EDITORIAL
Medrosos
Embora no centro esquerda, refiro-me ao PS, as instruções no que respeita às eleições presidenciais sejam de quanto me-nos se falar no assunto melhor, o que é certo é que já há dois candidatos que se apresentaram a jogo: Sampaio da Nóvoa, na qualidade de independente, e Maria de Belém.
Independentemente da qualidade dos dois candidatos e dos problemas que as suas candidaturas criaram no interior do PS: Sampaio da Nóvoa afunilando o PS mais à esquerda criou clivagens várias nas facções mais moderadas do partido; Maria de Belém, mulher franzina mas “tesa” nas suas convicções, apoiada por grande parte do partido ainda chamado de Segurista disse presente criando cala-frios na nova direcção mas esteve-se nas tintas para isso. Parabéns.
No centro direita são uns medrosos. Depois da saída de sena de Santana Lopes, os dois candidatos que estão mortinhos por o serem: Marcelo Rebelo de Sousa e Rui Rio mantêm-se estrategicamente nas covas para verem o que os resultados das eleições legislativas vão dar.
Só este tipo de comportamento deveria ser suficiente para nenhum deles lá chegar.
Dever-se-iam lembrar da lição que Jorge Sampaio deu há vinte anos quando grande parte dos Partido Socialista não morria de amores por ele disse presente sem hesitações. O PS ainda ripostou com Soutto Mayor Cardia mas não foi longe e teve que se render às evidências e declarar apoio a Jorge Sampaio. É desta fibra que se fazem os candidatos ganhadores.
Marcelo Rebelo de Sousa até poderá vir a ser eleito – segundo os estudos de opinião tem grandes chances de lá chegar – mas será que uma vez Presidente vai ser assim tão calculista?
O país precisa de um Presidente de fibra. Que não acerte sempre como é óbvio mas que decida muitas das vezes arriscando.
Uma nota final: se pensa ser candidato, como todo o país pensa que ele pensa, não deveria ter renovado o contracto como comentador da TVI. Um desaparecimento de dois ou três meses só o favorecia. A mim não me agrada nada ver o nosso Presidente ainda a cheirar a estúdio de televisão e com o último comentário ainda “no ar”.
Até um dia destes
Programa bastante diversificado
Centro Interpretativo Maria da Fonte inaugurado no Dia do Concelho
O Dia do Concelho, a 25 de Setembro, fica marcado, de entre outros, pela inauguração do Centro Interpretativo Maria da Fonte, junto ao Theatro Club, que resulta das obras de restauro e ampliação dos prédios adjacentes ao Theatro Club, no Largo António Lopes, na vila.
A antecipar o dia festivo, no dia 24, pelas 21h45, tem lugar a estreia da peça de teatro ‘Limpezas Maria da Fonte’, no Theatro Club..
Ao longo da manhã do dia 25, no Centro Interpretativo Maria da Fonte (CIMF) decorre uma ‘Aula de História Local’. De tarde, às 17h30, é inaugurado o CIMF e, às 18h30, tem lugar a sessão solene do Dia do Concelho.
À noite, pelas 21h30, o Theatro Club acolhe um concerto musical pelo grupo ‘Canto D’Aqui’ ‘.
No dia 26, o CIMF recebe, pelas 17 horas, a apresentação dos livros: A Póvoa de Lanhoso no Liberalismo e Atas da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso de 1837 a 1858.
No dia 27, das 10 às 20 horas, na Praça Engenheiro Armando Rodrigues, decorre a Feira Tradicional Maria da Fonte.
Depois de uma vida de trabalho...António Joaquim Costa vive intensamente cada dia da sua vida
“Fui servir com 8 anos”
Completa 96 anos de vida no dia 2 de Novembro. Nasceu em Vilela e mora no lugar de Vilarinho, na freguesia da Póvoa de Lanhoso (N.ª Sr.ª do Amparo). De grande vivacidade, não gosta de estar parado. O segredo da jovialidade, segundo António Joaquim da Costa, são os chás que toma. Tília, hipericão, carqueja, erva de S. Roberto e folha de freixo.
