EDITORIAL



Armindo Veloso




ORGULHO

Somos um povo que vive picos de euforia intercalados com grandes períodos de depressão.
Quem o diz são os grandes estudiosos na matéria e basta estarmos um pouco atentos ao comportamento dos portugueses ao longo da história para o comprovarmos.
Vivemos nos últimos tempos um desses malfadados períodos de depressão.
No meio de um ror de notícias que nos ajudam a ir para o buraco depressivo, chamou-me à atenção pela positiva uma que nos deve encher a todos de orgulho. Refiro-me à nomeação do Dr. Horta Osório para a presidência do Lloyds Bank.
Horta Osório já era presidente do Santander em Portugal. Sem dúvida um grande cargo. Mas, passar de um “departamento regional” de um dos maiores bancos do mundo para presidente mundial de um dos maiores bancos do mundo, o oitavo, é como comparar o monte de S. Mamede à Serra da Estrela.
Portugal tem os tais picos de euforia que se podem comparar aos picos da excelência. Dentro da mediania universal destacam-se pessoas que chegam ao “tecto do mundo”.
Que honra que é vermos várias figuras portuguesas chegarem lá acima na cena internacional.
Durão Barroso, presidente da Comissão Europeia; António Guterres, Alto Comissário para os Refugiados; José Mourinho, melhor treinador de futebol do mundo; António Borges, o mais alto responsável europeu do FMI e agora Horta Osório um banqueiro de excelência mundial entre outros de grande qualidade nas mais variadas áreas menos mediáticas, devem-nos animar.
A estes homens e mulheres não lhes caiu na cabeça o sucesso profissional. Este, foi fruto de um somatória de factores, um deles vinculativo: o trabalho!
Impressionou-me o que Horta Osório disse acerca das suas novas funções. Disse ele, que a sua maior missão no Lloyds é restituir o dinheiro aos contribuintes britânicos. Referia-se, como alguns dos meus leitores se lembrarão, à intervenção do governo britânico no banco que, sendo o maior banco inglês, teve que ser nacionalizado em 40% para não entrar em colapso.
Os maiores sucessos para si, Dr. Horta Osório. O prestígio dos portugueses por esse mundo fora só ajuda Portugal.

Até um dia destes.
CASTELO

Solidariedade


A EPAVE – Escola Profissional do Alto Ave organizou, no dia 11 de Novembro, uma Feira Solidária. Mais do que se associarem às comemorações do Ano Internacional de Combate à Pobreza e Exclusão Social, a iniciativa pretendeu angariar verbas para a produção de uma prótese ortopédica de um utente da Unidade de Longa Duração D. Elvira Câmara Lopes da Santa Casa da Misericórdia da Póvoa de Lanhoso.
Aqui registamos, com agrado, um gesto de solidariedade duma instituição do concelho.
CASTELO DE AREIA
Transferências


Em entrevista ao 'MF', Armando Fernandes, vereador da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, dá conta dos propósitos do Governo em cortar, no próximo ano, verbas transferidas para as autarquias. O edil refere que a autarquia povoense receberá menos 800 mil euros, num corte de 8,6%. São más notícias que obrigam o executivo municipal a redefinir as suas prioridades. Com tudo isto, quem sofre são as freguesias do concelho, com as populações a não verem concretizadas as obras há muito ansiadas.

AJUDE


Novas Oportunidades
abrangem 40 moradores

Decorre, na Junta de Freguesia de Ajude, desde o início do mês, o Processo de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências (RVCC) nos dois veis de certificação – Básico (9.º) e Secundário (12.º).
“A Iniciativa Novas Oportunidades, que procura dar resposta aos baixos índices de escolarização dos portugueses através da aposta na qualificação da população, concretiza-se em duas ideias- chave: uma Oportunidade Nova para os jovens e uma Nova Oportunidade para os adultos. Neste sentido, a Junta de Freguesia de Ajude, estabeleceu uma parceria com o Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária de Amares, com o objectivo de aumentar o nível de qualificações da população local. Daí, resultaram dois grupos, um de nível básico (9ºano) e outro de nível secundário, com 25 e 15 adultos, respectivamente”, revela José Manuel Silva, presidente da Junta de Freguesia de Ajude, que considera estas como novas dinâmicas de aprendizagem, as quais permitem que os candidatos consigam adquirir “novas oportunidades”, para assim demonstrar os seus conhecimentos e capacidades, tornando-se homens e mulheres mais qualificados a aptos a enfrentar os desafios futuros.
Monsul: faleceu o Sr. Daniel
do Restaurante Santril

A notícia rapidamente se espalhou e eram muitos os que não queriam acreditar: faleceu o Daniel de Santril, como assim era conhecido, Daniel da Silva Gomes, proprietário do Restaurante e Talho Santril, localizado na freguesia de Monsul.
Na manhã de domingo, dia 14, a notícia chegou aos conhecidos e amigos do comerciante que, há mais de 20 anos, possuía o seu estabelecimento comercial na freguesia de Monsul.
Segundo foi possível apurar, Daniel Gomes, de 62 anos, conduzia a sua viatura, na Estrada Nacional 205, quando, ao passar na localidade de Crespos, já no concelho de Braga, se sentiu mal, conseguindo ainda imobilizar a viatura em que seguia.
Os socorros foram chamados por um morador naquele local. Daniel Gomes acabou por falecer no interior da viatura. No local estiveram os Bombeiros Sapadores de Braga e a GNR. As causas da morte estão a ser investigadas, mas tudo parece apontar para um ataque cardíaco.
Misericórdia vai construir
novo bloco operatório

A Santa Casa da Misericórdia tem previsto, para o próximo ano, investimentos na ordem dos 1,5 milhões de euros. De entre as obras previstas está a construção de um novo bloco operatório. A construção da nova unidade deve-se, segunda a Misericórdia, à contratualização de consultas de especialidade e cirurgias com o Ministério da Saúde. A construção do novo bloco operatório ascenderá a um milhão de euros. Para além da construção desta nova estrutura, a Santa Casa tem, ainda previstas, obras de beneficiação no Lar de S. José, com um custo a rondar os 150 mil euros, e a remodelação de um espaço próprio para a instalação do aprovisionamento e arquivo e a criação de um parque de estacionamento ao ar livre, no espaço contíguo ao jardim do Hospital.
Estes e outros dados foram avançados no dia 13 de Novembro, na Assembleia Geral de irmãos da Santa Casa, durante a qual foi colocado a apreciação e votação o Orçamento Suplementar para 2010 e o Plano de Actividades e Orçamento para 2011. “Numa Assembleia muito concorrida, os documentos de gestão foram aprovados por unanimidade”, revela Zita Gomes, mesária responsável pelo pelouro de Relações com o Exterior.
“Relativamente ao orçamento suplementar para 2010, prevê-se que os proveitos e ganhos se elevem a 8.637.000,00 euros e os custos e perdas se fiquem pelos 8.462.000,00 euros. O resultado líquido previsional é de 175.000,00 euros, pode ler-se no presse realese enviado pela instituição...

