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ENTREVISTA a Armando Fernandes, vereador da câmara municipal da Póvoa de Lanhoso


“Ajudar os outros
é muito gratificante”

Maria da Fonte - Em Outubro de 2009 iniciou uma nova experiência, integrando o executivo liderado por Manuel Baptista. Que balanço traça deste primeiro ano como vereador da autarquia povoense?
Armando Fernandes – O balanço é francamente positivo e posso dizer que gosto muito daquilo que faço. Através dos cargos públicos podemos ajudar a resolver alguns problemas das pessoas. É isso que me move. Ajudar os outros é muito gratificante. Para mim é uma experiência nova mas confesso que não contava, logo no primeiro ano de mandado, que as dificuldades fossem tão grandes. Dificuldades ao nível orçamental, com a quebra de receitas próprias e com a quebra nas transferências do orçamento de estado. No entanto, o balanço global é positivo.

MF – Falou na quebra de receitas. Quais as consequências das mesmas?
AF – A quebra de receitas condiciona, evidentemente, a actividade global da Câmara Municipal. Só este ano, os cortes nas transferências do estado ultrapassaram os 300 mil euros. E recebemos essa notícia a meio do ano, o que condiciona, naturalmente, a execução orçamental. Mas já sabemos que no próximo ano o governo vai transferir para a nossa autarquia menos 800 mil euros do que estava previsto, que corresponde a um corte de 8,6%. Os meus pelouros estão mais direccionados para a captação de receitas do que, propriamente, para a execução de despesas e noto quebras significativas na arrecadação de receitas provenientes do licenciamento das obras particulares, por exemplo.

MF – Tem-se verificado uma grande quebra na arrecadação de receitas?
AF – Posso dizer-lhe que, em 2004, a Câmara Municipal teve uma receita na ordem dos 400 mil euros, resultante do licenciamento de obras particulares. Projectamos, para 2010, uma receita na ordem dos 200 mil euros, cerca de 50% daquilo que era a receita de 2004. Neste momento, a receita concretizada anda na ordem dos 140 mil euros. É, francamente, muito abaixo daquilo que era a nossa expectativa. Isto é o resultado da crise. Como não se constrói as pessoas não precisam de licenciamentos.

MF - Melhorar a mobilidade na vila é um dos objectivos deste executivo. O que tem sido feito neste campo?
AF – Uma das prioridades deste executivo tem sido o eliminar de algumas barreiras com que se deparam os deficientes. Vamos arrancar, em breve, com a requalificação da Avenida 25 de Novembro, integrada num projecto mais amplo de eliminação de pontos negros na EN 205. Naquilo que se vai fazendo, em termos de obras públicas, temos tido a preocupação de proporcionar mobilidade às pessoas. Um exemplo recente é o Centro Educativo do Cávado, em Monsul. Trata-se de um edifício público que não tem escadas e a circulação é feita através de rampas, o que facilita a mobilidade. Esta tem sido uma preocupação transversal de todo o executivo, não só do Pelouro da Mobilidade...

“Neste momento ainda não está nomeado o Comandante Operacional Municipal”
MF - A Câmara Municipal está a alertar os comerciantes para a legalização da publicidade. Será que este é o momento ideal para iniciarem a cobrança das referidas taxas, uma vez que muitos comerciantes referem que a crise está a afectar o comércio no concelho?
AF – O actual Regulamento de Publicidade foi aprovado em Dezembro de 2003, no tempo do presidente Lúcio Pinto. O problema é que nunca foram criados mecanismos para pôr em prática este Regulamento. Hoje, estamos em condições de o fazer fruto do forte investimento que temos feito na modernização administrativa dos nossos serviços. Até agora, a maior parte dos comerciantes não pagava as taxas de publicidade porque a autarquia não as cobrava. Em 2009, a receita de publicidade foi pouco mais do que 1200 euros. Foi uma receita manifestamente irrisória. Aquilo que nós estamos a fazer não é mais do que pôr em prática um regulamento que nos permite arrecadar algumas receitas para fazer face a algumas necessidades de investimento noutras áreas, nomeadamente a área social. Para podermos acudir a situações de emergência social, temos que ter recursos. Temos de ser rigorosos. A autarquia não pode dar-se ao luxo de desperdiçar recursos. Mas estas medidas, para além da vertente da receita, têm também a vertente do ordenamento. Esta é uma das facetas que também nos preocupa. Não é bonito o desordenamento da publicidade comercial no centro da vila. Devem haver critérios na colocação de publicidade, sob pena de estarmos a conspurcar o ambiente. Posso dizer-lhe que as taxas de publicidade que estão aprovadas e estão a ser aplicadas no concelho da Póvoa de Lanhoso são das mais baixas de todo o distrito.

MF – Sabemos que foi realizado um levantamento da publicidade em todo o concelho. Se se concretizar a cobrança de todas as taxas, qual será o valor arrecadado?
AF – Se todas as publicidades forem legalizadas e se tudo for cobrado de acordo com as taxas em vigor, estaremos a falar de uma receita a rondar os 80 mil euros anuais, que é um valor significativo.

MF - No tocante à protecção civil, o concelho já possui Comandante Operacional Municipal?
AF – Neste momento ainda não está nomeado o Comandante Operacional Municipal. É, efectivamente, um imperativo legal. Temos que pensar nisso a muito curto prazo porque, reconheço-o, estamos em incumprimento. Uma das minhas preocupações enquanto responsável pelo pelouro da Protecção Civil foi pôr em marcha a execução do Plano Municipal de Emergência. Paralelamente a este plano, que vamos agora adjudicar e que foi aprovado no âmbito de uma candidatura a fundos comunitários, é minha intenção procurar regularizar todas as situações de incumprimento relativamente à Protecção Civil Municipal...

