EDITORIAL
Utopias
Era uma vez um pequeno concelho onde moravam cerca de sete mil pessoas.
As diversas freguesias desse concelho viveram sempre de costas voltadas umas para as outras defendendo raivosamente os seus territórios, as suas colheitas e os seus recursos naturais principalmente as nascentes de água.
Com o passar do tempo os presidentes de junta das diferentes freguesias começaram a encontrar-se regularmente e foram falando que se as terras do alto concelho eram boas para cereais, frutas, azeite, etc; as do baixo estavam talhadas para forragens para o gado, milho, feijão, batatas, etc e havia duas ou três, por sinal das mais pobres, que tinham nascentes de água em abundância, porque não uns produzirem uns produtos que eram comercializados nas feiras, a preços controlados, os outros fariam exactamente o mesmo com os seus enquanto as freguesias produtoras de água a forneciam através de regadios e bombagem para os pontos mais altos do concelho.
Durante os primeiros tempos parecia o céu na terra. Os vários presidentes de junta assinaram acordos entre si e confraternizavam com umas tigelas na tasca mais próxima.
Com o decorrer do tempo e passadas algumas colheitas começou a sentir-se algum mau estar entre os produtores de cereais que se sentiam decisivos para toda aquela gente e começaram a regrar o seu fornecimento e a não cumprir nos preços. Os presidentes de junta dessa freguesias, pressionados pelos lóbis, não tiveram outro remédio que não fosse tomar o partido deles. Logo a seguir os produtores de forragens fizeram o mesmo dificultando o fornecimento. E, pior ainda, as freguesias produtoras de água retaliaram pondo em pé de guerra todo o concelho.
As conspirações e mesmo reuniões públicas ao mais alto nível multiplicaram-se e todos já duvidam que a tal ideia tenha sido boa.
O povo começou a fazer correr que estava-mos melhor antigamente, os presidentes de junta não sabem o que fazer e o clima de guerra paira no ar.
Se adaptarmos esta ficção ao planeta; países; produtos primários; recursos naturais e acrescentarmos uma palavra mágica: “Globalização” e uma expressão mágica: “Natureza humana” temos os dias e o mundo aqui ao virar da esquina...
Até um dia destes.
DURANTE O MÊS DE FEVEREIRO
Formandos da EPAVE:
estágios em Espanha
Os formandos do Curso Profissional Técnico Auxiliar Protésico da EPAVE – Escola Profissional do Alto Ave realizam, de 1 a 22 de Fevereiro, um estágio em laboratórios de próteses dentárias e ortopédicas na cidade de Madrid, em Espanha.
De acordo com aquele estabelecimento de ensino, este estágio faz parte do ON-AKTION - Improving Skills in Transnational Practical Trainning que consiste num projecto de mobilidade no âmbito do programa ERAMUS+, financiado pela Agência Nacional Eramus+ Educação e Formação.
“O projecto tem como objectivo proporcionar aos formandos da EPAVE uma experiência de mobilidade e de estágio transnacional, por forma a melhorar os seus conhecimentos técnicos e adquirir inovadoras ferramentas, bem como valorizar o Curriculum Vitae dos participantes através da certificação da experiência laboral e do Europass Mobilidade”, referem os responsáveis da EPAVE.
Análise no terreno das necessidades
Câmara acompanha
Centros Escolares
Centros Escolares
Acompanhar a actividade e os resultados de alguns melhoramentos realizados são os objectivos das visitas da vereadora da Educação, Gabriela Fonseca, aos centros escolares do concelho. As visitas iniciaram a 7 de Janeiro, no Centro Escolar D. Elvira Câmara Lopes, na União de Freguesias de Campo e Louredo, coincidindo com o arranque do segundo período escolar.
“A vereadora Gabriela Fonseca constatou as melhorias produzidas por algumas intervenções recentemente realizadas ao nível da acústica da cantina do já referido Centro Escolar. Esta responsável contactou ainda de perto com as crianças e almoçou com elas, de modo ainda a, por um lado, reforçar os laços de proximidade com os mais novos e a, por outro lado, monitorizar e apreciar a qualidade das refeições servidas às crianças do pré-escolar e aos alunos do primeiro ciclo, já que essa é uma competência das autarquias”, destaca a Câmara Municipal.
