S. Gens de Calvos

Idosa vítima de roubo por esticão
Uma idosa, residente na freguesia de S. Gens de Calvos, foi vítima de roubo por esticão, tendo ficado sem um fio de ouro que trazia ao pescoço. Este caso, ocorrido na tarde de domingo, dia 24, vem juntar-se a outros ocorridos no concelho da Póvoa de Lanhoso, assim como nos concelhos vizinhos de Vieira do Minho e Braga.
Segundo foi possível apurar, a vítima foi abordada por dois indivíduos, tendo um deles arrancado o fio em ouro que a senhora trazia ao pescoço, num momento em que a mesma se encontrava junto à sua residência.
Consumado o roubo, a dupla pôs-se em fuga num Renault Clio. O modo de actuar, e a viatura, são comuns a alguns roubos ocorridos nos últimos tempos.
Há algum tempo atrás, a GNR da Póvoa de Lanhoso procedeu à identificação de dois indivíduos sobre os quais recaiam suspeitas de terem praticado vários roubos por esticão, tendo os mesmos, depois de serem reconhecidos por algumas das vítimas, sido constituídos arguidos.

Vítimas de violência
doméstica com nova resposta

A Câmara da Póvoa de Lanhoso tem à disposição dos munícipes, a partir deste mês de Novembro, um novo instrumento de apoio às vítimas de violência doméstica. Localizado no Gabinete de Apoio à Família, nos Paços do Concelho, o SIGO - Serviço para a Promoção e Igualdade do Género, conta com a parceria do Ministério Público, GNR, Segurança Social, Comissão de Protecção de Crianças e Jovens, entre outras entidades. A apresentação deste novo mecanismo, voltado para a protecção das vítimas de violência doméstica, decorreu, no dia 22 de Outubro, num momento que ficou também marcado pela realização do seminário “Ao encontro de vidas em mudança – Género e exclusão – Violência doméstica”.
“Este projecto integra-se no Gabinete de Apoio à Família (GAF) e assume-se como uma resposta incidente na reorganização das famílias e na intervenção em situações de emergência social decorrentes, ou não, de situações de violência”, referiu Fátima Moreira, vereadora do Pelouro de Acção Social e Saúde da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, aquando da apresentação do SIGO.
A tendência crescente do número de casos participados por violência física e mau trato dirigido ao cônjuge ou equiparado; o receio pelas consequências decorrentes da apresentação da queixa pelas vítimas; a falta de informação específica sobre as respostas disponíveis; a necessidade de se agilizarem procedimentos no sentido da resolução de situações de urgência; e a existência de Protocolo celebrado entre a Autarquia e a Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género foram alguns dos assuntos que estiveram na base de criação do SIGO.
Mobilizar novos parceiros com vocação e recursos para a intervenção social, estreitar os processos de comunicação e de articulação das diferentes entidades com responsabilidade e legitimidade para a intervenção social, aproximar diferentes cenários da intervenção social (Ministério Público, Comissão de Protecção de Crianças e Jovens, Rede Social, Guarda Nacional Republicana, etc.) e ampliar os mecanismos existentes na área da prevenção dos comportamentos violentos são alguns dos objectivos do SIGO...

Clarisse Matos Sá, Presidente da ‘Em Diálogo’


Nascida para ajudar...
Maria da Fonte – Para quem não conhece, o que é a Associação “Em Diálogo” e que valências fazem parte desta instituição?
Clarisse Matos Sá - A “Em Diálogo” é uma Instituição Particular de Solidariedade Social – IPSS, fundada em 27 de Outubro de 1998, sem fins lucrativos e surgiu como entidade de suporte jurídico ao Projecto de Luta Contra a Pobreza (PLCP), implementado na Póvoa de Lanhoso em Dezembro de 1999. Esta associação tem como objectivo promover a integração económica e social de indivíduos ou grupos sociais mais desfavorecidos ou mais vulneráveis da população do concelho da Póvoa de Lanhoso, através da mobilização e gestão de meios que permitam alterar as condições e os modos de vida dos referidos grupos, bem como a criação de novos recursos, da rentabilização das estruturas locais existentes, da articulação dos vários organismos e instituições locais e da mobilização da população no seu processo de mudança. Actualmente, a “Em Diálogo” encontra-se a desenvolver um conjunto significativo de projectos, dos quais destaco: a Empresa de Inserção de Jardinagem e Serviços de Limpeza; a gestão das actividades de apoio às famílias nos Jardins-de-Infância, no âmbito do protocolo estabelecido com a Câmara Municipal de Póvoa de Lanhoso, em que a Associação “Em Diálogo” responsabiliza-se pela gestão das actividades de apoio às famílias dos Jardins-de-infância da rede pública de Fontarcada (Arrifana e Simães), Rendufinho, Taíde, Campo, Oliveira e Centro Educativo do Cávado e o Apoio Domiciliário, localizado em Covelas e Travassos. Tendo em conta outras necessidades sentidas pela própria população, foi criado o Centro Comunitário do Vale do Cávado (CCVC), em Fevereiro de 2002, sedeado na freguesia de Monsul. Trata-se de local a ser utilizado por crianças, jovens, idosos e toda a comunidade em geral, em prol dos seus interesses e necessidades, sejam eles de informação nos mais diversos contextos, quer profissionais, quer de lazer.

