EDITORIAL

Armindo Veloso



A família
Fado, Futebol e Fátima, eram os três ‘efes’ com que o Estado Novo entretinha o povo, dizia-se.
O ‘efe’ de Família, neste caso o quarto, é muitas das vezes conotado com um discurso fascista.
Não gostaria de hoje me pronunciar acerca do futebol porque já abordei esse tema neste espaço várias vezes. No que diz respeito ao fado, pouco sei.
Sobre Fátima, nem lhe toco.
Resta-me a família e, esse sim, é um tema no qual me sinto como o peixe na água e nesta época ainda sabe melhor falar dele.
Sabemos todos que, no passado e mesmo agora, existiam e existem milhares de famílias unidas de forma artificial seja pelos bens materiais, seja pelos filhos, seja por aquilo que for.
No entanto, pergunto: para onde caminha a humanidade, sem esse elo fundamental que é a família?
Com todos os defeitos do mundo, a família é o torno onde gira uma sociedade mais ou menos organizada.
Sei que há excepções, como em tudo na vida, mas os meus caros leitores hão-de verificar que as pessoas com sucesso e com princípios humanistas normalmente têm ou tiveram por trás de si uma família com alguma estabilidade.
Claro que, no outro extremo, estão os marginais da sociedade que, a maior parte das vezes, sem nenhuma relação familiar e escorraçados desde crianças, viram muitas vezes criminosos.
São fruto de um vácuo afectivo e moral.
Onde está a culpa desta gente? A única resposta que me surge é: em todos nós.
Viver em família é difícil, ninguém tem dúvidas. Requer grandes sacrifícios. O ser humano, por instinto, é um animal que adora rédea solta. O problema é que, no meio dessa anarquia congénita, também necessitamos de um porto seguro.
Não sei, sinceramente não sei, onde nos levará uma sociedade na qual deixe de haver a família como pólo aglutinador. Será possível que os ditos modernistas não pensem nisso?
Para já, ainda vai havendo agregados familiares com os meus, os teus e os nossos (filhos).
O problema será quando nem isso existir...

BOM NATAL PARA TODOS.

Até um dia destes.
CASTELO
Natal povoense
A Póvoa de Lanhoso, à semelhança de outros concelhos do país, vive por estes dias a azáfama do Natal. Mas por terras da Maria da Fonte o Nascimento é celebrado de forma diferente, com engenho, arte e muita aplicação. E muitos são os pontos de paragem para um verdadeiro passeio de Natal. Garfe, Taíde ou o centro da vila são belos exemplos de como os povoenses vivem a época natalícia.
CASTELO DE AREIA
Insegurança
O clima de insegurança que se vive na Póvoa de Lanhoso deve ser motivo de análise por parte da autarquia, autoridades religiosas e forças de segurança. Os constantes assaltos a Igrejas e Capelas merecem, no meu entender, uma reunião urgente entre a Câmara, a Diocese e a GNR. Não acho importante culpar esta ou aquela entidade. Importa encontrar soluções.

AGENDA

De 22 a 31 de outubro

Iniciativa “10 Anos l 10 Exposições” no âmbito das comemorações dos 10 anos de Reabertura e Programação Regular do Theatro Club. Segundo ciclo de exposições descentralizadas, sendo que abre uma por dia, ao longo de 10 dias.

- Dia 22 de outubro, Theatro Club

Exposição de Fotografia - Manuel Ferreira (2002 e 2008)

- Dia 23 de outubro, Posto de Turismo

Arte do Ouro - Aqui se faz (2011)

- Dia 24 de outubro, EB 2,3 Taíde

A Igreja Românica de Fontarcada

- Dia 25 de outubro, Escola Secundária da Póvoa de Lanhoso

Póvoa de Lanhoso na 1ª República (2010)

- Dia 26 de outubro, EB 2,3 Prof. Gonçalo Sampaio

Evocação da memória, 200 anos das Invasões Francesas (2009)

- Dia 27 de outubro, Centro de Saúde da Póvoa de Lanhoso

O monte do Pilar e o Parque do Horto sob o olhar do fotógrafo João Antunes Pardelho (2010)

- Dia 28 de outubro, Piscina Municipal

Exposição de Escultura - Armando Rodrigues (Retrospetiva)

- Dia 29 de outubro, Hotel da Póvoa

Castelo de Lanhoso - Imagens de Outrora (2009)

- Dia 30 de outubro, Quinta Turística Maria da Fonte

Figurinos cénicos - Centro Criatividade (Retrospetiva)

- Dia 31 de outubro, Centro Comercial da Calva

Obras de Fortificação Portuguesas - Tomo II - O Castelo de Lanhoso

Dia 25 de outubro, 15h00, Theatro Club

Seminário “Jovem Responsável, Cidadão Activo”, que visará o debate em torno da responsabilidade/irresponsabilidade dos jovens nos dias de hoje e da cidadania ativa. Aberto ao público em geral.

