.

Igreja totalmente remodelada

A intervenção foi total na Igreja Paroquial de S. Gens de Calvos e pode mesmo dizer-se que “apenas ficaram os muros em pé”. Cerca de 175 mil euros foi o valor investido pela paróquia de S. Gens de Calvos nas obras de restauro da Igreja Paroquial, iniciadas em 2005 e finalizadas neste ano. Volvidos 62 anos, a Igreja Paroquial recebeu uma intervenção profunda, que se estendeu ao interior e exterior do templo. A intervenção foi total, desde o telhado, pavimento, intervenção nas paredes e nos quatro altares laterais, assim como no altar-mor e em todo o exterior do edifício. A isto, junta-se, também, uma nova caixilharia e janelas. Para a concretização da obra, que já se encontra totalmente liquidada, foi fundamental, e como destacou José Lima, secretário do Conselho Económico Paroquial, o apoio da população, da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso e da Junta de Freguesia de Calvos. Ao longo destes anos, o Conselho Económico foi angariando donativos e realizando actividades com vista à aquisição de verbas para custear as obras. Uma grande fonte de receita, para além dos três peditórios, foram os bazares realizados ao longo destes anos.
“As pessoas estão encantadas e maravilhadas pois a Igreja está mais bela. Está mais prática. Há cerca de 20 anos sofreu uma reparação ligeira e uma profunda há 62 anos. As pessoas estão contentes com o trabalho que se fez e com a equipa que liderou as obras”, referiu José Lima.

Aldeia de Covelas

Feira animou população

A freguesia de Covelas recebeu, no dia 21 de Outubro, a Feira das Colheitas, num momento promovido pela Comissão de Festas em honra de S. Julião.
O dinamismo e empenho dos membros da comissão foi reconhecido pela população, que ofereceu os bens para a realização da Festas das Colheitas. De tudo um pouco ali se podia encontrar.
 Das batatas, às cebolas, não esquecendo o mel, o milho, o feijão e até os frangos e uma cabra.
As verbas obtidas com a Feira das Colheitas revertem para as festas em honra de S. Julião, que se realizam naquela freguesia no segundo fim-de-semana de Agosto.
A iniciativa ficou marcada pelo sucesso e contou com muitos visitantes, tanto de Covelas como das freguesias vizinhas. O evento contou com animação pelas concertinas e pelos bombos de Pedralva.

Serzedelo

Miniaturas em pedra de encantar

O cartão, a madeira e os restos de pedra, cujo destino seria o lixo ganham nova vida nas mãos de Luís Gonçalves, residente em Serzedelo. O gosto pelos trabalhos manuais e pela construção de miniaturas surgiu há cerca de 15 anos mas somente há dois anos é que este passatempo tem sido levado mais a sério.
Aos espigueiros, juntam-se os fontanários, os cruzeiros, as casas e as prensas, num trabalho de grande qualidade e minuciosidade. Aqui, nenhum pormenor é descurado e a qualidade e beleza dos trabalhos tem sido muito apreciada. Impulsionado por Basílio Fernandes, também residente em Serzedelo, que se dedica nos tempos livre à construção de miniatura de alfaias agrícolas e outros objectos, Luís Gonçalves, de 33 anos, tem participado em feiras de artesanato e a venda dos produtos tem-se revelado muito satisfatória.
Nos próximos tempos, o artesão vai dedicar o seu tempo livre na construção de novas peças para participar na Feirinha dos Presépios, em Garfe, e num ponto de venda no Diverlanhoso, em Oliveira. Pouco a pouco, feira após feira, o nome de Luís Goçalves vai ficando conhecido. A qualidade do trabalho é a sua imagem de marca.
“Há cerca de 15 anos, na altura trabalhava numa fábrica de mármores de um tio meu, comecei por construir uns espigueiros. Foi nessa altura que ganhei o gosto por estes trabalhos. Fiz vários espigueiros e até para Espanha vendi. Naquela ocasião, coloquei-os à venda no restaurante de um amigo meu e vendi bastantes”, dá a conhecer Luís Gonçalves, que destaca o apoio e ajuda dada por Basílio Fernandes.
O gosto já existia e o incentivo do amigo foi deveras importante para este artesão mostrar à população os seus dotes como artesão.
“Tem-me, ajudado muito. Tenho ido a feiras com ele e já expus na Casa da Botica”, explica Luís Gonçalves.
“O que tenho vendido mais são os espigueiros e também as prensas. São os mais pro-curados. Tenho vendido mui-tas peças a emigrantes, principalmente de França. Têm muito gosto neste tipo de peças”, explica.
“Os próximos projectos serão um moinho, umas cascatas com água a girar e uma réplica da nossa igreja. Esta última vai demorar bastante tempo pois eu quero construir tal e qual como ela é”, revela igual.
Nas horas vagas, principalmente no Inverno, prepara os materiais para a construção das várias miniaturas. Com a ajuda de algumas pequenas máquinas e ferramentas, vai aperfeiçoando as peças, e dando forma às construções, onde nenhum pormenor é descurado.
“Este ano, expus na Póvoa de Lanhoso, em Gonça e na Feira da Terra, em S. Torcato. Estive também na EPAVE. Segue-se. Na época de Natal, estou presente no Diverlanhoso e em Garfe. As pessoas apreciam muito os meus trabalhos e são muitos os que questionam como consigo fazer alguns pormenores”, revela.
Registar as peças produzidas poderá ser um dos objectivos no futuro. A família é o grande apoio e o incentivo dos seus familiares e amigos tem sido fundamental nesta caminhada.
O talento escondido de Luís Gonçalves é agora conheci-do na região, graças ao amigo Basílio Fernandes, que o incentivou a mostrar os trabalhos e a produzir novas peças.

