EDITORIAL
“Quem não vê não peca”
É muito vulgar ler ou ouvir comentários, cujos autores tem os mais variados graus culturais, acerca das convulsões sociais, ou guerras que existem por este mundo fora.
De facto aquilo que não se vê ou não se ouve não existe.
Assentamo-nos numa poltrona e no espaço de uma horita ficamos a saber a maior parte dos problemas existentes no nosso planeta terra.
Desde o Médio Oriente à África - esta muito menos mediática dá-se muito menos espaço – ficamos inteirados de tudo principalmente do que vende que são as chamadas más notícias.
E dantes?
Dantes não sabíamos praticamente nada do que se passava no mundo.
Os conflitos eram incomparavelmente maiores e em maior número do que nos tempos de hoje mas não se sabia ou quando se sabia, uma ínfima minoria de pessoas, era passado semanas ou meses.
Já nos demos ao trabalho de pensar como seriam as hipotéticas transmissões de reportagens em directo da primeira ou da segunda guerras mundiais? Já pensaram em, sem ser em filme, os canais de televisão ‘furarem’ reportagens das trincheiras ou dos fornos crematórios? Isto para não recuarmos aos séculos ou milénios onde as atrocidades vão sendo lembradas em filmes que por aí andam.
Nem é bom pensar.
Como quem não vê não peca, valorizamos os muitos milhares de mortos que hoje tombam nos conflitos sangrentos que temos e desvalorizamos os muitos milhões que tombaram ontem e antes de ontem em conflitos sangrentos indescritíveis.
Os erros de hoje não podem de forma alguma serem legitimados pelos grandes erros de ontem. Mas ajudam-nos a entender a natureza humana.
E essa nunca ninguém a entendeu nem me parece que algum dia alguém a venha a entender.
Até um dia destes
Nas freguesias
Câmara apresentou
o Orçamento Participativo
o Orçamento Participativo
Monsul, Póvoa de Lanhoso (N.ª Sr.ª do Amparo) e Taíde foram as freguesias escolhidas pela Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, para a apresentação do orçamento participativo às populações e autarcas.
Estas decorreram nas instalações da Junta de Freguesia de Monsul, no dia 30 de Março; na Casa da Botica, no dia 31 de Março; e na Junta de Freguesia de Taíde, no dia 1 de Abril.
Durante este mês de Abril, decorre o período para apresentação de propostas, que serão analisadas durante os meses de Maio e Junho por uma comissão técnica. Entre 29 de Junho e 26 de Julho decorrem as votações e em Agosto são anunciadas as propostas de investimento vencedoras.
Está disponível uma verba de 250 mil euros para apoiar propostas de investimento: 200 mil euros para propostas de investimento de índole material (com um máximo de 50 mil euros por proposta de investimento) e 50 mil euros para propostas de investimento de índole imaterial (com um máximo de 10 mil euros por proposta de investimento).
O processo do Orçamento Participativo da Póvoa de Lanhoso é aberto à participação de todos os cidadãos, com mais de 16 anos, que sejam residentes no município da Póvoa de Lanhoso. O formulário para a apresentação de propostas estará dispo-nível no portal op.mun-planhoso.pt.
Para serem elegíveis, as propostas devem inserir-se no quadro de competências e atribuições da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso; ser suficientemente específicas e delimitadas no território municipal; não exceder o montante inscrito em orçamento; não ultrapassar os 12 meses de execução; enquadrar-se em pelo menos um dos sete eixos do Plano de Accão do Município da Póvoa de Lanhoso 2013-2017 (intervenção social, crescimento da economia local, educação, património cultural, promoção ambiental, coesão territorial e governo municipal, excepto requalificação de acessibilidades); ser compatíveis com outros projectos e planos municipais ou pelo menos que da sua execução não resulte a inviabilização de qualquer projecto ou iniciativa do Plano de Acção.
A votação pode ser realizada através da plataforma electrónica (op.mun-planhoso.pt), de 29 de Junho a 25 de Julho, ou presencialmente, no dia 26 de Julho, entre as 10h00 e as 17h00, na Junta de Freguesia de Monsul, na Junta de Freguesia de Taíde, na Junta de Freguesia de Campo, na Junta de Freguesia de Rendufinho ou nos Paços do Concelho.