Dia 26 de outubro, 14h30, Escola Secundária da Póvoa de Lanhoso - CNO

Workshop “Educar para Empreender”

Destinatários: população escolar, em particular, e toda a população, em geral

Dia 29 de outubro, 16h00, Theatro Club

Apresentação do projeto “Club Amigos do Theatro”

De 29 de outubro a 26 de novembro, Theatro Club

Encontro de Teatro António Francês

Organização: Associação Cultural da Juventude Povoense

Dia 31 de outubro, todo o dia, Espaço Jovem

Halloween

Dia 31 de outubro, 21h30, Pavilhão da Escola Secundária da Póvoa de Lanhoso

A Unidade de Acompanhamento e Coordenação Alto Ave, em parceria com o Município da Póvoa de Lanhoso e a Associação Comercial de Braga, promove o desfile“Póvoa de Lanhoso na Moda”, que servirá para apresentar as propostas de moda outono/inverno de 22 lojas do comércio local da Póvoa de Lanhoso. O desfile contará com a presença da manequim e apresentadora Marisa Cruz e com uma atuação dos finalistas do programa “Portugal tem Talento”, o grupo de dança “Momentum Crew”.

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Natal e passagem de ano...


Póvoa está mais iluminada

No seguimento do que já vem acontecendo há alguns anos, a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso apostou na iluminação das principais artérias da vila da Póvoa de Lanhoso, das rotundas e de alguns edifícios públicos. A Avenida 25 de Abril, a Avenida da República, a Rua Comandante Luís Pinto da Silva, assim como o Largo António Lopes e a Praça Engenheiro Rodrigues foram alguns dos locais que receberam a iluminação de Natal.

Rancho de Santa Maria de Verim

Dez anos a promover folclore

Com dez anos de existência, completados no dia 15 de Agosto, o Rancho Folclórico Santa Maria de Verim continua a levar o nome da freguesia além concelho e a participar na salvaguarda e na divulgação dos costumes e das tradições da região.
A criação de uma sede, a aquisição de uma carrinha e a gravação de um CD são alguns dos projectos que o presidente e elementos do Rancho Folclórico de Santa Maria de Verim gostariam de ver concretizados.
Presidido por Amadeu Veloso, desde Junho de 2000, o Rancho Folclórico de Verim conta com cerca de 50 elementos, entre os quais 15 crianças, da freguesia de Verim e freguesias vizinhas.
Adelino Dias e José Henriques dos Santos foram dois dos nomes ques estiveram na fundação do grupo, que nasceu depois de algumas pessoas da freguesia terem andado a cantar as Janeiras na sua freguesia e nas freguesias vizinhas.
Apesar do grande número de crianças que integram o rancho folclórico, a criação de um rancho infantil não está, ainda, nos horizontes dos seus responsáveis, uma vez que, como nos explica Amadeu Veloso, a sua criação implicaria uma estrutura suplementar.
É no salão paroquial da freguesia que decorrem os ensaios, coordenados por João Martinho Tinoco, os quais, na época de Inverno se realizam de 15 em 15 dias, e servem para preparar as actuações para as festas e romarias e criar novas músicas para o reportório do rancho folclórico, que actualmente conta com 23 músicas.
Fruto da boa vontade e da carolice dos seus elementos, o rancho folclórico conta com a colaboração da Câmara Municipal, através da concessão de um subsídio e do transporte para três deslocações, e da Junta de Freguesia de Verim, através da cedência de um local para guardarem trajes e instrumentos, assim como da carrinha para o transporte das crianças, quer nos dias de ensaio quer nos dias de actuação.
Em Fevereiro deste ano foi criada a Associação do Rancho Folclórico de Santa Maria de Verim, e o desenvolvimento de novas actividades no próximo ano é um dos objectos dos seus dirigentes, no sentido de promover o convívio entre os habitantes e a angariação de verbas com vista à concretização dos seus projectos.

Alunos e professores cumpriram desafio

Arte de Natal no ISAVE

Ao desafio lançado pelos responsáveis do ISAVE, alunos e professores responderam da melhor forma e criaram diversas obras alusivas à quadra natalícia. Através do uso de materiais cujo destino seria o lixo, a comunidade escolar do ISAVE criou diversas obras de arte, que vieram dar um outro colorido à instituição.
“Para colorir o Natal, de forma a responsabilizar cada pessoa para a criação de um mundo mais verde e sustentável, o ISAVE lançou um desafio aos alunos de cada curso: criar uma obra de arte, alusiva ao Natal, somente com a reutilização de materiais. Os alunos juntaram-se, e com a colaboração de docentes, criaram obras de arte únicas, todas elas expostas no ISAVE”, referem os responsáveis da instituição.
Árvores de Natal, presépios, bonecos de neve, dão colorido ao ISAVE e alertam para a necessidade de criação de um mundo mais sustentável.
Numa escola de saúde, uma árvore de Natal feita com radiografias, ou mesmo com caixas de pasta dentífrica, são os exemplos perfeitos da criação de arte para uma educação de um futuro equilibrado e sustentável.
Nestas actividades, os alunos assumem o seu papel de participantes na construção de espaços coloridos e equilibrados.