“Executivo municipal é composto por
quatro pessoas que pensam pela própria cabeça”

MF – Os gastos com os recursos humanos da autarquia tem sido um assunto trazido à Assembleia Municipal. Que comentários lhe merecem algumas críticas da oposição, que apontam o dedo aos elevados encargos, comparativamente com o ano transacto?
AF – Os custos com pessoal são, efectivamente, uma fatia significativa do orçamento. São custos transversais a toda a autarquia. A Câmara Municipal é das maiores senão a maior entidade empregadora do concelho. Temos cerca de 200 trabalhadores e uma diversidade muito grande de serviços. E os serviços não funcionam sem pessoas. Os recursos humanos são fundamentais, como é evidente.
Por vezes, fala-se do aumento de custos com pessoal mas omitem-se as razões desse aumento. Este ano implementamos o SIADAP, a avaliação do desempenho na Administração Pública, que é um imperativo legal. Os trabalhadores estavam lesados nos seus direitos porque não eram avaliados desde 2004. Assumimos a avaliação de desempenho de todos os trabalhadores por ponderação curricular, fruto de uma decisão do Conselho Coordenador de Avaliação. Nos anos 2004 e 2005 atribuímos um ponto a cada trabalhador e, nos anos de 2005 a 2009, dois pontos. Essa decisão permitiu-nos fazer alguma justiça social porque possibilitou que a maioria dos trabalhadores atingisse os dez pontos e pudesse subir um nível remuneratório. As carreiras dos funcionários das autarquias locais estão congeladas há muitos anos. Se tivermos trabalhadores motivados, a autarquia ficará a ganhar com isso. É evidente que esta decisão de defesa dos interesses dos trabalhadores teve algum peso no orçamento.
Já agora, e porque entendo que as coisas devem ser muito claras, e quando desempenhamos cargos públicos não devemos esconder nada, gostaria de referir que tivemos alguns trabalhadores que foram beneficiados pela chamada “opção gestionária”. Esses casos foram validados pelo Conselho Coordenador de Avaliação. Embora o Governo e a Associação Nacional de Municípios tenham interpretações divergentes sobre esta matéria, estamos seguros que aquilo que foi feito está em consonância com a lei. Fizemo-lo de forma consciente, em defesa dos interesses dos trabalhadores e iremos defender essa po-sição até às últimas consequências. Independentemente de todas as “tricas politiqueiras” que têm surgido ou possam vir a repetir-se na Assembleia Municipal.

MF – Como avalia o trabalho desenvolvido por este executivo camarário?...
Município aposta na melhoria
da qualidade do ar

O Vale do Ave, o Vale do Sousa e o Porto Litoral são as três zonas do Norte do país onde se torna urgente implementar medidas com vista a melhorar a qualidade do ar. “O ar do Norte não está bom porque a quantidade de poluentes no ar ultrapassa muitas vezes o aceitável”, revelou Fernando Coelho, da Formato Verde, no decurso da acção de sensibilização realizada, no dia 10 de Novembro, na Casa da Botica, no âmbito do projecto “Melhorar(ar) a Norte”, desenvolvido pela CCDR-N (Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte) e do qual é parceira a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso.
A acção, enquadrada no Programa de Execução de Melhoria da Qualidade do Ar da Região Norte, teve como destinatário o sector da construção civil. “Qualidade do Ar – caracterização”, “Causas/Efeitos da Poluição do Ar” e “A Qualidade do Ar e a Construção Civil” foram alguns dos assuntos abordados ao longo da sessão.
“Todos temos responsabilidade de contribuir para que possamos viver num melhor ambiente. Todas estas práticas que hoje defendemos são práticas que têm por objectivo melhorar a qualidade de vida de todos nós mas, também, são práticas que são da nossa obrigação para que, de facto, não hipotequemos o futuro das próximas futuras”, defendeu Fátima Moreira, vereadora da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso.
Durante a sessão, que contou com a parceria, da Associação dos Industriais de Construção Civil e Obras Públicas, foram dadas a conhecer algumas “boas práticas” a implementar no sector da construção civil, com vista a reduzir o número de poluentes em suspensão no ar.
Construção de tapumes, com uma altura mínima de 2 metros; construção de uma plataforma de brita, ou outro material, para o estacionamento e manobra dos camiões na fase de escavação e transporte de terras; a rega dos caminhos e frente de obra, com água não potável; a cobertura dos resíduos com tela ou rede, a fim de atenuar o arraste de poeiras com o vento; o armazenamento, sempre que possível, do material granular dentro dos edifícios; e a lavagem dos camiões à saída de obra, foram alguns dos conselhos deixados que se estenderam à zona de obra, armazenamento e manipulação de materiais e veículos afectos à obra...

Frades


Capela mortuária e alargamento
do cemitério inaugurados

O projecto, há muito ansiado pela Junta de Freguesia de Frades, cumpriu-se. No passado dia 24 de Outubro, a freguesia de Frades acolheu as cerimónias de inauguração da capela mortuária e do alargamento do cemitério, numa obra que contou com a colaboração da Câmara Municipal. Depois da realização da Eucaristia, o povo da freguesia e convidados concentraram-se junto à Igreja Paroquial onde aí forma benzidos os novos melhoramentos pelo pároco Salvador Mota.
“Estamos hoje a inaugurar mais duas obras novas na freguesia que há muitos anos eram ansiadas pela população e eram, também, ansiadas pela Junta de Freguesia”, disse António Macieira, presidente da Junta de Freguesia de Frades, por ocasião dos discursos. O presidente da Junta local fez ainda questão de anunciar que “a capela mortuária é um equipamento indispensável numa comunidade”. “Um local digno e ao mesmo tempo e com todas as condições para passarmos os últimos momentos com os nossos familiares e amigos”, destacou António Macieira.Verificação ortográfica“Apesar de sermos uma freguesia pequena estava a tornar-se uma prioridade a ampliação do nosso cemitério pois, até este momento só existiam cerca de meia dúzia de campas disponíveis. Com a ajuda e colaboração das pessoas, foi possível concretizar este simples mais muito funcional beneficio para a freguesia”, adiantou o presidente da Junta de Freguesia de Frades...

