Capela mortuária em Travassos

Construção a bom ritmo

Já se iniciou e decorre a bom ritmo a construção da capela mortuária na freguesia de Travassos, numa obra da Junta de Freguesia de Travassos e Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, cujo custo rondará os 49 mil euros. Em termos orçamentais a Câmara Municipal tinha previsto uma verba de 40 mil euros, sendo que a Junta de Freguesia de Travassos irá disponibilizar, da verba de 2009, cerca de nove mil euros para a conclusão da obra.
Segundo o presidente da Junta de Freguesia, Adelino Cunha, para além da construção da capela é necessário proceder-se à construção de muros e respectivo acesso, pelo que o custo total irá rondar os cinquenta mil euros.
Localizada na parte traseira da Igreja Paroquial, a construção da Capela Mortuária deverá estar concluída no final do mês de Abril.
Para além desta obra, a Junta de freguesia pretende proceder a uma intervenção na parte mais antiga do cemitério, com a construção de novos passeios e intervenção nos muros.

Biblioteca Municipal: “Autor do mês”

Cremildo Pereira em destaque

Dando seguimento à iniciativa “Autor do Mês” a Biblioteca Municipal da Póvoa de Lanhoso dá destaque, durante o mês de Março, às obras publicadas por Cremildo Pereira, um povoense, nascido em Geraz do Minho, que depois de vários anos por Lourenço Marques, em Moçambique, fixou residência em Queluz, tendo falecido a 10 de Março de 2005.
Cremildo Pereira nasceu no dia 18 de Setembro de 1911, na freguesia de Geraz do Minho, tendo partido, em 1930, para Lourenço Marques, tendo sido admitido nos caminhos-de-ferro, onde fez a sua carreira profissional, até ao seu regresso a Portugal, em 1975, quando desempenhava as funções de Chefe dos Serviços de Finanças.
Apesar dos seus múltiplos interesses, o basquetebol foi a sua grande paixão tendo estado profundamente ligado à arbitragem e sido o introdutor do minibásquete em Moçambique, em 1964.
No desporto, foi praticante de atletismo no Sport Clube Maria da Fonte, de ginástica no Clube Ferroviário de Moçambique e de futebol – modalidade que abandonou, segundo as suas próprias palavras, “devido ao ambiente doentio que se ia criando à sua volta”.
Da sua bibliografia, a maior parte ligada ao basquetebol, destaca-se: Basquetebol: regras oficiais de 1968; regras oficiais de 1972; Basquetebol: guia do árbitro; O rádio amador em marcha: manual do principiante; D.Sancho I e a Ribeirinha; Berredo de Geraz do Minho; João Manojo Coelho; Mundo que os portugueses descobriram; Tomada do Castelo de Lisboa e 2001, Sec XXI, III milénio.
Cremildo Pereira foi também colaborador deste jornal durante vários, tendo sido publicados muitos dos seus trabalhos, a maior parte deles ligados à história do concelho da Póvoa de Lanhoso.

Espaço Jovem tem novidades

Bruno Alves expõe fotografias

Continuando a promover os trabalhos de autores povoenses, o espaço Jovem acolhe, no próximo dia 5 de Março, uma exposição de fotografia de Bruno Alves, um povoense de 32 anos, que pretende evoluir de uma ligação mais informal a este hobby, para uma ligação mais profissional, uma vez que este jovem designer pretende dedicar-se também aos workshops nesta temática.
Pieces of Life” é o nome da exposição de Bruno Alves, cuja abertura está marcada para as 17h45, do dia 5 de Março, podendo se visitada, de segunda-feira a sábado, das 10 às 18 horas. Vencedor de vários prémios nacionais, Bruno Alves disponibiliza algumas das suas obras para serem apreciadas pelos amantes da arte da fotografia.