‘Onsalstit’ fixa-se na Póvoa de Lanhoso


Há luz no emprego

Dentro de três semanas entra em laboração uma nova empresa na Póvoa de Lanhoso. Sediada no Parque Industrial de Fontarcada a “Onsalesit” prevê criar, no espaço de 36 meses, entre 150 a 200 postos de trabalho directos, e entre 400 a 500 indirectos.
Os acordos de arrendamento entre a empresa e o representante do proprietário dos imóveis foram assinados, no dia 5 de Dezembro, na Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso.
“A instalação desta empresa é um sinal positivo neste período negro que nos afecta. A autarquia tem-se desdobrado em contactos e, com a ajuda de empresários locais, em especial da família Ferreira Martins, temos feito uma divulgação fortíssima do nosso concelho junto de potenciais empresários. Certamente que este trabalho trará resultados”, refere o Presidente da mara, Manuel Baptista. Para o autarca, “o mais importante é que as empresas se fixem no concelho e, se puder ajudar para que isso aconteça, ficarei muito satisfeito, pois estarei a cumprir a minha missão. Apesar do nosso esforço, temos de estar conscientes de que o papel mais importante é do Governo em relançar a economia”.
Esta entidade iniciará actividade dentro de três semanas. “A autarquia dá as boas-vindas a esta nova empresa e estamos já a trabalhar em colaboração no sentido de a apoiar nesta nova fase”, sublinha o Presidente da Câmara.
A “OnsalesIT” tem como segmentos de mercado a nutrição desportiva e dietética e a produção de moda. “Somos um grupo de empresas que compramos ou produzimos, armazenamos e distribuímos. Na unidade da Póvoa de Lanhoso, vamos ter uma confecção têxtil, uma empresa que se dedica à produção e manutenção de portais na internet e uma empresa que armazena e distribui para todo o mundo”, explica o Director, Miguel Milhão.
Benefícios fiscais à fixação, mão-de-obra disponível e pouca concorrência são alguns dos aspectos que levaram esta empresa a escolher a Póvoa, que realizou contactos com a Câmara Municipal.

Garfe apresenta 13 criações de sonho


A aldeia dos presépios

Pelo sétimo ano consecutivo, a freguesia de Garfe voltou a transformar-se na aldeia dos presépios. Desde o passado domingo, dia 14 de Dezembro, que os treze presépios abrilhantam a aldeia, atraindo curiosos e visitantes.
Há treze diferentes para visitar em treze lugares da freguesia de Garfe, assumindo-se esta como um local de passagem obrigatória na época natalícia.
Tudo começou há sete anos atrás com o repto a ser lançado pelo padre Luís Peixoto, ao qual responderam os habitantes da freguesia, deitando mãos a um projecto que se estende até aos dias de hoje e tem cativado cada vez mais visitantes à freguesia.
O projecto iniciou-se com três presépios, e, de ano para ano, o número foi aumentando, assim como a qualidade dos mesmos.
Durante cerca de dois meses os moradores dos vários lugares unem-se para criar o seu presépio. Recuperar imagens, construir novas e preparar o terreno que vai acolher o presépio são algumas das tarefas que têm pela frente.
“O Natal não é só uma época de consumismo desenfreado. Desde o tempo de S. Francisco de Assis que se faz o presépio para celebrar a representação do nascimento de Jesus Cristo”, recordou o pároco, Luís Peixoto, dando importância ao aspecto simbólico desta celebração religiosa. “Estes presépios são verdadeiras obras de arte. E a cada ano que passa, são mais perfeitos, mais valiosos”, caracterizou o pároco, deveras contente, ao ver o povo unir-se por uma causa comum.
A cerimónia de inauguração dos presépios contou com a presença de Manuel Baptista, presidente da autarquia povoense, acompanhado pela vereadora da Cultura, Fátima Moreira, do presidente da Junta de Freguesia de Garfe, Avelino Fernandes, entre outros amigos da freguesia e muitos populares.

Empreendedorismo


Isave acolheu Fórum

A Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, em colaboração com o Gabinete de Projectos do ISAVE, promoveu, na tarde do dia 3 de Dezembro, um Fórum de Empreendedorismo, no auditório daquela unidade de ensino.
Aquele momento de partilha enquadrou-se no Eixo 1, “Emprego, Formação e Qualificação”, do Projecto Territórios_In - Incluir e Incentivar, que surgiu após a assinatura do Contrato Local de Desenvolvimento Social para o Vale do Ave entre o Instituto da Segurança Social, IP e as Câmaras Municipais de Fafe, da Póvoa de Lanhoso, de Santo Tirso e da Trofa.
Encarar o Empreendedorismo como uma saída profissional; ajudar à reflexão sobre os riscos e as potencialidades da criação do próprio negócio; reflectir sobre o perfil do empreendedor; conhecer formas de financiamento possíveis, como o Fundo “Mais Póvoa”, e entidades que apoiam a constituição de empresas; foram alguns dos inúmeros aspectos abordados durante aquele Fórum, moderado pelo Dr. Ricardo Rio, em representação da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso.
A plateia composta, sobretudo, por alunos daquele estabelecimento de ensino superior, recebeu os testemunhos do Dr. Nuno Martins da Associação Industrial do Minho; do Dr. Nuno Gomes do BIC – Minho / Oficina da Inovação; do Dr. Joaquim Lima da ADRAVE; e da Drª. Benedita Aguiar da empresa Die Apfel – Consultadoria Para os Negócios Lda..
O Projecto Territórios_In - Incluir e Incentivar é coordenado pela Sol do Ave e, para 2008, tem um orçamento global de cerca de 464 mil euros.

