Póvoa de Lanhoso


Mais de 200 deficientes visuais
reunidos em encontro nacional


Hoje a igualdade tem novos nomes” foi o tema da iniciativa desenvolvida pela AADVDB – Associação de Apoio aos Deficientes Visuais do Distrito de Braga que reuniu mais de 200 deficientes visuais na Póvoa de Lanhoso. O encontro, iniciado na noite de sexta-feira, dia 23 de Setembro e que se prolongou até domingo, dia 25, trouxe à Póvoa de Lanhoso deficientes visuais de todo o país. Sensibilizar a sociedade para as problemáticas associadas à deficiência, fomentando a mudança de atitudes da população em geral face à deficiência; promover a integração e sociabilização dos cidadãos portadores de deficiência, reduzindo as taxas de exclusão social; e sensibilizar os parceiros sociais bem como a comunidade em geral para os direitos e deveres das pessoas com deficiência foram alguns dos objectivos associados à iniciativa.
Na sessão de abertura do encontro, realizada na manhã de sábado, dia 24, no Fórum dos Bombeiros Voluntários da Póvoa de Lanhoso, Joaquim Barreto, presidente da Assembleia Geral da AADVDB enalteceu o trabalho desenvolvido pelo presidente da associação, Domingos Silva, assim como de toda a equipa que o acompanha. Na sua intervenção, Joaquim Barreto considerou que a AADVDB é um “espaço de grande convivência social, de aproximação e solidariedade”.
“Uma instituição que não tem fronteiras no relacionamento com as instituições, com as comunidades e com o movimento associativo e com tudo aquilo que possa promover e projectar a associação e que ao mesmo tempo possa criar melhores condições para os seus associados”, destacou ainda Joaquim Barreto.
Visivelmente satisfeita com a iniciativa, Maria do Carmo Antunes, directora do Centro Distrital de Segurança Social, de entre outras considerações, apontou que a AADVDB é “uma associação que em termos de dimensão é uma associação pequena mas que tem uma enorme alma e que consegue mobilizar mundos”.
O nome da iniciativa – A Igualdade Tem Novos Nomes, foi do agrado de Maria do Carmo Antunes. “Igualdade tem que ter novos nomes e esses novos nomes passam por todos nós, pela alma de todos nós”, considerou aquela responsável.
Depois da intervenção de Armando Fernandes, vereador da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, seguiu-se a intervenção de Domingos Silva, presidente da AADVDB que, para além dos agradecimentos endereçados a todas as instituições e entidades que colaboram com aquela associação, apontou a certificação de qualidade e a construção de uma casa residencial como os grandes projectos da AADVDB.
“É importante que esta instituição seja certificada. Além do apoio que damos aos invisuais, possamos ter essa certificação que é um passo importante para cada vez mais possamos fazer as coisas de forma mais organizada e com mais eficácia”, destacou Domingos Silva. “A pobreza, exclusão social e a inclusão social na deficiência” e “A educação especial como factor promotor do emprego das pessoas com deficiência visual” foram os temas das palestras que marcaram a manhã de sábado, num dia que contou ainda com actividades com o ciclismo e a aeróbica, promovendo momentos de convívio e partilha entre os participantes.

Assembleia Municipal


Criada comissão
para reforma
administrativa


Na última Assembleia Municipal, realizada no dia 30 de Setembro, foi aprovada a criação de uma comissão even-tual, integrada por elementos dos três partidos com assento naquele órgão, para estudar a reforma administrativa e apresentarem uma proposta quanto ao concelho da Póvoa de Lanhoso. No início dos trabalhos, e após a leitura da correspondência, a bancada do Partido Socialista, através de Frederico Castro, apresentou uma proposta de criação de uma comissão eventual para estudar e apresentar uma proposta no que diz respeito à reforma administrativa local.
Atendendo ao prazo dado pelo poder central, de 90 dias, de Novembro de 2011 a Janeiro de 2011, às Assembleias Municipais e Assembleias de Freguesia para se pronunciarem, o PS apresentou, inicialmente uma proposta que acabou por ser reformulada e apresentada pelos três partidos presentes na Assembleia Municipal – PSD, PS e CDS/PP.
Na proposta inicial, o Partido Socialista propôs a criação de uma comissão com vista a uma “decisão e versão final desta reforma, mais justa, mais ponderada e de forma a contribuir para a compreensão e aceitação de todos os povoenses relativamente a uma matéria sensível mas absolutamente necessária”.
Naquele momento, o PS mostrou-se disponível para aceitar sugestões dos restantes grupos parlamentares, uma vez que se trata de uma preocupação transversal a todos os partidos. Humberto Carneiro, presidente da Assembleia Municipal, considerou aquela proposta extemporânea, uma vez que já tinha abordado aquela questão no discurso das comemorações do Dia do Concelho.
Depois da troca de argumentos, ficou decidida a apresentação de uma proposta conjunta pelos três partidos, a qual veio a ser aprovada. Recorde-se que, uma dos pontos da Reforma Administrativa é a diminuição do número de freguesias.

