Câmara intervém
na Rua 25 de Novembro

Eliminar um dos “pontos negros” nas estradas da vila é um dos objectivos da intervenção que está a ser realizada pela Câmara Municipal num troço da Rua 25 de Novembro. A intervenção naquela via visa, segundo a autarquia, “resolver problemas de congestionamento de tráfego e reduzir a possibilidade de sinistralidade, envolvendo, sobretudo, as crianças que frequentam a EB2,3 Professor Gonçalo Sampaio”.
“A Câmara Municipal está consciente de que esta situação, que trará melhorias à qualidade de vida dos cidadãos, implica, contudo, alguns constrangimentos, ainda que temporários, quer ao vel da circulação automóvel, com a necessidade de efectuar desvios, quer ao nível ambiental, pois terá de proceder ao abate de árvores”, revela ainda o município, em nota de imprensa.
“Consciente da importância da arborização para a estratégia de valorização ambiental dos nossos espaços públicos, a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso informa que vai proceder, no futuro, à colocação de outras árvores naquele arruamento, de modo a manter aquele corredor verde, numa zona central da nossa Vila que será valorizada”, adianta ainda a autarquia...

Autarquia assinalou
Dia Europeu Sem Carros

Sob o lema “Mobilidade Inteligente, Uma vida melhor!”, a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso realizou, no dia 22 de Setembro, um conjunto de iniciativas com vista a assina-lar o Dia Europeu Sem Carros, no âmbito da Semana Europeia da Mobilidade.
As actividades, desenvolvidas na Praça Engenheiro Rodrigues, cuja área circundante esteve parcialmente vedada ao trânsito, compreenderam um percurso sinalizado em cadeira de rodas, jogos tradicionais e atelier de pintura, assim como uma acção de sensibilização junto dos comerciantes daquela praça, informando-os sobre a importância e os objectivos do Dia Europeu Sem Carros. A par destas, foi ainda realizado um peddy-paper que levou os mais novos ao encontro de vários espaços municipais da vila.
A data de construção do antigo edifício dos Bombeiros Voluntários da Póvoa de Lanhoso, a data de inauguração da Sala de Interpretação do Território, a data da revolta da Maria da Fonte e da data da concessão da primeira carta de Foral, por D. Dinis, às terras de Lanhoso, foram algumas das questões apresentadas aos alunos.
Cláudio Macedo, de 12 anos, aluno da Escola Secundária da Póvoa de Lanhoso, foi um dos alunos participantes nas iniciativas. Segundo aquele aluno, “trata-se de uma boa iniciativa pois procura-se que haja menos carros a circular e por isso há menos poluição, o que é bom para o ambiente”. Aquele aluno participou ainda no percurso em cadeira de rodas. “Não imaginava que fosse tão difícil pois implica um grande esforço de braços”, disse, adiantando que aquele gesto serve para sensibilizar as pessoas para a dificuldade e os entraves que as pessoas com mobilidade reduzida encontram...

Jornadas Europeias do Património
com “um mapa da História”

Uma simulação de escavação arqueológica, a entrada gratuita em diversos espaços museológicos e a exposição “Os limites territoriais da Póvoa de Lanhoso”, inserida nas comemorações do Dia do Concelho, foram algumas das iniciativas realizadas pela autarquia, no sentido de se associar às Jornadas Europeias do Património, que ocorreram de 24 a 26 de Setembro.
No sentido de ir ao encontro do tema deste ano, “Património: Um mapa da História”, que pretendia, de acordo com a autarquia, vincar a estreita relação entre os sítios patrimoniais e os acontecimentos históricos que lhes estão associados, o programa comemorativo do Dia do Concelho integrou as comemorações das Jornadas Europeias do Património.
Realizada na sexta-feira, dia 24, a simulação de escavação arqueológica contou com a participação de 50 alunos da Escola EB 2,3 Professor Gonçalo Sampaio e desenrolou-se em duas sessões, às 10 e 15 horas, no Parque do Pontido, junto ao Espaço Jovem.
De acordo com os depoimentos recolhidos, a iniciativa foi do agrado dos participantes. Com 11 anos, Paula Gomes, declarou estar a gostar daquela actividade. “Já estive a recolher pedaços, já juntei terra e agora estou a colar os pedaços com a ajuda das minhas colegas. É algo que gosto e tinha curiosidade em saber com era”, disse...