Taíde

Pais e professores
pintaram salas de aula

Cerca de trinta pessoas, entre pais e professores, estiveram envolvidas na pintura das salas de aula da Escola EB1 de Taíde. A ideia surgiu na turma do segundo ano mas rapidamente foi abraçada por todas as turmas, com pais e professores a deitar mãos à obra, dando uma maior dignidade e beleza às salas de aula daquele estabelecimento de ensino.
Nesta iniciativa esteve também envolvida a Junta de Freguesia de Taíde que, ao ser contactada, entendeu que a ideia não devia ficar pela sala do segundo ano, mas estender-se a todas as salas de aulas, oferecendo as tintas e os materiais necessários.
Ao repto lançado responderam os pais que, sexta-feira, dia 20, à noite, e sábado, durante todo o dia, coloriram as salas de aula em tons de rosa e azul, trazendo também os utensílios necessários.
Preservar um bem que é de todos, tornando-o mais acolhedor foi um dos objectivos da iniciativa que se enquadra no projectivo curricular do presente ano lectivo: “Ler, aprender e preservar”. Esta nova vertente do projecto curricular veio trazer novas iniciativas à comunidade escolar.
Preservar a saúde com o projecto “Pés” e o lanche saudável são algumas das iniciativas a decorrer na Escola EB 1 de Taíde. Para além destas, está prevista uma caminhada pela saúde e uma palestra com um nutricionista, mas ainda sem dia definido.

Centro de Criatividade

Teatro da Didascália


Depois da Famille Ramon, o Centro de Criatividade Póvoa de Lanhoso recebe, até ao dia 8 de Março, o Teatro da Didascália, em mais uma residência artística naquele centro.
Durante o período de permanência no concelho, de 23 de Fevereiro a 8 de Março, o grupo irá criar o espectáculo “Roda da Fortuna”, inspirado na crise mundial. Do programa elaborado consta: a realização de oficinas, nos dias 28 de Fevereiro e de Março, ensaios públicos, nos dias 5 e 6 de Março, e, a apresentação dos resultados, a 7 e 8 de Março.
Segundo fonte do grupo, estrear em Residência Artística no Centro de Criatividade da Póvoa de Lanhoso é uma oportunidade importante, “primeiro, pelo confronto do nosso trabalho com um público que desconhecemos e que nos desconhece, permitindo assim um primeiro encontro de partilha de identidades e reacções que estimulam o processo contínuo de criação deste espectáculo; segundo, como em qualquer Residência Artística, os espaços respiram de forma diferente, o meio ambiente em que estão inseridos tem uma dinâmica própria que influencia determinantemente qualquer criação artística, oferecendo algo de novo e único, que só aquele lugar pode oferecer”.
“O Teatro da Didascália é uma companhia internacional sedeada em Portugal e que nasceu da criação de um primeiro acto performativo, Le dernier souffle, apresentado em Fevereiro de 2008, no Centro Pompidou (Museu de Arte Moderna), em Paris. Assumindo-se como uma estrutura internacional de criação artística, pretende ser uma alternativa criativa tanto no plano nacional como além fronteiras, realizando um trabalho atento próximo do mundo actual, promovendo a produção de novas dramaturgias capazes de dar resposta as necessidades do público contemporâneo”, revela a Câmara Municipal, em nota de imprensa.
A companhia desenvolve um intenso e continuo trabalho de pesquisa a nível físico, utilizando o corpo como ferramenta experimental que dá lugar à criação de uma dramaturgia e linguagem originais, investindo numa escrita teatral visualmente atraente, poética, provocante, mas sobretudo universal.
O Teatro da Didascália apresenta-se como um criador de histórias de lupa na mão, observando e transpondo a vida e suas fragilidades, contemplando-a e divertindo-se com ela através de um olhar sensível e particularmente humano.
Na sequência do caos económico que se instalou mundialmente, o Teatro da Didascália apercebeu-se da necessidade de reflectir e intervir artisticamente nesta crise. E muito cedo, os seus elementos se aperceberam da falta de interesse que o teatro tem por matérias relacionadas com a economia. Apercebe-ram-se ainda de que todo o material informativo sobre a economia em geral, contém uma linguagem técnica, por vezes quase que codificada, dificultando o esclarecimento de um leitor comum. Esse facto estimulou ainda mais o Teatro da Didascália para este projecto, que pressupõe a concretização de um objecto artístico, neste caso, o teatro que, de alguma forma, se pudesse exprimir através de uma linguagem mais próxima de um público menos informado e que talvez nunca tenha lido um único livro sobre economia. O projecto chama-se “Roda da Fortuna”.

