Pela Associação Portuguesa de Imprensa

Maria da Fonte homenageado em Vila Nova de Famalicão

Ojornal Maria da Fonte foi um dos órgãos de comunicação social homenageados em Vila Nova de Famalicão, no I Encontro da Imprensa Regional, que reuniu jornalistas, dirigentes, sindicatos e outras entidades em torno do futuro da imprensa local. Recorde-se que  o primeiro número do Maria da Fonte data de 3 de Janeiro 1886 e no próximo ano cumpre-se o 130.º aniversário do quinzenário da Póvoa de Lanhoso.
A Associação Portuguesa de Imprensa (APImprensa) está empenhada no reconhecimento dos 19 jornais centenários do país como património cultural e imaterial de Portugal, como passo para avançar para o processo de património imaterial da humanidade.
A notícia foi avançada ontem pelo presidente da APImprensa, João Palmeiro, em Vila Nova de Famalicão, no âmbito do I Encontro da Imprensa Regional, onde foram homenageados os jornais centenários onde se inclui o Maria da Fonte, quinzenário da Póvoa de Lanhoso que integra o grupo Arcada Nova, que detém ainda o Correio do Minho e a Rádio Antena Minho.
O jornal português mais antigo é ‘O Açoriano Oriental’, que é publicado desde 18 de Abril de 1835, mas são 19 os que já dobraram o centenário, sempre a escrever, ou pelo menos, quase sempre.
É o caso do jornal ‘Maria da Fonte’ que, por imposição das autoridades, chegou a ser suspenso.
A APImprensa está a preparar o processo para 2016, procurando apurar, neste momento, se avança com 19 títulos.
O presidente da associação explica que há outros títulos centenários, exemplificando com um jornal de Arcos de Valdevez que teve um interregno de quase 40 anos.
Independentemente do número que há-de suportar a candidatura, João Palmeiro defende que “os jornais centenários têm que ser património, não só dos proprietários, mas de todos nós, portugueses, porque neles está um rasto, a memória da história e do pensamento português”.
O primeiro passo para o reconhecimento como património cultural e imaterial foi definir o que é património.
Para o presidente da APImprensa, a base é o desejo da população ter o jornal, ou seja, “o que é imaterial não é o jornal em si, o título, mas o que ele representa, o que ele significa”.
Se somarmos os anos de edição continuada dos jornais centenários portugueses o resultado será duas vezes o tempo que têm a nacionalidade e a língua portuguesa. A conta foi sugerida por João Palmeiro, que apontou esta longevidade como uma mais-valia portuguesa, lembrando que, por exemplo, em França, só existem dois jornais com mais de 100 anos.
Também o director do Jornal de Letras, José Carlos Vasconcelos, que moderou a mesa redonda, assumiu-a como “um património moral que tem de ser salvaguardado”.

RIGOR E CONCRETIZAÇÃO SÃO AS PALAVRAS DE ORDEM PARA O PRÓXIMO ANO

Presidente da Câmara antecipa Plano e Orçamento para 2016

Presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Manuel Baptista, fala em entrevista das linhas gerais do Plano e Orçamento para o ano de 2016 e refere aquilo que os Povoenses poderão esperar da governação municipal no terceiro ano de mandato deste executivo.

Quais as linhas gerais orientadoras para o Plano e Orçamento para 2016?
Manuel Baptista (MB)
– É um orçamento de rigor e de concretização. De rigor, porque há uma preocupação muito grande em manter o equilíbrio financeiro da autarquia e de concretização, porque vamos continuar a realizar os investimento prioritários para cumprir o que assumimos com os Povoenses. Fica muito claro neste orçamento uma aposta forte na área ambiental e no apoio às freguesias. Decidimos também não aumentar o IMI como estava previsto e proceder a uma redução para as famílias com filhos.

A intervenção social continuará a ser uma das áreas prioritárias e a Autarquia dispõe de um conjunto alargado de medidas, sendo de res-to considerada das mais responsá-veis do país. Ainda há espaço para introduzir novidades e reforçar os apoios neste âmbito?
MB
– O trabalho que desenvolvemos é contínuo e todos os anos temos a preocupação em não diminuir o orçamento para esta área. Este ano, foi aprovada mais uma candidatura para realizarmos um Contrato Local de Desenvolvimento Social, que vem assegurar uma componente técnica muito importante nos próximos três anos. Mas vamos continuar a apostar no subsídio de apoio à renda de casa, nas bolsas de estudo, nos apoios aos alunos carenciados, no apoio à natalidade e em todas as respostas sociais que tornam melhor a vida dos Povoenses que delas necessitam.