“Em breve, a vereadora da Educação irá percorrer outros Centros Escolares do nosso concelho, tomando um contacto mais próximo com as crianças e registando eventuais necessidades mais prementes, que sejam apontadas. Trata-se de um acompanhamento permanente que a autarquia desenvolve ao nível dos estabelecimentos de ensino”, esclarece a autarquia, apontando ainda que “no ano lectivo 2013/2014, a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso investiu mais de um milhão de euros (1 milhão e 42 mil euros) na área da Educação, em bolsas de estudo e prémios de mérito escolar, acção social escolar (transportes, refeições e prolongamento de horário, manuais escolares) e na remodelação de equipamentos escolares”. Na Póvoa de Lanhoso, a Educação “tem sido assumida como uma prioridade e, neste sentido, os investimentos realizados visam proporcionar as melhores condições de ensino e de aprendizagem às famílias povoenses”. Recorde-se que “desde 2010, a Póvoa de Lanhoso tem sido considerada uma das ‘Autarquias Mais Familiarmente Responsáveis’ do país, pelo Observatório das Famílias Numerosas”.
Comemorações dos 500 anos dos Forais Novos
Balanço positivo
Um Congresso, uma Feira Quinhentista, uma Conferência e uma inauguração foram alguns dos momentos que marcaram as comemorações, entre 4 de Janeiro e 25 de Dezembro de 2014 (datas da outorga dos Forais por El-Rei D. Manuel aos concelhos de Lanhoso e São João de Rei, ambos no ano de 1514), dos 500 anos da atribuição dos Forais Novos no Concelho da Póvoa de Lanhoso. “O balanço é positivo”, revela a câmara municipal.
“Vivemos um ano de 2014 todo ele evocativo, onde a nossa memória foi relevada. Penso que demos um contributo importante para que a nossa história e a nossa identidade não fossem esquecidas. E procurámos levar aos mais novos essa mensagem de que um povo sem história é um povo sem alma”, considerou o vereador para a Cultura da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Armando Fernandes.
“Não podemos quantificar os custos globais com as comemorações dos 500 anos dos Forais Novos pela simples razão de que procurámos adaptar as actividades culturais programadas para o ano de 2014 à temática quinhentista. E isso permitiu-nos ter um vasto leque de iniciativas sem que aportassem custos adicionais”, explica aquele responsável.
A Comissão Executiva das Comemorações, representativa das forças vivas do concelho, foi presidida pelo Presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso e integrou os agrupamentos de escolas da Póvoa de Lanhoso e Gonçalo Sampaio, a EPAVE, a Associação de Turismo da Póvoa de Lanhoso e a Junta de Freguesia de S. João de Rei. “A Junta de Freguesia de S. João de Rei, na pessoa do seu presidente, Paulo Macedo, associou-se à câmara municipal nesta evocação, desde a primeira hora.
E o Cruzeiro que fez questão de inaugurar no dia 25 de Dezembro deixa para a posteridade a referência de que esta terra também teve o seu Foral e foi sede de concelho”, afirma ainda o vereador.
Gabriela Fonseca, Vereadora da Educação
“Município está a construir
um projecto educativo”
um projecto educativo”
A Vereadora da Educação da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso faz um balanço dos primeiros meses de actividade escolar no âmbito do ano lectivo 2014-2015. Concluída a modernização do parque escolar, há novos desafios e exigências que se colocam à governação municipal numa área tão relevante como a Educação.
Quais as principais preocupações da autarquia, neste momento, em relação a uma área tão importante, como a Educação?
Após os investimentos efectuados no parque escolar, nomeadamente nos Centros Escolares, estamos a trabalhar na Rede de Educação e de Formação. Está a ser efectuado um levantamento das necessidades formativas, para se definir com mais precisão a oferta formativa. Este trabalho está a desenvolver-se em todos os concelhos que pertencem à CIM do AVE, onde, para além dos vereadores da Educação, estão presentes várias instituições ligadas à formação e o IEFP e a Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares - Direcção de Serviços da Região Norte (DGEstE - DSRN).
Juntamente com o Conselho Municipal de Educação, as nossas prioridades passam pelo sucesso educativo, o abandono precoce escolar e a construção de um Projecto Educativo Municipal, de entre outras.
Que balanço faz da forma como decorreu o primeiro período lectivo?
Apesar de todos os constrangimentos criados pelo reordenamento tardio da rede escolar, foi possível que o ano lectivo tivesse início dentro da normalidade. Apesar da turbulência, em pouco tempo, também foi possível criar mais uma oferta para os nossos alunos, com a criação do ensino articulado da música, em colaboração com o Agrupamento Gonçalo Sampaio.