NIC apreendeu...

Droga e material pirotécnico

No decurso de buscas domiciliárias a duas residências em Vila Nova de Famalicão, o Núcleo de Investigação Criminal da GNR da Póvoa de Lanhoso deteve um indivíduo e apreendeu armas, droga e diverso material pirotécnico.
A operação desencadeada quinta-feira, dia 19 de Fevereiro, entre as 12 e as 19 horas, pelo NIC da GNR, foi comandada pelo Capitão André Costa, comandante do Destacamento Territorial da GNR da Póvoa, e envolveu mais de 30 militares das equipas de investigação criminal da P. Lanhoso, Guimarães, Braga e Barcelos, assim como elementos do DTER.
Dando seguimento aos mandados de busca, os militares apreenderam duas armas de fogo de calibre 6.35, mais de 100 munições de diversos calibres, 214 doses de cocaína, 220 doses de heroína, 1287 doses de haxixe, uma bicicleta, uma viatura ligeira, cerca de 600 euros em dinheiro e diverso material pirotécnico, entre o qual se encontravam balonas, bombas, baterias, cachoeira, borboletas, matra cas e foguetes.
A par deste material, foram ainda apreendidas duas matriculas que não correspondiam à viatura onde se encontravam colocadas, assim como gelamonite 33, um explosivo de múltiplas aplicações, e detonadores eléctricos, os quais foram recolhidos pela equipa de desactivação de explosivos da GNR.
De acordo com informações recolhidas, o material apreendido poderá estar alegadamente ligado a diversos furtos ocorridos nos concelhos abrangidos pelo DTER, desconhecendo-se se o material piro-técnico se destinava a posterior venda.
O indivíduo detido, de 32 anos, residente no concelho de Vila Nova de Famalicão foi presente a tribunal.

Fontarcada: Assalto à loja da bomba
A loja da bomba de gasolina situada no Parque Industrial de Fontarcada, pertencente à empresa Carlos Rufino – Combustíveis L.da foi visitada pelos larápios, na madrugada de terça-feira, dia 17 de Fevereiro. Após estroncarem a porta da loja, os larápios partiram um vidro, para aceder ao escritório, onde remexeram tudo à procura de dinheiro, apenas levando uma pequena quantia que ali se encontrava. O dinheiro era o alvo dos larápios pois, segundo apuramos, não levaram nenhum material que se encontrava na loja de conveniência. O assalto ter-se-á realizado entre a 1 e as 5 horas da madrugada e só foi detectado aquando a chegada do funcionário do referido posto de combustível.
Nessa mesma madrugada, a loja do posto de combustível na vila de Rossas, em Vieira do Minho, foi também assaltada, havendo indicações de que terão sido os mesmos indivíduos a efectuar ambos os assaltos.
Do interior de uma residência, situada na Rua do Souto, em Covelas, os larápios levaram ouro, dinheiro e diversos objectos, avaliados em cerca de 39 mil euros.
O assalto ocorreu na noite de sábado, dia 14, e segundo o proprietário da habitação, que naquele momento se encontrava no seu estabelecimento comercial, os larápios entraram pela porta da frente da referida habitação, rebentando o canhão, e levaram uma grande quantidade de peças em ouro, dinheiro, computadores, televisores e plasmas.
Próximo da habitação, no edifício da sede de Junta de Freguesia, decorria o ensaio do rancho folclórico, mas ninguém se apercebeu do assalto.