Junta de Freguesia de Santo Emilião

Homenagem a ex-presidentes

A Junta de Freguesia de Santo Emilião prestou homenagem, no passado sábado, dia 13 de Dezembro, aos ex-presidentes de junta daquela freguesia, eleitos após o 25 de Abril.
A cerimónia decorreu no Salão Paroquial, junto ao Mosteiro de S. Bento, e foi prestada homenagem a quatro ex-presidentes de junta, dois deles já falecidos. José Leite e José Alves Martins, já falecidos, Mário Ribeiro Alves e José Marques foram os homenageados, tendo sido entregue uma lembrança e apresentada a fotografia de cada um dos ex-presidentes, que passará a figurar no salão nobre da sede de Junta de Freguesia de Santo Emilião.
O primeiro homenageado – José Leite, já falecido – foi presidente da Junta de Freguesia entre Dezembro de 1974 e Dezembro de 1989. Manuel Leite, filho mais velho de José Leite foi quem recebeu a lembrança – o brasão da freguesia de Santo Emilião, pintado à mão.
Beatriz Dias, esposa do falecido José Alves Martins, recebeu a lembrança pelos três anos em que o seu marido foi presidente de Junta - de Janeiro de 1990 a Dezembro de 1993.
Mário Ribeiro Alves, presidente da Junta de Freguesia entre 1994 e 2002, foi o terceiro presidente de Junta alvo de homenagem. Ausente do país, a lembrança foi entregue a Joaquim Jorge Silva, sobrinho do homenageado.
O último homenageado foi José Marques, o antecessor do actual presidente da Junta de Freguesia de Santo Emilião, que desempenhou aquele cargo de Março de 2003 a Outubro de 2005.

Downhill

Povoense é campeão regional

Luís Fernandes, um jovem povoense que tem dado cartas no downhill, sagrou--se, recentemente, campeão regional de Downhill na sua categoria.
Para além deste resultado, Luís Fernandes conseguiu alcançar o 6º lugar no campeonato nacional da modalidade.
Visivelmente contente com os resultados alcançados, Luís Fernandes referiu que “2008 foi um ano em que mostrei muito a nível desportivo. Alcancei muitos dos objectivos propostos pelos meus patrocinadores. Nesta caminhada conto com o apoio de vários estabelecimentos comerciais da Póvoa de Lanhoso e a ajuda preciosa dos meus pais”.
A motivação é muita e o jovem povoense espera alcançar resultados ainda melhores no próximo ano, não deixando de agradecer a todos aqueles que o acompanharam ao longo desta época.

Atletas e instituições foram premiados

Gala da Deficiência e do Desporto

Prémios de Mérito
Andebol - Academia Desportiva do ISAVE – Iniciados
Tiro - Ana Rita Rodrigues – Clube de Caçadores da Póvoa de Lanhoso
Columbofilia – Escola EB 2,3 Professor Gonçalo Sampaio
Atletismo – Grupo Desportivo de Covelas
Atletismo – Emanuel Machado – EB 2,3 Prof. Gonçalo Sampaio
Boccia e Futebol em Cadeira de Rodas Eléctrica – Alexandrina Oliveira – Associação de Paralisia Cerebral de Guimarães
FutsalSport Clube Maria da Fonte – equipa feminina
Futebol: Associação Juvenil Fintas Academia – Escolas
Grupo Desportivo Porto d'Ave – Equipa Sénior
Sport Clube Maria da Fonte – Equipa Sénior

Prémio Revelação
Escalada da EB 2,3 Professor Gonçalo Sampaio – Rui Antunes e Diogo Silva