No que se refere à Educação, a requalificação da EB 2,3 Professor Gonçalo Sampaio será finalmente uma realidade?
MB
– Sim, apesar de não ser uma competência nossa, não é possível uma escola tão importante continuar com estas condições. Fizemos sentir junto do Governo e da CCDR-N esta preocupação e a autarquia mostrou-se disponível para assumir a execução da obra e financiar parte dela. Foi isso que acordámos, estando disponíveis cerca de 2 milhões e 500 mil euros para fazermos uma requalificação que permita à escola ter boas condições. Se reparar, nos últimos anos, temos investido muito na construção de equipamentos escolares. Fizemos três Centros Escolares e temos a rede do primeiro ciclo com excelente qualidade. Por uma questão de justiça e porque defendemos o melhor para os nossos alunos, não poderíamos deixar de requalificar a EB 2/3.

Com a inauguração recente do Centro Interpretativo Maria da Fonte, o que será feito para dina-mizar este espaço e levá-lo ao co-nhecimento dos Povoenses?
MB
– Este é um equipamento extraordinário e terá várias dinâmicas. A mais importante é a divulgação da Maria da Fonte, através da componente de interpretação, mas este Centro será um ponto de cultura permanente e de promoção turística do concelho. A Academia de Música e as atividades previstas  vão permitir uma programação regular, dando vida e utilidade a um equipamento modelar.

No que se refere à estratégia ambiental, o que podemos esperar? O que se prevê para as redes de água e de saneamento?
MB
– Esta é uma área que, nos próximos anos, vai ter muito investimento. O novo quadro comunitário dá prioridade aos projetos com preocupações ambientais e, por isso, estamos a preparar várias candidaturas a ver se conseguimos financiamento. Queremos requalificar e ampliar o Parque do Pontido. Queremos valorizar a envolvente ao Carvalho de Calvos e avançar com o Parque Ambiental Maria da Fonte. Ao nível da rede de água e saneamento, vamos apresentar candidaturas para várias freguesias, tendo por objetivo aumentar significativamente a cobertura existente. Uma nota também para a eficiência energética, pois vamos substituir parcialmente a rede de iluminação pública e as redes internas dos edifícios municipais.

Como vai ser o relacionamento com as Freguesias?
MB
– Será o de sempre. Todos trabalhamos para o desenvolvimento do concelho e sempre lidei com as freguesias com enorme respeito e dedicação. Este ano, decidimos aumentar em 20% as transferências para as Juntas de Freguesia, o que mostra bem como estamos empenhados em reforçar a sua autonomia. Foram também definidas as prioridades pelos Srs. Presidentes de Junta que agora tentaremos concretizar.

O que destaca em termos de projetos? Haverá ou não obras?
MB
– Todos os anos fazemos várias obras, umas mais visíveis que outras, mas são muitos os investimentos que realizamos na vila e nas freguesias do concelho. Se me pergunta quais são os projetos que exigem mais orçamento eu destaco três: o alargamento da rede de água e saneamento, a requalificação da escola EB 2/3 Professor Gonçalo Sampaio e a requalificação da Praça Eng. Armando Ro- drigues.

Concluída a  revisão do PDM, o que se segue em termos de planeamento?
MB
– Estamos já a elaborar o Plano Estratégico de Reabilitação Urbana da Vila, tendo já definido a área de Reabilitação Urbana. Este plano é fundamental para que possamos apresentar as candidaturas das intervenções que queremos fazer na Vila. Sem este documento não há financiamento, não apenas para a autarquia, mas também para privados que pretendam ir aos fundos comunitários obter financiamento para a requalificação dos seus imóveis.

Qual o Orçamento municipal para 2016?
MB
– O valor é de 14.075.000€.

Com que expectativas encara o ano que se avizinha?
MB
– Estamos muito motivados, pois temos muitos projetos que queremos executar. Se conseguirmos aprovar as candidaturas que estamos a preparar, a Póvoa vai assistir a um forte investimento em várias áreas, é essa a nossa expectativa. Manteremos com o orçamento municipal os investimentos que asseguram a manuten-ção de uma resposta satisfatória da autarquia nas várias áreas, mas seremos mais ambiciosos em aproveitar os fundos europeus para realizar obras que de outra forma não conseguiríamos.