Centro de Criatividade
com Oficinas de Formação Artística

O Centro de Criatividade – Póvoa de Lanhoso, que resulta de um projecto da Câmara Municipal, tem aberto um novo período de Oficinas experimentais para a formação artística. Oficinas de Interpretação Teatral, Jogos Dramáticos, Canto, Percussão, Viola, Dança (Hip-Hop). Uma oportunidade para aqueles que desejem exercitar a sua criatividade e expressão.
As Oficinas de Formação Artística do Centro de Criatividade apresentam sempre resultados experimentais de apresentações públicas, muitos dos jovens participantes formam os elencos de grandes espectáculos produzidos pelo CCPL. “São experiências fantásticas, processos de intercâmbio e pesquisa de novas linguagens, exercícios teatrais inéditos, trabalhos em parceria com actores profissionais, processos que contribuem para o desenvolvimento intelectual e físico das crianças e dos jovens. Cada participante destas Oficinas está a colaborar com um processo novo de transformação cultural e artística, que poderá determinar um futuro novo na vila e na região”, adianta a Câmara Municipal...

Vítimas de violência
doméstica com nova resposta

A Câmara da Póvoa de Lanhoso tem à disposição dos munícipes, a partir deste mês de Novembro, um novo instrumento de apoio às vítimas de violência doméstica. Localizado no Gabinete de Apoio à Família, nos Paços do Concelho, o SIGO - Serviço para a Promoção e Igualdade do Género, conta com a parceria do Ministério Público, GNR, Segurança Social, Comissão de Protecção de Crianças e Jovens, entre outras entidades. A apresentação deste novo mecanismo, voltado para a protecção das vítimas de violência doméstica, decorreu, no dia 22 de Outubro, num momento que ficou também marcado pela realização do seminário “Ao encontro de vidas em mudança – Género e exclusão – Violência doméstica”.
“Este projecto integra-se no Gabinete de Apoio à Família (GAF) e assume-se como uma resposta incidente na reorganização das famílias e na intervenção em situações de emergência social decorrentes, ou não, de situações de violência”, referiu Fátima Moreira, vereadora do Pelouro de Acção Social e Saúde da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, aquando da apresentação do SIGO.
A tendência crescente do número de casos participados por violência física e mau trato dirigido ao cônjuge ou equiparado; o receio pelas consequências decorrentes da apresentação da queixa pelas vítimas; a falta de informação específica sobre as respostas disponíveis; a necessidade de se agilizarem procedimentos no sentido da resolução de situações de urgência; e a existência de Protocolo celebrado entre a Autarquia e a Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género foram alguns dos assuntos que estiveram na base de criação do SIGO.
Mobilizar novos parceiros com vocação e recursos para a intervenção social, estreitar os processos de comunicação e de articulação das diferentes entidades com responsabilidade e legitimidade para a intervenção social, aproximar diferentes cenários da intervenção social (Ministério Público, Comissão de Protecção de Crianças e Jovens, Rede Social, Guarda Nacional Republicana, etc.) e ampliar os mecanismos existentes na área da prevenção dos comportamentos violentos são alguns dos objectivos do SIGO...

Póvoa de Lanhoso


Alegria dos idosos supera
um quilómetro de estrada

A Câmara Municipal de Póvoa de Lanhoso tornou-se terça-feira um dos sete municípios portugueses funda-dores do projecto "Vencer o tempo nas sete cidades" que visa prevenir e educar para a saúde na velhice.
O protocolo fundacional foi assinado no Centro de Convívio de Friande, frequentado por cerca de duas dezenas de idosos que, às terças e sextas-feiras, ocupam os seus tempos livres com actividades lúdicas e úteis ara os seus agregados familiares.
Este programa pretende instaurar em Portugal, de uma forma proactiva um envelhecimento saudável — em contacto cm as novas gerações — através do conceito "Cidade amiga dos idosos" que foi lançado em 2005 pela Organização Mundial de Saúde.
"Persuadir o maior número de idosos a manter-se activos física e psicologicamente e incutir em cada um o desejo de se manter útil e 'vivo' na comunidade em que vive e incentivar a prática solidária, a curiosidade e confirmar a generosidade própria da juventude através de voluntariado criativo e permanente" constituem alguns dos objectivos deste programa.
O protocolo entre o município da Póvoa de Lanhoso e a Associação "Vencer o tempo" foi assinado por José Manuel Baptista e Ivone Ferreira, responsáveis dos dois organismos, respectivamente, numa sessão que contou com a presença da vereadora Fátima Moreira e do presidente da Junta de Friande, Francisco Silva...

Póvoa de Lanhoso assinalou
100 anos de República

A realização das Jornadas de Cultura Local e de uma ses-são do Parlamento Jovem foram os momentos altos das comemorações do centenário da República na Póvoa de Lanhoso, numa organização da Câmara Municipal em colaboração com a Assembleia Municipal, que se estendeu de 4 a 15 de Outubro.
“Divulgar informação histórica e aprofundar os conhecimentos dos acontecimentos relevantes, quer no momento da implantação da República quer nas várias etapas do processo histórico que marcaram a evolução da sociedade portuguesa; criar espaços de reflexão e de partilha sobre os valores de cidadania que incentivaram a pro-clamação da República e os valores republicanos e trazer à discussão os velhos temas da virtude cívica, da dedicação à causa pública e da participação na política activa como forma de defesa dos direitos fundamentais foram os objectivos destas comemorações” conforme revela a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso.