António Joaquim da Costa apenas frequentou a escola durante 3 meses. Com oito anos foi servir. As dificuldades vividas naquela época levaram os seus pais a tirá-lo da escola. Foi servir dos oito anos até ir para a tropa e foi aí que aprendeu a ler alguma coisa.
“Nessa ocasião não havia nada. Era uma escravidão. Não havia pãozinho. Os meus pais tiraram-me da escola e puseram-me a servir. A professora, quando a minha mãe me tirou de lá, disse que era um pecado tirar-me da escola pois em três meses passei o primeiro livro duas vezes”, explica António Joaquim da Costa.
“Andei quatro anos na tropa. Um ano aqui em Braga e três anos na ilha do Faial, nos Açores. Assentei praça em 1940. Casei em 1948. Andei ao jornal para ganhar um dinheirinho para casar”, recorda.
Foi buscar a namorada e depois esposa, Maria da Luz Azevedo, falecida há 14 anos, à freguesia onde nasceu: Vilela. Apesar de terem nascido na mesma freguesia, não se conheciam. Foi para os Açores. Regressou, a 12 de Dezembro de 1944. Foi nesse ano que iniciaram conversa. Casaram em 1948. Tiveram 10 filhos do casamento que durou 52 anos. Permanecem 8 vivos: 4 raparigas e 4 rapazes. Vive, em Vilarinho, com o filho Paulino e com a nora Lola e uma neta.
Casou e ficou em Vilela. Foi para a quinta de uma tia. Fazia o trabalho na quinta e ainda ganhava algum dinheiro a trabalhar fora. A esposa passava o dia a tecer. Era uma vida de trabalho e entreajuda.
Depois de dois anos em Vilela, foi para Quintela e mais tarde para Porto d’Ave, onde permaneceu doze anos como caseiro numa quinta. De lá, voltou para Vilela.
Depois de anos e anos de trabalho, não gosta de estar quieto. Gosta de ser entreter nos terrenos. Só a audição o trama pois tem ainda uma óptima visão. “Enfio uma linha na agulha sem óculos”, destaca António Joaquim.
É utente da Misericórdia da Póvoa de Lanhoso, no serviço de Apoio Domiciliário, e frequenta as actividades. Gosta de jogar à sueca e é com orgulho que exibe um diploma de vencedor de um torneio de sueca na Apúlia, onde foi passar uns dias.
São inúmeras as histórias e vivências para contar. Adora conversar e tem uma excelente memória. Recorda factos e histórias com uma precisão fantástica. Não perde os passeios proporcionados pela Junta de Freguesia da Póvoa de Lanhoso.
Foi à Madeira e viajou pela primeira vez de avião. Para além da Madeira, gostou dos passeios ao Douro. Uma ocasião, impulsionado pelos filhos, fez uma surpresa à filha que está em França. Gosta de conversar e de dar bons conselhos.
Gabriela Fonseca optimista para o arranque de mais um ano escolar
“É por e para os nossos alunos que trabalhamos diariamente”
O ano lectivo arrancou no concelho da Póvoa de Lanhoso sem percalços nem atrasos. A garantia é dada pela vereadora da Educação, Gabriela Fonseca, numa entrevista em que explica o papel da autarquia na manutenção e conservação dos edifícios escolares e enumera os apoios que a Câmara dá às famílias povoenses, com filhos em idade pré-escolar e escolar.
Como está a correr a abertura do novo ano lectivo?
A preparação do ano lectivo está a decorrer dentro da normalidade.
O início do mês de Setembro é sempre muito trabalhoso devido às inúmeras reuniões que se tem de realizar com os agrupamentos, com as empresas transportadoras, com as IPSS’s do concelho (que são nossas parceiras no serviço de refeições e na componente de apoio à família), com os pais e presidentes de junta, com a distribuição dos manuais escolares, entre outros. Mas tudo está a decorrer normalmente e nos prazos previstos.
Quais são as principais alterações (se as há) para este ano lectivo?
As alterações a efetuar têm a ver com acertos na organização dos transportes e na componente de apoio à família na educação pré-escolar.