PS apontou o dedo aos ajustes directos
De entre outras considerações, António Carvalho, da bancada do PS, apontou o dedo aos ajustes directos realizados desde o início do ano. Fazendo uso de um mapa elaborado com os ajustes directos deste ano, aquele elemento do PS considerou que os ajustes directos beneficiaram 11 freguesias do PSD contra 3 freguesias PS. António Carvalho revelou que para as freguesias PSD foram realizados ajustes directos na ordem dos 888 mil euros contra os cerca de 49 mil euros das freguesias socialistas (Oliveira, Campo e Covelas).
Quanto às críticas tecidas por António Carvalho, no tocante à distribuição dos investimentos pelas freguesias, Nuno Aguilar, líder da bancada do Partido Social-democrata, deixou a explicação a cargo da Câmara Municipal e seus vereadores mas apontou que os números apresentados daquela forma são muito díspares e que o ajuste directo é apenas uma forma de realizar investimentos, faltando juntar os concursos públicos e os ajustes directos de serviços.
As críticas à Câmara Municipal prosseguiram, desta feita pela voz da deputada Patrícia Pereira, da bancada PS. A falta de cumprimento da Câmara Municipal para com algumas freguesias foi trazida a debate. A deputada socialista alertou para os casos das freguesias de Brunhais (30 mil euros), Gerás e Moure (19 mil euros) que realizaram obras, apresentaram as respectivas facturas à Câmara Municipal e ainda não receberam os referidos pagamentos.
Renata do Rosário, secretária da Junta de Freguesia de Moure, revelou que as facturas e autos de medição foram remetidos à Câmara Municipal em Novembro de 2010 e que até ao momento não receberam qualquer verba. Para além de apontar o dedo à falta de pagamento, apontou o dedo à falta de resposta aos vários ofícios dirigidos à Câmara Municipal. Segundo a secretária da Junta da Freguesia de Moure, dos mais de 30 ofícios enviados à autarquia, apenas receberam resposta, por escrito, a quatro dos ofícios enviados. A falta de limpeza das bermas das estradas municipais foi também mencionada por Renato do Rosário.
As críticas não se ficaram por aqui. Maximino Guimarães, presidente da Junta de Freguesia de Brunhais, destacou algumas obras que ainda não foram realizadas, nomeadamente no tocante à iluminação pública e a uma estrada cujo trânsito está proibido a pesados. Quanto ao debate, o presidente de Brunhais considerou que se devia falar mais nas freguesias.
No decurso dos trabalhos, José Eduardo Vieira, do CDS/PP, questionou a autarquia quanto à falta de resposta ao requerimento apresentado sobre o Castro de Santo Tirso. Aquele elemento do CDS/PP pediu também esclarecimentos quanto à não adopção do regime de fruta escolar, tendo sido devidamente esclarecido por Gabriela Fonseca, vereadora da autarquia, que apontou os motivos que levaram os agrupamentos de escolas a não aderir ao RFE.

Taxas de IMI não geraram consenso
Depois da Câmara Municipal, pela voz de Fátima Moreira, ter dado conta do trabalho realizado pela autarquia desde a última Assembleia Municipal, assim como da situação financeira, seguiu-se o segundo ponto da ordem de trabalhos, com a votação das taxas de IMI.
A proposta apresentada pela Câmara Municipal foi a da manutenção das taxas actualmente em vigor: 0.65 para os prédios avaliados antes da entrada em vigor do CIMI (digo do Imposto Municipal sobre Imóveis) e de 0.30 para os prédios avaliados ao abrigo do CIMI.
No tocante a esta matéria, o PS apontou que a posição do partido iria no sentido de alguma redução, no sentido de aliviar a carga fiscal dos povoenses, pelo que votou contra. Seguiu-se uma troca de argumentos, entre os elementos do PS e do PSD, com a proposta do executivo a ser aprovada por maioria, com os votos contra do PS e a abstenção do CDS/PP.