NA VILLA ROMANA DE VIA COVA, NA FREGUESIA DE LANHOSO

Câmara recupera e valoriza património arqueológico 

Centenas de fragmentos de cerâmica comum romana e de armazenamento bem como pesos de tear, vidros, fragmentos pétreos e metálicos, para além de outro espólio muito variado, foram encontrados no decorrer da escavação arqueológica da villa romana de Via Cova, na freguesia de Lanhoso, que terminou no passado mês de Setembro.
 “Esta acção vai de encontro à estratégia do município de valorização do nosso património cultural. E tem sido o “agregar de vontades”, que nos tem permitido ter uma intervenção muito importante nesta área. Desde logo pela capacidade técnica no líder da equipa, Orlando Fernandes. A imprescindível colaboração da Junta de Freguesia de Lanhoso. E a fundamental disponibilidade e empenho de um conjunto de voluntários que olham hoje para estas “coisas do património colectivo” com uma atenção redobrada”, salienta o vereador para a Cultura da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Armando Fernandes.
Todo aquele material que foi referido, além da devida limpeza, etiquetagem e recuperação, será alvo de um estudo detalhado, passando, posteriormente, a integrar o acervo museológico da Sala de Interpretação do Território, sediada na Casa da Botica.
Para a devida interpretação da estrutura, no decorrer dos próximos meses, irá proceder-se à musealização de toda a área arqueológica, como seja a recuperação de alguns muros, que se encontram desmantelados, a aplicação de geotêxtil e de gravilha, sendo aplicado, posteriormente, um painel interpretativo das ruínas.
Terminado o processo de musealização, pretende-se que este sítio romano, que se reveste de significativa importância para o estudo e distribuição do povoamento romano no concelho da Póvoa de Lanhoso, integre o roteiro concelhio de sítios arqueológicos visitáveis e faça parte do plano municipal de Serviços Educativos apresentado às escolas.
“Queremos transformar este local num importante ponto de visitação, depois de procedermos à sua musealização. Pretendemos integrá-lo na rota dos nossos serviços educativos, porque é importante que os alunos das nossas escolas fiquem sensibilizados para a necessidade de preservação destes locais, que são identitários da riqueza do nosso passado”, refere ainda o mesmo responsável da Autarquia. Esta escavação contou, em 2015, com a colaboração de duas dezenas de voluntários, empenhados e de- dicados, contribuindo, desta forma, para o estudo e valorização do património cultural concelhio.
Estes trabalhos, coordenados pelos Serviços de Património da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso e que contaram com a colaboração da Junta de Freguesia, permitiram comprovar a continuidade da estrutura para a vertente nordeste, com o aparecimento de mais uma sala, ficando, assim, a descoberto um total de sete salas que constituíam a parte rústica, área de armazenamento e transformação dos cereais, da villa romana.
Porém, pelos vestígios arqueológicos postos a descoberto, é percetível que esta ala tinha continuidade, mas que foi, entretanto, destruída pela construção de um muro de divisão de propriedade, perdendo-se, por isso, a restante informação relativa a esta estrutura.

DIA DO ANIMAL foi assinalado com cerca de três centenas de crianças

Crianças sensibilizadas para os animais

As habilidades e a obediência dos cães da equipa cinotécnica do Destacamento de Intervenção do Comando Territorial de Braga da GNR encantaram, ontem, as cerca de três centenas de crianças que participaram na comemoração do Dia do Animal, na Póvoa de Lanhoso.
As crianças mostraram que já sabem a lição no que toca à protecção dos animais - e até deixaram alguns conselhos para os mais crescidos.
A iniciativa foi organizada pela Secção de Programas Especiais (SPE) do Destacamento Territorial da Póvoa de Lanhoso com o objectivo de comemorar o Dia do Animal e, sobretudo, sensibilizar os mais novos para esta temática, envolvendo também militares do Serviço de Protecção da Natureza e Ambiente (SEPNA), através da equipa sediada no Posto Territorial do Gerês (EPNAZE).
A data já se assinalou a 4 de Outubro, mas o mau tempo adiou as actividades que ontem se concretizaram no Parque do Pontido mobilizando crianças de jardins de infância (JI) e escolas do 1.º ciclo não só do concelho da Póvoa de Lanhoso, mas também do JI de Valdozende, no concelho de Terras de Bouro, a que se juntaram alguns jovens da Casa de Trabalho de Fontarcada, também no concelho povoense.
Dois binómios - homem/cão - da equipa cinotécnica do Destacamento de Intervenção de Braga da GNR demonstraram às crianças, e a todos os que, em dia de feira, foram passando no local, algumas das missões desempenhadas no dia-a-dia, no apoio a buscas de droga e também na manutenção da ordem pública. No final das demonstrações, as crianças puderam ainda fazer ‘festas’ a um dos cães, que, acompanhado pelo militar tratador se abeirou dos petizes, contribuindo também para combater o medo de alguns.
A surpresa veio a seguir com as crianças a terem oportunidade conhecer, mais de perto, uma ave de rapina.
Pela mão de Francisco de Assis Neto, do Centro de Recuperação de Fauna Selvagem do Parque Nacional da Peneda Gerês, foi libertado um falcão ‘peneireiro’.
As crianças aprenderam que este falcão apanha insectos e ratos, funcionando como controlado de pragas e é ‘peneireiro’ porque fica a planar no ar, explicou Francisco de Assis
A ave tinha sido entregue no centro de recuperação, há cerca de um ano, pela mão do SEPNA da GNR, que a encontrou ferida por tiro de caçadeira na zona de Calvos, Póvoa de Lanhoso, e depois de tratada, foi ontem devolvida à liberdade perto do seu habitat.