Construção da Clínica Social da Misericórdia adiada

“O projecto da Clínica Social da Misericórdia ficará prejudicado devido à conjuntura económica que o país atravessa e às dificuldades de financiamento para a sua execução, aguardando uma melhor oportunidade. As previsões para o próximo ano, em termos de investimento, não são animadoras. Isto por-que o estado se prepara para retirar às Misericórdias a possibilidade de reaverem o IVA. Significa isso que, num investimento estimado de um milhão de euros, a Misericórdia terá um custo acrescido de 230 mil euros (correspondente ao IVA a 23%)”, revela a Santa Casa...
Deficiência com novas respostas
O Gabinete de Apoio ao Munícipe, nos Paços do Concelho, dispõe, desde o dia 5 de Novembro, de um Serviço de Informação e Mediação para Pessoas com Deficiência (SIMPD). Idália Moniz, Secretária de Estado Adjunta e da Reabilitação apadrinhou a assinatura do protocolo entre a Câmara Municipal e o Instituto Nacional para a Reabilitação.
Orientar na resolução de problemas sobre mobilidade e acessibilidade; informar sobre direitos, benefícios e medidas de protecção social das pessoas com deficiência ou incapacidade; informar sobre cursos e locais onde obter formação profissional e sobre como obter apoio para um emprego ou para iniciar uma actividade por conta própria são algumas das tarefas do SIMPD, ao qual podem recorrer pessoas com deficiências ou incapacidade e respectivas famílias, assim como técnicos e instituições e serviços que desenvolvam qualquer tipo de actividade no domínio da prevenção, habilitação, reabilitação e integração das pessoas com deficiência ou incapacidade, ou qualquer cidadão que necessite de informações naquelas áreas.
Estar ao lado de quem precisa é, segundo Manuel Baptista, presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, o objectivo da Câmara Municipal. Dando conta do trabalho desenvolvido na área social, o autarca destacou o prémio “Autarquia Familiarmente Responsável” atribuído à autarquia, assim como da necessidade do concelho crescer em termos solidários...

ENTREVISTA a Armando Fernandes, vereador da câmara municipal da Póvoa de Lanhoso


“Ajudar os outros
é muito gratificante”

Maria da Fonte - Em Outubro de 2009 iniciou uma nova experiência, integrando o executivo liderado por Manuel Baptista. Que balanço traça deste primeiro ano como vereador da autarquia povoense?
Armando Fernandes – O balanço é francamente positivo e posso dizer que gosto muito daquilo que faço. Através dos cargos públicos podemos ajudar a resolver alguns problemas das pessoas. É isso que me move. Ajudar os outros é muito gratificante. Para mim é uma experiência nova mas confesso que não contava, logo no primeiro ano de mandado, que as dificuldades fossem tão grandes. Dificuldades ao nível orçamental, com a quebra de receitas próprias e com a quebra nas transferências do orçamento de estado. No entanto, o balanço global é positivo.

MF – Falou na quebra de receitas. Quais as consequências das mesmas?
AF – A quebra de receitas condiciona, evidentemente, a actividade global da Câmara Municipal. Só este ano, os cortes nas transferências do estado ultrapassaram os 300 mil euros. E recebemos essa notícia a meio do ano, o que condiciona, naturalmente, a execução orçamental. Mas já sabemos que no próximo ano o governo vai transferir para a nossa autarquia menos 800 mil euros do que estava previsto, que corresponde a um corte de 8,6%. Os meus pelouros estão mais direccionados para a captação de receitas do que, propriamente, para a execução de despesas e noto quebras significativas na arrecadação de receitas provenientes do licenciamento das obras particulares, por exemplo.

MF – Tem-se verificado uma grande quebra na arrecadação de receitas?
AF – Posso dizer-lhe que, em 2004, a Câmara Municipal teve uma receita na ordem dos 400 mil euros, resultante do licenciamento de obras particulares. Projectamos, para 2010, uma receita na ordem dos 200 mil euros, cerca de 50% daquilo que era a receita de 2004. Neste momento, a receita concretizada anda na ordem dos 140 mil euros. É, francamente, muito abaixo daquilo que era a nossa expectativa. Isto é o resultado da crise. Como não se constrói as pessoas não precisam de licenciamentos.

MF - Melhorar a mobilidade na vila é um dos objectivos deste executivo. O que tem sido feito neste campo?
AF – Uma das prioridades deste executivo tem sido o eliminar de algumas barreiras com que se deparam os deficientes. Vamos arrancar, em breve, com a requalificação da Avenida 25 de Novembro, integrada num projecto mais amplo de eliminação de pontos negros na EN 205. Naquilo que se vai fazendo, em termos de obras públicas, temos tido a preocupação de proporcionar mobilidade às pessoas. Um exemplo recente é o Centro Educativo do Cávado, em Monsul. Trata-se de um edifício público que não tem escadas e a circulação é feita através de rampas, o que facilita a mobilidade. Esta tem sido uma preocupação transversal de todo o executivo, não só do Pelouro da Mobilidade...

“Neste momento ainda não está nomeado o Comandante Operacional Municipal”
MF - A Câmara Municipal está a alertar os comerciantes para a legalização da publicidade. Será que este é o momento ideal para iniciarem a cobrança das referidas taxas, uma vez que muitos comerciantes referem que a crise está a afectar o comércio no concelho?
AF – O actual Regulamento de Publicidade foi aprovado em Dezembro de 2003, no tempo do presidente Lúcio Pinto. O problema é que nunca foram criados mecanismos para pôr em prática este Regulamento. Hoje, estamos em condições de o fazer fruto do forte investimento que temos feito na modernização administrativa dos nossos serviços. Até agora, a maior parte dos comerciantes não pagava as taxas de publicidade porque a autarquia não as cobrava. Em 2009, a receita de publicidade foi pouco mais do que 1200 euros. Foi uma receita manifestamente irrisória. Aquilo que nós estamos a fazer não é mais do que pôr em prática um regulamento que nos permite arrecadar algumas receitas para fazer face a algumas necessidades de investimento noutras áreas, nomeadamente a área social. Para podermos acudir a situações de emergência social, temos que ter recursos. Temos de ser rigorosos. A autarquia não pode dar-se ao luxo de desperdiçar recursos. Mas estas medidas, para além da vertente da receita, têm também a vertente do ordenamento. Esta é uma das facetas que também nos preocupa. Não é bonito o desordenamento da publicidade comercial no centro da vila. Devem haver critérios na colocação de publicidade, sob pena de estarmos a conspurcar o ambiente. Posso dizer-lhe que as taxas de publicidade que estão aprovadas e estão a ser aplicadas no concelho da Póvoa de Lanhoso são das mais baixas de todo o distrito.

