Passeio Concelhio já é tradição

Dois mil povoenses em passeio a Fátima

Cerca de duas mil pessoas participaram no Passeio Concelhio a Fátima, que a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso dinamizou no passado dia 15 de Setembro com a colaboração das juntas de freguesia, das paróquias e da população em geral. Os bombeiros voluntários da Póvoa de Lanhoso também deram apoio à comitiva.
A chuva não fez diminuir o entusiasmo das pessoas que participaram, pois a deslocação a Fátima é sempre um momento pelo qual muito anseiam, sendo que, a par da vertente religiosa, existe um saudável convívio, que contribui para a boa disposição reinante.
O presidente da câmara municipal e os seus vereadores marcaram presença. “Sinto-me mais perto da população e, como já estou numa fase de despedida, começo a sentir mais estes momentos, mas estarei sempre presente desde que me convidem e é um orgulho enorme estar entre os povoenses e entre estes idosos, de quem gosto tanto”, referiu Manuel Baptista, já com alguma nostalgia. “Eu estarei sempre presente, porque o poder a mim não me alterou nada. Continuarei a ser a mesma pessoa, a tentar ajudar as pessoas, mas começa a doer, porque foram já muitos anos que dediquei a este povo maravilhoso e a este concelho. Sinto-me orgulhoso do trabalho que tenho feito ao lado desta gente que é magnífica”, acrescentou.
Como habitualmente, a saída dos perto de 40 autocarros do nosso concelho começou bem cedo, por volta das 7h00, com passagem pelo recinto da feira semanal para recolha dos lanches destinados aos participantes. Após uma paragem para breve descanso numa estação de serviço, o passeio continuou até ao Santuário de Fátima. Durante o caminho, alguns rezaram o terço, de forma individual ou em grupo.
Já no destino, pouco depois das 12h00, a Basílica da Santíssima Trindade acolheu a celebração de uma eucaristia pelo arcipreste da Póvoa de Lanhoso, padre Armindo Gonçalves, coadjuvado por mais cinco párocos: o padre Albino Carneiro, o padre Salvador Mota, o padre Rafael Poças, o padre Luís Fernandes Peixoto e o padre Augusto Baptista. A celebração foi abrilhantada pelo Grupo Coral de São Martinho de Travassos. O executivo municipal, liderado pelo Presidente da câmara, Manuel Baptista, assim como outros autarcas locais e populações assistiram e participaram nesta missa, em dia que o ca-lendário católico consagra à Nossa Senhora das Dores.
Terminada a cerimónia religiosa, é hora de almoçar. Munidos de guarda-chuvas e farnéis, debaixo dos sobreiros ou nalgum outro recanto, alguns povoenses optaram por almoçar ao ar livre; outros optaram por ir para locais abrigados que a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso providenciou para proteger do tempo chuvoso, que acompanhou a comitiva durante todo o dia, com mais ou menos intensidade. Esta foi ainda uma importante forma de as pessoas conviverem e reverem amizades de outras freguesias.
Maria das Dores da Silva, de Ajude, costuma vir a este passeio. “Acho muito bonito. Gosto do convívio de toda a gente”, foi dizendo, afirmando que participa “por ser a Fátima e pelo convívio”. Cristina Carvalho, da Póvoa de Lanhoso, também não costuma faltar. “Venho sempre a este passeio. É o máximo. É o melhor que os nossos presidentes nos podem dar”. Para esta senhora, a confraternização também é parte importante. “Agora vamos estar por aqui e vamos conviver todos. Se for preciso, cantar e dançar, como é o costume”, referiu no final do almoço. Também da Vila, Flora Alves é outra repetente. “Gosto, é bonito, é muito interessante e ainda mais quando convivemos. O convívio é o mais importante disto tudo”.
Quem vai a Fátima não costuma perder a oportunidade ainda para fazer uma oração na Capelinha das Aparições assim como para comprar lembranças para a família ou amigos e este dia não foi excepção.
A hora do regresso foi deixada ao critério de cada grupo, acontecendo faseadamente. Mesmo assim, em alguns casos houve ainda grande alegria nos autocarros já que houve grupos que aproveitaram para cantar músicas populares, animando e envolvendo até casa os restantes passageiros.