Serzedelo: Lar residencial


De sonho a realidade

O sonho que vinha acalentando, desde há muitos anos, o Padre António Pereira Lopes tornou-se realidade. Na manhã de domingo, dia 2 de Outubro, o Centro Social e Paroquial de Serzedelo inaugurou o Lar João Paulo II, num momento presidido pelo Ministro da Solidariedade e Segurança Social, Pedro Mota Soares. O dia 2 de Outubro de 2011 ficará marcado para sempre na memória do Padre António Pereira Lopes. No dia em que comemorou os 78 anos de vida, o pároco celebrou as Bodas de Ouro Paroquiais e cumpriu o sonho de uma vida: a construção de um Lar Residencial.
A concretização da obra permitiu a criação de 30 lugares em regime de Lar Residencial, assim como de 20 lugares em Centro de Dia. A par destes, foi ainda alargado o Apoio Domiciliário, abrangendo, actualmente, 60 utentes. Construído ao abrigo do Programa Pares, o Lar João Paulo II obrigou a um enorme esforço financeiro do Centro Social e Paroquial de Serzedelo. A este, juntou-se a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, a Junta de Freguesia de Serzedelo e os paroquianos, que contribuíram financeiramente para uma obra orçada em mais de 1 milhão de euros.
A obra agora inaugurada é a verdadeira “menina dos olhos” do padre António Lopes. A sua concretização é apontada pelo sacerdote como de “crucial importância, quer pelos postos de trabalho directos que se criaram e outros que serão criados a breve prazo, diminuindo, assim, o flagelo do desemprego e contribuindo para impedir a desertificação destas zonas interiores”.
Depois do Lar, e aproveitando a presença do ministro da Solidariedade e Segurança Social, o padre António Lopes apontou a criação de uma creche com um dos objectivos futuros.
“Com a construção deste equipamento, com a entrada em funcionamento de um projecto semelhante na freguesia de Taíde, com a construção da Unidade de Longa Duração da Santa Casa da Misericórdia e com a construção do Lar para Deficientes em Lanhoso, o nosso concelho vê as principais necessidades sociais neste âmbito praticamente satisfeitas e fica dotado de relevantes equipamentos sociais, ao nível dos melhores do país”, destacou Gabriela Fonseca, vice-presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso. Cerca de 500 mil euros foi a verba despendida pela autarquia povoense para apoiar os quatro projectos concelhios. Para Serzedelo, a Câmara Municipal contribuiu com uma verba de 140 mil euros.
“Esta instituição nasce com um espírito bonito, que me apraz sublinhar, que é o espírito da colaboração, de uma colaboração que tem como base a preocupação pelo bem-comum. Quando assim é, o bem comum se impõe e esta congregação de esforços acontece, podem nascer obras deste cunho, com esta grandeza e com esta beleza”, revelou o Cónego José Paulo de Abreu, no decurso da cerimónia de inauguração.
A obra inaugurada foi apontada pelo Cónego José Paulo de Abreu, como o “corolário de um esforço, de uma vida pastoral e de uma vida de entrega a esta população”. Em substituição do Arcebispo Primaz de Braga, impossibilitado de comparecer na cerimónia, José Paulo de Abreu deixou a homenagem em nome da Diocese de Braga ao Padre António Lopes, reconhecendo-o como um “elemento extremamente válido e de um coração muito grande”. Depois do descerrar da placa comemorativa, da bênção e dos discursos seguiu-se o cantar de parabéns ao pároco António Lopes. Posto isto, e depois de uma visita às instalações, os presentes rumaram até à Igreja Paroquial, onde aí teve lugar uma missa de acção de graças, celebrada pelo Cónego José Paulo de Abreu, num momento que contou com diversas ofertas ao padre António Lopes e a apresentação do livro “Igrejas e Capelas de Serzedelo”, numa obra do Instituto de História e Arte Cristãs da Arquidiocese de Braga.