Uma alteração importante prende-se com a aquisição de uma plataforma de ensino assistido, que vai permitir gerir melhor todos os equipamentos municipais, onde se inclui os edifícios escolares. Com essa plataforma vai ser possível um controle mais eficaz da frequência das crianças/alunos nas refeições escolares, assim como das actividades de animação e de apoio à família.
Outra alteração importante é o alargamento do regime de fruta escolar a todas as crianças do 1.º ciclo do ensino básico.
Em termos de infra-estruturas, que requalificações foram feitas?
Em termos de infra-estruturas, as requalificações cingiram-se ao essencial, para garantir o conforto e a qualidade das instalações. Neste ano lectivo temos em funcionamento sete estabelecimento de educação pré-escolar e cinco centros escolares (considerando que a EBI do Ave acolhe os alunos do 1.º CEB do Agrupamento da Póvoa de Lanhoso).
Quantos alunos haverá no novo ano lectivo? Há um quebra ou um aumento?
No ano lectivo 2015/2016, o concelho da Póvoa de Lanhoso terá a frequentar nos Jardins de Infância 402 crianças e 835 alunos no 1.º Ciclo do Ensino Básico. Há um acréscimo de 9 crianças relativamente ao ano anterior. Nos restantes níveis de ensino, ainda não tenho números, pois estão na alçada direta do Ministério da Educação e Ciência, o que não acontece com a Educação Pré-Escolar e 1.º CEB que só dependem do Ministério, via Agrupamentos de Escola, pedagogicamente. Nos últimos anos verificou-se uma tendência descendente do número de alunos correspondente à diminuição de cerca de 50 alunos, por agrupamento.
Quais são os apoios escolares que a Câmara presta nesta altura?
A Câmara dá um apoio significativo às famílias, que abrange os manuais escolares, o transporte dos alunos e as refeições. Oferecemos ainda fruta a todos os alunos do 1.º Ciclo. No ensino secundário e no ensino superior, há alguns anos a esta parte que a autarquia apoia os jovens povoenses e as suas famílias, com a atribuição de bolsas de estudo aos alunos mais necessitados.
Como está o processo de transportes e refeições escolares?
Como referi no início, as reuniões têm vindo a ser efectuadas por forma a acautelar que o novo ano lectivo comece sem percalços e com toda a normalidade. Não é uma logística fácil, mas com a colaboração de todos - IPSS’s, presidentes de Junta, agrupamentos, pais e/ou encarregados de educação - tudo se consegue organizar da melhor forma para os alunos. No entanto, alerto que situações ideais não existem.
Mas estou certa que o arranque do ano lectivo decorrerá da melhor forma possível para bem dos nossos alunos. É para eles e por eles que trabalhamos diariamente, para que usufruam das melhores condições físicas e materiais ao longo do seu processo de aprendizagem e para que haja igualdade de oportunidades para todos.
No 111.º aniversário dos Bombeiros Voluntários
Oito novos bombeiros reforçam corpo activo
Os Bombeiros Voluntários da Póvoa de Lanhoso contam agora com oito novos elementos que receberam as suas divisas em dia de 111.º aniversário da corporação.
Além dos novos bombeiros, a corporação povoense iniciou uma nova recruta com 18 estagiários, “sangue novo” que “é sempre necessário para revitalizar, dinamizar e apresentar novas respostas” afirmou ontem o comandante dos Bombeiros Voluntários da Póvoa de Lanhoso, António Lourenço.
Para o comandante, os 18 novos recrutas são “18 novas esperanças para os bom-beiros”, sendo que muitos deles têm a particularidade de serem familiares de bombeiros e ex-bombeiros, pelo que conhecem as dificuldades e as exigências.
Ao corpo de bombeiros, o comandante dos Bombeiros Voluntários da Póvoa de Lanhoso, agradeceu “pelo que têm dado à corporação e à Póvoa de Lanhoso”.
Além do trabalho do dia-a-dia, os soldados da paz participaram activamente no peditório que os levou a calcorrear as freguesias do concelho e que permitiu angariar cerca de 40 mil euros.
