CASTELO DE AREIA
Falências
O número de famílias falidas quadruplicou desde o início de 2011. No ano passado, registaram-se 12 545 pedidos de insolvência de pessoas singulares, contra os 3133 verificados em 2011.  No que diz respeito ao distrito de Braga, em 2012 registaram 1030 casos, num aumento de 296%. O aumento dos casos acompanha o aumento do número de falências e do desemprego na região. Dados preocupantes.

Eleições Autárquicas 2O13 - PSD

Manuel Baptista é candidato

Manter o PSD no leme dos destinos da Póvoa de Lanhoso é um dos objectivos da Comissão Política Concelhia do PSD para as próximas eleições autárquicas. Para a concretização desse objectivo, o PSD apresenta novamente Manuel Baptista na corrida à presidência da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso.
A apresentação do candidato social-democrata ocorreu pelas 18 horas de terça-feira, dia 30 de Janeiro, na sede do partido, na Rua Comandante Luís Pinto da Silva, na vila da Póvoa de Lanhoso.
O desafio foi lançado pela Comissão Política Concelhia do PSD, com Manuel Baptista a responder afirmativamente. A opção por Manuel Baptista foi validada, por unanimidade e acalmação, em sede de Assembleia de Secção da Póvoa de Lanhoso do PSD, no dia 26 de Janeiro.
O anúncio da candidatura foi realizado por Armando Fernandes, presidente da Comissão Política concelhia. “Faço-o com uma satisfação redobrada porque Manuel Baptista está completamente recuperado do problema de saúde que o afectou. Afectou-o a ele e à sua família, de uma forma particular, mas também nos afectou a nós pelo seu sofrimento e pela sua ausência”, afirmou Armando Fernandes, no início da sua intervenção.
O presidente da concelhia do PSD deu conta da “grande convicção que Manuel Baptista está em grande forma física e intelectual para enfrentar o de-safio que tem pela frente: manter o PSD no leme dos destinos do nosso concelho”.
Continuar a ser maioria na Câmara Municipal, reforçar a votação para a Assembleia Municipal e ganhar as eleições em todas as assembleias de freguesia do concelho são os objectivos traçados pelo PSD da Póvoa de Lanhoso para as próximas eleições autárquicas.
“Um objectivo ambicioso? Talvez. Mas, na natureza não há prémios nem castigos há consequências. E, se trabalharmos como sabemos trabalhar, se estivermos juntos como sempre estivemos a consequência será, com toda a certeza, uma grande vitória do PSD nas próximas eleições autárquicas”, frisou Armando Fernandes.
Na sua intervenção, o presidente da Comissão Política apontou ainda a conjuntura económica que levou ao adiamento de alguns projectos.
“Esta é mais uma razão para que vamos validar a liderança de Manuel Baptista para mais um mandato. Só ele poderá concretizar alguns dos projectos que foram adiados. Só ele poderá exercer alguma magistratura de influência no sentido de defender os interesses da Póvoa de Lanhoso e dos povoenses”, disse Armando Fernandes.
Afirmando que “Manuel Baptista não é um candidato qualquer”, o presidente da Comissão Política do PSD vincou que Manuel Baptista “é um candidato que sabe respeitar os seus adversários, é um candidato que honra os seus compromissos, é um candidato que está próximo dos seus eleitores. E quando tem que reconhecer publicamente que não tem condições para poder concretizar aquilo a que se propôs tem a humildade de o fazer. Foi o que aconteceu com alguns projectos que estavam aprovados no âmbito do QREN. Ele sempre defendeu, com toda a convicção, que preferia adiar a concretização de algumas obras do que ter um munícipe seu a passar fome”.
A aposta área social por parte da autarquia foi também referida por Armando Fernandes, que se mostrou preocupado com a taxa de desemprego que tem vindo a aumentar no concelho e que tem levado muitos jovens a procurar melhores condições de vida noutros países.
Armando Fernandes aproveitou a ocasião para destacar o grande investimento, de cerca de dez milhões de euros, em novos centros educativos e em espaços desportivos nos últimos anos.
Aos presentes, o presidente da Comissão Política deixou uma mensagem de “esperança de que os entraves que o concelho e o país atravessam sejam rapidamente ultrapassados para que Manuel Baptista no próximo mandato possa concretizar alguns dos seus sonhos para a Póvoa de Lanhoso”.
Sérgio Soares, em representação dos presidentes de Junta eleitos nas listas do PSD, referiu que “ao longo dos últimos anos as freguesias contaram com o empenho e com a ajuda da Câmara na resolução dos problemas”.
“Tivemos sempre no presidente Baptista uma disponibilidade extraordinária para nos receber e para acolher as nossas preocupações”, referiu Sérgio Soares, não deixando de enaltecer o “homem generoso, sincero e amigo”.
“Há ainda muito caminho pela frente. É com orgulho e satisfação que tivemos conhecimento da disponibilidade do Presidente para continuar esta caminhada. Presidente Manuel Baptista, conte connosco, conte com o nosso entusiasmo, o nosso empenho e conte com a nossa amizade para mais uma vitória pela Póvoa de Lanhoso, pelas nossas freguesias e pelas nossas gentes”, sublinhou Sérgio Soares.