MF – Que actividades se desenvolvem no Centro Comunitário?...
“Uma das maiores batalhas
da associação tem sido a manutenção
dos postos de trabalho”

MF – O que a levou a assumir a presidência?
CMS - Aceitei e assumi a presidência por tudo o que esta associação representa para mim. Além de fazer parte dos seus corpos sociais desde a sua génese, exerço o cargo de directora técnica há vários anos. Vi nascer e participei em cada projecto da Associação, de uma forma activa e construtiva e conhecia muito bem todo o trabalho da instituição. No entanto, e apesar dos conhecimentos técnicos que tinha adquirido durante esses anos, sabia que assumir a presidência da Associação, exigia, acima de tudo, um maior esforço profissional e pessoal. Quem me conhece sabe que eu não sou de virar as costas, e considerei que este novo desafio iria contribuir para um grande enriquecimento pessoal a todos os veis, e como tal aceitei ser a sucessora do dr. António Lourenço.

MF – É fácil suceder a um homem como António Lourenço?
CMS - O dr. António Lourenço foi um excelente presidente da instituição. O seu espírito de trabalho, de seriedade, de lealdade e de dedicação à causa, deixou marcas inapagáveis na Associação. Todos os colaboradores puderam usufruir dos seus ensinamentos e com eles, engrandeceram profissionalmente e pessoalmente. E eu não fui excepção. O cargo de directora exigia um trabalho enorme de coordenação mas privilegiava uma maior proximidade ao dr. António Lourenço. Se é verdade que ele é um líder, não é menos verdade que tem um lado humano invejável. Suceder ao dr. António Lourenço não é tarefa fácil. Dar continuidade a um trabalho de mérito como este é uma enorme responsabilidade. No entanto, e como já referi, sinto-me a altura de tal desafio e diariamente realizo o meu trabalho com serenidade e com a preocupação de garantir a eficácia adequada da associação e por conseguinte dignificar o cargo de presidente da “Em Diálogo”.

MF – Que balanço faz do mandato?...

“É prioridade garantir
uma procura de melhoria da utilidade e eficácia
das acções desenvolvidas”

MF – Quais os projectos a desenvolver no futuro?
CMS - A “Em Diálogo” tem vindo a desenvolver empenhadamente, um trabalho em prol da sociedade mais carenciada. Trabalhamos, no nosso dia-a-dia, ao serviço da comunidade, em que apoiamos crianças, jovens, idosos e famílias de extractos sociais mais desfavorecidos de todo o concelho. Para os próximos tempos, temos consciência que se avizinha um período complicado para investimentos governamentais. Todavia, continuaremos a trabalhar em prol da criação de novos recursos e serviços ao dispor de todos, tendo sempre presente o nosso foco de intervenção: a melhoria efectiva da qualidade de vida das pessoas residentes no concelho. E temos em curso alguns projectos que pretendemos levar a cabo ainda no decurso deste mandato. Estamos apostados em potenciar a “Em Diálogo” numa entidade de formação de excelência no concelho. É prioridade garantir uma procura de melhoria da utilidade e eficácia das acções desenvolvidas, da sua permanente adequação às populações alvo e um desafio à capacidade de atingir padrões de qualidade cada vez mais exigentes. Outro projecto que está em curso, desde 2008, é a criação do Centro de Apoio Familiar e Aconselhamento Parental (CAFAP). O objectivo é o de diminuir os agregados familiares do concelho considerados de Risco e diminuir o mero de crianças institucionalizadas destinado a famílias multiproblemáticas com menores em situação de risco. Levar a cabo este grande desafio implica a continuação de uma intervenção coerente e integrada, ao nível do território concelhio, com a participação dos diferentes actores sociais, afirmando plenamente a prioridade ao apoio às pessoas e famílias mais carenciadas e, particularmente, expostas a fenómenos de pobreza e exclusão social. Este projecto já foi aprovado e avaliado pelo CLAS aguardando acordo de cooperação do Centro Distrital da Segurança Social de Braga.