Povoenses insatisfeitos com atrasos do correio

Há cerca de um mês que se tem verificado atrasos na entrega da correspondência em várias freguesias do concelho. Os atrasos têm-se verificado nas freguesias de Garfe, Vilela, Taíde, Fontarcada, Frades, Serzedelo, Calvos, Rendufi-nho e em alguns locais da vila, no-meadamente Avenida dos Bombeiros Voluntários, Ponte Pereiros, Rua Neuves Maisons, Rua Comandante Luís Pinto da Silva, Aldeia e Moinhos Novos.
Em Vilela, os idosos queixaram-se da demora na entrega das reformas do mês de Setembro que, segundo um habitante, foram entregues com oito dias de atraso.
Em Garfe, uma moradora relatou ao ‘Maria da Fonte’ que recebeu a carta da luz já depois da data limite de pagamento. Outro dos queixosos, tendo já deixado a sua insatisfação no livro de reclamações, é o padre Luís Peixoto Fernandes. Ao ‘Maria da Fonte’, o sacerdote revelou que, caso a situação continue vai deixar de assinar os jornais diários de Braga pois, segundo o próprio, na semana passada recebeu a correspondência na sexta-feira e só voltou a ter correio na quarta-feira seguinte e isto porque foi reclamar junto dos CTT, tendo vindo um carteiro entregar-lhe o correio, depois de ter reclamado. O sacerdote recorda que esta situação verifica-se há cerca de um mês.
Uma carta enviada pelo sr. Arcebispo Primaz, com a convocatória para uma reunião importante, chegou fora de prazo. Valeu a mensagem enviada pelo Arcipreste da Póvoa de Lanhoso, padre Armindo Ribeiro, aos sacerdotes do concelho, avisando da referida reunião.
Paulo Ferreira, presidente da Junta de Freguesia de Garfe, já fez eco da insatisfação dos moradores daquela freguesia, tendo enviado um e-mail ao provedor dos CTT, dando conta dos atrasos na entrega do correio e da insatisfação dos populares, solicitando que a situação seja averiguada e rectificada a anomalia.
Paulo Ferreira revelou que alguns populares têm-se queixado que as fa-cturas surgem na altura de pagar ou já fora de prazo. Também as reformas foram entregues com alguns dias de atraso.  Aos presidentes de junta têm chegado as queixas dos moradores, que esperam que a situação seja resolvida rapidamente.
Há quem aponte que tal situação se deve à contratação de duas novas pessoas para realizar a distribuição naqueles locais. “Foram agenciadas duas novas pessoas para a entrega nesses locais. Há também menos um carteiro”, disse um popular, que não se quis identificar.
O ‘Maria da Fonte’ contactou Filipe Santos, chefe da distribuição da estação dos CTT da Póvoa de Lanhoso mas aquele responsável escusou-se a comentar o assunto, direccionando esclarecimentos para o Gabinete de Comunicação dos CTT.