Parlamento
Jovem deu voz
a 20 jovens
do concelho

O Parlamento Jovem, na tarde de 5 de Outubro, trouxe até ao Salão Nobre dos Paços do Concelho 20 jovens de diversas freguesias, que, organizados em duas bancadas representativas do alto e do baixo concelho, debateram três temas (Empreendedorismo e Fixação de Jovens, Centralização vs Descentralização de Equipamentos Públicos e Participação dos jovens na Política) e apresentaram argumentos vários.
Despertar nos mais novos o interesse para a sua participação cívica nos órgãos autárquicos concelhios foi um dos objectivos deste Parlamento e foi o que ressaltou das intervenções do presidente da Câmara Municipal, Manuel Baptista, e do presidente da Assembleia, Humberto Carneiro.
Ainda a este respeito, a Câmara Municipal vai proporcionar àqueles jovens uma visita à Assembleia da República de modo a ficarem a conhecer também os órgãos de soberania nacionais.

Jornadas de Cultura Local e exposições

Realizadas em duas sessões, a 4 e 15 de Outubro, as Jornadas de Cultura Local, realizadas no auditório da Casa da Botica, deram a conhecer temas como “1.ª República – Esperanças e Desilusões”, “Ecos da Implantação da República na Póvoa de Lanhoso”, “A Toponímia da Póvoa de Lanhoso na 1.ª República” e “Hino da Maria da Fonte – O Hino da República!?”.
Ainda no arranque das comemorações, saliente-se a abertura da exposição “Letras e Cores, Ideias e Autores da República”, na Biblioteca Municipal, que resulta de uma colaboração entre a DGLB e a Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República, através da qual se apresenta esta mostra em que, a partir de textos de autores que marcaram decisivamente a cultura humanístico - literária em Portugal no final do século XIX e início do século XX, a DGLB convidou dez ilustradores a tratar plasticamente dez temas representativos do contexto social, político, cívico e cultural da época: Ultimatum, Monarquia, 5 de Outubro, Igreja, Educação, Mulheres, Modernismo, Grande Guerra, Chiado e Revistas...

Povoense brilhou em Paris
O presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Manuel Baptista, esteve no primeiro desfile de Joana Cruz, a jovem povoense vencedora do Programa da SIC “À Procura do Sonho”, que desfilou em Paris criações de Fátima Lopes. O autarca assistiu ao evento e à estreia da jovem povoense nas passerelles mundiais...

Câmara Municipal dinamiza
Hortas Biológicas Comunitárias

Desde Maio deste ano, a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso tem vindo a dinamizar o projecto das Hortas Biológicas Comunitárias, que existem em terrenos da autarquia no exterior do Centro de Interpretação do Carvalho de Calvos. Amélia Carvalho, de 64 anos, e Céu Rodrigues, de 40 anos, fazem parte do grupo de uma de-zena de pessoas que colabora no cultivo, no âmbito de um Programa de Serviço Comunitário. Os produtos frescos recolhidos integram os cabazes distribuídos pela Loja Social...

Recolha de alimentos para
assinalar Dia Internacional
para a Erradicação da Pobreza

A Câmara Municipal procedeu, no passado domingo, ao início da recolha de alimentos, num momento que pretendeu assinalar o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza. Para além dos alimentos, os povoenses podem doar brinquedos e livros infantis. Leite, enlatados, açúcar e sal, azeite e óleo, arroz e massa, farinhas, feijão e grão são os alimentos mais em falta, devendo, os interessados dar preferência àqueles que apresentam maior durabilidade em termos de prazo de validade. Os alimentos recolhidos, para além de integrar a ajuda alimentar atribuída regularmente, vão fazer parte dos cabazes de Natal entregues, todos os anos, pela autarquia às famílias mais carenciadas do concelho, conforme revela a Câmara Municipal. De acordo com a nota de imprensa, os donativos de brinquedos e de livros infantis devem ser entregues na Loja Social...
Apoio às famílias dá distinção
à Câmara Municipal

Numa cerimónia realizada no dia 22 de Setembro, na sede da Associação Nacional de Municípios Portugueses, em Coimbra, o município da Póvoa de Lanhoso foi distinguido como um dos municípios mais familiarmente responsáveis. As distinções, pelo Observatório das Autarquias Familiarmente Responsáveis, abrangeram 17 autarquias, sendo que o município povoense foi o único no Minho que, este ano, recebeu tal distinção.
Tal como os restantes municípios distinguidos este ano, a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso recebeu a bandeira verde respeitante à “Autarquia Mais Familiarmente Responsável 2010”. José Junqueiro, Secretário de Estado da Administração Local, apadrinhou a cerimónia que contou, entre outros, com representantes da Associação Nacional de Municípios, Associação Portuguesa das Famílias Numerosas e Observatório das Autarquias Familiarmente Responsáveis.
Dando conta da continuidade da aposta nas medidas sociais, Manuel Baptista, presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, referiu que a bandeira atribuída naquele dia representa o empenho de todos, desde técnicos, voluntários, assim como da vereadora da Acção Social e Saúde, Fátima Moreira...