São objectivos do Orçamento Parti-cipativo a participação informada, activa e construtiva dos munícipes, nos destinos do Governo Local; aproximar os munícipes dos órgãos locais de decisão; materializar os contributos de uma comunidade civil dinâmica, na elaboração dos instrumentos anuais de gestão previsional; contribuir para a educação cívica, permitindo aos cidadãos integrar as suas preocupações pessoais com o bem comum, compreender a complexidade dos problemas e desenvolver atitudes, competências e práticas de participação; e incentivar a interacção entre eleitos, técnicos municipais e cidadãos na procura de soluções para melhorar a qualidade de vida no concelho da Póvoa de Lanhoso.
OBRAS DE CONSTRUÇÃO ESTÃO NA RECTA FINAL
Presidente da Câmara
visitou Centro Interpretativo
visitou Centro Interpretativo
Já estão na recta final as obras de construção do Centro Interpretativo Maria da Fonte (CIMF), no Largo António Lopes, na vila. No dia 1 de Abril, o presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Manuel Baptista, e o seu executivo visitaram as obras. Ma-nuel Baptista visitou os novos espaços que estão a surgir nos edifícios contíguos ao Theatro Club, os quais vão albergar o CIMF.
Recorde-se que o projecto do CIMF, promovido pela Câmara Municipal é cofinanciado pelo ON.2 – O Novo Norte e QREN através do Fundo Europeu do Desenvolvimento Regional, que conta com um investimento elegível de 1.736.502,18€, ao qual corresponde a comparticipação comunitária de 85% no valor de 1.476.026,85€.
“A Póvoa de Lanhoso é considerada, em termos históricos e bibliográficos, a “Terra da Maria da Fonte” pelo que a Autarquia pretende consolidar esta imagem irreversível desse ícone da história de Portugal, que importa salvaguardar, assumir e rentabilizar cultural e turisticamente”, refere a autarquia.
CIMF – Espaços funcionais e distintos dão corpo ao projectoDe acordo com a autarquia, o Centro Interpretativo Maria da Fonte irá concentrar publicações, estudos e documentos que caracterizam a particularidade da Póvoa de Lanhoso no desenvolvimento do Liberalismo Português, com recurso a soluções digitais, pretendendo-se que possa vir a assumir-se como um importante núcleo de estudos deste período da história de Portugal. A par da formação de um centro de estudos e documental, o Centro Interpretativo deverá assumir outras valências ligadas ao mesmo assunto, nomeadamente de exposições temáticas, permanentes, temporárias e itinerantes; de serviços educativos transversais aos diversos níveis de escolaridade e etários; de investigação; de artes plásticas, representação e música; de conferências e publicações de divulgação e sensibilização.
“A distribuição das zonas principais foi pensada de forma a garantir uma boa funcionalidade de todo o espaço de Centro Interpretativo, uma vez que são dois edifícios independentes, que não estão fisicamente em contacto e que se encontram inseridos em Zona Especial de Protecção do Theatro Club e incluídos no Conjunto de Interesse Municipal – Largo António Lopes”, adiantam.
Este equipamento irá incluir diferentes espaços e funções organizados por área documental; área expositiva/divulgação/visitação; área administrativa; e área de apoio a expressões dramáticas, musicais e outras.
Recentemente formalizada a criação da Academia de Música Maria da Fonte, esta também irá funcionar enquanto pólo do Conservatório de Música de Barcelos, a partir das condições criadas no espaço do Centro Interpretativo.
Misericórdia
Contas aprovadas
por unanimidade
por unanimidade
Foi aprovado, por unanimidade, a 27 de Março, o Relatório de Actividades e Contas de 2014 da Santa Casa da Misericórdia da Póvoa de Lanhoso.
De acordo com os documentos apresentados pela Mesa Administrativa, liderada pelo Provedor Humberto Carneiro, a instituição terminou o exercício do ano em análise com um resultado positivo.