MF – Sabemos que foi realizado um levantamento da publicidade em todo o concelho. Se se concretizar a cobrança de todas as taxas, qual será o valor arrecadado?
AF – Se todas as publicidades forem legalizadas e se tudo for cobrado de acordo com as taxas em vigor, estaremos a falar de uma receita a rondar os 80 mil euros anuais, que é um valor significativo.

MF - No tocante à protecção civil, o concelho já possui Comandante Operacional Municipal?
AF – Neste momento ainda não está nomeado o Comandante Operacional Municipal. É, efectivamente, um imperativo legal. Temos que pensar nisso a muito curto prazo porque, reconheço-o, estamos em incumprimento. Uma das minhas preocupações enquanto responsável pelo pelouro da Protecção Civil foi pôr em marcha a execução do Plano Municipal de Emergência. Paralelamente a este plano, que vamos agora adjudicar e que foi aprovado no âmbito de uma candidatura a fundos comunitários, é minha intenção procurar regularizar todas as situações de incumprimento relativamente à Protecção Civil Municipal...

“Executivo municipal é composto por
quatro pessoas que pensam pela própria cabeça”

MF – Os gastos com os recursos humanos da autarquia tem sido um assunto trazido à Assembleia Municipal. Que comentários lhe merecem algumas críticas da oposição, que apontam o dedo aos elevados encargos, comparativamente com o ano transacto?
AF – Os custos com pessoal são, efectivamente, uma fatia significativa do orçamento. São custos transversais a toda a autarquia. A Câmara Municipal é das maiores senão a maior entidade empregadora do concelho. Temos cerca de 200 trabalhadores e uma diversidade muito grande de serviços. E os serviços não funcionam sem pessoas. Os recursos humanos são fundamentais, como é evidente.
Por vezes, fala-se do aumento de custos com pessoal mas omitem-se as razões desse aumento. Este ano implementamos o SIADAP, a avaliação do desempenho na Administração Pública, que é um imperativo legal. Os trabalhadores estavam lesados nos seus direitos porque não eram avaliados desde 2004. Assumimos a avaliação de desempenho de todos os trabalhadores por ponderação curricular, fruto de uma decisão do Conselho Coordenador de Avaliação. Nos anos 2004 e 2005 atribuímos um ponto a cada trabalhador e, nos anos de 2005 a 2009, dois pontos. Essa decisão permitiu-nos fazer alguma justiça social porque possibilitou que a maioria dos trabalhadores atingisse os dez pontos e pudesse subir um nível remuneratório. As carreiras dos funcionários das autarquias locais estão congeladas há muitos anos. Se tivermos trabalhadores motivados, a autarquia ficará a ganhar com isso. É evidente que esta decisão de defesa dos interesses dos trabalhadores teve algum peso no orçamento.
Já agora, e porque entendo que as coisas devem ser muito claras, e quando desempenhamos cargos públicos não devemos esconder nada, gostaria de referir que tivemos alguns trabalhadores que foram beneficiados pela chamada “opção gestionária”. Esses casos foram validados pelo Conselho Coordenador de Avaliação. Embora o Governo e a Associação Nacional de Municípios tenham interpretações divergentes sobre esta matéria, estamos seguros que aquilo que foi feito está em consonância com a lei. Fizemo-lo de forma consciente, em defesa dos interesses dos trabalhadores e iremos defender essa po-sição até às últimas consequências. Independentemente de todas as “tricas politiqueiras” que têm surgido ou possam vir a repetir-se na Assembleia Municipal.

MF – Como avalia o trabalho desenvolvido por este executivo camarário?...
EPAVE promoveu Feira Solidária
A realização de uma Feira Solidária, no dia 11 de Novembro, foi a forma escolhida pela EPAVE para se associar às comemorações ao Ano Internacional do Combate à Pobreza e exclusão Social. Composta por artigos novos e usados, com preços que variaram entre os 0,50 e os 2 euros, a Feira Social, realizada na Praça Engenheiro Armando Rodrigues, assumiu um cariz de beneficência. As verbas arrecadas com a venda dos artigos reverteram para a produção de uma prótese ortopédica de um utente da Unidade de Longa Duração D. Elvira Câmara Lopes da Santa Casa da Misericórdia da Póvoa de Lanhoso...

ESTRADA NACIONAL 1O3 – SERRA DO CARVALHO


Cavalos envolvidos
em acidente de viação

A Estrada Nacional 103 tem sido palco, ao longo dos tempos, de acidentes de viação nos quais estão envolvidos cavalos que circulam naquela via.
No dia 4 de Novembro, dois cavalos foram atropelados, mortalmente, na Estrada Nacional 103, no troço que liga a cidade de Braga à vila da Póvoa de Lanhoso.
Segundo foi possível apurar, a condutora duma viatura ligeira, que transitava naquele via, não conseguiu evitar o choque com os animais que circulavam livremente em plena faixa de rodagem. O acidente, que ocorreu pelas 22h45, causou danos materiais na viatura e a morte dos animais. Depois de várias horas na berma da estrada, os corpos foram encaminhados para o Ecoparque Braval, os quais foram posteriormente tratados por uma empresa especializada na recolha de cadáveres de animais.

VILELA

Idosa esteve desaparecida
durante cerca de seis horas

Depois de ter estado desaparecida, durante cerca de seis horas, uma idosa, residente na freguesia de Vilela, foi encontrada, pelos Bombeiros Voluntários da Póvoa de Lanhoso, caída junto a um caminho rural, nas traseiras de uma casa em ruínas, e a cerca de 60 metros do local de onde tinha desaparecido. O caso aconteceu no lugar de Pousada, em Vilela, no passado dia 2 de Novembro. O desaparecimento ocorreu pelas 17h30, tendo o mesmo sido participado às autoridades, pelas 20h30, com a GNR e os Bombeiros a proceder a intensas buscas para detectar a idosa, a qual veio a ser encontrada por volta das 23 horas daquele dia, com sinais de hipotermia.
Dado o alerta para o posto da GNR da Póvoa de Lanhoso, e atendendo aos problemas de saúde de idosa, diabética e com fraca mobilidade, de imediato quatro militares do posto da Póvoa de Lanhoso dirigiram-se para o local para procederem a buscas, os quais foram acompanhados por uma equipa de bombeiros.