Concurso Nacional decorre até dia 2 de Março

Teatro no centro das atenções

Até ao dia 2 de Março, o teatro é rei na Póvoa de Lanhoso. Iniciado a 1 de Fevereiro, o Concurso Nacional de Teatro estende-se até 2 de Março, num evento que une a Câmara Municipal da Povoa de Lanhoso e a Federação Portuguesa de Teatro. Ruy de Carvalho é já presença confirmada na cerimónia de encerramento, a 2 de Março, entregando o prémio com o seu nome à melhor produção a concurso.
Durante um mês, 9 peças de teatro sobem ao palco do Theatro Club da Póvoa de Lanhoso, a belíssima sala de espectáculos das Terras da Maria da Fonte. Às sextas-feiras e sábados, pelas 21h45, sobe o pano de cena do Theatro Club com as companhias participantes a darem a conhecer ao público o que se melhor se faz no país em termos de teatro associativo.
Destacando o sucesso do Festival Nacional de Teatro e dando nota das dificuldades sentidas em termos orçamentais, nomeadamente quanto à Lei dos Compromissos, Manuel Baptista, presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, revelou que se-rão investidos cerca de 8 mil euros pela autarquia na edição deste ano.
Na conferência de imprensa da apresentação do programa, realizada no Theatro Club, destacando que a tradição do teatro faz parte da cultura povoense, o presidente do  executivo povoense revelou que “a política do executivo é continuar a realizar este evento que tem melhorado de ano para ano”. “Este ano contamos também com essa qualidade que tem pautado as anteriores edições”, disse Manuel Baptista.
Carla Oliveira, Dantas Lima e Orlando Alves são os elementos que integram o júri do Concurso Nacional de Teatro.
Ao contrário de edições anteriores, em que houve necessidade de realizar uma pré-selecção, à edição deste ano inscreveram-se nove produções, o número de produções que habitualmente integra o Concurso Nacional de Teatro, um evento que marca, e segundo Luís Mendes, director do certame, o calendário anual do teatro associativo.
“Chegar aqui à Póvoa de Lanhoso é um privilégio e todas as nossas associadas o sentem e tem sido motivo de muitas associações, que se dedicam à prática de teatro, se terem aproximado da Federação por sentirem que querem estar ligadas a este projecto”, destacou Luís Simões, director do Concurso Nacional de Teatro.
A produção vencedora, que arrecadará o prémio “Ruy de Carvalho”, recebe o troféu das mãos do prestigiado actor.
O aumento da qualidade e dos parâmetros das produções a concurso foi outros dos assuntos destacados por Luís Mendes.
“A edição de 2013 é uma edição, que a nós Federação Portuguesa de Teatro, nos enche de orgulho pois pode-mos mostrar um pouco do melhor se faz em termos de teatro das nossas associadas. Mais uma edição que eu acredito que não vai ser fácil para os elementos do júri decidirem em relação às premiações”, considerou Luís Mendes, apontado que pelo palco do Theatro Club vai passar “teatro de altíssima qualidade”.