MF – A “Em Diálogo” iniciou a actividade no baixo concelho e abriu, há anos, um pólo do centro comunitário na vila. Que balanço traça da nova estrutura.
CMS - A proposta de intervenção para o pólo do Centro Comunitário do Vale do Cávado, surgiu de uma análise do Diagnóstico e Plano de Desenvolvimento Social, realizado no âmbito da Rede Social da P. Lanhoso, bem como da identificação de respostas ao nível da intervenção comunitária. E assim nasce, em 2006, o Pólo do Centro Comunitário. Está estrategicamente sedeado em pleno centro da vila, permitindo a sua fácil acessibilidade. Neste espaço, funciona, não só toda a parte administrativa e financeira da “Em Diálogo”, como também o departamento de formação profissional, que promove um conjunto de actividades ao dispor da comunidade nas mais diversas áreas. No período diurno, funcionam vários cursos, EFAS e outros, em parceria com o Centros de Formação Profissional de Braga e Chaves, com a Associação Sol do Ave e outras entidades Formadoras. A partir das 16h30, funcionam as aulas da Universidade Sénior do Rotary Clube da P. Lanhoso. No período, pós-laboral e nocturno, as instalações são rentabilizadas para dinamizar cursos e actividades, como: formação inicial de formadores (CAP), ballet, aulas de viola, informática, culinária, curso de alfabetização, curso de formação inicial de formadores, curso de maquilhagem, Arraiolos, bordados, técnicas de animação, ioga, pintura, entre outras. Esta nova estrutura veio potenciar os recursos existentes e promover novas respostas de carácter formativo dirigidas à população em geral.

MF – Quanto ao baixo concelho, havia um projecto para a criação de um lar de idosos...

SC MARIA FONTE,2 - AD LIMIANOS,2

Dérbi com resultado justo
O Maria da Fonte continuou a marcar passo ao não conseguir vitórias no campeonato. No dia 24 de Outubro recebeu o Limianos e, depois de estar a ganhar por 2-1, deixou-se empatar no segundo tempo. A primeira metade da partida foi mal jogada, com muitas perdas de bola por parte das duas equipas e muitas bolas ao ar. O Limianos conseguiu abrir o marcador na sequência de um canto, ao minuto 17. Pedro Maciel, sozinho ao segundo poste, só teve de empurrar o esférico para o fundo da baliza de Rui Vieira. Mas o Maria estava apostado em sair do jogo com uma vitória e correu atrás do prejuízo. Ao minuto 27, num lance, no mínimo caricato, Pedrinho introduz a bola na baliza do Limianos, mas o árbitro decide que há fora-de-jogo de Rui Lima e anula o golo. O assistente André Silva chamou o árbitro Renato Barqueira e os dois decidiram validar o golo, visto que o jogador que estava em posição irregular não participou na jogada...

FC AMARES,0-SC MARIA FONTE,2

Diabruras e guloseimas
com a malapata, obtendo o primeiro triunfo da época. Já o Amares continua com essa maldição, de ainda não ter conquistado uma vitória em jogos oficiais. E fica também um travo amargo para a equipa de Rogério Amorim, que teve do lado oposto um verdadeiro demónio na baliza, já que Rui Vieira fez uma exibição de gala, e pode também apontar alguma infelicidade pela forma como aconteceu o segundo golo.
Apesar disso, fica claramente a sensação que para chegar às goluseimas esta temporada, o Amares necessita de outros recursos no seu grupo de trabalho. A manta de Rogério Amorim é bastante curta, pese a bravia e a entrega dos jogadores. A equipa tem também que ir à bruxa quebrar o feitiço das lesões. Como se não fossem suficientes os problemas que já existem, ontem Pintas acabou lesionado, Ginho terminou em grandes dificuldades físicas e... Costa foi para o banco apenas para fazer número...
SCMF: Assembleia Geral
marcada por voto de louvor
e reconhecimento