Campeonato Europeu de Futsal de Padres

Faltou sorte no jogo final

Cento e trinta padres, de dez países europeus, trocaram a batina pelos calções e o altar pelo ringue e participaram no IV Campeonato Europeu de Futsal para Padres, que se realizou em Portugal, de 17 a 19 de Fevereiro. Depois do 4.º lugar na última edição, a selecção portuguesa, capitaneada pelo Padre Marco Gil, assegurou o 2.º lugar na competição, perdendo, no último jogo, por 0-2, frente à Polónia, que se sagrou campeã pela segunda vez consecutiva.
O fair-play entre os jogadores e para com os árbitros do encontro foi a palavra de ordem, com o jogo da final a decorrer no Pavilhão Municipal de Vila Nova de Famalicão, que esteve lotado, num grande incentivo à selecção portuguesa.
A equipa lusa teve um excelente desempenho na prova e conseguiu sair vencedora do grupo A, deixando pelo caminho a selecção da Bósnia, nas meias-finais. A próxima edição da Champions Clerum deverá realizar-se na Hungria.
Mais do que a competição, este torneio serviu para estreitar laços de amizade, promovendo um salutar convívio entre os sacerdotes presentes.

CLASSIFICAÇÃO:
1.º Polónia 2.º Portugal 3.º Croácia 4.º Bósnia 5.º Espanha 6.º Itália 7.º Eslováquia 8.º Áustria 9.º Hungria 10.º Eslovénia


Padre Gil fala do sucesso organizativo
Após um encontro com os capitães das selecções presentes, o capitão da selecção, o Pe. Marco Gil, da diocese de Braga, e José Gonçalves, treinador, falaram do torneio. O padre Gil disse à Agência ECCLESIA que os intervenientes “mostraram-se muito satisfeitos com a organização”. Este torneio “fica na memória dos presentes”. Para além da bola que rolou no ringue “há outros valores que falam mais altos” – referiu. Com treinos se-manais, a equipa portuguesa tinha a lição estudada. “Os meus jogadores interpretaram da melhor forma o que estavam combinado”.
A comunicação social – não só a desportiva - acompanhou o evento e o público incentivou os padres equipados com o emblema das quinas. “Espero que a Igreja consiga aproveitar estas iniciativas e retirar as coisas positivas” – sublinhou o seleccionador.
Muitos dos apoiantes - alguns equipados com o vermelho e verde da selecção – estimulavam os futebolistas portugueses. “Penso que muitos retiraram da cabeça aquela ideia do padre que só celebra missa”. A igreja deve “dar um empurrão” a estas iniciativas. E adianta: “seria muito proveitoso”. Para além dos momentos de convívio, “todos queriam ganhar o torneio” – disse o Pe. Marco Gil. Os padres levavam para dentro do campo “a garra e o querer”. Mesmo com as centenas de pessoas a ‘puxarem’ pelos padres lusitanos, o capitão da selecção falhou dois penalties. “Não me senti o vilão do jogo” – afirmou.
Com jogadores de várias idades, o treinador dos portugueses viu no torneio “padres com muita qualidade futebolística”. E acrescenta: “faltava frescura física, mas o talento está lá”. Tecnicamente, a equipa da Croácia “era a mais evoluída” – disse José Gonçalves.
O torneio teve a duração de três dias. A meio da prova (quarta-feira), a centena e meia de padres deslocou-se ao santuário de Fátima. Os padres de leste “já tinham ouvido falar muito de Fátima e pediram-nos que os levássemos lá” – contou o capitão. E acrescenta: “ficaram deslumbrados com Fátima e com o Bom Jesus”.
Apesar de ser treinador de Futsal do Alpendorada – equipa da 1ª divisão – José Gonçalves esteve sempre com a equipa das quinas. “Só não fui a Fátima porque tenho a minha profissão”. Os padres das várias selecções ficaram hospedados no mesmo local e “andávamos sempre juntos” – frisa o Pe. Marco Gil.
Os padres portugueses não necessitavam de incentivos nem de gritos motivadores. “Existia uma grande união e vontade para ganhar” – finalizou o comandante da selecção. A próxima edição desta iniciativa será na Hungria, na semana que antecede a Quaresma.