Possível queda

Os elementos que integraram as buscas palmilharam os terrenos em volta, uma vez que a idosa poderia estar caída e não ter condições de se levantar, dados os seus problemas de mobilidade. No momento em que dez militares do Posto da GNR da Póvoa de Lanhoso já se preparavam para integrar as buscas, a idosa foi encontrada, pelos soldados da paz povenses, cerca das 23 horas, caída junto a um caminho, nas traseiras de uma casa em ruínas.
Segundo apuramos, naquela ocasião já tinha sido solicitada a presença de um cão pisteiro para participar nas buscas. A idosa foi assistida, no local, pelos bombeiros povoenses, e, posteriormente, conduzida ao Hospital de S. Marcos, em Braga...
Município aposta na melhoria
da qualidade do ar

O Vale do Ave, o Vale do Sousa e o Porto Litoral são as três zonas do Norte do país onde se torna urgente implementar medidas com vista a melhorar a qualidade do ar. “O ar do Norte não está bom porque a quantidade de poluentes no ar ultrapassa muitas vezes o aceitável”, revelou Fernando Coelho, da Formato Verde, no decurso da acção de sensibilização realizada, no dia 10 de Novembro, na Casa da Botica, no âmbito do projecto “Melhorar(ar) a Norte”, desenvolvido pela CCDR-N (Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte) e do qual é parceira a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso.
A acção, enquadrada no Programa de Execução de Melhoria da Qualidade do Ar da Região Norte, teve como destinatário o sector da construção civil. “Qualidade do Ar – caracterização”, “Causas/Efeitos da Poluição do Ar” e “A Qualidade do Ar e a Construção Civil” foram alguns dos assuntos abordados ao longo da sessão.
“Todos temos responsabilidade de contribuir para que possamos viver num melhor ambiente. Todas estas práticas que hoje defendemos são práticas que têm por objectivo melhorar a qualidade de vida de todos nós mas, também, são práticas que são da nossa obrigação para que, de facto, não hipotequemos o futuro das próximas futuras”, defendeu Fátima Moreira, vereadora da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso.
Durante a sessão, que contou com a parceria, da Associação dos Industriais de Construção Civil e Obras Públicas, foram dadas a conhecer algumas “boas práticas” a implementar no sector da construção civil, com vista a reduzir o número de poluentes em suspensão no ar.
Construção de tapumes, com uma altura mínima de 2 metros; construção de uma plataforma de brita, ou outro material, para o estacionamento e manobra dos camiões na fase de escavação e transporte de terras; a rega dos caminhos e frente de obra, com água não potável; a cobertura dos resíduos com tela ou rede, a fim de atenuar o arraste de poeiras com o vento; o armazenamento, sempre que possível, do material granular dentro dos edifícios; e a lavagem dos camiões à saída de obra, foram alguns dos conselhos deixados que se estenderam à zona de obra, armazenamento e manipulação de materiais e veículos afectos à obra...

SÃO MARTINHO DO CAMPO


Apoio social é prioridade
As questões sociais continuam na ordem do dia da Junta de freguesia de S. Martinho do Campo. Depois do levantamento das necessidades em material ortopédico, para os vários deficientes físicos da freguesia, a Junta de Freguesia de S. Martinho do Campo, presidida por Fernando Carlos, meteu “mãos à obra” e solicitou o apoio da SIC, no sentido de arranjar o material necessário.
No passado dia 2 de Novembro, Fernando Carlos, acompanhado de moradores da freguesia, deslocou-se às instalações da SIC, em Lisboa, para participar no programa “Boa Tarde”, tendo conseguido obter todos o material solicitado. A par do material ortopédico para os moradores daquela freguesia, a Junta de Freguesia recebeu algum material para emprestar a quem dele necessitar.
Foram três as famílias da freguesia contempladas, que receberam uma cama articulada com elevador e três cadeiras de rodas. A Junta de Freguesia tem ainda em sua posse uma cadeira de rodas, um andarilho e umas canadianas, para assim fazer face a necessidades futuras...

FUTEBOL - III DIVISÃO - SÉRIE A

Rui Abreu resolveu
O Maria da Fonte saiu vencedor do encontro frente ao Vieira, naquele que era um derbi muito esperado pelos habitantes dos dois concelhos. Neste encontro de vizinhos, em que ambas as formações precisavam de amealhar pontos para melhorar a sua posição na tabela classificativa, levou a melhor a formação das Terras da Maria da Fonte, com Rui Abreu a obter o único golo do desafio, aos 30 minutos, que permitiu à equipa povoense arrecadar os três pontos. A expulsão de Pinto, aos 37 minutos, que colocou o Maria em inferioridade numérica, obrigou o treinador da equipa a mexer no onze inicial - fazendo entrar Ricardo Fernandes para o lugar de Mota, reforçando a ala defensiva da sua equipa - e a mudar a estratégia preparada para este encontro.
A perder, as responsabilidades estavam todas do lado dos homens do Vieira e, na etapa complementar, a formação comandada por Fernando Louro entrou com mais garra no encontro e obrigou os visitantes a recuar no terreno.
Em superioridade numérica e perante um resultado que não satisfazia os objectivos da equipa, o Vieira pressionou mas os remates e cabeceamentos dos seus elementos ou não levavam o melhor sentido ou encontravam pela frente um guarda-redes do Maria, seguro entre os postes, que recolheu com firmeza todas as bolas que lhe eram destinadas...

Cem anos de República (21)