Câmara intervém
na Rua 25 de Novembro

Eliminar um dos “pontos negros” nas estradas da vila é um dos objectivos da intervenção que está a ser realizada pela Câmara Municipal num troço da Rua 25 de Novembro. A intervenção naquela via visa, segundo a autarquia, “resolver problemas de congestionamento de tráfego e reduzir a possibilidade de sinistralidade, envolvendo, sobretudo, as crianças que frequentam a EB2,3 Professor Gonçalo Sampaio”.
“A Câmara Municipal está consciente de que esta situação, que trará melhorias à qualidade de vida dos cidadãos, implica, contudo, alguns constrangimentos, ainda que temporários, quer ao vel da circulação automóvel, com a necessidade de efectuar desvios, quer ao nível ambiental, pois terá de proceder ao abate de árvores”, revela ainda o município, em nota de imprensa.
“Consciente da importância da arborização para a estratégia de valorização ambiental dos nossos espaços públicos, a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso informa que vai proceder, no futuro, à colocação de outras árvores naquele arruamento, de modo a manter aquele corredor verde, numa zona central da nossa Vila que será valorizada”, adianta ainda a autarquia...

Autarquia assinalou
Dia Europeu Sem Carros

Sob o lema “Mobilidade Inteligente, Uma vida melhor!”, a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso realizou, no dia 22 de Setembro, um conjunto de iniciativas com vista a assina-lar o Dia Europeu Sem Carros, no âmbito da Semana Europeia da Mobilidade.
As actividades, desenvolvidas na Praça Engenheiro Rodrigues, cuja área circundante esteve parcialmente vedada ao trânsito, compreenderam um percurso sinalizado em cadeira de rodas, jogos tradicionais e atelier de pintura, assim como uma acção de sensibilização junto dos comerciantes daquela praça, informando-os sobre a importância e os objectivos do Dia Europeu Sem Carros. A par destas, foi ainda realizado um peddy-paper que levou os mais novos ao encontro de vários espaços municipais da vila.
A data de construção do antigo edifício dos Bombeiros Voluntários da Póvoa de Lanhoso, a data de inauguração da Sala de Interpretação do Território, a data da revolta da Maria da Fonte e da data da concessão da primeira carta de Foral, por D. Dinis, às terras de Lanhoso, foram algumas das questões apresentadas aos alunos.
Cláudio Macedo, de 12 anos, aluno da Escola Secundária da Póvoa de Lanhoso, foi um dos alunos participantes nas iniciativas. Segundo aquele aluno, “trata-se de uma boa iniciativa pois procura-se que haja menos carros a circular e por isso há menos poluição, o que é bom para o ambiente”. Aquele aluno participou ainda no percurso em cadeira de rodas. “Não imaginava que fosse tão difícil pois implica um grande esforço de braços”, disse, adiantando que aquele gesto serve para sensibilizar as pessoas para a dificuldade e os entraves que as pessoas com mobilidade reduzida encontram...

Rotary club da póvoa de lanhoso


Universidade Sénior
deu-se a conhecer

Depois da apresentação solene, no dia 24 de Setembro, a Universidade Sénior da Póvoa de Lanhoso entra em actividade na próxima segunda-feira, dia 10 de Outubro, dia em que se iniciam as actividades lectivas. O projecto, levado a cabo pelo Rotary Club da Póvoa de Lanhoso, tem como parceiros a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso e a Associação “Em Diálogo”. A apresentação solene contou, entre outras, com a presença do governador do distrito 1970, Armindo Carolino, do presidente das redes de universidades seniores rotárias, Ernesto Areias, de Fátima Moreira, em representação da Câmara Municipal, e de Clarisse Matos, presidente da “Em Diálogo”.
A Tuna Académica da Universidade Sénior do Rotary Club de Chaves animou o momento que contou, ainda, com uma palestra alusiva ao tema “Luta contra o Cancro em Portugal”, por Diamantino Gomes, chefe do departamento de cirurgia do IPO, no Porto. “É com satisfação que vejo a concretização de um projecto que fazia parte do nosso plano de desenvolvimento social, que estava delineado e era sentido pela comunidade como uma ânsia no âmbito dessa estratégia de conseguir uma resposta para aqueles que, com mais idade, ainda têm muito para dar à comunidade”, referiu Fátima Moreira, vereadora do Pelouro de Acção Social da Câmara Municipal, vincando ainda que se trata de um projecto que vai ser muito importante para a população com mais idade...

Centro Educativo do Cávado
revoluciona educação

A inauguração do Centro Educativo do Cávado, em Monsul, no dia 25 de Setembro, foi um dos momentos mais marcantes do Dia do Concelho, instituído, este ano, pela Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso.
O ambiente era de festa. Centenas de pessoas deslocaram-se à freguesia de Monsul, no baixo concelho, para acompanhar a cerimónia de inauguração do Centro Educativo do Cávado, que recebe, na próxima segunda-feira, as crianças do pré-escolar e primeiro ciclo das dez freguesias do baixo concelho (Águas Santas, Monsul, Gerás, Ajude, Verim, Friande, S. João de Rei, Covelas, Moure e Ferreiros).
Dispondo de excelentes condições, adaptadas às actuais necessidades da comunidade escolar, o Centro Educativo do Cávado, com capacidade para cerca de 300 crianças, dispõe de 8 salas para o ensino básico e 4 para o pré-escolar, assim como de um conjunto de outras valências que passam, entre outras, pela biblioteca, sala de informática, cantina e refeitório. “Sempre defendi que as dificuldades desta parte mais rural do nosso concelho tinham de ser compensadas com investimentos de qualidade e com projectos que ajudem a fixar os povoenses nestas freguesias, não havendo, a este nível, diferenças com as demais freguesias da Póvoa de Lanhoso”, disse Manuel José Baptista, por ocasião dos discursos. Dirigindo-se aos pais, o autarca assegurou que “os vossos filhos vão ser felizes nestas instalações. Vão ter as condições que não podíamos assegurar nas pequenas escolas das freguesias”.
“Não poderíamos ter os melhores resultados pedagógicos com as actuais escolas. Desde logo, pela sua dimensão e pelo número reduzido de alunos em cada uma delas. Por isso, urgia avançar para este novo modelo de organização”, assegurou o presidente da Câmara Municipal.
Carlos Duarte, gestor do Programa Operacional Norte da CCDR (Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional) deu conta dos 298 centros escolares financiados na região norte.
Com um custo de 2,3 milhões de euros, o Centro Educativo do Cávado foi financiado, tal como deu conta aquele responsável, em 80% pelos fundos comunitários através do Programa Operacional da região Norte...