Prémio Carreira
Luís Veloso - Automobilismo

Prémio Consagração
Carlos Freitas – Luta Greco-Romana

Treze atletas e instituições do concelho da Póvoa de Lanhoso foram homenageados, pela Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, no decurso da Triunfo - 1.ª Gala da Deficiência e do Desporto, realizada no passado dia 5 de Dezembro, no Narcisus Eventos, em Fontarcada.
Nas categorias de Mérito, Revelação, Carreira e Consagração, a autarquia da Póvoa de Lanhoso prestou, assim, tributo aos atletas e instituições que se distinguiram em diversas modalidades, desde o futebol, à columbofilia, passando pelo atletismo, escalada, boccia, tiro, andebol, automobilismo e luta greco-romana.
O evento, que contou com a presença de cerca de trezentas pessoas, ligadas às diversas instituições assim como outros convidados, foi abrilhantado com a actuação dos utentes da Casa de Trabalho de Fontarcada, com a tuna e um desfile de moda; da CERCIGUI, com uma dança; e dos Zés Pereiras do Novais, do Centro D. João Novais e Sousa, todas elas instituições que trabalham na área da deficiência.
Luís Veloso, um povoense em destaque na área do automobilismo foi galardoado com o prémio “Carreira”. Durante vários anos, o piloto da Póvoa de Lanhoso participou em diversas competições e arrecadou vários prémios ao longo da sua carreira. Depois de abandonar as provas, este povoense continua a dar cartas no mundo automóvel, fruto da criação da Velosomotosport, uma equipa que apoia diversos pilotos e tem participado em diversas provas nacionais e nacionais.
Na hora de receber o prémio, Luís Veloso deu os parabéns pela realização da Gala, esperando que “esta seja a primeira de muitas”, e agradeceu aos seus patrocinadores que o acompanham ao longo destes anos.
O prémio “Consagração” foi entregue a Carlos Freitas, um dos primeiros povoenses a conseguir um título nacional. Na época de 69/70 aquele povoense integrou a equipa principal do Sporting Clube de Portugal e arrecadou o título de Campeão Nacional de Luta Greco-Romana, na categoria de meio/leve 67 kg. Por ocasião dos agradecimentos, Carlos Freitas de conta de que “Não foi fácil há 39 anos. A vida era difícil mas lá consegui. Este mérito chegou tarde mas chegou”.
A equipa de Escalada da Escola EB 2,3 Professor Gonçalo Sampaio arrecadou o prémio “Revelação”. Rui Antunes e Diogo Silva, dois elementos deste clube, têm conquistado diversos títulos de campeão, desde o distrital, passando pelo regional e nacional.
Maria da Fonte, Porto d'Ave, Fintas, Isave, Grupo Desportivo de Covelas e a secção de Columbofilia da Escola EB 2,3 Professor Gonçalo Sampaio foram as instituições galardoadas com o prémio “Mérito”.
Em termos individuais, Ana Rita Rodrigues, do Clube de Caçadores da Póvoa de Lanhoso; Emanuel Machado, da Escola EB 2,3 Professor Gonçalo Sampaio; e Alexandrina Oliveira, da Associação de Paralisia cerebral de Guimarães, foram os contemplados.
No decurso da iniciativa, a Diverlanhoso, sediada em Oliveira, apresentou a Escola de Mergulho e Canoagem para o público em geral e para as pessoas com deficiência, que ficará localizada no Parque de Lazer do Pontão, na Barragem das Andorinhas, em Sobradelo da Goma.
No final, a autarquia prestou ainda homenagem à Casa de Trabalho de Trabalho de Fontarcada e à Associação de Apoio aos Deficientes Visuais do Distrito de Braga, duas instituições do concelho que trabalham na área da deficiência.

DIVISÃO DE HONRA da A.F. Braga

‘Trânsito caótico’ em S. Torcato

As obras no centro da Vila de S. Torcato causam um antêntico pandemónio aos transeuntes, principalmente aos forasteiros, que mesmo seguindo com todo o cuidado as setas amarelas a dizer ‘desvio’, têm enorme dificuldade em chegar ao destino, mas a equipa do Porto d’Ave parecia que estava a jogar em casa no Campo do Arnado no passado dia 7 de Dezembro. Com a lição bem estudada, os ‘axadrezados’ apresentaram- se de autocarro em S. Torcato e provocaram um trânsito caótico para os locais, no jogo da 11.ª jornada da Divisão de Honra.
O zero-a-zero acaba por premiar mais o trabalho da formação de João Fernando pela arte de bem defender nesta difícil partida, regada com muita chuva e disputada com muito musculo.
Porém, para o Torcatense, o resultado é mais penalizador, até porque, a jogar em casa, tinham claramente a obrigação de saber melhor os ‘desvios’ para a vitória. Emperraram atrás do autocarro estacionado pelo Porto d’Ave (0-0) e perderam, assim, uma bela oportunidade para recuperar a liderança do campeonato, porque o líder Martim saiu derrotado do duelo em Santa Eulália.
Ainda assim, a turma comandada por Branco pode queixar-se de alguma falta de sorte. Logo aos três minutos, Chiquinho rematou ao poste da baliza de Clemente. O guarda-redes dos ‘axadrezados’ realizou mesmo uma grande exibição e foi um dos principais responsáveis pelo desfecho. Aos 18 minutos, fez a defesa da tarde, a livre de Lameirão.
O sentido do jogo foi quase sempre o da baliza do Porto d’Ave, mas no cair do pano para o intervalo, os povoenses tiveram uma oportunidade de ouro para marcar. Vitinha surgiu isolado, após passe de morte de Dúnio, mas foi lento a rematar, acabando por ser desarmado pela defesa local.
Na segunda parte, o filme foi em tudo idêntico ao exibido nos primeiros 45 minutos.
O Torcatense a atacar com todas as forças, e o Porto d’Ave a defender com unhas e dentes. Aos 63 minutos, foi por instinto que Clemente negou o golo a António. E foi sempre assim, com o guarda-redes ‘axadrezado’ a levar a melhor sobre o ataque torcatense.