Rotary club da póvoa de lanhoso


Universidade Sénior
deu-se a conhecer

Depois da apresentação solene, no dia 24 de Setembro, a Universidade Sénior da Póvoa de Lanhoso entra em actividade na próxima segunda-feira, dia 10 de Outubro, dia em que se iniciam as actividades lectivas. O projecto, levado a cabo pelo Rotary Club da Póvoa de Lanhoso, tem como parceiros a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso e a Associação “Em Diálogo”. A apresentação solene contou, entre outras, com a presença do governador do distrito 1970, Armindo Carolino, do presidente das redes de universidades seniores rotárias, Ernesto Areias, de Fátima Moreira, em representação da Câmara Municipal, e de Clarisse Matos, presidente da “Em Diálogo”.
A Tuna Académica da Universidade Sénior do Rotary Club de Chaves animou o momento que contou, ainda, com uma palestra alusiva ao tema “Luta contra o Cancro em Portugal”, por Diamantino Gomes, chefe do departamento de cirurgia do IPO, no Porto. “É com satisfação que vejo a concretização de um projecto que fazia parte do nosso plano de desenvolvimento social, que estava delineado e era sentido pela comunidade como uma ânsia no âmbito dessa estratégia de conseguir uma resposta para aqueles que, com mais idade, ainda têm muito para dar à comunidade”, referiu Fátima Moreira, vereadora do Pelouro de Acção Social da Câmara Municipal, vincando ainda que se trata de um projecto que vai ser muito importante para a população com mais idade...

Foi no dia 25 de Setembro de 1292 que El-Rei D. Dinis outorgou o foral às Terras de Lanhoso


Homenagens no Dia do Concelho
Foi no dia 25 de Setembro de 1292 que El-Rei D. Dinis outorgou o foral às Terras de Lanhoso. Nesse dia, nasceu o concelho da Póvoa de Lanhoso. A partir deste ano, o dia 25 de Setembro será celebrado na Póvoa de Lanhoso como o “Dia do Concelho”.
As comemorações, iniciadas na manhã do dia 25, compreenderam o hastear das bandeiras, num acto que contou com a presença das bandeiras das 29 freguesias do concelho, assim como uma dissertação alusiva ao tema “O dia 25 de Setembro de 1292 e a Póvoa de Lanhoso”, pelo historiador Paulo Freitas, a homenagem a instituições e individualidades do concelho e a abertura da exposição “A evolução dos Limites Territoriais do concelho da Póvoa de Lanhoso”, na Sala de Interpretação do Território. A inauguração, pelas 16 horas, do Centro educativo do Cávado, encerrou o programa comemorativo e foi ponto alto dos festejos.
O Agrupamento de Escuteiros de Taíde, a Banda de Música dos Bombeiros Voluntários da Póvoa de Lanhoso e a ACJP – Associação Cultural da Juventude Povoense foram as três instituições povoenses homenageadas pela Câmara Municipal. A par das três instituições, a autarquia povoense homenageou a Amélia Fernandes, também conhecida como a “Poetisa de Arosa”, que reside, há vários anos, no concelho da Póvoa de Lanhoso, e tem-se dedicado à escrita já lá vão 25 anos...

Intervenções


As intervenções tiveram início com o presidente da Assembleia Municipal da Póvoa de Lanhoso, Humberto Carneiro, que fez questão de dirigir as suas palavras ao órgão executivo, Câmara Municipal, no sentido de o “felicitar por ter manifestado a sensibilidade e a coragem de puxar pelas nossas raízes e de comemorar uma data tão marcante da história da Pó-voa de Lanhoso, instituindo o dia 25 de Setembro como o Dia do Concelho”...