Em termos de actividades, o ano de 2014 foi um marco na história da Santa Casa da Misericórdia da Póvoa de Lanhoso. No ano transacto, de entre outros projectos e iniciativas, foi lançada a primeira pedra nas obras de ampliação e remodelação do Hospital António Lopes, num momento que se afirma como um marco de progresso e crescimento desta valência e dos serviços por ela prestados, numa perspectiva de mais qualidade e melhores condições de trabalho. A par disso, a instituição prossegue com a implementação da norma de serviço social EQUASS que, para além de um reforço ao Sistema de Gestão de Qualidade já implementado e certificado pela norma ISO 9001:2008, destaca-se por um tratamento mais individualizado com a definição de um Plano Individual por utente assente nas necessidades e expectativas manifestadas pelo utente ou pelos seus familiares, objectivando a melhoria da Qualidade de Vida do mesmo; a implementação de um Serviço de Higiene e Segurança no Trabalho; e a criação do Coro de funcionários e irmãos da Misericórdia, promovendo um espírito de convívio e partilha entre funcionários. “A variedade de respostas que oferece e a preocupação que mantém em tentar responder àqueles que mais necessitam, é algo que nos caracteriza”, adiantam os responsáveis da Misericórdia, apontando que “em 2014 acedemos a mais de 70% dos pedidos de redução de mensalidade nas nossas valências de infância e verificamos que mais de 30% dos utentes da ERPI – Estrutura Residencial para Idosos, não pagam complemento familiar”.
A par disso, a instituição mantém os protocolos no âmbito do FEAC - Fundo Europeu de Auxilio às pessoas mais Carenciadas, que permitiu distribuir alimentos a mais de 700 pessoas e a Cantina Social que, em 2014, distribuiu mais de 33.000 refeições aos concidadãos mais carenciados.
“Isto reflecte-se no resultado do Inquérito à Comunidade, medida avançada em 2014, onde 82% dos inquiridos considera que a Santa Casa é uma instituição importante no concelho e 96% recomendaria os nossos serviços a outras pessoas. Em suma, pode-se afirmar que, com o espírito de missão que norteia a gestão desta instituição quase secular, vamos conseguindo levar a bom porto o nosso barco cumprindo com a nossa missão e dando resposta aquilo que são as debilidades da comunidade que nos envolve e para a qual existimos”, destacam os responsáveis.
Na referida Assembleia foi também aprovada a proposta de aquisição de um prédio rústico denominado ‘Veigas’ sito na Rua da Misericórdia, na vila.
AMÂNDIO OLIVEIRA, PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA MUNICIPAL
“A juventude é muito
dinâmica e participativa”
Que balanço faz do mandato enquanto Presidente da Assembleia Municipal?
O meu mandato como Presidente da Assembleia Municipal é ainda curto pelo que só poderá ser feito um balanço razoavelmente objectivo mais tarde. No entanto, saliento, desde já, a aprovação, por unanimidade, do novo Regimento, emanado de uma comissão eventual constituída no âmbito da Assembleia Municipal, no seio da qual se estabeleceu um diálogo aberto, profícuo e participado, que permitiu que tenhamos hoje um instrumento de trabalho mais adequado a um eficaz funcionamento das sessões da Assembleia Municipal.
Como têm decorrido os trabalhos, de uma maneira geral? Quais as principais dificuldades que houve necessidade de ultrapassar?
As senhoras e senhores Membros da Assembleia Municipal são pessoas responsáveis e interessadas pelos problemas da Póvoa de Lanhoso e, portanto, os trabalhos têm decorrido de forma muito satisfatória, aqui ou ali, com a vivacidade que as diferentes visões sempre introduzem nos debates. Felizmente não se têm registado dificuldades de maior.
Como lida com a ‘crispação’ que, por vezes, surge entre as bancadas?
A ‘crispação’ que surge nos debates entre as bancadas é uma consequência natural das diferentes e legítimas visões de um mesmo assunto. O meu papel, nessas circunstâncias, é ter a serenidade que se exige a quem exerce as minhas funções para ajudar a encontrar soluções e nunca ser parte do problema. Julgo que apesar de decorrida só uma parte do mandato, todos os Membros da Assembleia Municipal já se aperceberam que a Mesa e eu próprio fazemos sempre um esforço sério de isenção na condução dos trabalhos e gestão equilibrada dos diferentes poderes, deveres e direitos plasmados no Regimento e na Lei.
De que forma é possível aproximar os cidadãos de órgãos como a Assembleia Municipal?
Eu julgo que a melhor, senão única, forma de aproximar os cidadãos da Assembleia Municipal é pelo exemplo de elevação, civismo, frontalidade serena e actividade efectiva que ela possa testemunhar aos seus conterrâneos.
Considera que as pessoas estão informadas sobre o funcionamento e competências da Assembleia Municipal?