História do Concelho da Póvoa de Lanhoso está agora acessível a todos

Enjeitada’ por uns e admirada por outros, eis Maria da Fonte

“Foi  a  Maria  da  Fonte  a  personificação  fantástica  de uma  coletividade de amazonas de tamancos, ou realmente existiu, em corpo e foice roçadoura, uma virago revolucionária com aquele nome e apelido?” A dúvida foi suscitada pelo escritor Camilo Castelo Branco, no seu romance ‘a enjeitada’ publicado em 1884 e baseado no relato do administrador do concelho contra quem as mulheres se revoltaram, no ano de 1846.
No ano seguinte à publicação, a Póvoa de Lanhoso tenta repor a verdade sobre Maria da Fonte e, é neste  contexto, que nasce o jornal Maria da Fonte, que procura relatar os acontecimentos com o objectivo de ‘desmontar’ a imagem que o romance de Camilo Castelo Branco faz transparecer.
É um jornal local contra o ‘peso’ de um escritor reconhecido, mas há “uma apropriação idiossincrática pela comunidade da Póvoa de La- nhoso” explica Paulo Freitas, técnico superior do município da Póvoa de Lanhoso que, fruto da sua formação em História, se tem dedicado a Maria da Fonte.
Através do jornal, Maria da Fonte passou a entrar, todas as semanas, na casa das pessoas e é a força da comunidade que continuará a renovar o espírito que esteve subjacente à revolta das mulheres no Minho que teve impacto no concelho, com a demissão do administrador Ferreira  de Mello, e no país com a demissão do ministro de então.
Maria da Fonte passou a ser evocada de múltiplas formas. Está imortalizada em hino, mas também na música, na literatura, nos jornais e periódicos.
Na Póvoa de Lanhoso, foi também criado o Sport Clube Maria da Fonte, em 1925, outra instituição que leva o nome da heroína.
Mais recentemente, foi fundada a Academia de Música Maria da Fonte que, desde o ano lectivo transacto, assegura o ensino articulado da música na Escola Básica do 2.º            e 3.º ciclos Gonçalo Sampaio.
A história e a memória associada a Maria da Fonte está no Centro Interpretativo que leva o seu nome e que pretende ser espaço de educação, de divulgação e de investigação, não só para as gentes do concelho, mas aberto a todos os visitantes, em especial às escolas.
Para criar este espaço, o município da Póvoa de Lanhoso adquiriu e intervencionou, com o apoio de fundos comunitários, dois edíficios, localizados no Largo António Lopes e a ladear o Theatro Clube.
Num dos edifícios - onde está agora instalado o núcleo interpretativo - terá funcionado, no rés-do-chão, a taberna de uma das mulheres da revolta - Maria Luísa Balaio.
O núcleo documental está direccionado para um público mais especializado, disponibilizando postos de estudo e até scaner para digitalizar os documentos, abrindo caminho para novas investigações.

Inauguração do Centro Interpretativo Maria da Fonte

Obra perpetua o legado de Maria da Fonte

Os 723 anos da Póvoa de Lanhoso ficam na história com a inauguração do Centro Interpretativo Maria da Fonte em mais um Dia do Concelho que ontem contou com o presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDRN), Emídio Gomes.
O presidente da CCDRN assumiu-se honrado por ficar com o seu nome ligado ao concelho - depois de figurar na placa inaugural do centro - e afirmou que a Póvoa de Lanhoso “tem motivos” de felicidade pelo Dia do Concelho, mas também porque os fundos estruturais foram empregues “numa obra bem concretizada, que tem destino e continuidade”.
Emídio Gomes referia-se aos 85 por cento da comparticipação financeira dos fundos comunitários nos cerca de dois milhões de euros de investimento feito no Centro Interpretativo Maria da Fonte. O responsável da CCDRN realçou a dimensão do conhecimento do espaço ontem inaugurado, mas também a componente educativa de um centro que vem enriquecer o roteiro histórico-cultural da região que “tem vindo a crescer, de forma consolidada, nos índices turísticos”.
O presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Manuel Baptista, manifestou o seu “orgulho e sentida responsabilidade” por “colocar ao serviço dos povoenses e do mundo um centro interpretativo” que pretende “manter viva a história” que “é o maior legado, do ponto de vista cultural, que deixamos às próximas gerações”.
Manuel Baptista quer fazer do centro “um espaço vivo, interactivo e com outras dimensões culturais que passam pela formação musical, pelo acolhimento de aulas e eventos de história local”.
À CCDRN manifestou a vontade de “continuar a trabalhar em conjunto” até porque “há desafios para cumprir no próximo quadro comunitário de apoio”.