Câmara apoia estudantes em tempo de crise

Bolsas: 45 mil € para 65 alunos

Cerca de 45 mil euros é o valor que a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso vai desembolsar para apoiar 65 alunos do ensino superior e secundário/profissional. As Bolsas de Estudo, com valores que variam entre os 35 e os 100 euros mensais, visam apoiar as famílias povoenses e incentivar os jovens a prosseguir e estudos e a fomentar o seu sucesso educativo.
A atribuição das Bolsas de Estudo teve o seu início no ano lectivo 2005/2006. De ano para ano o número de alunos apoiados foi subindo. Dos 18, em 2005, passaram para 65 os alunos que recebem Bolsa de Estudo atribuída pela autarquia.
Desde o seu início, e de acordo com a vereadora Gabriela Fonseca, foram investidos cerca de 200 mil euros e atribuídas 300 bolsas de estudo. Os problemas económicos, aos quais os povoenses não são alheios, levaram a autarquia a reforçar o apoio social escolar e o apoio às famílias do concelho.
Na cerimónia de entrega das bolsas de estudo, realizada sábado, dia 29 de Janeiro, Gabriela Fonseca, vereadora da Educação, destacou que este ano houve um aumento do número de alunos apoiados. Os valores atribuídos, e segundo aquela responsável, mantêm-se para poder apoiar um número maior de famílias. “É com muito gosto que aqui estamos. Efectivamente, os pais e a Câmara Municipal são as rodas do carro que vai proporcionar o futuro de vocês. Hoje, cada vez mais, a formação é importante. Sem formação, arranjar emprego é ainda mais difícil”, destacou Manuel Baptista, presidente da Câmara Municipal, apontando ainda o investimento de 45 mil euros nas Bolsas.
Além das Bolsas de Estudo, Manuel Baptista destacou o investimento que tem sido  realizado ao nível do 1.º ciclo, com a construção de três centros educativos e num investimento que ascende a oito  milhões de euros. 
“A maior alegria que vocês podem dar aos vossos pais e ao executivo é continuar a ter sucesso escolar. A vossa alegria é a nossa”, disse ainda o autarca.
Estudante do ensino superior, e a frequentar a Universidade de Aveiro, Sara Silva, residente em Monsul, é uma das alunas apoiadas pela Bolsa de Estudo. Só este ano é que esta povoense teve conhecimento da existência das Bolsas de Estudo atribuídas pela Câmara Municipal.
“Vai ajudar imenso no orçamento familiar. Vai ajudar-me no alojamento porque sou estudante deslocada”, destacou Sara Vieira, agradecendo o esforço dos pais e o apoio que a Câmara Municipal tem dado aos jovens povoenses “para ajudar a concretizar os sonhos e os projectos”.

Vida difícil para quem ganha a vida nas feiras

A crise também já chegou

“Precisa-se Clientes”. Esta foi uma das mensagens encontradas numa tenda na feira semanal da Póvoa de Lanhoso. É caso para dizer: a crise também chegou à feira.
Ao longo do espaço da feira semanal, outrora repleto de tendas, eram muitos os lugares vagos. Alguns feirantes comentavam que os lugares vazios têm vindo a aumentar ao longo dos tempos. “Os valores a pagar sobem e os clientes são cada vez menos. Aquele ali, já não vem há mais de 4 semanas”, apontava um feirante.
No último dia do mês de Janeiro, e a meio da manhã, os feirantes queixavam-se da falta de gente na feira. José Ferreira, de Vila Nova de Famalicão, marca presença na feira da Póvoa de Lanhoso há cerca de 35 anos. Com o número de clientes a baixar, aquele feirante colocou o anúncio “Precisa-se Clientes”. Na sua tenda, as calças estão como as carteiras dos clientes, cada vez mais pequenas, como afirma José Ferreira.
“Emagrecem” as calças e as carteiras. “A crise está a emagrecer o bolso dos clientes”, queixa-se José Ferreira, revelando que a feira semanal da Póvoa de Lanhoso está a precisar de clientes. As vendas estão a baixar nos últimos tempos e aquele feirante aponta ainda que muitos colegas estão a deixar de vir à Póvoa de Lanhoso.
“Os lugares são um bocado altos atendendo ao que se vende”, queixa-se José Ferreira. O clima de apatia é quebrado no mês de Agosto e a vinda dos emigrantes transforma a feira semanal da Póvoa de Lanhoso. Os filhos da terra mantêm a tradição das compras na feira semanal e os vários feirantes agradecem a preferência.
Paulo Salgado, de S. Martinho do Campo, continua a marcar presença na feira semanal mas também se queixa da falta de clientes. Há 12 anos que, semanalmente, vem à Póvoa de Lanhoso para instalar a sua tenda com vestuário de criança e de homem.
“Há menos gente nas feiras e menos dinheiro e os lugares mais caros. É difícil continuar. As Câmaras estão sempre a aumentar o preço dos lugares e a gente não vende. Há menos gente a comprar e me-nos gente na feira”, diz-nos, revelando que esperam o ano inteiro pelo mês de Agosto pois, com a vinda dos emigrantes, a feira semanal anima e os negócios melhoram.
Tal como os restantes, também Lídia Rocha, de Rendufinho, sentiu os efeitos da crise na feira semanal. Para além das flores e das árvores ornamentais, esta povoense traz árvores de fruto para a feira semanal. Pessegueiros, ameixoeiras, macieiras e videiras são alguns dos exemplares que podemos encontrar.
“Nota-se muita diferença. Há seis anos atrás, as pessoas compravam mais, procuravam mais as coisas. Agora não. Nota-se que as pessoas querem comprar e que as coisas lhes agradam mas há falta de dinheiro”, explica Lídia Rocha.
Esta feirante aponta que muitos vão ter que voltar a produzir a terra deixada ao abandono. “As pessoas deixaram a agricultura para ir para as fábricas e agora as fábricas estão a fechar. Vão ter que voltar a produzir os produtos para seu consumo”, afirma, esperando que a situação financeira do país melhore.
A quebra na venda de videiras foi notória neste ano. “Quem comprava eram os mais velhos. A juventude agora quer é chegar ao supermercado e comprar. Da maneira que isto está, muitos vão ter que voltar à terra”, revelou, apontando que se devia apostar mais na agricultura.