Rallye Torrié na estrada nos dias 7 e 8 de Março

Póvoa com duas super-especiais

A Póvoa de Lanhoso prepara-se para receber no sábado, dia 7 de Março, o Rallye Torrié, naquela que é a prova inaugural do campeonato nacional de rallys.
Para além das classificativas Arcas-Rendufinho e Serzedelo-Anissó, a Póvoa de Lanhoso recebe duas super-especiais: Póvoa de Lanhoso-Maria da Fonte e Póvoa de Lanhoso-Terra do Ouro.
O arranque desta primeira jornada do campeonato de ralis tem lugar pelas 15h30, com a realização da super-especial Póvoa de Lanhoso-Maria da Fonte, onde os espectadores poderão apreciar a competição simultânea de duas viaturas.
A realizar-se no Parque do Pontido, a prova irá decorrer num circuito de terra batida, construído para o efeito, com 1.10 km, que marcará o arranque do Rallye Torrié. Após esta primeira super-especial, seguem-se as classificativas Arcas-Rendufinho e Serzedelo-Anissó, com os pilotos a fazer dupla passagem em cada um dos traçados.
Posteriormente, pelas 19 horas, tem lugar a tradicional super-especial Póvoa de Lanhoso-Terra do Ouro, em asfalto, mantendo-se a tradição dos anos anteriores, num evento que tem traz ao concelho milhares de aficionados do desporto automóvel.
O programa abaixo apresentado sofreu alguns ajustes quanto ao horário que, segundo o Targa Clube, “visam apenas melhorar o programa de forma a beneficiar o espectáculo e o eventual impacto mediático do mesmo, procurando corresponder às expectativas de todos quanto estão de alguma forma ligados aos ralis e principalmente ao nível do público que tradicionalmente se desloca em massa até à Póvoa de Lanhoso e a Vieira do Minho para assistir á estreia da época de ralis que ocorrerá a 7 e 8 de Março próximos”.

Acção de sensibilização de prevenção rodoviária
Bruno Magalhães, vencedor do Rallye Torrié, no ano passado, e campeão nacional de ralis, será uma das presenças confirmadas na acção de sensibilização de prevenção rodoviária que a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, em parceria com a Escola EB 2,3 Prof. Gonçalo Sampaio, irá desenvolver sexta-feira, dia 6 de Março, na Praça Engenheiro Armando Rodrigues.
A realizar entre as 10h30 e as 12h30, a acção de sensibilização irá ser transmitida em directo no programa “Praça da Alegria”, da RTP, e contará com a presença de carros de corrida e respectivos pilotos. Dirigida às crianças do 1.º e 2.º ciclo, a acção de prevenção rodoviária irá permitir um contacto directo das crianças com as viaturas, podendo as mesmas ficar a conhecer os equipamentos usados pelos pilotos, as condições de segurança das viaturas e esclarecer todas as dúvidas.
“É uma mais-valia e uma forma de envolver toda a comunidade. O importante é promovermos as actividades para a comunidade e envolvê-las nas próprias iniciativas”, destacou Gabriela Fonseca, vereadora do Desporto.

António Lourenço, candidato do PS à câmara




“Sinto-me preparado e motivado ”

Recentemente apresentado, António Lourenço é o candidato do Partido Socialista à Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, nas próximas eleições autárquicas. Depois de desempenhar
as funções vereador, durante sete anos, no anterior executivo socialista, António Lourenço prepara-se para novos desafios. Ciente das dificuldades que o esperam o candidato do PS mostra-se disposto a disputar as próximas eleições autárquicas, esperando um combate forte e aguerrido, mas justo e transparente.