Pedro Mota Soares


700 mil famílias com
factura da luz mais baixa


Um dos maiores desafios que o mundo global atravessa é o de saber responder ao envelhecimento das nossas populações. Queremos tentar inverter essa tendência mas, também, nunca nos esquecemos que temos que prestar o apoio e os cuidados que se impõem à terceira idade e aos nossos idosos.
Este é um desafio mundial mas é, também, uma realidade local, de todos nós e uma realidade a que todos nós temos que responder”, referiu o Ministro da Segurança Social, no início da sua intervenção, apontando, ainda, a necessidade de “redesenhar o papel do estado, numa articulação profunda com as instituições sociais, com aquilo que é chamada a economia social ou o terceiro sector”.
Em jeito de balanço, e passados 100 dias da apresentação do Programa de Emergência Social, o Ministro Pedro Mota Soares apontou, de entre outras medidas a concretizar, o descongelamento das pensões mínimas rurais e sociais, num total de 1 milhão de beneficiários, e o majoramento do subsídio de desemprego para casais em situação de desemprego e com filhos a cargo. Cerca de 5 mil casais encontram-se nesta situação em todo o país.
De acordo com o ministro da Solidariedade e Segurança Social, a partir de hoje, segunda- -feira, passam a vigorar os descontos sociais na energia, num apoio que abrange cerca de 700 mil famílias. Segundo Pedro Mota Soares, as famílias com mais necessidades vão passar a pagar menos nos consumos de energia do que pagavam mesmo antes do aumento do IVA imposto no acordo da Troika.
“Não foi uma opção deste Governo o aumento do IVA na energia. Era algo que estava previsto no programa de assistência financeira que o Estado português teve que subscrever com instituições internacionais para assegurar a sua solvência”, apontou aquele responsável do governo.
Cerca de 30 milhões de euros serão disponibilizados do Orçamento de Estado para “baixar a conta da electricidade e gás natural aos idosos com pensões mais baixas, às famílias com filhos e que têm rendimentos muito baixos, aos que estão há mais tempo confrontados com o fenómeno do desemprego e aos que recebem uma pensão de invalidez”. Esta será pois, uma medida de longe alcance, conforme apontou o ministro.

Póvoa de Lanhoso


Concelho comemorou 719 anos

A homenagem a ilustres povoenses e instituições que deram o seu contributo para o desenvolvimento do concelho da Póvoa de Lanhoso foi um dos pontos altos das comemorações do Dia do Concelho, a dia 25 de Setembro. Foi há 719 anos que o Rei D. Dinis outorgou a Carta de Foral que instituiu o concelho da Póvoa de Lanhoso. Miguel Macedo, Ministro da Administração Interna, presidiu à sessão evocativa do Dia do Concelho. O programa comemorativo integrou, na manhã daquele dia, uma visita às obras do Centro Educativo D. Elvira Câmara Lopes, em S. Martinho do Campo, e à Incubadora de Empresas, em Ferreiros. Pelo segundo ano consecutivo, a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso elaborou um programa comemorativo para assinalar o dia da criação do concelho. O Concerto de Gala de Lançamento da Revista “Entre Notas”, pela Banda de Música dos Bombeiros Voluntários da Póvoa de Lanhoso, na noite de 24 de Setembro, e a “História da Nossa Terra”, junto dos alunos da EPAVE e da Escola Secundária marcaram, também, o programa do Dia do Concelho.
Neste ano, as homenagens foram prestadas ao padre Magalhães dos Santos, professora Olinda e António Machado. No tocante a instituições, os homenageados foram a Pocargil e o Grupo Desportivo da Goma, que comemoraram, neste ano, 25 anos de vida.
Manuel Baptista, presidente da Câmara Municipal, iniciou as intervenções. No seu discurso, o presidente da autarquia povoense, destacou a aposta da Câmara Municipal na criação de uma rede de modernos centros educativos, assim como nas áreas da cultura, modernização dos serviços municipais, requalificação urbana e requalificação dos centros cívicos das freguesias. “O caminho que te-mos seguido tem como principal objectivo melhorar as condições de vida dos povoenses sem prejudicar a saúde financeira que felizmente esta autarquia se orgulha de apresentar”, referiu Manuel Baptista.
“Apesar de todos os cortes orçamentais e contratempos que, como disse, hoje não vou partilhar, foi possível afirmar este concelho no palco regional e obter o reconhecimento dos povoenses sobre o trabalho que temos vindo a desenvolver. É com esta noção clara dos objectivos que pretendemos alcançar que estamos já a preparar o Plano e Orçamento do próximo ano”, apontou ainda o presidente da autarquia.