Centro Educativo do Cávado
revoluciona educação

A inauguração do Centro Educativo do Cávado, em Monsul, no dia 25 de Setembro, foi um dos momentos mais marcantes do Dia do Concelho, instituído, este ano, pela Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso.
O ambiente era de festa. Centenas de pessoas deslocaram-se à freguesia de Monsul, no baixo concelho, para acompanhar a cerimónia de inauguração do Centro Educativo do Cávado, que recebe, na próxima segunda-feira, as crianças do pré-escolar e primeiro ciclo das dez freguesias do baixo concelho (Águas Santas, Monsul, Gerás, Ajude, Verim, Friande, S. João de Rei, Covelas, Moure e Ferreiros).
Dispondo de excelentes condições, adaptadas às actuais necessidades da comunidade escolar, o Centro Educativo do Cávado, com capacidade para cerca de 300 crianças, dispõe de 8 salas para o ensino básico e 4 para o pré-escolar, assim como de um conjunto de outras valências que passam, entre outras, pela biblioteca, sala de informática, cantina e refeitório. “Sempre defendi que as dificuldades desta parte mais rural do nosso concelho tinham de ser compensadas com investimentos de qualidade e com projectos que ajudem a fixar os povoenses nestas freguesias, não havendo, a este nível, diferenças com as demais freguesias da Póvoa de Lanhoso”, disse Manuel José Baptista, por ocasião dos discursos. Dirigindo-se aos pais, o autarca assegurou que “os vossos filhos vão ser felizes nestas instalações. Vão ter as condições que não podíamos assegurar nas pequenas escolas das freguesias”.
“Não poderíamos ter os melhores resultados pedagógicos com as actuais escolas. Desde logo, pela sua dimensão e pelo número reduzido de alunos em cada uma delas. Por isso, urgia avançar para este novo modelo de organização”, assegurou o presidente da Câmara Municipal.
Carlos Duarte, gestor do Programa Operacional Norte da CCDR (Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional) deu conta dos 298 centros escolares financiados na região norte.
Com um custo de 2,3 milhões de euros, o Centro Educativo do Cávado foi financiado, tal como deu conta aquele responsável, em 80% pelos fundos comunitários através do Programa Operacional da região Norte...

“Com os olhos nas mãos”
apoia deficientes visuais

Num acto presidido pela Ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, a Associação de Apoio aos Deficientes Visuais do Distrito de Braga (AADVDB) e a empresa Ouronor, de Travassos, assinaram, na tarde de sexta-feira, dia 24 de Setembro, um protocolo de comercialização de um coração em filigrana, no âmbito da campanha de solidariedade “Com os olhos nas mãos”, levada a cabo por aquela empresa de ourivesaria e joalharia.
O coração de filigrana multicolorido, trabalhado em macramé e criado por António e Joaquim Rodrigues, utentes da Associação de Apoio aos Deficientes Visuais do Distrito de Braga, o qual foi premiado no âmbito do concurso “Heart Parade”, lançado pela Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, serviu de inspiração para a criação do coração em filigrana.
“Com os olhos nas mãos” é uma campanha solidária resultante de um projecto de responsabilidade social lançado pela Ouronor, que visa apoiar a actividade desenvolvida pela AADVDB. Deste modo, 12% do valor de veda de cada peça reverte a favor da Associação de Apoio aos Deficientes Visuais do Distrito de Braga. “Desejamos que o nosso projecto de responsabilidade social beneficiasse uma instituição do concelho. Desde logo, sobressaiu a Associação de Apoio aos Deficientes Visuais do Distrito de Braga. Somos conhecedores do meritório trabalho que esta instituição tem vindo a desenvolver e, por outro lado, esta- mos cientes que os deficientes visuais, apesar das evoluções verificadas nos últimos anos, ainda se deparam com sérias dificuldades no que toca a uma plena e perfeita integração na comunidade”, disse Álvaro Freitas, presidente do Conselho de Administração da Ouronor.
“Estamos convencidos que o projecto vai dar os frutos esperados e que a população saberá aderir a esta causa”, disse ainda aquele responsável da Ouronor...