Maria da Fonte - Depois de ter integrado o anterior executivo, apresenta-se agora como candidato do Partido Socialista à Câmara Municipal, nas próximas eleições autárquicas. O que o leva a candidatar-se?
António Lourenço
- São vários os motivos que me levam a assumir este desafio. Desde logo, pelo orgulho que senti ao receber o convite formulado pelos órgãos concelhios do Partido Socialista, demonstrativo da confiança que em mim depositam.
Depois, e tal como já afirmei no anúncio público da candidatura, porque quero disputar as próximas eleições autárquicas. Não estou neste processo com sacrifício, nem para fazer o favor a quem quer que seja. Estou neste desafio porque me sinto preparado e motivado para continuar a trabalhar para a Pó- voa e para os Povoenses.
Por outro lado, porque não me revejo no trabalho desenvolvido pela equipa que actualmente lidera a nossa Câmara Municipal. Não concordo com o rumo traçado, ou melhor, com a ausência dele e, muito menos, com a sua forma de fazer política.

Maria da Fonte – Fala-se que existiram divergências internas quanto à decisão. Isso é verdade?
António Lourenço
- Em relação à minha candidatura isso nunca aconteceu. O processo decorreu tal como os Estatutos do PS indicam. O meu nome foi proposto em sede do Secretariado de Secção e na Comissão Política concelhia, tendo sido aprovado por unanimidade. Foi um processo claro, pacífico e formalmente correcto.
Tenho a certeza que os socialistas do concelho me apoiam e estão com a minha candidatura.
Maria da Fonte – Para quando o anúncio dos nomes que o acompanham à Câmara Municipal?
António Lourenço - O caminho a percorrer tendo em vista as próximas eleições autárquicas, está ainda nos primeiros metros. Definido o candidato à Câmara Municipal é necessário partir para a escolha dos candidatos às Assembleias de Freguesia. Nesta fase, esta é para nós a principal preocupação e prioridade: encontrar e convencer aqueles que nós consideramos serem as melhores soluções para cada uma das 29 freguesias do concelho.
Tem sido tradição do PS apresentar o seu candidato no jantar comemorativo do 25 de Abril e só depois a divulgação das restantes personalidades que o acompanham. Por razões de vária ordem o partido decidiu antecipar a apresentação do candidato à Câmara, mantendo-se porém o anúncio de todos os outros elementos para depois daquela iniciativa.

“Não prometeremos fazer
o que não tivermos a certeza de poder cumprir”

Maria da Fonte - Já está definido o programa eleitoral do PS?
António Lourenço
- Como facilmente se compreenderá, ainda é muito cedo para definir o programa eleitoral que a candidatura do PS apresentará aos eleitores.
De todo o modo, estão desde já perfeitamente interiorizadas duas ideias força desse programa. A primeira é a de que o programa eleitoral irá ser o resultado das nossas ideias e convicções, mas será sobretudo o fruto dos contributos recolhidos através dos contactos que iremos encetar com as forças vivas do concelho. É fundamental ouvirmos as pessoas que no terreno desenvolvem o seu trabalho. Auscultar as suas preocupações, as suas dificuldades e os caminhos que apontam para as ultrapassar, é a melhor forma de elaborarmos um programa equilibrado, ambicioso e eficaz. A segunda ideia é a de que somos e seremos pessoas responsáveis, cumpridoras e de palavra. O contrato que assinarmos com os povoenses é para respeitar. Não prometeremos fazer o que não tivermos a certeza de poder cumprir. Não iremos prometer empregos, não iremos prometer a resolução de problemas que não têm solução, enfim não prometeremos o Sol e a Lua só para conseguir conquistar mais uns votos.