II Divisão Nacional - jornada 13

Resultado muito injusto

Quando parecia que o resultado final do encontro entre o Maria da Fonte e o Caniçal seria o empate, na última jogada da partida, e já em período de descontos, o Caniçal chegou ao golo e saiu vencedor do encontro.
Os forasteiros foram os primeiros a chegar ao golo, logo aos 3 minutos, por intermédio de Bruno Carvalho, que, aproveitando a falta de marcação, bateu o guarda-redes Pedro Freitas.
O Maria da Fonte demorou a reagir e só aos 29 minutos conseguiu a primeira jogada de perigo, por intermédio de Nini, com o guarda-redes Nuno Carrapato a aplicar-se e a negar o golo ao médio marifontista.
Até ao final da primeira parte o Maria da Fonte foi quem permaneceu mais tempo na área adversária.
A boa imagem deixada no último quarto de hora da primeira parte permaneceu no tempo complementar, com o Maria da Fonte a entrar com toda a força na procura do golo. As aspirações dos locais ficaram comprometidas aos 59 minutos, com o Maria da Fonte a ficar reduzido a dez unidades, por expulsão de Dino.
Apesar disso, a formação de Dinis Rodrigues não acusou a inferioridade numérica, segurou a partida e criou diversas oportunidades de golo, com Filipe a carimbar algumas das jogadas de ataque e a obrigar o guarda-redes do Caniçal a aplicar-se para evitar o golo.
Depois de tanta procura, o golo do empate apareceu aos 70 minutos, por intermédio de Nuno Mendes. Na marcação de um livre directo, o central do Maria da Fonte “dispara” um verdadeiro “tiro” que só pára no interior das redes da baliza do Caniçal.
Minutos depois, aos 74 minutos, o Maria da Fonte desperdiçou uma oportunidade, com André a cabecear por cima da baliza do Caniçal. Também Filipe, aos 85 minutos, não acertou com a pontaria, e o remate saiu por cima da baliza de Nuno Carrapato.
Aos 94 minutos, o Maria ficou reduzido a nove unidades, por expulsão de Fina, após acumulação de amarelos.
Nos minutos finais do encontro o Caniçal, que até então se mantinha sob o domínio do Maria da Fonte, foi aparecendo na área da formação da casa e ,quando se pensava que o empate seria o resultado final, aos 95 minutos, no lance final da partida, e na marcação de um livre, por João Rui, o Caniçal conseguiu o golo da vitória.

Dinis Rodrigues

“Era um jogo que nós trabalhamos e pensávamos ganhar este jogo para amealhar mais três pontos. Sofremos um golo logo nos minutos iniciais, com alguma ingenuidade da nossa parte”. “Até ao intervalo não foi um futebol muito bem jogado da nossa parte, mas rectificamos na segunda parte, entramos muito bem e fizemos uma segunda parte extraordinária. Mesmo depois, com dez elementos, outra expulsão ingénua do nosso atleta, conseguimos fazer um golo, criar diversas oportunidades e o nosso adversário não fez rigorosamente nada que perturbasse o nosso guarda-redes. Depois, foi o livre aos 95 minutos e a infelicidade da nossa parte em sofrer esse golo.”
“Acho que é muito injusto para aquilo que se passou nos noventa minutos, e principalmente na segunda parte, e demos um passo atrás na caminhada que temos pela frente.”

ENTREVISTA — MANUEL JOSÉ BAPTISTA



“Um concelho com história”

A cerca de um ano de terminar o seu primeiro mandato como presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Manuel José Baptista, em entrevista ao “Maria da Fonte”, traça o balanço destes três anos e aponta o caminho a seguir no próximo ano, um ano marcado por vários actos eleitorais, entre eles, as eleições autárquicas.
Depois do seu nome ter sido aprovado no plenário dos militantes do Partido Social Democrata, Manuel José Baptista assume-se como candidato à presidência da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso nas próximas eleições autárquicas, mostrando-se confiante na sua reeleição.


Maria da Fonte - Que balanço faz destes três anos de mandato?
Manuel Baptista - Gerir uma autarquia num período de crise económica é sempre mais difícil. É nesta fase que as pessoas mais precisam e exigem de nós. Aquilo que fizemos foi pensar primeiro nas pessoas, estando perto delas, ouvindo as suas preocupações e tentando ajudar a resolver os seus problemas. Desse ponto de vista, acho que o balanço é positivo. Eu conheço bem os povoenses e não mudei a minha forma de ser por ocupar o lugar de Presidente da Câmara. O que faço é usar este poder para ajudar as famílias e o desenvolvimento da Póvoa de Lanhso. Nestes três anos, fizemos obras muito importantes quer na vila quer nas freguesias. Mas, para mim, o mais importante foi resolver problemas sociais de muitos povoenses que vieram ter connosco. Estou convencido que, apesar de algumas dificuldades, estamos a cumprir as expectativas que os povoenses depositaram em nós. Também re-conheço que podem ter existido erros, ou que não conseguimos resolver este ou aquele problema da melhor forma, mas somos humanos como todos os povoenses.

MF - Foi por esse motivo que a área social tem sido uma das apostas deste executivo. Ainda há muito a fazer neste campo?
MB - Sim, sem dúvida. Não faz sentido governar a Câmara esquecendo os problemas sociais dos povoenses. O trabalho que é feito na Rede Social é muito importante. Com os parceiros definimos um Plano de Desenvolvimento Social e dele saíram muitos projectos que ajudam as pessoas, como o Banco de Voluntariado, a Loja Social, os Cartões Municipais, o trabalho que realizamos com os idosos, por quem tenho um especial carinho, e o apoio que damos às IPSS´s. O nosso objectivo é que, se houver casos sociais graves, a autarquia, com a ajuda das IPSS´s, encontre uma solução para esses problemas. Mas, o próximo ano preocupa-me mui-to, pois sei que as dificuldades vão aumentar. Foi por isso que decidimos apoiar as famílias nas rendas de casa e no pagamento das taxas do IMI. Nós queremos que haja uma redução dos custos com a habitação para que esse dinheiro seja gasto noutras necessidades, como a educação dos filhos. Repare, nós duplicámos o número de Bolsas de Estudo, aumentámos em 40% os apoios a nível de livros, transporte e refeições dos alunos que frequentam o primeiro ciclo. Na Póvoa de Lanhoso, cerca de 70% destes alunos têm apoio social da autarquia. É um esforço financeiro muito grande, mas, com a crise que o país atravessa, temos de estar ao lado das famílias, apoiando até onde nos for possível.