FUTEBOL: Maria deixou dois pontos em Barcelos

Povoenses cederam
empate ao cair do pano

Um empate arrancado a ferros e mesmo ao cair do pano. Santa Maria e Maria da Fonte dividiram pontos, num duelo que ficou resolvido no último minuto dos cinco de descontos, com uma grande penalidade (clara) a favor da equipa da casa. Piloto não desperdiçou e selou a igualdade, depois de a formação da Póvoa ter estado em vantagem desde os 58 minutos, fruto de um golo de Pedrinho. Uma igualdade que acaba por colocar justiça no marcador.
O Santa Maria dominou todo o jogo - até marcou logo no primeiro minuto, mas Renato estava em posição irregular - criou as melhores oportunidades, dispôs mesmo de três ocasiões flagrantes desperdiçadas por Bruno Silva e Lamosa, mas acabou por pecar em termos de finalização. Aliás, no primeiro tempo só deu Santa Maria, perante um Maria da Fonte que apenas conseguiu levar algum perigo após um remate de Fredy. Como em futebol quem não marca sofre, Bruno Silva viu o poste travar um tiro com selo de golo ao minuto 57 e, na resposta, em contra-ataque, Pedrinho inaugurou o marcador, depois de uma finta sobre Hugo Veiga. Um golo contra a corrente de jogo, numa eficácia notória do Maria, que até poderia ter ampliado, não tivesse Salgueiro se aplicado para travar um remate de Pedrinho - o melhor em campo. O golo trouxe maior equilíbrio, mas o Santa nunca baixou os braços e intensificou a pressão nos minutos finais. Até que, Fredy na área cortou com o braço um potente remate de Christophe, penálti nítido convertido por Piloto.

Cem anos de República (18)

De Manuel Monteiro
até Gonçalo Sampaio

Que teve de fazer, em 1892, o ministro Dias Ferreira, quando a dívida pública absorvia metade das receitas do país? — perguntávamos na última crónica. Cortou 12,5% nos salários dos funcionários, aumentou 15% os impostos, enquanto a moeda é desvalorizada (deixando de ser comparada com o ouro) acompanhada de inflação galopante que atingia os mais pobres. Os acontecimentos de 1892 agravaram o pessimismo do povo e a profunda descrença nos governantes até ao dia 1 de Fevereiro de 1908, numa “tarde linda, azul, morna, diáfana” em que mataram o Rei D. Carlos e o príncipe Filipe, herdeiro do trono. O outro infante D. Manuel II é proclamado rei, aos 18 anos. Em Outubro, os republicanos ganharam em Lisboa e “num pais como Portugal, onde o peso da capital resumia toda a Nação, isso queria dizer o fim das instituições monárquicas”. No dia 5, o o rei fugia com toda a família “para não mais voltarem” — escreve, com amargura, Oliveira Marques.
Tudo começara, num caminho sem regresso, a 31 de Janeiro de 1891, no Porto, onde participaram alguns bracarenses, nessa luta encarniçada entre republicanos e a guarda municipal “com o fim de proclamar a República” (cf. Ménici Malheiro, in Braga Contemporânea, pp. 73 e ss.). Sobre o sangue derramado, o povo começa a perceber o que é a República — o governo do povo e pelo Povo — para acabar com “o luxo dos nobres, a avidez da Igreja, a estupidez de mistura com a ignorância mais crassa do burguês e dos filhos de algo, legando aos conventos, na intenção de alcançarem o céu, todos os seus bens” (...) que fez de Portugal “um país moribundo” em que “só a igreja medrava, à medida que aumentava o número de enjeitados”.

Republicanos
no Minho

Em Braga, “o Partido Socialista contribuiu poderosamente para que saísse do seu entorpecimento asqueroso, nostálgico e reaccionário em que não só a cidade como todo o distrito vinham arrastando-se de há séculos”.
Em 1889 estala em Braga a primeira greve, “da classe dos chapeleiros, que tinha por objectivo o aumento dos salários” mas é o fracasso que leva à criação de um Monte Pio e de uma Associação de classe “que teve de sustentar por vezes temerosas lutas com o patronato”.
Foram estes trabalhadores que criaram a Associação Fúnebre Familiar Bracarense que chegou a contar com cinco mil associados (para tratar do enterro dos filiados). A força da luta dos chapeleiros dá origem à criação da Liga das Artes Gráficas e de uma Cooperativa de Consumo — “Libertadora bracarense” —. Nesse tempo, já nomes como Manuel Monteiro e Simões de Almeida agitavam as consciências bracarenses numa cidade com “inúmeros parentes dos porcos de Epicuro”...