Quando se unem esforços e com determinação é possível minimizar os impactos negativos para que os alunos não sejam penalizados. Esse foi e será sempre o objectivo da nossa acção.
Como foram resolvidas as situações mais delicadas que ocorreram antes do início do ano lectivo?
Naturalmente que a alteração na rede escolar é uma situação muito delicada. Questões como a desertificação, o desenraizamento das crianças da freguesia, a segurança do transporte e das escolas são questões que a todos preocupam. Só com muitas reuniões e envolvendo todos - pais e encarregados de educação, Presidentes da Junta, associação de pais, IPSS's, agrupamentos - foi possível construir soluções, a melhor solução para cada caso, sabendo que situações ideais não existem.
A Carta Educativa está em fase final de revisão. É um documento importante de planeamento, há muitas alterações?
A Carta Educativa é um importante instrumento de planeamento na área da Educação, mas que é dinâmico. Sempre que haja oscilações acentuadas na população e reordenamento da rede escolar, a Carta Educativa deve ser actualizada. Essa actualização permite acomodar as alterações ocorridas, reflectindo, assim, a realidade concelhia. Para além dessa actualização não foram introduzidas mais alterações à Carta Educativa aprovada em maio de 2007.
Recebemos da DGEstE - DSRN indicações, juntamente com um manual, para fazermos a monitorização da Carta Educativa, que pretende medir o grau de cumprimento da mesma. É pois um trabalho que é obrigatório e para qual foram consultados o Conselho Municipal da Educação, a Comissão de Educação, Juventude e Desporto criada no âmbito da Assembleia Municipal, de entre outros.
Como classifica as condições em termos de infra-estruturas e em termos de recursos materiais (como equipamentos) e humanos que as crianças da Póvoa de Lanhoso encontram nos seus jardins-de-infância e centros escolares?
Naturalmente que o investimento efectuado no parque escolar, nomeadamente nos Centros Escolares, permitiu dotar estes equipamentos de condições físicas e materiais que não existiam nas EB1/JI, equiparando-as às melhores do país, permitindo a diversificação de estratégias de ensino aprendizagem e uma maior motivação. A excelência dos equipamentos e materiais existentes são uma parte importante para a melhoria significativa do sucesso educativo.
S. Gens de Calvos
Comunidade visitou
Presépio de Priscos
Os catequistas da Paróquia de São Gens de Calvos organizaram, no passado dia 4 de Janeiro, uma visita ao presépio de Priscos, em Braga. Este passeio foi uma prenda oferecida às crianças que frequentam a catequese paroquial. Contudo, a visita foi aberta a todos aqueles que quiserem participar, desde os pais, avós e restantes elementos da comunidade, perfazendo um total de 71 elementos.
Desde os mais novos aos mais velhos, todos ficaram encantados com a beleza e a magia do presépio ao vivo, composto por diversos quadros alusivos à vida de Jesus Cristo, espalhados pelo gigantesco cenário onde está inserido. Um conjunto de mais de 600 figurantes voluntários dão vida ao emblemático Presépio de Priscos.
Esta actividade, inserida no plano anual de atividades da Catequese paroquial, pretendeu fomentar o convívio entre os membros da comunidade, numa época em que ainda se c
elebrava o Natal.
S. Gens de Calvos
Inauguração da musealização
de Capela e de uma casa rural
de Capela e de uma casa rural
Está agendada para 8 de Fevereiro, pelas 16 horas, a inauguração da Musealização da Capela da Senhora do Monte e de uma casa rural, na freguesia de Garfe.
“Este projecto de recuperação do nosso património arqueológico, que agora finda, deve-se ao empenho das instituições envolvidas: Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Junta de Freguesia e Centro Social e Paroquial de Garfe, bem como dos principais obreiros destes trabalhos arqueológicos, os voluntários”, destaca a câmara municipal revelando que “as duas estruturas arqueológicas, intervencionadas arqueologicamente em 2012, 2013 e 2014, foram alvo de um processo de musealização com o propósito de valorizar e salvaguardar o nosso património arqueológico concelhio”.
EM 2014
Torre de Menagem do Castelo
com recorde de visitas
com recorde de visitas
De acordo com a Câmara Municipal, o ano de 2014 registou o maior número de visitantes do núcleo museológico do Castelo de Lanhoso, na Torre de Menagem, dos últimos anos, recebendo mais de sete mil e 500 visitas.