Enquadro esse conhecimento, ou falta dele, na realidade, que ainda é uma evidência, de que os eleitores percebem bem o poder que reside nos órgãos executivos e não tanto nos deliberativos. Temos todos de fazer cada vez mais pedagogia para que se considere a relevância e a independência destes dois órgãos.
Como observa a participação na vida política dos mais jovens do nosso concelho? Já é possível vislumbrar futuros líderes?
A juventude da Póvoa de Lanhoso é muito dinâmica e participativa. Todos nós nos apercebemos da actividade regular das diferentes juventudes partidárias, sendo, naturalmente, mais intensa nos períodos eleitorais. De igual forma, os movimentos associativos de diferente índole, motores essenciais de participação cívica, registam actividade regular e construtiva. Não temos razões para, em cada momento da vida concelhia, duvidar do aparecimento de líderes, tal como nunca deixamos de os ter.
Recorrentemente fala-se do afastamento das pessoas da política, a sua experiência mostra o contrário. Motiva-o esta experiência autárquica?
Fui membro da Assembleia Municipal durante todo o anterior mandato e eleito de novo para este mandato. Não sou um ‘carreirista político’ - e não ponho nenhuma carga negativa nesta afirmação -, pois exerço a minha profissão de Advogado (na qual me sinto realizado), o que, contudo, não me impediu de dar o meu contributo à vida colectiva da Póvoa de Lanhoso. Todos nós, independentemente do que façamos, devemos, em cada momento, aceitar os desafios para os quais nos sintamos preparados, motivados e que representem o nosso espírito de serviço à causa pública.
Quer deixar uma palavra aos povoenses, neste período em que se assinala mais um aniversário do 25 de Abril?
A geração a que pertenço teve a felicidade de crescer já em democracia. Antes do 25 de Abril de 1974, os mais elementares direitos de cidadania de povos livres não eram respeitados. Só gerações anteriores à nossa nos podem ajudar a todos, recordando, com a regularidade e veemência adequada, o que é viver em democracia ou sem ela. Aqueles que em determinado momento são agentes políticos, devem fazer tudo para que os restantes cidadãos os olhem como mulheres e homens sérios, exemplos de serviço, verticalidade e empenho à causa pública. Se formos capazes de sermos arautos permanentes das virtualidades da democracia, muito mais pela acção do que pela palavra, contribuiremos para que colectivamente se vanglorie o regime e se respeitem as instituições. Os cidadãos em geral, partidariamente alheados ou não, actuando nas inúmeras formas de associativismo cívico, devem estar permanentemente atentos e fiscalizadores da actividade daqueles que, nos tempos próprios, foram legítima e democraticamente escolhidos para governar. Estes têm de ter consciência que o voto que lhes foi confiado os obriga a actuar em estrito respeito pela Lei, na prossecução do interesse colectivo e na vivificação permanente da democracia.
Tenho a certeza que a Póvoa de Lanhoso honrará, no presente e no futuro, os pergaminhos da terra e gentes de bem, amantes da justiça, da liberdade e da democracia.
Concelho
Centenas de pessoas
assistiram à Queima do Judas
Manter vivas as tradições é um dos objectivos da Junta de Freguesia da Póvoa de Lanhoso. Assim, no Domingo de Páscoa, à noite, os Paços do Concelho acolheram a Queima do Judas, numa cerimónia muito participada. “A Junta de Freguesia decidiu, este ano, que haveria de realizar a Queima do Judas de forma diferente, proporcionando-lhe um funeral digno. O ‘monstro’, com cerca de 5 metros de altura, esteve durante a tarde de Domingo no largo da Câmara Municipal, para que a população o pudesse adorar ou difamar antes do seu julgamento”, esclarece a organização.
“No final da missa do recolher das cruzes, foi feita uma encenação que Maíra Ribeiro, responsável do Theatro Club, dirigiu e onde os elementos da Junta de Freguesia (diabos e almas penadas), o grupo de bombos (exército) e dois cuspidores de fogo (diabo e anjo negro) fizeram um espectáculo memorável. Foi lido o testamento, que posteriormente foi queimado, bem como o judas, que ardeu em praça pública, perante o olhar de centenas de pessoas. O espectáculo terminou com fogo-de-artifício e a promessa de para o ano haver mais.