Dia dos Fiéis Defuntos

Flores para recordar quem já partiu

Falar de Novembro é falar do “Mês das Almas”. Neste mês, celebram-se dois importantes momentos da fé cristã: a 1 de Novembro, no próximo Domingo, o Dia de Todos os Santos e no dia 2, Segunda-feira, o Dia dos Fiéis Defuntos.
“Estas duas datas são muito sentidas pelo povo cristão. Por um lado, com Todos os Santos, invoca-se todos esses heróis anónimos da Igreja que mediante a sua fé em Cristo e no seu Evangelho deram a vida ao serviço dos outros. Por outro, com Todos os Fiéis Defuntos lembramos outra multidão ainda maior, todos os irmãos que nos precederam e que já faleceram”, revela o padre José Luís Rodrigues.
É por estes dias que as famílias se reúnem, recordando os seus entes queridos que já partiram. Na Póvoa de Lanhoso, a “visita” aos cemitérios decorre nos dias 1 e 8 de Novembro. Vindos de vários pontos do país, e até do estrangeiro, os familiares reúnem-se para prestar homenagem aos seus entes queridos. É tempo de reencontro das famílias e de oração.
“A tradição dedica, há séculos, o mês de Novembro a rezar pelas ”almas”. Talvez, porque no dia 2 de Novembro celebra-se “os Fiéis Defuntos”, o mês tem, entre nós e em mui- tos lugares, essa dimensão”, esclarece o padre José Luís.
Por estes dias, as freguesias ganham nova vida e o comércio local recebe o retorno deste culto aos entes falecidos, que se reflecte no aumento da venda de arranjos de flores e velas.
Longe vão os tempos em que o crisântemo era a flor que marcava presença na grande maioria dos arranjos. Apesar de muitos manterem a tradição, há quem opte por flores exóticas, que dão lugar a arranjos de grande beleza e de custos bem elevados. As floristas desdobram-se para responder às várias encomendas, das mais simples às mais elaboradas e são muitos os que defendem o regresso deste feriado religioso.

Missa Campal no Centro de Interpretação

Centro Social de Monsul comemora Dia Internacional do Idoso

Foi neste âmbito que o Centro Social e Paroquial de Monsul promoveu aos seus utentes um dia diferente de forma a comemorar o Dia Internacional do Idoso. O Centro de Interpretação do Carvalho de Calvos foi o local de eleição pelo seu cenário e pela paisagem magnífica em que a natureza mostra todo o seu esplendor através da paz que transmite.
Deste modo, o dia 1 de outubro foi vivido pelos utentes desta mesma instituição de forma diferente do seu quotidiano, em que puderam juntar o pedagógico, o convívio e o religioso. O objetivo, à semelhança das outras atividades, remete para a promoção de um envelhecimento ativo, quebrando o isolamento, solidão e exclusão, dando lugar a plena cidadania do idoso.
Durante a manhã a atividade versou sobre a propagação de plantas aromáticas, cujo objetivo foi aprender métodos de estaca destas mesmas espécies, seguindo-se um almoço convívio ao ar livre.
Contudo, o momento mais aguardado do dia remeteu para a eucaristia campal presidida pelo Padre Rafael Poças que proporcionou a todos os presentes um período de reflexão em torno da temática do isolamento e do amor ao próximo, tema esse relacionado com o dia do Idoso. Para finalizar este grande dia, cantaram-se os parabéns aos Séniores procedendo à entrega de uma lembrança.