A autarquia adianta que foram vários os factores que contribuíram para este aumento, desde logo a actua da tabela dos preços praticados já que, a partir do dia 1 de Julho de 2014, o valor do ingresso normal para adulto baixou para um euro e crianças, estudantes e seniores passaram a beneficiar de entradas gratuitas.
“A estratégia do município passa pela criação de condições para que o nosso património possa ser visto e apreciado pelo maior número de pessoas. E a decisão que tomámos de redução dos preços nas entradas no núcleo museológico do Castelo de Lanhoso vem no seguimento dessa política cultural, com resultados muito positivos. No ano de 2014, quase duplicámos as entradas no Torre de Menagem, comparativamente com o ano anterior”, salienta o Vereador para a Cultura da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Armando Fernandes.
Outros factores contribuíram para o aumento verificado: a colocação, na Serra do Carvalho, de um outdoor a convidar para uma visita ao Núcleo Museológico do Castelo de Lanhoso; a criação de uma página de Facebook; uma maior aproximação dos agrupamentos escolares; e a realização de uma exposição temporária de instrumentos medievais de tortura. Estas medidas visaram a aproximação dos cidadãos ao seu património e, além de facilitar o ingresso no Castelo de Lanhoso, proporcionam a descoberta da nossa história comum, a História de Portugal. “Estamos a trabalhar na criação de uma rede concelhia de monumentos e locais de visitação, que se insere numa estratégia global de divulgação do nosso concelho no exterior, mas, também, de consciencialização dos Povoenses para a necessidade de valorização e preservação do nosso património edificado e natural”, refere ainda o vereador da Cultura.
Entre Janeiro e Junho, registaram-se perto de duas mil e 400 entradas e, entre Julho e Dezembro, visitaram o núcleo museológico mais de cinco mil pessoas.
Em 2013, visitaram o local referido perto de três mil e 900 pessoas, o que significa que, em 2014, houve mais três mil e 700 visitantes. De lembrar que a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso tem vindo a intervir no monte de Lanhoso com o propósito de melhorar as condições para visitas e para usufruto daquele recurso, no qual o Castelo de Lanhoso se assume como o elemento diferenciador, não só pela história e forma como se afirma na paisagem, mas pelos sentidos que desperta a quem o visita.
A visita só fica completa com a entrada no Núcleo Museológico do Castelo de Lanhoso, revalorizado recentemente e em que, além da observação de todo o espaço museológico, o visitante tem possibilidade de subir ao topo da Torre de Menagem, miradouro singular sobre o território limítrofe.
lização
‘Pelos Trilhos da Maria da Fonte XI’
BTT Maria da Fonte
prepara prova de alto calibre
prepara prova de alto calibre
Já está em preparação o “Pelos Trilhos da Maria da Fonte XI”, numa organização da Associação de Cicloturismo BTT Maria da Fonte. O evento, que reúne centenas de betetistas decorre a 15 de Março, por ocasião das festas de S. José.
“Seguindo a irreverência e espírito aventureiro, não competitivo e de amizade do BTT Maria da Fonte o Pelos Trilhos da Maria da Fonte XI está já a ser preparado com eledetalhe. Mais uma vez, será um percurso caracterizado com subidas que exigem o máximo de energia aos participantes usufruindo de toda a energia da geografia do Minho.
Naturalmente, o percurso do passeio contempla descidas electrizantes naquele que é considerado a fonte dos singletracks pela revista nacional - Bike Magazine.
O passeio permite ainda que os ciclistas conciliem a prática de despor-to, com a contemplação do património do concelho da Póvoa de Lanhoso e paisagem natural do Minho”, revela a organização.
O Pelos Trilhos da Maria da Fonte é caracterizado por ser um passeio de BTT único, autêntico e que aproxima os participantes a cultura, fortalecendo a identidade local.
As inscrições estão abertas no endereço electrónico em http://www.btt-mariadafonte.com, sendo este o único meio possível para a realização da inscrição. A linha de apoio ao participante é o bttmariadafonte@gmail. com ou via facebook - https://www. facebook.com/bttmariadafonte.
“A Associação de Cicloturismo BTT Maria da Fonte, com o apoio dos parceiros oficiais, Câmara Municipal e Junta de Freguesia, esperam a presença de um elevado número de praticantes de BTT de todo o país.
Os ciclistas darão vida à Póvoa de Lanhoso, engalanada para acolher os romeiros das Festas de S. José 2015, e animar, com respeito pelos valores ambientais e do desporto sociável os trilhos de montanha do concelho”, adianta a organização, dando conta de que a inscrição decorre até às 12 horas do dia 14 de Março.
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