Geraz do Minho
Atropelamento mortal
por condutor com álcool
Foi trágica a noite de Sexta-feira Santa em Geraz do Minho. Um duplo atropelamento tirou a vida a um homem de 75 anos e provocou ferimentos numa mulher de 67 anos. O acidente ocorreu na Rua do Monte e as vítimas seguiam em direcção à Igreja Paroquial para assistir a uma celebração religiosa.
O condutor, de 33 anos que reside na freguesia de Monsul acusou uma taxa de álcool de 2,50 g/l. Foi detido pela GNR, tendo sido notificado para comparecer a Tribunal. O processo baixou a inquérito. As investigações prosseguem.
Francisco Gomes de Oliveira seguia, a pé, com a vizinha Maria de Fátima Pereira quando tudo aconteceu. A filha de Francisco Oliveira seguia também com eles mas voltou atrás para confirmar se tinha desligado o fogão, como contou ao ‘Maria da Fonte’ a filha de Maria de Fátima, Isabel Silva.
Na manhã seguinte, Isabel Silva ainda transtornada olhava para o local onde tudo aconteceu, explicando que a mãe e o vizinha iam assistir a uma encenação na Igreja Paroquial, onde participava a neta de Francisco Oliveira.
Pelas 20h30, quando circulavam na Rua do Monte, foram colhidos por um automóvel, que seguia em sentido contrário.
“Iam os dois pela beira e o carro veio e embateu contra eles. A minha mãe não se lembra de muito. A minha mãe caiu para o meio das silvas e o Sr. Francisco ficou ali caído no chão”, explicou ao “Maria da Fonte”, Isabel Silva, ainda emocionada, não só pelos ferimentos da mãe, mas porque a vítima mortal “era como um pai. Convivíamos muito”.
“Estava a dar a sopa ao meu filho. Ia jantar quando uma vizinha bateu-me à porta a dizer que tinha acontecido alguma coisa à minha mãe. Vim logo com esse vizinha e a minha mãe já tinha sido tirada das silvas, estava sentada numa cadeira”, descreveu a Isabel Silva, cuja mãe sofreu ferimentos ligeiros.
“Agarrou-se a mim e pediu-me desculpa, que não teve culpa”, revelou Isabel Silva, falando do condutor da viatura, lembrando que ele cheirava a álcool.
O alerta aos bombeiros foi dado por vizinhos que ouviram o barulho. Além de duas ambulâncias, o socorro mobilizou a equipa da viatura médica de emergência e reanimação (VMER). As duas vítimas foram socorridas no local e transportadas ao Hospital, onde Francisco Gomes de Oliveira veio a falecer pouco tempo depois.
A notícia do acidente e, em particular, a morte de Francisco Pereira, deixou toda a gente em choque, estragando a Páscoa.
Para além dos elementos do Posto da GNR da Póvoa de Lanhoso, no local estiveram militares do Núcleo de Investigação Criminal de Acidentes de Viação (NICAV) do Destacamento de Trânsito de Braga para recolher elementos, com vista a apurar as circunstâncias do atropelamento mortal.
por condutor com álcool
Foi trágica a noite de Sexta-feira Santa em Geraz do Minho. Um duplo atropelamento tirou a vida a um homem de 75 anos e provocou ferimentos numa mulher de 67 anos. O acidente ocorreu na Rua do Monte e as vítimas seguiam em direcção à Igreja Paroquial para assistir a uma celebração religiosa.
O condutor, de 33 anos que reside na freguesia de Monsul acusou uma taxa de álcool de 2,50 g/l. Foi detido pela GNR, tendo sido notificado para comparecer a Tribunal. O processo baixou a inquérito. As investigações prosseguem.
Francisco Gomes de Oliveira seguia, a pé, com a vizinha Maria de Fátima Pereira quando tudo aconteceu. A filha de Francisco Oliveira seguia também com eles mas voltou atrás para confirmar se tinha desligado o fogão, como contou ao ‘Maria da Fonte’ a filha de Maria de Fátima, Isabel Silva.
Na manhã seguinte, Isabel Silva ainda transtornada olhava para o local onde tudo aconteceu, explicando que a mãe e o vizinha iam assistir a uma encenação na Igreja Paroquial, onde participava a neta de Francisco Oliveira.
Pelas 20h30, quando circulavam na Rua do Monte, foram colhidos por um automóvel, que seguia em sentido contrário.