Um retrato do Minho
em Outubro de 1910

Que descrição podemos fazer do Minho quando eclodiu a revolução republicana? A dimensão rural entrava pelos muros dentro da cidade medieval que era Braga, com escassos milhares de habitantes, ao mesmo tempo que chegavam às nossas aldeias alguns ecos da influência da onda migratória a que o país assistiu nas duas últimas décadas do século XIX.
Em Braga, a par de muitos edifícios religiosos, deparamos com vários imóveis destinados a fins militares e uma ou outra associação de cariz sócio-caritativo (Associação Fúnebre e Montepio de S. António ou de S. José).
O analfabetismo — com os malefícios conhecidos — é muito elevado, percebendo- -se assim a pobreza material da população urbana e rural bem como a escassa participação política dos minhotos. No distrito de Braga, 77 por cento eram analfabetos, na capital do Minho havia um liceu, várias escolas primárias e seminários. A Biblioteca Pública “não tem uma única vidraça que não esteja a cair de podre”.
O número de pobres que vagueavam pela cidade é difícil de entender por nós. O Jornal “Commercio do Minho” dava conta da existência de quatrocentos pobres que, um ano após a implantação da República, recebiam géneros e algum dinheiro para as primeiras necessidade. Era o bodo dos pobres que, com a chegada da I Guerra Mundial, assume números dramáticos: em 1919 havia duas mil pessoas que recebiam o bodo dos pobres em Braga.
O vaguear dos mendigos pelas ruas levou o escritor Miguel Unamuno a escrever, quando visitou o Minho: “sinto ferida a minha dignidade humana” porque “se privam a estes desgraçados as mais caras, liberdades, mas não a liberdade de pedir esmola”.
Não fora a acção do bispo D. Frei Caetano Brandão, promotor de uma feira agrícola e industrial, uns anos, antes, quase se podia dizer que em Braga nada acontecia em termos culturais, sociais e económicos. Se assim era na grande cidade, podemos extrapolar sem exageros para o vazio das nossas aldeias que apenas eram agitadas pela irreverência de um ou outro Reverendo pároco.
Surgiam as primeiras fábricas de chapéus, de sedas enquanto o Teatro S. Geraldo era o único espaço cultural e político da cidade.
No início do século XX, Braga e seu termo sentiam carências enormes na saúde, na educação, no abastecimento de água e nas vias de comunicação. Sirva de exemplo, para percebermos, que não existia estrada entre Braga e Chaves e só no ano 1900 arrancaram as obras de ligação à cidade transmontana.
A electricidade chegava a Braga mas registavam-se muitos cortes e interrupções e em muitas aldeias — apesar de tantas décadas após a Revolta da ria da Fonte — ainda se faziam enterros dentro das Igrejas, contra todas as normas de saúde e nos adros...

EDITORIAL



Armindo Veloso




"A INVEJA"

“Pessoal e transmissível” é um programa de entrevista da autoria de Carlos Vaz Marques que vai para o ar na TSF.
São quarenta minutos de excelência. O entrevistador prepara-se e cria uma dinâmica adaptada a cada entrevistado que eu reputo de impecável.
No meio de tanta coisa vulgar produzida nas rádios é sempre bom verificarmos que há programas que mesmo sendo para minorias se aguentam anos a fio nas programações cada vez mais comerciais e ainda por cima no prime-time.
Os entrevistados são do melhor — o que também facilita convenhamos — e de qualquer nacionalidade. Quando são estrangeiros, estes são dobrados pelo próprio autor do programa.
Há tempos atrás, Vaz Marques entrevistava um escritor brasileiro, Zuenir Ventura, que escreveu um livro que se transformou num best-seller intitulado “A Inveja”. Dizia esse escritor que, dos sete pecados mortais, a inveja era o que o apaixonava mais pela sua ambiguidade.
A dissertação acerca da inveja foi soberba. A passos, dizia que o maior invejoso é o que diz reiteradamente que é invejado; a passos, dizia que nas conferências que proferia acerca da apresentação da obra literária perguntava à plateia se havia ali alguém que se declarasse invejoso. Nunca, ninguém!
Como o ser humano além de invejoso é cobarde!
A Inveja é um sentimento intrínseco.
Aquele que “não é invejoso” é o que, racionalmente, domestica esse sentimento.
Não tenhamos dúvidas que uma boa parte dos males do mundo têm a inveja como motivação.
“A Inveja” que vendeu dezenas de milhar de exemplares, foi invejado, e de que maneira, por muitos escritores menos bem sucedidos mas o seu autor recusou-se a responder à pergunta, matreira, se era invejado. Escreveu-o e pratica-o.
Grande entrevistador, grande programa. Felizmente há luar(cit.)...

Até um dia destes.
CASTELO

Escuteiros


O Agrupamento do CNE de Sobradelo da Goma é o oitavo grupo que integra o Núcleo do Corpo Nacional de Escutas da Póvoa de Lanhoso. São 32 os elementos, entre crianças, jovens e dirigentes, que compõem o agrupamento de Sobradelo da Goma, ainda que, só em meados do próximo ano realizem as suas promessas. Estes jovens e adultos vêm juntar-se aos mais de 400 escuteiros do Núcleo da Póvoa de Lanhoso. Mais do que ocupar os tempos livres, o escutismo transmite valores como a lealdade, respeito e obediência.
CASTELO DE AREIA
Burlas


Apesar dos alertas, em vários órgãos de comunicação social, os mais velhos continuam a ser as vítimas apetecidas dos burlões. No seguimento do que já vem sendo feito, e no âmbito do programa 'Idosos em Segurança', a GNR tem no terreno, até ao dia 15 de Novembro, uma campanha de sensibilização para evitar que os mais velhos continuem a ser vítimas de burlas. Para além de relatarem casos ocorridos, os militares comunicam os procedimentos de segurança a adoptar em situações de burla ou de burla consumada. Apesar dos avisos, as situações de burla continuam a registar-se.

Espaços municipais visitados
por Comissões da Assembleia

O Banco do Voluntariado, a Loja Social e o Centro de Interpretação do Carvalho de Calvos foram os locais visitados pelos deputados municipais que integram a Comissão Municipal de Responsabilidade Social e a Comissão Municipal do Ambiente, ambas emanadas da Assembleia Municipal.
“Na tarde do dia 11 de Outubro, o Banco de Voluntariado e a Loja Social receberam a visita de elementos da Comissão de Responsabilidade Social, presidida por Amândio Oliveira, acompanha-dos da Vereadora da Acção Social da Câmara Municipal, Fátima Moreira. Durante esta visita, o Técnico que coordena o Banco de Voluntariado (BV) para a Póvoa de Lanhoso fez uma apresentação do trabalho desenvolvido por aquele equipamento, ao nível de voluntários e de entidades que acolhem o voluntariado, de entre outros aspectos, o que permitiu dar a conhecer de uma forma mais completa a actividade, as instalações e o tipo de respostas que são proporcionadas através do BV, revela a Câmara Municipal...

Frades


Capela mortuária e alargamento
do cemitério inaugurados

O projecto, há muito ansiado pela Junta de Freguesia de Frades, cumpriu-se. No passado dia 24 de Outubro, a freguesia de Frades acolheu as cerimónias de inauguração da capela mortuária e do alargamento do cemitério, numa obra que contou com a colaboração da Câmara Municipal. Depois da realização da Eucaristia, o povo da freguesia e convidados concentraram-se junto à Igreja Paroquial onde aí forma benzidos os novos melhoramentos pelo pároco Salvador Mota.
“Estamos hoje a inaugurar mais duas obras novas na freguesia que há muitos anos eram ansiadas pela população e eram, também, ansiadas pela Junta de Freguesia”, disse António Macieira, presidente da Junta de Freguesia de Frades, por ocasião dos discursos. O presidente da Junta local fez ainda questão de anunciar que “a capela mortuária é um equipamento indispensável numa comunidade”. “Um local digno e ao mesmo tempo e com todas as condições para passarmos os últimos momentos com os nossos familiares e amigos”, destacou António Macieira.Verificação ortográfica“Apesar de sermos uma freguesia pequena estava a tornar-se uma prioridade a ampliação do nosso cemitério pois, até este momento só existiam cerca de meia dúzia de campas disponíveis. Com a ajuda e colaboração das pessoas, foi possível concretizar este simples mais muito funcional beneficio para a freguesia”, adiantou o presidente da Junta de Freguesia de Frades...