Exaltação do espírito de comunidade e de quem trabalha em prol do concelho

Homenagem a quem trabalha
pelo concelho em dia histórico

O Dia do Concelho evoca a data da atri-buição do foral à Pó-voa de Lanhoso, mas já se consagrou como momento de reconhecimento a povoenses, ou não, mas que se destacam pelo trabalho em prol do concelho. Instituído por Manuel Baptista no seu segundo mandato autárquico, o Dia do Concelho já é mais que uma data histórica. “É um dia de festa que exalta o espírito de comunidade e o contributo dado ao concelho” afirma o autarca.
Foram três as personalidades homenageadas pelo município da Póvoa de Lanhoso.
Ligado à gestão dos fundos comunitários destinados à região norte, Carlos Manuel Duarte Oliveira vê reconhecido o seu contributo ao desenvolvimento do concelho.
Licenciado em Agronomia pelo Instituto Superior de Agronomia, da Universidade Técnica de Lisboa, em 1982, Carlos Duarte é, desde Outubro de 2007, membro da Comissão Directiva do ON2 - o Novo Norte - no âmbito do Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN).
Foi director regional de Agricultura de Entre Douro e Minho, entre 2002 e 2004, altura em que assumiu funções como secretário de Estado adjunto do ministro da Agricultura e das Pescas no XVI Governo Constitucional (2004-2005).
Carlos Duarte exerceu várias funções na área da tutela da Agricultura e Pescas, tendo sido também de-putado da Assembleia da Re-pública entre 1987 e 1999.
Pela relevância da sua actuação ao nível da educação, da formação e do associativismo, o município da Póvoa de Lanhoso homenageia Luísa Maria Monteiro Rodrigues Sousa Dias.
A directora do Agrupamento de Escolas Gonçalo Sampaio, iniciou funções como professora provisória do 2º grupo na então Escola Preparatória da Póvoa de Lanhoso, onde leccionou a disciplina de Francês, no ano lectivo de 1975/76.
Licenciada em Filologia Românica pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto e Mestre em Ciências da Educação, na área da Administração e Organização Escolar pela Universidade Católica Portuguesa, desde 2013, Luísa Rodrigues passou por outras escolas até chegar à direcção do agora Agrupamento Gonçalo Sampaio. Tem assento no Conselho Municipal de Educação e representou a Educação na Comissão de Protecção deCrianças e Jovens entre 1999 e 2012.
Luísa Rodrigues é presidente da delegação da Póvoa de Lanhoso da Cruz Vermelha Portuguesa desde 1996 até à data. É também sócia fundadora da Associação de Apoio aos Deficientes Invisuais do Distrito de Braga.
Integra a Assembleia Municipal da Póvoa de Lanhoso, órgão a que presidiu de 1993 a 1997.
Nascido e criado na Póvoa de Lanhoso, em Porto D’Ave, na freguesia de Taíde), José Joaquim Torcato Soares Baptista iniciou a sua actividade profissional numa empresa familiar fundada pelos seus pais há mais de 35 anos. É pelo seu dinamismo empresarial e social que é homenageado neste Dia do Concelho da Póvoa de Lanhoso.
O gosto pelos têxteis e a apetência pela gestão contribuíram muito para que desenvolvesse competências e capacidades de liderança, de organização, de inovação e de visão estratégica empresarial, que o conduziram ao sucesso profissional - que atribui em muito aos seus colaboradores - mas também pessoal e social.
José Baptista é um dos maiores empregadores da região, e para além de admi-nistrar várias empresas ligadas ao sector têxtil, desempenhou outros cargos. Foi juiz da confraria de Porto D’Ave; vice-provedor e presidente da Assembleia Geral da Santa Casa da Misericórdia da Póvoa de Lanhoso e foi vice-presidente da Associação Industrial do Minho.