Eleições Autárquicas - PS

Frederico Castro é o candidato

Das eleições directas, realizadas no sábado, dia 2 de Fevereiro, os militantes do Partido Socialista da Póvoa de Lanhoso escolheram Frederico Castro para liderar a lista à Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso. As eleições directas, previstas nos novos estatutos do PS, contaram com a apresentação de duas listas, encabeçadas por Frederico Castro e António Lourenço.
Os novos estatutos do PS prevêem que sejam os militantes a escolher o candidato a presidente de Câmara. Frederico Castro, que liderou a lista A, saiu vencedor com 443 votos, contra os 350 votos da Lista B de António Lourenço. A par destes, registaram-se ainda três votos brancos e um nulo.
“O funcionamento da democracia é assim mesmo. A maioria escolhe aquele que acha que é o melhor caminho e o partido como um todo, obviamente e estou convencido disso, aceita o caminho que é escolhido e, a partir de agora, está unido na defesa da estratégia que foi escolhida pela maioria dos militantes”, refere Frederico Castro.
“Neste momento, a questão da escolha do candidato à Câmara está decidida, está clarificada. As nossas atenções, esforço e trabalho é totalmente direccionada para as autárquicas 2013 que serão realizadas em finais de Setembro ou início de Outubro. O nosso objectivo é conseguir apresentar um projecto aos povoenses, que seja um projecto credível, um projecto em que os povoenses acreditem, que seja um projecto realista, que seja exequível e que vá de encontro àquilo que são as necessidades do concelho”, avança Frederico Castro.
No tradicional Jantar do 25 de Abril poderão ser dados a conhecer os candidatos às Juntas de Freguesia. Formar listas fortes nas várias freguesias é um dos objectivos do PS. Com a restrição de mandatos, são vários os actuais autarcas que se vêem impedidos de se recandidatar. A tudo isto, junta-se também o novo mapa do concelho, com a agregação de várias freguesias.