IV Encontro Nacional de Mulher Bombeiro

“Entrada de mulheres foi lufada de ar fresco”

Cerca de 200 mulheres bombeiros estiveram reunidas na Póvoa de Lanhoso, para participarem no IV Encontro Nacional de Mulher Bombeiro.
A iniciativa teve como finalidade a troca de experiências por parte de mulheres que integram os corpos activos de várias corporações de bombeiros do país e estabelecer uma jornada de convívio.
“Os corpos de bombeiros têm, por norma, 80 por cento de homens e 20 por cento de mulheres. A piada está em juntar esses 20 por cento, e motivá-las para sermos exemplos para outras mulheres que possam vir a entrar para os bombeiros. É uma partilha de conhecimentos e para criar laços de amizade”, destacou Adozinda Pereira, sub-chefe dos Bombeiros Voluntários da Póvoa de Lanhoso e responsável pela organização do encontro.
O comandante da corporação, António Lourenço, destacou a importância do trabalho desempenhado pelos cerca de 30 elementos femininos do corpo activo.
“Esta mudança, de passar de um corpo 100 por cento masculino para um corpo de bombeiros misto, foi talvez o passo mais importante que nós demos na Póvoa de Lanhoso ao longo destes 22 anos em que sou comandante. É uma forma dos bombeiros acompanharem as novas realidades do ponto de vista social, e porque as mulheres foram e são uma mais-valia dentro do corpo de bombeiros, pela sensibilidade, pela sua entrega e pela sua forma de estar. Influenciaram comportamentos essenciais para um bom ambiente. Foi uma lufada de ar fresco”, admitiu António Lourenço.
O presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Manuel José Baptista, lembrou a garra de uma figura lendária do concelho, a Maria da Fonte, ao dizer que “este encontro veio na hora certa. Este ano inauguramos o centro Interpretativo da Maria da Fonte e a Póvoa de Lanhoso tem boas Maria da Fonte”. O encontro contou, ainda, com o testemunho de duas mulheres bombeiro, que desempenham funções de comando nos bombeiros voluntários de Vizela e da Póvoa de Varzim.
Ana Luísa Alves, adjunta de comando dos Bombeiros Voluntários de Vizela destacou que “foi preciso enfrentar preconceitos” mas os bombeiros acabaram por reconhecer “a competência e a de-dicação. Somos mulheres, mães e bombeiras, e é possível conciliar tudo isso”.
Opinião partilhada por Ilda Cadilhe, comandante dos Bombeiros Voluntários da Póvoa de Varzim, para quem “o papel da mulher no mundo dos bombeiros não é facil. A igualdade ganha-se com a pro-actividade.”
O Comandante Operacional Distrital, Hercílio Campos, destacou que a integração de mulheres nos corpos activos dos bombeiros “vieram trazer reforço da qualidade e dedicação.”
A cerimónia contou ainda com a presença do provedor da Liga de Bombeiros Portugueses e do presidente da Assembleia Geral da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Póvoa de Lanhoso e terminou com uma sentida homenagem ao comandante António Lourenço e ás bombeiras falecidas em serviço junto do Monumento ao Bombeiro.

Protocolo entre a Câmara Municipal e a Junta de Freguesia

Taíde melhora rede viária

A Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso e a Junta de Freguesia de Taíde vão assinar um protocolo de delegação de competências para execução de projectos de investimento, que visa a requalificação da Rua de Gerzat e da Rua Padre Torres, naquela freguesia. Em causa, está um investimento de 273 mil euros. No que se refere à beneficiação e pavimentação da Rua de Gerzat, o valor previsto é de 158 mil euros; no que diz respeito à Rua Padre Torres, a beneficiação e pavimentação vai orçar os 115 mil euros.
“Isto é muito importante para a freguesia”, refere o Presidente da Junta, Sérgio Soares, “uma vez que é uma das artérias que tem mais movimento e que está em péssimas condições”. O autarca local esclarece, contudo, que estas más condições “ficam a dever-se ao facto de esta via já estar dotada de infra-estruturas como água, saneamento, gás natural e fibra óptica”.
Esta delegação de competências tem como objectivos gerais promover a coesão territorial, o reforço da solidariedade interregional, a melhoria da qualidade dos serviços prestados às populações e a racionalização dos recursos disponíveis.
Sérgio Soares mostra-se satisfeito pela concretização deste anseio antigo. “A Junta de Freguesia agradece e reconhece o esforço da Câmara Municipal, que, numa altura de dificuldades, foi sensível a esta nossa necessidade, por-que é algo que é mesmo essencial não só para a população de Taíde, mas também de outras freguesias vizinhas e até de concelhos vizinhos”. Os trabalhos devem começar em breve. “Estou convicto de que antes do Natal teremos estas obras concluídas e assim poderemos receber melhor os nossos emigrantes”, considera o Presidente da Junta, que deixa uma consideração final: “Agradeço aos utilizadores destas artérias pela sua compreensão. Estamos sempre atentos às necessidades da nossa população, mas nem sempre é possível resolver os problemas no momento em que queremos”.