Presidente da Câmara fala do Centro Interpretativo e da aposta na cultura

Centro Interpretativo é história
mas também cultura e educação

A dois anos de terminar o 3.º e último mandato como presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Manuel Baptista assume o seu orgulho no Centro Interpretativo Maria da Fonte e acre-dita que este projecto vai orgulhar, também, os povoenses e, acima, de tudo, contribuir para preservar a memória e a história do concelho e do país.
O sonho de ‘dar uma casa’ à heroína ‘Maria da Fonte’ começou a ser acalentado há dez anos quando o edil povoense decidiu adquirir duas casas localizadas no Largo António Lopes, paredes meias com o Theatro Clube, na altura ainda sem destino para lhes dar. Foi já no segundo mandato autár-quico que surgiu a possibilidade de obter financiamento para projectos naquela área urbana classificada como zona de interesse municipal.
Com os edifícios na posse do município, “tínhamos todos os ingredientes para avançar com uma candidatura a fundos comunitários” explica Manuel Baptista.
Em homenagem a Maria da Fonte, nasce a ideia do Centro Interpretativo, um investimento de cerca de dois milhões de euros comparticipados, em 85 por cento, pelo quadro de referência estratégica nacional (QREN) e que se propõe ‘escrever’ um novo capítulo na história da heroína que, de foice na mão, mudou o rumo da história do concelho da Póvoa de Lanhoso e de Portugal.
Divulgar a história de Maria da Fonte é o grande objectivo do Centro Interpretativo que pretende ser, também, espaço de cultura e educação.
“O objectivo é que seja uma sala de aulas para os alunos do concelho e de todo o país” afirma o presidente da Câmara, que deixa a porta aberta a escolas e outras instituições de ensino e investigação, além da comunidade em geral.
Além da vertente educativa, pretende-se “criar, nos jovens, bairrismo e identificá-los com a sua história” sublinha Manuel Baptista que destaca, ainda, a componente cultural do espaço, que alberga também o arquivo histórico municipal.
A música também ganha espaço no Centro Interpretativo Maria da Fonte com salas preparadas para ensaios e outras iniciativas, além de um mini-auditório com capacidade para meia centena de pessoas.
Salvaguardada está já a hipótese de ampliar o Centro Interpretativo com a aquisição de outra habitação contígua, estando o município a negociar a compra de uma quarta casa, avança o autarca.
O Centro Interpretativo junta-se a espaços como o Theatro Clube e o Centro Escolar António Lopes num quarteirão que o edil povoense quer transformar numa zona cultural.
Doado ao município, o edifício que alberga o Centro Escolar António Lopes chegou a ser equacionado para instalar a biblioteca municipal, mas Manuel Baptista entendeu manter a função escolar, respeitando o legado.
A cultura tem merecido uma atenção especial dos executivos de Manuel Baptista que destaca o envolvimento da população e das associações do concelho num conjunto de eventos.
O teatro é um exemplo e até os funcionários do município uniram esforços e formaram um grupo que tem chamado a população ao palco de várias iniciativas.
A peça ‘Limpezas Maria da Fonte’, que abriu a programação do Dia do Concelho, foi coordenada pela direcção artística do Theatro Clube, mas mobilizou outros intervenientes.
Outro exemplo de mobilização é a feira tradicional Maria da Fonte, outro evento que marcou o programa do Dia do Concelho.
O presidente da Câmara realça o apoio e o envolvimento das associações e juntas de freguesia do concelho. “São importantes para que estas iniciativas sejam um sucesso e uma realidade” reforça.
A participação da comunidade teve reflexos na primeira edição do orçamento participativo que o município da Póvoa de Lanhoso promoveu, este ano, e que merece um balanço positivo de Manuel Baptista.
Os projectos escolhidos estão em fase de orçamentação para serem depois executados no terreno.
Mesmo assim, o edil povoense considera que “terá de haver ajustes nos critérios” de elegibilidade dos projectos, sempre com o objectivo de melhorar, e para que as comunidades mais pequenas, mas com projectos válidos, não sejam prejudicadas.

No culminar das comemorações do Dia do Concelho da Póvoa de Lanhoso

Milhares acorreram
à Feira Maria da Fonte

Terminaram da melhor forma as comemorações do Dia do Concelho da Póvoa de Lanhoso, sendo de considerar que foi um sucesso a realização da primeira Feira Tradicional Maria da Fonte. Fica a promessa de novas edições.
Milhares de pessoas acorreram, durante o dia de ontem, 27 de setembro, à Praça Eng. Armando Rodrigues, na Vila, palco central para um conjunto de propostas que envolveu desde recriações históricas à mostra de artes e ofícios “da época”.
 Esta I Feira Tradicional teve o mérito de envolver Juntas de Freguesia, coletividades e população, que trabalharam em conjunto com os colaboradores da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso para dar a conhecer e valorizar a nossa história, em particular, a que se refere à revolta da Maria da Fonte.
“Está aqui muita gente, porque as pessoas se identificam com a Maria da Fonte, a Maria da Fonte é nossa, só nós temos a Maria da Fonte”, referia Fernando Ferreira, um dos muitos povoenses que se deslocou à Praça na tarde de ontem para assistir à recriação da revolta e da prisão de Josefa Caetana assim como à homenagem final à heroína Povoense, já no Jardim António Lopes. Aí foi com emoção que muitas das pessoas presentes acompanharam o conhecido Hino da Maria da Fonte, interpretado por Cristiana Costa Fernandes, de 19 anos, e por Henrique Gonçalves, 16 anos, ao violino, ambos de Sobradelo da Goma.
O bom tempo ajudou. A Feira começou com um desfile etnográfico que percorreu as principais artérias da vila. Esta foi uma oportunidade para as pessoas procurarem em seus pertences objetos como foices e sacholas, ferros a carvão, balanças e pesos, potes, brinquedos, etc. e para os colocarem em exposição para os transeuntes reverem ou conhecerem. Durante o dia, houve ainda uma desfolhada, uma malhada e uma vindima, sendo que os visitantes puderam passar pelas tabernas e participar em jogos tradicionais como a malha, o lencinho, a macaca, e outros, tudo acompanhado pelas atuações que foram acontecendo dos ranchos folclóricos locais.