Covelas

Homenagem pela dedicação

Jaime Oliveira coloca um ponto final na presidência da Junta de Freguesia de Covelas. A lei assim o obriga, impedindo-o de se recandidatar. Os anos dedicados à Junta de Freguesia e à população de Covelas não foram esquecidos pela população.
No dia 27 de Janeiro, e numa iniciativa de um grupo de senhoras da freguesia, concretizada pela Assembleia de Freguesia de Covelas, o presidente Jaime Oliveira e o secretário Adolfo da Cunha Oliveira foram homenageados pelos 30 anos de serviço naquela freguesia.
“Será a homenagem do trabalho e da dedicação, diários e permanentes, das pessoas que ao longo dos tempos foram auscultando a população, foram ouvindo tudo o que eles, a população tinha a dizer e foram, na medida do possível, trabalhando em prol de todos”, destacou o presidente da Assembleia de Freguesia, José Manuel Gonçalves.
Na sua intervenção, o presidente da Assembleia de Freguesia, frisou que, nestes 30 anos, “a freguesia sofreu uma transformação enorme ao nível das suas infra-estruturas, dos seus equipamentos. Mas, mais que isso, eu considero que uma grande transformação foi a nível social em que as pessoas se aproximaram mais, em que há, e hoje temos este sentimento comum, uma participação, há uma solidariedade entre todos que é uma coisa muito importante”. José Manuel Gonçalves, destacou que a homenagem também tem que ver com aqueles que fizeram parte da Assembleia e da Junta e que já faleceram e mesmo aqueles que tendo feito parte e por qualquer razão deixaram de o fazer também deram o seu contributo.
Para além do povo da freguesia, a homenagem, que incorporou uma visita ao cemitério, a celebração de uma eucaristia e uma sessão solene, contou com a presença do presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Manuel Baptista, dos vereadores Gabriela Fonseca e Armando Fernandes, assim como dos ex-presidentes de Câmara, João Tinoco de Faria e Lúcio Pinto.
Com a emoção a tomar conta da voz, Jaime de Sousa Oliveira recordou os 33 anos dedicados à política e ao serviço da população de Co-velas, três deles como secretário da Junta de Freguesia, entre 1976 e 1979, e 30 anos como presidente da Junta de Freguesia. O apoio da família, em especial da esposa, “muitas vezes sacrificada em prol da vida autárquica” foi também referido por Jaime Oliveira.
“A maioria dos covelenses confiou nos projectos apresentados. Não eram mais que a promessa de tudo tentar fazer em prol do progresso, desenvolvimento e bem-estar de toda a população. Tarefa difícil mas com todo o meu querer, vontade e, sobretudo, persistência consegui o que tinha idealizado. Tenho a consciência que ao longo destes anos sempre dei o meu melhor. Sinto ter contribuído para o progresso a todos os níveis na minha freguesia”, destacou Jaime Oliveira, dando conta das várias obras realizadas ao longo dos anos.  A oposição não foi esquecida e o homenageado agradeceu aos autarcas da oposição, que “nunca fizeram uma oposição destrutiva”.
Agradecendo à população de Covelas, à Assembleia de Freguesia e à sua família, Adolfo da Cunha Oliveira, secretário da Junta de Freguesia, agradeceu também a Jaime Oliveira pelo apoio que sempre lhe prestou como membro da sua equipa.
Aos presentes, Manuel Baptista, presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, revelou a sua satisfação por marcar presença numa “homenagem merecida e reconhecida pelo povo de Covelas”. “Registei algumas palavras e todas elas juntas não chegam para agradecer ao Sr. Jaime”, apontou Manuel Baptista.
A grande ligação e empatia às pessoas de Covelas por parte de Jaime Oliveira foi também destacada pelo ex-presidente da Câmara Municipal, João Tinoco de Faria que vincou ainda a enorme paixão do autarca pela sua freguesia e pelos seus conterrâneos.
O Sr. Jaime é um enorme apaixonado por Covelas, apaixonado pelo trabalho autárquico e pelo trabalho que pode fazer pelas pessoas de Covelas. Para mim, é um exemplo. Exemplo de um homem que se dedicava profundamente à sua população”, disse ainda Tinoco de Faria.
“Um covelense e um povoense de corpo inteiro. Quem dera à Póvoa de Lanhoso ter muitos Jaimes Oliveiras. Também muitos Adolfos, que foi sempre um homem que esteve ao lado do Jaime”, sublinhou ainda Tinoco de Faria.
Centrando o seu discurso em Jaime Oliveira, Lúcio Pinto realçou “30 anos de trabalho feito, de liderança de uma equipa e o trabalho realizado feito com muito carinho, esforço e dedicação”
“Por uma lei que é fabricada em Lisboa, o amigo Jaime que tanto fez pela freguesia, que tanto continua a fazer pela freguesia e que tanto ainda tem a dar, é a única pessoa da freguesia de Covelas que está impedida de ser candidato e de continuar a ser presidente da junta”, recordou Lúcio Pinto.
Para além destas intervenções, o Rancho Folclórico de Covelas e o grupo de aeróbica, do Grupo Desportivo daquela freguesia, prestaram a sua homenagem a Jaime Oliveira e Adolfo Oliveira.