“Iam os dois pela beira e o carro veio e embateu contra eles. A minha mãe não se lembra de muito. A minha mãe caiu para o meio das silvas e o Sr. Francisco ficou ali caído no chão”, explicou ao “Maria da Fonte”, Isabel Silva, ainda emocionada, não só pelos ferimentos da mãe, mas porque a vítima mortal “era como um pai. Convivíamos muito”.
“Estava a dar a sopa ao meu filho. Ia jantar quando uma vizinha bateu-me à porta a dizer que tinha acontecido alguma coisa à minha mãe. Vim logo com esse vizinha e a minha mãe já tinha sido tirada das silvas, estava sentada numa cadeira”, descreveu a Isabel Silva, cuja mãe sofreu ferimentos ligeiros.
“Agarrou-se a mim e pediu-me desculpa, que não teve culpa”, revelou Isabel Silva, falando do condutor da viatura, lembrando que ele cheirava a álcool.
O alerta aos bombeiros foi dado por vizinhos que ouviram o barulho. Além de duas ambulâncias, o socorro mobilizou a equipa da viatura médica de emergência e reanimação (VMER). As duas vítimas foram socorridas no local e transportadas ao Hospital, onde Francisco Gomes de Oliveira veio a falecer pouco tempo depois.
A notícia do acidente e, em particular, a morte de Francisco Pereira, deixou toda a gente em choque, estragando a Páscoa.
Para além dos elementos do Posto da GNR da Póvoa de Lanhoso, no local estiveram militares do Núcleo de Investigação Criminal de Acidentes de Viação (NICAV) do Destacamento de Trânsito de Braga para recolher elementos, com vista a apurar as circunstâncias do atropelamento mortal.
POVOENSE ANTÓNIO COSTA RELATA OS MOMENTOS DA PRESENÇA NO QUÉNIA
“O momento mais feliz
foi ver o sorriso das pessoas”
O povoense António Manuel Ribeiro Guimarães Costa, enfermeiro de profissão, foi um dos profissionais do Hospital de Braga que integrou, de 25 de Março a 5 de Abril, uma missão humanitária no Quénia. Prestar cuidados de saúde à população na vila de Migori foi o objectivo da missão. Quatro médicos e três enfermeiros do Hospital de Braga integraram esta missão de carácter voluntário, da organização não-governamental (ONG) KenyaRelief, em Migori, uma pequena vila no interior do Quénia.
Para António Costa, de 33 anos, esta foi a sua primeira missão humanitária. Enfermeiro há 11 anos, António Costa completa também este ano 20 anos como voluntário nos Bombeiros Voluntários da Póvoa de Lanhoso. Residente na Póvoa de Lanhoso, desempenha funções no Serviço de Urgência do Hospital de Braga e integra também a Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) que está sediada naquela unidade hospitalar.
O que o levou a abraçar a causa do voluntariado. Foi também um incentivo para prosseguir os estudos na área da saúde?
Quando era jovem já tinha o espírito de ajudar o próximo e com 14 anos inscrevi-me nos Bombeiros. Vim pela mão do comandante Lourenço e também já tinha algumas raízes pois o meu pai tinha sido bombeiro na década de 80. Já passaram 20 anos, pude fazer imensa formação na área dos Bombeiros e quando cheguei ao secundário, na altura de decidir, nunca tive dúvidas que a minha opção seria a área da saúde.
Sempre gostei muito e apreciei o trabalho de enfermagem e ingressei nesse curso. Tirei o curso no Porto e sempre com a intenção de, quando terminasse o curso, vir trabalhar para o hospital de Braga, que é o hospital de referência na nossa área. E assim foi. Comecei no Serviço de Pediatria onde estive 5 anos e já estou no Serviço de Urgência há 6 anos. Entretanto, foram surgindo outras oportunidades, como integrar a equipa da VMER, que foi juntar o útil ao agradável. Poder fazer parte de uma equipa diferenciada, como são as equipas de emergência médica do INEM e, ao mesmo tempo, conseguir aliar a enfermagem, que são os meus conhecimentos profissionais, e a outra paixão, que é o voluntariado, os Bombeiros. Tenho vindo a construir o meu percurso profissional. Tenho especialidade e mestrado na área do Doente Crítico e decidi embarcar noutras experiências.