DTER da Póvoa de Lanhoso

GNR aproxima gerações

Hoje com 80 anos, Francisco da Silva já saiu do activo há 24, depois de quase três décadas ao serviço da Guarda Nacional Republicana, mas uma vez militar, militar para sempre.
É o sentimento de pertencer à “família da Guarda” que juntou, na Póvoa de Lanhoso, militares reformados e/ou na reserva com elementos no activo, num convívio organizado pelo Destacamento Territorial (DTER) da Póvoa de Lanhoso.
“É pena que esta iniciativa só tenha acontecido agora” lamenta Francisco da Silva, à mesa do dominó com um antigo companheiro de serviço, José Alves Ribeiro.
Ambos terminaram o serviço activo no Posto Territorial da Póvoa de Lanhoso e não lhes faltam histórias para contar.
Francisco da Silva lembra a noite em que foram alertados para um furto numa fábrica e ‘abandonaram’ o Posto para tentar apanhar os ladrões.
Dessa vez, não conseguiram. Tiveram mais sucesso no dia em que ‘apanharam’ boleia de um vizinho - que tinha carro numa altura em que as patrulhas se faziam a pé - e não só apanharam o assaltante como recuperaram o ouro roubado.
“Tínhamos brio em fazer mais e melhor e prestigiar a corporação” afirma o militar reformado.
Entre boas e más recordações - porque os tempos também eram difíceis - José Alves Ribeiro lembra que che- gou a fazer 72 horas seguidas sem ir a casa.
Mas nem isso apaga o gosto em pertencer à centenária corporação da GNR. Por isso, muitos militares reformados e na reserva louvaram a iniciativa do DTER da Póvoa de Lanhoso que juntou à mesma mesa e numa jornada de convívio 91 militares reformados e /ou na reserva com outros ainda no activo e que residem ou prestaram serviço na área do Destacamento.
“Todos fazem parte da GNR” explicou o comandante do DTER da Póvoa de Lanhoso, capitão Gonçalo Amado, que considera que quem está no activo deve homenagear os que estão na reserva/reforma e que ajudaram a construir a história desta corporação secular.
O oficial reconhece que a iniciativa foi “muito bem recebida” e, tal como os participantes, espera que ela tenha continuidade, até porque “todos são precisos para uma sociedade mais segura e mais solidária”.

Centro Social de Monsul

Novo espaço para os mais velhos

A cedência das instalações do Jardim-de-Infância de Monsul, agora desactivado, por parte da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, permite ao Centro Social de Monsul, desenvolver novas actividades com os utentes da instituição. 
O início das actividades teve lugar no dia 25 de Outubro e a partir deste momento, às quintas-feiras, o Centro Social e Paroquial de Monsul promove aulas de ginástica geriátrica, às quais se segue a Eucaristia, celebrada pelo padre Rafael, e um almoço-convívio. Rastreios de densitometria óssea, trabalhos manuais, acções de sensibilização, com a GNR, e fisioterapia serão as actividades a realizar no futuro.
Paralelamente a esta nova resposta, mantém-se a parceria com o Centro Social Teresiano de Verim, com os utentes do Centro Social e Paroquial de Monsul a participarem, às terças e sextas-feiras, nas actividades em Verim.
O Centro Social e Paroquial de Monsul desenvolve a sua actividade junto de 35 utentes, das freguesias de Monsul, S. João de Rei, Moure, Águas Santas e Gerás.
Os primeiros passos estão dados e mediante as solicitações e necessidades dos utentes, os responsáveis do Centro Social de Monsul procurarão introduzir novas actividades. Promover momentos de convívio e lazer e retirar os mais velhos do isolamento é um dos objectivos do Centro Social de Monsul. Outra das apostas do Centro Social de Monsul passa pela formação das colaboradoras da instituição, tendo promovido uma formação em Tecnologias da Informação e Comunicação.

Desporto - III Divisão Nacional, 6.ª jornada

M.ª Fonte tirou liderança ao Ronfe

O Maria da Fonte deslocou-se, no passado domingo, dia 28 de Outubro, ao terreno do Ronfe e venceu por 2-1, tirando a liderança à turma da casa, que desceu ao segundo lugar.
Com esta vitória, na 6.ª jornada, o Maria da Fonte ocupa a 7.ª posição da tabela classificativa, com oito pontos.
A formação da Póvoa de Lanhoso foi a primeira a chegar ao golo, próximo do intervalo. Decorriam 42 minutos quando o Maria da Fonte passou para a frente do marcador por intermédio de Carlos Veiga. Os homens do Ronfe, que não perdiam em casa há longos meses, mostraram-se em baixo de forma, praticando um futebol muito longe do habitual, facto que foi aproveitado pelos homens do Maria da Fonte, que se mostraram bem organizados defensivamente.
Aos 70 minutos, Hugo Dias, que entrou na partida minutos antes, a passe de Israel, fez o golo do empate e deixou tudo novamente em aberto. Carlos Veiga assumiu-se como o homem do jogo e obteve, aos 78 minutos, o segundo golo do Maria da Fonte. Aos 80 minutos, o Ronfe ficou reduzido a dez unidades, com expulsão de André, tendo dois elementos do Maria da Fonte, que se encontravam no banco de suplentes, recebido também a cartolina verme-lha. No próximo domingo, dia 4 de Novembro, pelas 15 horas, o Maria da Fonte recebe a equipa do Ponte da Barca, que ocupa a 9.ª posição, com 7 pontos.