O dinheiro destina-se a comparticipar a aquisição de uma ambulância de transporte de doentes ou de um veículo de combate a incêndios florestais, explicou ao ‘Correio do Minho’, o presidente da Direcção, padre Luís Fernandes.
A cerimónia de ficou ainda marcada pela imposição de condecorações e de galões e dois novos adjuntos do comando: Luís Gabriel Soares e João Freitas Soares.
População e instituições apoiam os bombeiros
Entregue mais uma ajuda monetária à corporação
Os Bombeiros Voluntários da Póvoa de Lanhoso são a instituição mais querida do concelho, o que “é motivo de orgulho” assume o presidente da Direcção, o padre Luís Fernandes que agradeceu à população e a todos os que têm apoiado a corporação povoense.
Foi entregue aos bombeiros um cheque de 1305 euros, receita angariada com uma festa do vinil.
No passado mês de Agosto, a Junta de Freguesia da Póvoa de Lanhoso também organizou um evento cuja receita - cerca de 1800 euros - também reverteu para a corporação povoense. Este ano, um benemérito doou 25 mil euros à associação humanitária para apoiar aquisição de ambulância, pedindo apenas o anonimato do seu acto, apurou o ‘Correio do Minho’.
Na cerimónia que assinalou os 111 anos da associação humanitária, o Pe Luís Fernandes agradeceu, em particular, à Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, não só pelo cheque de 1305 euros, mas pelo “apoio contínuo”.
“Todos os dias batemos à porta e a Câmara está sempre disponível para ajudar” seja para consertar um carro ou qualquer coisa, afirmou o presidente da Direcção.
O presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Manuel Baptista, assumiu: “não faço mais que a minha obrigação ao apoiar bombeiros e qualquer instituição do concelho”.
O edil elogiou a disponibilidade de “homens e mulheres que estão 24 horas por dia e 365 dias por ano ao serviço da Póvoa de Lanhoso”.
Aniversário da Santa Casa da Miericórdia
Humberto Carneiro e equipa
candidatam-se a novo mandato
O provedor da Santa Casa da Misericórdia da Póvoa de Lanhos, Humberto Carneiro, e a restante mesa administrativa são candidatos a um novo mandato.
O anúncio foi feito ontem pelo provedor na sessão solene que assinalou os 98 anos da Misericórdia.
Em dia de comemoração, dedicado às obras sociais do benemérito António Lopes, Humberto Carneiro fez o ba-lanço do trabalho feito e anunciou a recandidatura, recebendo, desde logo, vários apoios, a começar pelo presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Manuel Baptista.
Referindo-se à Misericórdia, o edil povoense fez questão de reconhecer, publicamente, “a visão e a excelente gestão a que assistimos nesta instituição”, destacando “quem faz acontecer os projectos”.
Manuel Baptista agradeceu, em nome do concelho da Póvoa de Lanhoso, a Humberto Carneiro a sua “dedicação e entrega a esta causa” e realçou o investimento na “sustentabilidade financeira sem perder o lado humano que deve estar sempre presente”.
Assumindo o “respeito pelos processos eleitorais da insituição”, o presidente da Câmara lembrou que “em equipa que ganha não se mexe” e manifestou que “a Santa Casa está em boas mãos”.
Também o presidente da União das Misericórdias Portuguesas, Manuel Lemos, incitou Humberto Carneiro e a sua equipa a “continuar o trabalho que estão a fazer, com serenidade e com calma”.
Manuel Lemos afirmou que “o que esta Misericórdia tem feito é apresentar resultados” e destacou a articulação com o município.
No que toca ao papel da Misericórdia da Póvoa de Lanhoso, o autarca local realçou a marca da actual gestão: a saúde.
Neste domínio, Manuel Baptista assumiu que a ampliação do Hospital António Lopes “vem assegurar cuidados de alta qualidade e de forma mais alargada” num concelho rural e envelhecido.
Mas foi com a reabertura da consulta aberta, no próximo ano no hospital da Misericórdia, colmatando o horário nocturno, fins-de-semana e feriados do centro de saúde local, que o edil mais se congratulou, possbilitando um acesso à saúde mais rápido e menos custoso.