“Com os olhos nas mãos”
apoia deficientes visuais

Num acto presidido pela Ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, a Associação de Apoio aos Deficientes Visuais do Distrito de Braga (AADVDB) e a empresa Ouronor, de Travassos, assinaram, na tarde de sexta-feira, dia 24 de Setembro, um protocolo de comercialização de um coração em filigrana, no âmbito da campanha de solidariedade “Com os olhos nas mãos”, levada a cabo por aquela empresa de ourivesaria e joalharia.
O coração de filigrana multicolorido, trabalhado em macramé e criado por António e Joaquim Rodrigues, utentes da Associação de Apoio aos Deficientes Visuais do Distrito de Braga, o qual foi premiado no âmbito do concurso “Heart Parade”, lançado pela Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, serviu de inspiração para a criação do coração em filigrana.
“Com os olhos nas mãos” é uma campanha solidária resultante de um projecto de responsabilidade social lançado pela Ouronor, que visa apoiar a actividade desenvolvida pela AADVDB. Deste modo, 12% do valor de veda de cada peça reverte a favor da Associação de Apoio aos Deficientes Visuais do Distrito de Braga. “Desejamos que o nosso projecto de responsabilidade social beneficiasse uma instituição do concelho. Desde logo, sobressaiu a Associação de Apoio aos Deficientes Visuais do Distrito de Braga. Somos conhecedores do meritório trabalho que esta instituição tem vindo a desenvolver e, por outro lado, esta- mos cientes que os deficientes visuais, apesar das evoluções verificadas nos últimos anos, ainda se deparam com sérias dificuldades no que toca a uma plena e perfeita integração na comunidade”, disse Álvaro Freitas, presidente do Conselho de Administração da Ouronor.
“Estamos convencidos que o projecto vai dar os frutos esperados e que a população saberá aderir a esta causa”, disse ainda aquele responsável da Ouronor...

Póvoa de Lanhoso


Oferta de livros
abrangeu 1100 alunos

A oferta dos manuais escolares aos alunos do 1.º ciclo de ensino básico foi uma das novidades apresentadas pela Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso no arranque deste ano lectivo. O investimento, que ascende a 35 mil euros, contempla os cerca de 1100 alunos que integram as turmas do 1.º ciclo de ensino básico do concelho da Póvoa de Lanhoso.
No dia 15 de Setembro, as escolas do 1.º ciclo de Taíde e Monsul receberam a visita do presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Manuel José Baptista, e da vereadora da Educação, Gabriela Fonseca, que ali se deslocaram para proceder à entrega dos manuais escolares aos 150 alunos que frequentam aqueles estabelecimentos de ensino.
Dando conta de que a oferta dos manuais escolares integrou o manifesto eleitoral da sua candidatura, Manuel José Baptista frisou que, para além desta medida, a autarquia procedeu ao reforço e à introdução de novas medidas, ajudando, dessa forma, as famílias mais carenciadas e possibilitando que todos os alunos tenham as mesmas condições para estudar. O reforço do número de bolsas de estudos atribuídas aos alunos do ensino secundário e superior, a acção social escolar e a oferta de kits escolares foram algumas das medidas destacadas pelo presidente do município povoense.

“Serem bons alunos”

No final da entrega dos manuais, na escola EB 1 de Taíde, o autarca Manuel José Baptista incentivou as crianças a “serem bons alunos, respeitarem os professores, estimarem os manuais escolares e terem orgulho nos pais”. “Sei que para muitos agregados escolares esta ajuda é muito importante”, disse o autarca. A par disso, e na presença de responsáveis do Agrupamento Vertical de Escolas do Ave, o presidente da Câmara Municipal deu conta do grande investimento feito, nos últimos dois anos, nos centros educativos, afirmando que a autarquia está em condições de apresentar o próximo centro educativo, que ficará localizado em Taíde e resultará da ampliação da Escola EB 2,3 que passará a acolher as crianças do 1.º ciclo...
Câmara Municipal premiada pela
sua intervenção com as famílias

A Câmara Município da Póvoa de Lanhoso foi distinguida, quarta-feira, dia 22 de Setembro, como uma das autarquias mais familiarmente responsáveis. A distinção, com a entrega de uma bandeira, partiu do Observatório das Autarquias Familiarmente Responsáveis e teve lugar em Coimbra, na sede da Associação Nacional de Municípios Portugueses. O município da Póvoa de Lanhoso foi um dos municípios portugueses que mais se destacou no tocante a políticas de apoio às famílias e o reforço de medidas a famílias numerosas. Recorde-se que por “Autarquia Familiarmente Responsável para os munícipes, entende-se aquela que adopta medidas integradas de apoio nos diferentes domínios da vida das famílias, nomeadamente nas áreas da intervenção social, no fornecimento de serviços básicos, na educação/formação, na cultura/lazer, desporto e tempos livres, na habitação, no ambiente, entre outros”.
De entre os objectivos do Observatório das Famílias Familiarmente Responsáveis encontramos o de potenciar a experiência obtida por uns municípios em benefício dos outros bem como, colocar ao dispor das autarquias uma equipa pluridisciplinar que, com experiência nos âmbitos da família e das autarquias, possa contribuir positivamente para a avaliação de medidas nesta área, quer previamente quer a posteriori...