“Temos todas as condições para ganhar as eleições”

Maria da Fonte – Depois de 12 anos no poder, o PS perdeu, em 2005, para o PSD. Porquê?
António Lourenço
- O Partido Socialista exerceu a responsabilidade de liderar o executivo camarário entre os anos de 1994 e 2005.
É com muito orgulho que olhámos para esse período e verificámos o desenvolvimento do concelho nas suas mais variadas áreas. Desde as infra-estruturas rodoviárias, aos equipamentos educativos, culturais, desportivos e sociais, foi uma revolução o que aconteceu durante esse período.
Tudo isto foi conseguido pela ambição e capacidade das pessoas que ocuparam os lugares de responsabilidade, mas também muito por força do excelente trabalho das Juntas de Freguesia e da dinâmica dos dirigentes das instituições mais representativas do concelho. Um trabalho em equipa, com lide-rança, que resultou excepcionalmente bem. A história irá confirmar esta minha leitura.
Mas a verdade é que em 2005 os povoenses acreditaram e confiaram noutro projecto.
Como democrata que sou, aceito naturalmente a vontade dos eleitores. Penso todavia, que isso sucedeu porque nós não tivemos a capacidade de mostrar às pessoas tudo de bom que foi realizado e convencê-las de que o nosso projecto era de facto o melhor para o concelho.

Maria da Fonte – Este é o primeiro mandato de Manuel José Baptista. Regra geral, os eleitores costumam dar um voto de confiança para um segundo mandato. Está ciente das dificuldades?
António Lourenço
- É claro que estou consciente das dificuldades que estas eleições colocam à candidatura do Partido Socialista. Provavelmente não seria um bom candidato se não percebesse isso.
Estas dificuldades não acontecerão por se tratar de um primeiro mandato, porque estou convencido que todos os povoenses já perceberam do que esta equipa é capaz e das suas limitações. Será sobretudo pelo marketing político agressivo que é utilizado, com o dinheiro público, e pelo comportamento político dos responsáveis. A contratação de mais uma profissional da área da comunicação social para tratar da imagem da Câmara Municipal, foi o resultado de um estudo encomendado e que custou cerca de 15.000 euros aos cofres da autarquia. Como se gasta o nosso dinheiro. O Boletim Municipal que deveria servir para dar a conhecer aos povoenses a dinâmica da autarquia, é utilizado de uma forma descaradamente política, para atacar a oposição e arranjar bodes expiatórios para esconder as suas fragilidades e incapacidades. Tudo isto custa muito dinheiro.
‘Quem está na política ou mata ou morre’ é uma das máximas da actual maioria PSD. Dita e confirmada pela sua liderança. É uma atitude antidemocrática de viver e sentir o relacionamento com os nossos parceiros e adversários. É uma postura obscura nos objectivos e perigosa quanto às consequências.

Maria da Fonte – Acredita que vai conseguir a vitória?
António Lourenço
- Estou perfeitamente convencido, e cada dia que passa mais convencido fico, que temos todas as condições para ganhar estas eleições. Aprender com o passado é o primeiro passo para delinear a melhor estratégia, no sentido de fazer chegar a nossa mensagem às pessoas. Temos de mostrar aos eleitores que temos o melhor projecto, as melhores ideias e as melhores pessoas para as concretizar. Apesar de esta candidatura estar alicerçada no apoio do PS e das Juntas de Freguesia, pretendemos aproximar e integrar no nosso projecto todos os que comunguem dos objectivos, do programa e da nossa forma de fazer política. E já há muitos povoenses que não tendo votado PS nas últimas eleições autárquicas, me têm manifestado o seu apoio. Uns porque acreditam, outros defraudados e desiludidos em relação às expectativas criadas. Acredito que muitos mais se juntarão a nós. Acredito que vai ser possível.

“Espero que seja um combate forte e aguerrido,
mas justo e transparente”