Ajustamentos
“Concluída que está a primeira fase do mandato, marcada por um necessário ajustamento financeiro, pela construção de dois centros educativos e pelo início da requalificação urbana, iniciaremos a segunda fase do mandato que terá como marca principal os investimentos nas freguesias. Aproveitando a importante fatia de comparticipação dos fundos comunitários, vamos candidatar uma nova fase de investimento no alargamento da rede de água e saneamento; vamos concluir a rede de Centros Escolares com a construção de mais um equipamento na freguesia em Taíde; bem como apostar em projectos de requalificação dos espaços públicos das freguesias”, destacou o presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso.
“Enquanto Presidente da Assembleia Municipal é com muita satisfação que vejo o município valorizar e a transmitir aos mais novos o peso e o significado relevante da nossa história, que como sabemos, é rica em acontecimentos e em património”, referiu Humberto Carneiro, presidente da Assembleia Municipal da Póvoa de Lanhoso.
A reforma da lei eleitoral e a reforma administrativa do território foram dois dos assuntos abordados por Humberto Carneiro.
“Sou de opinião que, em cada concelho, se deve debater estas matérias e cada um, através dos seus órgãos autárquicos democraticamente eleitos, deve dar o seu contributo para estas duas reformas. Isto é, não devemos ficar à espera que, por decreto, o Governo fixe, unilateralmente, as regras por falta de contributos e acordos locais”, apontou ainda o presidente da Assembleia Municipal.
Destacando o trabalho desenvolvido pela Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, nomeadamente na área da educação, na área social e na captação de investimentos para o concelho, o Ministro Miguel Macedo apontou a necessidade de “tentar inverter este novo ciclo de emigração que assola o país”.
“Nos últimos três anos, regressamos, em parte, a um ciclo negro de emigração de centenas de milhar de portugueses que, por não encontrarem condições de vida em Portugal, têm, outra vez, que virar as costas ao seu país e partir para outras paragens ao encontro de melhores condições para o seu futuro e para o futuro dos seus”, realçou o Ministro da Administração Interna.
“Hoje, somos menos soberanos porque não soubemos dirigir nem governar o nosso país. Hoje, dependemos em grande medida da aceitação e da determinação de entidades estrangeiras que dizem o que nós devemos fazer nos próximos tempos. Como português, não me conformo com isso. Agradeço muito a ajuda extraordinária, que era absolutamente necessária neste momento, mas quanto mais depressa nos livrarmos desta ajuda, melhor para todos”, apontou ainda Miguel Macedo, revelando que há um consenso político e social no país. “Temos um mar de problemas para ultrapassar mas vamos atravessar esses problemas justamente porque há um enorme consenso social e político de que é importante resolver esses problemas”, destacou o ministro da Administração Interna.
Depois da sessão evocativa, os presentes dirigiram-se para a Sala de Interpretação do Território, na Casa da Botica, onde se procedeu à abertura da exposição “Emigração Dos Anos 50/60/70”. O espectáculo do artista Zé Amaro, na Praça Eng. Armando Rodrigues, encerrou as comemorações.

719 anos do Concelho


Homenagens na sessão solene

Nascido em Palmeira (Braga), a 2 de Maio de 1922, o Padre Manuel Magalhães dos Santos foi o primeiro dos homenageados da tarde festiva. “Monografia da Póvoa de Lanhoso, Nossa Senhora do Amparo”, de 1990, foi a principal publicação do padre Magalhães dos Santos. “Pelo seu contributo para a descoberta e partilha da história local e à comunidade religiosa” a Câmara Municipal prestou reconhecimento ao Padre Magalhães dos Santos.
Nascida em Brunhais, em 1938, a professora Maria Olinda Ribeiro Antunes foi a primeira directora da Escola Preparatória da Póvoa de Lanhoso, em 1970, sendo, também, professora naquele estabelecimento de ensino até 1996, ano em que se aposentou. O seu “contributo para a formação de diferentes gerações e por ser figura incontornável do nascimento da Escola Preparatória” mereceu a homenagem pela Câmara Municipal.
Director de Expansão para Portugal do grupo internacional Ikea, para o qual trabalha há 27 anos, António da Silva Machado foi homenageado pela autarquia, pelo apoio que tem prestado na captação de investimentos. Nascido na freguesia de S. Gens de Calvos, em 1956, António Machado regressou à freguesia que o vi nascer em 2006. “É um filho da terra e um amigo da terra que o viu nascer”, foi referido no decurso da homenagem.
Ligada à área têxtil, a Porcagil/Vieira & Marques nasceu no concelho em 1986, criada por Carlos António Fernandes Castro Vieira. A empresa, que neste ano comemorou os seus 25 anos de existência, produz cerca de 9 milhões de pelas por ano e regista uma facturação anual de 45 milhões de euros, mereceu o reconhecimento da Câmara Municipal.
Tal como a Pocargil, o Grupo Desportivo da Goma comemorou os 25 anos de existência. Adelino Sousa Soutinho é o actual presidente do Grupo Desportivo da Goma, homenageado no Dia do Concelho.