Centro de Criatividade
com Oficinas de Formação Artística

O Centro de Criatividade – Póvoa de Lanhoso, que resulta de um projecto da Câmara Municipal, tem aberto um novo período de Oficinas experimentais para a formação artística. Oficinas de Interpretação Teatral, Jogos Dramáticos, Canto, Percussão, Viola, Dança (Hip-Hop). Uma oportunidade para aqueles que desejem exercitar a sua criatividade e expressão.
As Oficinas de Formação Artística do Centro de Criatividade apresentam sempre resultados experimentais de apresentações públicas, muitos dos jovens participantes formam os elencos de grandes espectáculos produzidos pelo CCPL. “São experiências fantásticas, processos de intercâmbio e pesquisa de novas linguagens, exercícios teatrais inéditos, trabalhos em parceria com actores profissionais, processos que contribuem para o desenvolvimento intelectual e físico das crianças e dos jovens. Cada participante destas Oficinas está a colaborar com um processo novo de transformação cultural e artística, que poderá determinar um futuro novo na vila e na região”, adianta a Câmara Municipal...
Travassos: capela
mortuária inaugurada

A freguesia de Travassos acolheu, no dia 24 de Outubro, a inauguração da capela mortuária da freguesia. Iniciado no anterior mandato, só agora o edifício ficou concluído. A par da conclusão da capela mortuária, foi ainda beneficiada toda a área envolvente, numa obra da Junta de Freguesia e Câmara Municipal.
De entre as várias intervenções realizadas, destaca-se o empedramento do acesso à capela e da área envolvente, assim como a construção de um passeio, paralelo ao cemitério. A par destas intervenções, a Junta de Freguesia de Travassos procedeu ainda à lavagem e pintura das paredes do cemitério, assim como à pintura e das grades e do portão daquele espaço, bem como à iluminação do adro da igreja paroquial.
As cerimónias de bênção do novo equipamento, pelo padre Jaime Andrade, contaram com a presença do povo da freguesia, assim como dos elementos que integram a Junta de Freguesia de Travassos e Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso...

S. Gens de Calvos

Idosa vítima de roubo por esticão
Uma idosa, residente na freguesia de S. Gens de Calvos, foi vítima de roubo por esticão, tendo ficado sem um fio de ouro que trazia ao pescoço. Este caso, ocorrido na tarde de domingo, dia 24, vem juntar-se a outros ocorridos no concelho da Póvoa de Lanhoso, assim como nos concelhos vizinhos de Vieira do Minho e Braga.
Segundo foi possível apurar, a vítima foi abordada por dois indivíduos, tendo um deles arrancado o fio em ouro que a senhora trazia ao pescoço, num momento em que a mesma se encontrava junto à sua residência.
Consumado o roubo, a dupla pôs-se em fuga num Renault Clio. O modo de actuar, e a viatura, são comuns a alguns roubos ocorridos nos últimos tempos.
Há algum tempo atrás, a GNR da Póvoa de Lanhoso procedeu à identificação de dois indivíduos sobre os quais recaiam suspeitas de terem praticado vários roubos por esticão, tendo os mesmos, depois de serem reconhecidos por algumas das vítimas, sido constituídos arguidos.

Vítimas de violência
doméstica com nova resposta

A Câmara da Póvoa de Lanhoso tem à disposição dos munícipes, a partir deste mês de Novembro, um novo instrumento de apoio às vítimas de violência doméstica. Localizado no Gabinete de Apoio à Família, nos Paços do Concelho, o SIGO - Serviço para a Promoção e Igualdade do Género, conta com a parceria do Ministério Público, GNR, Segurança Social, Comissão de Protecção de Crianças e Jovens, entre outras entidades. A apresentação deste novo mecanismo, voltado para a protecção das vítimas de violência doméstica, decorreu, no dia 22 de Outubro, num momento que ficou também marcado pela realização do seminário “Ao encontro de vidas em mudança – Género e exclusão – Violência doméstica”.
“Este projecto integra-se no Gabinete de Apoio à Família (GAF) e assume-se como uma resposta incidente na reorganização das famílias e na intervenção em situações de emergência social decorrentes, ou não, de situações de violência”, referiu Fátima Moreira, vereadora do Pelouro de Acção Social e Saúde da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, aquando da apresentação do SIGO.
A tendência crescente do número de casos participados por violência física e mau trato dirigido ao cônjuge ou equiparado; o receio pelas consequências decorrentes da apresentação da queixa pelas vítimas; a falta de informação específica sobre as respostas disponíveis; a necessidade de se agilizarem procedimentos no sentido da resolução de situações de urgência; e a existência de Protocolo celebrado entre a Autarquia e a Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género foram alguns dos assuntos que estiveram na base de criação do SIGO.
Mobilizar novos parceiros com vocação e recursos para a intervenção social, estreitar os processos de comunicação e de articulação das diferentes entidades com responsabilidade e legitimidade para a intervenção social, aproximar diferentes cenários da intervenção social (Ministério Público, Comissão de Protecção de Crianças e Jovens, Rede Social, Guarda Nacional Republicana, etc.) e ampliar os mecanismos existentes na área da prevenção dos comportamentos violentos são alguns dos objectivos do SIGO...

Clarisse Matos Sá, Presidente da ‘Em Diálogo’


Nascida para ajudar...
Maria da Fonte – Para quem não conhece, o que é a Associação “Em Diálogo” e que valências fazem parte desta instituição?
Clarisse Matos Sá - A “Em Diálogo” é uma Instituição Particular de Solidariedade Social – IPSS, fundada em 27 de Outubro de 1998, sem fins lucrativos e surgiu como entidade de suporte jurídico ao Projecto de Luta Contra a Pobreza (PLCP), implementado na Póvoa de Lanhoso em Dezembro de 1999. Esta associação tem como objectivo promover a integração económica e social de indivíduos ou grupos sociais mais desfavorecidos ou mais vulneráveis da população do concelho da Póvoa de Lanhoso, através da mobilização e gestão de meios que permitam alterar as condições e os modos de vida dos referidos grupos, bem como a criação de novos recursos, da rentabilização das estruturas locais existentes, da articulação dos vários organismos e instituições locais e da mobilização da população no seu processo de mudança. Actualmente, a “Em Diálogo” encontra-se a desenvolver um conjunto significativo de projectos, dos quais destaco: a Empresa de Inserção de Jardinagem e Serviços de Limpeza; a gestão das actividades de apoio às famílias nos Jardins-de-Infância, no âmbito do protocolo estabelecido com a Câmara Municipal de Póvoa de Lanhoso, em que a Associação “Em Diálogo” responsabiliza-se pela gestão das actividades de apoio às famílias dos Jardins-de-infância da rede pública de Fontarcada (Arrifana e Simães), Rendufinho, Taíde, Campo, Oliveira e Centro Educativo do Cávado e o Apoio Domiciliário, localizado em Covelas e Travassos. Tendo em conta outras necessidades sentidas pela própria população, foi criado o Centro Comunitário do Vale do Cávado (CCVC), em Fevereiro de 2002, sedeado na freguesia de Monsul. Trata-se de local a ser utilizado por crianças, jovens, idosos e toda a comunidade em geral, em prol dos seus interesses e necessidades, sejam eles de informação nos mais diversos contextos, quer profissionais, quer de lazer.