Peça juntou colaboradores da autarquia e jovens povoense

‘Limpezas Maria da Fonte’ aposta
no teatro amador do concelho

Trata-se de mais uma produção da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso através do Theatro Club e que surge após o sucesso de “O Petrificado” e “1514”. “Limpezas Maria da Fonte” estreou no Theatro Club, no dia 24 de Setembro, no âmbito das comemorações dos 723 anos do concelho e foi um verdadeiro sucesso comunitário.
Tem como actores funcionários e colaboradores da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso assim como jovens povoenses (que iniciaram a sua formação no Club de Teatro e que depois foram convidados a integrar o elenco principal).
 Esta peça tem encenação de Maíra Ribeiro, que é coautora do texto juntamente com R. M. Cruz. O cenário foi desenhado pela encenadora Maira Ribeiro e construído nas oficinas da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso.
 Trata-se de uma comédia de costumes, que visa deixar o público bem-disposto. Inspira-se na Revolta da Maria da Fonte, mas não se trata de uma aula de história. É a história de uma empresa de limpezas, cujos funcionários se revoltam com o administrador por este querer introduzir algumas alterações e reclamam melhores condições de trabalho.Esta peça vai ser reposta na Casa do Povo de Briteiros, no dia 17 de Outubro, pelas 21h30, a convite da Citânia - Associação Juvenil, no âmbito do encontro de teatro amador.
 A vontade de imprimir à cultura da Póvoa de Lanhoso uma nova dinâmica que passava pelo reanimar do Teatro Amador fez surgir uma primeira encenação protagonizada, na sua maioria, por funcionários da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, ‘O Petrificado’.
Já para celebrar os 500 anos da entrega do Foral Novo Manuelino às Terras de Lanhoso nasceu a comédia “1514”, que teve apresentações em concelhos como Amares, Mondim de Basto e Terras de Bouro para além da Póvoa de Lanhoso.

Projecto localizado em Águas Santas

JSD sensibiliza jovens no regresso às aulas

Com o tema ‘Participa por um Portugal à frente!’, a Juventude Social-democrata da Póvoa de Lanhoso quis dar as boas-vindas e desejar um bom ano lectivo aos estudantes do concelho, desenvolvendo uma campanha de regresso às aulas na Escola Secundária da Póvoa de Lanhoso, na Escola E.B. 2,3 Professor Gonçalo Sampaio, na Escola Profissional do Alto Ave e na Escola Básica Integrada do Ave, na freguesia de Taíde.
Nos dias 23 e 24 de Setembro, a JSD da Póvoa de Lanhoso distribuiu horários escolares e apelou à participação cívica dos jovens estudantes na sociedade.
A JSD/Secção Póvoa de Lanhoso acredita que “se desejamos resgatar o futuro da actual geração jovem e da vindoura, devemos construir uma alavanca de mudança e de soluções para os problemas que enfrentamos no passado e que ainda hoje enfrentamos”.
“O país precisa de nós, das nossas capacidades, do nosso dinamismo, da nossa vontade de melhorar e de lutar por um presente e futuro melhores, pois esta geração de jovens terá um papel fundamental para ajudar o país a sair da situação complicada em que ainda se encontra. É necessário passar uma mensagem de optimismo aos jovens, incentiva-los a que não desistam dos seus objectivos e que invistam na sua formação, conhecimento e civismo… Porque agora Portugal pode mais e o futuro deste país somos nós, os jovens.”, refere Luís Carvalho, presidente da JSD/Secção Póvoa de Lanhoso.
A Juventude Social-democrata da Póvoa de Lanhoso deixa, assim, e mais uma vez, uma mensagem de incentivo aos estudantes do nosso concelho, desejando, a todos eles, um bom regresso às aulas e que procurem ser bons cidadãos, activos, dinâmicos e empreendedores, sem esquecer a mensagem desta campanha: “Investe na tua formação, conhecimento e civismo. Investe em ti! Tu agora podes mais! Tu decides! Participa por um Portugal à frente!”