Qual seria o grande sonho em termos de voluntariado?Tenho o objectivo de um dia poder estar numa missão humanitária num cenário de catástrofe mas isso já são situações que não dependem só de mim, dependem de uma pré-selecção realizada pelo INEM ou pela Autoridade Nacional de Protecção Civil e obedece a alguns requisitos. Tenho trabalhado nesse sentido, tanto nos bombeiros como na minha vida profissional. No Hospital de Braga, também estou ligado ao Plano de Catástrofe do Serviço de Urgência, o que mais uma vez me ‘obriga’ a estar na vanguarda nesta temática. Este ano, surgiu a oportunidade de integrar uma missão humanitária não em cenário de catástrofe mas uma missão numa zona com muitas carências. Assim foi.
(...)
foi ver o sorriso das pessoas”
O povoense António Manuel Ribeiro Guimarães Costa, enfermeiro de profissão, foi um dos profissionais do Hospital de Braga que integrou, de 25 de Março a 5 de Abril, uma missão humanitária no Quénia. Prestar cuidados de saúde à população na vila de Migori foi o objectivo da missão. Quatro médicos e três enfermeiros do Hospital de Braga integraram esta missão de carácter voluntário, da organização não-governamental (ONG) KenyaRelief, em Migori, uma pequena vila no interior do Quénia.
Para António Costa, de 33 anos, esta foi a sua primeira missão humanitária. Enfermeiro há 11 anos, António Costa completa também este ano 20 anos como voluntário nos Bombeiros Voluntários da Póvoa de Lanhoso. Residente na Póvoa de Lanhoso, desempenha funções no Serviço de Urgência do Hospital de Braga e integra também a Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) que está sediada naquela unidade hospitalar.
O que o levou a abraçar a causa do voluntariado. Foi também um incentivo para prosseguir os estudos na área da saúde?
Quando era jovem já tinha o espírito de ajudar o próximo e com 14 anos inscrevi-me nos Bombeiros. Vim pela mão do comandante Lourenço e também já tinha algumas raízes pois o meu pai tinha sido bombeiro na década de 80. Já passaram 20 anos, pude fazer imensa formação na área dos Bombeiros e quando cheguei ao secundário, na altura de decidir, nunca tive dúvidas que a minha opção seria a área da saúde.
Sempre gostei muito e apreciei o trabalho de enfermagem e ingressei nesse curso. Tirei o curso no Porto e sempre com a intenção de, quando terminasse o curso, vir trabalhar para o hospital de Braga, que é o hospital de referência na nossa área. E assim foi. Comecei no Serviço de Pediatria onde estive 5 anos e já estou no Serviço de Urgência há 6 anos. Entretanto, foram surgindo outras oportunidades, como integrar a equipa da VMER, que foi juntar o útil ao agradável. Poder fazer parte de uma equipa diferenciada, como são as equipas de emergência médica do INEM e, ao mesmo tempo, conseguir aliar a enfermagem, que são os meus conhecimentos profissionais, e a outra paixão, que é o voluntariado, os Bombeiros. Tenho vindo a construir o meu percurso profissional. Tenho especialidade e mestrado na área do Doente Crítico e decidi embarcar noutras experiências.
Qual seria o grande sonho em termos de voluntariado?Tenho o objectivo de um dia poder estar numa missão humanitária num cenário de catástrofe mas isso já são situações que não dependem só de mim, dependem de uma pré-selecção realizada pelo INEM ou pela Autoridade Nacional de Protecção Civil e obedece a alguns requisitos. Tenho trabalhado nesse sentido, tanto nos bombeiros como na minha vida profissional. No Hospital de Braga, também estou ligado ao Plano de Catástrofe do Serviço de Urgência, o que mais uma vez me ‘obriga’ a estar na vanguarda nesta temática. Este ano, surgiu a oportunidade de integrar uma missão humanitária não em cenário de catástrofe mas uma missão numa zona com muitas carências. Assim foi.
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Escola EB 2, 3 Prof. Gonçalo Sampaio
Alunos e professores
contra o racismo
contra o racismo
No dia 20 de Março, na E.B. 2,3 Professor Gonçalo Sampaio assinalou-se o Dia Mundial para a Eliminação da Discriminação Racial. Esta acção, que envolveu toda a comunidade educativa desta escola, foi uma iniciativa do PAPES (Programa de Apoio à Promoção da Educação para a Saúde), do Gabinete do Aluno e do SIGO (Serviço para a Igualdade de Género da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso).
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