Destaca vereadora Gabriela Fonseca


Centro Educativo de Monsul
é a marca do novo ano escolar

O ano lectivo que agora se inicia fica marcado pela inauguração do Centro Educativo do Cávado, em Monsul, cuja cerimónia está agendada para o dia 25 de Setembro, e irá abranger as dez freguesias do baixo concelho. O “Maria da Fonte” conversou com Gabriela Fonseca, responsável pelo Pelouro da Educação da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso. O estado da educação no concelho, o apoio social escolar concedido pela autarquia e a concretização da carta educativa foram alguns dos assuntos abordados ao longo da entrevista com a responsável do pelouro da Educação.

Maria da Fonte - O novo ano escolar conta com um novo centro educativo, localizado na freguesia de Monsul. Fale-nos um pouco desta estrutura.
Gabriela Fonseca - Naturalmente que o baixo concelho é uma área territorial um pouco desfavorecida, com freguesias muito pequenas e algumas delas mais isoladas. Os alunos vão sentir a diferença, pela positiva, com esta mudança. Para além de ser uma escola com todas as valências necessárias, como a cantina, cozinha, sala das novas tecnologias, quadros interactivos, biblioteca, recreio coberto e descoberto, com equipamento infantil, entre outros, é um edifício que está muito bem concebido, que está muito bonito, moderno e funcional. Os alunos vão sentir-se muito bem neste novo equipamento escolar. Mesmo a nível pedagógico e de socialização os benefícios são enormes, pois cada turma terá apenas um ano de escolaridade e vão ter a possibilidade de fazer novas amizades, de partilhar experiências e vivências diferentes com as crianças das freguesias que compõem este centro escolar.
Mesmo alguns pais, que às vezes estejam mais reticentes pelo facto de fechar a escola da sua freguesia, vão valorizar aqueles aspectos e considerar que valeu a pena a mudança. Pedagogicamente, não faz sentido ter, por exemplo, uma turma com os quatro anos de escolaridade. Deste modo, os alunos saem, necessariamente prejudicados e o objectivo é melhorar o rendimento escolar e sucesso educativo das crianças do concelho, e desta zona geográfica em particular.

MF - Qual tem sido a reacção da população do baixo concelho a estas mudanças?
GF – Já tinham encerrado quatro escolas e este ano vão encerrar mais seis. Por exemplo, a escola de Águas Santas que só tinha 16 alunos, alguns dos quais da freguesia de S. João de Rei, só não encerrou, no ano transacto, porque não havia escolas de acolhimento para albergar os seus alunos, porque o centro educativo já estava previsto na carta educativa e já estava em construção. Desse modo, a DREN aceitou que a escola se mantivesse aberta mais um ano. A escola de acolhimento seria a de Monsul mas a mesma não tinha, no ano transacto, capacidade para acolher esses mesmos alunos e Centro Educativo não tem nada a ver com a realidade das nossas escolas do 1.º ciclo. Nas outras quatro escolas, já encerradas, a situação foi pacífica. Por ocasião da elaboração da carta educativa convidamos a população das dez freguesias do baixo concelho, conversamos com os pais e explicamos a necessidade de reordenamento da rede escolar e o benefício, em termos pedagógicos e físicos, desta nova realidade. Esta situação é quase como uma imposição do Ministério da Educação, embora digam que a autarquia tem que estar de acordo.Isto não se verifica apenas na educação. Vejamos o que está a acontecer na saúde e que a breve prazo abrangerá também os tribunais.Temos que reordenar pois se entenderem fechar, fecham mesmo, quer seja na educação ou na saúde. E é bom que estejamos devidamente preparados e equipados. Neste momento, não tenho qualquer indicação de que haja reacções negativas. Fomos às escolas, falamos com os professores, com os auxiliares e com os alunos. Os mais pequenos estavam entusiasmados, sabiam onde ficava o novo centro escolar, já tinham visto a obra a nascer e a crescer e estavam muito expectantes, relativamente a este novo equipamento.
É natural que alguns pais tenham algumas reservas, nomeadamente em relação ao transporte, mas tudo está a ser pensado e acautelado. Estamos a falar de distâncias relativamente pequenas, de viagens de meia dúzia de quilómetros. Depois de visitarem o centro educativo, verificam que está ali um equipamento de muita qualidade e que será uma mais-valia quer para os alunos quer para a população do baixo concelho, mormente quando estiver construído o pavilhão gimnodesportivo.

MF - Uma das escolas que encerrou, a de Friande, foi convertida em Centro de Convívio. A esta, segue-se a de S. João de Rei. Já há algum projecto para as restantes?
GF – Vai ser estudado caso a caso. Não é nossa pretensão fazer centros de convívio em todas as freguesias pois para além de dispendioso pode não se justificar, poderemos não ter um número de aderentes que o justifique. A opção pode passar por fazer um centro de convívio que agregue duas ou três freguesias. No caso de Ajude, o edifício escolar será convertido em habitação social e em Verim o edifício passará a ser a sede do rancho folclórico local. No caso de Moure o edifício foi cedido à Junta de Freguesia para lá instalar postos de internet. Os edifícios não vão ficar desactivados, vão ter novamente vida. Vão ser novamente ocupados e rentabilizados...