A última Assembleia Geral do Sport Club Maria da Fonte realizada dia 28 de Outubro, ficou marcada pela aprovação, por unanimidade e aclamação, de um voto de louvor e reconhecimento aos elementos que integraram a comissão administrativa que geriu os destinos da equipa de Junho de 2009 a Junho de 2010. No mesmo momento, e dando seguimento à ordem de trabalhos, foi colocado à discussão e aprovação o relatório de gestão e contas do exercício da Comissão Administrativa em 2009/2010, assim como o plano de actividades e orçamento apresentado para a época 2010/2011.
Nos documentos apresentados a votação, a direcção do clube dá conta de que a presente época “representará um ano determinante nos objectivos traçados e na dinâmica de continuidade relativamente à gestão e aos meios estruturais do nosso clube”
“Esta direcção, resultante quase por completo da Comissão Administrativa que geriu os destinos do clube na época finda, está ciente que a maior preocupação dos associados e simpatizantes continua a ser o êxito da equipa sénior que compete no campeonato nacional da Terceira Divisão, e no qual terá em vista a permanência mas com nível competitivo que permita a disputa de todos os pontos em jogo, sempre respeitando os adversários. Assim como é propósito continuar a aposta no trabalho que vem sendo empreendido na formação das diversas modalidades desportivas no sector das camadas jovens”, revelou ainda a direcção do clube.

Contas

Para a época 2010/2011, a direcção do Maria da Fonte apresentou um orçamento de 198.020 euros, sendo que 90 mil euros serão gastos com a equipa sénior. Comparando com as despesas da época transacta, a direcção marifontista pretende gastar menos cerca de 190.430,42 euros, dado que as despesas relativas à época 2009/2010 ascenderam a mais de 388 mil euros. As contas de 2009/2010 encerraram com um saldo positivo de 4.026,14 euros, fruto dos 392.476,56 euros de receitas para um total de despesas de 388.450,42 euros...

Cem anos de República (20)

Bacanal de percevejos
... num colchão podre

O que era o Minho aquando da implantação da República em 1910 que se há-de transformar no junqueiriano “bacanal de percevejos num colchão podre”?
A resposta pode ser encontrada em muitos documentos mas bastar-nos-á “O livro d’ouro da primeira viagem de S. M. El-Rei D. Manuel II a Braga”, em 1908, para encontrar a resposta mais eloquente. Esta resposta possibilita-nos avaliar o estrondo cultural, social e religioso que a República provocou em todo o Minho, onde os “cidadãos são fidelíssimos tradicionalistas, na religião, na política, na indústria e na Arte”.
Na cidade capital do Minho surgiam as “novas indústrias e floresciam as antiga, a luvaria, os sapatos, os couros, as ferragens, os linhos; mas o chapéu braguêz, o pesado e moreno feltro, quasi impermeácel e imutável, nada o destronará” — escrevia em 1909 Joaquim Leitão.
Quem vivia na cidade? A resposta também é dada pelo “Livro d’ouro...” que descreve o “nódulo central de Braga, aparte um armezendado comercial, é para o solar, o palácio e o templo” porque a população operária das novas indústrias “descentraliza-se para as cordas do círculo, às ruelas em que cada telhado é uma fábrica e cada ser um artífice, n’outras tantas pernas laboriosas d’essa aranha a que, avistando-a do Monte, Ramalho Ortigão comparou Braga”.
E mais, “longe d’esse fragor proletário dos agrupamentos fabris, Braga remanesce o socego solarengo e a paz dos mosteiros” ostentando a “flor da nobreza minhota que é a mais antiga de Portugal”.
O povo cultivava de sol a sol as grandes propriedades da “nobreza mais antiga de Portugal” e os operários associavam-se para poderem pagar os funerais, tal era a pobreza em que vivam o povo, excluído do “nódulo central” dominado pelo solar, o palácio e o templo”.
Por isso, o Minho cedo é arregimentado para “esta marcha heróica a caminho do cano de esgoto” — como descreveu o nosso adoptado vimaranense Raul Brandão.
Braga, como já escrevemos, viveu essa hora de fervor republicano em que a política agora é de todos e não de elites.

Monárquicos republicanos
“Ai de quem se proclamar monárquico. Se a política é de todos, não quer dizer que todos possam ter qualquer política. O exercício da política é monopólio exclusivo dos republicanos, que são ao mesmo tempo a situação e a oposição”. É assim que decreta o jacobinismo triunfante que leva hordas de monárquicos “feios a serem bonitos”, enquanto outros se fecham nos seus palácios (até à impossibilidade de os sustentar) e outros se refugiam em Espanha...