“Rua Central”, da autoria de José Bento Silva

Viagem pelos lugares da Póvoa

Da autoria de José Bento Silva, “Rua Central “é “uma deambulação, interessada e apaixonada, pelos caminhos da vila e freguesia da Póvoa de Lanhoso. Numa obra dedicada a todos os alunos, professores e funcionários que nestes vinte anos de trabalho lectivo deram o melhor de si pata cumprirem e justifica a existência da Escola Secundária da Póvoa de Lanhoso, José Bento Silva fala “dos lugares do passado e das ruas do presente, apresenta informação verdadeira à mistura com muitas dúvidas e especulação; faz análise objectiva e crítica também; e de- dica especial carinho ao povo dos lugares, às suas alcunhas e às suas histórias normalíssimas do quotidiano”. Ao longo de mais de 470 páginas, a obra “Rua Central” que tem como subtítulo “Toponímia: percursos e memórias pelos lugares ruas, largos e praças da Póvoa de Lanhoso” convida-nos a uma  viagem pela freguesia da Póvoa de Lanhoso e pelas suas gentes.
“José Bento Silva salva do anonimato um incontável número de povoenses e essa generosidade é um dos primeiros méritos do livro Rua Central”, revelou Eduardo Jorge Madureira, na apresentação da obra, dirigida aos professores e colaboradores da Escola Secundária da Póvoa de Lanhoso, no dia 25 de Janeiro, no Narcissu’s Eventos, em Fontarcada.
“Foi imprescindível percorrer as ruas, ler livros e jornais para aí colher pequenas notícias, foi igualmente imperioso ouvir pessoas. Este livro testemunha, com eloquência, a escuta de muita gente, mulheres e homens que falam de si e de quem os precedeu”, revelou Eduardo Madureira, adiantando que em “Rua Central” abundam protagonistas, heróis, encontros e desencontros, amores e desamores e episódios de pancadaria e generosidade.
José Bento Silva, e de acordo com Eduardo Jorge Madureira, regista nomes que lhe foram sendo falados, lembra nomes que não aparecem os noticiários, não esquecendo os anónimos, gente todavia com alma. 
Em “Rua Central”, José Bento Siva aviva a memória dos presentes, recordando ruas que já deixaram de existir, outras que nunca saíram do papel, não esquecendo as suas gentes, as suas actividades e as suas histórias.

Centro Educativo D. Elvira Câmara Lopes

Gestos para melhorar o ambiente

A partir de agora, os alunos do Centro   Educativo D. Elvira Câmara Lopes, em S. Martinho do Campo, já têm onde depositar os pacotes de leite vazios. Ao invés do caixote do lixo, as embalagens são depositadas no mini-ecopontos e sacos-ecopontos ali colocados pela Braval.
Pedro Machado, director  executivo da Braval, e Gabriela Fonseca, vereadora da Educação da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, procederam à entrega do material, fomentando nos mais novos o hábito da separação de resíduos. Seis mini-ecopontos e doze sacos-ecoponto marcam agora presença no Centro Educativo D. Elvira Câmara Lopes, que acolhe cerca de 230 alunos do primeiro ciclo e jardim-de-infância. Um ecoponto subterrâneo será também colocado junto ao Centro Educativo D. Elvira Câmara Lopes, inaugurado em Setembro de 2012.
Continuar a equipar as escolas da Póvoa de Lanhoso com mais meios para fomentar a educação ambiental, tentando enraizar desde cedo o hábito de separação de resíduos nas crianças, é um dos objectivos da Câmara Municipal e da Braval.
Na manhã de terça-feira, dia 5 de Fevereiro, os mais novos receberam uma verdadeira aula de educação ambiental, por parte de Pedro Machado e Gabriela Fonseca.
Belarmino Dias, do Agrupamento Gonçalo Sampaio, e Saulo Marinho, coordenador do Centro Educativo, acompanharam a visita dos responsáveis da Câmara Municipal e da Braval.
“Sabem que para fazer papel é preciso matar árvores mas se reciclarmos o papel não é preciso matar árvores”, explicou Pedro Machado, a um grupo de alunos do jardim-de-infância.
Explicando o que deve ser colocado em cada um dos espaços dos saco-ecopontos, Pedro Machado recordou que a Braval juntamente com a Câmara Municipal está a colocar em todos os estabelecimentos de ensino do município.
Com um saco de plástico na mão, o director executivo da Braval recordou que são necessários 500 anos para aquele material se desfazer. “Reciclar é transformar”, explicou a vereadora Gabriela Fonseca.
“Para fazer mil quilos de papel é preciso 10 toneladas de árvores. A Braval manda reciclar todos os anos cerca de três milhões de quilos de papel”, explicou Pedro Machado.