MF - Para além da vertente social, as Freguesias, a Educação e a Juventude foram também definidos como prioridades. O que tem sido realizado nestas áreas?
MB - O nosso objectivo é trabalhar todas as áreas, mas o dia a dia obriga-nos a escolher as prioridades. Foi o caso da vertente social e da Educação. O Governo alterou as regras e nós tivemos de nos adaptar. É bom que todos saibamos que fizemos a Carta Educativa em 2006 e já temos dois Centros Educativos aprovados. O Centro Educativo António Lopes vai ser inaugurado para o ano e as obras do de Monsul começam até Junho. Estamos a falar em mais de 4 milhões de euros de investimento, mas não podemos querer um concelho desenvolvido se não tivermos boas escolas e qualidade no ensino - é por isso que fazemos estes investimentos. Esta aposta nos jovens vê-se, por exemplo, no Espaço Jovem. Esta casa da juventude, onde estamos agora, é um equipamento novo, que veio ajudar os mais novos no seu dia-a-dia, pois encontram aqui vários serviços.

MF -Para além do referido anteriormente, quer destacar outras obras ou iniciativas desenvolvidas pela Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso?
MB - Sim, felizmente, há mui-to trabalho para mostrar. Nós achámos que era muito importante melhorar as condições e a imagem da vila. Sabe que é o cartão de visita do concelho e, como apostamos no turismo, tivemos a coragem de intervir no coração do concelho, ou seja, na Vila, apostando na requalificação das suas ruas e jardins públicos. As obras que efectuámos nos passeios e no estacionamento, a rotunda de Galegos e a do Pinheiro, o anfiteatro do Pontido, a nova ligação da Ponte de Pereiros ao Centro de Saúde são exemplos de intervenções que vieram melhorar a imagem do concelho e aumentar a comodidade dos povoenses e de quem nos visita. A vila está bonita, acolhedora e mais funcional.
A par destas obras, não esquecemos as freguesias. Fizemos obras em todas elas. Tenho que destacar o Parque de Lazer do Pontão, a requalificação dos centros cívicos de Ferreiros, de Covelas, de Quintela, em Taíde, e de Louredo. As dezenas de pavimentações, a água e saneamento. Enfim, são obras que são muito importantes para as freguesias e que eu fiz questão de apoiar. Algumas vezes, as populações têm de sofrer um bocadinho mais, enquanto executamos essas obras, mas peço a compreensão de todas. Tentaremos ser breves. Numa outra área, quero destacar a Cultura. Somos um concelho com história, com tradições e com um património muito importante. Foi por isso que apostamos na Cultura como complemento às obras. Para mim, o mais importante de todo o trabalho efectuado foi a capacidade de envolver as associações e os povoenses em geral. Repare, quando assisti à peça “Mulheres do Minho” senti um orgulho muito grande, porque vi as mulheres povoenses empenhadas e com orgulho na nossa história. São estes projectos que queremos incentivar. A Cultura é para todos e não para meia dúzia. Com o excelente trabalho do Centro de Criatividade este objectivo vai ser cumprido, sem dúvida.




Desemprego
“Estou muito preocupado com a situação
do tecido industrial da nossa região”