Friande


Centros de convívio
em confraternização

Cerca de setenta idosos participaram, na tarde de sexta-feira, dia 3 de Setembro, no primeiro encontro dos centros de convívio do concelho da Póvoa de Lanhoso, numa iniciativa que teve lugar no Centro de Convívio de Friande, localizado no antigo edifício da escola primária da freguesia. Naquele que se espera o primeiro de vários encontros, os utentes dos centros de convívio de Friande, Esperança e Vilela passaram uma tarde de alegre convívio, que contou com lanche e animação ao som das concertinas.
Destacando o empenho da Câmara Municipal e das Juntas de Freguesia de Friande, Vilela e Esperança, Fátima Moreira, vereadora do Pelouro da Saúde da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, mostrou-se satisfeita com a grande participação dos utentes.
“Que vejam nestes espaços, um espaço de convívio, alegria e confraternização e que vejam nos centros de convívio a vossa segunda casa”, disse a edil, desafiando os utentes a apresentar propostas de actividades que gostariam de realizar nos centros de convívio.
“É um balanço muito positivo. Tem sido um processo faseado e, até ao momento, já abrimos três centros de convívio. Pela experiência que temos até ao momento, verificamos que é um projecto ao qual temos que dar continuidade e é um projecto muito esperado nas freguesias, sobretudo nas freguesias um pouco mais afastadas da vila e em que as pessoas estão, de alguma forma, isoladas e com mais idade”, frisou a vereadora Fátima Moreira...

Valor do PIDDAC superior a 10 mil euros


Biblioteca Escolar do Centro
Educativo do Cávado com financiamento

A Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso conseguiu financiamento do PIDDAC para a Biblioteca Escolar que vai surgir no Centro Educativo do Cávado, em Monsul, equipamento que abre as portas no próximo ano lectivo. A vereadora da Educação da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Gabriela Fonseca, sublinha que “das 12 candidaturas apresentadas, correspondentes à área de influência da nossa coordenadora interconcelhia, Regina Campos, só quatro é que foram aprovadas”.
O valor do financiamento atribuído foi superior a 10 mil euros, sendo 4 650 euros para mobiliário e mais de 5 mil para Fundo Documental. “Evidentemente que o montante atribuído para mobiliário é insuficiente e a autarquia suportará o restante”, refere ainda a edil.
Recentemente, a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso e os Agrupamentos de Escolas formalizaram o SABE – Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares. “Esta parceria, que visa melhorar um serviço tão importante como as bibliotecas escolares, é certamente uma mais-valia para as respostas educativas existentes no concelho”, refere a vereadora da Educação da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Gabriela Fonseca, que destaca que esta formalização só é possível por-que a edilidade está a melhorar as condições físicas das escolas. “Foi com especial satisfação que recebemos a informação de que tivemos a aprovação da candidatura a mais uma biblioteca escolar a instalar no Centro Educativo do Cávado, o que vem confirmar os resultados positivos a este nível”, afirma a Vereadora.
Como retaguarda e principal impulsionador das bibliotecas escolares está empenhada a Biblioteca Municipal que em breve terá casa nova transformando-se numa BM1+. “Esta nova biblioteca permitirá um maior e melhor apoio às bibliotecas escolares, cumprindo da melhor forma o plano de actividades definido em conjunto que terá certamente como principal objectivo disponibilizar um catálogo único de livros por forma a facilitar a sua circulação pelas escolas do concelho”. Considerando que as autarquias têm um papel cada vez mais importante no que se refere à Educação, Gabriela Fonseca adianta ainda: “Na Póvoa de Lanhoso não temos poupado em esforços nem fugimos das nossas responsabilidades. Elaborámos a Carta Educativa em 2007 e, de imediato, colocámos no terreno os Centros Educativos. Neste momento, já temos um em funcionamento, outro em fase final de construção e prevemos lançar mais dois ainda este ano. Com este investimento global superior a 7 milhões de euros, o concelho ficará dotado, ao nível do primeiro ciclo, de condições excelentes” sublinha a autarca, acolhendo com satisfação números que dão conta de que a taxa de abandono escolar reduziu de mais de 3% para um valor inferior a 2% e os relatórios das avaliações externas efectuadas aos Agrupamentos e Escola Secundária, que obtiveram classificações de bom e muito bom.
“Estes dados são indicadores animadores que devem motivar todos os agentes de educação a darem continuidade ao trabalho realizado”.

Percursos Pedestres


Cávado foi a proposta
Realizado na manhã de sábado, dia 21 de Agosto, o passeio do Cávado, integrado nos percursos pedestres proporcionados pela Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, em parceria com a “Terra Pedestre”, contou com cerca de 20 participantes. Iniciado junto ao campo de futebol de Friande, o percurso levou os participantes ao longo do Monte Vermelho, onde aí puderam apreciar as belas paisagens do concelho. De seguida, a caminhada estendeu-se até às freguesias de S. João de Rei e Verim.
A “Boca de Saída” e a Praia Fluvial de Verim foram alguns dos locais visitados, numa caminhada que se estendeu ao longo de 12 km.
“Gosto imenso destas iniciativas e participo sempre que tenho oportunidade. Acho interessante.
Para além do facto de caminhar fazer bem à saúde, é também uma oportunidade de ficar a conhecer locais no concelho por onde nunca tinha passado”, referiu Helena Costa, de Rendufinho, uma das participantes da caminhada, que destacou ainda o facto de, para além da caminhada, se contribuir para a limpeza de um local no concelho.
A margem do Rio Cávado, em Verim, foi o local escolhido, tendo os participantes recolhido o lixo que foram encontrando ao longo da margem. Mais do que caminhar, os participantes dos percursos pedestres têm contribuído para a limpeza de alguns locais do concelho.
O percurso pedestre do Merouço é a iniciativa do mês de Setembro, num percurso agendado para o dia 25.