“Com esta medida, o actual governo corrige um erro do passado” afirmou Manuel Baptista.
Nossa Senhora de Porto d’Ave
Noite Gerações… uma noite de magia
A ‘Noite Gerações’ assume-se como um momento único nas festividades em honra de Nossa Senhora do Porto d’Ave, na freguesia de Taíde. O sucesso e a qualidade que em cada ano é incutida à ‘Noite Gerações’ atrai cada vez mais público.
Um verdadeiro sucesso assim se pode apelidar a edição deste ano, realizada a 4 de Setembro. DAMA, Pete Tha Zouk, Ademar, Noiserv, Vercetti & Luigi, Easy DJ e Rui & Cirilo preencheram a edição deste ano. Ano após ano, a NG atrai cada vez mais público e o sucesso atravessa as fronteiras da região, levando o nome do evento pelo país fora.
Tradição voltou a cumprir-se
Bifes e melões atraem
muita gente a Porto D’ Ave
Os bifes e os melões casca de carvalho continuam a dar outro ‘sabor’ à romaria de Nossa Senhora de Porto d’ Ave, na freguesia de Taíde, Póvoa de Lanhoso, que teve o seu ponto alto com as celebrações religiosas.
Por estes dias, são muitos os que acorrem a Porto d’ Ave, não só por devoção, mas para cumprir a tradição de comer o ‘bife à romaria’.
O bife vende-se ao quilo e é o cliente que escolhe a peça de carne que quer. Depois de ir à balança, o bife é cozinhado.
O ‘bife à romaria’ é frito e servido com cebolada e batata frita, mas há outras opções.
Vítor Fernandes, do ‘Restaurante Fafense’, afirma que não tem sentido a crise. Instalado no recinto da festa de N.ª Sr.ª de Porto D’ Ave desde a última quinta-feira e com mesas para cerca de 300 lugares sentados, lotou nas noites de sexta-feira e sábado. Há 35 anos que Vítor Fernandes serve o bife nesta romaria. Já vinha em criança com o pai, mas lamenta que haja cada vez menos restaurantes. “Este ano, somos três, mas já fomos 11 ou 12” lembra o empresário, apontando que também os talhos estão a diminuir.
“A tradição é também ter os talhos a vender carne, mas agora são menos. Noutros tempos, chegaram a ser uma dezena” refere Vítor Fernandes que lamenta: “as pessoas estão a desistir, não sei por-quê”.
Este empresário da restauração afirma que “é uma tradição muito bonita, mas estão a deixar acabar”, lembrando que a romaria é conhecida pelos bifes e pelos melões e apelando à continuidade desta tradição.
Fátima Ferreira, proprietária de um talho na Póvoa de Lanhoso, marca presença na romaria há apenas dois anos, mas reconhece que quando começou havia mais estabelecimentos a vender carne no local.
Também nos melões, há cada vez menos vendedores, como confirma Domingos Silva, produtor de Carrazedo, em Amares, que leva á romaria de N.ª Sr.ª de Porto D’Ave melões e melancias, há cerca de 30 anos.
“Quando comecei eram camiões de melões” descreve aquele produtor. que percorre várias romarias, mas a de Porto D’ Ave já é uma tradição. “Quando não vimos a Porto D’ Ave é mau sinal” afirma.
Da parte de quem compra, mantém-se a tradição de levar o melão casca de carvalho, vendido a 4 euros o quilo, desde que o produto seja de qualidade.
Domingos Silva garante que a colheita deste ano foi muito boa, em quantidade e em qualidade, acrescentando que “já há anos que não era assim”.
Só na romaria de Nª Srª de Porto D’ Ave, o produtor amarense já vender cerca de meia tonelada de melões e cerca de 200 quilos de melancia. Apaixonado por melões, José Dias, um povoense de Taíde, discorda e diz que estão mais caros e não saem bons. Já no que toca aos bifes da romaria, há menos restaurantes, mas com melhores condições e qualidade, garante.
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