Maria da Fonte - Estamos no mês de Dezembro e num momento importante da política concelhia uma vez que o executivo irá levar à Assembleia Municipal o Plano e Orçamento para 2009. Quais os principais projectos que irão marcar o próximo ano, um ano em que se realizam as eleições autárquicas?
Manuel Baptista - O Plano está pronto. Sendo o último do mandato, nós colocámos as obras que vamos realizar em 2009 e os projectos que apresentámos a financiamento do novo Quadro Comunitário. Como sabe, os apoios europeus deveriam ter iniciado em 2007, mas só agora é que podemos apresentar algumas candidaturas, o que veio atrasar muito. Aliás, é bom que os povoenses saibam que este mandato correspondeu à mudança de Quadro Comunitário, o que veio baralhar um pouco as cartas, pois tivemos que encerrar as candidaturas e projectos do anterior Quadro e adaptar as nossas ideias às regras do novo QREN.
Então, resumidamente, o que pretendemos fazer em 2009? Vamos dar autonomia financeira às Juntas de Freguesia para fazerem as suas obras. Foi uma pro- messa de campanha, que este ano será cumprida. Vamos inaugurar o Centro Educativo António Lopes que vai resolver muitos problemas aos pais, acabando com o horário duplo Vila. Vamos começar a construção do Centro Educativo de Monsul, que em 2010 ficará pronto para servir as freguesias do baixo concelho. Vamos ampliar o Cemitério Municipal. Vamos ajudar os povoenses a passar esta crise. Quem tem casa própria, vai pagar menos IMI e, quem tem casa arrendada e seja carenciado, deve concorrer a um apoio que pode chegar aos 100? mensais. Vamos permitir que 37 jovens povoenses carenciados recebam uma Bolsa de Estudo. Vamos apoiar o comércio, a restauração e o alojamento, organizando iniciativas que tragam muitos turistas, como é exemplo o Rallye e o Congresso Ibero-Americano de Parques e Jardins Públicos que trará mais de 500 congressistas. Vamos construir o Jardim Professor Gonçalo Sampaio. Vamos manter o apoio à Cultura, reforçando o papel do Centro de Criatividade. Vamos apoiar na construção de três equipamentos sociais, permitindo alargar as respostas ao nível de lar de idosos, apoio domiciliário, creche e lar de deficientes. Os projectos que referi e que candidatámos são fundamentais para o desenvolvimento do concelho. Estou a falar de Áreas de Acolhimento Empresarial, do projecto da Variante do Pinheiro à vila, do Fórum Municipal, que tem inserida a Biblioteca, uma Sala Multiusos, a Loja do Cidadão e a Casa do Associativismo, bem como da Piscina Bioclimática e dos Pavilhões Municipais na vila e em Monsul.

MF - O início do mandato coincidiu com o encerramento da Lear, a maior empresa empregadora do concelho. O que tem sido feito pela autarquia para atrair novas empresas para o concelho?
MB - Essa é, neste momento, a minha principal preocupação. Ainda esta semana estive reunido com o Dr. Basílio Horta da AICEP, em Lisboa, para lhe pedir ajuda. Eu sei que o problema não é apenas da Póvoa de Lanhoso, infelizmente, é do país, mas tenho batido a muitas portas para tentar conseguir que empresas se instalem no concelho. Como é público, uma empresa de Braga está já a instalar-se no Parque de Fontarcada, o que é um sinal positivo e é, também, resultado do nosso esforço. Mas não podemos ter ilusões, hoje é muito importante manter e apoiar as empresas que temos. Se conseguirmos isso já é muito bom, apesar de não baixarmos os braços na procura de novas empresas. Eu não posso falar muito dos contactos que temos feito, pois esta matéria tem de ser tratada discretamente, mas posso dizer que estamos à espera de uma resposta de uma empresa que pode criar 400 postos de trabalho e de uma outra de menor dimensão, mas igualmente muito importante.
Estou muito preocupado com a situação do tecido industrial da nossa região e concordo que é urgente a intervenção do Governo neste capítulo. Sabia que uma pequena percentagem dos apoios concedidos a bancos privados seria suficiente para revitalizar e reestruturar as empresas do Vale do Ave?


“Estamos motivados
para continuar este projecto”



Maria da Fonte - Qual o seu comentário à actuação da bancada socialista, na Assembleia Municipal, nestes três anos?
Manuel Baptista - Não me compete agora comentar o trabalho dos grupos parlamentares. Deixo isso para as direcções de cada Partido. Aquilo que posso dizer é que tenho feito um esforço no sentido de esclarecer os deputados sobre os documentos que são levados para votação, com respeito pelas opiniões de cada um. Infelizmente, nem sempre fui entendido e, muitas vezes, senti que os interesses do Partido Socialista estavam acima dos interesses da Póvoa de Lanhoso. Mas cada um escolhe o caminho que quer e são os povoenses que vão fazer a avaliação final.

MF - O plenário de militantes do PSD, realizado no dia 12 de Dezembro, aprovou a proposta da Comissão Política. Como tal, será o candidato do PSD às próximas eleições autárquicas. Sente-se confiante quanto à possível reeleição?
MB - Os militantes depositaram em mim a responsabilidade de apresentar uma candidatura à Câmara Municipal. É para mim, mais uma vez, uma grande honra representar o Partido. É isso que farei, pedindo aos povoenses novamente a sua confiança. O projecto ainda não está terminado, aliás, estamos precisamente no momento mais importante. Repare, um mandato de quatro anos quando há mudança de Partido não é suficiente para executar um projecto de desenvolvimento. Tivemos de nos adaptar, de criar um grupo de trabalho, de planear os projectos, de aliviar financeiramente as contas da Câmara e de começar a mostrar a nossa marca e, se os povoenses quiserem, entraremos numa nova etapa. Nós estamos motivados para continuar este projecto, mas aceitarei democraticamente todos os resultados. Serei candidato como fui em 2005, respeitando o adversário, apresentando os argumentos com lealdade e falando verdade aos povoenses. Mas quero continuar a ser o Presidente de todos os povoenses.

MF - Estando na quadra natalícia, quer deixar alguma mensagem aos povoenses?
MB - Aproveito esta oportunidade para deixar uma mensagem de esperança. Com o esforço de todos vamos superar as dificuldades e a crise que afecta o país e a nossa Póvoa de Lanhoso. Espero que todos tenham um Santo Natal e que 2009 corresponda ao ano da retoma económica, dos empregos e da qualidade de vida, que todos merecemos.