MF – Que actividades se desenvolvem no Centro Comunitário?...
“Uma das maiores batalhas
da associação tem sido a manutenção
dos postos de trabalho”

MF – O que a levou a assumir a presidência?
CMS - Aceitei e assumi a presidência por tudo o que esta associação representa para mim. Além de fazer parte dos seus corpos sociais desde a sua génese, exerço o cargo de directora técnica há vários anos. Vi nascer e participei em cada projecto da Associação, de uma forma activa e construtiva e conhecia muito bem todo o trabalho da instituição. No entanto, e apesar dos conhecimentos técnicos que tinha adquirido durante esses anos, sabia que assumir a presidência da Associação, exigia, acima de tudo, um maior esforço profissional e pessoal. Quem me conhece sabe que eu não sou de virar as costas, e considerei que este novo desafio iria contribuir para um grande enriquecimento pessoal a todos os veis, e como tal aceitei ser a sucessora do dr. António Lourenço.

MF – É fácil suceder a um homem como António Lourenço?
CMS - O dr. António Lourenço foi um excelente presidente da instituição. O seu espírito de trabalho, de seriedade, de lealdade e de dedicação à causa, deixou marcas inapagáveis na Associação. Todos os colaboradores puderam usufruir dos seus ensinamentos e com eles, engrandeceram profissionalmente e pessoalmente. E eu não fui excepção. O cargo de directora exigia um trabalho enorme de coordenação mas privilegiava uma maior proximidade ao dr. António Lourenço. Se é verdade que ele é um líder, não é menos verdade que tem um lado humano invejável. Suceder ao dr. António Lourenço não é tarefa fácil. Dar continuidade a um trabalho de mérito como este é uma enorme responsabilidade. No entanto, e como já referi, sinto-me a altura de tal desafio e diariamente realizo o meu trabalho com serenidade e com a preocupação de garantir a eficácia adequada da associação e por conseguinte dignificar o cargo de presidente da “Em Diálogo”.

MF – Que balanço faz do mandato?...

“É prioridade garantir
uma procura de melhoria da utilidade e eficácia
das acções desenvolvidas”

MF – Quais os projectos a desenvolver no futuro?
CMS - A “Em Diálogo” tem vindo a desenvolver empenhadamente, um trabalho em prol da sociedade mais carenciada. Trabalhamos, no nosso dia-a-dia, ao serviço da comunidade, em que apoiamos crianças, jovens, idosos e famílias de extractos sociais mais desfavorecidos de todo o concelho. Para os próximos tempos, temos consciência que se avizinha um período complicado para investimentos governamentais. Todavia, continuaremos a trabalhar em prol da criação de novos recursos e serviços ao dispor de todos, tendo sempre presente o nosso foco de intervenção: a melhoria efectiva da qualidade de vida das pessoas residentes no concelho. E temos em curso alguns projectos que pretendemos levar a cabo ainda no decurso deste mandato. Estamos apostados em potenciar a “Em Diálogo” numa entidade de formação de excelência no concelho. É prioridade garantir uma procura de melhoria da utilidade e eficácia das acções desenvolvidas, da sua permanente adequação às populações alvo e um desafio à capacidade de atingir padrões de qualidade cada vez mais exigentes. Outro projecto que está em curso, desde 2008, é a criação do Centro de Apoio Familiar e Aconselhamento Parental (CAFAP). O objectivo é o de diminuir os agregados familiares do concelho considerados de Risco e diminuir o mero de crianças institucionalizadas destinado a famílias multiproblemáticas com menores em situação de risco. Levar a cabo este grande desafio implica a continuação de uma intervenção coerente e integrada, ao nível do território concelhio, com a participação dos diferentes actores sociais, afirmando plenamente a prioridade ao apoio às pessoas e famílias mais carenciadas e, particularmente, expostas a fenómenos de pobreza e exclusão social. Este projecto já foi aprovado e avaliado pelo CLAS aguardando acordo de cooperação do Centro Distrital da Segurança Social de Braga.

MF – A “Em Diálogo” iniciou a actividade no baixo concelho e abriu, há anos, um pólo do centro comunitário na vila. Que balanço traça da nova estrutura.
CMS - A proposta de intervenção para o pólo do Centro Comunitário do Vale do Cávado, surgiu de uma análise do Diagnóstico e Plano de Desenvolvimento Social, realizado no âmbito da Rede Social da P. Lanhoso, bem como da identificação de respostas ao nível da intervenção comunitária. E assim nasce, em 2006, o Pólo do Centro Comunitário. Está estrategicamente sedeado em pleno centro da vila, permitindo a sua fácil acessibilidade. Neste espaço, funciona, não só toda a parte administrativa e financeira da “Em Diálogo”, como também o departamento de formação profissional, que promove um conjunto de actividades ao dispor da comunidade nas mais diversas áreas. No período diurno, funcionam vários cursos, EFAS e outros, em parceria com o Centros de Formação Profissional de Braga e Chaves, com a Associação Sol do Ave e outras entidades Formadoras. A partir das 16h30, funcionam as aulas da Universidade Sénior do Rotary Clube da P. Lanhoso. No período, pós-laboral e nocturno, as instalações são rentabilizadas para dinamizar cursos e actividades, como: formação inicial de formadores (CAP), ballet, aulas de viola, informática, culinária, curso de alfabetização, curso de formação inicial de formadores, curso de maquilhagem, Arraiolos, bordados, técnicas de animação, ioga, pintura, entre outras. Esta nova estrutura veio potenciar os recursos existentes e promover novas respostas de carácter formativo dirigidas à população em geral.

MF – Quanto ao baixo concelho, havia um projecto para a criação de um lar de idosos...