Centro Educativo


Construção decorre a bom ritmo

As comemorações do Dia do Concelho tiveram o seu início na freguesia de S. Martinho do Campo. Ali, os responsáveis autárquicos, acompanhados dos elementos da Junta de Freguesia de S. Martinho do Campo, e de outros povoenses, visitaram as obras do Centro Educativo D. Elvira Câmara Lopes, localizado naquela freguesia e que, a par desta, acolherá os alunos do primeiro ciclo e jardim-de-infância de Vilela, Louredo e Santo Emilião.
A apresentação do projecto do Centro Educativo D. Elvira Câmara Lopes ficou a cargo da arquitecta da autarquia, e responsável pelo projecto, Andrea Vieira. De entre outros aspectos, aquela responsável deu a conhecer que o edifício, com capacidade para albergar 292 crianças, dispõem de oito salas de aulas destinadas ao 1.º ciclo e quatro salas para o jardim-de-infância. A estas, junta-se, de entre outras, o refeitório; a biblioteca; o ginásio, com campo de jogos interior; o parque infantil, coberto e descoberto; e a sala de TIC. A funcionalidade do edifício foi um dos aspectos focados durante a apresentação do projecto.
Depois da apresentação, em traços gerais, dos espaços que integram o novo Centro Educativo, os presentes percorreram um pequeno circuito, delimitado por questões de segurança, a fim de observarem o andamento da obra, iniciada no final do mês de Maio deste ano.
“Esta visita faz parte do nosso programa do 25 de Setembro, Dia do Concelho. Para o ano, estaremos cá a inaugurar a obra. Este é o terceiro Centro Educativo do concelho e iremos, ainda este ano, lançar o quarto Centro Educativo, em Taíde”, referiu Manuel Baptista, presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso. Na sua intervenção, o presidente do município povoense destacou o empenho e a colaboração de Fernando Carlos, presidente da Junta de Freguesia de S. Martinho do Campo, nomeadamente nas várias diligências realizadas com vista à resolução do problema relacionado com o terreno.
A centralidade foi a razão apontada por Manuel Baptista para a localização do Centro Educativo na freguesia de S. Martinho do Campo. “Não é pelo facto da Junta ser PS que não iríamos construi-lo aqui”, vincou Manuel Baptista, prestando homenagem e reconhecimento do presidente da Junta de Freguesia de S. Martinho do campo, agradecendo todo o apoio prestado.
“Foi uma questão de justiça e não foi favor nenhum que eu fiz a S. Martinho do Campo”, disse ainda o presidente da Câmara Municipal da Pó-voa de Lanhoso que mostrando o seu contentamento pela imponência da obra.
“O que eu defendo e o que este executivo defenda é que as nossas crianças devem ter as melhores condições. Que as crianças destas quatro freguesias fiquem contentes com as condições que estamos a criar”, disse ainda o autarca, fazendo referência à entrega dos manuais escolares, à atribuição das bolsas de estudo e ao apoio social escolar. (...)