Maria da Fonte – Que análise faz da política desenvolvida pelo actual executivo?
António Lourenço
- É uma política sem rumo definido. Não existe uma ideia clara para o desenvolvimento do concelho. Basta analisar o programa eleitoral e ler os vários planos de actividade, para perceber que não existe coerência nem um fio condutor entre eles.
Apenas como exemplo, pergunto se alguma vez fomos confrontados com a pretensão de destruir as piscinas descobertas, o pavilhão desportivo e os campos de ténis? Obras importantes de anteriores Presidentes da Câmara. Só no plano de actividades para 2009 é que se refere esta possibilidade. Porquê? Com que legitimidade? O que é feito da imaginação tão propalada durante a última campanha eleitoral, para se conseguirem os investimentos necessários para as grandes obras de que o concelho ainda precisa?
O que é feito da transparência, slogan de 2005, quando se emprega na Câmara e na Epave os candidatos do PSD ou os seus familiares, sem qualquer critério que não seja o de possuírem o cartão laranja? Quando se fazem obras cujos concursos só são realizados depois destas estarem prontas? Quando não se respeita uma decisão do tribunal, para que a abertura das propostas nos vários concursos, só aconteça na presença da Comissão eleita no âmbito da Assembleia Municipal? Porquê?
Prometeram descentralizar competências para as Juntas de Freguesia. Forçados pelo acordo que assinaram com as Juntas eleitas pelo Partido Socialista, vão de facto transferir a verba de 60.000 euros para estas Juntas durante o ano de 2009. Mas só o vão fazer com estas 23 freguesias. Porque não o fazem para todas? Porque descentralizam para umas e não descentra-lizam para as outras? Porque não tratam todas as freguesias da mesma forma?
É uma desilusão muito grande. Que diferença entre o que foi prometido em campanha eleitoral e o que efectivamente se faz.

Maria da Fonte – “Falar verdade” é o slogan da campanha. Qual a razão?
António Lourenço
- “Falar verdade” é realmente o slogan para esta fase da campanha. Para nós é essencial que a Câmara Municipal seja uma instituição de bem. É fundamental que as pessoas acre-ditem, respeitem e sejam respeitados.
Quando afirmamos que é necessário falar verdade, é no sentido de que só se pode e deve assumir compromissos que possam ser respeitados, que é necessário concretizar o programa apresentado aos eleitores e não andar ao sabor das ondas, que é preciso pagar a tempo e horas aos fornecedores, pois em Dezembro último, existiam dívidas com cerca de ano e meio de atraso.
Apesar do Partido Socialista ter aprovado praticamente todos os documentos e assuntos levados à Câmara e Assembleia Municipal, existe a permanente intenção de desinformar, tentando levar as pessoas a pensar que o PS é uma força de bloqueio. É preciso falar verdade.

Maria da Fonte – O que espera das próximas eleições autárquicas e do combate político que se avizinha?
António Lourenço
- Espero que seja um combate forte e aguerrido, mas justo e transparente. Espero que a disputa se situe apenas no campo das ideias e dos projectos e que nunca resvale para o ataque pessoal, com afirmações que visem a integridade e a dignidade dos candidatos.
Tive o cuidado de manifestar, de uma forma muito clara, nos dois momentos públicos da minha candidatura, que não farei ou permitirei que se ultrapasse a barreira do respeito pessoal que todos os adversários merecem.
Penso que esta entrevista é o exemplo do que vai ser a nossa campanha. Critico procedimentos, contesto iniciativas, mas nunca faço qual- quer referência de índole pessoal.

“Não é bom para as instituições
que os seus dirigentes se eternizem no poder”

Maria da Fonte – Decidiu afastar-se das instituições que liderava. Qual a razão dessa atitude?
António Lourenço
- É verdade que decidi não me recandidatar a um novo mandato na Associação “Em Diálogo” mas esta decisão é independente da minha candidatura à Câmara Municipal. Eu acredito que não é bom para as instituições que os seus dirigentes se eternizem no poder. Foram 10 anos de muito esforço, mas de muito prazer por tudo o que se conseguiu concretizar. Tenho a certeza que a nova equipa vai dar continuidade ao excelente trabalho realizado por todos – dirigentes, funcionários, voluntários e utentes. Acredito nas pessoas que a compõem.
Quanto aos Bombeiros, vou efectivamente suspender o exercício das funções de Comandante até ao próximo mês de Novembro. Faço-o porque não quero de forma alguma, que a instituição possa ficar prejudicada com a minha candidatura. Os Bombeiros precisam de todos e todos precisam dos Bombeiros.