SC MARIA FONTE,2 - AD LIMIANOS,2

Dérbi com resultado justo
O Maria da Fonte continuou a marcar passo ao não conseguir vitórias no campeonato. No dia 24 de Outubro recebeu o Limianos e, depois de estar a ganhar por 2-1, deixou-se empatar no segundo tempo. A primeira metade da partida foi mal jogada, com muitas perdas de bola por parte das duas equipas e muitas bolas ao ar. O Limianos conseguiu abrir o marcador na sequência de um canto, ao minuto 17. Pedro Maciel, sozinho ao segundo poste, só teve de empurrar o esférico para o fundo da baliza de Rui Vieira. Mas o Maria estava apostado em sair do jogo com uma vitória e correu atrás do prejuízo. Ao minuto 27, num lance, no mínimo caricato, Pedrinho introduz a bola na baliza do Limianos, mas o árbitro decide que há fora-de-jogo de Rui Lima e anula o golo. O assistente André Silva chamou o árbitro Renato Barqueira e os dois decidiram validar o golo, visto que o jogador que estava em posição irregular não participou na jogada...

FC AMARES,0-SC MARIA FONTE,2

Diabruras e guloseimas
com a malapata, obtendo o primeiro triunfo da época. Já o Amares continua com essa maldição, de ainda não ter conquistado uma vitória em jogos oficiais. E fica também um travo amargo para a equipa de Rogério Amorim, que teve do lado oposto um verdadeiro demónio na baliza, já que Rui Vieira fez uma exibição de gala, e pode também apontar alguma infelicidade pela forma como aconteceu o segundo golo.
Apesar disso, fica claramente a sensação que para chegar às goluseimas esta temporada, o Amares necessita de outros recursos no seu grupo de trabalho. A manta de Rogério Amorim é bastante curta, pese a bravia e a entrega dos jogadores. A equipa tem também que ir à bruxa quebrar o feitiço das lesões. Como se não fossem suficientes os problemas que já existem, ontem Pintas acabou lesionado, Ginho terminou em grandes dificuldades físicas e... Costa foi para o banco apenas para fazer número...
SCMF: Assembleia Geral
marcada por voto de louvor
e reconhecimento

A última Assembleia Geral do Sport Club Maria da Fonte realizada dia 28 de Outubro, ficou marcada pela aprovação, por unanimidade e aclamação, de um voto de louvor e reconhecimento aos elementos que integraram a comissão administrativa que geriu os destinos da equipa de Junho de 2009 a Junho de 2010. No mesmo momento, e dando seguimento à ordem de trabalhos, foi colocado à discussão e aprovação o relatório de gestão e contas do exercício da Comissão Administrativa em 2009/2010, assim como o plano de actividades e orçamento apresentado para a época 2010/2011.
Nos documentos apresentados a votação, a direcção do clube dá conta de que a presente época “representará um ano determinante nos objectivos traçados e na dinâmica de continuidade relativamente à gestão e aos meios estruturais do nosso clube”
“Esta direcção, resultante quase por completo da Comissão Administrativa que geriu os destinos do clube na época finda, está ciente que a maior preocupação dos associados e simpatizantes continua a ser o êxito da equipa sénior que compete no campeonato nacional da Terceira Divisão, e no qual terá em vista a permanência mas com nível competitivo que permita a disputa de todos os pontos em jogo, sempre respeitando os adversários. Assim como é propósito continuar a aposta no trabalho que vem sendo empreendido na formação das diversas modalidades desportivas no sector das camadas jovens”, revelou ainda a direcção do clube.

Contas

Para a época 2010/2011, a direcção do Maria da Fonte apresentou um orçamento de 198.020 euros, sendo que 90 mil euros serão gastos com a equipa sénior. Comparando com as despesas da época transacta, a direcção marifontista pretende gastar menos cerca de 190.430,42 euros, dado que as despesas relativas à época 2009/2010 ascenderam a mais de 388 mil euros. As contas de 2009/2010 encerraram com um saldo positivo de 4.026,14 euros, fruto dos 392.476,56 euros de receitas para um total de despesas de 388.450,42 euros...

Cem anos de República (20)

Bacanal de percevejos
... num colchão podre

O que era o Minho aquando da implantação da República em 1910 que se há-de transformar no junqueiriano “bacanal de percevejos num colchão podre”?
A resposta pode ser encontrada em muitos documentos mas bastar-nos-á “O livro d’ouro da primeira viagem de S. M. El-Rei D. Manuel II a Braga”, em 1908, para encontrar a resposta mais eloquente. Esta resposta possibilita-nos avaliar o estrondo cultural, social e religioso que a República provocou em todo o Minho, onde os “cidadãos são fidelíssimos tradicionalistas, na religião, na política, na indústria e na Arte”.
Na cidade capital do Minho surgiam as “novas indústrias e floresciam as antiga, a luvaria, os sapatos, os couros, as ferragens, os linhos; mas o chapéu braguêz, o pesado e moreno feltro, quasi impermeácel e imutável, nada o destronará” — escrevia em 1909 Joaquim Leitão.
Quem vivia na cidade? A resposta também é dada pelo “Livro d’ouro...” que descreve o “nódulo central de Braga, aparte um armezendado comercial, é para o solar, o palácio e o templo” porque a população operária das novas indústrias “descentraliza-se para as cordas do círculo, às ruelas em que cada telhado é uma fábrica e cada ser um artífice, n’outras tantas pernas laboriosas d’essa aranha a que, avistando-a do Monte, Ramalho Ortigão comparou Braga”.
E mais, “longe d’esse fragor proletário dos agrupamentos fabris, Braga remanesce o socego solarengo e a paz dos mosteiros” ostentando a “flor da nobreza minhota que é a mais antiga de Portugal”.
O povo cultivava de sol a sol as grandes propriedades da “nobreza mais antiga de Portugal” e os operários associavam-se para poderem pagar os funerais, tal era a pobreza em que vivam o povo, excluído do “nódulo central” dominado pelo solar, o palácio e o templo”.
Por isso, o Minho cedo é arregimentado para “esta marcha heróica a caminho do cano de esgoto” — como descreveu o nosso adoptado vimaranense Raul Brandão.
Braga, como já escrevemos, viveu essa hora de fervor republicano em que a política agora é de todos e não de elites.

Monárquicos republicanos
“Ai de quem se proclamar monárquico. Se a política é de todos, não quer dizer que todos possam ter qualquer política. O exercício da política é monopólio exclusivo dos republicanos, que são ao mesmo tempo a situação e a oposição”. É assim que decreta o jacobinismo triunfante que leva hordas de monárquicos “feios a serem bonitos”, enquanto outros se fecham nos seus palácios (até à impossibilidade de os sustentar) e outros se refugiam em Espanha...