Números estão em franco crescimento

Projecto Social Angels promove emprego jovem

O Projecto Social Angels – Comunidade Empreendedora com início em Outubro de 2014, já envolve um total de 28 empreendedores, 21 empresas, 14 agentes, (organizações da economia social, uma escola e entidades públicas) e 107 jovens do ensino profissional, que estão a dar o seu contributo a este desafio. Estes números têm vindo a crescer.
O Social Angels visa captar o espírito empreendedor e inovador do território através de um processo de mobilização e participação activa de múltiplos agentes na (co)construção de projectos facilitadores da empregabilidade jovem, confluindo as respectivas missões, vocações, competências, interesses e vontades para a concretização deste desígnio.
A empregabilidade jovem é, portanto, um dos objectivos, sendo de destacar o trabalho com os estudantes do ensino profissional numa estreita parceria com a Escola Secundária da Póvoa de Lanhoso. Trata-se de jovens que se preparam para a entrada no mercado de trabalho e para quem a emigração é muitas vezes uma fuga forçada a uma situação de desemprego com a qual se podem deparar. A partir de um olhar do território e das suas áreas específicas de formação, os jovens são desafiados pelo Projecto a identificar e explorar ideias empre-endedoras que possam constituir oportunidades de emprego, fase a que se segue a estruturação global de produtos e a identificação dos mercados.
Assim foi no ano letivo anterior, culminando na realização do Mercado Empreendedor, a simulação de um mercado onde diversos agentes da comunidade, ali na qualidade de investidores, apostavam nas ideias de negócio dos jovens, tendo-se retomado este apoio a partir de Outubro, agora com a tónica na aproximação efectiva ao mercado de trabalho através do envolvimento de empresas.
O desafio de participação na Comunidade Empreendedora foi também, em paralelo, lançado a outros jovens, uns previamente identificados como potenciais empreendedores, com ideias de negócio já identificadas, outros captados através do Concurso de Empreendedorismo, concluído no dia 3 de Agosto após um processo de formação dos 12 participantes dos 8 projectos que chegaram à final. Neste caso, falamos de jovens que já terminaram o seu percurso formativo e que querem criar os seus negócios, propondo-se o Social Angels a disponibilizar-lhes o necessário apoio à estruturação dos seus projetos e futura consolidação.
Uma outra dimensão de actuação é a dinamização da Comunidade Empreendedora, nomeadamente através de workshops que reúnem empreendedores, empresários e diversas entidades à conversa em torno de um objectivo comum: a construção de um território mais empreendedor. Tem aí lugar a discussão participada em torno das oportunidades e recursos do território, de programas de financiamento. Acontece ainda a partilha informal de ideias de negócio e de contributos para aperfeiçoar aquelas que se encontram em fase de maturação e o networking, que tem promovido uma aproximação entre os intervenientes e, inclusive, gerado já sinergias efectivas entre os participantes. Assume destaque a comunidade específica no âmbito agroflorestal, um sector de actividade que tem vindo a afirmar-se de forma crescente no concelho da Póvoa de Lanhoso. O Social Angels é cofinanciado pelo Programa Cidadania Ativa - EEA Grants - Fundação Calouste Gulbenkian, e desenvolvido pela Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, entidade parceira, e pela Sol do Ave – Associação para o Desenvolvimento Integrado do Vale do Ave, entidade promotora. O Projecto surgiu no seguimento de um trabalho desenvolvido no âmbito do programa CLDS - Contratos Locais de Desenvolvimento Social, que terminou em 2013 e que permitiu uma experiência pontual com um grupo de jovens e entidades, que suscitou entre todos a necessidade e importância do seu desenvolvimento mais estruturado e alargado a um maior número de jovens no concelho.