Concerto Gala


‘Entre Notas’ dá a conhecer
Banda Musical dos Bombeiros


A noite de sábado, dia 24 de Setembro, ficou marcada pelo Concerto Gala de apresentação da revista “Entre Notas” da Banda Musical dos Bombeiros Voluntários da Póvoa de Lanhoso, num momento que integrou as comemorações do Dia do Concelho. A cerimónia, realizada no Fórum dos Bombeiros Voluntários, teve o seu início pelas 21h30, com a banda povoense a proporcionar um concerto notável, durante o qual a revista “Entre Notas” foi apresentada aos presentes.
“Há onze anos assumi a preidência da Direcção Executiva desta Banda e, desde logo, assumi o compromisso de dinamizar estratégias que fomentassem o constante desenvolvimento artístico e musical da mesma e, paralelamente, promovessem as condições necessárias para que esta continuasse a cumprir com a sua função cultural, educativa e social”, referiu Joaquim Galão Silva, presidente da direcção executiva da Banda dos Bombeiros
Revelando que a revista “Entre Notas” surgiu da necessidade de estreitar os laços entre a Banda e a comunidade, Joaquim Galão Silva adiantou que pretendem que a revista se torne, cada vez mais, um espaço de comunicação aberto a todos os amantes da música, em especial àqueles que constantemente têm dado a sua colaboração à banda.
Na hora dos agradecimentos, o presidente da direcção da banda não esqueceu a direcção da Associação dos Bombeiros Voluntários, a Câmara Municipal, bem como todos aqueles que participaram na elaboração da revista, a qual terá uma periodicidade anual.
Além do presidente da direcção executiva, usaram da palavra o padre Luís Fernandes, presidente da direcção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Póvoa de Lanhoso; Rui Rebelo, presidente da Assembleia Geral dos Bombeiros; e Manuel Baptista, presidente da Câmara Municipal.
No final, os presentes foram brindados com um exemplar da revista “Entre Notas”.

‘Entre Notas’
Para além do editorial, da responsabilidade do presidente da direcção executiva, Joaquim Galão Silva, a revista ‘Entre Notas’, conta, com os textos “Mais de um século na solidariedade da arte pela música”, da autoria de Rui Rebelo, presidente da Assembleia Geral da Associação dos Bombeiros; “De mãos dadas a caminho do futuro”, do padre Luís Peixoto Fernandes, presidente da direcção da Associação de Bombeiros; “Glória à Banda dos nossos Bombeiros…”, por José Ferreira Martins, presidente Honorário da Associação dos Bombeiros; “Baluarte da Arte”, de Fátima Moreira, vereadora da Cultura da Câmara Municipal, e “A Música e o desenvolvimento cognitivo da criança, pelo maestro Daniel Lima.
Um pouco de história; direcção executiva; Maestro – Fernando Ribeiro; Composição da Banda – Os Músicos, Repertório; Apresentações públicas; Escola de Música; Sócios; Entrevista com o maestro Fernando Ri-beiro; O tradicional “Cantar dos Reis; e a participação da Escola de Música da Banda no desfile concelhio de Carnaval, são alguns dos pontos que integram a revista, composta por 52 páginas.
“A Música da Póvoa, que se supõe estar na origem da Banda Musical dos Bombeiros Voluntários da Póvoa de Lanhoso, está comprovada pelo menos desde 1896 em festividades e romarias locais (Nossa Senhora do Pilar – 1896, e S. José – 1897), quando era seu Mestre Custódio Baptista Fernandes. Phylarmónica Povoense foi a última designação antes de em 1904 passar a designar-se por “Banda dos Voluntários”, pode ler-se na secção “Um pouco de História”. (...)

Monsul

Pavilhão desportivo
custa cerca de 1 milhão de euros


No Boletim Municipal, apresentado no dia 25 de Setembro, a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso destaca a construção do pavilhão desportivo do baixo concelho, numa estrutura orçada em cerca de um milhão de euros. De acordo com aquela publicação, o pavilhão, a construir junto ao Centro Educativo do Cávado, em Monsul, abrange as dez freguesias do baixo concelho (Águas Santas, Moure, Ferreiros, Covelas, Gerás, Monsul, Ajude, Verim, S. João de Rei e Friande). Durante o dia servirá a comunidade escolar e à noite e fins-de-semana ficará disponível para a população e associações daquelas freguesias.
“Numa primeira fase deste complexo, será construído um pavilhão desportivo, com cerca de 1800 m2 , que contemplará um campo de jogos dimensionado para acolher competições de nível internacional segundo as normas das federações desportivas; arrecadação; seis balneários (quatro para as equipas e dois para os árbitro) com instalações sanitárias; sala de apoio a professores e monitores; zona técnica, recepção e sanitários públicos”, destaca a autarquia no Boletim Municipal.